terça-feira, janeiro 31, 2012

JOHN LYDON (56)

Nos anos 70, ele era Johnny Rotten e, com os Sex Pistols, deu consistência e visibilidade ao punk. Nos anos 80, foi John Lydon (o seu nome verdadeiro) e comandou um projecto interessante chamado P.I.L. - Public Image Limited. This Is Not A Love Song e Rise são exemplos da qualidade deste grupo, que encerrou a atividade na década de 90, mas voltou ao ativo recentemente.

Os Sex Pistols voltaram a reunir-se em 1996 para uma série de concertos sob o lema "We're fat, we're forty and we're back" (Estamos gordos, quarentões e de volta). Numa próxima eventual reunião do grupo, o slogan terá de sofrer uma ligeira alteração, pois Lydon já está no clube dos cinquentões - hoje completa 56 anos. Há quatro anos passaram por cá e foram cabeças-de-cartaz do Festival de Paredes de Coura.

Em 2005, foi editada uma coletânea dos maiores êxitos de John Lydon, quer ao serviço dos Sex Pistols, quer com os P.I.L.. Chama-se The Best Of British £1 Notes. O ano de 2008 não fez muito bem à imagem do cantor (como se ele estivesse preocupado com a sua imagem...). Num festival em Barcelona, em Julho de 2008, foi acusado de ataque racista pelo vocalista do Bloc Party, e no mês seguinte, foi a vez da cantora Duffy sentir na pele a fúria do senhor Lydon. Quando tentava abraçá-lo, Duffy foi empurrada e insultada pelo vocalista dos Sex Pistols. Muito mau. Ó homem, tem juízo nessa cabeça!

LLOYD COLE (51)

Lloyd Cole faz hoje 51 anos. O QA80 presta a devida homenagem a um dos maiores compositores britânicos dos anos 80, alguém cuja voz parece resistir ao passar do tempo (apesar de as imagens serem reveladoras dos mais de 20 anos que medeiam entre elas). Primeiro com os Commotions, depois a solo, Lloyd Cole pertence àquele grupo restrito de artistas que marcaram uma geração. Geração que, ainda hoje, não perde uma oportunidade para o ouvir e ver ao vivo. 2006 trouxe a homenagem musical dos escoceses Camera Obscura através do refrescante Lloyd, Are You Ready To Be Heartbroken? A ver. Eu já o vi ao vivo um bom punhado de vezes e nunca me canso! O seu último álbum data de Setembro de 2010 e chama-se Broken Record. Parabéns, Lloyd!

domingo, janeiro 29, 2012

RODDY FRAME (48)

Somewhere In My Heart (1988) é o êxito maior dos escoceses Aztec Camera, que têm ainda All I Need Is Everything (1984) e Oblivious (1983). A banda já passou à história, mas Roddy Frame, o vocalista e compositor de inegável qualidade, mantém carreira a solo, com três álbuns de originais (o último de 2006) e dois ao vivo. Hoje, completa 48 anos. Parabéns!

sábado, janeiro 28, 2012

Silvano

Ontem, um colega de trabalho apareceu com um Silvano, o meu primeiro gira-discos. Não resisti a tirar-lhe uma foto, no momento em que pôs a tocar Paulo de Carvalho, numa edição chamada "Superestrelas da Música Portuguesa". Foi num aparelho igualzinho a este que ouvi os meus primeiros vinis. Lembro-me de um modo especial das muitas noites em que colocava os singles Homem do Leme e Remar Remar, dos Xutos, com o gira-discos em silêncio (era hora de toda a gente dormir), só a escutar o ruído da agulha a percorrer as estrias do vinil. O Silvano era um compacto fabricado no Japão desde 1977 que incluía, para além de gira-discos, um leitor de cassetes e um rádio. Tinha uma tampa em plástico duro preto e podia ser transportado como se fosse uma mala de negócios. O meu perdeu-se com o tempo, muito deteriorado pelo constante e nem sempre cuidado uso. Este, do meu colega, fez-me viajar no tempo!

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Blogs do ano - 2ª fase


O Queridos Anos 80 ficou classificado na terceira posição, em dezassete blogs a concurso na categoria "Música", na primeira fase do concurso de blogs que o Aventar está a organizar. A votação para a segunda fase começou hoje e estender-se-á até 28 de janeiro. A iniciativa é fantástica e atesta a dedicação que o Aventar presta a este fenómeno - que alguns diziam estar a morrer devido às redes sociais (leia-se Facebook - da blogosfera.
Mais uma vez, gostava de contar com o vosso voto, mas também gostava que esse voto fosse merecido. Por isso, aqui têm a lista dos outros cinco blogues apurados para esta final. O meu muito obrigado a quem votou e a quem visita este espaço.

A certeza da musica
A música portuguesa a gostar dela própria
A trompa
Queridos Anos 80
sound + vision
Vai uma gasosa?

domingo, janeiro 22, 2012

STEVE PERRY (63)

Steve Perry foi o vocalista dos Journey de 1977 a 1987 e, depois, entre 1995 e 1998. É dele a voz em Don't Stop Believin', canção de 1981 que foi, quase trinta anos depois, ressuscitada pela série televisiva Glee. Não sou fã do estilo dos Journey, nem conheço qualquer outra canção da banda, mas vejo em Steve Perry um vocalista de eleição, um daqueles vozeirões de arrepiar. No currículo de Perry podemos encontrar várias colaborações com nomes dos anos 80 como Kenny Loggins, Sammy Haggar, Sheena Easton ou Jon Bonjovi. Ele foi a única voz que, na altura, não conhecia no projeto USA For Africa com We Are The World. Hoje, Steve Perry completa 63 anos. Parabéns!

A miúda do teledisco (5)

Não podia passar ao lado deste teledisco dos The Cars. Para além de ser um tema marcante dos anos 80, que deve figurar em qualquer coletânea pop da década, Drive conta, no seu video promocional, com a presença da bela e frágil Paulina Porizkova, uma super modelo de origem checa que, na altura, me deixou de queixo caído, colado ao ecrã da TV.

Paulina é a personagem principal de uma história que parece ter lugar numa instituição de doenças do foro psiquiátrico e Rik Ocasek parece ser o homem que avalia o seu comportamento, ou pelo menos, a observa atentamente, com um ar sinistro q.b.. A menina chora, sorri, volta a chorar, volta a sorrir e, em cada expressão, é de uma beleza estonteante. Estávamos em 1984, ela tinha 19 anos, ele 35, não imaginando que, cinco anos depois, estariam a jurar amor eterno ao altar, relação que dura até ao presente e da qual resultaram dois filhos.

Por isso, este é um teledisco que se insere na categoria "vocalista-casa-com-miúda-do-teledisco", de que também faz parte este, dos Whitesnake, que já tinha sido apresentado aqui há atrasado. Neste caso concreto, não foi exatamente o cantor de Drive, Benjamin Orr, quem se casou com ela, apesar da insistência em querer levá-la de carro para casa, mas sim Ocasek, o vocalista, digamos, oficial da banda.

A carreira de Paulina nas passerelles dos anos 80 atingiu grande sucesso. Em 1988, conseguiu o maior contrato de sempre no mundo da moda: 6 milhões de dólares com a marca Estée Lauder. E chegou a ter oportunidades na TV e no cinema, embora sem grande destaque. Paulina continua fantástica, aos 46 anos, como podem ver pela imagem do lado direito, e recentemente surgiu na imprensa norte-americana queixando-se de que já ninguém a convida para eventos de moda. Querida Paulina, que não seja por isso. Fala-se ao Manuel Serrão e és minha convidada no Portugal Fashion. Mostro-te a linda cidade do Porto e levo-te a uns sítios que eu cá sei.

sábado, janeiro 21, 2012

BILLY OCEAN (62)

Sim, é mesmo Billy Ocean na imagem da direita. Parece que, depois de um período em que esteve envolvido em drogas, agora está mais espiritual e dedica-se à jardinagem, a tocar flauta de pan e a dar formação vocal.

Tobaguenho de nascimento, Leslie Charles mudou-se para o Reino Unido aos 8 anos e foi lá que, em 1974, já com o nome artístico que conhecemos, gravou o seu primeiro single. O sucesso mundial chegou nos anos 80, com Caribbean Queen, uma canção que via o seu título modificado de acordo com o continente em que era editada. Por isso, foi "African Queen" e também "European Queen".

O tema que guardo como referência é Loverboy, se bem que o seu êxito em Portugal não se tenha resumido a esta canção. Basta recordarmos títulos como Suddenly, When The Going Gets Tough, The Tough Get Going (tema principal do filme A Joia do Nilo), e There’ll Be Sad Songs (To Make You Cry). O canto do cisne da carreira de Billy Ocean chegou em 1988 com o tema Get Outta My Dreams, Get Into My Car.

Billy Ocean completa hoje 62 anos. Parabéns!

WENDY JAMES (46)

Era uma vez uma loira na minha TV a gritar I don't want your money, honey, I want your love. Estávamos em 1988. Chamava-se Wendy James e era vocalista dos Transvision Vamp. Hoje, estamos em 2012 e Wendy James completa 46 anos.

Dois álbuns - Pop Art (1988) e Velveteen (1989) - ficaram para a história, mas muito do sucesso dos Transvision Vamp foi alicerçado na imagem pin-up de Wendy James. Em 1991, a editora do grupo recuou na intenção de lançar o terceiro álbum uma vez que os singles de apresentação tinham sido autenticamente linchados pela crítica e, já agora, pelo público, que lhes virou literalmente as costas. Em 1993, Wendy gravou o seu primeiro e único álbum a solo, todo ele composto por Elvis Costello. Porém, sem retorno comercial, Wendy desapareceu do mapa. Seria preciso um salto de 11 anos para voltarmos a ter notícias suas. Em 2004, regressou à atividade musical com nova banda, Racine, tendo editado dois álbuns com este projeto (estiveram em Portugal há quatro anos). Após a dissolução da banda, Wendy James lançou um trabalho a solo intitulado I Came Here To Blow Minds, de que podemos ouvir alguns temas no myspace da menina.

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Loving Rockets

(na FNAC do Marshopping, dirigindo-me a DOIS funcionários da secção de música)
- Boa tarde, o que tem de Love and Rockets?
- Desculpe? Disse...
- Love And Rockets, queria saber o que tem deles...
- Hmmm... não conheço (vira-se para o outro, que encolhe os ombros) Um momento, vou fazer a pesquisa (no computador) Disse... Loving Rockets?
- Love ..... AND ..... Rockets.
- Se me quiser dizer um título, talvez seja mais fácil e apareça logo...
- Tente "Best of"...
- Não, não temos nada...
- Obrigado.

Ora bem, quer-me parecer que um funcionário da secção de MÚSICA de uma loja tão conceituada como a FNAC tem de saber quem são os Love And Rockets. Ou, pelo menos, tem de ter ouvido falar neles. Estarei a ser demasiado exigente? Falo de uma banda que partilha a árvore genealógica de nomes como Bauhaus e Peter Murphy (sem falar nas carreiras a solo dos seus próprios membros, mas isso já era pedir de mais...), que produziu aquele que é, talvez, o melhor instrumental da música pop-rock - falo de Saudade -, que é responsável por temas como Ball Of Confusion, Kundalini Express e, principalmente, So Alive, que escalou muitas tabelas de vendas por esse mundo fora e invadiu muitas pistas de dança alternativas. Sem querer fazer disto um escândalo mundial, acho que a FNAC e os seus funcionários têm de estar à altura de um cota como eu.

terça-feira, janeiro 17, 2012

PAUL YOUNG (56)

Não, este Paul Young não morreu. Sim, este Paul Young merece a eternidade. Em primeiro lugar, é ele que abre Do They Know It's Christmas, com aquela frase que todos já cantámos pelo menos umas 300 vezes, mesmo que o resto da letra seja completamente irrelevante. Em segundo lugar, é dele uma das canções mais representativas desse nobre estado d'alma de um apaixonado que é a famosa dor de coto. A canção chama-se Everytime You Go Away (You Take A Piece Of Me With You) e aquele começo é inconfundível (ding, ding, ding, ding...). Em terceiro lugar foi ele o escolhido para "fazer" de Freddie Mercury no concerto de tributo ao vocalista dos Queen. A voz, está claro, fica a anos-luz de distância, mas valeu pela entrega nesse momento sublime.

Todo este paleio serve para introduzir a informação mais relevante: Paul Antony Young faz hoje 56 anos e, confesso, ele foi um dos meus heróis da juventude. Para quem não quer perder tempo e pretende conhecer o essencial, aconselho From Time To Time, The Singles Collection. Está lá tudo o que vale a pena (e o que não vale). O seu último longa-duração chama-se Rock Swings e apresenta um conjunto de clássicos do pop/rock com roupagem swing. Parabéns, Paul!

segunda-feira, janeiro 16, 2012

Nomes de bandas: The Bangles, Simply Red e The Stone Roses

The Bangles
As nossas queridas Bangles começaram como The Colours, mas rapidamente alteraram a sua designação para The Supersonic Bangs, um nome que foram buscar a um artigo da Esquire sobre penteados. Depois, resolveram abreviar para The Bangs, só que tiveram azar porque já existia uma banda norte-americana com esse nome. Finalmente chegaram à atual designação, que é o título de uma música do álbum homónimo de estreia dos Electric Punes (1967).

Simply Red
Mick Hucknall fez parte, durante sete anos, de uma banda chamada The Frantic Elevators (foi assim que editaram o original de Holding Back The Years). Em 1985, fundou os Red, numa alusão à cor do seu cabelo. Reza a história que o promotor de um concerto resolveu esclarecer junto de Mick o nome da banda ao que o vocalista respondeu "Red, simply red". E assim apareceu no cartaz do concerto: "Simply Red". Há quem diga que o nome da banda também tem a ver com o Manchester United, o clube preferido de Mick Hucknall.



The Stone Roses
Os The Stone Roses foram buscar a sua denominação ao título de uma novela de espionagem de Sarah Gainham, escritora britânica que cultivou o género. Esta informação não é cem por cento fidedigna, mas pode muito bem ser verdade, segundo este senhor.

SADE (53)

Helen Folasade Adu, conhecida no mundo musical por Sade, nasceu na Nigéria, mas aos 4 anos foi para Inglaterra quando a mãe (inglesa) se divorciou do pai (nigeriano). Fez parte de uma banda funk dos anos 80 chamada Pride, mas foi a solo que se impôs na música. O primeiro de muitos êxitos chamou-se Smooth Operator, que fez parte do álbum de estreia, Diamond Life (1984). O último álbum de originais chama-se Soldier of Love. Parece mentira, mas aquelas duas imagens de Sade distam pelo menos 20 anos. Hoje, completa 53! Parabéns!

domingo, janeiro 15, 2012

Blogs do Ano 2011


O Aventar organiza pela primeira vez um concurso de blogs com o objetivo de promover e divulgar o que de mais interessante se faz na blogosfera portuguesa e de língua portuguesa. O Queridos Anos 80 decidiu participar na categoria "Música". A votação começou hoje e estender-se-á até 21 de janeiro (1ª eliminatória). Gostava de contar com o vosso voto, mas também gostava que esse voto fosse o mais justo possível. Por isso, aqui têm a lista dos outros blogues a concurso (com respetiva ligação). Visitem-nos e decidam em consciência. Obrigado!

A certeza da musica
A música portuguesa a gostar dela própria
A trompa
Bairro do Vinil
Crónicas da Terra
Diz que não gosta de música clássica
Músicas dos Anos 60
Ouve-se
Portugal Rebelde
Provas de Contacto
Queridos Anos 80 (acho que não é preciso link para este, pois não?)
Raízes e Antenas
rodobalho
Santos da Casa
sound + vision
Spinning in air
Vai uma gasosa?

sábado, janeiro 14, 2012

Bowie: a preferida é...

... Absolute Beginners! A propósito do aniversário de David Bowie, no domingo passado, o Queridos Anos 80 indagou, assim à laia de sondagem, os seus leitores sobre a sua música preferida do camaleão, dentro, claro está, dos limites da década de 80. A classificação final aqui está:

1. absolute beginners - 16 (29%)
2. let's dance - 12 (22%)
3. ashes to ashes - 11 (20%)
4. modern love - 5 (9%)
5. this is not america e china girl - 3 (5%)
7. blue jean - 2 (3%)
8.loving the alien e fashion - 1 (1%)
10. day-in day-out - 0 (0%)

LL COOL J (44)

I Need Love é conhecida como a primeira balada da música rap. Apareceu em 1987 (numa altura em que o rap ainda não era hip-hop), e o responsável por esse êxito mundial foi um miúdo de 19 anos chamado LL Cool J ("chamado" é como quem diz, porque o seu nome verdadeiro é James Todd Smith III), ele que já tinha iniciado carreira em 1985, surpreendendo meio mundo com um rap de cariz mais pop e melodioso. LL Cool J nunca deixou de gravar (o seu último álbum é de 2008), mas construiu no cinema uma carreira também ela sólida. Na TV podemos vê-lo na série NCIS: Los Angeles. Hoje, o Sr. Ladies Love Cool James completa 44 anos. Parabéns! Agora toca a agarrar a miúda aí em casa e pôr este som bem alto.

domingo, janeiro 08, 2012

DAVID BOWIE (65)

O camaleão completa hoje a bonita idade de 65 anos e o QA80 não podia deixar passar a data sem referência. Com uma carreira a despontar em finais dos anos 60, David Robert Jones entrou definitivamente pelos meandros da pop na década de 80, durante a qual nos deu canções que fizeram parte de qualquer alinhamento de discoteca. Ou será que nunca "abanaram o capacete" ao som de Let's Dance, China Girl, Modern Love ou Blue Jean?

É importante referir que David Bowie está presente em alguns dos duetos mais marcantes da década, ao lado de Mick Jagger (Dancing In The Street), Queen (Under Pressure) e Tina Turner (Tonight).

Para além do seu contributo inestimável à música, Bowie também "fez uma perninha" na sétima arte. Podemos vê-lo, na década de 80, em filmes como Merry Christmas Mr. Lawrence (1983), Into The Night (1985), Absolute Beginners (1986), Labyrinth (1986) e The Last Temptation Of Christ (1988). Já no século XXI, surgiu na comédia Zoolander (2001) naquela cena hilariante do combate de manequins. Parabéns, Mr. Bowie!

sábado, janeiro 07, 2012

KENNY LOGGINS (64)

Kenny Loggins ficou para sempre ligado ao nosso imaginário musical quando cantou Footlose, a música principal do filme com o mesmo nome. Lembro-me que o teledisco misturava imagens de Loggins a cantar e de Kevin Bacon a dançar. No filme, Bacon era o miúdo que chegava a uma cidade onde a música e a dança eram proibidas. Eu nunca vi o filme, diga-se em abono da verdade. Footlose era o tema principal da banda sonora, mas nela constavam outros temas fortes como Holding out for a Hero (Bonnie Tyler) ou Hurts So Good (John Cougar).

É curioso o facto de os principais êxitos de Kenny Loggins não fazerem parte da sua discografia própria. É que, para além de Footlose, o outro grande sucesso da sua carreira também fez parte de uma banda sonora original. Trata-se do filme Top Gun e a música chama-se Danger Zone. O site oficial de Loggins fala de um artista multi-planita, multi-ouro, multi-não-sei-quê, mas sinceramente, aqui a este cantinho apenas chegaram duas músicas. Que não são más de todo, dentro do género "casa-de-máquinas-de-jogos".

Resta-me dar os parabéns a Kenny Loggins, que completa hoje 64 anos. É bom não esquecer que ele vem dos inícios dos anos 70, quando cantava com Jim Messina. A sua exuberância capilar também já vem dessa altura como podem facilmente perceber através das imagens.

A miúda do teledisco (4)

A miúda do teledisco que hoje trago ao Queridos Anos 80 é Tawny Kitaen, também conhecida como "O avião que o David Coverdale afiambrou". De facto, os dois foram marido e mulher entre 1989 e 1991, portanto dois longos anos de muito amor, sexo (Ó David, não me deixes ficar mal) e consumo de shampô naquela casa. Assim de memória, temo-la presente nos telediscos de Is This Love, Here I Go Again e The Deeper The Love.
Se em Is This Love, a ação atinge uma intensidade dramática de assinalar, com o casal a separar-se e a reconciliar-se no final, em Here I Go Again, é o regabofe total. O teledisco de HIGA é um verdadeiro tratado de irresponsabilidade na estrada. Tawny Kitaen começa por se colocar de joelhos à janela do carro, depois senta-se na janela, debruça-se sobre o vidro frontal, abraça David Coverdale, mete-lhe o pernil à frente, come-lhe a orelha. Entre uma lambidela aqui e outra acolá, David Coverdale vai estando atento à estrada, na medida do possível, até ao moimento final do teledisco, em que a marota da Tawny o arrasta para o banco traseiro, isto sempre com o Jaguar XJ em movimento, imperturbável. Este carro era mesmo muito fiável.
Tawny Kitaen não nasceu Tawny, nasceu Julie Kitaen, mas aos doze anos começou a usar o "Tawny" e toda a gente foi atrás. Na sua longa lista de namorados podemos encontrar nomes como Tommy Lee, O.J. Simpson, Jerry Seinfeld e Jon Stewart, ligações que lhe devem ter valido alguma notoriedade, já que a carreira de atriz de papéis secundários em séries televisivas de segunda nunca lhe trouxe grandes proveitos.
Se queria voltar à ribalta, conseguiu-o no século XXI mas não pelos melhores motivos. Em 2002 foi acusada de violência doméstica sobre o marido, um jogador de baseball que lhe deu dois filhos, e de quem se divorciou logo a seguir à porradinha. Em 2006, foi apanhada na posse de umas gramas de cocaína. E como não há duas sem três, em 2009, foi presa por condução sob o efeito do álcool. Não sei se estaria a pôr o pernil fora do carro para o polícia ver, mas não me admirava nada que assim fosse.

domingo, janeiro 01, 2012

A miúda do teledisco (3)

Falar desta catraia não é fácil. Por motivos factuais e por motivos sentimentais. Comecemos pelos menos dolorosos. Como já se devem ter apercebido, ela é a miúda de Sign Your Name, de Terence Trent D'Arby (que agora responde pelo nome de Sananda Maitreya). O seu nome é Kelly Brennan e era modelo quando filmou este teledisco. A partir daí, nada mais tenho sobre esta menina. Nicles. Procurei, vasculhei, e nada. Imagino que agora seja uma bem conservada quarentona, talvez com família, e a exercer design de interiores, curso que provavelmente tirou quando a carreira de modelo deixou de dar. O facto de ela proferir, no início do teledisco, aquele "Au revoir, Terence" indicia que seja francesa, mas, lá está, nada me garante que a voz coincida com a personagem. E se formos pelo nome... eu inclinar-me-ia para alguém nascido num país anglo-saxónico.
As razões sentimentais que tornam difícil escrever este texto é que a Kelly foi uma paixão de um adolescente de 16/17 anos que ficava colado ao ecrã sempre que o teledisco passava no Top Disco, desejando que a ficção se tornasse realidade (à maneira do Take On Me, dos A-Ha) e pudesse entrar na história, esmurrar o Terence e trazer a miúda pela mão. Esse adolescente era eu, e consegui sobreviver para contar. O que me atraiu em Kelly foi aquela beleza frágil, quase filigrana, o olhar suspenso, a madeixa a cair para a frente do rosto, e aqueles lábios para os quais não encontro adjetivos. Entretanto, Kelly Brennan, se estiveres a ler isto, diz qualquer coisa para o e-mail.