segunda-feira, setembro 26, 2011

OLIVIA NEWTON-JOHN (63)

Dez factos sobre Olivia Newton-John que você sempre quis saber:
1. É filha de um Nobel da Física, o Professor Brin Newton-John.
2. Editou o primeiro single em 1966. Tinha 18 anos.
3. Em 1973, ganhou o primeiro de quatro prémios Grammy: Melhor Cantora Country.
4. Em 1978, entrou na história do cinema-musical ao protagonizar Grease, ao lado de John Travolta.
5. Em 1979, foi agraciada com a Ordem do Império Britânico pela Rainha Isabel II, de Inglaterra.
6. Em 1981, lançou Physical, o álbum de maior sucesso da sua carreira, do qual faz parte o tema-título que foi um êxito à escala mundial.
7. Em 1986, nasceu a sua filha, Chloe Rose Lattanzi, que haveria de seguir as pisadas da mãe quer na arte dramática quer na música.
8. Sobreviveu a um cancro da mama, diagnosticado na primeira metade dos anos 90. A partir de então tem sido uma voz activa na consciencialização para o problema.
9. Continua a gravar assiduamente, alternando entre a pop e a música de cariz mais espiritual e contemplativo.
10. Hoje, completa 63 anos. Parabéns!

BRYAN FERRY (66)

Numa futura encarnação, quando me perguntarem que cantor dos anos 80 eu quero ser, não hesitarei: Bryan Ferry. Ele é um dos cantores mais carismáticos dos anos 80 e tem uma carreira a solo recheada de momentos espantosos, como Slave To Love, Windswept, Don't Stop The Dance ou Kiss And Tell. Esta última transporta-me para uma fase em que frequentava a mítica Swing. Muito dancei eu Kiss And Tell em finais da década de 80!

O mais recente álbum de originais chama-se Olympia. No site oficial é possível ouvi-lo.

Em 22 de Julho de 2010, cumpri o sonho de o ver em palco, com os Roxy Music, em Oeiras. Resta-me dizer que Bryan Ferry completa hoje 66 anos. Parabéns!

sábado, setembro 10, 2011

SIOBHAN FAHEY (53)

Com Keren Woodward e Sara Dallin fundou, em 1982, as Bananarama, muito provavelmente a girl band mais bem sucedida dos anos 80. Em 1988, saiu do grupo para formar com Marcella Detroit as Shakespears Sister cujo êxito foi residual comparado com o do trio anterior. Falo-vos de Siobhan Fahey, a miúda mais gira das três Bananarama. O Dave Stewart (Eurythmics) achou o mesmo e casou-se com ela em 1987, uma ligação que durou nove anos e "produziu" dois filhos. Nesta foto do casamento, dá para constatar que o penteado do Dave ficaria bem em qualquer das três Bananarama. Hoje, Siobhan Fahey completa 53 anos. Parabéns!

CAROL DECKER (54)

Fica o querido leitor desde já a saber que China In Your Hand nunca foi uma canção sobre o país do Mao Tsé Tung ("china" quer dizer porcelana). Depois desta informação que deve ter caído que nem uma bomba nas vossas vidas, cumpre-me assinalar o aniversário número 54 de Carol Decker, a vocalista dos T'Pau, que tinha um vozeirão do catano. De vez em quando, Carol ainda sobe ao palco, em festivais revivalistas, sob a designação da banda que liderou nos anos 80 (já agora, T'Pau era o nome de uma personagem de Star Trek, uma espécie de sacerdotisa nascida no planeta Vulcano). Parabéns, Carol!

quinta-feira, setembro 08, 2011

As capas da escola (parte 2)

A capa apresentada no texto anterior corresponde ao período dos meus 14 anos, mais coisa, menos coisa. Agora, trago-vos uma capa dos meus 15/16 anos. É curioso verificar, passado tanto tempo, que elas mostram fielmente a evolução dos meus gostos musicais enquanto adolescente, da pop para consumo imediato ao rock mais adulto e alternativo.


A frente desta capa é dominada pelos Xutos & Pontapés, com recortes feitos a partir do jornal Blitz. São fotografias, pedaços de texto, uma descrição dos instrumentos usados na altura por Tim, Zé Pedro, João Cabeleira, Kalú e Gui, e uma definição do que é ser punk por Zé Pedro. No fundo da capa coloquei um pensamento retirado dos Pregões e Declarações. Era uma secção que me divertia muito. Lembro-me, por exemplo, das guerras entre metaleiros e rockabillies. Hilariante. Cheguei a escrever para a a secção das mensagens de amor, mas acho que a miúda em causa nem sabia o que era o Blitz...



A contracapa mantém a presença dos Xutos, mas já mostra outras das minhas fixações da altura. Uma delas era a chamada música moderna portuguesa, que eu ouvia via Luso Clube (acho que era assim que se chamava, mas o Jorge aqui pode dar uma ajuda), um programa de rádio sobre a novas tendências do rock português. E ali estão os nomes como Essa Entente, Linha Geral, Mata Ratos, entre outros. Outro destaque da capa é feito aos The Pogues, com Shane MacGowan e as suas cáries em grande estilo. E agora, um desafio: todos os grupos desta capa estão identificados exceto um, logo por cima de Billy Idol. Alguém advinha quem são?


PS - Para ver em pormenor é só clicar na imagem.

As capas da escola


Setembro é mês de regresso às aulas e eu aproveito o facto para lembrar aquele hábito tão saudável e criativo de colar nas capas dos cadernos diários as fotos de tudo quanto era banda, cantor/cantora, retirados da Bravo, essa revista que não fez nada pelo nosso alemão, porque o que interessava mesmo eram as imagens. Tratava-se de coisa muito séria, diria mesmo, um dos mais importantes atos de afirmação pessoal perante a turma e uma ótima estratégia para convencer a miúda da carteira do lado de que éramos mesmo "tótil fixes". O que realmente interessava não era colocarmos lá aquilo que nós ouviamos ou a música de que verdeiramente gostávamos. O importante era seguir a tendência geral e arranjar imagens tão raras quanto possível (o pessoal que tinha jeito para o desenho "faturava" bastante com as miúdas).

Aqui está a frente de uma das minhas capas da escola. Está ali a Sandrinha, o Boss, o Bryan Adams e o Paul Young. A presença dos Modern Talking é um erro de casting, aliás, se repararem bem, existe uma cruz bem marcada por cima da foto deles, o que me iliba de quaisquer juízos de valor sobre os meus gostos musicais. No canto inferior direito, um dos heróis do ténis da altura, o Boris Becker, apesar de o meu ídolo ter sido sempre John Mcenroe. A menina que está descascada na foto a preto e branco é a actriz Apollonia Kotero do filme Purple Rain. Na altura não fazia a mais ínfima ideia de quem ela era, mas achei que a sua inclusão na capa se justificava plenamente.

Qualquer capa que se preze tem o chamado "outro lado da capa". Esta não fugia à regra. Aqui introduzi a paixão pelo "futebol", que era tão importante naquela altura (e ainda é). Eram os tempos de uma super-seleção da Alemanha, em que pontificavam jogadores como Jakobs, Herget e Briegel. Se reparararem, no canto inferior direito falta uma imagem que foi retirada por mim para a incluir numa outra capa. Tratava-se do meu grande ídolo da altura: Madjer. Quem segue minimanente o fenómeno futebolístico sabe de quem estou a falar. Em termos desportivos ainda houve espaço para uma foto do Boris Becker "in action".

A música, claro, volta a fazer parte desta capa, mas com menos destaque. Mesmo assim repetem-se as presenças de Springsteen (eu era doido pelo Born In The USA, álbum) e Paul Young, cujo refrão "Sempre que bazas da minha beira, levas um coche de mim contigo", me fartei de dizer a uma chavala, que nunca me deu troco. Mas adiante. Há ainda espaço para os enormes Tears For Fears, uma das minhas paranóias da altura.

Para terminar, duas referências ao cinema, uma por motivos puramente cinéfilos - Indiana Jones, a grande referência do filme de ação dos anos 80 - e outra por motivos puramente estéticos - Brooke Shields, a grande referência de alguns sonhos erótico-artísticos de muitos adolescentes.

Para juntar dois lados de uma capa, existe sempre uma lombada. Aqui vinham mesmo a calhar uns autocolantezinhos que vinham na Bravo, que funcionavam um pouco como a "chicla" no fundo do gelado Epá. Ora cá estão eles, para completar a apresentação da minha capa escolar de mil novecentos e oitenta e qualquer-coisa... Podem clicar para verem "em maior". Ei, atenção às bocas por causa dos Modern Talking, ok?

quarta-feira, setembro 07, 2011

CHRISSIE HYNDE (60)

Chrissie Hynde fundou os Pretenders em 1978 e desde logo se afirmou como uma das mais carismáticas frontwomen do rock. Ao longo da década de 80, os Pretenders gravaram quatro álbuns e deram-nos canções como Brass In Pocket ou Don't Get Me Wrong. Como curiosidade, refira-se que, de 1984 a 1990, Chrissie foi casada com Jim Kerr (Simple Minds). Em 2007, inaugurou o seu restaurante veganista, ela que é uma empenhada activista dos direitos dos animais. No ano seguinte, os Pretenders lançaram o seu nono álbum de estúdio, intitulado Break Up The Concrete. Hoje, Chrissie Hynde completa 60 anos. Parabéns!

terça-feira, setembro 06, 2011

ROGER WATERS (68)

Olha, olha, que faz um gajo dos anos 60 e 70 num blogue sobre os anos 80? A resposta vem à boleia: The Pros And Cons Of Hitchiking. Esta foi a canção que colocou o fundador dos Pink Floyd no mapa dos anos 80. O LP com o mesmo nome e Radio K.A.O.S. foram os seus dois primeiros álbuns a solo e foram editados nessa mesma década, em 1984 e 1987, respectivamente. Esteve em Portugal em Março deste ano, trazendo até nós a digressão que recupera na íntegra o álbum The Wall, dos seus Pink Floyd. Hoje, Rogério Águas completa 68 anos. Parabéns!

segunda-feira, setembro 05, 2011

Sondagem: qual o melhor single dos Queen nos anos 80?

No dia em que passam 65 anos sobre o nascimento de Freddie Mercury, o Queridos Anos 80 realiza a sondagem que pretende saber qual foi o melhor single dos Queen nos anos 80. São dez canções selecionadas por mim, segundo um critério pessoal, que também tem que ver com o sucesso que estas canções tiveram no top UK singles. Façam o favor de votar na vossa preferida, ali ao lado, na barra lateral. Ou então, na página do QA80 no facebook, onde esta sondagem está a decorrer, também, em paralelo. Façamos, assim, a devida homenagem a um homem que tanto marcou a história da música pop-rock.

A lista das canções a concurso, por ordem cronológica:
another one bites the dust
under pressure
radio ga ga
i want to break free
hammer to fall
one vision
a kind of magic
friends will be friends
who wants to live forever
i want it all

domingo, setembro 04, 2011

SAL SOLO (57)

Em 1981, aparecia na TV uma personagem estranha e assustadora (pelo menos aos meus olhos de 10 anos de idade). Vestia de preto, tinha a cabeça completamente rapada, usava maquilhagem, e cantava de um modo estranhíssimo. Uma versão mais apresentável de Nosferatu, mas mesmo assim tenebrosa. Isto digo eu agora, que na altura não fazia a mais pequena ideia de quem era Nosferatu. Afinal, tratava-se de Sal Solo (de nome verdadeiro, Christopher Scott Stevens), o vocalista dos Classix Nouveaux, um rapaz inofensivo que se dedica atualmente à música de inspiração cristã, e cujo contributo para a definição de um estilo New Romantic não pode passar sem referência. Temas como Never Again, Guilty e Is It A Dream foram momentos altos de uma carreira que teve Portugal como país de culto para os Classix Nouveaux.
Em Outubro de 1983, Sal Solo e o amigo Nick Beggs (Kajagoogoo) decidiram fazer uma peregrinação a Itália, mais precisamente a um local sagrado chamado San Damiano. Sal chegou mesmo a pensar em abandonar a música e entrar para um mosteiro, mas alguém lhe disse que a música seria o seu instrumento privilegiado para mostrar a verdade divina aos fãs. A partir daí enveredou pela música de inspiração cristã. O single San Damiano foi o primeiro resultado disso mesmo. Sal viu a luz. E hoje, completa 57 anos! Parabéns!