sexta-feira, junho 17, 2005

Pav. Atlântico - 8 de Fevereiro de 2006

domingo, junho 05, 2005

Dia Mundial do Ambiente



PIXIES
Monkey Gone To Heaven (1989)

There was a guy
An underwater guy who controlled the sea
Got killed by ten million pounds of sludge
From New York and New Jersey

This monkey's gone to heaven (x4)

The creature in the sky
Got sucked in a hole
Now there's a hole in the sky
And the ground's not cold
And if the ground's not cold
Everything is gonna burn
We'll all take turns
I'll get mine, too

This monkey's gone to heaven (x4)

Rock me Joe

If man is 5 (x3)
Then the devil is 6 (x4)
And if the devil is six
Then god is 7 (x3)

This monkey's gone to heaven (x4)

quinta-feira, junho 02, 2005

TONY HADLEY (45)



Se me perguntassem os nomes dos cinco melhores cantores dos anos 80, talvez levasse algum tempo a escolher, mas Tony Hadley teria lugar cativo entre os eleitos. Não há volta a dar: o ex-vocalista dos Spandau Ballet canta "pró mundial", como se diz aqui na minha rua.

Tony Hadley completa hoje 45 anos. Fundou os Spandau Ballet em 1978, com Martin Kemp, Gary Kemp, John Keeble e Steve Norman. Durante a década de 80, lideraram a pop mundial na sua vertente "new romantic", tendo "apenas" como grandes rivais uns tais de Duran Duran... (isto para falar de bandas com mais de 3 elementos).


O cabeleireiro destes gajos é um show!

Em 1990, os Spandau Ballet "eram" e Tony Hadley seguiu o seu caminho a solo, mas sem nunca atingir o sucesso da ex-banda. Começou por gravar The State Of Play, em 1992. Fundou a sua própria empresa discográfica e lançou o single Build Me Up (1986). Em 1997 lançou um álbum homónimo que mistura versões e originais. Entre as versões encontram-se Save A Prayer (Duran Duran), Wonderful Life (Black), Slave To Love (Bryan Ferry) e Woman In Chains (Tears For Fears). Para ouvir um bocadinho de cada, é favor clicar aqui e depois no álbum Tony Hadley.

Seguiu-se um álbum ao vivo chamado Obsession (2000) e ainda no mesmo ano, lançou Debut, um duplo que apresenta a sua primeira prestação a solo na alemanha. A sua actividade musical tem-se estendido à música de dança, em colaborações com vários Djs. De igual modo, mantém uma actividade ao vivo bastante assídua, sendo que John Keeble, o baterista dos Spandau, faz parte da sua banda actual. Em 2004 e 2005 lançou os registos CD/DVD das digressões que efectuou com os Go West e Martin Fry (ABC) respectivamente.

Hadley já visitou o nosso país por mais do que uma vez, mas quem tiver vontade de o revisitar ao vivo e estiver para os lados de Espanha pode assistir a um dos concertos da digressão espanhola que vai juntar Tony Hadley, Go West, ABC e Paul Young. As datas e as cidades confirmadas (há outras por confirmar) são as seguintes:
30 de Junho - Pavilhão Olímpico de Badalona (Barcelona)
1 de Julho - Múrcia
4 de Julho - Alicante
5 de Julho - Valencia
7 de Julho - Madrid

"Se eu fosse um Duran..." era JOHN TAYLOR



Eu tinha um palpite que o John Taylor acabaria por ser eleito como o membro dos Duran Duran no qual não nos importaríamos de reencarnar numa futura existência. E só encontro uma razão para tal resultado: AS GAJAS! ELE CONTROLA AS GAJAS TODAS! O motivo é um bom motivo, não haja dúvida. É curioso que o primeiro lugar andou durante muito tempo bastante incerto, com mudanças constantes, mas foi a partir do concerto no Coliseu dos Recreios que John Taylor "se chegou à frente" e Nick Rhodes abandonou a luta pelo primeiro lugar. Haverá alguma relação?

Esta sondagem serviu também para confirmarmos o fosso existente entre John Taylor, Simon Le Bon e Nick Rhodes e os outros dois. Quase que me atreveria a dizer que Roger e Andy seriam perfeitamente dispensáveis, mas não o digo por receio de represálias das facções mais duras dos Duranies. Há clubes de fãs com quem nos podemos meter, mas não com os Duranies, que são uns durões.

Muito obrigado pelas participação (241 votos!) e aqui fica a classificação final:

1. John Taylor - 33% (80 votos)
2. Simon Le Bon - 31% (75)
3. Nick Rhodes - 25% (61)
4. Roger Taylor - 6% (15)
5. Andy Taylor - 4% (10)

quarta-feira, maio 25, 2005

Ontem, Duran Duran, no Coliseu (ou as "careless memories" de quem ainda não acredita)



Esta é a melhor foto do concerto de ontem à noite dos Duran Duran no Coliseu dos Recreios pela simples razão que fui eu que a tirei com o meu telemóvel. É minha e de mais ninguém. Por isso é a melhor. Para além disso vê-se perfeitamente ao centro o Simon Le Bon a cantar, ao seu lado esquerdo, com o braço no ar, o John Taylor, algures do seu lado direito, o Andy Taylor de óculos escuros, lá atrás, do lado esquerdo, o Roger Taylor na bateria, e do lado direito o Nick Rhodes de branco. Ah, e como podem ver, os focos por cima do palco funcionaram muito bem. Melhor visão não há.

Os Duran Duran estão em excelente forma. E nem mesmo o pormenor do Simon, no início, ter virado as costas ao público para apertar a braguilha, ou a sua azelhice na matemática, ou a sua falta de queda para a dança pode ensombrar a prestação. A sua voz está 5 estrelas. Nem mesmo a camisa toda suada do John Taylor no final, em contraste com o estilo evidenciado no início (bonito casaco!). Nem mesmo a pose de rockeiro pós-junkie de Andy Taylor. Nem mesmo a ausência de Electric Barbarella e Is There Something I Should Know da lista. Os Duran Duran deram show e deixaram em todos nós a sensação de que o tempo (quase) não passou. "We are a family, I've got all my brothers with me", cantou Simon, e com razão.

segunda-feira, maio 23, 2005

É amanhã!



16:30 - Sair do trabalho, ir a casa trocar de roupa e pôr um penteado à Nick Rhodes (uma destas é mentira, adivinhem lá). Não esquecer os CDs para a viagem. Colectâneas eighties, de preferência + o Greatest Hits dos DD, obrigatório. Ah, e as sandes, as bolachas, os sumos e os achocolatados.

17:30 - Ir buscar a miúda ao trabalho e rumar a Lisboa. Trocar de carro, o gasóleo é mais em conta. Sair pela Ponte da Arrábida. Cuidado com os radares. Juízo.

20:30 - Chegar a Lisboa, procurar o Coliseu e lugar para estacionar, necessariamente por esta ordem.

21:00 - Início do concerto. Tentar chegar lá à frente. Se não der, paciência, 1.84m dá perfeitamente para ver os atacadores do John Taylor. O pior é a miúda. Cavalitas? Humm, a ciática dá cabo dum gajo e o pessoal começa a mandar bocas.

23:00 - Comprar água urgentemente e pensar em regressar a casa. Amanhã é dia de trabalho. Pôr o Greatest Hits dos DD. Prolongar o sabor do concerto.

quarta-feira, maio 18, 2005

Ícones do Festival (2) - JOHNNY LOGAN



Continuando a saga pelos ícones do Festival da Canção, impunha-se falar do rapaz com nome de uísque. Não sei se por detrás deste nome artístico estará um mais ou menos mal disfarçado contrato publicitário ou se a imaginação do rapaz não deu para mais. Uma coisa é certa: Seán Patrick Michael Sherrard escolheu Johnny Logan para singrar na música (e sangrar os nossos ouvidos) e não há volta a dar.

Talvez estejamos perante o artista mais premiado dos festivais da eurovisão. Festivaladas é com ele: ganhou em 1980, interpretando a canção What's Another Year. Voltou a ganhar em 1987, cantando o famoso e xaroposo Hold Me Now. Como não há duas sem três, ganhou mais uma vez, desta vez como compositor, em 1992, com a canção Why Me, interpretada por uma tal Linda Martin. Teve ainda um segundo lugar, em 1984, como compositor para a mesma cantora.

Nos anos em que venceu como intérprete, as representações portuguesas estiveram a cargo de José Cid (7º lugar, com Um Grande, Grande Amor, em 1980) e os Nevada (18º lugar, com Neste Barco À Vela, em 1987)



Todo este sucesso foi obtido em nome da Irlanda, país para onde foi viver aos 3 anos de idade, uma vez que nasceu na Austrália, fez na passada semana (13 de Maio), 51 anos. O seu pai era um famoso tenor irlandês que chegou a cantar na Casa Branca, perante vários presidentes americanos. O pequeno Johhny começou a compor aos 13 anos, enquanto acompanhava o pai nas suas digressões.

Actualmente, Johnny Logan tem-se dedicado a participações televisivas em várias tvs europeias. Em 2004 e 2005 participou no festival da canção da Holanda como compositor. O bichinho dos festivais, pelos vistos, continua lá. Por mim tudo bem, desde que o bicharoco não venha cá para fora.

segunda-feira, maio 16, 2005

Ícones do Festival (1) - SANDRA KIM



A 3 de Maio de 1986, na Noruega, uma chavala de 13 anos e seis meses fazia história na eurovisão e ganhava o primeiro prémio do festival. A música chamava-se J'Aime La Vie e a miúda tinha o nome artístico de Sandra Kim. Em Portugal, tinhamos a Maria Armanda, que não passou da fase "Eu Vi Um Sapo".

De ascendência italiana, Sandra Calderone nasceu a 15 de Outubro de 1972 em Montegnée by Luik, na Bélgica. Como é costume, nestes casos, a sua carreira musical foi bastante precoce, pois começou a cantar "a sério" desde os 7 anos, incentivada pelos pais, que eram músicos. Ainda criança, fez parte dum grupo infantil tipo-OndaChoc-Ministars, mas com um nome menos ridículo: Musiclub.



No Festival Eurovisão de 1986, a sua canção J'Aime La Vie obteve pontos de todos os países, e continha na sua letra uma mentira que a muitos passou despercebida: apesar de dizer "Moi j'ai 15 ans", Sandra tinha na realidade apenas 13. Ai a marota. Toda a gente parece ter gostado daquela vozinha infantil de registo muito agudo que quase furava os tímpanos naquela parte do "Uooooooouuuoooooooohhh". Vocês sabem da parte de que estou a falar. Já agora, cumpre-me informar que, na edição ganha pela Sandra Kim, Portugal foi magnificamente representado pela Dora e as suas botas inesquecíceis, com o seu Não Sejas Mau Para Mim.

Nos anos 90 Sandra Kim continuou a sua carreira musical, sem grande sucesso e, talvez por isso, iniciou a de apresentadora de televisão. Em 1994 casou-se com Olivier Gérard, o técnico de som dos seus concertos. O casamento durou pouco mais de um ano. Na Bélgica comparam-na a Barbra Steisand e a Celine Dion, o que não abona nada a seu favor. Chegou mesmo a gravar uma versão de My Heart Will Go On, aquela xaropada do Titanic. Em 2001, gravou J'Ai Pas Fini De T'Aimer, uma versão em francês de outra xaropada: I Just Can't Stop Loving You, do senhor Wacko Jacko. De xaropada em xaropada, com Sandra Kim, até ao abismo final!

Aos 33 anos, vai no segundo casamento e, ao que parece, ainda ama a vida.

Clique aqui para ouvir 30 segundos de J'Aime La Vie.

sexta-feira, maio 13, 2005

Bem-vindo ao CIDD

Você veio aqui parar porque lhe disseram que o melhor blogue sobre a música dos anos 80 num raio de 30 km a partir do Porto se chama Queridos Anos 80. Para além disso, e apesar de você não ligar muito à música em geral (mas sabe que os U2 e o Tony Carreira existem), disseram-lhe que aqui se fala de muitos artistas que fizeram muito, algum ou nenhum furor na década em que você via o Conan, o Rapaz do Futuro, a A-Team e esperava ansiosamente o dia do Festival da Eurovisão da Canção como quem realiza um dos principais objectivos da existência.

Um amigo disse-lhe que os Duran Duran vêm cá a Portugal, o que lhe provocou um "ah!" de surpresa, seguido da pergunta: "Mas esses tipos ainda existem?". Existem, sim senhor, e mais: ainda tocam instrumentos e têm um álbum chamado Astronaut, que foi lançado recentemente. Você responde "Ah, mas do que eu gostava era das antigas - o "Say A Prey" ou o "Planet Hart"... ou aquela muito gira do teledisco dos bichos e cenas assim... o "While Boys"" A pessoa com quem está a falar finge não reparar nos títulos errados das músicas e faz a promessa mental de lhe oferecer o Greatest Hits dos DD nos seus anos. Mas você volta à carga: "E o vocalista... o Simon... Paul Simon... Né? Ganda voz, pá... E o tipo do piano, aquele que se pintava todo, acho que era um pouco gay, não era?". O seu amigo já fez o cancelamento mental da oferta de anos e prepara-se para dizer que está atrasado para o body-pump. Mas você, embalado pela oportunidade de mostrar toda a sua sabedoria musical, insiste: "Se eles tocassem o True, pá, aquela balada gira... se eles tocassem o True, até ia vê-los, acredita!". O seu amigo, vermelho de fúria, corrige-o: "O True é dos Spandau Ballet, pá!". "Ei, pois é, que confusão aqui vai na minha cabeça! Eles até são de décadas diferentes, né?"

Pois é, você precisa de um CIDD (Curso Intensivo de Duran Duran), e só aqui, no Queridos Anos 80, lhe é dada essa oportunidade. Intale-se confortavelmente na sua cadeira, ponha o Greatest Hits dos Duran Duran a tocar e clique nos links que estão abaixo.

Duran Duran - parte 1
Duran Duran - parte 2
Duran Duran - parte 3

quinta-feira, maio 05, 2005

Dia Mundial do Trânsito



Lembrei-me de comemorar este dia com a versão de Route 66 dos Depeche Mode. Surgiu em 1987, como B-side do single Behind The Wheel. Curtam o som (quem puder).

Well if you ever plan to motor west
Travel my way, take the highway that’s the best
Get your kicks on route 66

Well it winds from chicago to la
More than two thousand miles all the way
Get your kicks on route 66

Well it goes to st. louis, down to missouri
Oklahoma city looks oh, so pretty
You’ll see amarillo, gallup, new mexico
Flagstaff, arizona, don’t forget wynonna
Kingman, barstow, san bernardino

If you get hip to this kind of trip
I think I’ll take that california trip
Get your kicks on route 66

quarta-feira, maio 04, 2005

The Outfield

I ain't got many friends left to talk to Nowhere to run when I'm in trouble



Ora aqui está uma banda totalmente irrelevante para a maioria de nós. Isto até ao momento em que ouvimos Your Love e caímos na real: cum caneco, como o tempo passa! A partir deste momento os Outfield podem continuar a ocupar o cantinho da nossa indiferença, mas a consciência de que estamos a envelhecer acabou de nos estragar o dia. O remédio não existe, mas sempre podem continuar a ler este texto.

Os Outfield surgiram em Londres e no início chamavam-se The Baseball Boys. O próprio termo outfield está relacionado com o baseball, parecendo haver aqui uma fixaçãozita pelo dito desporto.

Os Outfield eram Tony Lewis (voz e baixo), John Spinks (teclas e guitarra) e Alan Jackman (bateria). Em 1985 lançaram o primeiro álbum, Play Deep, do qual faz parte o seu maior êxito de sempre, Your Love. Deste álbum lembro-me ainda de All The Love.


O teledisco de Your Love

Dos álbuns seguintes não reza a história aqui para os meus lados, mas fica a referência: Bangin' (1987), Voices Of Babylon (1988), Diamond Days (1990, que já inclui o novo baterista, Simon Dawson), Rockeye (1992), It Ain't Over (1998, edição apenas para o clube de fãs), Extra Innings (1999) e Any Time Now (2004).

Como podemos verificar através do site oficial os Outfield ainda andam por aí e colocaram o seu último disco à venda na Internet.

sexta-feira, abril 22, 2005

DURAN DURAN: cartaz oficial (afinal é este)



O nuno_45 enviou-me um e-mail dizendo que o cartaz não era este, que foi feito pelo Paulo Pereira, mas sim este, que acima se apresenta. Fica a correcção. Já agora, visitem a página do nuno_45, dedicada aos DD.

quinta-feira, abril 21, 2005

Se eu fosse um Duran...

Quem nunca deu por si, na fila do trânsito caótico no regresso a casa ou na repartição de finanças onde, a contra-gosto, se vai entregar o IRS ou ainda na sala de espera do dentista que impiedosamente se prepara para nos arrancar o último dente do siso - quem, numa destas situações, por exemplo, nunca se colocou a seguinte pergunta: e se eu fosse um Duran Duran? Quase todos vocês, claro (as excepções são aqueles que se questionam: e se eu fosse um Milli Vanilli?).

Esta sondagem que, a pouco mais de um mês da vinda dos fab five a Portugal, o QA 80 agora inicia pretende saber qual dos Duran Duran vocês gostariam de ser, se vos fosse dada a oportunidade. Ou então em qual gostariam de reencarnar numa outra vida. Força, aí. Soltem esse fantasma. Votem e justifiquem, caso tenhamos alguma a coisa a ver com isso, nos comentários.

Esta é a segunda sondagem sobre os Duran Duran. A primeira destinava-se a eleger a música preferida do período dos anos 80. Podem consultar os resultados aqui.

DURAN DURAN: um cartaz do concerto



Aqui está um cartaz do concerto que é o concretizar de um sonho para muitos de nós. Cliquem aqui para uma versão XL. Foi feito pelo Paulo Pereira, que faz parte do clube de fãs Duranies Portugal.

sábado, abril 16, 2005

FEARGAL SHARKEY

A good heart, these days, is hard to find So please be gentle with this heart of mine
Por muito que o Feargal Sharkey vos desperte as mais terríveis lembranças e mergulhe nos mais assustadores pesadelos, o Queridos Anos 80 tem uma missão a cumprir. Feargal, amigo, tens aqui um cantinho acolhedor. Até porque ele tem uma voz, no mínimo, peculiar, goste-se ou não. Até porque A Good Heart é uma boa canção, que é. Tem um ritmo dançante, que tem, sim senhor. E depois há o penteado, de fazer inveja a qualquer Cristina Caras-Lindas.
Nasceu a 13 de Agosto de 1958, em Londonderry, na Irlanda do Norte. Foi vocalista dos Undertones, banda que gravou Teenage Kicks, em 1978, e se extinguiu em 1983, ano em que se juntou a Vince Clarke (sim, esse mesmo, o dos Depeche Mode, dos Yazoo e Erasure) para formar os Assembly. Tiveram em Never, Never o seu único êxito. Em 1984, Feargal gravou Listen To Your Father, a solo pela primeira vez. No ano seguinte, surgiu o seu maior êxito, o tal que dizia que naquela altura era difícil encontrar um bom coração, A Good Heart, um original da belíssima Maria McKee (ex-Lone Justice).
O seu primeiro álbum, produzido pelo Eurhythmic Dave Stewart, foi bem recebido, mas o segundo, Wish (1988), já não. Feargal Sharkey, agora a viver nos EUA, não conseguia manter o nível a que A Good Heart lhe tinha permitido chegar e entrava oficialmente para o clube das one-hit wonders.
Na década de 90, gravou o álbum Songs From The Mardis Gras, antes de decidir trabalhar na música, agora ao nível administrativo. Trabalhou na editora discográfica, Polydor Records e, em 1998, foi escolhido para fazer parte da Radio Authority, a entidade que licencia e regula as rádios independentes do Reino Unido. No finalzinho da década recusou o convite para voltar a tocar com os Undertones.

sábado, abril 09, 2005

Safety Dance no seu telemóvel

É mais um toque de telemóvel para todos vós. Desta vez um excerto de Safety Dance dos Men Without Hats, Um exclusivo Queridos Anos 80!

(Se o link não funcionar, é favor avisar.)

sábado, abril 02, 2005

Passatempo: não vale um bilhete para os DD



Eu gostava de oferecer um bilhete para os Duran Duran a quem identificar o senhor da foto, mas não posso!

sexta-feira, abril 01, 2005

Dias das mentiras

Eu podia alinhar com a mania de alguns, neste 1 de Abril, e colocar aqui uma mentirazita tipo "Afinal os Duran Duran não vêm a Portugal, revelou hoje o site oficial, devido a complicações gástricas do vocalista Simon Le Bon, que tem exagerado no courato e no tintol nos últimos dias, tendo o manager da banda anunciado o cancelamento de toda a digressão europeia no sentido de dar tempo à recuperação de Simon numa das melhores clínicas de Paris". Mas não vou fazer isso. Até porque era de muito mau gosto.

Marco Paulo offline



Pensem no maior artista português da música ligeira dos anos 80. Exacto: Marco Paulo. Agora, façam uma pesquisa e ponham o Google a trabalhar em busca de Marco Paulo. Sim, eu também fiquei surpreendido, quiça até um pouco chocado: o grande artista de êxitos como Anita, Mais e Mais Amor, Morena, Morenita, e, claro, o mítico Eu Tenho Dois Amores - este artista que coleccionou discos de ouro e até inspirou Herman José na personagem do Serafim Saudade não tem site oficial na Internet! Nem ao menos um blogue a ele dedicado (como tem o grande rival José Cid!)! Vergonha! Ultraje! Horror!

Isto veio a propósito de uma amiga minha que me pediu a letra de Joana, um dos êxitos cantor, para incluir numa brincadeira de despedida de solteira. Procurei, procurei, vasculhei todos os cantinhos da net e nada! Ainda mal refeito do choque, lembrei-me que a minha excelsa mãezinha tinha a colectânea Maravilhoso Coração, e só assim pude conseguir o fantástico texto que, em jeito de homenagem, a seguir repoduzo:

Joana (1988)

Tão longe, contudo estivemos tão perto
O amor que julgámos tão certo
Foi um sonho mais que por mim passou

Um véu de brancura se arrastou
Junto do altar, ali ficou
Tu nem sabes bem quanto eu te quis
Com outro vais ser mais feliz
Aqui fiquei a recordar

(Refrão)
Oh Joana
Pensar que estivemos tão perto
Dos sonhos agora desperto
Só não quero ouvir o sim que dirás

Oh Joana
Recordo agora os momentos
Passaram nos meus pensamentos
Mas longe de mim sei que ficarás


Era um tempo bom cheio de paz
Como quem não espera a horas más
Tu eras menina e tão mulher
Como quem já sabe o que quer
Eu era apenas um rapaz

(Refrão)

quarta-feira, março 30, 2005

TIFFANY

I think we're alone now There doesn't seem to be anyone around



Tudo o que sempre quis saber sobre a Tiffany e nunca teve pachorra para perguntar. Cá vai:

Tiffany Renee Darwish nasceu a 2 de Outubro de 1971, nos EUA, e desde cedo mostrou as suas aptidões vocais (isto é relativo, como devem calcular). Foi como cantora country que a jovem Tiff deu os primeiros passos na música. Acompanhou gente famosa e a certa altura foi descoberta por um tal George Tobin. Este senhor, que era produtor/empresário, haveria de comandar e dominar a carreira da miúda nos anos seguintes.

Tiffany não tinha completado 16 anos quando surgiu o seu primeiro álbum, homónimo, de 1987, que contém aquelas duas canções de que todos ainda nos lembramos: I Think We’re Alone Now e Could’ve Been. A primeira foi mesmo o seu maior sucesso no nosso país. O teledisco (que podem recordar AQUI, se tiverem instalado o Real Player) mostrava imagens de Tiffany a cantar num centro comercial, sem palco, com o público à distância de um passo. Foi precisamente uma digressão em centros comerciais o modo encontrado para promover o seu álbum de estreia. Contam os relatos da altura que esta digressão teve um êxito estrondoso ao ponto de provocar autênticas enchentes e problemas graves de segurança nos concertos. Conhecida por “The Mall Girl” (a miúda do centro comercial), Tiffany viu a sua popularidade aumentar vertiginosamente. As miúdas imitavam o seu corte de cabelo, os rapazes até achavam piada àquela ruiva com voz de criança. Estava instalada a tiffanymania.

A loucura americana por esta jovem só encontrou paralelo no Japão, país que, nos anos 80, era um autêntico eldorado para muitos artistas. Podia-se não ter sucesso algum na Europa, podia-se nem sequer ser conhecido nos Estados Unidos – havia sempre o Japão. Ser grande no Japão não era difícil. Já diziam os Alphaville.
A Europa também recebeu Tiffany de braços abertos. Sinceramente não me lembro de alguma vez esta jovem ter pisado os nossos palcos, mas não seria de admirar que o Júlio Isidro a tenha apadrinhado no seu Passeio dos Alegres.

No meio desta tiffanymania, a cantora, ainda menor, lembrou-se um dia de pedir nos tribunais a sua emancipação legal em relação à sua mãe e ao seu padrasto. Estávamos em 1988. Considerada uma espécie de paradigma da jovem bem comportada, Tiffany surpreendeu meio-mundo americano com esta atitude. O seu principal objectivo era controlar o seu próprio dinheiro, que estava à mercê da sua mãe e de uma padrasto em quem não confiava. Na altura, os media exploraram até à exaustão o problema, lançando suspeitas sobre o seu empresário e vasculhando a vida da família. Tempos difíceis, pois então. Curiosamente, o tribunal negou a pretensão de emancipação, mas concedeu-lhe o controlo sobre as suas contas bancárias a autorizou-a a ir viver com a avó.

O segundo álbum, Hold An Old Friend's Hand, surgiu ainda em 1988, e teve como primeiro single nos EUA, All This Time. No estrangeiro, o primeiro single escolhido para lançamento foi Radio Romance. Sinceramente, não me recordo de qualquer uma destas duas canções, o que não deve servir de indicador de coisa nenhuma, pois o seu sucesso por todo o mundo e arredores continuou.

Num digressão americana, em 1989, teve como companhia nas primeiras partes dos concertos uns tais... não sei se conhecem... New Kids On The Block. Este facto revestiu-se de especial importância por boas e más razões: se, por um lado, deu uns beijos e sabe-se lá que mais com Jon Knight, um dos New Kids, por outro, acabou a digressão a fazer as primeiras partes desta boy-band, cuja popularidade, na altura, foi comparada, à dos Beatles nos anos 60. Conclusão: tudo tem o seu preço.

Ainda em 1989, Tiffany ainda arranjou tempo para fazer a voz de Judy Jetson, no filme de animação, The Jetsons: The Movie.

A década de 80 dava os últimos suspiros e, com ela, também a tiffanymania. No mínimio estranho para quem nem sequer tinha 20 anos.

Em 1990, então com 19 anos e afastada do seu produtor de sempre, George Tobin, Tiffany lançou o álbum New Inside, numa tentativa de dar um novo rumo à sua carreira. Esse rumo foi, no entanto, sempre a descer: o álbum passou totalmente despercebido. Os tempos de I Think We’re Alone Now já faziam parte da história e essa, como todos sabemos, nunca se repete. Nos anos seguintes, a ruiva voltou para o seu empresário, experimentou o mundo das drogas (como qualquer artista decadente que se preze), recuperou, casou-se e teve um filho.

Em 1993, lançou o álbum Dreams Never Die apenas na Ásia, o que faz deste LP uma autêntica raridade. Seguiu-se uma digressão bem sucedida. Os fãs asiáticos nunca a desiludiram. Pelo contrário, o seu empresário/produtor George Tobin deu-lhe uma facadinha nas costas ao gravar temas seus com outra banda, antes de voltarem a colaborar os dois. Já com novo empresário, em 1995, Tiffany lançou o best of, mais uma vez apenas na Ásia.



Os seus fãs europeus e americanos teriam de esperar até 2000 para verem, finalmente, um novo álbum de originais, intitulado The Color Of Silence. Em 2002, Tiffany aumentou o seu número de fãs ao surgir na edição de Abril da Playboy. Uma boa opção, na minha humilde opinião. Se não acreditam, procurem pela net, que as fotos andam por aí. Quem não ficou seu fã, de certeza, foi o seu marido, de quem se divorciou, após 10 anos de casamento. Em 2003 voltou aos palcos, ou melhor, aos pequenos palcos de discotecas, casinos e afins, tendo conhecido em Inglaterra o seu segundo marido, com quem casou no ano passado (2004).

Tiffany pode já ser apenas uma recordação teenager para a maioria de nós, mas a ruiva ainda anda por aí a cantar I Think We’re Alone Now.