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sábado, abril 25, 2020

45 rotações (XIV)

Robot Jukebox Band
Sábado à Noite

Numa tarde de arquelogia musical, na loja Muzak (Porto), chegou-me às mãos este single de 1981. A Robot Jukebox Band é a criação de um homem só, Rui de Castro Guimarães, que viveu a cena punk em Londres, criou a Warm Records, uma espécie de editora/distribuidora caseira onde o músico se ocupava de todas as funções, e ainda teve tempo para encarnar a figura do pirata da música portuguesa, numa história curiosa que agora não tem lugar neste texto.
O design da capa do disco é da responsabilidade da mulher do músico, Mary Harrison Goudie. Curioso - e irónico - é o aviso que, no canto superior esquerdo, nos alerta para o facto de "A venda deste disco só é legal com o selo-branco anti-pirata. Exija qualidade e legalidade!".
O lado A é cantado em português e narra esse ato perfeitamente universal de ir buscar a miúda de carro e levá-la a sair à noite. O lado B é cantando num inglês pouco percetível. A sonoridade eletrónica soa muito a home made e é por isso que este disco é uma preciosidade nos obscuros caminhos da música portuguesa dos anos 80.


Sábado à noite
Deixa o trabalho
Eu vou buscá-la no carro
Vamos jantar e para boite
Vamos dançar o rock ‘n’ roll toda a noite
Vamos dançar o rock ‘n’ roll
Vamos dançar o rock ‘n’ roll toda a noite

Sábado à noite
Deixa o trabalho
Eu vou buscá-la no carro
Vamos jantar e para boite
Vamos dançar o rock ‘n’ roll toda a noite
Vamos dançar o rock ‘n’ roll
Vamos dançar o rock ‘n’ roll toda a noite

Sábado à noite
Calça os stiletto
Liga na perna
Meia de rede
Saia vermelha
Vamos dançar o rock ‘n’ roll toda a noite
Vamos dançar o rock ‘n’ roll
Vamos dançar o rock ‘n’ roll toda a noite

quinta-feira, janeiro 23, 2020

45 rotações (XIII)

Heróis do Mar
Amor / Pasión

Os Heróis do Mar estão por direito próprio na história da pop-rock portuguesa com um conjunto de canções que marcaram a primeira metade dos anos 80 e não precisavam, digo eu, de ter feito esta brincadeira poliglota (na verdade, é só biglota) - um single (felizmente!) limitado a 2000 exemplares, que foi oferecido com o 12" polegadas "Heróis do Mar". De um lado, em inglês, Amor (Hap Hap Happy Day). Do outro, em espanhol, Pasión. Não sei qual das duas versões me causa mais urticária. É ouvir e avaliar. Serve como documento fofinho de uma época e atesta o desígnio nacional de que heróis do mar português querem-se mesmo é a cantar na língua de Camões.


quarta-feira, janeiro 08, 2020

45 rotações (XII)

Helena Isabel
Porta Aberta

Helena Isabel, a locutora de continuidade - entre outras personagens - do mítico O Tal Canal, também editou discos. Não foram muitos, é verdade, que a sua verdadeira vocação estava virada para as luzes, câmaras e... ação. Como ela mesma diz numa entrevista que anda pelos youtubes desta vida, a música sempre foi um complemento para a sua carreira de atriz, por isso nunca quis ser verdadeiramente uma rainha dos tops de vendas de singles ou LPs. Ainda assim, participou em mais do que uma edição do Festival RTP da Canção quer a solo quer fazendo parte do Quinteto Paulo de Carvalho.
Este 45 rotações, Porta Aberta, que pode ser escutado aqui em baixo, foi editado em 1983 e conta com letra de Nuno Gomes dos Santos e música de José Calvário.


sexta-feira, janeiro 03, 2020

45 rotações (XI)

Fernanda
Vai Mas Vem

Podia ter sido a nossa Sheena Easton, quem sabe até uma Madonna à portuguesa, mas, numa indústria musical feminina de tão reduzidas dimensões e tão pouco dada a sex-symbols como era a de Portugal no início dos anos 80, apenas pôde ser Fernanda. Simplesmente, Fernanda. Teria oportunidade de saborear o doce sabor da fama nos anos 90, sob a cintilante designação de Ágata, vendendo o suficiente para se consagrar como uma das figuras proeminentes do universo musical pimba - assim designado pela imprensa e depressa fixado pela voz do povo.
Nos anos 80, e enquanto não chegou o sucesso comercial a solo, Ágata, perdão, Fernanda de Sousa fez parte das Cocktail e das Doce e, a solo, participou no Festival RTP da Canção, em 1982, com a canção 'Vai Mas Vem'.
O tema pode ser ouvido aqui (assim como o lado B do single):


sábado, março 12, 2011

45 rotações (X)

T-Shirts
A Febre da Bola

O futebol sempre fez parte da minha vida, e, por estarmos em fim-de-semana, lembrei-me daqueles domingos à tarde que eram preenchidos de ouvido colado ao rádio ou então com presença assídua no Estádio das Antas, onde ia ver o meu clube jogar. Era o tempo em que todos os jogos se iniciavam às 15h e não havia transmissões televisivas. Ia com o meu pai, lanchávamos antes ou depois, e era uma festa. Mas nesses domingos, o ritual começava ainda de manhã, quando íamos ao velhinho campo da Constituição para ver os jogos de hóquei em campo ou das camadas jovens do futebol. Este flashback serve para introduzir o single que hoje trago aqui, e que tem, evidentemente, a ver com o futebol. Trata-se do duo T-shirts, cujas meninas se chamavam Amália e Corália, e das quais nunca mais ouvi falar. Na verdade, nem me lembro de sequer, na altura, ter tropeçado nelas. O que recordo é o refrão deste single, ouvido tantas vezes numa tarde desportiva de uma rádio qualquer (o Viva 80s diz que era na RR e eu acredito): O futebol é o meu jogo preferido! Da autoria de Luis Pedro Fonseca e Zé da Ponte, este A Febre da Bola participou num Festival da Canção da Rádio Comercial, de que, sinceramente, não tenho qualquer memória. No lado B, as T-shirts cantam Recordar a Sós, da autoria de Pom (?) e Luis Pedro Fonseca. A capa do single é da responsabilidade de Homem Cardoso (foto) e Miguel Monteiro (design), e mostra as duas meninas numa pose descontraída e colorida, usando roupas gentilmente patrocinadas pela Marie Claire (revista feminina de referência nos anos 80), em pleno Estádio Nacional. Gostava de saber que foi feito destas T-shirts, que até cantavam afinadinho e tudo. Se alguém souber, agradece-se um comentariozinho na caixinha destinada para o efeito.

terça-feira, março 08, 2011

45 rotações (IX)

Da Vinci
Hiroxima (Meu Amor) (1982)

Hiroxima (Meu Amor) faz as delícias de um fã das sonoridades electrónicas de inícios dos anos 80 como eu. O segundo single da carreira dos Da Vinci é um exemplo do que esta banda poderia ter sido, mas não foi, pelo menos durante o tempo suficiente para se tornar referência sólida na nossa música. Os Da Vinci viveram, no final da década, o seu auge, com o incontornável Conquistador, mas aí já estavam longe da sonoridade synth-pop do primeiro álbum - Caminhando (1983) - de que Hiroxima faz parte. O 45 rotações que trago hoje ao QA80 é o maxi-single, formato que estica Hiroxima (Meu Amor) até aos 6 minutos e 18 segundos de uma forma sóbria e sem aqueles artifícios técnicos exagerados que por vezes estragam as versões extended. Os créditos da canção estão entregues a AAP e Pedro Luís, este o fundador da banda, em 1982, juntamente com Lei Or (voz) e João Heitor. O lado B é ocupado por 1001 Noites, que também faz parte dos álbum de estreia, e cuja autoria é da responsabilidade de Lei Or e Pedro Luís.

segunda-feira, novembro 22, 2010

45 rotações (VIII)

Midus
Lá Longe (1985)

A mocinha que cantava "Cristina, não vais levar a mal, mas beleza é fundamental", então à frente dos Roquivários, lançou-se, em 1985, no mercado musical em nome próprio com o single Lá Longe. Com produção de António Avelar Pinho e Fernando António Santos (que é também co-autor da canção), Lá Longe apresentava uma Midus muito longe daquela imagem rockeira (um pouco masculina...) que os Roquivários potenciavam. O single teve bastante air-play e a própria Midus apostava num visual arrojado (não sei porquê, mas fazia-me lembrar a alemã Nena) e a piscar o olho ao estrelato pop que, por certo, procurava. Midus nunca foi uma cantora de eleição, mas nesta canção consegue cumprir o objectivo imediato, mais suspiro, menos suspiro. O início sempre me fez lembrar o Some Guys Have All The Luck, do Rod Stewart,o que não é necessariamente negativo. O lado B, Ai É, é mais do mesmo, mas ouve-se bem. Midus fez carreira em Inglaterra como baixista de alguns nomes conhecidos. Hoje é mais uma memória da pop-rock tuga dos anos 80. Obrigado, Midus!

Midus - La Longe



Midus - Ai é


sexta-feira, janeiro 01, 2010

45 rotações (VII)

Ana Faria e Pedro
É Natal (1988)

O Queridos Anos 80 abre as hostilidades no novo ano com um single de Natal. Sim, o Natal já passou, mas, como o adágio costuma lembrar, "Natal é quando um homem quiser". E eu sou um homem e quero que hoje se fale do Natal (ó soares, acrescenta este à lista). Para além disso, este single é da responsabilidade de Ana Faria, a cantora favorita do tarzanbaby, que conhece de trás para a frente os álbuns Brincando Aos Clássicos.

O lado A chama-se É Natal, e é constituido por um dueto entre Ana Faria e um dos seus filhos, o Pedro. A canção tem uma melodia bonita, uma letra apropriada à idade do público-alvo a que se destina. O arranjo instrumental é da responsabilidade de Ramon Galarza, um homem que trabalhou com meio-mundo da música portuguesa nos anos 80. Só me faz alguma espécie aquele vibratto um tanto forçado do Pedro, talvez resultado de orientações maternas (já agora, não há, na música portuguesa, um vibratto tão forte como o da Ana Faria...).

O lado B é a Canção do Vasco e foi retirada do CD Brincando Aos Clássicos, o tal disco em que Ana Faria cria versões infantis - cada uma com um nome próprio - a partir de clássicos. Nesta caso, a Canção do Vasco é uma adaptção de Pizzicati-Schettino do Ballet "Sylvia" de Leo Delibes. O arranjo e a letra são de Ana Faria.


ana faria e pedro - é natal


ana faria - a canção do vasco

domingo, dezembro 20, 2009

45 rotações (VI)

All About Eve
December (1989)

December foi o último single lançado pelos All About Eve nos anos 80 e faz parte do segundo álbum da banda, Scarlet and Other Stories. Este álbum ficou marcado pela separação da vocalista Julianne Regan e do guitarrista e Tim Bricheno, e consequente saída deste da banda. Será pois natural que este trabalho seja caracterizado por estados de espírito mais melancólicos e lirismos marcados pela dor. Este single, December, e o respectivo lado B, Drowning, são exemplo disso mesmo, com a voz de Julianne Regan, ainda que sempre bela e doce, a revelar tonalidades amargas (a própria Julianne confessou que nunca chorou tanto na vida como no período de gravação deste álbum). December é um tema lindíssimo, cuja letra deixo aqui, para acompanhar o áudio.


all about eve - December

all about eve - drowning

There's a Victorian tin, I keep my memories in,
I found it up in the attic.
After looking inside, I find the things that I'm hiding...
The leaves saved from a mistletoe kiss,
Only nostalgia has me feeling like this...
Like I miss you,
It must be the time of year.

Remember December,
It's like a wintergreen beside a diamond stream,
Remember December,
How does it make you feel inside?

Beneath a Valentine, I see a locket is shining
I think it must be the wine,
Makes me feel it's all real.
Where nothing seems to rhyme
To breathe life into the dust of a keepsake
I might as well try to fix a chain on a snowflake
Or a heartache,
It must be the time of year.

Remember December,
It's like a wintergreen beside a diamond stream,
Remember December,
A fall of snow and the afterglow.
It could be taking our breath away
But the years stand in the way,
Remember December,
How does it make you feel inside?

Should I feel this alone, should I pick up the phone
Take my heart in my hand
And ask if you remember December,
It's like a wintergreen beside a diamond stream,
Remember December,
A fall of snow and the afterglow.
It could be taking our breath away
But the years stand in the way,
Remember December,
How does it make you feel inside?

domingo, novembro 08, 2009

45 rotações (V)

Tó Maria Vinhas
Formiga Formiguinha (1980)

Tó Maria Vinhas ficou na história da música portuguesa quando, em 1980, decidiu dar atenção às formigas. Numa altura em que meio mundo dirigia a sua atenção para leões, tigres, cobras e lobos, só para referir alguma da bicharada que foi tema na música pop-rock internacional, em Portugal, alguém lembrava o insecto que não voa, mas que é chato como o catano (já agora, ficam a saber que há mais de doze mil espécies em todo o mundo). Formiga, Formiguinha foi, pois, um fenómeno, em inícios dos anos 80, tendo mesmo dado origem a versões inglesa (Ant, Little Ant), francesa (Fourmi, Petite Fourmi) e italiana (Formica, Piccola Formica). Bem, esta parte foi inventada por mim, mas acho que a canção merecia projecção internacional, não só pela homenagem que o autor faz à existência sempre laboriosa e empreendedora da formiga (convém relembrar que de infantil, como muita gente pensava, esta música não tem nada, sendo mais uma espécie de hino sindicalista de elogio ao trabalhador), mas também porque a própria voz de Tó Maria Vinhas sugere o esgotamento de alguém que passou as últimas 24 horas a trabalhar sem descanso.

O lado B merece também alguma reflexão porque esta poderá muito bem ser a pior música portuguesa de todos os tempos. Meu Amigo, Meu Amigo é aquele tipo de música capaz de nos deixar zangados com o mundo. Aquilo que é suposto ser um hino à amizade torna-se, a meu ver, numa arma de destruição massiva dos nossos ouvidos. E não há amigo que resista depois de ouvir algo como isto: já nem ouves o que digo/nem sequer me dás razão/larga o peso de mendigo/que este mundo é aldrabão. Ou isto: meu amigo, meu amigo/que feitiço te mordeu?/uma seta mal armada/que na boca te gemeu. (Toda a letra aqui).

Actualmente, Tó Maria Vinhas encontra-se afastado, tanto quanto sei, das gravações (em 1992, editou um álbum de fábulas de La Fontaine musicadas), mas escreve para muitos artistas pimba.


tó maria vinhas - formiga formiguinha

tó maria vinhas - meu amigo meu amigo

sexta-feira, outubro 23, 2009

45 rotações (IV) / Tempo dos Mais Novos (I)

Magda Teresa
A Era dos Super Heróis (1980)

O capítulo quatro da rubrica "45 rotações" é também o primeiro de uma nova secção a que resolvi dar o nome de "Tempo dos Mais Novos", nome do programa infanto-juvenil da RTP que punha a miudagem a ver televisão ao fim da tarde em vez de fazer os Tê Pê Cês (para os brasileiros que visitam o QA80, TPC são as iniciais de Trabalho Para Casa que os alunos trazem da escola).

Então para inaugurar este espaço, trago a pequenita Magda Teresa e o seu A Era dos Super Heróis. Alguém se lembra desta canção? Eu tenho uma leve memória do refrão, mas da pequena Magda, nada. Aliás, a vasta equipa que compõe o corpo redactorial do QA80 (que é constituída, como todos sabem, por mim) vasculhou, vasculhou e nada conseguiu encontrar da menina Magda Teresa. Para adensar o mistério, o single apresenta o tema principal cantado com sotaque brasileiro e o lado B com sotaque português de Portugal.

Aquilo que sei é o que está na contra-capa do single. O tema principal foi composto por Sérgio Lopes e Paulo Coelho, sim, ele mesmo, o escritor, na altura apenas um letrista para canções. A Era dos Super Heróis é uma espécie de desmistificação dos homens e mulheres com superpoderes, e, apesar de canção infantil, tem um toque de consciência social quando se ouve, a partir de certa altura, "Passar o dia sem se aborrecer / Nem é possível com super poder / Pois o perigo de ser agredido / Tá por todo o lado". Mas o que mais me surpreendeu na letra de Paulo Coelho, recordo, numa canção para crianças, é o momento "Maiores de 18" que a determinado momento nos é dado a ouvir: "Lanterna Verde gastou sua pilha / Transando a Mulher Maravilha". Não sei, não, mas da última vez que vi uma novela brasileira, o verbo "transar" queria dizer aquilo-que-todos-sabemos... Quanto à metáfora da "pilha", o melhor é não fazer comentários... Consegui apurar que este tema teve uma versão dos Dominó, uma boy-band brasileira dos anos 80.

O lado B chama-se A Canção Que Anda No Ar e foi composta por Cristiana Kopke e Mike Sergeant (Green Windows e Gemini). Aliás, Mike é o responsável pelos arranjos e direcção de orquestra dos dois temas, de onde se conclui que a mocinha deve ser portuguesa. Mas chega de paleio e vamos ao que interessa:


magda teresa - a era dos super herois


magda teresa - a canção que anda no ar

quarta-feira, outubro 14, 2009

45 rotações (III)

Amália Rodrigues
O Senhor Extraterrestre (1981)

A passagem dos dez anos sobre a morte de Amália Rodrigues motivou-me a recuperar uma aventura pop em que a maior fadista portuguesa de sempre embarcou nos anos 80. Foi pela mão genial de Carlos Paião, em 1981, que surgiu um maxi-single de vinil amarelo com duas canções. No lado A, O Senhor Extraterrestre, a fazer lembrar marchas populares, cuja letra chegou a fazer parte de um manual escolar da primária. No lado B, Amigo Brasileiro, com ritmos latinos como pano de fundo. A voz, a da inconfundível Amália Rodrigues. Os Arranjos e a direcção de orquestra pelo maestro Gaya. A produção foi de Mário Martins. Não faço ideia do impacto que este disco teve na altura (tinha apenas dez anos), mas hoje é considerado por alguns como uma preciosidade. Há uns tempos, o Blitz considerou-o mesmo uma relíquia, e há lojas de discos online a vendê-lo por vinte euros. Eu comprei o meu exemplar por cinquenta cêntimos. Sim, leram bem. Foi, como não podia deixar de ser, na feira da Vandoma. A capa do disco apresenta-nos uma banda desenhada cujas personagens são Amália e o senhor ET. Se clicarem nas imagens acima, poderão vê-la em pormenor.

Amalia Rodrigues - Sr. Extraterrestre

Amalia Rodrigues - Amigo Brasileiro

quarta-feira, janeiro 07, 2009

45 rotações (II)

Dália
Seremos Felizes (1984)

Dália, simplesmente Dália. O capítulo II da rubrica "45 rotações" traz hoje aqui este nome. Quem é Dália, perguntam vocês? Não faço a mínima ideia. Apenas sei que tinha um look tipicamente eighties e que gravou o este single, Seremos Felizes, em 1984, com produção de Manuel Cardoso (Tantra) e Pedro Luís (Tantra e Da Vinci). A capa de Seremos Felizes tem o design de um tal Dick Van Dijk (será o mesmo dos concursos de cantores da TV?) O lado A é uma versão portuguesa, com letra de Francisco S., do tema dos The Turtles, Happy Together. No lado B, surge Cor-de-Rosa, também ele uma versão portuguesa, com letra de Ivon Curi, de La Vie En Rose, o tema imortalizado por Edith Piaf. O que há destacar nestas duas canções é a roupagem electrónica que apresentam, reminiscente da synth-pop de inícios dos anos 80. Não sei o que terá sido feito desta menina, Dália de seu nome... Se alguém souber do seu paradeiro, esteja à vontade para o revelar! E agora vamos ouvir:

Lado A - Seremos Felizes:
Lado B - Cor-de-Rosa:

sexta-feira, dezembro 05, 2008

45 rotações (I)

Luis Filipe Barros
Os Lusitansos (1983)

Luis Filipe Barros é um dos principais ícones da rádio dos anos 80. Foi através de programas como Rock Em Stock ou Ondas Luisianas que toda uma geração pôde estar a par do que de melhor de fazia lá fora no âmbito da música rock. Criou-se o culto e o culto sobreviveu à passagem do tempo. Luis Filipe Barros mantém a actividade com o seu Ondas Luisianas, na Antena 1.

O motivo pelo qual trago este senhor da rádio ao QA80 é o single que gravou em 1983. Com o título Os Lusitansos, Barros entrava pelos domínios do rap, assinando uma das críticas mais mordazes que a música portuguesa conheceu até hoje. Tendo como pano de fundo musical o Rapper's Delight dos Sugarhill Gang, este single apresenta na capa (da responsabilidade de Paulo Roberto Araújo) um quadro em BD cheio de pormenores deliciosos sobre a História de Portugal, incluindo a situação política de então. Podemos ver um Mário Soares punk e a sua MS Band ao som de "Say you want a revolution...", um Mota Pinto motoqueiro ao som de "I'm the leader of the gang", um D. Sebastião cavalgando por entre o nevoeiro ao som de "I face the rains down in Africa..." ou o Zé Povinho a engraxar os sapatos do FMI. A letra é da autoria de Luis Filipe Barros e está simplesmente fabulosa.





Senhores professores de História e Português, aqui têm um excelente texto/canção para motivar os vossos alunos!