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quarta-feira, janeiro 24, 2018

Nomes de bandas: Sonic Youth, Dead or Alive, Orchestral Manoeuvres In The Dark

Sonic Youth
Foi o líder dos Sonic Youth, Thurston Moore quem teve a ideia de combinar a palavra Sonic, alcunha de Fred Smith, dos MC5, com Youth, um termo muito em voga na altura, principalmente em bandas reggae, e que remete, desde logo, para o DJ jamaicano Big Youth.



Dead Or Alive
Depois de ter pertencido aos The Mystery Girls, que apenas realizaram um concerto, Pete Burns fundou os Rainbows Over Nagasaki, que rapidamente se fixaram como Nightmares in Wax (editarem um EP de três músicas).
Em maio de 1980, momentos antes duma sessão de gravação na rádio, Burns decidiu mudar o nome da banda para Dead Or Alive, invocando o desejo de não ver o seu grupo associado a um certo movimento de bandas arty que, então, florescia em Liverpool e que tinha nos Echo & the Bunnymen ou nos Orchestral Manoeuvres in the Dark dois dos seus maiores exemplos.


Orchestral Manoeuvres In The Dark
Numa entrevista ao The New York Times Magazine, de 10 de maio de 2013, Andy McCluskey revela que o nome da banda surgiu de um conjunto de letras e ideias para canções que tinha rabiscadas nas paredes do seu quarto. Avessos ao rock inspirado nas guitarras, os OMD queriam, acima de tudo, uma designação que os afastasse da cena punk da altura. E é com algum humor à mistura que Andy diz que teriam pensado um pouco melhor se soubessem que iriam carregar este "nome estúpido" durante 35 anos.

quinta-feira, agosto 05, 2010

PETE BURNS (51)


You Spin Me Round (Like A Record) é provavelmemente a canção mais dançável dos anos 80. É daquelas músicas que se entranham no nosso corpo, nos fazem dar um apressado gole na vodka e nos projectam violentamente para a pista de dança. Não sei se Pete Burns e os seus Dead Or Alive alguma vez pensaram que iriam ajudar a criar um ícone pop tão consistente, mas os senhores Stock, Aitken e Waterman devem ter fisgado a coisa logo desde o início. Este foi o primeiro número um da carreira deste trio de produtores que haveria de trabalhar com gente como as Bananarama, Rick Astley ou Kylie Minogue.


Pete Burns completa hoje 51 anos. Gostaria de dizer que ele (?) está bem conservado, mas é-me impossível. Para isso, tinha de ter termo de comparação, e não há comparação possível entre o vocalista dos Dead Or Alive, dos anos 80, e a pessoa em que Pete Burns se transformou (como, de resto, podemos constatar nas fotos). Em 2006, Burns tornou-se numa das personalidades mais polémicas do Reino Unido, depois de ter participado no Big Brother das celebridades, no qual deu largas ao seu feitio exasperante, à sua linguagem pouco recomendável e às suas excentricidades. Ganhou fãs e críticos, como se seria de esperar. Uma espécie de José Castelo Branco lá do sítio.

Não há muito mais para dizer sobre a carreira musical de Pete Burns, para além do que foi escrito neste texto, já lá vão quase sete anos. Em 2003, saiu um greatest hits do grupo, intitulado Evolution, por certo uma referência também à evolução física de Burns, potenciada por mil e uma operações plásticas.

A propósito desta transformação progressiva de Burns, é curioso notar que ele esteve mais de vinte anos casado com... uma mulher. Chamava-se Lynne Corlett e era cabeleireira. Ela dizia: "No início os meus pais pensavam que o Pete era apenas um amigo gay que eu tinha. Achavam-no muito carinhoso e simpático. Não gostaram quando descobriram que a nossa relação era séria. O meu pai sempre desejara um genro com o qual pudesse ir ao futebol". Divorciaram-se em 2006 e em Julho de 2007, Burns voltou a casar, com a diferença de agora estar no papel de noiva. Uma outra perspectiva. Parabéns, Pete!

sexta-feira, novembro 07, 2003

DEAD OR ALIVE

Well if I, could trace your private number, baby



Se há canções de que nunca nos vamos cansar de dançar esta é uma delas. You Spin Me Round (Like A Record) é um autêntico hino às pistas de dança e, hoje, é obrigatório numa qualquer noite revivalista. Por isto, só temos que agradecer aos Dead Or Alive. Surgiram em Liverpool, em 1980, pela mão de Pete Burns, líder carismático, cuja voz poderosa se destacava tanto quanto a sua figura andrógina e extravagante. Um dia chegou mesmo a acusar Boy George (vocalista dos Culture Club) de lhe ter copiado a imagem!

Foram membros fundadores, para além de Burns, Marty Healy (teclas), Sue James (baixo) e Joe Musker (bateria). Pelo grupo passaram ainda Wayne Hussey (guitarra; mais tarde, fundador dos grandes The Mission), Mike Percy (baixo), Time Lever (teclas) e Steve Coy (bateria).



O primeiro grande êxito surgiu em 1984 com uma versão de um tema dos KC And The Sunshine Band intitulada That's The Way (I Like It). Um ano depois, fazendo parte do álbum Youthquake, chegou You Spin Me Round (Like A Record), o primeiro grande sucesso da equipa Stock, Aitken And Waterman (responsáveis, para o bem e para o mal, por muita da música de dança que atravessou a década de 80).

Quanto a You Spin Me Round, podes sacar a letra AQUI.



Os Dead Or Alive, agora reduzidos a Pete Burns e Steve Coy, mantêm-se em actividade com grande sucesso... no Japão. O último álbum data de 2003, chama-se Evolution e é uma colectânea dos grandes êxitos da banda. Entre as últimas notícias, destaca-se o facto de Pete Burns ter feito uma espécie de "remodelação" facial que o tornou quase irreconhecível. Segundo as suas próprias palavras "o corpo é como um novo apartamento. Passados alguns anos, redecoramo-lo, deitamos algumas paredes abaixo. Cansamo-nos de olhar para o espelho e ver sempre a mesma coisa". Prontos, está bem. Para perceberem melhor o que estou a dizer, visitem o site oficial da banda em www.deadoralive.net.