sexta-feira, julho 16, 2004

O e-mail e o pedido de ajuda

 
Recebi este e-mail do Pedro, mas infelizmente não o posso ajudar sobre o teledisco que ele procura. Será que algum de vós se lembra?
 
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Olá
 
Visitei recentemente o blog Dear80's, no ambito de uma pesquisa que ando há mais de um ano a tentar ver se descubro, será que me pode ajudar?
 
Trata-se de um teledisco da época que foi filmado nos açores na lagoa das sete cidades, em que se me recordo: uma personagem entrava dentro da lagoa e lá estabelecia contacto com uma civilizaçao habitante do centro da terra, ou atlante, mais ou menos por aí...enfim, lembro-me vagamente disso no antigo programa top disco.
 
Gostava se possivel de saber o nome da banda ou mesmo até desse tema, para além de amante da boa música que se fez nos anos 80, sou também investigador nas horas vagas de civilizaçoes antigas e desaparecidas, gostava de recordar um teledisco que sempre achei mto interessante com uma ideia genial, apesar de nao me lembrar nem da musica nem da banda que o fez.
 
Grato por qq atençao que possa ser dispensada a esta "pequena" questao.
 
Cumprimentos
 
Pedro
 
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quinta-feira, julho 15, 2004

Ian Curtis (48, se ainda estivesse por cá...)



O líder dos Joy Division faria hoje 48 anos se não se tivesse enforcado a 18 de Maio de 1980. Agora, digam-me lá umas coisas:

1. Como seria Ian Curtis com 48 anos? Um gordo viciado em comprimidos com um historial de sucessivos internamentos em hospitais psiquiátricos ou um cantor/compositor de culto bem ao estilo de um Leonard Cohen?

2. Que teria sido feito dos Joy Division? Um grupo com uma carreira sólida ao longo dos anos 80, cuja evolução iria dar a qualquer coisa parecida com os New Order ou mais uma das centenas de bandas cuja falta de ideias e excesso de conflitos acabaria por determinar o seu fim sem honra nem glória?

terça-feira, julho 13, 2004

LIVE AID: foi há 19 anos



O festival de música que marcou a nossa infância realizou-se há 19 anos. Estou a falar-vos do Live Aid. A partir de uma ideia de Bob Geldof (Boomtown Rats) e Midge Ure (Ultravox), este foi o festival que nos prendeu à TV durante largas horas. Na ausência de programas de telediscos, de estações televisivas de música, esta foi a primeira oportunidade de vermos os nossos ídolos ao vivo... e a preto-e-branco, no meu caso.



A história do Live Aid começa uns meses antes com a canção Do They Know It's Christmas. Depois de ter visto as imagens que horrorizaram o mundo - seres humanos a morrer de fome na Etiópia - Bob Geldof juntou-se a Midge Ure e ambos decidiram compor uma canção que seria interpretada pelos maiores nomes da música britânica da altura, entre os quais estavam nomes como Sting, Phil Collins, George Michael Bono, Duran Duran, Culture Club, Spandau Ballet e Bananarama. O objectivo era simples e grandioso ao mesmo tempo: angariar fundos para ajudar as vítimas da fome na Etiópia. Surgiu então o single Do They Know It's Christmas, que foi fenómeno mundial de vendas (8 milhões de libras) e é ainda hoje tema obrigatório na época natalícia.

O sucesso de DTKIC deverá ter incentivado Geldof a pensar mais alto. Havia que aproveitar a generosidade da música e só ao vivo ela poderia, com toda a sua força, fazer alertar o mundo para um problema tão real como distante. Decidiu-se então organizar um concerto que congregasse o que de melhor a música tinha nos anos 80. Foram escolhidos dois palcos - o Estádio de Wembley, onde teria lugar o desfile de artistas britânicos, e o Estádio JF Kennedy, em Filadélfia, onde os artistas americanos actuariam para o mundo. Esta regra não se aplicou na perfeição pois, por exemplo, os Duran Duran actuaram no palco americano.

Phil Collins foi o único artista que actuou nos dois palcos. Entrou no palco de Wembley às 15.18 para tocar com Sting durante cerca de meia-hora. Depois apanhou o Concorde para Filadélfia. Durante a viagem foi entrevistado em directo para a BBC, enquanto Carlos Santana actuava no Estádio JF Kennedy. Entrou no palco americano à 1.00 da manhã (hora inglesa) para cantar Against All Odds e In The Air Tonight.



Aqui encontram um quadro detalhado das actuações, horários e músicas interpretadas. A avaliar pela reacção do público e da imprensa da altura, as actuações mais conseguidas foram as dos U2 e dos Queen com Bono e Freddie Mercury em grande forma.

O Live Aid, nas suas duas vertentes, arrecadou cerca de 40 milhões de libras, dinheiro que foi canalizado para a ajuda aos mais necessitados em África. É claro que este evento não resolveu o problema, mas pelo menos aproximou-nos daqueles que até então eram "invisíveis" aos olhos do mundo desenvolvido.

Para mim, o Live Aid foi um momento mágico em que pude ver pela primeira vez os meus ídolos da música tocar ao vivo. Desde os U2 até aos Simple Minds, passando por Duran Duran, Nik Kershaw, Paul Young, Madonna, enfim tantos! Foi também o da desilusão de ver uma das minhas bandas preferidas da altura cancelar a sua participação - os Tears For Fears - ou de não poder acompanhar a parte americana do concerto até ao fim porque a minha mãe não deixou (o concerto acabou às 4 da manhã)!

Acreditando nesta notícia, lá para o Natal teremos finalmente a edição em DVD deste festival.

Convido-vos desde já a deixarem nos comentários as vossas memórias deste dia!

segunda-feira, julho 12, 2004

Sondagem QA 80: Wild Boys dominam


Foi talvez a mais longa sondagem realizada pelo QA 80. Foram oito semanas para saber quem afinal visita mais o blog que recorda a música dos anos 80 - os rapazes ou as meninas, por outras palavras, os Wild Boys ou as Material Girls.

Eis os resultados:
106 cliques
75 Wild Boys (71%)
31 Material Girls (29%)

Conclusões? Não há conclusões! Obrigado a todos por passarem por cá, em especial às meninas, que podem ser em menor número, mas são de qualidade!

domingo, julho 11, 2004

PETER MURPHY (47)



Peter Murphy faz hoje 47 anos. Parabéns!
Foi vocalista dos Bauhaus, mas foi a solo que a sua música atingiu todo o seu esplendor.
Um exemplo:

All Night Long
(do álbum Love Hysteria, 1988)

When the night is closing
Eyes are running wild
Then I hear you humming
All night long

The sign I see it
Tell me am I true
All I need from you is
All I see

This city's paved with cold
Playboys buying fun
Seems there is no hunter left
Without his hunting gun

Can you feel the light
The air is wild open
Oh you see the light it's coming through
It's there in the distance
Always offered to me
Always coming over a hill

Oh your see-saw smile
Lasts me all night long
Like a siren's curl
When the night is long

Now come hold my hand
No bad vibe hearts
Hold my hand you know
This journey could be long

Yeah the seasons come in
All the nights are woven
All the nights we'll see them through
Ahh no hundred men now
Would dare cut into us
We'll go on and see it through

Belle,
Une rose qui a joue son role
Mon Miroir,
Mon clef d'or
Mon cheval
Et mon gant sont les cinq secrets de ma puissance
Je voulais livrer
Il vous suffira de mettre ce gant
A votre main droite
Il vous transportera ou vous desirez l'etre

When the night has come in
Your eyes are running wild
Then I hear you humming
All night long

Yeah the sign I see it
Yeah the times I see it
All I need to know from you
Is all I see

Can you feel the light
The air is wild, open
Oh you see the light,
It's coming through
It's there in the distance
Always offered to me
Always coming over a hill
Yeah the seasons come in
All the nights are woven
All the nights we'll see them through
Ahh no hundred men now
Would dare cut into us
We'll go on and see it through

sábado, julho 10, 2004

Glenn Medeiros

If I had to live my life without you near me The days would all be empty



O fantasma de Glenn Medeiros sempre pairou sobre o Queridos Anos 80. Tentámos por diversas formas afastá-lo, exorcizá-lo, mas não conseguimos. Nem com ghostbusters lá foi. Agora, decidimos dedicar-lhe o seu espaço. Fomos para a rua. Falámos com as pessoas. Quisemos saber o que mais as intrigava na vida do jovem Glenn. Ficámos surpreendendidos, pois parece que o país vive, sombrio e angustiado, à espera do regresso do príncipe do romance na praia, do beijo salpicado da espuma do mar. Arriscamos mesmo a dizer que a crise que atravessamos se deve também em parte ao quase desaparecimento de Glenn Medeiros.

A partir de hoje tudo será diferente. Vamos desvendar tudo sobre a vida do nosso jovem. Vamos revelar cada aspecto da sua vida/carreira. Vamos esventrar o animal e analisar cada elemento da sua composição (esta metáfora podia ter sido mais feliz...).

Esta apresentação irá ser feita no modo pergunta-resposta. Curiosamente, todas as pessoas que nos fizeram as perguntas preferiram ficar no anonimato. Vamos a isto!

P- Lembro-me que o Glenn era muito "chabalo" quando apareceu... Que idade terá ele agora? 33 anos, taxista
R- O Glenn fez 34 anos no dia 24 de Junho. Quando gravou o seu primeiro single ainda não tinha completado 16 anos.

P- Ai, ele tinha uma música tão linda!!! Qual era o nome? Era assim um slow que a gente dançava nas manités da discoteca... Foi a dançar essa música que comecei a namorar com o meu Alfredo! (35, empregada de sapataria)
R- A música em questão só pode ser Nothing's Gonna Change My Love For You. A história dessa música começa quando Glenn, com apenas 16 anos, participa num concurso de jovens talentos das escolas do Havai (onde ele vivia), organizado por uma estação de rádio. O concurso chamava-se Brown Bags To Stardom e Glenn venceu-o. Levou para casa 500 dólares e ainda teve a oportunidade de gravar a canção em estúdio. Duas curiosidades:
1. a música foi originalmente gravada por George Benson em 1985.
2. Glenn Medeiros gravou uma versão em espanhol chamada Nada Cambiara Mi Amor Por Ti.

P- Medeiros? Glenn Medeiros? Ele nasceu em Portugal? Ou era filho de emigrantes portugueses? (36, sociólogo)
R- Glenn Alan Medeiros não nasceu em Portugal, mas sim numa ilha do Havai chamada Kaua'i, mais precisamente na cidade de Lihue. Os pais são de ascendência portuguesa. O pai, Robert Medeiros, é condutor de autocarros turísticos lá na ilha, uma espécie de guia turístico ao volante. Quando tinha 10 anos, Glenn era a atracção do autocarro ao cantar para os turistas. A mãe, Dorothy, é doméstica.

P- Qual a discografia de Glenn Medeiros? Tenho tido dificuldades em atender pessoas que constantemente me perguntam pelos álbuns do Glenn... (25, empregado em loja de música)
R- Glenn Medeiros gravou os seguintes álbuns:
Glenn Medeiros (1987)
Not Me (1988)
The Red Album (1990)
It's Alright To Love (1993)
The Glenn Medeiros Christmas Album (1993)
Sweet Island Music (1995)
Captured (1999)
Me (2003)

P- É verdade que Glenn Medeiros gravou duetos com muita gente conhecida? (38, polícia de trânsito)
R- É verdade que gravou duetos... mas não foram com muita gente conhecida (pelo menos na Europa)... a não ser que os seguintes nomes lhe digam alguma coisa: Lisa Miller, Elsa Lunghini, Ria Brieffies, Elisabeth Wolfgramm, Janey Clewer, Colleen Cua Nagasako, Kiyotaka Sugiyama e Ilona Irvine. O seu maior êxito em dueto foi com Bobby Brown, em She Ain't Worth It (1990). Registe-se ainda um dueto com Thomas Anders, vocalista dos Modern Talking, para a música Standing Alone (1992). Em 2002, uma girl-band havaiana chamada Forté convidou Glenn Medeiros a participar numa cover de Nothing's Gonna Change My Love For You.

P- Que é feito do Glennzinho actualmente? É casado? Tem filhos? Continua a gravar? Dedicou-se à pesca? (39, vendedora de peixe)
R- O Glennzinho é casado com Tammy, de quem tem dois filhos, um menino e uma menina. Ele chama-se Chord Kaleohone Medeiros, sendo que "Chord" é o inglês para "acorde de guitarra" e "Kaleohone" é havaiano e significa "suave, doce voz". A menina chama-se Lyric Leolani Medeiros, sendo que "Lyric" é o inglês para "letra de canção" e "Leolani" é havaiano e significa "voz celestial". Nomes originais, não? Imaginem o Figo chamar "Baliza Vanessa Figo" à sua filha
ou "Livre-Directo Miguel Figo" ao seu filho...
Glenn Medeiros continua a gravar. O seu último álbum chama-se Me (2003) e só está disponível no seu site oficial. Paralelamente, e preparando um futuro que pode não passar pela música, conseguiu concluir este ano o Mestrado em Educação Especial...

quinta-feira, julho 08, 2004

Andrew Fletcher (43)



Andy Fletcher, natural de Nottingham e membro fundador dos Depeche Mode (uma das maiores bandas à face da Terra, caso não saibam), completa hoje 43 anos. Parabéns!

Os momentos de paragem criativa dos Depeche Mode dão oportunidade aos seus membros de se envolverem em projectos a solo. Fletcher tem-se dedicado a participações como DJ em diversos festivais de música. A sua actividade musical estende-se ainda ao duo feminino Client, projecto de música elctrónica, através do qual Fletcher concretiza os seus dotes de DJ. As Client são ainda a única banda da editora Toast Hawaii, fundada recentemente pelo aniversáriante de hoje.

Andy Fletcher e as Client já passaram pelo nosso país, mais concretamente pelo Festival Dunas de S. Jacinto, que se realizou precisamente há um ano, em Julho de 2003. Fletcher e as meninas fecharam o dia que teve como cabeças-de-cartaz os magnifícos Roxy Music.

quarta-feira, julho 07, 2004

FAIRGROUND ATTRACTION

Too many people take second best But I won't take anything less



Foi numa conversa com colegas de trabalho sobre a vida, os amores e os desamores, que me lembrei do Perfect dos Fairground Attraction, música que apareceu em 1988 e permaneceu durante duas semanas no primeiro lugar do top britânico. Todos nos lembramos da vocalista, do seu chapéu e dos óculos e do teledisco que, salvo o erro, era todo filmado numa barcaça que ia deslizando nas águas calmas de um rio. Perfect ficou para sempre no nosso imaginário colectivo dos anos 80.

Os Fairground Attraction surgiram em 1987 e vinham cheios de boas intenções. Eddi Reader, a vocalista de nacionalidade escocesa, tinha já um percurso sólido de menina-de-coro de artistas como Gang Of Four, Alison Moyet e Eurythmics. A ela juntaram-se o guitarrista e compositor Mark Nevin, o baterista Roy Dodds e Simon Edwards, que, em vez da tradicional guitarra-baixo, tocava violão acústico.



O único álbum do grupo chama-se The First Of A Million Kisses e, para além do universal Perfect, contém a pérola Find My Love. Os Brits Awards de 1989 premiaram o seu estilo pop condimentado de elementos folk/jazz com o prémio para Melhor Álbum e Melhor Single. Nesse mesmo ano, durante o verão, após uma estrondosa digressão pelo Japão, os Fairground Attraction dissolveram o projecto, no que foi mais um episódio visto e revisto em tantos artistas dos anos 80. A editora do grupo lançou ainda uma colectânea de lados-B e canções não editadas sob o título Ay Fond Kiss.

Eddi Reader prosseguiu carreira a solo, mas não lhe conheço qualquer registo de destaque.

quarta-feira, junho 30, 2004

Noite revivalista rock alternativo pop-rock 80's

Sexta-feira, dia 2, é dia de revivalismo anos 80, na vertente rock alternativo. Tudo isto no Blá Blá, em Matosinhos (Rua Brito Capelo, 1085).

quarta-feira, junho 23, 2004

Novidades nos arquivos

Consegui finalmente introduzir arquivos temáticos para melhor orientação de quem aqui chega pela primeira vez ou daqueles que quiserem recordar algo que já leram por aqui. O arquivo mensal é bastante limitador neste aspecto, por isso, a partir de hoje têm à vossa disposição três áreas temáticas. Assim, temos na secção artistas todos os artigos de fundo já publicados sobre grupos, duos e cantores a solo. Depois de ter feito a listagem, fiquei surpreendido com a quantidade de artistas de que o QA80 já falou! A seguir, livros & revistas, ainda só com três artigos, mas com perspectivas de vir a aumentar proximamente. Em passado e presente, podem consultar os dois capítulos que mostram o que o tempo fez aos nossos heróis. O arquivo mensal foi "puxado" mais para cima, pois, com esta remodelação, não fazia sentido estar depois das restantes ligações.

Obrigado pela atenção e não se esqueçam: a rádio QA80 continua a dar-vos a melhor música dos anos 80! É só clicar ali ao lado...

terça-feira, junho 22, 2004

Voice Of The Beehive

i walk the earth my darling, this is my home



Olá, voltei. E hoje, enquanto vasculhava no disco do meu computador por um som bem disposto e de preferência cantado por uma voz feminina, dei de caras com uma pasta que dizia "Voice Of The Beehive".

Tracy Bryn e Melissa Brooke Belland são duas irmãs americanas, filhas de Bruce Belland, que, para os mais cotas, foi membro de um grupo dos anos 50 chamado The Four Preps. As duas meninas um dia decidiram radicar-se em Londres e fazer aquilo com que sempre sonharam: ter uma banda. A sua primeira aparição em disco foi a fazer coros no álbum a solo de Bill Drummond (KLF). Pouco tempo depois conheceram um guitarrista do País de Gales chamado Mike Jones e, com dois ex-Madness, Daniel Woodgate e Mark Bedford, completaram a formação inicial dos Voice Of The Beehive.

Ao contrário do que quase 99% da população mundial pensa, o nome do grupo não surgiu a partir de um filme de Bette Davis. Não. Fonte muito próxima das duas manas assegura que tudo surgiu da necessidade de preencher a expressão "Voice Of The..." com algo sugestivo e apelativo... e assim surgiu a colmeia. Beehive é também o nome dado àquele tipo de penteado tão próprio dos anos 60, em forma de colmeia.

Antes de surgir o primeiro álbum do grupo, e único nos anos 80, Mark Bedford saiu e foi substituído por Martin Brett. Março de 19897 marcou o lançamento do primeiro single, Just A City.

Em Outubro de 1987, o single I Say Nothing trouxe a dose suficiente de polémica para lhes dar a publicidade que desejavam. A questão tinha a ver com a letra da música que dizia a certa altura "she says I get it every night" e "he'll rip you right in two". A sempre puritana BBC pediu-lhes que alterassem estas partes da letra, ao que eles não se opuseram, ficando assim "she says I see him every night" e "he'll rip your heart in two". Em início de carreira, havia de fazer este tipo de concessões. Apesar disso, o single desapareceu das lojas, mas os Voice Of The Beehive pouco se importaram, chegando mesmo, nos seus concertos, a dar à primeira parte da letra uma outra versão: "she says I fuck him every night". É assim mesmo!

Em Fevereiro de 1988, surgiu I Walk The Earth, outra das minhas preferidas. Apesar de não conseguirem obter o reconhecimento em termos de tabelas de vendas, os Voice Of The Beehive conseguiam uma notável série de aparições televisivas, incluindo programas infantis... (onde por certo teriam de cantar as versões "light" das letras)

Em Maio do mesmo ano, lançaram talvez a sua canção mais conhecida entre nós e aquela que alncasou maior sucesso em vendas - Don't Call Me Baby (este título surge da frase que Ann-Margret diz a Elvis Presley no filme Viva Las Vegas). Um mês depois, surgiu finalmente o álbum Let It Bee, que aproveitou o sucesso do single que o precedeu para ocupar os primeiros lugares do top de vendas. Seguiu-se mais um single - Man On The Moon - que não teve tanto êxito como os que o precederam.

O sucesso europeu extendeu-se à América. Os Voice Of The Beehive entraram em digressão com os That Petrol Emotion (Steve Mack era namorado de Tracey Bryn), actuando nas suas primeiras partes, mas roubando autenticamente o destaque àqueles que deveriam ser os cabeças-de-cartaz.



Em termos de anos 80, os Voice Of The Beehive resumiram a sua actividade ao álbum Let It Bee. Em 1991, editaram o segundo longa-duração, Honey Lingers, que produziu singles como Monsters And Angels, I Think I Love You e Perfect Place. Uma curiosidade: o título originalmente proposto por Melissa para este álbum e imediatamente recusado pela editora era "Honey Lingus"...

A partir daqui, a colmeia deixou de produzir mel. A banda desagregou-se e apenas "sobreviveram" as duas irmãs. Em 1996, lançaram Sex & Misery, um álbum cujo título original era Disastrous Relationships, Disillusionment, Depression & Death. Por este título podemos saber os traumas que preencheram a primeira metade da década de 90 das duas manas...

Para saberem o que andam as manas a aprontar hoje em dia, podem visitar o site oficial.

segunda-feira, junho 21, 2004

Olá. Estou de volta.


O Queridos Anos 80 volta em força, depois de um período de hibernação forçado. E amanhã, os posts que recordam a melhor década de sempre da música voltam a atacar em força. Aguardem, que vem aí a voz da colmeia!

quinta-feira, junho 03, 2004

Russian Roulette



Foi há 14 anos. Stiv Bators foi atropelado por um automóvel num passeio de Paris. Imune à dor, o cantor caminhou até casa. Morreu durante o sono. Foi vocalista de uma das bandas pós-punk mais aliciantes dos 80's: The Lords Of The New Church.

sexta-feira, maio 21, 2004

You Are The Quarry



Era só para dizer que o novo álbum de Morrissey é uma delícia pop. Ponto final.

PS - Cuidado! Ele vem de metralhadora!

quarta-feira, maio 19, 2004

Comunicado


O Queridos Anos 80 vem por este meio comunicar que vai diminuir a frequência de actualizações durante cerca de um mês por motivos profissionais deste vosso criado.

Enquanto o QA 80 trabalha em safe-mode podem participar em mais uma sondagem. Depois de querer saber a idade dos visitantes do blog, venho agora vasculhar um pouco mais na vossa intimidade, se é que se pode dizer assim, e perguntar: serão mais os meninos ou as meninas por aqui? Já sabem, votem aqui ao lado onde diz SONDAGENS DEAR 80S.

E a melhor canção de Prince é...


Vocês votaram, vocês decidiram (onde é que eu já ouvi isto?). Purple Rain foi escolhida por 26% dos participantes da sondagem como a melhor música de Prince da década de 80. Não muito longe ficou When Doves Cry, talvez a música que deu o definitivo impulso à sua carreira. No terceiro lugar, Kiss, outro clássico incontornável. Foi uma sondagem sem surpresas. Aqui fica a classificação final:

1º lugar: Purple Rain - 26% (26 votos)
: When Doves Cry - 22% (22)
: Kiss - 18% (18)

4º: 1999 - 11% (11)
5º: Sign 'O' The Times - 6% (6)
6º: Raspberry Beret - 5% (5)
7º: U Got The Look e Alphabet St. - 4% (4)
9º: I Could Never Take The Place Of Your Man - 3% (3)
10º: Glam Slam - 2% (2)

quinta-feira, maio 13, 2004

O dia em que o Boss casou


Bruce e Julianne,
quando tudo ainda
eram Glory Days


A 13 de Maio de 1985 Bruce Springsteen casou-se com Julianne Phillips em Lake Oswego, Oregon. Faz hoje portanto 19 anos. Actriz e modelo, Julianne nunca se impôs no grande ecrã, tendo feito basicamente tele-filmes e algumas séries. O seu maior papel foi mesmo o de mulher do maior fenómeno de vendas americano da década de 80.

Foi um casamento curto, que apenas durou três anos. Isto tudo porque Julianne começou a achar estranhos aqueles telefonemas de uma tal Patti Scialfa lá para casa. Ainda não havia telemóveis, o que tornava as coisas muito mais difícieis. Difíceis para o Boss, claro. Nem mesmo a desculpa, que era real, de que a menina fazia parte da E-Street Band arrumou a questão. Ainda a piorou.

Julianne pediu o divórcio em 1988, na sequência deste envolvimento do marido com Patti, a menina a quem Bruce decidiu mostrar as partes pudibundas, depois do respectivo consentimento, claro. De resto, Bruce e Patti viriam a casar-se em 1991. Desta relação nasceram três pequeninos bosses.

Julianne Phillips aparece no teledisco da versão ao vivo de Born To Run, de 1986. Quanto a Patti, aparece em tudo quanto é imagem de Bruce a tocar. Se nunca a viram é porque andam demasiado distraídos!


O QA 80 não pode jurar,
mas pode ter sido assim que
tudo começou...

quarta-feira, maio 12, 2004

Duas desgraças nunca vêm só



O dia de hoje foi marcado por três desgraças no mundo da música. Duas delas atingiram os próprios. Uma outra afectou-nos a todos nós irremediavelmente.

1ª desgraça: em 1983, Meat Loaf declara falência após ultrapassar o milhão de dólares em dívidas. A avaliar pelo peso do senhor podemos considerar que o dinheiro foi bem empregue em comezainas que devem ter incluído todo o staff, roadies, groupies, etc... O QA 80 acha que cada um tem o que merece e ninguém mandou Marvin Lee escolher como designação artística Rolo de Carne.

2ª desgraça: em 1984, Lionel Richie atinge violentamente o primeiro lugar do top americano de singles com o tenebroso Hello, que, como todos sabem, é uma canção sobre invisuais que se dedicam à cerâmica.

3ª desgraça: em 1986, Joe Strummer, o malogrado vocalista dos The Clash, ficou sem carta de condução por ter sido apanhado a conduzir num assinalável estado de embriaguez. Should I Stay Or Should I Go?

terça-feira, maio 11, 2004

Aconteceu neste dia



1981 - Bob Marley morreu de doença cancerígena aos 36 anos. Segundo reza a triste história, Bob lesionou-se num dedo do pé a jogar futebol. A lesão, mal curada, desenvolveu um cancro que se espalhou pelo cérebro, pulmões e figado. A carreira do cantor jamaicano desenvolveu-se nos anos 70, mas prometia muito na década seguinte. O seu último álbum em vida foi editado em 1980 e dele fazem parte temas como Could You Be Loved e Redemption Song.

1985 - Madonna atinge o primeiro lugar da tabela de singles americana com Crazy For You, canção como mais tarde se veio a saber dedicada à minha pessoa. No Reino Unido era Paul Hardcastle que ia "à frente" com o single 19, cujo título se referia à média de idades dos soldados americanos no Vietname. Quem se lembra disto?

In World War II the average age of the combat soldier was 26
In Vietnam it was 19
In inininininin Vietnam it was 19
In inininininin Vietnam it was 19
In inininininin Vietnam it was 19
n n n n nineteen


segunda-feira, maio 10, 2004

Aconteceu neste dia


As Go-go's: then and now

1985 - As Go-go's anunciam o fim do grupo. Belinda Carlisle partirá em busca do céu que existe na Terra, enquanto Jane Wiedlin tentará evitar a hora de ponta. Em 1990 decidem voltar e parece que ainda andam por aí...

1986 - Falco está em primeiro lugar do topo britânico de singles com Rock Me Amadeus. Do outro lado do Atlântico são os Pet Shop Boys a realizar a mesma façanha com West End Girls. Ainda neste dia, Tommy Lee, dos Mötley Crue, casa-se com a actriz Heather Locklear, da série Dinastia. Pamela Anderson ainda vinha muito longe...