Mostrar mensagens com a etiqueta live is life. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta live is life. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, julho 11, 2017

The Stranglers + Ecos da Cave ao vivo em Santo Tirso

As Festas de São Bento, em Santo Tirso, reservaram o dia de ontem para um regresso musical ao passado.
Primeiro com os Ecos da Cave, filhos da terra, cujos 30 anos de grupo foram celebrados em comunhão com um público entusiasta e a saber de cor o já clássico Desejo, tema principal que levou a banda a figurar entre as oito melhores do concurso do Rock Rendez-Vous em 1988. O vocalista Alfredo, sempre muito dialogante com o público, estava visivelmente emocionado pelo momento histórico que se estava a viver no palco instalado na Praça 25 de Abril. No final, ninguém diria que já se passaram três décadas, e ficou no ar a ideia de um regresso da banda ao ativo.
Depois vieram os The Stranglers, instituição punk e pós-punk já com várias passagens por Portugal, e que atualmente apresenta o baixista/vocalista Jean-Jacques Burnel e o teclista Dave Greenfield como membros da formação original. Um duplo arranque em falso, por problemas técnicos, não condicionou uma atuação que se mostrou segura e competente, maioritariamente centrada no catálogo inicial da carreira, a que a maioria do público respondeu com entusiasmo... moderado - estariam à espera de ver Hugh Cornwell na voz principal, que agora é assegurada por Baz Warne? A exceção foram, como seria de prever, os hits Golden Brown e Always The Sun, tocados de seguida, como podemos verificar na setlist publicada aqui. As músicas foram-se sucedendo a um ritmo quase vertiginoso ou não estivesse em causa o fogo de artifício prometido para a meia-noite e depois adiado para as 00:30. Mas daí não podia passar. De modo que o encore que estava previsto com Go Buddy Go não foi tocado, deixando um sabor amargo naquele final de concerto às centenas que ainda esperavam ouvir, quem sabe, um La Folie ou um Strange Little Girl.
Deixo aqui cinco vídeos gravados pela câmara do Queridos Anos 80, dentro do que a emoção e a tremideira do braço permitiram.






sexta-feira, março 11, 2016

Psicopátria no Rivoli: 30 anos depois


Não fui ao Rivoli para ver um concerto dos GNR de há 30 anos. Fui ao Rivoli para ver amigos. Os GNR são aquela banda da nossa cidade que entra na nossa adolescência, nos acompanha na nossa vida e envelhece connosco. São aqueles tipos que encontramos num bar da Baixa ou num concerto em Paredes de Coura e apetece dizer "então, pá, tá tudo?". São aqueles que encontramos na concentração de mini-basquete do nosso filho (sim, e da próxima vez levo o CD para autógrafo). E são aqueles que fizeram o melhor pop-rock que Portugal ouviu e ouvirá, e de que Psicopátria é exemplo incontornável.

sexta-feira, abril 12, 2013

OMD e The Waterboys em Cascais

A notícia do dia de ontem, para o Queridos Anos 80, foi a realização de mais uma edição do ERP Remember Cascais, a 6 e 7 de setembro deste ano, no Hipódromo Municipal Manuel Possolo.
O autodenominado "The Recycling Festival" operou um autêntico upgrade de qualidade em relação ao ano passado, em que contou com as presenças do ex-vocalista dos UB40, Ali Campbell, a ex-vocalista dos Boney M, Liz Mitchell, o francês FR David, a Sétima Legião, Bonnie Tyler e os alemães Alphaville.
Desta vez, só a presença dos Orchestral Manoeuvres In The Dark e dos The Waterboys são razões mais do que suficientes para paragem obrigatória em Cascais no primeiro fim de semana de setembro.
Lembro que, neste mesmo blogue, a 24 de junho de 2011, se escrevia o seguinte: "É lamentável que, com tanto regresso ao nosso país, ainda ninguém se tenha lembrado de trazer a Portugal esta banda." Isto, depois da brincadeirinha de 1 de abril que, em 2008, resolvi fazer. Os astros decidiram, finalmente, alinhar-se de forma a ser possível trazer cá uma das mais importantes bandas da synth-pop dos anos 80!
Quanto aos The Waterboys, a banda de Mike Scott, esses já passaram por Portugal em várias ocasiões, todas elas falhadas pelo Queridos Anos 80. Aqui, tenho de recordar o concerto que devia ter sido, mas nunca o foi, no extinto Pavilhão da Antas, ainda nos anos 80, a propósito do qual escrevi, em 2008, "Waterboys: um trauma que vem de longe". Enquanto há vida, há esperança, como se costuma dizer, e em setembro terei, finalmente, o meu momento Waterboys.
O restante alinhamento apresenta Roger Hodgson, um senhor em palco, que o Queridos Anos 80 teve oportunidade de ver em 2008, os austríacos Opus, cuja Live Is Life ficou como uma das mais cansativas canções da pop-festiva dos anos 80 (perdoem-me os fãs), e ainda os portugueses José Cid e GNR.
A página do festival no facebook já tem informação sobre bilhetes. Para quem não tem página nesta rede social, aqui está a informação atualizada:


Bilhetes à venda a partir de hoje (12/04/2013)
Preço de Lançamento do Passe de 2 dias: 35,00€ 
Love Ticket (Passe de 2 dias - Casal): 50,00€
Ambas as promoções são limitadas aos primeiros 1.000 passes.
Terminada a promoção, o passe geral para o ERP Remember Cascais terá o valor de 50,00 €.
Locais de Venda: Bilheteiraonline.pt, Fnac, CTT, El Corte Inglés, Agência ABEP, Agência Alvalade, Almeida Viagens Alvadade, Posto de Turismo Óbidos, Praia D'EL Rey Marriot Golf & Beach Resort, Hospedaria Louro, Hotel Real d'Óbidos, Albergaria Rainha Santa Isabel, Casa de S. Thiago do Castelo, Posto de Atendimento de Palmela, Biblioteca Municipal de Palmela, Teatro Nacional D. Maria II, Teatro Politeama, Teatro Estúdio Mário Viegas, Coliseu de Lisboa, Teatro Municipal Mirita Casimiro, Auditório Municipal Orlando Ribeiro, Teatro Armando Cortez, Teatro Turim, Teatro Municipal São Luiz, Teatro Municipal Maria Matos.

quarta-feira, julho 04, 2012

Echo & the Bunnymen em V. N. de Gaia

Foi com uma magnífica vista sobre o rio Douro e a cidade do Porto como pano de fundo que os Echo & the Bunnymen regressaram aos palcos portugueses, trinta anos depois de terem atuado em Vilar de Mouros. A noite estava fria, mas o recinto na Serra do Pilar quase encheu com uma multidão de indefetíveis da onda rock alternativa dos anos 80. Da banda original restam Ian McCulloch e Will Sergeant, a força motriz da banda que, nos anos 80, contava ainda com Les Pattinson (agora membro dos Wild Swans) e Pete de Freitas (falecido em 1989).
Para mim, foi o completar de mais uma etapa dessa tarefa árdua de ainda conseguir ver ao vivo uma série de bandas que povoaram a minha adolescência. Por isso é fácil imaginar a alegria que me encheu a alma no sábado ao ver os Echo & The Bunnymen - estão naquele patamar onde convivem bandas como os The Smiths, os Jesus And Mary Chain ou os The Sound - desfilarem uma série de músicas que fazem parte da banda sonora da minha vida. De Do It Clean a The Cutter, passando por Bring On The Dancing Horses, The Killing Moon e Seven Seas, a setlist centrou-se no catálogo das banda dos anos 80 e a malta não se queixou. A voz de Ian McCulloch permanece angelical, como se o tempo não quisesse nada com ela, e o senhor até se mostrou mais comunicativo do que eu julgava. A setlist completa pode ser vista aqui. Para mais fotos, visitem a página do facebook do Queridos Anos 80.

sábado, maio 05, 2012

Sétima Legião na Casa da Música

O concerto da Sétima Legião em Lisboa deve ter acabado há alguns minutos e eu só lá não estou porque a crise não deixa. Esta crise que está a dar cabo das nossas finanças e nos impede de vivermos a vida na plenitude. Como, por exemplo, ir a Lisboa ver, outra vez, uma das bandas da minha vida.
Estive na Casa da Música no domingo passado, na companhia de um amigo de sempre, com quem tinha visto a Sétima em 1991, no Coliseu do Porto, num concerto que teve a primeira parte a cargo dos Diva. Quase vinte anos depois, este concerto soube-me a reencontro de melhores amigos, de gente que não se vê há uma porrada de anos, mas que sempre esteve perto, connosco, sempre nos acompanhou. A Sétima Legião reencontrou-se e reencontrou-nos, aos fãs, aos seus admiradores. E aquelas canções continuam bem vivas, bem fortes, com uma pujança admirável, própria das canções intemporais e incríveis. Porque aquelas canções são incríveis de belas. As melodias, os arranjos, as letras do Francisco, a voz nostálgica do Pedro, o acordeão do Gabriel, a gaita de foles do Paulo, tudo concorre para uma harmonia em palco que é única na música portuguesa.
E saímos de lá de alma cheia, com um sorriso da orelha a orelha, e com vontade de os ver outra vez o mais rapidamente possível, de os acompanhar para todo o lado, e, claro, de comprar a reedição da discografia que vem aí, que incluirá o DVD do concerto que a RTP2 transmitiu na altura (podem encontrar na página do Queridos Anos 80 no You Tube, excertos deste concerto que eu coloquei a partir de uma velhinha cassete VHS). Entretanto, já foi anunciada uma nova data para o Porto - 11 de outubro - desta feita para o Coliseu. A Casa da Música oferece outras garantias de qualidade sonora, mas será no Coliseu que o verdadeiro ambiente "Sétima Legião" fará sentido, livre de cadeiras que só atrapalham na hora de saltar e dançar.

sábado, outubro 15, 2011

The Mission no Hard Club - 14.10.11

Quase 23 anos depois, voltei a ver em palco Wayne Hussey, Craig Adams e Simon Hinkler, três dos membros fundadores dos The Mission. Foi no Hard Club, no Porto, ontem. Só faltou Mick Brown, na bateria, que foi magistralmente ocupada por um miúdo de enorme talento, chamado Mike Kelly. O alinhamento percorreu o catálogo mais antigo da banda, com destaque para o álbum The First Chapter. De resto, não faria sentido de outra forma, tendo em conta a presença de Adams e Hinkler. Wayne Hussey, que vive no Brasil há alguns anos, disse umas palavras em Português, e mostrou-se bem disposto, facto ao qual não foi estranha a companhia de uma garrafa de vinho ao longo do concerto. A certa altura disse "Eu tenho gripe", mas a sua prestação vocal não se ressentiu. O que se ressentiu, no final do concerto, foram os meus ouvidos. O som estava excessivamente alto, sem que se percebesse a razão (não quero acreditar que o engenheiro de som é incompetente). Podem confirmar isso mesmo no vídeo de Tower of Strength que coloquei na página do Queridos Anos 80 no Facebook. Apesar da questão do som, o facto de podermos ver os verdadeiros Mission em palco e, claro, as canções e a magnífica prestação dos músicos fizeram deste concerto um momento para recordar para sempre.

Aqui fica o alinhamento do concerto:

beyond the pale (children)
serpents kiss (the first chapter)
over the hills and far away (the first chapter)
naked and savage (the first chapter)
into the blue (carved in sand)
severina (god's own medicine)
butterfly on a wheel (carved in sand)
the grip of disease (grains of sand)
wake (the first chapter)
wasteland (god's own medicine)
the crystal ocean (the first chapter)
deliverance (carved in sand)
(encore)
like a child again (masque)
like a hurricane (the first chapter)
tower of strength (children)
(encore)
blood brother (god's own medicine)
1969 (cover de Iggy Pop)

domingo, outubro 02, 2011

Peter Murphy - Hard Club (Porto) - 1.outubro.2011

Ao quarto concerto de Peter Murphy, como foi o meu caso, não se vai propriamente à procura da novidade. Vai-se porque se gosta e porque Peter Murphy é um ídolo.
Ontem, o ex-vocalista dos Bauhaus iniciou no Porto a digressão que promove o seu oitavo álbum de originais, intitulado Ninth, e foi mesmo deste álbum que saíram sete das canções que fizeram parte do alinhamento de vinte e cinco que Murphy tocou. A outra grande fatia dos temas que surgiram na set list pertenceu aos Bauhaus. Em jeito de balanço, mais de 50% do alinhamento foi ocupado pelos Bauhaus e pelo último álbum, numa tentativa de equílibrio entre a necessidade de dar a conhecer o novo trabalho (por sinal, um regresso em grande, na minha opinião, depois do falhanço chamado Unshattered) e a obrigatoriedade quase dogmática de não defraudar os die-hard fans dos Bauhaus. Foi um concerto típico de início de digressão, com alguns problemas de som, alguns desencontros e hesitações entre os elementos em palco e um Peter Murphy ainda à procura do melhor desempenho dramático para algumas canções. A certa altura, Peter Murphy revelou-se bastante comunicativo, falando ao público por alguns minutos e, surpreendentemente, para mim, tentando os seus dotes de stand-up comedy (ainda que, por vezes, sem grandes resultados...). Em jeito de crítica à margem da banda, fica a pouca força do público, no momento do segundo encore. Como se não bastasse, via-se algumas pessoas a sair - quando se percebia nitidamente que eles iam voltar - com aquele ar "eu-que-vim-ver-a-cuts you up-e-ele-toca-aquelas-músicas-esquisitas-dos-bauhaus"... Enfim, pérolas a porcos como diz a expressão...
O momento alto da noite foi, em termos pessoais, All Night Long, que Murphy nunca tinha tocado nos três concertos anteriores a que tive oportunidade de assistir (VN Gaia, Marés Vivas e Anadia). Fica aqui o alinhamento. Hoje, é em Lisboa.

Início: 21h50 - Fim: 00h00
Setlist:
1. velocity bird (ninth)
2. peace to each (ninth)
3. seesaw sway (ninth)
4. disappearing (cascade)
5. silent hedges (bauhaus, the sky's gone out)
6. subway (cascade)
7. a strange kind of love (deep)
8. black stone heart (bauhaus, go away white)
9. his circle and hers meet (love hysteria)
10. gaslit (Ninth, edição japonesa)
11. i'll fall with your knife (cascade)
12. i spit roses (ninth)
13. she's in parties (bauhaus, burning from the inside)
14. in the flat field (bauhaus, in the flat field)
15. raw power (iggy pop cover)
16. stigmata martyr (bauhaus, in the flat field)
17. memory go (ninth)
18. cuts you up (deep)
19. all night long (love hysteria)
ENCORE
20. the passion of lovers (bauhaus, mask)
21. the prince and old lady shade (ninth)
22. uneven & brittle (ninth)
ENCORE
23. cool cool breeze (alive just for love)
24. hurt (nine inch nails cover)
25. all we ever wanted was everything (bauhaus, the sky's gone out)

sábado, outubro 23, 2010

Psychedelic Furs no Porto: All of this and ... everything!

Aquele que é o maior ex-libris portuense da década de 80 no que toca a cinema hardcore 1º escalão e a teatro de revista (uma convivência curiosa...), o mítico Teatro de Sá da Bandeira acolheu um grande concerto dos Psychedelic Furs, na quarta-feira. No meu caso, mais uma etapa ganha neste recuperar de velhos ídolos ainda dentro do prazo de validade.

Foi um concerto com uma proximidade quase “pornográfica” entre o público e a banda. Não havia barreiras, apenas as cadeiras que toda a gente abandonou logo aos primeiros acordes de I Wanna Sleep With You. Senti-me tentado, antes, aquando de Pretty In Pink, a tomar a iniciativa, mas temi ficar sozinho, com o meu amigo, lá na frente, a fazer figura de parvo. O único trabalho que os dois seguranças do teatro tinham era o de evitar que os copos de cerveja fossem pousados no palco. Todos os concertos deviam ser assim, embora compreenda que não pode ser.

Esta proximidade creio que foi do agrado da banda, cujos membros não se inibiram de virem até ao limite do palco. Mars Williams esteve praticamente em cima de nós com os seus magníficos solos de saxofone, ele que é uma espécie de semi-membro permanente do grupo, como podemos ler aqui. Tim Butler mostrou ao pormenor a sua caveira estrategicamente colocada na lapela do casaco e só não me acertou com o baixo porque consegui desviar-me. E Richard Butler passou o tempo todo a cumprimentar os fãs mais à frente, enquanto cantava. Rich Good, o guitarrista, foi o mais comedido dos quatro (já agora, vale a pena ver as fotos que tirou do Porto e de Lisboa). Quanto a Paul Garisto (bateria) e Amanda Krammer (teclas), obviamente não podiam vir até ao público (ainda que eu não me importasse que a Amanda viesse).
Ficam sempre canções de fora, canções que gostávamos de ouvir. No meu caso, Here Come Cowboys, Heartbreak Beat, All That Money Wants e Until She Comes. Mas fui positivamente surpreendido pela recuperação de In My Head, uma canção que eu adorava e que tinha perdido na minha memória. Faz parte do último álbum dos Furs, World Outside (1991).

Uma nota menos positiva vai para a iluminação, mais precisamente para o destaque que deveria ser dado, e não foi, aos músicos em determinados momentos. Deu a impressão que não havia focos a partir do fundo da sala que incidissem individualmente nos músicos. Nos vídeos que coloquei no blogue podemos constatar isso mesmo.

No final do concerto, “tropecei” autenticamente na banda, que estava a sair em direcção ao autocarro. E tirei fotografias ao lado de Richard Butler e... Amanda Krammer. Tanto ele como ela, simpatiquíssimos e colaborativos. Richard contrariou mesmo o segurança que o acompanhava (e que, inicialmente, me probiu de tirar a foto) com um “No, no, it's OK, it's OK”.
Uma palavra final para a banda que abriu o concerto, os portugueses Corsage, cuja prestação teve um efeito imediato: levar-me a querer comprar o CD. Acho que é para isto que as bandas tocam ao vivo, não? Henrique Amoroso, vocalista, no final, confidenciou-me que o concerto no Porto tinha sido “mais quente” do que o de Lisboa (o Coliseu dos Recreios esteve a meia casa...), e ainda pude dar um abraço ao meu amigo Pedro Temporão, o baixista da banda.

Para ver todas as fotos do concerto dos Psychedelic Furs no Porto: http://www.facebook.com/queridosanos80.

segunda-feira, agosto 23, 2010

Portugal na rota dos anos 80

Não há fome que não dê em fartura. Temos assistido a um verdadeiro corrupio de artistas e bandas pop/rock dos anos 80 a tocar em Portugal. Já lhes perdi a conta. Até tivemos direito a uma edição do Here And Now, a que eu tive a felicidade de assistir. Rick Astley, Kim Wilde, ABC, Belinda Carlisle, Curiosity Killed The Cat, Nik Kershaw, Spandau Ballet, Alphaville, Cock Robin, Swing Out Sister, Waterboys, Russ Ballard, Roxy Music, Europe, foram alguns dos nomes que passaram recentemente pelo nosso país. Pode-se discutir, em alguns casos, a qualidade vocal e instrumental de alguns destes artistas, porque a passagem do tempo é implacável. Mas estes concertos têm um lado sentimental que faz esquecer a eventual condição menor que possam atravessar.

Os Europe são um caso surpreendente, mantendo-se em actividade com uma pujança invejável. Estiveram há precisamente uma semana em Olhão, no Festival do Marisco, e, pelo que rezam as crónicas, deram um grande concerto. Vale a pena ler o texto da memyselfandi sobre o concerto e ver as respectivas fotos.

Agora, anuncia-se a vinda dos A Flock Of Seagulls, no dia 25 de Outubro, à Aula Magna, graças, mais uma vez à Remember Minds, que tem apostado nesta onda de revivalismo. É sabido que, dos AFOS originais, apenas resta o vocalista Mike Score, que o seu penteado 80s não sobreviveu à passagem do tempo, que o senhor é um vocalista sofrível ao vivo, mas o peso simbólico desta vinda a Portugal pode levar muita gente a querer recordar em palco I Ran, Wishing, Space Age Love Song, entre outras. Eu estarei muito provavelmente por lá...



Já agora, permitam-me sugerir três nomes para concertos em Portugal: A-ha (antes do fim do ano, porque, depois, já era...), OMD (têm álbum novo) e Tears For Fears. Vá lá, senhores das promotoras de concertos, façam lá um esforçozinho...

segunda-feira, julho 26, 2010

Roxy Music em Oeiras: a setlist

Graças ao amigo Pedro Temporão (Raindogs, Cello, Corsage,...), que tive o prazer de conhecer, aqui está a setlist do concerto dos Roxy Music, no Oeiras Sounds.

sábado, julho 24, 2010

Roxy Music: while my heart is still beating

Foi quase uma questão de sobrevivência. O meu coração já pode parar. Já vi os Roxy Music ao vivo. Depois de os ter falhado, em 2003, nas Dunas de S. Jacinto, era obrigatório marcar presença no Oeiras Sounds. Já posso dizer aos netinhos que vi os Roxy Music ao vivo e que estive como daqui-para-ali com o Bryan Ferry. Não foi um concerto perfeito? Não. Não sei se há concertos perfeitos. Não tocaram Avalon, Same Old Scene ou Oh Yeah. Estiveram em palco apenas uma hora e vinte minutos. A voz de Ferry se calhar já não tem a mesma saúde de outros tempos (veja-se, como exemplo, a "versão" de More Than This, umas notas bem abaixo do original...). Apesar de tudo isto, foi um grande concerto. E não precisou de ser perfeito. Não tinha de ser.

O local é lindíssimo, um pouco a fazer lembrar os jardins do Palácio de Cristal, no Porto. Aliás, daquilo que pude ver, assim de relance, a zona histórica de Oeiras parece-me bem bonita. O público parecia seleccionado à entrada, com o nível etário a puxar assim para os entre 35-45 anos (como eu me senti à vontade...) e a demonstração por que Oeiras é um dos concelhos com um nível de vida mais elevado do país. A comunidade inglesa marcou forte presença, mas diluiu-se numa multidão de cerca de quatro mil pessoas (ouvi um polícia a falar neste número a outro polícia) que vibrou com cada canção que os Roxy Music tocaram, e, em especial, acompanharam Ferry no refrão de Jealous Guy.

Os quatro Roxy Music foram muito bem acompanhados por uma banda da suporte competentíssima. Quatro grandes cantoras negras nos coros, uma teclista e violinista que trouxe ao palco um cheirinho a glam, um "puto" - assim parecia - na guitarra eléctrica, que teve o seu momento de glória, e um baixista e um teclista mais low-profile. Quanto a Bryan Ferry, mostrou aquilo que já é a sua imagem de marca: por vezes sentou-se ao piano, lá atrás, mas foi em frente ao público que o seu sorriso esfuziante e gratidão para com o público se revelaram constantes. Constante também foi a sua dança, num estilo bem próprio por sinal.  Phil Manzanera e a Andy Mackay estiveram mais sóbrios, mas impecáveis na mestria com que atacaram a guitarra e os metais, respectivamente.

O final do concerto, após um Do The Strand apoteótico, trouxe um certo sabor amargo pela curta hora e vinte em que estiveram em palco (seria da ventania e frio que se faziam sentir? Ou teriam de partir para o Japão, onde tocam a 31 de Julho, e isto do jet lag já se sabe...?). Mas como eu acho que temos de nos agarrar com unhas e dentes ao que de bom a vida nos dá, só tenho de guardar, para sempre, na minha memória a presença de uma banda intemporal, ali, à frente dos meus olhos. No dia 22 de Julho de 2010, das 22:10h às 23:30h. Para sempre.

sexta-feira, julho 23, 2010

Now the party is over... I'm so tired


Fica, em jeito de aperitivo, uma foto tirada com o telemóvel. Nos próximos dias seguir-se-ão as fotos "a sério" e a "reportagem" completa. Grande concerto! Obrigado, Roxy Music!

segunda-feira, novembro 23, 2009

Os maiores "of the universe"

O título deste artigo transborda de euforia, mesmo mais de uma semana depois do concerto dos Depeche Mode no Pavilhão Atlântico. Foi como se fosse o primeiro, apesar de já ter sido o terceiro. A devoção de um fã a uma banda como os DM ultrapassa qualquer álbum menos conseguido, qualquer desacerto vocal do Dave Gahan, qualquer reminiscência nostálgica dos tempos de Alan Wilder, qualquer grau de previsibilidade que um concerto destes possa ter.

Ao contrário do que acha o André, para mim, o álbum Sounds of the Universe é um grande álbum, e lamento que a banda apenas tenha investido em quatro canções para esta apresentação em Lisboa (lamentavelmente ficaram de fora Fragile Tension, Peace, Come Back e Perfect). In Chains serviu de abertura, um pouco à imagem de Higher Love, canção que abria os concertos da digressão de Songs Of Faith And Devotion. Seguiu-se o hit Wrong e o não-hit Hole To Feed. Três canções de Sounds of the Universe para fazer o warm-up do que estava para vir. E o que veio foi a sucessão previsível (isto de saber antecipadamente a set list não tem piada nenhuma) de alguns dos grandes temas da banda. O último álbum teria apenas mais uma visita, através da poderosa Miles Away/The Truth Is, que não esteve a mais, não senhor, caro Gonçalo Sá.

Dave Gahan mantém os movimentos de anca que tanta popularidade têm no público feminino e entrega-se ao momento como poucos o fazem. Se a voz não corresponde aqui e ali, pouco importa. Dave é muito mais do que isso. A certa altura fartou-se de enviar beijos para um local específico da plateia, sendo esse o único momento de comunicação efectiva com o público (para além do usual thank you, Lisboa).

Os "momentos-Gore" foram dois e aquilo que o Davide Pinheiro vê como "excesso de ego", eu vejo como a natural expressão de um génio que merece o seu momento (para além de dar oportunidade ao descanso de Gahan). O primeiro momento trouxe Sister Of Night e Home (impressionante esta versão apenas acompanhada a piano). O segundo foi completamente inesperado pois as crónicas dos recentes concertos não incluiam a canção que Gore cantou: One Caress, uma das minhas preferidas de sempre do "catálogo-Gore". No concerto fiquei com a nítida sensação de que esta escolha surpreendeu mesmo os restantes membros da banda.

Relativamente ao palco, adorei a sucessão de vídeos que acompanhavam cada canção, no enorme ecrã gigante por detrás da banda, e a sua conjugação com o globo que, como um olho, parecia observar cada movimento do público.

Uma última palavra para a organização. Entrei no pavilhão às 20:45, convencido de que iria assistir ao concerto de Gomo às 21:00h, hora que o bilhete apontava como sendo a do início do espectáculo. Qual não foi a minha surpresa quando apanhei Gomo a meio e, por consequência, já não consegui chegar-me à frente na plateia. Fui só eu que fui enganado pela hora no bilhete?

sábado, novembro 21, 2009

Depeche Mode / 14-11-09 / Lisboa

Uma semana depois, aqui estão as minhas fotos do concerto. Não estão particularmente famosas, mas, tendo em conta a distância a que fiquei do palco, foi o que se pôde arranjar.