quinta-feira, abril 21, 2005

DURAN DURAN: um cartaz do concerto



Aqui está um cartaz do concerto que é o concretizar de um sonho para muitos de nós. Cliquem aqui para uma versão XL. Foi feito pelo Paulo Pereira, que faz parte do clube de fãs Duranies Portugal.

sábado, abril 16, 2005

FEARGAL SHARKEY

A good heart, these days, is hard to find So please be gentle with this heart of mine
Por muito que o Feargal Sharkey vos desperte as mais terríveis lembranças e mergulhe nos mais assustadores pesadelos, o Queridos Anos 80 tem uma missão a cumprir. Feargal, amigo, tens aqui um cantinho acolhedor. Até porque ele tem uma voz, no mínimo, peculiar, goste-se ou não. Até porque A Good Heart é uma boa canção, que é. Tem um ritmo dançante, que tem, sim senhor. E depois há o penteado, de fazer inveja a qualquer Cristina Caras-Lindas.
Nasceu a 13 de Agosto de 1958, em Londonderry, na Irlanda do Norte. Foi vocalista dos Undertones, banda que gravou Teenage Kicks, em 1978, e se extinguiu em 1983, ano em que se juntou a Vince Clarke (sim, esse mesmo, o dos Depeche Mode, dos Yazoo e Erasure) para formar os Assembly. Tiveram em Never, Never o seu único êxito. Em 1984, Feargal gravou Listen To Your Father, a solo pela primeira vez. No ano seguinte, surgiu o seu maior êxito, o tal que dizia que naquela altura era difícil encontrar um bom coração, A Good Heart, um original da belíssima Maria McKee (ex-Lone Justice).
O seu primeiro álbum, produzido pelo Eurhythmic Dave Stewart, foi bem recebido, mas o segundo, Wish (1988), já não. Feargal Sharkey, agora a viver nos EUA, não conseguia manter o nível a que A Good Heart lhe tinha permitido chegar e entrava oficialmente para o clube das one-hit wonders.
Na década de 90, gravou o álbum Songs From The Mardis Gras, antes de decidir trabalhar na música, agora ao nível administrativo. Trabalhou na editora discográfica, Polydor Records e, em 1998, foi escolhido para fazer parte da Radio Authority, a entidade que licencia e regula as rádios independentes do Reino Unido. No finalzinho da década recusou o convite para voltar a tocar com os Undertones.

sábado, abril 09, 2005

Safety Dance no seu telemóvel

É mais um toque de telemóvel para todos vós. Desta vez um excerto de Safety Dance dos Men Without Hats, Um exclusivo Queridos Anos 80!

(Se o link não funcionar, é favor avisar.)

sábado, abril 02, 2005

Passatempo: não vale um bilhete para os DD



Eu gostava de oferecer um bilhete para os Duran Duran a quem identificar o senhor da foto, mas não posso!

sexta-feira, abril 01, 2005

Dias das mentiras

Eu podia alinhar com a mania de alguns, neste 1 de Abril, e colocar aqui uma mentirazita tipo "Afinal os Duran Duran não vêm a Portugal, revelou hoje o site oficial, devido a complicações gástricas do vocalista Simon Le Bon, que tem exagerado no courato e no tintol nos últimos dias, tendo o manager da banda anunciado o cancelamento de toda a digressão europeia no sentido de dar tempo à recuperação de Simon numa das melhores clínicas de Paris". Mas não vou fazer isso. Até porque era de muito mau gosto.

Marco Paulo offline



Pensem no maior artista português da música ligeira dos anos 80. Exacto: Marco Paulo. Agora, façam uma pesquisa e ponham o Google a trabalhar em busca de Marco Paulo. Sim, eu também fiquei surpreendido, quiça até um pouco chocado: o grande artista de êxitos como Anita, Mais e Mais Amor, Morena, Morenita, e, claro, o mítico Eu Tenho Dois Amores - este artista que coleccionou discos de ouro e até inspirou Herman José na personagem do Serafim Saudade não tem site oficial na Internet! Nem ao menos um blogue a ele dedicado (como tem o grande rival José Cid!)! Vergonha! Ultraje! Horror!

Isto veio a propósito de uma amiga minha que me pediu a letra de Joana, um dos êxitos cantor, para incluir numa brincadeira de despedida de solteira. Procurei, procurei, vasculhei todos os cantinhos da net e nada! Ainda mal refeito do choque, lembrei-me que a minha excelsa mãezinha tinha a colectânea Maravilhoso Coração, e só assim pude conseguir o fantástico texto que, em jeito de homenagem, a seguir repoduzo:

Joana (1988)

Tão longe, contudo estivemos tão perto
O amor que julgámos tão certo
Foi um sonho mais que por mim passou

Um véu de brancura se arrastou
Junto do altar, ali ficou
Tu nem sabes bem quanto eu te quis
Com outro vais ser mais feliz
Aqui fiquei a recordar

(Refrão)
Oh Joana
Pensar que estivemos tão perto
Dos sonhos agora desperto
Só não quero ouvir o sim que dirás

Oh Joana
Recordo agora os momentos
Passaram nos meus pensamentos
Mas longe de mim sei que ficarás


Era um tempo bom cheio de paz
Como quem não espera a horas más
Tu eras menina e tão mulher
Como quem já sabe o que quer
Eu era apenas um rapaz

(Refrão)

quarta-feira, março 30, 2005

TIFFANY

I think we're alone now There doesn't seem to be anyone around



Tudo o que sempre quis saber sobre a Tiffany e nunca teve pachorra para perguntar. Cá vai:

Tiffany Renee Darwish nasceu a 2 de Outubro de 1971, nos EUA, e desde cedo mostrou as suas aptidões vocais (isto é relativo, como devem calcular). Foi como cantora country que a jovem Tiff deu os primeiros passos na música. Acompanhou gente famosa e a certa altura foi descoberta por um tal George Tobin. Este senhor, que era produtor/empresário, haveria de comandar e dominar a carreira da miúda nos anos seguintes.

Tiffany não tinha completado 16 anos quando surgiu o seu primeiro álbum, homónimo, de 1987, que contém aquelas duas canções de que todos ainda nos lembramos: I Think We’re Alone Now e Could’ve Been. A primeira foi mesmo o seu maior sucesso no nosso país. O teledisco (que podem recordar AQUI, se tiverem instalado o Real Player) mostrava imagens de Tiffany a cantar num centro comercial, sem palco, com o público à distância de um passo. Foi precisamente uma digressão em centros comerciais o modo encontrado para promover o seu álbum de estreia. Contam os relatos da altura que esta digressão teve um êxito estrondoso ao ponto de provocar autênticas enchentes e problemas graves de segurança nos concertos. Conhecida por “The Mall Girl” (a miúda do centro comercial), Tiffany viu a sua popularidade aumentar vertiginosamente. As miúdas imitavam o seu corte de cabelo, os rapazes até achavam piada àquela ruiva com voz de criança. Estava instalada a tiffanymania.

A loucura americana por esta jovem só encontrou paralelo no Japão, país que, nos anos 80, era um autêntico eldorado para muitos artistas. Podia-se não ter sucesso algum na Europa, podia-se nem sequer ser conhecido nos Estados Unidos – havia sempre o Japão. Ser grande no Japão não era difícil. Já diziam os Alphaville.
A Europa também recebeu Tiffany de braços abertos. Sinceramente não me lembro de alguma vez esta jovem ter pisado os nossos palcos, mas não seria de admirar que o Júlio Isidro a tenha apadrinhado no seu Passeio dos Alegres.

No meio desta tiffanymania, a cantora, ainda menor, lembrou-se um dia de pedir nos tribunais a sua emancipação legal em relação à sua mãe e ao seu padrasto. Estávamos em 1988. Considerada uma espécie de paradigma da jovem bem comportada, Tiffany surpreendeu meio-mundo americano com esta atitude. O seu principal objectivo era controlar o seu próprio dinheiro, que estava à mercê da sua mãe e de uma padrasto em quem não confiava. Na altura, os media exploraram até à exaustão o problema, lançando suspeitas sobre o seu empresário e vasculhando a vida da família. Tempos difíceis, pois então. Curiosamente, o tribunal negou a pretensão de emancipação, mas concedeu-lhe o controlo sobre as suas contas bancárias a autorizou-a a ir viver com a avó.

O segundo álbum, Hold An Old Friend's Hand, surgiu ainda em 1988, e teve como primeiro single nos EUA, All This Time. No estrangeiro, o primeiro single escolhido para lançamento foi Radio Romance. Sinceramente, não me recordo de qualquer uma destas duas canções, o que não deve servir de indicador de coisa nenhuma, pois o seu sucesso por todo o mundo e arredores continuou.

Num digressão americana, em 1989, teve como companhia nas primeiras partes dos concertos uns tais... não sei se conhecem... New Kids On The Block. Este facto revestiu-se de especial importância por boas e más razões: se, por um lado, deu uns beijos e sabe-se lá que mais com Jon Knight, um dos New Kids, por outro, acabou a digressão a fazer as primeiras partes desta boy-band, cuja popularidade, na altura, foi comparada, à dos Beatles nos anos 60. Conclusão: tudo tem o seu preço.

Ainda em 1989, Tiffany ainda arranjou tempo para fazer a voz de Judy Jetson, no filme de animação, The Jetsons: The Movie.

A década de 80 dava os últimos suspiros e, com ela, também a tiffanymania. No mínimio estranho para quem nem sequer tinha 20 anos.

Em 1990, então com 19 anos e afastada do seu produtor de sempre, George Tobin, Tiffany lançou o álbum New Inside, numa tentativa de dar um novo rumo à sua carreira. Esse rumo foi, no entanto, sempre a descer: o álbum passou totalmente despercebido. Os tempos de I Think We’re Alone Now já faziam parte da história e essa, como todos sabemos, nunca se repete. Nos anos seguintes, a ruiva voltou para o seu empresário, experimentou o mundo das drogas (como qualquer artista decadente que se preze), recuperou, casou-se e teve um filho.

Em 1993, lançou o álbum Dreams Never Die apenas na Ásia, o que faz deste LP uma autêntica raridade. Seguiu-se uma digressão bem sucedida. Os fãs asiáticos nunca a desiludiram. Pelo contrário, o seu empresário/produtor George Tobin deu-lhe uma facadinha nas costas ao gravar temas seus com outra banda, antes de voltarem a colaborar os dois. Já com novo empresário, em 1995, Tiffany lançou o best of, mais uma vez apenas na Ásia.



Os seus fãs europeus e americanos teriam de esperar até 2000 para verem, finalmente, um novo álbum de originais, intitulado The Color Of Silence. Em 2002, Tiffany aumentou o seu número de fãs ao surgir na edição de Abril da Playboy. Uma boa opção, na minha humilde opinião. Se não acreditam, procurem pela net, que as fotos andam por aí. Quem não ficou seu fã, de certeza, foi o seu marido, de quem se divorciou, após 10 anos de casamento. Em 2003 voltou aos palcos, ou melhor, aos pequenos palcos de discotecas, casinos e afins, tendo conhecido em Inglaterra o seu segundo marido, com quem casou no ano passado (2004).

Tiffany pode já ser apenas uma recordação teenager para a maioria de nós, mas a ruiva ainda anda por aí a cantar I Think We’re Alone Now.

sábado, março 26, 2005

Bands Reunited na VH1

Sábado, 26

12:00 Bands Reunited: The English Beat
13:00 Bands Reunited: Frankie Goes To Hollywood
14:00 Bands Reunited: ABC
15:00 Bands Reunited: Kajagoogoo
16:00 Bands Reunited: Flock Of Seagulls
17:00 So 80's
18:00 Bands Reunited: New Kids On The Block
19:00 Bands Reunited: Berlin
20:00 Bands Reunited: Scandal
21:00 Bands Reunited: Backstage Pass
22:00 Bands Reunited: Vixen

Domingo, 27

15:00 A-Z of the 80's

sexta-feira, março 18, 2005

DURAN DURAN: 24 de Maio no Coliseu dos Recreios!



O Queridos Anos 80 tem a honra de ser o primeiro blogue português dedicado à música dos anos 80 a emitir a partir da área metropolitana do Porto a anunciar em primeira mão a vinda a Portugal dos Duran Duran, mais propriamente ao Coliseu dos Recreios, no dia 24 de Maio. Vocês não vão faltar! Eu também não!

sexta-feira, março 11, 2005

Toque para telemóvel

O início de Wishing dos A Flock Of Seagulls. Clicar aqui. Se o link deixar de funcionar, façam o favor de avisar!

quarta-feira, março 09, 2005

What band from the 80s are you?

Acabei de saber que se eu fosse uma banda dos anos 80, seria os... Pixies! Façam também vocês o teste. É de borla.

Ah, encontrei o link no Escrita Fina.

thepixies.jpg
You rule. in 15 years, you won't be as known as you
are now, but most of the people that will know
you then will like you (or else I'll beat them
with a stick). You're nice to listen to.


What band from the 80s are you?
brought to you by Quizilla

terça-feira, março 08, 2005

O que elas têm em comum é...



O que Tiffany, Debbie Gibson e Belinda Carlisle têm em comum, para além de terem feito carreira musical com maior ou menor sucesso nos anos 80, é o facto de terem decidido posar para a Playboy após tantos anos de estagnação criativa.

Penso que não haverá melhor maneira de celebrar o Dia Internacional da Mulher do que prestar aqui homenagem a estas três meninas que decidiram revelar os seus atributos tal como vieram ao mundo. Em nome da arte, claro. Nada de exploração sexual da mulher na sua vertente “objecto-sexual”. Nada disso!

A primeira a desinibir-se foi Belinda Carlisle, materializando finalmente aquilo que vinha a repetir há anos: heaven is a place on earth. O céu é mesmo um lugar na terra, mais propriamente na edição de Agosto de 2001 da revista que-qualquer-homem-já-folheou-pelo-menos-uma-vez.

Seguiu-se-lhe, em Abril de 2002, Tiffany, a menina que cantava I think we're alone now. Nem quero imagina o que muito adolescente não fará sozinho com esta edição da Playboy.

Finalmente, na edição actual, de Março de 2005, surge Debbie Gibson, que, aos 34 anos, ainda parece uma teenager inconsciente. Ao contrário de Belinda e Tiffany, Debbie não teve direito à capa. Não se pode ter tudo.

O Queridos Anos 80 irá dedicar-se nos próximos dias a vasculhar a vida e a carreira musical destas três meninas. Apareçam.

sexta-feira, março 04, 2005

The Exploited

Third world countries starved of nutrition, Look to the west to end their starvation



Logo mais à noite, no Hard Club,(V. N. Gaia) os The Exploited não vão trazer grandes novidades para além daquela que já todos sabemos: o punk não morreu. OK, têm um álbum que data de 2003, cujo singelo título, Fuck The System, podia muito bem ser adoptado por alguns dirigentes da Superliga. Em 2004 editaram o primeiro DVD da sua carreira, intitulado Beat 'Em All, e a compilação dos seus maiores êxitos, 25 Years Of Anarchy & Chaos - The Best Of. Quem disse que a anarquia não pode, aqui e ali, colaborar com as leis do mercado audiovisual???

Com efeito, os Exploited estão vivos e tenho uma curiosidade tremenda de aparecer logo no Hard Club só para ver do que é feito o punk em pleno século XXI. Obrigações familiares e, valha a verdade, um certo receio pela minha integridade física (estes 34 aninhos querem-se bem conservadinhos) fazem-me desistir da ideia. Mas, contudo, todavia... nunca se sabe.

A minha relação com esta banda punk britânica começou por volta de 1985 com o álbum Horror Epics, cuja canção-título é para mim um dos grandes temas da década. Depois, tentei descobrir o que estava para trás, dentro das limitações financeiras próprias de um jovem urbano-depressivo de 15 anos que escrevia na capa da escola "Punk's Not Dead" e espetava o cabelo na esperança que o chamassem "punque".

Conheci o primeiro álbum da banda, Punk's Not Dead (claro!), de 1981, do qual fazia parte Sex And Violence, um tema indescritível, cuja letra não era mais do que a repetição até à náusea do título da música. Se tiverem a oportunidade de fazer o download da Net, não hesitem. Vale pela curiosidade.

Resta-me acrescentar a este artigo a necessária e sempre rigorosa vertente histórico-enciclopédica (ah, pois é):

Os The Exploited surgiram em 1980, em Edinburgh, capital da Escócia. A sua formação original era composta por: Wattie Buchan (voz), Big John Duncan (guitarra), Dru Stix (bateria) e Gary McCormack (baixo). A sua atitude sempre se destacou por uma forte crítica em relação às instituições políticas e sociais, cujos alvos predilectos eram, obviamente, os chefes de governo americano e britânico, Reagan e Thatcher, respectivamente. Os concertos da banda eram autênticos campos de batalha, durante os quais valia tudo menos tirar olhos. E daí... (estão a ver por que é que eu não acho boa ideia ir ao Hard Club?).

Durante duas décadas os The Exploited levaram com gás lacrimogéneo da polícia alemã, foram expulsos da Holanda, presos em Espanha, declararam as ilhas Malvinas (Falklands) como posse da coroa britânica enquanto actuavam na... Argentina. Enfim... a vida é bela e o punk faz parte dela.

Fica a discografia de álbuns:
Punk's Not Dead (1981)
Troops Of Tomorrow (1982)
Let's Start A War (1983)
Horror Epics (1985)
Death Before Dishonour (1987)
The Massacre (1990)
Beat The Bastards (1996)
Fuck The System (2003)

Duran Duran em Espanha

Ora aqui está uma notícia que pode transformar para melhor a existência dos fãs dos Duran Duran. O grupo de Simon Le Bon e companhia faz parte do cartaz do Summer Festival de Santander, dias 8 e 9 de Julho. Recebi a notícia por e-mail (obrigado, Luís Ventura) e podem lê-la aqui.

Entretanto corre por aí um boato dando conta da vinda do grupo a Portugal ainda este ano. Será?

quinta-feira, fevereiro 17, 2005

Sem tempo

Isto anda um bocado parado, mas o tempo tem-me virado as costas. Voltarei em breve com força.

terça-feira, fevereiro 15, 2005

Trinta e quatro

Porque é uma data importante, decidi partilhá-la convosco. Nasci há 34 anos. Obrigado, D. Gravelina e Sr. José, estou a gostar disto.

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

We've got tonight, who needs tomorrow?



No Dia dos Namorados, o QA80 encerra mais uma sondagem, também ela muito participada. Após 127 cliques, Kenny Rogers e Sheena Easton foram considerados "A Dupla Mailinda" com o tema We've Got Tonight. Fica bem neste dia e pode servir, quem sabe, de inspiração para alguns. Eu, por mim, recuso-me a festejar porque Dia dos Namorados é quando um homem quiser (e uma mulher também, já agora, que dá um certo jeito).

A classificação final ficou assim ordenada:

1. Kenny Rogers & Sheena Easton - 24% (31)
2. Peabo Bryson & Roberta Flack - 17% (22)
3. George Michael & Aretha Franklin e Shane McGowan & Kirsty McColl - 10% (13)
5. Kylie Minogue & Jason Donovan - 9% (12)
6. Bryan Adams & Tina Turner, Diana Ross & Lionel Richie e Bonnie Tyler & Todd Rundgren - 8% (10)
9. Joe Cocker & Jennifer Warnes - 3% (4)
10. Phil Collins & Marylin Martin - 2% (2)

segunda-feira, janeiro 24, 2005

Os meninos, as meninas e o amor

Todos ao monte e fé em Deus. É este o lema de mais uma sondagem com a marca de qualidade QA 80. O dia em que Cupido faz das suas está a chegar e eu proponho-vos a eleição da dupla "mailinda". Seja a canção em si, seja o parzinho que fica muito bem, seja aquilo que a canção nos disse num determinado momento da vida. Sejamos românticos. Não tenhamos vergonha de o dizer! Eis a lista! Votar é ali ao lado!

Kenny Rogers & Sheena Easton We’ve got tonight
George Michael & Aretha Franklin I knew you were waiting
Joe Cocker & Jennifer Warnes Up where we belong
Phil Collins & Marylin Martin Separate lives
Kylie Minogue & Jason Donovan Especially for you
Shane McGowan & Kirsty McColl A fairytale of New York
Bryan Adams & Tina Turner It’s only love
Peabo Bryson e Roberta Flack Tonight I celebrate my love
Diana Ross e Lionel Richie Endless love
Bonnie Tyler e Todd Rundgren Loving you’s a dirty job

Falta aqui aquele dueto que por acaso é o seu preferido? Não há problema! Proteste nos comentários! I'll handle it!

quarta-feira, janeiro 19, 2005

ROBERT PALMER

Your lights are on but you're not home, your mind is not your own



Robert Allen Palmer Iniciou-se na música em finais dos anos 60, ainda adolescente, mas foi na década seguinte que se tornou conhecido a nível internacional. Primeiro com os Vinegar Joe, até 1974, e depois numa carreira a solo que o iria levar com sucesso moderado até meados dos anos 80.

Em 1985, juntou-se a John Taylor, Andy Taylor (os dois dos Duran Duran) e Tony Thompson (Chic) para formar os Power Station. Some Like It Hot e Get It On são as canções de referência deste grupo, desde o início destinado a ser apenas um projecto para um álbum. A presença do grupo no Live Aid dá-se com um novo vocalista, uma vez que uma disputa judicial tinha levado à saída de Palmer alguns dias antes.



Foi em 1986, que uma só canção valeu por quase toda uma carreira. Estou a falar de Addicted To Love, que atingiu o primeiro lugar do top norte-americano, e cujo teledisco ficou para a história. Palmer fartou-se de ganhar prémios à custa desta canção. Em 1988 o sucesso voltou a bater-lhe à porta, desta vez com a canção Simply Irresistible. Na década de 90 Robert Palmer não conseguiu manter o nível de popularidade. Os Power Station regressaram em 1996 com um álbum que passou quase despercebido.

Morreu a 23 de Setembro de 2003, poucos meses depois de ter editado o seu último álbum, Drive. Se fosse vivo, faria hoje 56 anos.

sábado, janeiro 15, 2005

Fui às compras


Chama-se Louie Louie e é uma loja de discos recente na cidade do Porto virada para o vinil/CD/DVD usado. Esta loja, situada na Rua do Almada (perto da Pr. da República) está ligada à Carbono de Braga. No Porto, já existia a Piranha (C. Comercial Itália, na R. Julio Dinis), onde faço umas visitas de vez em quando em busca da raridade perdida. A Piranha não aposta tanto no vinil quanto a Louie Louie, mas tem mais raridades em CD.

Fui ontem até à loja cujo nome, apesar de ser tirado de uma música dos The Kingsmen (1963), me faz lembrar uma horripilante música dos Modern Talking. Gostei do espaço organizado e arejado. Gostei também dos preços. Há muita coisa que vale a pena e desconfio que nos próximos tempos vou passar por lá mais vezes. Encontrei por lá aquilo que pensei nunca vir a encontrar, a raridade das raridades: um álbum de uma senhora chamada Ilona Staller, editado 1979. Ah pois é, a Ciciollina foi uma grande artista! E não só nos filmes! (nota: não comprei o álbum)

Serve este post também para vos dar conta dos quatro CDs que comprei (e respectivos preços para que vejam o tipo de pechinchas que se arranja):


All About Eve
Unplugged
6.50 euros

Já tinha dois álbuns deles, mas este unplugged chamou-me à atenção. Sou fã da voz da Julianne Regan, pelo que um concerto acústico dos All About Eve é uma oportunidade excelente de a ouvir na sua plenitude. Este CD contém algumas das minhas preferidas tais como What Kind Of Fool, In The Clouds, Shelter From The Rain e Martha's Harbour.


The Icicle Works
The Best Of
7 euros

Já há muito que tinha vindo a vasculhar a net em busca de alguma coisa dos The Icicle Works para lá da canção Who Do You Want For Your Love. Daí que este best of tenha caído do céu. Já dei uma primeira audição oblíqua no CD e reconheci dois temas para além do anterior citado: Understanding Jane e Evangeline. A descobrir com tempo.


Then Jerico Mark Shaw Etc.,
Alive & Exposed
5 euros

Este CD é uma gravação ao vivo feita em 1992, em Londres, e reúne temas dos Then Jerico e de Mark Shaw Etc., o projecto do vocalista após a dissolução do grupo. Estão cá The Motive, Sugarbox e The Big Area. O CD inclui ainda excertos em vídeo deste concerto. Fiquei surpreendido pela qualidade da voz de Shaw ao vivo. A não ser que tenha havido "aperfeiçoamento" em estúdio, como já ouvi dizer que acontece com muitos álbuns supostamente ao vivo.


Material Voices
A Vocal Tribute To Madonna
7.50 euros

Este CD duplo foi uma grande surpresa para mim, não pelo tributo em si e a quem ele é dirigido, mas pelos artistas nele envolvidos. É um CD de 28 versões a explorar com muito tempo e paciência. Deixo aqui seis exemplos:
Heaven 17 - Holiday
Berlin - Live To Tell
Gene Loves Jezebel - Frozen
Ofra Haza - Open Your Heart
Sigue Sigue Sputnik - Ray Of Light
A Flock Of Seagulls - This Used To Be My Playground

quarta-feira, janeiro 12, 2005

RED BOX

where's the peace and understanding?



A década de 80 foi definitivamente o período das duplas musicais (não confundir com duplas românticas brasileiras originárias do Sertão com vasto cartel em Portugal). Foi uma fórmula de sucesso que produziu alguns dos melhores momentos pop da década e nem vale a pena estar aqui a perder tempo a citar exemplos.

Hoje decidi recuperar os senhores Simon Toulson-Clarke e Julian Close, que eram conhecidos como Red Box. Esta dupla emergiu de uns Red Box mais alargados que surgiram em 1982, nessa altura compostos por cinco elementos. O nome do grupo surgiu após alguns meses de doloroso sofrimento à procura de uma designação que só por si os pudesse catapultar para a fama. Tudo se precipitou quando alguém reparou numa caixa vermelha onde eles guardavam os microfones (esta caixa pertencia aos Slade, que se tinham esquecido dela num concerto). "Red Box", alguém, disse. E assim ficou.

Para quem ainda não está a ver bem a coisa talvez se recorde de dois temas de 1985 intitulados Lean On Me (Ah-Li-Ayo) e For America, que tiveram bastante sucesso no nosso país. For America tinha aquele refrão catchy "In America, urelei, urelei, urelei, urelei, urelei, urelei Ayei, urelei, urelei, urelei, urelei, urelei, USA". Ainda não? OK, eu não quero que vos falte nada.

Ambos os temas fizeram parte do álbum The Circle And The Square (1985), o único a merecer referência na curta carreira dos Red Box, durante a qual nunca conseguiram manter uma relação saudável com a Warner Bros. A editora sempre quis controlar a vida do grupo, quer através de intromissões nas suas opções musicais (não gostavam da sua vertente world music) até à concepção dos telediscos. Tudo serviu para tornar pouco pacífica a existência dos Red Box. No final do teledisco de Lean On Me, vê-se Julian a segurar um quadro onde está escrito "So There" (qualquer coisa como "Aí tens" ou "Cá está"), numa clara indirecta ao tipo que um dia os expulsou do seu gabinete quando o grupo lhe apresentou as suas ideias para o dito teledisco. Acontece.

Depois do álbum, o duo separou-se e Simon foi viver para Itália, num barco, onde pôde curtir a depressão à vontade. Regressaram em 1990, com o single Train. Este tema antecedeu o segundo álbum do grupo Motive, cujo sucesso foi basicamente... nenhum.

Actualmente, Julian é dono da sua própria editora e Simon tem uma banda chamada Plenty, apesar de já ter expressado o desejo de criar um terceiro álbum dos Red Box. Aguardemos.

quinta-feira, janeiro 06, 2005

Lusitânia Pop


Confesso a falha evidente neste pouco mais de um ano de existência e submeto-me humildemente à vossa punição: o Queridos Anos 80 não tem dado a atenção justa e merecida à música portuguesa dos anos 80. Para além de um artigo sobre Manuela Moura Guedes, nada mais. Faço o mea culpa e prometo discorrer sobre os caminhos da pop-rock nacional daqueles tempos. Até porque tenho muito para recordar. Já agora, e a propósito da temática, vale muito a pena visitar este site, para onde vos encaminharei algumas vezes ao longo deste texto.

Vem tudo isto a propósito do facto de hoje ter finalmente aberto um dos porta-luvas do meu carro para finalmente, com coragem, perceber que cassetes ali deixei esquecidas há mais ou menos dois anos. E digo com coragem porque nunca se sabe que tipo de seres estranhos se pode encontrar num porta-luvas esquecido há dois anos. De lá retirei um amontoado de cassetes, entre as quais estava esta preciosidade. Trata-se de uma gravação a que, num dos meus delírios criativos (não sei se também vocês tinham o hábito de dar nomes às vossas cassetes) dei o nome de Lusitânia Pop.

O lado A da cassete é o produto das gravações que fazia do programa de rádio cujo nome tenho quase a certeza que se chamava Banda Lusa e era apresentado pelo Pitta. Corrijam-me se estiver errado. Foi neste programa que comecei a tomar contacto com o que se ia fazendo na chamada música moderna portuguesa, um mundo ainda muito "underground", meio artesanal e bravio, no qual sobrava em genialidade o que faltava em meios. Devo fazer este tributo a este programa de rádio (talvez o Jorge Guimarães Silva possa acrescentar algo sobre isto), ao qual, a par do Blitz, devo quase tudo na minha educação musical (se assim lhe posso chamar). Mas falemos da cassete em questão.

O alinhamento deste lado A começa com duas canções dos Flávio Com F de Folha, uma banda do Algarve e que, no final da década, apresentava um som bastante British. Na altura chegaram a ir à televisão cantar estas duas músicas e tinham duas miúdas a dançar lá atrás. Os Flávio são exemplo claro da fulgurante criatividade (e nalguns casos excentricidade) a que os nomes das bandas podiam chegar. Não me lembro dos nomes destes dois temas. Apenas vos posso transcrever os primeiros versos de cada uma delas:

1. "Quem é que não quer / Ganhar sem perder / Neste carrossel / com sabor a mel / Sempre a rodar"
2. "Não vais levar o medo dos outros / de encontrar o muro / Não vais ficar com ódio dos outros / A sorrir no escuro"

Seguem-se os portuenses Bramassaji, com o tema Sombras Negras (a confirmar), um tema belíssimo cujo refrão diz "Sombras negras / Fazem-me lembrar alguém / Sombras negras / Fazem-me lembrar que não sou ninguém".

A canção número quatro é o já clássico "Mulheres Boas, comendo meloas / Mulheres feias, chupando lampreias" dos grandes Ena Pá 2000 (que dispensam apresentações).

Depois, tenho aqui os Sitiados num som ainda típico de "maquete", com ruído de fundo e tudo. Trata-se de uma canção de inspiração country cujo início diz assim: "Ai o mar, capitão, que está agitado / Ai o barco, capitão, que está a afundar / Ai os ratos, capitão, abandonam o navio". A certa altura João Aguardela vocifera "Não, não não, nunca me engano e raramente tenho dúvidas!". Onde é que eu já ouvi isto?

Os Ritual Tejo surgem a seguir com Lenda do Mar, do álbum Perto de Deus, que eu acabaria por adquirir em CD nos anos 90. Segue-se Alexandre Soares com o seu tema a solo mais conhecido, Luzes de Hotel, que fez parte do seu primeiro álbum a solo. Na altura impressionou-me o facto de ele ter gravado todo o álbum sozinho em casa.

A lado A termina com dois temas dos Ritual Tejo, registos ao vivo de Foram Cardos Foram Prosas e Saudade num qualquer evento que eu não consigo identificar. O vocalista Paulo Costa diz "Boa noite! Esta é especialmente para vocês aqui, junto ao Tejo, Foram Cardos Foram Prosas". Dá pelo menos para perceber que foi de noite e junto ao rio Tejo. Nada mau.

O lado B é ocupado por alguns temas da gravação do vinil de Registos de Música Moderna Portuguesa (1989), se não estou em erro, a úlima edição em vinil de uma colectânea do Rock Rendez Vous. A editora era a saudosa Dansa do Som, sem a qual a música pop-rock portuguesa não seria o que é hoje, digo eu.
O alinhamento na minha cassete é o seguinte:

1. Ânsia - Ritual Tejo
2. Atmosfera - TomCat
3. Desejo - Ecos da Cave
4. A Noite - Sitiados
5. À Noite - Falecido Alves dos Reis
6. Pelas Ruas da Cidade - Margem Sul

Deste álbum, deixei de fora por razões puramente de gosto pessoal os Agora Colora (Mátria) e a Quinta do Bill (Zézé). A úlima música deste lado da cassete é o fabuloso Flores do Vício, dos Der Stil, que fazia parte do 2º Volume de Música Moderna (1986). Nunca mais ouvi falar destes Der Stil.

E foi assim o meu dia: a ouvir esta Lusitânia Pop. Valeu a pena a viagem no tempo.

quarta-feira, janeiro 05, 2005

Tudo menos a rapariga



Apaixonei-me pelos Everything But The Girl por causa deste álbum. E já que estamos numa onda de vozes que emocionam, agora o exemplo é feminino a dá pelo nome de Tracey Thorn. Quanto ao nome deste duo britânico, ele foi "roubado" a uma loja de mobiliário em segunda mão que tinha um anúncio na montra que dizia: "for your bedroom needs, we sell everything but the girl" (para as suas necessidades de quarto, vendemos tudo menos a rapariga).

terça-feira, janeiro 04, 2005

Alguém por aí arranja?

Mais um e-mail, desta vez do Vítor Reis Machado, que consiste no seguinte:

Assunto: COMATEENS, RIP RIG AND PANIC e FLOAT UP CP

Corpo da mensagem:
"Meu caro,

Conhece alguém que venda, ou empreste, ou alugue discos dos COMATEENS, sobretudo o magnífico "Ghosts"?

E quanto aos RIP ("I'm Cold" e "Atittude") e aos FLOAT UP CP ("Kill me in the morning")?

Bom ano e agradecimentos antecipados.


Vítor Reis Machado
"

Espero sinceramente que alguém possa ajudar o Vítor, pois é também para isto que o QA80 existe. Eu não conheço nenhuma das bandas acima referidas, mas fiquei curioso. O próprio blogue do Vítor tem um texto sobre os Comateens que vale a pena ler.

segunda-feira, janeiro 03, 2005

O veneno "da" Alice

Há coisas que um homem não deve ter vergonha de admitir. Como por exemplo isto: quando era criança, jovem imberbe, pensava que Alice Cooper era uma mulher. Até porque todos os indícios apontavam para isso. Ora, se a senhora da mercearia se chamava Alice. Se a minha tia de Lisboa se chamava (e chama) Alice. Se até havia uma Alice no país das maravilhas. Por que raio Alice não haveria de ser uma mulher? É claro que o facto de, durante este período de trevas por que passou o meu conhecimento musical, nunca ter ouvido uma cançãozita sequer do "rocker" em questão é capaz de ter tido a sua influência. Digo eu, agora que passaram tantos anos.

Vem isto a propósito do teledisco que ontem à noite me fez desviar a atenção dos afazeres profissionais. A televisão "estava a dar" a VH1 e eis senão quando surge Poison, o único tema que eu conheço do Alice Cooper e logo uma enorme malha. Esta música surgiu já em 1989 - calma, por esta altura já eu sabia que o Alice Cooper os tinha bem no sítio -, no finalzinho da década, mas ainda preserva todos os clichés das baladas heavy-hair-metal ou que lhe queiram chamar.

sábado, janeiro 01, 2005

New Year's Day



Num mundo tão maltratado pela mão humana, resta-nos ainda a esperança. Os U2 cantaram-na em 1983. Hoje, ainda que em contextos diferentes, também nós a podemos cantar:

All is quiet on New Year's Day
A world in white gets underway
I want to be with you
Be with you night and day
Nothing changes on New Year's Day
On New Year's Day

I will be with you again
I will be with you again

Under a blood red sky
A crowd has gathered in black and white
Arms entwined, the chosen few
The newspapers says, says
Say it's true it's true...
And we can break through
Though torn in two
We can be one

I...I will begin again
I...I will begin again

Oh...
Maybe the time is right
Oh...maybe tonight...

I will be with you again
I will be with you again

And so we're told this is the golden age
And gold is the reason for the wars we wage
Though I want to be with you
Be with you night and day
Nothing changes
On New Year's Day

sexta-feira, dezembro 31, 2004

quinta-feira, dezembro 30, 2004

Sondagem Melhor Cover (2): Silence 4 arrasam concorrência


Os Silence 4 arrasaram a concorrência na edição nº2 (para ver a edição nº1 clique aqui) da eleição da melhor cover de uma canção dos anos 80. Foram 40% dos votos que deram a A Little Respect (Erasure) uma vitória esmagadora sobre as restantes concorrentes.

Aqui fica a classificação final após 100 votos:

1. Silence 4 - A Little Respect: 40%
2. Placebo - Big Mouth Strikes Again: 18%
3. Marilyn Manson - Tainted Love e Gary Jules - Mad World: 15%
5. Korn - Word Up: 9%
6. Blunder - Blister In The Sun: 3%

Olha, olha, é a Annie!


Annie Lennox

Foram quatro dias de sofrimento na comunidade "eighties" que visita o Queridos Anos 80. Aquele penteado deu água pela barba a quem se deu ao trabalho (obrigado por participarem!) de puxar pela memória visual. A grande vencedora foi a venon, que disse no seu comentário: "é um nino, sem sombra de dúvida!ou como sombra de dúvida, será a Annie Lennox? caso seja o menino, é o Andy Bell, e voto também na sugestão do Electrob." Ela foi a única pessoa a referir o nome de Annie Lennox.
Fazendo um apanhado de todos os palpites que foram dados tivemos Andy Bell (Erasure) com 4, David Bowie com 3 e Martin Gore com 2. Com um palpite cada: Madonna, Glenn Gregory (Heaven 17), Billy Idol, Pal Waaktaar (A-ha) e a Shirlie (Pepsi & Shirlie). Assim na brincadeira houve quem falasse no Roberto Leal e no José Cid, o que só honra estes dois intérpretes da música ligeira portuguesa.

Resolvi fazer este passatempo com Annie Lennox pela simples razão de que a senhora (com S maiúsculo, se faz favor) fez 50 anos no dia de Natal. Foi assim uma forma de homenagear uma das minhas cantoras preferidas de todos os tempos. E qualquer dia faço um post sobre os Eurythmics.

segunda-feira, dezembro 27, 2004

Quem será?



A quem pertencerá este penteado tããããããããão cool?

(E essa consoada? Muito bolo rei, muitas rabanadas, muita aletria, muitas prendinhas?)

quinta-feira, dezembro 23, 2004

Os votos do QUERIDOS ANOS 80


Feliz Natal

Prendas (2)


E que tal um livrinho? Já aqui fiz referência a três obras sobre a temática musical, que têm muito a ver com os anos 80. Primeiro foi a Encyclopaedia of Classic 80s Pop, de Daniel Blythe, uma obra de referência no que diz respeito à música que se fez nos anos 80. Depois o já mítico Escrítica Pop, de Miguel Esteves Cardoso, que teve honras de reedição no ano passado e que mostra a visão muito peculiar do escritor sobre a música que se editava em inícios da década. Finalmente, sugeri o The Rough Guide To Cult Pop, mais uma edição da colecção Rough Guides, em que a qualidade da informação só rivaliza com o humor com que os textos são escritos.

Deixo aqui uma pequena listagem de outros títulos generalistas (escritos em inglês) que encontrei pela Net.

The Virgin Encyclopaedia Of Eighties Music
Totally Awesome 80s (este vai para além da música)
The Totally Awesome 80s Pop Music Trivia Book
Who Can It Be Now? : The Lyrics Game That Takes You Back to the '80s
Post Punk Diary: 1980-1982
Tape Delay: Confessions from the Eighties Underground
The Dark Reign of Gothic Rock : In The Reptile House with The Sisters of Mercy, Bauhaus and The Cure
Our Band Could Be Your Life: Scenes from the American Indie Underground 1981-1991

Um livro sobre um artista ou banda em particular é também uma boa ideia. É só ter tempo e paciência para vasculhar a caótica secção de livros sobre música da FNAC.

Prendas (1)


O DVD é a prenda da moda. Um filme ou um concerto, tanto faz. Para quem está imbuído de um espírito musical “anos 80”, aqui deixo 10 sugestões de DVD musical. Opções não faltam, todas elas de qualidade. Algumas podem ser encontradas em lojas da especialidade, outras terão mesmo de ser encomendadas via Net.

Duran Duran – Greatest Hits
Pet Shop Boys – Pop Art
Erasure – Hits! The Videos
Human League – The Very Best Of
The Smiths – The Complete Picture
The Cure – Greatest Hits
Depeche Mode – Videos 86-98
New Order – 316
The Cult – Pure Cult
The Clash – The Essential Clash

Para finalizar, o DVD dos DVDs do momento: o Live Aid. É um bocadito carote, mas vale a pena. Vá lá, quanto mais não seja, ofereçam-no a vós mesmos.

Vem aí o Natal!




O George e o Andrew divertiam-se a valer!!!

quarta-feira, dezembro 22, 2004

Aconteceu neste dia




1984 - Madonna chega pela primeira vez ao primeiro lugar do top americano de singles onde permanecerá durante seis semanas. A canção chama-se Like A Virgin. A partir daqui serão 20 anos de reinado sobre a pop mundial. Uma senhora, carago.



1987 - Nikki Sixx, um grande amigo das drogas duras, é declarado morto numa ambulância após uma paragem cardíaca que durou dois minutos. Duas injecções de adrenalina milagreira fazem o guitarrista dos Motley Crue despertar. Os restantes membros do grupo foram já avisados da sua morte. Agora serão avisados de que ele "ressuscitou".



1988 - Os The Smiths dão o concerto de despedida no Wolverhampton Civic Hall, mas já sem o guitarrista Johnny Marr. Para poderem assistir ao concerto os fãs devem trazer vestida uma t-shirt dos The Smiths ou de Morrissey.

The Monroes

Cherioo, Cherioo bye bye Cherioo it´s too late to try



Senhoras e senhores, o maior fã português dos The Monroes escreveu ao QA80. Chama-se Serginho e luta para acabar de vez com o mito de que da Noruega apenas vieram os A-ha. O QA80 agradece!

"Boas

Gosto muito do seu blog. Consegue arranjar algumas informações sobre os The Monroes, um duo norueguês composto pelos altíssimos Lage Fosheim e Eiwind Rolles, cujo escasso atractivo físico (como vendiam internamente mais que os A-ha?) era largamente compensado com a energia e presença em palco de músicas que oscilavam entre o ska mais mordaz, a pop dançável e as melodias românticas (felizmente com devida distância do eurodisco)? Em 1986 assaltaram as tabelas de venda em Portugal com o single Cheerio. Face Another Day foi o 1º LP que comprei na vida nesse mesmo verão (tinha uns 12 anos) e escutei-o até à exaustão, tentando traduzir auditivamente pelo ruidoso vinil as letras em inglês no sotaque cerrado de Fosheim. A dádiva da internet (e do ebay) veio possibilitar a recuperação do disco da minha vida em CD (pelo qual paguei 8 contos há 4 anos a um vendedor australiano) e também a aquisição da restante discografia: Sunday People (1983), Everything´s Forgiven (1987) e Long Way Home (1993). Ironicamente tenho todos os CDs e só me falta... o best of lol. Certezas só uma: devo ser o maior (e único) fã português deles...
Com uma carreira que apenas durou 10 anos (83/93), os seus membros (pela escassa informação que existe na net e ainda por cima em norueguês) ocupam hoje um lugar destacado nas produção musical norueguesa, reunindo-se como antigo grupo pontualmente para eventos ao vivo."

segunda-feira, dezembro 20, 2004

Luke "Nomak" Goss

A pedido de várias famílias, eis Luke Goss, também conhecido por o-gajo-dos-Bros-que-participou-no-Blade-II (o meu obrigado ao "Anonymous" que deu a dica)


sexta-feira, dezembro 17, 2004

Afinal eles tinham talento

Tem dezasseis anos este excerto publicado no New Musical Express. Dizia o loiro:

"Temos o LP de estreia com venda mais rápida da história da CBS Records. Isso não se consegue sem talento".

Ah, pois é! Tomem lá qu'é pr'aprenderem!

Já agora, quem são estes talentosos rapazes? Há valiosos e aliciantes prémios para quem acertar!!!


(não há nada, mas é fixe participar!)

quarta-feira, dezembro 15, 2004

Andy Bell (Erasure) é seropositivo



Notícia TSF online:

Vocalista dos Erasure revela que é seropositivo

Andy Bell, um dos músicos da dupla britânica Erasure, revelou hoje que é seropositivo há seis anos, tendo descoberto que era portador do vírus HIV quando contraiu uma pneumonia em 1998.

( 20:31 / 15 de Dezembro 04 )

Em comunicado no site oficial do grupo, o músico, de 40 anos, explicou que soube que era seropositivo quando ficou doente em Maiorca (Espanha) em 1998 e que está a tomar medicação desde essa altura.

Andy Bell assegura que se sente bem, que ainda existe «muita histeria e ignorância sobre o vírus HIV e a Sida e que o melhor é seguir em frente a compor, a tocar ao vivo e a passar bons momentos».

No próximo ano, Paul Hickey, companheiro de Andy Bell há mais de 20 anos, deverá lançar um livro sobre a vida do cantor britânico, um dos primeiros músicos a assumir publicamente a sua homossexualidade.

Os Erasure, que surgiram em 1985 com Andy Bell e Vince Clarke e ficaram conhecidos por termas como «A little respect», «Chains of Love» ou «Sometimes», vão editar em Janeiro um novo álbum, intitulado «Nightbird».

sábado, dezembro 11, 2004

Já Se Faz Tarde


O Queridos Anos 80 foi referido no programa Já Se Faz Tarde, da Rádio Renascença. Trata-se de um programa diário que vai para o ar pouco antes das 20h00. Nele o jornalista Pedro Caeiro traz-nos toda a informação sobre novos sites e blogs.

No dia 22 de Novembro, a referência foi o QA80 acompanhada do seguinte texto:

Numa altura em que o revivalismo dos anos 80 se faz sentir, o destaque de hoje vai para um blog português que tem por título Queridos Anos 80. Neste blog, recorda-se essa década naquilo em que, mais provavelmente, se distinguiu: a música. Em http://dear80s.blogspot.com, há também espaço para curiosas mini-sondagens sobre temas tão diversos como a banda favorita, a melhor canção de natal ou o melhor penteado masculino das estrelas pop dos anos 80.

FALCO

Jeanny, quit livin' on dreams Jeanny, life is not what it seems



Comecemos pelo fim: Falco morreu no dia 8 de Fevereiro de 1998 devido a um acidente de automóvel. Foi na República Dominicana e faltavam 20 minutos para as cinco da tarde. Estava a nove dias de completar 41 anos.

Foi o maior artista a emergir da Áustria nos anos 80 e, desconfio, desde sempre. Nunca foi um dos meus favoritos, longe disso, talvez consequência de o meu ouvido estar pouco ou nada educado para a língua alemã. Gosto, porém, bastante de Jeanny, uma balada um pouco ao estilo Vítor Espadinha, mas que não tem nada a ver (não sei se deu para perceber). Ainda ontem, ouvi o Luís Filipe Barros (Histórias da Música, Antena 1, todos os dias, cinco minutos antes do noticiário das 9.00) revelar que esta música tinha sido banida na altura de quaisquer rádios e televisões alemãs, pois alguém chegou à conclusão de que falar de prostituição, violação num bosque e pormenores macabros devia ser censurado. As músicas que se podia censurar hoje em dia...

O verdadeiro nome de Falco é Johann Holzel. Nascido em Viena a 19 de Fevereiro de 1957, foi desde criança considerado um prodígio musical ao nível da sua educação clássica. Já depois de ter finalizado o Consevatório de Viena, mudou-se para Berlim (ocidental, pois claro), onde liderou uma banda de jazz-rock. Decidiu então mudar o seu nome para Falco em honra do esquiador alemão Falko Weissflog e regressou a Viena onde integrou uma banda punk com o bonito nome de Drahdiwaberl, cujo tema mais conhecido (para os austríacos, claro) foi Ganz Wein. Falco tocava viola-baixo.

A carreira a solo de Falco começa mesmo em 1982 com o álbum Einzelhaft. Der Kommissar (Drah di net um, der Kommissar geht um...)foi então o seu primeiro grande êxito à escala internacional, uma canção que trazia a novidade do rap em alemão associado a um techno-pop que fazia as delícias dos maluquinhos das pistas de dança. Falco chegou mesmo a dizer aos amigos, em tom de brincadeira, que era o padrinho do rap branco. Houve uma versão inglesa desta música por uns tais After The Fire que teve também bastante sucesso.

Em 1984 surgiu o segundo trabalho de Falco, intitulado Junge Roemer, cujo impacto ficou aquém do esperado. O cantor entrou então num período de depressão dominado pelo álcool e pelas drogas. A arrogância com que tratava a comunicação social após o estrondoso sucesso do primeiro álbum também não ajudou em nada.



Foi com Falco 3 (1986) que o cantor austríaco voltou a conhecer o êxito, fundamentalmente graças a Rock Me Amadeus, que voltou a colocar o cantor no topo. O teledisco de Rock Me Amadeus passava insistentemente na MTV, o nome do cantor surgia em tudo quanto era programa televisivo e radiofónico e até uma Falco hotline existia para que os fãs pudessem dar largas à sua imaginação ("For a good time call Falco: 1-800-841-1223", podia ler-se em posters de rua). Jeanny seguiu-se em grande estilo e sucesso, apesar da censura de que foi alvo e que já referi no primeiro parágrafo. Há ainda a referir a balada Vienna Calling. A partir daqui, Falco entrou na curva descendente, com os dois últimos registos dos eighties - Emotional (1986) e Wiener Blut (1988) - a passarem despercebidos a nível internacional.

domingo, novembro 28, 2004

De regresso às "covers"


Voltamos às covers, aquelas músicas que alguém se lembra de gravar em segunda mão. Uns porque dá um jeitaço a uma carreira que já viveu melhores momentos. Outros porque simplesmente lhes apetece e não têm que prestar contas a ninguém. Há de tudo e quem fica a lucrar somos nós, fiéis dependentes desse vício que é a música.

A primeira sondagem do QA80 sobre covers elegeu como melhor uma belíssima Gwen Stefani (No Doubt) a gritar It's My Life, Don't You Forget! Foi por pouco, pois logo atrás veio o terrível Sr. Manson a sussurrar daquela maneira que só ele sabe Sweet Dreams Are Made Of This... (quem sou eu para estar em desacordo)

Trago desta vez seis novas versões de temas dos anos 80 para que me digam de vossa justiça qual a melhor. E temos dois portugas na lista: os Silence 4 com o excelente A Little Respect (Erasure) e os Blunder com Blister In The Sun (Violent Femmes). Entre as outras quatro versões há um repetente: Marilyn Manson, desta vez com o fabuloso Tainted Love (Soft Cell). Parece que Manson tem especial queda para fazer versões fantásticas. Outro exemplo é o mais recente Personal Jesus (Depeche Mode), que só não tem lugar na sondagem porque pertence aos anos... 90.

A versão de Gary Jules para Mad World, o tema popularizado pelos Tears For Fears, é o exemplo de que uma cover não tem que ser uma colagem ao original. Gosto bastante do tom intimista desta versão. E da voz do Gary também.

O contrário do que disse anteriormente aplica-se aos Placebo, cujo Big Mouth Strikes Again, para mim, se aproximam demasiado do original dos The Smiths. Isto apesar das vozes do Brian Molko e do Morrissey não terem nada a ver uma com a outra.

Os Korn "pegaram" numa canção que parece ter nascido para ser reinventada. Word Up (Cameo) já foi gravada por Mel B (Spicegirls) e pelos Gun, qualquer uma delas muito boas. A versão dos Korn é para mim a melhor das três e por isso surge na sondagem, apesar de eu não gostar da banda.

E assim estão abertas as hostilidades. Digam de vossa justiça, comentem aqui em baixo e votem ali ao lado.

quinta-feira, novembro 25, 2004

Do They Know It's Christmas - 20 anos



Foi há 20 anos. A nata da pop britânica, sob a designação de Band Aid, juntou-se nos estúdios S.A.R.M., em Londres, para gravar o já lendário Do They Know It's Christmas?/Feed The World. Composto por Bob Geldof e Midge Ure e produzido por Trevor Horn, este tema contou com as seguintes participações:

Adam Clayton (U2)
Phil Collins
Bob Geldof
Steve Norman (Spandau Ballet)
Chris Cross (Ultravox)
John Taylor (Duran Duran)
Paul Young
Tony Hadley (Spandau Ballet)
Glenn Gregory (Heaven 17)
Simon Le Bon (Duran Duran)
Simon Crowe
Marilyn
Keren Woodward (Bananarama)
Martin Kemp (Spandau Ballet)
Jody Watley
Bono (U2)
Paul Weller
James Taylor
George Michael
Midge Ure (Ultravox)
Martin Ware (Heaven 17)
John Keeble (Spandau Ballet)
Gary Kemp (Spandau Ballet)
Roger Taylor (Duran Duran)
Sarah Dullin (Bananarama)
Siobhan Fahey (Bananarama)
Peter Briquette
Francis Rossi (Status Quo)
Robert 'Kool' Bell
Dennis Thomas
Andy Taylor (Duran Duran)
Jon Moss (Culture Club)
Sting
Rick Parfitt (Status Quo)
Nick Rhodes (Duran Duran)
Johnny Fingers
David Bowie
Boy George
Holly Johnson (Frankie Goes to Hollywood)
Paul McCartney

O single vendeu mais de três milhões de cópias no Reino Unido e os lucros ascenderam a mais de oito milhões de libras. As vendas reverteriam a favor das vítimas da fome da Etiópia



A letra e os cantores:

(Paul Young)
It's Christmas time
There's no need to be afraid
At Christmas time
We let in light and we banish shade

(Boy George)
And in our world of plenty
We can spread a smile of joy
Throw your arms around the world
At Christmas time


(George Michael)
But say a prayer
Pray for the other ones
At Christmas time it's hard

(Simon LeBon)
But when you're having fun
There's a world outside your window

(Sting) And it's a world of dread and fear
Where the only water flowing is

(Bono junta-se)
The bitter sting of tears
And the Christmas bells that are ringing
Are clanging chimes of doom

(Bono apenas) Well, tonight thank God it's them instead of you.

(Todos)
And there won't be snow in Africa this Christmas time.
The greatest gift they'll get this year is life
Where nothing ever grows
No rain or rivers flow
Do they know it's Christmas time at all?


Feed the world
Let them know it's Christmas time
Feed the world
Do they know it's Christmas time at all?


(Paul Young)
Here's to you
raise a glass for everyone
Here's to them
underneath that burning sun
Do they know it's Christmas time at all?


(Todos)
Feed the world
Feed the world
Feed the world
Let them know it's Christmas time again


Feed the world
Let them know it's Christmas time again
Feed the world
Let them know it's Christmas time again

John Balance (1962-2004)



Recebi um mail do André Faria informando-me da morte de John Balance, mentor dos Coil, projecto iniciado em 1983. Não estou nada à vontade para falar deste grupo, pois passou-me completamente ao lado. Aceitam-se comentários sobre eles e o QA80 agradece. Fica a referência à morte de Balance, que foi também membro de projectos como Psychic TV, 23 Skidoo, Nurse With Wound, Death in June e Current 93.

Balance morreu a 13 de Novembro, sábado, devido a uma queda.

quarta-feira, novembro 24, 2004

Por quem não esqueci



Porque eles vieram dos anos 80. Porque eles são o que de melhor a nossa música tem. Porque eles são excelentes ao vivo. Porque nunca é demais ajudar.

segunda-feira, novembro 22, 2004

Michael Hutchence


Foto de 1984

Faz hoje 7 anos que o vocalista dos INXS foi encontrado morto num hotel de Sydney, na Austrália. Os INXS tinham acabado com grande sucesso a digressão Elegantly Wasted por terras do tio Sam e preparavam-se para a digressão autraliana Loose Your Head. Michael Hutchence foi encontrado sem vida, enforcado pelo seu cinto de cabedal.

domingo, novembro 21, 2004

Under A Blood Red Sky: o melhor

Under A Blood Red Sky é, para os participantes da sondagem que agora chega ao fim, o melhor álbum dos U2 dos anos 80. Em segundo lugar, a apenas 3 votos de distância, ficou The Joshua Tree. A classificação final após 100 votos:

1. Under A Blood Red Sky - 31
2. The Joshua Tree - 28
3. The Unforgettable Fire - 17
4. Boy - 8
5. October - 7
6. War - 5
7. Rattle & Hum - 3
8. Wide Awake In America - 1



Gloria
11 O'Clock Tick Tock
I Will Follow
Party Girl
Sunday Bloody Sunday
Electric Co.
New Year's Day
40

sábado, novembro 20, 2004

Toy Soldiers



Quem diria. O Eminem resgatou a Martika do baú de recordações dos 80's e incluiu o refrão de Toy Soldiers numa faixa do seu novo álbum, Encore. A música chama-se precisamente... Like Toy Soldiers e é uma das mais fortes do novo do sr. Marshall Mathers.

quinta-feira, novembro 18, 2004

QA80 em sites de famosos


Ah, pois é. Somos portuguesinhos, mas já reparam no QA80 (nem que seja à custa de grandes subornos)!

http://www.g-medeiros.com/

http://www.kimwilde.com/

quarta-feira, novembro 17, 2004

You came and changed the way I feel



Amanhã, a magnífica mãe de família que podem ver na imagem completa a bonita idade de 44 anos. Ainda devo ter aquele poster que ocupava lugar de destaque na parede do meu quarto...

segunda-feira, novembro 15, 2004

FANCY

Hold me in your arms again, let me touch your velvet skin



Saber o nome verdadeiro de Fancy é mais difícil que detectar o paradeiro de Bin Laden. Não existe muita informação sobre o senhor e os sites que encontrei referem nomes diferentes. Ric Tess, Tess Teiges, Manfred Alois Segiet ou Manfred Van Aulhausen. Vocês escolhem, mas não percam muito tempo com isso. Todos eles, porém, são unânimes em considerar Fancy como um dos maiores artistas à face da terra e arredores.

Fancy nasceu a 7 de Junho de 1947 em Hamburgo e frequentou um colégio de monges capuchinhos. Depois de chegar à conclusão que a vida monástica não era bem aquilo que procurava, formou uma banda chamada Mountain Shadows, que tocavam basicamente versões de Cliff Richard. Depois meteu na cabeça que alguém haveria de reparar nele e teve razão. Esse alguém chamava-se Todd Canedy e abriu-lhe as portas da música.

Fancy faz parte do chamado German-Disco, que por sua vez se enquadra no Euro-Dance, cuja principal vertente dá pelo nome de Italo-Disco que fez furor nalgumas pistas de dança da década. Confuso? O melhor é então passar à frente. A nacionalidade podia ser diferente, mas a sonoridade ia dar ao mesmo. Só para dar dois exemplos, da Alemanha tínhamos, para além de Fancy, os Modern Talking, esses monstros da piroseira internacional (quem nunca ouviu You’re My Heart, You’re My Soul a bateu o pezinho ao ritmo da música que atire a primeira pedra). De Itália chegavam os Scotch com o seu Disco Band (começava com um gajo a tossir). Mas havia mais, muito mais.



Fancy foi um verdadeiro sucesso do seu tempo na Alemanha, em França e em Espanha. Foi até considerado o rei do Euro-dance. No país de nuestros hermanos a loucura atingiu proporções tais que Bolero (Hold Me In Your Arms Again) permaneceu seis meses em primeiro lugar do top de singles. Não tenho ideia no nosso país se passou o mesmo, mas sei que o teledisco passava muito.

Antes de Bolero, porém, houve Slice Me Nice e Chinese Eyes, na mesma onda: ritmo disco, melodias bem marcadas por um sintetizador irritante e ambiente “carrinhos-de-choque”. As letras são do mais básico que há e a voz do senhor entranha-se e pode causar sérios danos auditivos. É a melhor definição que consigo encontrar. O mais irritante de tudo isto é que, ao ouvir-se Fancy, não se consegue deixar de bater o pezinho. Pelo menos eu não consigo. Flames Of Love foi ainda outro grande êxito nalguns cantinhos da Europa.

Fancy também compôs e produziu vários artistas na mesma onda, mas completamente desconhecidos, pelo que vou poupar-vos o trabalho de lerem os seus nomes.

Ao contrário do que se possa pensar, Fancy tem uma carreira discográfica bastante produtiva. Aqui está a discografia para os fãs hardcore.

Aconteceu neste dia


1986 - Pela primeira vez na história da pop, os cinco primeiros lugares do top de singles do Reino Unido são ocupados por cinco vozes femininas. A saber: Berlin (Teri Nunn), Kim Wilde, The Bangles (Susanna Hoffs), Mel & Kim e Swing Out Sister (Corinne Drewery). Mulheres ao poder!

1990 - O produtor alemão Frank Farian confirma em conferência de imprensa aquilo que até hoje não tem passado de boato: os Milli Vanilli não cantaram nos seus discos. Isso não se faz, ó Frank!

sexta-feira, novembro 12, 2004

Olhem só quem veio para dançar (2ª tentativa)



Desiludido, volto à carga. Agora com imagens de um dos telediscos do senhor que muito passou no Top Disco, por sinal um dos telediscos mais tenebrosos que alguma vez vi. Lembrem-se das matinés de sábado à tarde na discoteca lá da zona! Lembrem-se dos carrinhos-de-choque de romaria da vossa freguesia! Quem é este cromo? Qual é a música? Vamos lá, agora não há como falhar!

quinta-feira, novembro 11, 2004

Olhem só quem veio para dançar



A minha eterna admiração para aquele/a que me disser o nome deste senhor!

O maravilhoso mundo dos pins

Quem nunca usou um pin da sua banda preferida? Encontrei este fotolog sobre os anos 80 e dei de caras com uma foto de pins do autor. Lembrei-me então que o único pin que usei quando era jovem e inconsciente foi aquele X mítico dos Xutos & Pontapés. Mais nada. Nunca fui muito de pins. A minha "nóia" era mais escrever os nomes das bandas na mochila verde-tropa ou então fazer grandes trabalhos de corta-e-cola nas capas das aulas. Qualquer dia publico essas "obras-primas". ;-)

quarta-feira, novembro 10, 2004

Pet Shop Boys em Alcochete - Alguém foi? (actualizado em 12/11/04)



O Beep Crónicas foi e autorizou-me a publicar o seu excelente texto. Obrigado!

"Algo de estranho está no ar. Falou-se muito de história quando MADONNA passou por Portugal, há não muito tempo. Era praticamente impossível encontrar algum órgão de comunicação que não o destacasse. É certo que os PET SHOP BOYS nunca terão o impacto cultural de Lady Ciccone. No entanto, como explicar que, com 20 anos de carreira, e um conjunto invejável de grandiosas canções, a sua primeira vinda a Portugal tenha passado tão despercebida? Vicissitudes de não ser um concerto com o aparato de um Coliseu ou Atlântico, e sim uma borla oferecida por um outlet da margem sul do Tejo? É uma possibilidade real.
A Praça das Estrelas é uma espécie de mini-Praça Sony, degraus incluídos, com a diferença de também permitir alguns lugares sentados ou em pé num passadilho mais acima. O Síndroma Borla não se fez rogado, e manifestou-se na forma de um duelo estridente entre dois grupos de pitinhas, para quem emitir o grito mais agudo era mais importante do que qualquer coisa que se passasse em palco.
Já com o anfiteatro bem composto, e após um DJ de identidade desconhecida ter passado uns quantos números de house manhoso, o duo Chris Lowe e Neil Tennant surgiu, enfim, em palco. O efeito tornou-se, surpreendentemente, algo desagradável, quando “Rent” foi atropelada por ruídos e batidas contranatura, mesmo que a voz de Tennant mantenha todo o romantismo que a tornou inconfundível. Tentar ignorar o que não interessava e ir acompanhando a melodia foi a solução. “Flamboyant”, último single, entrou com vontade de corrigir o alinhamento planetário. Tennant dava provas de uma presença em palco e carisma exemplares. De túnica envergada, meio-sacerdote, meio-mágico, circulava pelo palco, e gesticulava enfatizando os seus invulgares talentos melódicos, e habilidade em extrair a beleza de lugares inóspitos. A história voltou à acção, em “West End Girls”, mesmo desprovida de vozes femininas e trompetes. Nesta altura, a Tennant e Lowe juntaram-se dois guitarristas e uma baterista, que ajudaram a encorpar a recta final da canção. Altura para fazer menção ao facto de ser a primeira visita a Portugal, e usar o pretexto para uma eufórica “Se A Vida É”, seguida de uma magistral e visceral “Domino Dancing”, com direito a extensos coros da assistência. “We’re just two boys from suburbia”, disse Tennant. E todos adivinharam o que se seguiria. Sebes, longas estradas, autocarros nocturnos, predadores de jardim, o grito “Let’s take a ride and run with the dogs tonight in suburbia”, sempre tão pungente. Se as coisas cada vez mais iam ganhando ritmo, aumentando a excitação vivida, o momento seguinte foi de apreensão, quando Tennant desaparece de palco, e Lowe começa a tocar o instrumental da magnífica “Being Boring”. Quando o vocalista surge, com nova indumentária, já se temia que ficássemos privados das lindas e felizes reminiscências da canção. Não fomos poupados, e ainda bem. A festa prosseguiu, com performances eufóricas para “New York City Boy” (Tennant a substituir-se ao coro do original), e uma tocante “Always On My Mind”. Entrados em velocidade de cruzeiro, foi hora da banda ir buscar surpresas como “Sexy Northerner” ou “Love Is A Catastrophe”, esta última cantada com Tennant sentado a maior parte do tempo, e a funcionar como mancha alastrante. Ambas foram intercaladas por novo momento de euforia em palco, ao som de “Where The Streets Have No Name”, o original dos U2, com direito a pedaços de “Can’t Take My Eyes Off You”. Por esta altura, estava implantado o reino dos Pet Shop Boys, e assim sendo, não havia que temer “Go West”. Esta noite, foi um verdadeiro hino de comunhão, cantado a muitas vozes.
De guitarra acústica, Tennant voltou para o encore, iniciado com uma “Home And Dry” de uma beleza trespassante, e a fazer jus ao título de melhor canção dos Pet Shop Boys-século XXI. Sempre com confiança redobrada, sempre consciente de que é um alquimista exímio, o, agora quase calvo, e grisalho, vocalista, seguiu para “Left To My Own Devices”, cujo refrão lançava berlindes a distâncias consideráveis. Exprimido o agradecimento à assistência (que nesta altura já me tinha quase furado os tímpanos), e o desejo de voltar em breve, só houve tempo para colocar os níveis no vermelho, e atacar “It’s A Sin”. Para ser mais perfeito, este só necessitava de ver relâmpagos caírem em redor de Tennant e Lowe. Não aconteceu, mas não era difícil imaginá-los. Se o momento histórico da vinda dos sacerdotes talvez pudesse ter sido assinalado por outra euforia, na altura em que importava não houve poupanças. A vida? Se é assim, é para nos fazer felizes. 8.5/10

Beep Beep"

terça-feira, novembro 09, 2004

Under a Blood Red Sky ou The Joshua Tree?



A sondagem que iniciei há alguns dias está mais renhida que as últimas eleições nos EUA. A tendência parece ir no sentido de destacar dois álbuns: The Joshua Tree e Under A Blood Red Sky. Os dois seguem lado-a-lado para a conquista do título de melhor álbum dos U2 dos anos 80. Eu votei em The Joshua Tree, mas num outro dia, com outra disposição, talvez votasse no registo ao vivo. São os dois fabulosos. The Joshua Tree é o álbum da "americanização" dos U2, no que tudo isso implica ao nível do som da banda e do aspecto visual (Bono abandona o look eighties, por exemplo). Under a Blood Red Sky é talvez o paradigma do álbum ao vivo perfeito. Todas as canções fazem sentido ali, no conjunto, naquele ambiente.

Wide Awake In America é um caso especial. Não é propriamente um álbum no sentido tradicional da palavra uma vez que contém apenas duas faixas de cada lado do vinil. Mas também não é single, nem maxi-single. Acima de tudo é um grande disco e ponto final. Nele estão incluídas as míticas versões ao vivo de Bad e A Sort Of Homecoming.

Still Loving You


Para acabarem o dia bem dispostos experimentem ouvir Still Loving You dos Scorpions. Não acreditam?

terça-feira, novembro 02, 2004

UM ANO



Há precisamente um ano iniciei esta aventura pelos Queridos Anos 80 na sua vertente musical. Entrei na carruagem blogueira e com determinação e algum sacrifício partilhei convosco as minhas memórias musicais da década dourada da música. Asseguro-vos que valeu a pena.

A resposta dos visitantes deste blogue foi fantástica quer ao nível dos comentários aos artigos, quer ao nível dos e-mails que fui recebendo. Alguns congratulando-me pela iniciativa, outros fazendo críticas construtivas que muito apreciei e procurei seguir, outros ainda colocando dúvidas pertinentes relacionadas com a temática, que publiquei de modo a alargar a possível ajuda a todos os visitantes. Por momentos conseguimos fazer deste blogue uma espécie de fórum, o que muito me agradou.

A interactividade de que falei no parágrafo anterior foi para mim (para além da óbvia satisfação pessoal de "reviver" os anos 80) a mais-valia que possibilitou a sobrevivência do Queridos Anos 80. Foi através desta interactividade que aprendi mais sobre a música, conheci novos sons, recordei canções que já estavam arrumadas num canto mais escuro da minha memória, corrigi noções que tinha como verdades absolutas. Tudo graças aos visitantes do QA80. Por isso quero agradecer-vos e desafiar-vos a continuarem a aparecer por aqui. Ainda há muito para dizer sobre a música dos anos 80. Como diria o Limahl, esta é uma verdadeira Never Ending Story...