quarta-feira, setembro 07, 2005

Dia da Independência do Brasil

Disseram-me que hoje se celebra o dia da independência do Brasil e eu lembrei-me imediatamente de duas bandas brasileiras que conheci nos anos 80 e que vim a descobrir lentamente até aos dias de hoje.


RPM

Os RPM, que conheci através do álbum Rádio Pirata Ao Vivo, surgiram em 1985 e têm como vocalista um nome conhecido das bandas sonoras de telenovelas: Paulo Ricardo. Persegui este Rádio Pirata Ao Vivo durante anos e só no ano passado, quando passei férias no Brasil, consegui finalmente comprá-lo numa edição especial em CD. Um álbum que aconselho para quem quiser conhecer a melhor pop/rock brasileira dos anos 80. Gosto muito do álbum no seu todo, mas a minha canção preferida chama-se Olhar 43.


Legião Urbana

Os Legião Urbana chegaram-me às mãos através de uma cassete de um amigo que tinha gravado o segundo álbum da banda, intituldado Dois. Imediatamente uma faixa me chamou à atenção, intitulada Índios, um tema fabuloso que nunca me canso de ouvir. Neste momento tenho toda a discografia da banda, mais uma vez graças à minha viagem ao Brasil. Os Legião Urbana já não existem pela triste razão de que o seu vocalista, Renato Russo, faleceu em 1996, vitimado pela SIDA.


É pena que nos anos 90 as editoras nunca tenham tido interesse em promover em Portugal estas duas bandas, preferindo optar por estilos de fácil comercialização e de gosto duvidoso.

segunda-feira, setembro 05, 2005

EDDY HUNTINGTON escreveu ao QA 80



Este é um dia histórico para o Queridos Anos 80. Não, não tenho a Kim Wilde aqui ao meu lado, não. Não, também não vou conhecer os Depeche Mode ao backstage do concerto de Fevereiro. Consegui, pela primeira vez, entrar em contacto com um artista dos anos 80. Ele chama-se Eddy Huntington, é aquele rapazola da foto do post "REGRESSO", e ficou conhecido pelo tema USSR, que já toca na radio blog ali ao lado. É só clicar e cantar seguindo a letra! Uau!

Foi ao visitar a sua página pessoal que me lembrei: e se eu mandasse um mail a este cromo? (Ó Eddy, "cromo" no bom sentido, ok?). E foi assim:

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Hello, Eddy

First of all, let me tell you how honoured I am for talking to one of the icons of 80's Italo Disco music.

I'm from Portugal and I run a weblog called Queridos Anos 80 (http://dear80s.blogspot.com), which is about all the great music made in that golden decade. What I would like to ask from you are a few words for your Portuguese italo fans, now that so many years have passed since those hits such as USSR and Up & Down.

Thank you very much.

tarzanboy


(Olá, Eddy

Em primeiro lugar, deixa-me dizer-te que é uma grande honra para mim falar com um dos ícones do italo-disco dos anos 80.

Sou de Portugal e tenho um weblog chamado Queridos Anos 80, que é sobre toda a excelente música feita nessa década dourada. Gostaria de pedir-te algumas palavras para os teus fãs, agora que tantos anos passaram sobre êxitos como USSR e Up & Down.

Muito obrigado.

tarzanboy)

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A resposta do Eddy:

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Hi Tarzanboy

I reckon you like Baltimora too! Thanks for the mail. The years I spent in Portugal were fabulous, working with CBS and going up and down the country doing live shows and tv shows like the Disney show (amigos des disney, I think).
It's a long time since I was in Portugal though I drink lots of Portuguese wine (Vida Nova) and have friends and family who holiday there lots. The fans in Portugal were and I suppose are superb and I thank them for all of the fond memories I have of being welcomed in Portugal.

Thanks again

Eddy:)


(Olá, Tarzanboy

Constato que também gostas do Baltimora! Obrigado pelo teu mail. Os anos que passei em Portugal foram fabulosos, trabalhando com a CBS e correndo Portugal de cima a baixo a tocar ao vivo e em programas de Tv como o Disney Show ("Amigos des Disney", acho eu).
Já passou muito tempo desde que fui a Portugal embora beba muito vinho português (Vida Nova) e tenha amigos e familiares que passam férias aí. Os fãs em Portugal eram e acho que ainda são espectaculares e agradeço-lhes todas a boas recordações que guardo por ter sido tão bem recebido em Portugal.

Mais uma vez obrigado.

Eddy:))
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quarta-feira, agosto 03, 2005

THE LOVER SPEAKS

I used to have demons in my room at night, desire, despair, desire, so many monsters

Há nomes de bandas que me fascinam. A sua música pode passar-me completamente ao lado, posso, inclusive, nem sequer ter escutado alguma vez uma nota sequer do som dessa banda. O nome não esqueço. Lembro-me, por exemplo, dos And Also The Trees (E Também As Árvores) ou então dos Mighty Lemon Drops (Poderosos Rebuçados de Limão). Já agora, acho que nunca ouvi nada dos primeiros, mas os segundos foram uma das minhas “bandas de adolescência”. Qualquer dia falo deles e do álbum World Without End.

Voltando à questão dos nomes, há aquelas bandas cuja designação é uma oração gramatical (aquilo que normalmente se conhece por frase). O exemplo mais flagrante são os Frankie Goes To Hollywood. A estes podemos acrescentar: Johnny Hates Jazz, Curiosity Killed The Cat, It Bites, Pop Will Eat Itself e... The Lover Speaks.

É sobre essa obscura banda, da qual pouco se sabe, chamada The Lover Speaks, a razão deste post. Antes de mais, ficam os meus amigos a saber que se tratava de um duo composto por David Freeman e Joseph Hughes, ex-membros de uma banda punk de finais dos anos 70 chamada The Flys. Decidiram criar o grupo em 1985 e dar-lhe a designação de The Lover Speaks a partir de um excerto do livro A Lover’s Discourse – Fragments, de Roland Barthes. O excerto diz: “And it is the lover who speaks and who says... I am engulfed…”. Começaram por enviar uma demo a Dave Stewart (Eurythmics), que, por sua vez, a enviou a Chryssie Hynde (Pretenders), que, por sua vez, a entregou ao produtor Jimmy Iovine. Um final feliz, pois Iovine viria a ser o produtor do álbum de estreia.



Esse album, homónimo, foi o único da carreira dos TLS e ficou na história da música pop graças a esse tema belíssimo chamado No More I Love You’s, que podem escutar, ali ao lado, na radio-blog QA80 (aqui têm a letra). Em 1995, a “deusa” Annie Lennox decidiu fazer uma versão do tema, mas, apesar de eu gostar muito da Annie, o original tem uma força muito difícil de igualar. E, curiosamente, apenas chegou ao 58º lugar do top do Reino Unido.

Quando perguntaram a David Freeman a sua opinião sobre a versão de Annie Lennox, ele respondeu: “Tanto eu como o meu contabilista gostamos muito da versão da Annie”. Eu, no lugar dele, não diria melhor: é que só passados 10 anos, graças à versão de Lennox, o original se tornou rentável...

Em 1988, o duo separou-se, apesar de ter finalizado a gravação do segundo álbum, The Big Lie, que nunca viria a ser editado devido a divergências com a editora. Depois da dissolução dos The Lover Speaks, David Freeman editou uma série de álbuns a solo através de editoras independentes e compôs música para outros artistas.

terça-feira, agosto 02, 2005

radio.blog

A radio.blog do Queridos Anos 80 é hoje inaugurada, depois de algumas dores de cabeça na configuração da coisa. Foi uma ideia que "tirei" do Planeta-Pop, que, caso não saibam, é um dos melhores blogs portugueses sobre música. A radio.blog é um serviço streaming, o que não possibilita o download da música.

A playlist da radio.blog QA 80 terá sempre 3 músicas, que estarão relacionadas com os posts mais recentes. Basta clicar uma vez na música e esperar que ela carregue. É claro que as ligações de banda larga estão em vantagem. Espero que apreciem.

terça-feira, julho 12, 2005

5 canções

O Freddy desafiou-me. Cá vão cinco cançonetas que, neste momento, me põem a reflectir sobre a beleza da vida, da natureza, das crianças, da amizade e da Carmen Electra, entre outras coisas.

A ordem "num tem nada a bêr":

>>> The Killers - Mr. Brightside
>>> Eskobar & Emma Daumas - You Got Me
>>> Lemar - If There's Any Justice
>>> Alter Bridge - Open Your Eyes
>>> Bee Gees - How Deep Is Your Love

As regras do jogo impõem que agora eu desafie cinco pessoas. Sendo assim, venon, Astronauta, Jorge Guimarães Silva, sónia e Pedro, considerem-se oficialmente desafiados a revelarem cinco músicas que estejam a ouvir com maior insistência por esta altura. Atenção que não são as vossas cinco músicas preferidas de sempre, mas aquelas que neste momento ouvem mais no carro, em casa, no trabalho, etc... O texto original diz assim:

«List five songs that you are currently digging. It doesn't matter what genre they are from, whether they have words or even if they're any good but they must be songs you're really enjoying right now. Post these instructions, the artist and the song in your blog along with your five songs. Then tag five other people to see what they're listening to.»

segunda-feira, julho 11, 2005

RUSS BALLARD



Neste passado fim-de-semana, andei por terras do Douro, entre churrascos e muita cerveja a acompanhar. O Douro está lindo como sempre, mas o céu por estes dias é cada vez mais um todo cinzento-acastanhado, devido aos fogos que um pouco por todo o lado vão teimando em aparecer. É óbvio que o Russ Ballard não tem culpa da saga pirómana que o nosso país atravessa, mas o que é certo é que o seu maior êxito, Fire Still Burns, pode muito bem já ter servido de inspiração a qualquer criminoso das nossas matas e pinhais. Só por isto, e ainda pela mania de nunca se separar dos óculos de sol, que lhe dão aquele ar de Cliff-Richard-de-esplanada-xunga, acho que o Russ deveria ser responsabilizado e chamado à barra dos tribunais.



Andei a pesquisar um pouco sobre este cantor. Nasceu em Inglaterra, em 1965, e foi líder dos Argent, uma banda dos anos 70, cujo maior êxito se chama God Gave Rock and Roll to You. A sua carreira a solo ocorreu em simultâneo com a actividade de compositor para vários artistas. Em 1986, surgiu então o álbum Fire Still Burns, que inclui a faixa com o mesmo nome.

sexta-feira, julho 08, 2005

Dia Mundial da Alergia



Não é Alegria, pessoal, é A-L-E-R-G-I-A. É hoje celebrado o primeiro Dia Mundial da Alergia. O QA80 revela uma das suas piores alergias musicais: os senhores da foto, mundialmente conhecidos por Modern Talking, ou Conversa Moderna, para quem não percebe inglês. Tiveram muito êxito por essa Europa fora, mas a culpa não é minha, juro-vos.

Quando ouço Modern Talking, posso apresentar um quadro clínico de ultra-irritação psico-fisiológica. Começam-se-me a aparecer na pele uma bolhas de tom rosado, que, aos serem espremidas, soltam um líquido verde-alface. As unhas dos pés desenvolvem cravos e as sobrancelhas ficam encaracoladas. Para além disso, tenho tendência a desenvolver os meus instintos mais sádicos e, então, não é estranho verem-me a colocar formigas no congelador e observar como gelam ao caminhar.

quinta-feira, julho 07, 2005

LONDON CALLING



London calling to the faraway towns
Now war is declared - and battle come down
London calling to the underworld
Come out of the cupboard,you boys and girls
London calling, now don't LECTURE us
Phoney Beatlemania has bitten the dust
London calling, see we ain't got no swing
'Cept for the reign of that truncheon thing

The ice age is coming, the sun is zooming in
Meltdown expected, the wheat is growing thin
Engines stop running, but I have no fear
Cause London is drowning - I live by the river

London calling to the imitation zone
Forget it, brother, you can go at it alone
London calling the zombies of death
Quit holding out - and draw another breath
London calling - and I don't wanna shout
But while we were talking I saw you running out
London calling, see we ain't got no high
Except for that one with the yellowy eyes

The ice age is coming, the sun is zooming in
Engines stop running, the wheat is growing thin
A nuclear error, but I have no fear
Cause London is drowning - I, I live by the river

Now get this
London calling, yes, I was there, too
An' you know what they said? Well, some of it was true!
London calling at the top of the dial
And after all this, won't you give me a smile?
London Calling

I never felt so much ALIVE ALIVE ALIVE ALIVE

segunda-feira, julho 04, 2005

Quem é ele?

Live 8 (VIII)

Os A-ha mostraram que ainda estão aí para as curvas, mas o Morten Harket dá-se mal com auriculares. Para além disso, tem uma postura em palco demasiado fria e distanciada. Não gostei.

Já a Annie Lennox mostrou por que razão é a minha voz feminina de eleição dos anos 80. Aquela interpretação de Why foi de se me arrepiar a espinha!

Live 8 (VII)

Os Pink Floyd não me aquecem, nem me arrefecem, mas reconheço que o Wish You Were Were é uma boa canção, que é, sim senhor. O momento foi histórico pela presença do Rogério Águas em palco, mas o senhor está acabadito, e a sua voz revela sinais preocupantes de extinção. Pior, pior foi o Brian Wilson, numa actuação algo... surreal.

(surreal: palavra muito em voga quando se quer dizer mal, mas de modo a não ferir os sentimentos das pessoas de bem)

Live 8 (VI)

Achei a Madonna numa forma excelente. Aquela mulher é mesmo uma senhora com H grande. E foi, talvez a par do Robbie Williams e dos Pink Floyd, o momento mais intenso do dia.

Live 8 (V)

O Bill Gates subiu ao palco, não para anunciar a oferta de software da Microsoft às escolas carenciadas de África, mas para ler, assim de soslaio, um texto com palavras muito "bonitas" e cheias de "significado". O texto até pode ser um bom texto, mas aquela imagem dele a olhar de lado para o monitor descredibiliza. A seguir, apresentou a insossa Dido, uma "apresentação feita em formato Windows XP", como disse o Pedro Ribeiro.

Mais naturais e convincentes nas suas declarações estiveram o Brad Pitt e a Angelina Jolie. Estão bem um para o outro, sim senhor.

Live 8 (IV)

Fiquei no mínimo furioso por não terem transmitido em directo a actuação de uma das minhas bandas preferidas do momento, os The Killers (que, já agora, têm muito de eighties). Por momentos senti um desejo incontrolável de esquartejar metodicamente o Pe. Vítor Melícias e o Fernando Girão (num sentido figurado, claro).

Live 8 (III)

Os Duran Duran tocaram benzinho, mas o público não foi na onda. Foi pena, porque estes tinham estado no outro e a cena era mais ou menos simbólica. No refrão de Save A Prayer, o Simon bem esticou o micro na direcção do povo, mas o povo não retribuiu. Ó Simon, no Coliseu dos Recreios nem precisavas de cantar!

PS - O John Taylor não tem outro casaco?

Live 8 (II)

Não tenho nada contra o senhor, mas o Bob Geldof pareceu-me assim um bocadito para o cadavérico, não? Ou serei eu a implicar com as segundas-feiras?

Live 8 (I)

O Pedro Ribeiro é, para mim, cada vez mais uma referência da rádio e da televisão. Tem a sobriedade necessária, à qual adiciona um sentido de humor perspicaz e desconcertante, tudo isto nos momentos certos. Foi pena a Margarida Pinto Correia, mas "prontos", não se pode ter tudo. Alguém se importa de dizer à senhora que Live Aid se pronuncia /laiv eid/ e não /laiv ed/? E, já agora, era mesmo necessária a forma como saiu aquela pergunta ao senhor de óculos? A pergunta foi: "Como é que lida com a impotência?".

domingo, junho 05, 2005

Dia Mundial do Ambiente



PIXIES
Monkey Gone To Heaven (1989)

There was a guy
An underwater guy who controlled the sea
Got killed by ten million pounds of sludge
From New York and New Jersey

This monkey's gone to heaven (x4)

The creature in the sky
Got sucked in a hole
Now there's a hole in the sky
And the ground's not cold
And if the ground's not cold
Everything is gonna burn
We'll all take turns
I'll get mine, too

This monkey's gone to heaven (x4)

Rock me Joe

If man is 5 (x3)
Then the devil is 6 (x4)
And if the devil is six
Then god is 7 (x3)

This monkey's gone to heaven (x4)

quinta-feira, junho 02, 2005

TONY HADLEY (45)



Se me perguntassem os nomes dos cinco melhores cantores dos anos 80, talvez levasse algum tempo a escolher, mas Tony Hadley teria lugar cativo entre os eleitos. Não há volta a dar: o ex-vocalista dos Spandau Ballet canta "pró mundial", como se diz aqui na minha rua.

Tony Hadley completa hoje 45 anos. Fundou os Spandau Ballet em 1978, com Martin Kemp, Gary Kemp, John Keeble e Steve Norman. Durante a década de 80, lideraram a pop mundial na sua vertente "new romantic", tendo "apenas" como grandes rivais uns tais de Duran Duran... (isto para falar de bandas com mais de 3 elementos).


O cabeleireiro destes gajos é um show!

Em 1990, os Spandau Ballet "eram" e Tony Hadley seguiu o seu caminho a solo, mas sem nunca atingir o sucesso da ex-banda. Começou por gravar The State Of Play, em 1992. Fundou a sua própria empresa discográfica e lançou o single Build Me Up (1986). Em 1997 lançou um álbum homónimo que mistura versões e originais. Entre as versões encontram-se Save A Prayer (Duran Duran), Wonderful Life (Black), Slave To Love (Bryan Ferry) e Woman In Chains (Tears For Fears). Para ouvir um bocadinho de cada, é favor clicar aqui e depois no álbum Tony Hadley.

Seguiu-se um álbum ao vivo chamado Obsession (2000) e ainda no mesmo ano, lançou Debut, um duplo que apresenta a sua primeira prestação a solo na alemanha. A sua actividade musical tem-se estendido à música de dança, em colaborações com vários Djs. De igual modo, mantém uma actividade ao vivo bastante assídua, sendo que John Keeble, o baterista dos Spandau, faz parte da sua banda actual. Em 2004 e 2005 lançou os registos CD/DVD das digressões que efectuou com os Go West e Martin Fry (ABC) respectivamente.

Hadley já visitou o nosso país por mais do que uma vez, mas quem tiver vontade de o revisitar ao vivo e estiver para os lados de Espanha pode assistir a um dos concertos da digressão espanhola que vai juntar Tony Hadley, Go West, ABC e Paul Young. As datas e as cidades confirmadas (há outras por confirmar) são as seguintes:
30 de Junho - Pavilhão Olímpico de Badalona (Barcelona)
1 de Julho - Múrcia
4 de Julho - Alicante
5 de Julho - Valencia
7 de Julho - Madrid

"Se eu fosse um Duran..." era JOHN TAYLOR



Eu tinha um palpite que o John Taylor acabaria por ser eleito como o membro dos Duran Duran no qual não nos importaríamos de reencarnar numa futura existência. E só encontro uma razão para tal resultado: AS GAJAS! ELE CONTROLA AS GAJAS TODAS! O motivo é um bom motivo, não haja dúvida. É curioso que o primeiro lugar andou durante muito tempo bastante incerto, com mudanças constantes, mas foi a partir do concerto no Coliseu dos Recreios que John Taylor "se chegou à frente" e Nick Rhodes abandonou a luta pelo primeiro lugar. Haverá alguma relação?

Esta sondagem serviu também para confirmarmos o fosso existente entre John Taylor, Simon Le Bon e Nick Rhodes e os outros dois. Quase que me atreveria a dizer que Roger e Andy seriam perfeitamente dispensáveis, mas não o digo por receio de represálias das facções mais duras dos Duranies. Há clubes de fãs com quem nos podemos meter, mas não com os Duranies, que são uns durões.

Muito obrigado pelas participação (241 votos!) e aqui fica a classificação final:

1. John Taylor - 33% (80 votos)
2. Simon Le Bon - 31% (75)
3. Nick Rhodes - 25% (61)
4. Roger Taylor - 6% (15)
5. Andy Taylor - 4% (10)

quarta-feira, maio 25, 2005

Ontem, Duran Duran, no Coliseu (ou as "careless memories" de quem ainda não acredita)



Esta é a melhor foto do concerto de ontem à noite dos Duran Duran no Coliseu dos Recreios pela simples razão que fui eu que a tirei com o meu telemóvel. É minha e de mais ninguém. Por isso é a melhor. Para além disso vê-se perfeitamente ao centro o Simon Le Bon a cantar, ao seu lado esquerdo, com o braço no ar, o John Taylor, algures do seu lado direito, o Andy Taylor de óculos escuros, lá atrás, do lado esquerdo, o Roger Taylor na bateria, e do lado direito o Nick Rhodes de branco. Ah, e como podem ver, os focos por cima do palco funcionaram muito bem. Melhor visão não há.

Os Duran Duran estão em excelente forma. E nem mesmo o pormenor do Simon, no início, ter virado as costas ao público para apertar a braguilha, ou a sua azelhice na matemática, ou a sua falta de queda para a dança pode ensombrar a prestação. A sua voz está 5 estrelas. Nem mesmo a camisa toda suada do John Taylor no final, em contraste com o estilo evidenciado no início (bonito casaco!). Nem mesmo a pose de rockeiro pós-junkie de Andy Taylor. Nem mesmo a ausência de Electric Barbarella e Is There Something I Should Know da lista. Os Duran Duran deram show e deixaram em todos nós a sensação de que o tempo (quase) não passou. "We are a family, I've got all my brothers with me", cantou Simon, e com razão.

segunda-feira, maio 23, 2005

É amanhã!



16:30 - Sair do trabalho, ir a casa trocar de roupa e pôr um penteado à Nick Rhodes (uma destas é mentira, adivinhem lá). Não esquecer os CDs para a viagem. Colectâneas eighties, de preferência + o Greatest Hits dos DD, obrigatório. Ah, e as sandes, as bolachas, os sumos e os achocolatados.

17:30 - Ir buscar a miúda ao trabalho e rumar a Lisboa. Trocar de carro, o gasóleo é mais em conta. Sair pela Ponte da Arrábida. Cuidado com os radares. Juízo.

20:30 - Chegar a Lisboa, procurar o Coliseu e lugar para estacionar, necessariamente por esta ordem.

21:00 - Início do concerto. Tentar chegar lá à frente. Se não der, paciência, 1.84m dá perfeitamente para ver os atacadores do John Taylor. O pior é a miúda. Cavalitas? Humm, a ciática dá cabo dum gajo e o pessoal começa a mandar bocas.

23:00 - Comprar água urgentemente e pensar em regressar a casa. Amanhã é dia de trabalho. Pôr o Greatest Hits dos DD. Prolongar o sabor do concerto.

quarta-feira, maio 18, 2005

Ícones do Festival (2) - JOHNNY LOGAN



Continuando a saga pelos ícones do Festival da Canção, impunha-se falar do rapaz com nome de uísque. Não sei se por detrás deste nome artístico estará um mais ou menos mal disfarçado contrato publicitário ou se a imaginação do rapaz não deu para mais. Uma coisa é certa: Seán Patrick Michael Sherrard escolheu Johnny Logan para singrar na música (e sangrar os nossos ouvidos) e não há volta a dar.

Talvez estejamos perante o artista mais premiado dos festivais da eurovisão. Festivaladas é com ele: ganhou em 1980, interpretando a canção What's Another Year. Voltou a ganhar em 1987, cantando o famoso e xaroposo Hold Me Now. Como não há duas sem três, ganhou mais uma vez, desta vez como compositor, em 1992, com a canção Why Me, interpretada por uma tal Linda Martin. Teve ainda um segundo lugar, em 1984, como compositor para a mesma cantora.

Nos anos em que venceu como intérprete, as representações portuguesas estiveram a cargo de José Cid (7º lugar, com Um Grande, Grande Amor, em 1980) e os Nevada (18º lugar, com Neste Barco À Vela, em 1987)



Todo este sucesso foi obtido em nome da Irlanda, país para onde foi viver aos 3 anos de idade, uma vez que nasceu na Austrália, fez na passada semana (13 de Maio), 51 anos. O seu pai era um famoso tenor irlandês que chegou a cantar na Casa Branca, perante vários presidentes americanos. O pequeno Johhny começou a compor aos 13 anos, enquanto acompanhava o pai nas suas digressões.

Actualmente, Johnny Logan tem-se dedicado a participações televisivas em várias tvs europeias. Em 2004 e 2005 participou no festival da canção da Holanda como compositor. O bichinho dos festivais, pelos vistos, continua lá. Por mim tudo bem, desde que o bicharoco não venha cá para fora.

segunda-feira, maio 16, 2005

Ícones do Festival (1) - SANDRA KIM



A 3 de Maio de 1986, na Noruega, uma chavala de 13 anos e seis meses fazia história na eurovisão e ganhava o primeiro prémio do festival. A música chamava-se J'Aime La Vie e a miúda tinha o nome artístico de Sandra Kim. Em Portugal, tinhamos a Maria Armanda, que não passou da fase "Eu Vi Um Sapo".

De ascendência italiana, Sandra Calderone nasceu a 15 de Outubro de 1972 em Montegnée by Luik, na Bélgica. Como é costume, nestes casos, a sua carreira musical foi bastante precoce, pois começou a cantar "a sério" desde os 7 anos, incentivada pelos pais, que eram músicos. Ainda criança, fez parte dum grupo infantil tipo-OndaChoc-Ministars, mas com um nome menos ridículo: Musiclub.



No Festival Eurovisão de 1986, a sua canção J'Aime La Vie obteve pontos de todos os países, e continha na sua letra uma mentira que a muitos passou despercebida: apesar de dizer "Moi j'ai 15 ans", Sandra tinha na realidade apenas 13. Ai a marota. Toda a gente parece ter gostado daquela vozinha infantil de registo muito agudo que quase furava os tímpanos naquela parte do "Uooooooouuuoooooooohhh". Vocês sabem da parte de que estou a falar. Já agora, cumpre-me informar que, na edição ganha pela Sandra Kim, Portugal foi magnificamente representado pela Dora e as suas botas inesquecíceis, com o seu Não Sejas Mau Para Mim.

Nos anos 90 Sandra Kim continuou a sua carreira musical, sem grande sucesso e, talvez por isso, iniciou a de apresentadora de televisão. Em 1994 casou-se com Olivier Gérard, o técnico de som dos seus concertos. O casamento durou pouco mais de um ano. Na Bélgica comparam-na a Barbra Steisand e a Celine Dion, o que não abona nada a seu favor. Chegou mesmo a gravar uma versão de My Heart Will Go On, aquela xaropada do Titanic. Em 2001, gravou J'Ai Pas Fini De T'Aimer, uma versão em francês de outra xaropada: I Just Can't Stop Loving You, do senhor Wacko Jacko. De xaropada em xaropada, com Sandra Kim, até ao abismo final!

Aos 33 anos, vai no segundo casamento e, ao que parece, ainda ama a vida.

Clique aqui para ouvir 30 segundos de J'Aime La Vie.

sexta-feira, maio 13, 2005

Bem-vindo ao CIDD

Você veio aqui parar porque lhe disseram que o melhor blogue sobre a música dos anos 80 num raio de 30 km a partir do Porto se chama Queridos Anos 80. Para além disso, e apesar de você não ligar muito à música em geral (mas sabe que os U2 e o Tony Carreira existem), disseram-lhe que aqui se fala de muitos artistas que fizeram muito, algum ou nenhum furor na década em que você via o Conan, o Rapaz do Futuro, a A-Team e esperava ansiosamente o dia do Festival da Eurovisão da Canção como quem realiza um dos principais objectivos da existência.

Um amigo disse-lhe que os Duran Duran vêm cá a Portugal, o que lhe provocou um "ah!" de surpresa, seguido da pergunta: "Mas esses tipos ainda existem?". Existem, sim senhor, e mais: ainda tocam instrumentos e têm um álbum chamado Astronaut, que foi lançado recentemente. Você responde "Ah, mas do que eu gostava era das antigas - o "Say A Prey" ou o "Planet Hart"... ou aquela muito gira do teledisco dos bichos e cenas assim... o "While Boys"" A pessoa com quem está a falar finge não reparar nos títulos errados das músicas e faz a promessa mental de lhe oferecer o Greatest Hits dos DD nos seus anos. Mas você volta à carga: "E o vocalista... o Simon... Paul Simon... Né? Ganda voz, pá... E o tipo do piano, aquele que se pintava todo, acho que era um pouco gay, não era?". O seu amigo já fez o cancelamento mental da oferta de anos e prepara-se para dizer que está atrasado para o body-pump. Mas você, embalado pela oportunidade de mostrar toda a sua sabedoria musical, insiste: "Se eles tocassem o True, pá, aquela balada gira... se eles tocassem o True, até ia vê-los, acredita!". O seu amigo, vermelho de fúria, corrige-o: "O True é dos Spandau Ballet, pá!". "Ei, pois é, que confusão aqui vai na minha cabeça! Eles até são de décadas diferentes, né?"

Pois é, você precisa de um CIDD (Curso Intensivo de Duran Duran), e só aqui, no Queridos Anos 80, lhe é dada essa oportunidade. Intale-se confortavelmente na sua cadeira, ponha o Greatest Hits dos Duran Duran a tocar e clique nos links que estão abaixo.

Duran Duran - parte 1
Duran Duran - parte 2
Duran Duran - parte 3

quinta-feira, maio 05, 2005

Dia Mundial do Trânsito



Lembrei-me de comemorar este dia com a versão de Route 66 dos Depeche Mode. Surgiu em 1987, como B-side do single Behind The Wheel. Curtam o som (quem puder).

Well if you ever plan to motor west
Travel my way, take the highway that’s the best
Get your kicks on route 66

Well it winds from chicago to la
More than two thousand miles all the way
Get your kicks on route 66

Well it goes to st. louis, down to missouri
Oklahoma city looks oh, so pretty
You’ll see amarillo, gallup, new mexico
Flagstaff, arizona, don’t forget wynonna
Kingman, barstow, san bernardino

If you get hip to this kind of trip
I think I’ll take that california trip
Get your kicks on route 66

quarta-feira, maio 04, 2005

The Outfield

I ain't got many friends left to talk to Nowhere to run when I'm in trouble



Ora aqui está uma banda totalmente irrelevante para a maioria de nós. Isto até ao momento em que ouvimos Your Love e caímos na real: cum caneco, como o tempo passa! A partir deste momento os Outfield podem continuar a ocupar o cantinho da nossa indiferença, mas a consciência de que estamos a envelhecer acabou de nos estragar o dia. O remédio não existe, mas sempre podem continuar a ler este texto.

Os Outfield surgiram em Londres e no início chamavam-se The Baseball Boys. O próprio termo outfield está relacionado com o baseball, parecendo haver aqui uma fixaçãozita pelo dito desporto.

Os Outfield eram Tony Lewis (voz e baixo), John Spinks (teclas e guitarra) e Alan Jackman (bateria). Em 1985 lançaram o primeiro álbum, Play Deep, do qual faz parte o seu maior êxito de sempre, Your Love. Deste álbum lembro-me ainda de All The Love.


O teledisco de Your Love

Dos álbuns seguintes não reza a história aqui para os meus lados, mas fica a referência: Bangin' (1987), Voices Of Babylon (1988), Diamond Days (1990, que já inclui o novo baterista, Simon Dawson), Rockeye (1992), It Ain't Over (1998, edição apenas para o clube de fãs), Extra Innings (1999) e Any Time Now (2004).

Como podemos verificar através do site oficial os Outfield ainda andam por aí e colocaram o seu último disco à venda na Internet.

sexta-feira, abril 22, 2005

DURAN DURAN: cartaz oficial (afinal é este)



O nuno_45 enviou-me um e-mail dizendo que o cartaz não era este, que foi feito pelo Paulo Pereira, mas sim este, que acima se apresenta. Fica a correcção. Já agora, visitem a página do nuno_45, dedicada aos DD.

quinta-feira, abril 21, 2005

Se eu fosse um Duran...

Quem nunca deu por si, na fila do trânsito caótico no regresso a casa ou na repartição de finanças onde, a contra-gosto, se vai entregar o IRS ou ainda na sala de espera do dentista que impiedosamente se prepara para nos arrancar o último dente do siso - quem, numa destas situações, por exemplo, nunca se colocou a seguinte pergunta: e se eu fosse um Duran Duran? Quase todos vocês, claro (as excepções são aqueles que se questionam: e se eu fosse um Milli Vanilli?).

Esta sondagem que, a pouco mais de um mês da vinda dos fab five a Portugal, o QA 80 agora inicia pretende saber qual dos Duran Duran vocês gostariam de ser, se vos fosse dada a oportunidade. Ou então em qual gostariam de reencarnar numa outra vida. Força, aí. Soltem esse fantasma. Votem e justifiquem, caso tenhamos alguma a coisa a ver com isso, nos comentários.

Esta é a segunda sondagem sobre os Duran Duran. A primeira destinava-se a eleger a música preferida do período dos anos 80. Podem consultar os resultados aqui.

DURAN DURAN: um cartaz do concerto



Aqui está um cartaz do concerto que é o concretizar de um sonho para muitos de nós. Cliquem aqui para uma versão XL. Foi feito pelo Paulo Pereira, que faz parte do clube de fãs Duranies Portugal.

sábado, abril 16, 2005

FEARGAL SHARKEY

A good heart, these days, is hard to find So please be gentle with this heart of mine
Por muito que o Feargal Sharkey vos desperte as mais terríveis lembranças e mergulhe nos mais assustadores pesadelos, o Queridos Anos 80 tem uma missão a cumprir. Feargal, amigo, tens aqui um cantinho acolhedor. Até porque ele tem uma voz, no mínimo, peculiar, goste-se ou não. Até porque A Good Heart é uma boa canção, que é. Tem um ritmo dançante, que tem, sim senhor. E depois há o penteado, de fazer inveja a qualquer Cristina Caras-Lindas.
Nasceu a 13 de Agosto de 1958, em Londonderry, na Irlanda do Norte. Foi vocalista dos Undertones, banda que gravou Teenage Kicks, em 1978, e se extinguiu em 1983, ano em que se juntou a Vince Clarke (sim, esse mesmo, o dos Depeche Mode, dos Yazoo e Erasure) para formar os Assembly. Tiveram em Never, Never o seu único êxito. Em 1984, Feargal gravou Listen To Your Father, a solo pela primeira vez. No ano seguinte, surgiu o seu maior êxito, o tal que dizia que naquela altura era difícil encontrar um bom coração, A Good Heart, um original da belíssima Maria McKee (ex-Lone Justice).
O seu primeiro álbum, produzido pelo Eurhythmic Dave Stewart, foi bem recebido, mas o segundo, Wish (1988), já não. Feargal Sharkey, agora a viver nos EUA, não conseguia manter o nível a que A Good Heart lhe tinha permitido chegar e entrava oficialmente para o clube das one-hit wonders.
Na década de 90, gravou o álbum Songs From The Mardis Gras, antes de decidir trabalhar na música, agora ao nível administrativo. Trabalhou na editora discográfica, Polydor Records e, em 1998, foi escolhido para fazer parte da Radio Authority, a entidade que licencia e regula as rádios independentes do Reino Unido. No finalzinho da década recusou o convite para voltar a tocar com os Undertones.

sábado, abril 09, 2005

Safety Dance no seu telemóvel

É mais um toque de telemóvel para todos vós. Desta vez um excerto de Safety Dance dos Men Without Hats, Um exclusivo Queridos Anos 80!

(Se o link não funcionar, é favor avisar.)

sábado, abril 02, 2005

Passatempo: não vale um bilhete para os DD



Eu gostava de oferecer um bilhete para os Duran Duran a quem identificar o senhor da foto, mas não posso!

sexta-feira, abril 01, 2005

Dias das mentiras

Eu podia alinhar com a mania de alguns, neste 1 de Abril, e colocar aqui uma mentirazita tipo "Afinal os Duran Duran não vêm a Portugal, revelou hoje o site oficial, devido a complicações gástricas do vocalista Simon Le Bon, que tem exagerado no courato e no tintol nos últimos dias, tendo o manager da banda anunciado o cancelamento de toda a digressão europeia no sentido de dar tempo à recuperação de Simon numa das melhores clínicas de Paris". Mas não vou fazer isso. Até porque era de muito mau gosto.

Marco Paulo offline



Pensem no maior artista português da música ligeira dos anos 80. Exacto: Marco Paulo. Agora, façam uma pesquisa e ponham o Google a trabalhar em busca de Marco Paulo. Sim, eu também fiquei surpreendido, quiça até um pouco chocado: o grande artista de êxitos como Anita, Mais e Mais Amor, Morena, Morenita, e, claro, o mítico Eu Tenho Dois Amores - este artista que coleccionou discos de ouro e até inspirou Herman José na personagem do Serafim Saudade não tem site oficial na Internet! Nem ao menos um blogue a ele dedicado (como tem o grande rival José Cid!)! Vergonha! Ultraje! Horror!

Isto veio a propósito de uma amiga minha que me pediu a letra de Joana, um dos êxitos cantor, para incluir numa brincadeira de despedida de solteira. Procurei, procurei, vasculhei todos os cantinhos da net e nada! Ainda mal refeito do choque, lembrei-me que a minha excelsa mãezinha tinha a colectânea Maravilhoso Coração, e só assim pude conseguir o fantástico texto que, em jeito de homenagem, a seguir repoduzo:

Joana (1988)

Tão longe, contudo estivemos tão perto
O amor que julgámos tão certo
Foi um sonho mais que por mim passou

Um véu de brancura se arrastou
Junto do altar, ali ficou
Tu nem sabes bem quanto eu te quis
Com outro vais ser mais feliz
Aqui fiquei a recordar

(Refrão)
Oh Joana
Pensar que estivemos tão perto
Dos sonhos agora desperto
Só não quero ouvir o sim que dirás

Oh Joana
Recordo agora os momentos
Passaram nos meus pensamentos
Mas longe de mim sei que ficarás


Era um tempo bom cheio de paz
Como quem não espera a horas más
Tu eras menina e tão mulher
Como quem já sabe o que quer
Eu era apenas um rapaz

(Refrão)

quarta-feira, março 30, 2005

TIFFANY

I think we're alone now There doesn't seem to be anyone around



Tudo o que sempre quis saber sobre a Tiffany e nunca teve pachorra para perguntar. Cá vai:

Tiffany Renee Darwish nasceu a 2 de Outubro de 1971, nos EUA, e desde cedo mostrou as suas aptidões vocais (isto é relativo, como devem calcular). Foi como cantora country que a jovem Tiff deu os primeiros passos na música. Acompanhou gente famosa e a certa altura foi descoberta por um tal George Tobin. Este senhor, que era produtor/empresário, haveria de comandar e dominar a carreira da miúda nos anos seguintes.

Tiffany não tinha completado 16 anos quando surgiu o seu primeiro álbum, homónimo, de 1987, que contém aquelas duas canções de que todos ainda nos lembramos: I Think We’re Alone Now e Could’ve Been. A primeira foi mesmo o seu maior sucesso no nosso país. O teledisco (que podem recordar AQUI, se tiverem instalado o Real Player) mostrava imagens de Tiffany a cantar num centro comercial, sem palco, com o público à distância de um passo. Foi precisamente uma digressão em centros comerciais o modo encontrado para promover o seu álbum de estreia. Contam os relatos da altura que esta digressão teve um êxito estrondoso ao ponto de provocar autênticas enchentes e problemas graves de segurança nos concertos. Conhecida por “The Mall Girl” (a miúda do centro comercial), Tiffany viu a sua popularidade aumentar vertiginosamente. As miúdas imitavam o seu corte de cabelo, os rapazes até achavam piada àquela ruiva com voz de criança. Estava instalada a tiffanymania.

A loucura americana por esta jovem só encontrou paralelo no Japão, país que, nos anos 80, era um autêntico eldorado para muitos artistas. Podia-se não ter sucesso algum na Europa, podia-se nem sequer ser conhecido nos Estados Unidos – havia sempre o Japão. Ser grande no Japão não era difícil. Já diziam os Alphaville.
A Europa também recebeu Tiffany de braços abertos. Sinceramente não me lembro de alguma vez esta jovem ter pisado os nossos palcos, mas não seria de admirar que o Júlio Isidro a tenha apadrinhado no seu Passeio dos Alegres.

No meio desta tiffanymania, a cantora, ainda menor, lembrou-se um dia de pedir nos tribunais a sua emancipação legal em relação à sua mãe e ao seu padrasto. Estávamos em 1988. Considerada uma espécie de paradigma da jovem bem comportada, Tiffany surpreendeu meio-mundo americano com esta atitude. O seu principal objectivo era controlar o seu próprio dinheiro, que estava à mercê da sua mãe e de uma padrasto em quem não confiava. Na altura, os media exploraram até à exaustão o problema, lançando suspeitas sobre o seu empresário e vasculhando a vida da família. Tempos difíceis, pois então. Curiosamente, o tribunal negou a pretensão de emancipação, mas concedeu-lhe o controlo sobre as suas contas bancárias a autorizou-a a ir viver com a avó.

O segundo álbum, Hold An Old Friend's Hand, surgiu ainda em 1988, e teve como primeiro single nos EUA, All This Time. No estrangeiro, o primeiro single escolhido para lançamento foi Radio Romance. Sinceramente, não me recordo de qualquer uma destas duas canções, o que não deve servir de indicador de coisa nenhuma, pois o seu sucesso por todo o mundo e arredores continuou.

Num digressão americana, em 1989, teve como companhia nas primeiras partes dos concertos uns tais... não sei se conhecem... New Kids On The Block. Este facto revestiu-se de especial importância por boas e más razões: se, por um lado, deu uns beijos e sabe-se lá que mais com Jon Knight, um dos New Kids, por outro, acabou a digressão a fazer as primeiras partes desta boy-band, cuja popularidade, na altura, foi comparada, à dos Beatles nos anos 60. Conclusão: tudo tem o seu preço.

Ainda em 1989, Tiffany ainda arranjou tempo para fazer a voz de Judy Jetson, no filme de animação, The Jetsons: The Movie.

A década de 80 dava os últimos suspiros e, com ela, também a tiffanymania. No mínimio estranho para quem nem sequer tinha 20 anos.

Em 1990, então com 19 anos e afastada do seu produtor de sempre, George Tobin, Tiffany lançou o álbum New Inside, numa tentativa de dar um novo rumo à sua carreira. Esse rumo foi, no entanto, sempre a descer: o álbum passou totalmente despercebido. Os tempos de I Think We’re Alone Now já faziam parte da história e essa, como todos sabemos, nunca se repete. Nos anos seguintes, a ruiva voltou para o seu empresário, experimentou o mundo das drogas (como qualquer artista decadente que se preze), recuperou, casou-se e teve um filho.

Em 1993, lançou o álbum Dreams Never Die apenas na Ásia, o que faz deste LP uma autêntica raridade. Seguiu-se uma digressão bem sucedida. Os fãs asiáticos nunca a desiludiram. Pelo contrário, o seu empresário/produtor George Tobin deu-lhe uma facadinha nas costas ao gravar temas seus com outra banda, antes de voltarem a colaborar os dois. Já com novo empresário, em 1995, Tiffany lançou o best of, mais uma vez apenas na Ásia.



Os seus fãs europeus e americanos teriam de esperar até 2000 para verem, finalmente, um novo álbum de originais, intitulado The Color Of Silence. Em 2002, Tiffany aumentou o seu número de fãs ao surgir na edição de Abril da Playboy. Uma boa opção, na minha humilde opinião. Se não acreditam, procurem pela net, que as fotos andam por aí. Quem não ficou seu fã, de certeza, foi o seu marido, de quem se divorciou, após 10 anos de casamento. Em 2003 voltou aos palcos, ou melhor, aos pequenos palcos de discotecas, casinos e afins, tendo conhecido em Inglaterra o seu segundo marido, com quem casou no ano passado (2004).

Tiffany pode já ser apenas uma recordação teenager para a maioria de nós, mas a ruiva ainda anda por aí a cantar I Think We’re Alone Now.

sábado, março 26, 2005

Bands Reunited na VH1

Sábado, 26

12:00 Bands Reunited: The English Beat
13:00 Bands Reunited: Frankie Goes To Hollywood
14:00 Bands Reunited: ABC
15:00 Bands Reunited: Kajagoogoo
16:00 Bands Reunited: Flock Of Seagulls
17:00 So 80's
18:00 Bands Reunited: New Kids On The Block
19:00 Bands Reunited: Berlin
20:00 Bands Reunited: Scandal
21:00 Bands Reunited: Backstage Pass
22:00 Bands Reunited: Vixen

Domingo, 27

15:00 A-Z of the 80's

sexta-feira, março 18, 2005

DURAN DURAN: 24 de Maio no Coliseu dos Recreios!



O Queridos Anos 80 tem a honra de ser o primeiro blogue português dedicado à música dos anos 80 a emitir a partir da área metropolitana do Porto a anunciar em primeira mão a vinda a Portugal dos Duran Duran, mais propriamente ao Coliseu dos Recreios, no dia 24 de Maio. Vocês não vão faltar! Eu também não!

sexta-feira, março 11, 2005

Toque para telemóvel

O início de Wishing dos A Flock Of Seagulls. Clicar aqui. Se o link deixar de funcionar, façam o favor de avisar!

quarta-feira, março 09, 2005

What band from the 80s are you?

Acabei de saber que se eu fosse uma banda dos anos 80, seria os... Pixies! Façam também vocês o teste. É de borla.

Ah, encontrei o link no Escrita Fina.

thepixies.jpg
You rule. in 15 years, you won't be as known as you
are now, but most of the people that will know
you then will like you (or else I'll beat them
with a stick). You're nice to listen to.


What band from the 80s are you?
brought to you by Quizilla

terça-feira, março 08, 2005

O que elas têm em comum é...



O que Tiffany, Debbie Gibson e Belinda Carlisle têm em comum, para além de terem feito carreira musical com maior ou menor sucesso nos anos 80, é o facto de terem decidido posar para a Playboy após tantos anos de estagnação criativa.

Penso que não haverá melhor maneira de celebrar o Dia Internacional da Mulher do que prestar aqui homenagem a estas três meninas que decidiram revelar os seus atributos tal como vieram ao mundo. Em nome da arte, claro. Nada de exploração sexual da mulher na sua vertente “objecto-sexual”. Nada disso!

A primeira a desinibir-se foi Belinda Carlisle, materializando finalmente aquilo que vinha a repetir há anos: heaven is a place on earth. O céu é mesmo um lugar na terra, mais propriamente na edição de Agosto de 2001 da revista que-qualquer-homem-já-folheou-pelo-menos-uma-vez.

Seguiu-se-lhe, em Abril de 2002, Tiffany, a menina que cantava I think we're alone now. Nem quero imagina o que muito adolescente não fará sozinho com esta edição da Playboy.

Finalmente, na edição actual, de Março de 2005, surge Debbie Gibson, que, aos 34 anos, ainda parece uma teenager inconsciente. Ao contrário de Belinda e Tiffany, Debbie não teve direito à capa. Não se pode ter tudo.

O Queridos Anos 80 irá dedicar-se nos próximos dias a vasculhar a vida e a carreira musical destas três meninas. Apareçam.

sexta-feira, março 04, 2005

The Exploited

Third world countries starved of nutrition, Look to the west to end their starvation



Logo mais à noite, no Hard Club,(V. N. Gaia) os The Exploited não vão trazer grandes novidades para além daquela que já todos sabemos: o punk não morreu. OK, têm um álbum que data de 2003, cujo singelo título, Fuck The System, podia muito bem ser adoptado por alguns dirigentes da Superliga. Em 2004 editaram o primeiro DVD da sua carreira, intitulado Beat 'Em All, e a compilação dos seus maiores êxitos, 25 Years Of Anarchy & Chaos - The Best Of. Quem disse que a anarquia não pode, aqui e ali, colaborar com as leis do mercado audiovisual???

Com efeito, os Exploited estão vivos e tenho uma curiosidade tremenda de aparecer logo no Hard Club só para ver do que é feito o punk em pleno século XXI. Obrigações familiares e, valha a verdade, um certo receio pela minha integridade física (estes 34 aninhos querem-se bem conservadinhos) fazem-me desistir da ideia. Mas, contudo, todavia... nunca se sabe.

A minha relação com esta banda punk britânica começou por volta de 1985 com o álbum Horror Epics, cuja canção-título é para mim um dos grandes temas da década. Depois, tentei descobrir o que estava para trás, dentro das limitações financeiras próprias de um jovem urbano-depressivo de 15 anos que escrevia na capa da escola "Punk's Not Dead" e espetava o cabelo na esperança que o chamassem "punque".

Conheci o primeiro álbum da banda, Punk's Not Dead (claro!), de 1981, do qual fazia parte Sex And Violence, um tema indescritível, cuja letra não era mais do que a repetição até à náusea do título da música. Se tiverem a oportunidade de fazer o download da Net, não hesitem. Vale pela curiosidade.

Resta-me acrescentar a este artigo a necessária e sempre rigorosa vertente histórico-enciclopédica (ah, pois é):

Os The Exploited surgiram em 1980, em Edinburgh, capital da Escócia. A sua formação original era composta por: Wattie Buchan (voz), Big John Duncan (guitarra), Dru Stix (bateria) e Gary McCormack (baixo). A sua atitude sempre se destacou por uma forte crítica em relação às instituições políticas e sociais, cujos alvos predilectos eram, obviamente, os chefes de governo americano e britânico, Reagan e Thatcher, respectivamente. Os concertos da banda eram autênticos campos de batalha, durante os quais valia tudo menos tirar olhos. E daí... (estão a ver por que é que eu não acho boa ideia ir ao Hard Club?).

Durante duas décadas os The Exploited levaram com gás lacrimogéneo da polícia alemã, foram expulsos da Holanda, presos em Espanha, declararam as ilhas Malvinas (Falklands) como posse da coroa britânica enquanto actuavam na... Argentina. Enfim... a vida é bela e o punk faz parte dela.

Fica a discografia de álbuns:
Punk's Not Dead (1981)
Troops Of Tomorrow (1982)
Let's Start A War (1983)
Horror Epics (1985)
Death Before Dishonour (1987)
The Massacre (1990)
Beat The Bastards (1996)
Fuck The System (2003)

Duran Duran em Espanha

Ora aqui está uma notícia que pode transformar para melhor a existência dos fãs dos Duran Duran. O grupo de Simon Le Bon e companhia faz parte do cartaz do Summer Festival de Santander, dias 8 e 9 de Julho. Recebi a notícia por e-mail (obrigado, Luís Ventura) e podem lê-la aqui.

Entretanto corre por aí um boato dando conta da vinda do grupo a Portugal ainda este ano. Será?

quinta-feira, fevereiro 17, 2005

Sem tempo

Isto anda um bocado parado, mas o tempo tem-me virado as costas. Voltarei em breve com força.

terça-feira, fevereiro 15, 2005

Trinta e quatro

Porque é uma data importante, decidi partilhá-la convosco. Nasci há 34 anos. Obrigado, D. Gravelina e Sr. José, estou a gostar disto.

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

We've got tonight, who needs tomorrow?



No Dia dos Namorados, o QA80 encerra mais uma sondagem, também ela muito participada. Após 127 cliques, Kenny Rogers e Sheena Easton foram considerados "A Dupla Mailinda" com o tema We've Got Tonight. Fica bem neste dia e pode servir, quem sabe, de inspiração para alguns. Eu, por mim, recuso-me a festejar porque Dia dos Namorados é quando um homem quiser (e uma mulher também, já agora, que dá um certo jeito).

A classificação final ficou assim ordenada:

1. Kenny Rogers & Sheena Easton - 24% (31)
2. Peabo Bryson & Roberta Flack - 17% (22)
3. George Michael & Aretha Franklin e Shane McGowan & Kirsty McColl - 10% (13)
5. Kylie Minogue & Jason Donovan - 9% (12)
6. Bryan Adams & Tina Turner, Diana Ross & Lionel Richie e Bonnie Tyler & Todd Rundgren - 8% (10)
9. Joe Cocker & Jennifer Warnes - 3% (4)
10. Phil Collins & Marylin Martin - 2% (2)

segunda-feira, janeiro 24, 2005

Os meninos, as meninas e o amor

Todos ao monte e fé em Deus. É este o lema de mais uma sondagem com a marca de qualidade QA 80. O dia em que Cupido faz das suas está a chegar e eu proponho-vos a eleição da dupla "mailinda". Seja a canção em si, seja o parzinho que fica muito bem, seja aquilo que a canção nos disse num determinado momento da vida. Sejamos românticos. Não tenhamos vergonha de o dizer! Eis a lista! Votar é ali ao lado!

Kenny Rogers & Sheena Easton We’ve got tonight
George Michael & Aretha Franklin I knew you were waiting
Joe Cocker & Jennifer Warnes Up where we belong
Phil Collins & Marylin Martin Separate lives
Kylie Minogue & Jason Donovan Especially for you
Shane McGowan & Kirsty McColl A fairytale of New York
Bryan Adams & Tina Turner It’s only love
Peabo Bryson e Roberta Flack Tonight I celebrate my love
Diana Ross e Lionel Richie Endless love
Bonnie Tyler e Todd Rundgren Loving you’s a dirty job

Falta aqui aquele dueto que por acaso é o seu preferido? Não há problema! Proteste nos comentários! I'll handle it!

quarta-feira, janeiro 19, 2005

ROBERT PALMER

Your lights are on but you're not home, your mind is not your own



Robert Allen Palmer Iniciou-se na música em finais dos anos 60, ainda adolescente, mas foi na década seguinte que se tornou conhecido a nível internacional. Primeiro com os Vinegar Joe, até 1974, e depois numa carreira a solo que o iria levar com sucesso moderado até meados dos anos 80.

Em 1985, juntou-se a John Taylor, Andy Taylor (os dois dos Duran Duran) e Tony Thompson (Chic) para formar os Power Station. Some Like It Hot e Get It On são as canções de referência deste grupo, desde o início destinado a ser apenas um projecto para um álbum. A presença do grupo no Live Aid dá-se com um novo vocalista, uma vez que uma disputa judicial tinha levado à saída de Palmer alguns dias antes.



Foi em 1986, que uma só canção valeu por quase toda uma carreira. Estou a falar de Addicted To Love, que atingiu o primeiro lugar do top norte-americano, e cujo teledisco ficou para a história. Palmer fartou-se de ganhar prémios à custa desta canção. Em 1988 o sucesso voltou a bater-lhe à porta, desta vez com a canção Simply Irresistible. Na década de 90 Robert Palmer não conseguiu manter o nível de popularidade. Os Power Station regressaram em 1996 com um álbum que passou quase despercebido.

Morreu a 23 de Setembro de 2003, poucos meses depois de ter editado o seu último álbum, Drive. Se fosse vivo, faria hoje 56 anos.

sábado, janeiro 15, 2005

Fui às compras


Chama-se Louie Louie e é uma loja de discos recente na cidade do Porto virada para o vinil/CD/DVD usado. Esta loja, situada na Rua do Almada (perto da Pr. da República) está ligada à Carbono de Braga. No Porto, já existia a Piranha (C. Comercial Itália, na R. Julio Dinis), onde faço umas visitas de vez em quando em busca da raridade perdida. A Piranha não aposta tanto no vinil quanto a Louie Louie, mas tem mais raridades em CD.

Fui ontem até à loja cujo nome, apesar de ser tirado de uma música dos The Kingsmen (1963), me faz lembrar uma horripilante música dos Modern Talking. Gostei do espaço organizado e arejado. Gostei também dos preços. Há muita coisa que vale a pena e desconfio que nos próximos tempos vou passar por lá mais vezes. Encontrei por lá aquilo que pensei nunca vir a encontrar, a raridade das raridades: um álbum de uma senhora chamada Ilona Staller, editado 1979. Ah pois é, a Ciciollina foi uma grande artista! E não só nos filmes! (nota: não comprei o álbum)

Serve este post também para vos dar conta dos quatro CDs que comprei (e respectivos preços para que vejam o tipo de pechinchas que se arranja):


All About Eve
Unplugged
6.50 euros

Já tinha dois álbuns deles, mas este unplugged chamou-me à atenção. Sou fã da voz da Julianne Regan, pelo que um concerto acústico dos All About Eve é uma oportunidade excelente de a ouvir na sua plenitude. Este CD contém algumas das minhas preferidas tais como What Kind Of Fool, In The Clouds, Shelter From The Rain e Martha's Harbour.


The Icicle Works
The Best Of
7 euros

Já há muito que tinha vindo a vasculhar a net em busca de alguma coisa dos The Icicle Works para lá da canção Who Do You Want For Your Love. Daí que este best of tenha caído do céu. Já dei uma primeira audição oblíqua no CD e reconheci dois temas para além do anterior citado: Understanding Jane e Evangeline. A descobrir com tempo.


Then Jerico Mark Shaw Etc.,
Alive & Exposed
5 euros

Este CD é uma gravação ao vivo feita em 1992, em Londres, e reúne temas dos Then Jerico e de Mark Shaw Etc., o projecto do vocalista após a dissolução do grupo. Estão cá The Motive, Sugarbox e The Big Area. O CD inclui ainda excertos em vídeo deste concerto. Fiquei surpreendido pela qualidade da voz de Shaw ao vivo. A não ser que tenha havido "aperfeiçoamento" em estúdio, como já ouvi dizer que acontece com muitos álbuns supostamente ao vivo.


Material Voices
A Vocal Tribute To Madonna
7.50 euros

Este CD duplo foi uma grande surpresa para mim, não pelo tributo em si e a quem ele é dirigido, mas pelos artistas nele envolvidos. É um CD de 28 versões a explorar com muito tempo e paciência. Deixo aqui seis exemplos:
Heaven 17 - Holiday
Berlin - Live To Tell
Gene Loves Jezebel - Frozen
Ofra Haza - Open Your Heart
Sigue Sigue Sputnik - Ray Of Light
A Flock Of Seagulls - This Used To Be My Playground

quarta-feira, janeiro 12, 2005

RED BOX

where's the peace and understanding?



A década de 80 foi definitivamente o período das duplas musicais (não confundir com duplas românticas brasileiras originárias do Sertão com vasto cartel em Portugal). Foi uma fórmula de sucesso que produziu alguns dos melhores momentos pop da década e nem vale a pena estar aqui a perder tempo a citar exemplos.

Hoje decidi recuperar os senhores Simon Toulson-Clarke e Julian Close, que eram conhecidos como Red Box. Esta dupla emergiu de uns Red Box mais alargados que surgiram em 1982, nessa altura compostos por cinco elementos. O nome do grupo surgiu após alguns meses de doloroso sofrimento à procura de uma designação que só por si os pudesse catapultar para a fama. Tudo se precipitou quando alguém reparou numa caixa vermelha onde eles guardavam os microfones (esta caixa pertencia aos Slade, que se tinham esquecido dela num concerto). "Red Box", alguém, disse. E assim ficou.

Para quem ainda não está a ver bem a coisa talvez se recorde de dois temas de 1985 intitulados Lean On Me (Ah-Li-Ayo) e For America, que tiveram bastante sucesso no nosso país. For America tinha aquele refrão catchy "In America, urelei, urelei, urelei, urelei, urelei, urelei Ayei, urelei, urelei, urelei, urelei, urelei, USA". Ainda não? OK, eu não quero que vos falte nada.

Ambos os temas fizeram parte do álbum The Circle And The Square (1985), o único a merecer referência na curta carreira dos Red Box, durante a qual nunca conseguiram manter uma relação saudável com a Warner Bros. A editora sempre quis controlar a vida do grupo, quer através de intromissões nas suas opções musicais (não gostavam da sua vertente world music) até à concepção dos telediscos. Tudo serviu para tornar pouco pacífica a existência dos Red Box. No final do teledisco de Lean On Me, vê-se Julian a segurar um quadro onde está escrito "So There" (qualquer coisa como "Aí tens" ou "Cá está"), numa clara indirecta ao tipo que um dia os expulsou do seu gabinete quando o grupo lhe apresentou as suas ideias para o dito teledisco. Acontece.

Depois do álbum, o duo separou-se e Simon foi viver para Itália, num barco, onde pôde curtir a depressão à vontade. Regressaram em 1990, com o single Train. Este tema antecedeu o segundo álbum do grupo Motive, cujo sucesso foi basicamente... nenhum.

Actualmente, Julian é dono da sua própria editora e Simon tem uma banda chamada Plenty, apesar de já ter expressado o desejo de criar um terceiro álbum dos Red Box. Aguardemos.

quinta-feira, janeiro 06, 2005

Lusitânia Pop


Confesso a falha evidente neste pouco mais de um ano de existência e submeto-me humildemente à vossa punição: o Queridos Anos 80 não tem dado a atenção justa e merecida à música portuguesa dos anos 80. Para além de um artigo sobre Manuela Moura Guedes, nada mais. Faço o mea culpa e prometo discorrer sobre os caminhos da pop-rock nacional daqueles tempos. Até porque tenho muito para recordar. Já agora, e a propósito da temática, vale muito a pena visitar este site, para onde vos encaminharei algumas vezes ao longo deste texto.

Vem tudo isto a propósito do facto de hoje ter finalmente aberto um dos porta-luvas do meu carro para finalmente, com coragem, perceber que cassetes ali deixei esquecidas há mais ou menos dois anos. E digo com coragem porque nunca se sabe que tipo de seres estranhos se pode encontrar num porta-luvas esquecido há dois anos. De lá retirei um amontoado de cassetes, entre as quais estava esta preciosidade. Trata-se de uma gravação a que, num dos meus delírios criativos (não sei se também vocês tinham o hábito de dar nomes às vossas cassetes) dei o nome de Lusitânia Pop.

O lado A da cassete é o produto das gravações que fazia do programa de rádio cujo nome tenho quase a certeza que se chamava Banda Lusa e era apresentado pelo Pitta. Corrijam-me se estiver errado. Foi neste programa que comecei a tomar contacto com o que se ia fazendo na chamada música moderna portuguesa, um mundo ainda muito "underground", meio artesanal e bravio, no qual sobrava em genialidade o que faltava em meios. Devo fazer este tributo a este programa de rádio (talvez o Jorge Guimarães Silva possa acrescentar algo sobre isto), ao qual, a par do Blitz, devo quase tudo na minha educação musical (se assim lhe posso chamar). Mas falemos da cassete em questão.

O alinhamento deste lado A começa com duas canções dos Flávio Com F de Folha, uma banda do Algarve e que, no final da década, apresentava um som bastante British. Na altura chegaram a ir à televisão cantar estas duas músicas e tinham duas miúdas a dançar lá atrás. Os Flávio são exemplo claro da fulgurante criatividade (e nalguns casos excentricidade) a que os nomes das bandas podiam chegar. Não me lembro dos nomes destes dois temas. Apenas vos posso transcrever os primeiros versos de cada uma delas:

1. "Quem é que não quer / Ganhar sem perder / Neste carrossel / com sabor a mel / Sempre a rodar"
2. "Não vais levar o medo dos outros / de encontrar o muro / Não vais ficar com ódio dos outros / A sorrir no escuro"

Seguem-se os portuenses Bramassaji, com o tema Sombras Negras (a confirmar), um tema belíssimo cujo refrão diz "Sombras negras / Fazem-me lembrar alguém / Sombras negras / Fazem-me lembrar que não sou ninguém".

A canção número quatro é o já clássico "Mulheres Boas, comendo meloas / Mulheres feias, chupando lampreias" dos grandes Ena Pá 2000 (que dispensam apresentações).

Depois, tenho aqui os Sitiados num som ainda típico de "maquete", com ruído de fundo e tudo. Trata-se de uma canção de inspiração country cujo início diz assim: "Ai o mar, capitão, que está agitado / Ai o barco, capitão, que está a afundar / Ai os ratos, capitão, abandonam o navio". A certa altura João Aguardela vocifera "Não, não não, nunca me engano e raramente tenho dúvidas!". Onde é que eu já ouvi isto?

Os Ritual Tejo surgem a seguir com Lenda do Mar, do álbum Perto de Deus, que eu acabaria por adquirir em CD nos anos 90. Segue-se Alexandre Soares com o seu tema a solo mais conhecido, Luzes de Hotel, que fez parte do seu primeiro álbum a solo. Na altura impressionou-me o facto de ele ter gravado todo o álbum sozinho em casa.

A lado A termina com dois temas dos Ritual Tejo, registos ao vivo de Foram Cardos Foram Prosas e Saudade num qualquer evento que eu não consigo identificar. O vocalista Paulo Costa diz "Boa noite! Esta é especialmente para vocês aqui, junto ao Tejo, Foram Cardos Foram Prosas". Dá pelo menos para perceber que foi de noite e junto ao rio Tejo. Nada mau.

O lado B é ocupado por alguns temas da gravação do vinil de Registos de Música Moderna Portuguesa (1989), se não estou em erro, a úlima edição em vinil de uma colectânea do Rock Rendez Vous. A editora era a saudosa Dansa do Som, sem a qual a música pop-rock portuguesa não seria o que é hoje, digo eu.
O alinhamento na minha cassete é o seguinte:

1. Ânsia - Ritual Tejo
2. Atmosfera - TomCat
3. Desejo - Ecos da Cave
4. A Noite - Sitiados
5. À Noite - Falecido Alves dos Reis
6. Pelas Ruas da Cidade - Margem Sul

Deste álbum, deixei de fora por razões puramente de gosto pessoal os Agora Colora (Mátria) e a Quinta do Bill (Zézé). A úlima música deste lado da cassete é o fabuloso Flores do Vício, dos Der Stil, que fazia parte do 2º Volume de Música Moderna (1986). Nunca mais ouvi falar destes Der Stil.

E foi assim o meu dia: a ouvir esta Lusitânia Pop. Valeu a pena a viagem no tempo.

quarta-feira, janeiro 05, 2005

Tudo menos a rapariga



Apaixonei-me pelos Everything But The Girl por causa deste álbum. E já que estamos numa onda de vozes que emocionam, agora o exemplo é feminino a dá pelo nome de Tracey Thorn. Quanto ao nome deste duo britânico, ele foi "roubado" a uma loja de mobiliário em segunda mão que tinha um anúncio na montra que dizia: "for your bedroom needs, we sell everything but the girl" (para as suas necessidades de quarto, vendemos tudo menos a rapariga).

terça-feira, janeiro 04, 2005

Alguém por aí arranja?

Mais um e-mail, desta vez do Vítor Reis Machado, que consiste no seguinte:

Assunto: COMATEENS, RIP RIG AND PANIC e FLOAT UP CP

Corpo da mensagem:
"Meu caro,

Conhece alguém que venda, ou empreste, ou alugue discos dos COMATEENS, sobretudo o magnífico "Ghosts"?

E quanto aos RIP ("I'm Cold" e "Atittude") e aos FLOAT UP CP ("Kill me in the morning")?

Bom ano e agradecimentos antecipados.


Vítor Reis Machado
"

Espero sinceramente que alguém possa ajudar o Vítor, pois é também para isto que o QA80 existe. Eu não conheço nenhuma das bandas acima referidas, mas fiquei curioso. O próprio blogue do Vítor tem um texto sobre os Comateens que vale a pena ler.

segunda-feira, janeiro 03, 2005

O veneno "da" Alice

Há coisas que um homem não deve ter vergonha de admitir. Como por exemplo isto: quando era criança, jovem imberbe, pensava que Alice Cooper era uma mulher. Até porque todos os indícios apontavam para isso. Ora, se a senhora da mercearia se chamava Alice. Se a minha tia de Lisboa se chamava (e chama) Alice. Se até havia uma Alice no país das maravilhas. Por que raio Alice não haveria de ser uma mulher? É claro que o facto de, durante este período de trevas por que passou o meu conhecimento musical, nunca ter ouvido uma cançãozita sequer do "rocker" em questão é capaz de ter tido a sua influência. Digo eu, agora que passaram tantos anos.

Vem isto a propósito do teledisco que ontem à noite me fez desviar a atenção dos afazeres profissionais. A televisão "estava a dar" a VH1 e eis senão quando surge Poison, o único tema que eu conheço do Alice Cooper e logo uma enorme malha. Esta música surgiu já em 1989 - calma, por esta altura já eu sabia que o Alice Cooper os tinha bem no sítio -, no finalzinho da década, mas ainda preserva todos os clichés das baladas heavy-hair-metal ou que lhe queiram chamar.

sábado, janeiro 01, 2005

New Year's Day



Num mundo tão maltratado pela mão humana, resta-nos ainda a esperança. Os U2 cantaram-na em 1983. Hoje, ainda que em contextos diferentes, também nós a podemos cantar:

All is quiet on New Year's Day
A world in white gets underway
I want to be with you
Be with you night and day
Nothing changes on New Year's Day
On New Year's Day

I will be with you again
I will be with you again

Under a blood red sky
A crowd has gathered in black and white
Arms entwined, the chosen few
The newspapers says, says
Say it's true it's true...
And we can break through
Though torn in two
We can be one

I...I will begin again
I...I will begin again

Oh...
Maybe the time is right
Oh...maybe tonight...

I will be with you again
I will be with you again

And so we're told this is the golden age
And gold is the reason for the wars we wage
Though I want to be with you
Be with you night and day
Nothing changes
On New Year's Day