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sexta-feira, dezembro 29, 2017

JIM REID (56)

Se em finais de 87 ou inícios de 88 déssemos uma voltinha ali pelo Centro Comercial Brasília (ou pelo Dallas), no Porto, e nos cruzássemos com um espécimen masculino, aí entre os 16 e os 20 anos, de cabelo desgrenhado, pálido, talvez com um eyelinerzito tímido, vestido de preto e com um ar muito chateado com o mundo, era muito, mas muito provável que um dos dois, senão mesmo os dois álbuns até então editados pelos Jesus & Mary Chain fizessem parte da sua coleção de vinis lá de casa. E era provável que a mãe lhe impusesse uma ordem de apenas tocar aqueles discos quando ela estivesse ausente. Eu tinha um amigo assim (excetuando a parte da mãe e do eyeliner). Era o Rui. Juntávamo-nos em casa dele, com grupo de colegas de escola, para ouvir o Psychocandy (1985) e o Darklands (1987). E éramos felizes.

Serve este flashback fofinho para assinalar o 56.º aniversário de Jim Reid, fundador dos Jesus (apenas Jesus, como os verdadeiros fãs se referiam a eles) com o irmão William Reid, o baixista Douglas Hart e o baterista Bobby Gillespie.

Depois de uma passagem memorável por Vilar de Mouros, em agosto passado, os Jesus voltam a Portugal para dois concertos em 28 e 29 de maio de 2018, no Coliseu de Lisboa e na Casa da Música, no Porto, respetivamente. Mas estejamos descansados: longe vão os tempos dos primeiros concertos, que duravam 10-15 minutos, com a banda de costas para o público, e que terminavam, frequentemente, com distúrbios entre os fãs. É claro que atirar com o microfone à assistência - ato pelo qual Jim passou duas noites numa esquadra de Toronto em 1987 - também não ajudava nada. Aos 56 anos, o rapaz está mais maduro e sensato.

Jim Reid disse um dia com um ar certamente muito zangado: "They write encyclopedias on the eighties and we're not even mentioned . We WERE the fucking eighties." Pronto, Jim, terás sempre um espaço especial para ti e para a banda no Queridos Anos 80, pá. E parabéns pelo aniversário.

quinta-feira, dezembro 29, 2016

JIM REID (55)

Jim Reid, a voz dos Jesus And Mary Chain, completa hoje 55 anos, mas, profissionalmente, os festejos já começaram há mais tempo: a banda dos irmãos Reid prepara-se para lançar, já no primeiro trimestre de 2017, o sétimo álbum de estúdio. Foram precisos quase vinte anos, desde o álbum Munki (1998), para que os fãs vissem material novo da banda que espalhou, nos anos 80 e 90, aquilo a que eu chamo de noise-rock-fofinho (sem qualquer sentido pejorativo, atenção).
Damage And Joy é o nome do álbum, cuja produção ficou a cargo de Youth, fundador e atual baixista dos Killing Joke.
Em termos de concertos, a The Damage And Joy Tour, marcada para o próximo ano, chegará até Madrid e Barcelona. Para já, portanto, o nosso país (que pôde vê-los no Alive '15) fica de fora.
Parabéns, Jim Reid!

sábado, dezembro 29, 2012

JIM REID (51)

No início era o cabelo desgrenhado e aparentemente caótico (digo aparentemente pois desconfio que cada fiozinho era estrategicamente deixado no sítio certo de modo a produzir o efeito desejado). Estávamos na década de 80 e os irmãos Reid, Jim e William, dominavam a vida musical de qualquer adolescente de bom gosto. Eram os Jesus and Mary Chain ou simplesmente "Os Jesus" para o pessoal que os tratava por tu a partir do gira-discos lá de casa.

A banda encerrou oficialmente a atividade em outubro de 1998 (já sem William Reid) e um ano mais tarde, Jim formou os Freeheat, que duraram uns três anitos. Após esse período, Jim Reid foi dando o seu concerto a solo aqui e ali (acompanhado de pessoal dos Lush e dos Ride) e preparou material para o seu primeiro álbum em nome individual, que nunca chegou a ver a luz do dia.  O "melhor" que trouxe à luz do dia foram dois singles. Para além disso, ainda encontrou tempo para co-produzir um álbum dos portugueses The Parkinsons e ajudar a irmã mais nova na edição do álbum de estreia da sua banda.

As boas notícias para os fãs dos Jesus And Mary Chain chegaram em 2007, quando os irmãos Reid resolveram ressuscitar a banda. Houve passagem por Portugal (festival Super Bock Super Rock), em julho desse ano. Em março de 2008, lançaram All Things Must Pass, canção incluída na banda sonora da série Heroes. Foi o primeiro inédito desde 1998. Em setembro do mesmo ano surgiu The Power Of Negative Thinking: B-Sides and Rarities, que fez as delícias dos fãs mais hard-core.

As últimas notícias dão conta que há material novo composto pelos manos Reid. A ver vamos! Entretanto, uma passagem por Portugal, num desses festivais de 2013, era uma coisa bonita da parte deles, não?

Jim Reid completa hoje 51 anos. Parabéns!

sexta-feira, março 18, 2011

Grupo VII: o duelo de titãs que Robert Smith venceu

Épico é o mínimo que se pode dizer deste Grupo VII da eleição Melhor Voz Masculina dos Anos 80. Robert Smith, Freddie Mercury e Bono Vox protagonizaram um duelo de titãs que transformou este grupo no mais emocionante de todos os que já foram a votação. O líder dos Cure acabou por ganhar, como se costuma dizer no atletismo, ao photo-finish, com um pontinho apenas  de vantagem sobre Freddie Mercury. Na terceira posição, por sua vez a um pontinho do líder dos Queen, ficou Bono Vox. Valeu a pena! Os dois restantes classificados, talvez sem surpresa, foram Neil Tennant e Jim Kerr. Este foi também o primeiro grupo de vozes em que uma delas não obteve qualquer voto, no caso, Philip Bailey, o tal do dueto Easy Lover com Phil Collins, e, claro, os Earth Wind & Fire. Obrigado pela participação, mais uma vez!

Total de votos: 130
robert smith (cure) - 35 (26%)
freddie mercury (queen) - 34 (26%)
bono vox (u2) - 33 (25%)
neil tennant (pet shop boys) - 8 (6%)
jim kerr (simple minds) - 6 (4%)
iggy pop - 5 (3%)
robert palmer - 4 (3%)
jim reid (jesus & mary chain) - 3 (2%)
mickey thomas (starship) - 2 (1%)
phil bailey - 0 (0%)

domingo, março 13, 2011

Voz Masculina dos Anos 80 - Grupo VII


Há quem diga (eu, por exemplo) que este grupo VII é uma espécie de final antecipada, com a presença de "monstros" sagrados da música (transversal a mais de uma década). Não vou referir nomes para não influenciar, mas ele são facilmente identificáveis. O sorteio foi cruel, sim, juntando, nesta fase, nomes tão fortes. O problema agora é dos estimados leitores do Queridos Anos 80. Qual desta dez vozes é a vossa preferida? Na barra lateral. Obrigado!

Na imagem:
neil tennant (pet shop boys)
freddie mercury (queen)
bono vox (u2)
robert palmer
mickey thomas (starship)
philip bailey
iggy pop
jim reid (jesus and mary chain)
robert smith (cure)
jim kerr (simple minds)

quinta-feira, novembro 13, 2003

THE JESUS AND MARY CHAIN

Hey honey what you trying to say, as I stand here, don't you walk away



Era uma vez... em East Kilbride, Escócia, numa manhã fria e cinzenta do Inverno de 1983. Dois irmãos vestidos de negro vagueiam pelas ruas da cidade. São jovens, estão desempregados e acima de tudo têm um ar muito chateado. Vestem couro preto, usam óculos escuros e olham o chão molhado (em geral vêem pouco do que se passa à sua volta, pois as grandes cabeleiras cobrem-lhes os olhos). Detestam muita coisa na vida, mas o que mais detestam é a música que se faz nos inícios dos anos 80. Um chama-se Jim, o outro William. A certa altura, um vira-se para o outro e diz: "Meu, vamos fazer um grupo." O outro responde afirmativamente com a cabeça. Nascem os Jesus And Mary Chain. É claro que tudo isto é imaginação minha, mas nada garante que não se tenha passado mais ou menos assim.

Foi em 1984 que tudo começou. Com Jim Reid na voz principal, William Reid na guitarra, Douglas Hart no baixo e Murray Dalglish na bateria, os Jesus And Mary Chain iniciaram a carreira com um concerto de 10 minutos para uma plateia de 20 pessoas que, por acaso, estavam naquele dia naquele bar àquela mesma hora. Para eles era igual ao litro, pois tocavam invariavelmente de costas para o público.



Para mim, os JAMC "são" três álbuns (embora eles tenham gravado mais): Psychocandy (1985), Darklands (1987) e Automatic (1989).

Em Psychodandy ouvi coisas que julgava não ser possível ouvir em música e... gostar (experimentem Just Like Honey ou The Hardest Walk...). Outro aspecto relevante, depois de ouvir o álbum, foi que decidi experimentar o negro como opção de cor para a roupa (a minha mãe achava estranho, mas não proibia). É, no entanto, em Darklands que o grupo atinje o seu ponto mais alto na frequência com que passa no meu gira-discos (GIRA-DISCOS! Lembram-se?). Um dos melhores álbuns de sempre da música rock, Darklands inclui o tema-título (Darklands, para os distraídos), Happy When It Rains e o grande tema, April Skies.



Em Automatic, com a banda reduzida aos manos, os Jesus iniciam o trajecto descendente do êxito, mas, mesmo assim, ainda lá podemos encontrar coisas tão fantásticas como Here Comes Alice, Head On (com direito a cover dos Pixies) e Half Way To Crazy.

Deixo-vos com este SITE dedicado aos reis do noise e do feedback.