quarta-feira, outubro 05, 2005

THIS CHARMING MAN (I) - Bono e Hutchence na próxima eliminatória

Nada de estranho, na minha opinião, apesar da boa réplica dada por Astbury e McCulhoch.



A nova lista de cinco moçoilos já está online. Votem!

segunda-feira, outubro 03, 2005

THIS CHARMING MAN (I) - ponto de situação

A primeira eliminatória de aleição THIS CHARMING MAN está a decorrer com normalidade, sem distúrbios ou problemas de qualquer ordem. Os votantes respeitam-se mutuamente e, com uma ou outra excepção, mantêm o desnecessário sigilo na hora do voto. Até agora, já contámos 50 votos a tendência parece ser a de mandar Bono e Michael Hutchence para a eliminatória seguinte. Depois de um começo a meio gás, Bono assumiu a liderança com vigor, gritou "I Still Haven't Found What I'm Looking For" e desatou a correr por ali fora. Haverá poucas dúvidas de que chegará à meta em primeiro lugar. Quanto ao segundo lugar, até ontem a coisa piou fino, com Hutchence, Astbury e McCulloch muito próximos, degladiando-se por um lugarzinho na próxima ronda. Parece que já hoje, Michael Hutchence fartou-se de ter os outros dois "By My Side" e parece assumir a segunda posição com galhardia. Quarta-feira é dia de encerrar esta eliminatória e dar início à segunda. Até lá!

domingo, outubro 02, 2005

Lloyd Cole, Ermesinde, 1 de Outubro de 2005



E lá fui eu ver, mais uma vez, Lloyd Cole ao vivo (obrigado, Astronauta). Desta vez foi num espaço muito engraçado, em Ermesinde, no Parque Urbano Dr. Fernando Melo (isto não é campanha eleitoral, é mesmo o nome do parque). Ver Lloyd Cole ao vivo não é propriamente uma novidade, já que este rapaz tem-nos visitado assiduamente ao longo da sua carreira, primeiro com os Commotions, depois a solo. Nós não nos importamos nadinha.

O alinhamento foi semelhante àquele que, há um bom par de anos, Lloyd Cole cantou no Hard Club, em V.N.Gaia, ou seja, tudo quanto é/foi êxito na sua carreira de mais de 20 anos teve lugar nesta actuação. O concerto abriu com Are You Ready To Be Heartbroken e fechou com Forest Fire. Pelo meio houve Chelsea Hotel, a canção de Leonard Cohen que Lloyd gravou para o tributo I'm Your Fan. Num estilo muito sóbrio, com uma voz irrepreensível que chega a emocionar, acompanhada da fiel guitarra acústica, Lloyd Cole foi desfilando canções, e falando aqui e ali com as pessoas que lotavam o pequeno anfiteatro junto ao lago. Como podem ver pela foto, o palco ficou mesmo colado à água, emprestando um efeito lindíssimo à actuação.

Lloyd Cole é um tipo simples. E é também por isso que se gosta da sua música. Ali não há nada de artificial, de presunçoso. O homem é capaz de conseguir o falsete mais arrepiante da noite e logo a seguir de parar a música porque se enganou na nota, sorrir para o público e prosseguir como se nada tivesse acontecido.

No final disse: "Vocês sabem que o camarim fica um bocado longe, por isso não faz sentido eu sair agora, andar este caminho todo para ir ao camarim e voltar para tocar mais uma música. O melhor é tocar a música agora". E veio Forest Fire. Para terminar da melhor maneira que era possível imaginar.

sábado, outubro 01, 2005

Words Don't Come Easy (II)




Lua cheia na cidade
E a noite ainda era uma criança
Eu esfomeada de amor
Eu esfomeada de rambóia

Andava a perseguir-te
E eu era o isco
Quando te vi ali
Não pretendia hesitar

Esta é a noite
Esta é a noite
Este é o momento que tem de dar certo

(esta é a noite)
Toca-me, toca-me
Quero sentir o teu corpo
O teu coração batendo junto ao meu
(esta é a noite)
Toca-me, toca-me agora

Rápido como um clarão desapareceste na noite
Magoei-te, miúdo?
Não te tratei bem?
Fizeste-me sentir tão bem
Fizeste-me sentir eu mesma
Agora estou só e tu estás com alguém

Esta é a noite
Esta é a noite
Este é o momento que tem de dar certo

(esta é a noite)
Toca-me, toca-me
Quero sentir o teu corpo
O teu coração batendo junto ao meu
(esta é a noite)
Toca-me, toca-me agora
Toca-me, toca-me agora
Toca-me, toca-me agora

Emoções quentes e frias confundindo o meu cérebro
Não consegui decidir entre o prazer e a dor
Como uma vagabunda na noite
Eu implorava-te
Que tratasses do meu corpo como quisesses

Oh...
Oh, está a implorar-te

(esta é a noite)
Toca-me, toca-me
Quero sentir o teu corpo
O teu coração batendo junto ao meu
(esta é a noite)
Toca-me, toca-me agora
Toca-me, toca-me agora
Toca-me, toca-me agora

Dia Internacional da Música

Caros fanáticos da música em geral, amantes da música dos anos 80 em particular, hoje celebra-se o Dia Internacional da Música. O Queridos Anos 80 não deixa passar em claro a data, e partilha com todos vós este site. Bom proveito e vivá música!

quarta-feira, setembro 28, 2005

THIS CHARMING MAN - A eleição

O QA80 tem a honra de apresentar a eleição do artista masculino mais charmoso dos anos 80. Para título desta eleição lembrei-me da música This Charming Man, dos The Smiths. É mesmo isso que se pretende: escolher, de um universo de 50 nomes, o mais "charming", aquele que punha (ou ainda põe) os corações a palpitar, aquele rapazola com quem não se importaria de jantar à luz da vela, com vista para o mar. Os critérios a seguir nesta eleição são acima de tudo os vossos, claro. Desde o aspecto do rapaz, até à música que toca/canta, passando pela voz, maneira de ser (se a vossa condição de fãs chegar a esse ponto). Esta eleição é naturalmente dirigida para as meninas que visitam este blogue, mas todos podem participar. Aos machos empedernidos que começam a olhar de lado para este post, não vão embora, participem, pensem naquele gajo em quem gostariam de reencarnar e votem também. Ninguém vai saber, prometo.

O modo de funcionamento desta eleição vai ser o seguinte: 50 nomes vão ser sorteados por mim e colocados em 10 grupos de 5 (não estará presente o governo civl, mas podem confiar à vontade). Haverá 10 eliminatórias, das quais serão apurados para a fase seguinte os 2 nomes mais votados. Em seguida haverá novo sorteio para distribuir os 20 nomes por 4 grupos. Desses 4 grupos apurar-se-ão os 2 primeiros perfazendo um total de 8 que vão dividir-se em 2 grupos. Destes 2 grupos apurar-se-ão os 2 primeiros para a grande final. A votação vai ser colocada na coluna do lado. É lá que, durante uma semana, vão poder votar. As eliminatórias vão de 4ªfeira a 4ªfeira.

Aqui está a lista de 50 nomes, escolhidos após uma mega-sondagem pelos prédios da minha rua:

ANDREW RIDGELEY
ANDY BELL
BILLY IDOL
BONO
BOY GEORGE
BROS (um qualquer à escolha)
BRYAN ADAMS
BRYAN FERRY
BRUCE SPRINGSTEEN
DAVID BOWIE
DAVID GAHAN
FALCO
GEORGE MICHAEL
GLENN MEDEIROS
HOLLY JOHNSON
IAN ASTBURY
IAN MCCULLOCH
JIMMY SOMMERVILLE
JOHN TAYLOR
JON BONJOVI
LARRY MULLEN JR
LIMAHL
LIONEL RICHIE
LLOYD COLE
MARK SHAW
MARTI PELLOW
MARTIN GORE
MARTIN KEMP
MICHAEL HUTCHENCE
MICHAEL JACKSON
MICK HUCKNALL
MORRISSEY
MORTEN HARKET
NICK KAMEN
NICK RHODES
NIK KERSHAW
PAUL YOUNG
PHIL OAKEY
PRINCE
RICHIE SAMBORA
RICK ASTLEY
ROBERT PALMER
ROBERT SMITH
ROLAND GIFT
SIMON CLIMIE
SIMON LEBON
STEVE NORMAN
STING
TERENCE TRENT D'ARBY
TONY HADLEY

Assaltaram o QA80!

Este blogue está a usar a minha radio.blog. Não se faz.

(update: link retirado)

segunda-feira, setembro 26, 2005

Words Don't Come Easy (I)



Rapazes, Rapazes, Rapazes
Rapazes, Rapazes, Rapazes
Rapazes, Rapazes, Rapazes
Rapazes, Rapazes, Rapazes

O brilho do sol acabou
Por isso vem à cidade
Liberta o teu corpo
Aperta-me bem apertadinha
O meu amor esta noite
Diz-me que acreditas

Todos, amor de verão
Vais-te lembrar de mim
Todos, amor de verão
Sê meu amante, sê meu bébé

Rapazes, Rapazes, Rapazes
Procuro bons momentos
Rapazes, Rapazes, Rapazes
Preparem-se para o meu amor

Fica por perto
O sol põe-se
Bebé, estou-me a sentir bem
Arrisca
Com amor romance
Diverte-te hoje à noite

Todos, amor de verão
Vais-te lembrar de mim
Todos, amor de verão
Sê meu amante, sê meu bébé

Rapazes, Rapazes, Rapazes
Procuro bons momentos
Rapazes, Rapazes, Rapazes
Preparem-se para o meu amor

Rapazes, Rapazes, Rapazes
Procuro o bom momento
Rapazes, Rapazes, Rapazes
Estou pronta para o teu amor

Rapazes e raparigas no amor de verão
Amor de verão na praia hoje à noite
Diz olá, diz tu, diz eu, diz o quê
Todos têm carro
Não pares, não te mexas
Apenas ponho o teu corpo na onda
Eu disse olá, eu disse quem
Eu disse eu, eu digo tens de ir na onda

quinta-feira, setembro 22, 2005

"Naco" of the eighties



Na minha rua chamamos naco * (Ei, isto é uma metáfora!) a um espécime do tipo da senhora da foto. E não é por acaso que ela aparece no Queridos Anos 80: esta menina foi uma estrela cintilante da década dourada da pop. Por pouco tempo, é certo, mas foi. E eu gostava que vocês se pusessem a adivinhar. Ai o que eu gostava. Não deve ser difícil, apesar da foto ser actual.

* Naco: pedaço de qualquer coisa (sobretudo de pão)

quarta-feira, setembro 21, 2005

quarta-feira, setembro 14, 2005

Lennox & Stewart: o regresso dos Eurythmics


1985 e 2005: 20 anos separam estas imagens

A notícia é do cotonete e deixou-me capaz de soltar um sonoro e saudável YUPIII. Os Eurythmics voltaram a gravar juntos. São dois inéditos que vão fazer parte da colectânea Ultimate Eurythmics a editar no final deste ano. Os temas chamam-se I've Got A Life e Was It Just Another Love Affair?.

Não é a primeira colectânea da história dos Eurythmics, já que em 1991 foi editado um Greatest Hits, cujo alinhamento nada fica a perder em relação ao novo Ultimate, exceptuando, claro, os dois inéditos e I Saved The World Today e 17 Again, dois temas que fazem parte de Peace (1999), o seu último álbumd e originais. A nova colectânea não inclui os temas Sex Crime (1984), Don't Ask Me Why e Angel.

O alinhamento da nova colectânea é o seguinte:

1. I've Got A Life (inédito)
2. Love Is A Stranger
3. Sweet Dreams (Are Made Of This)
4. Who's That Girl?
5. Right By Your Side
6. Here Comes The Rain Again
7. Would I Lie To You?
8. There Must Be An Angel (Playing With My Heart)
9. Sisters Are Doin' It For Themselves com Aretha Franklin
10. It's Alright (Baby's Coming Back)
11. When Tomorrow Comes
12. Thorn In My Side
13. The Miracle Of Love
14. Missionary Man
15. You Have Placed A Chill In My Heart
16. I Need A Man
17. I Saved The World Today
18. 17 Again
19. Was It Just Another Love Affair? (inédito)

terça-feira, setembro 13, 2005

Closer

O Queridos Anos 80 está mais perto de si. Não, não vou abrir sucursais. Já tenho MSN Messenger, com o e-mail tarzanboy@netcabo.pt. Vamos lá. Perguntem por aquela música que o vosso irmão mais velho punha quando se fechava com a namorada no quarto ou por aquele artista de quem apenas se lembram do penteado. Ou simplesmente digam olá. Toca a adicionar aqui o tarzanboy.

quarta-feira, setembro 07, 2005

Dia da Independência do Brasil

Disseram-me que hoje se celebra o dia da independência do Brasil e eu lembrei-me imediatamente de duas bandas brasileiras que conheci nos anos 80 e que vim a descobrir lentamente até aos dias de hoje.


RPM

Os RPM, que conheci através do álbum Rádio Pirata Ao Vivo, surgiram em 1985 e têm como vocalista um nome conhecido das bandas sonoras de telenovelas: Paulo Ricardo. Persegui este Rádio Pirata Ao Vivo durante anos e só no ano passado, quando passei férias no Brasil, consegui finalmente comprá-lo numa edição especial em CD. Um álbum que aconselho para quem quiser conhecer a melhor pop/rock brasileira dos anos 80. Gosto muito do álbum no seu todo, mas a minha canção preferida chama-se Olhar 43.


Legião Urbana

Os Legião Urbana chegaram-me às mãos através de uma cassete de um amigo que tinha gravado o segundo álbum da banda, intituldado Dois. Imediatamente uma faixa me chamou à atenção, intitulada Índios, um tema fabuloso que nunca me canso de ouvir. Neste momento tenho toda a discografia da banda, mais uma vez graças à minha viagem ao Brasil. Os Legião Urbana já não existem pela triste razão de que o seu vocalista, Renato Russo, faleceu em 1996, vitimado pela SIDA.


É pena que nos anos 90 as editoras nunca tenham tido interesse em promover em Portugal estas duas bandas, preferindo optar por estilos de fácil comercialização e de gosto duvidoso.

segunda-feira, setembro 05, 2005

EDDY HUNTINGTON escreveu ao QA 80



Este é um dia histórico para o Queridos Anos 80. Não, não tenho a Kim Wilde aqui ao meu lado, não. Não, também não vou conhecer os Depeche Mode ao backstage do concerto de Fevereiro. Consegui, pela primeira vez, entrar em contacto com um artista dos anos 80. Ele chama-se Eddy Huntington, é aquele rapazola da foto do post "REGRESSO", e ficou conhecido pelo tema USSR, que já toca na radio blog ali ao lado. É só clicar e cantar seguindo a letra! Uau!

Foi ao visitar a sua página pessoal que me lembrei: e se eu mandasse um mail a este cromo? (Ó Eddy, "cromo" no bom sentido, ok?). E foi assim:

-------------------------------------
Hello, Eddy

First of all, let me tell you how honoured I am for talking to one of the icons of 80's Italo Disco music.

I'm from Portugal and I run a weblog called Queridos Anos 80 (http://dear80s.blogspot.com), which is about all the great music made in that golden decade. What I would like to ask from you are a few words for your Portuguese italo fans, now that so many years have passed since those hits such as USSR and Up & Down.

Thank you very much.

tarzanboy


(Olá, Eddy

Em primeiro lugar, deixa-me dizer-te que é uma grande honra para mim falar com um dos ícones do italo-disco dos anos 80.

Sou de Portugal e tenho um weblog chamado Queridos Anos 80, que é sobre toda a excelente música feita nessa década dourada. Gostaria de pedir-te algumas palavras para os teus fãs, agora que tantos anos passaram sobre êxitos como USSR e Up & Down.

Muito obrigado.

tarzanboy)

-------------------------------------

A resposta do Eddy:

-------------------------------------

Hi Tarzanboy

I reckon you like Baltimora too! Thanks for the mail. The years I spent in Portugal were fabulous, working with CBS and going up and down the country doing live shows and tv shows like the Disney show (amigos des disney, I think).
It's a long time since I was in Portugal though I drink lots of Portuguese wine (Vida Nova) and have friends and family who holiday there lots. The fans in Portugal were and I suppose are superb and I thank them for all of the fond memories I have of being welcomed in Portugal.

Thanks again

Eddy:)


(Olá, Tarzanboy

Constato que também gostas do Baltimora! Obrigado pelo teu mail. Os anos que passei em Portugal foram fabulosos, trabalhando com a CBS e correndo Portugal de cima a baixo a tocar ao vivo e em programas de Tv como o Disney Show ("Amigos des Disney", acho eu).
Já passou muito tempo desde que fui a Portugal embora beba muito vinho português (Vida Nova) e tenha amigos e familiares que passam férias aí. Os fãs em Portugal eram e acho que ainda são espectaculares e agradeço-lhes todas a boas recordações que guardo por ter sido tão bem recebido em Portugal.

Mais uma vez obrigado.

Eddy:))
-------------------------------------

quarta-feira, agosto 03, 2005

THE LOVER SPEAKS

I used to have demons in my room at night, desire, despair, desire, so many monsters

Há nomes de bandas que me fascinam. A sua música pode passar-me completamente ao lado, posso, inclusive, nem sequer ter escutado alguma vez uma nota sequer do som dessa banda. O nome não esqueço. Lembro-me, por exemplo, dos And Also The Trees (E Também As Árvores) ou então dos Mighty Lemon Drops (Poderosos Rebuçados de Limão). Já agora, acho que nunca ouvi nada dos primeiros, mas os segundos foram uma das minhas “bandas de adolescência”. Qualquer dia falo deles e do álbum World Without End.

Voltando à questão dos nomes, há aquelas bandas cuja designação é uma oração gramatical (aquilo que normalmente se conhece por frase). O exemplo mais flagrante são os Frankie Goes To Hollywood. A estes podemos acrescentar: Johnny Hates Jazz, Curiosity Killed The Cat, It Bites, Pop Will Eat Itself e... The Lover Speaks.

É sobre essa obscura banda, da qual pouco se sabe, chamada The Lover Speaks, a razão deste post. Antes de mais, ficam os meus amigos a saber que se tratava de um duo composto por David Freeman e Joseph Hughes, ex-membros de uma banda punk de finais dos anos 70 chamada The Flys. Decidiram criar o grupo em 1985 e dar-lhe a designação de The Lover Speaks a partir de um excerto do livro A Lover’s Discourse – Fragments, de Roland Barthes. O excerto diz: “And it is the lover who speaks and who says... I am engulfed…”. Começaram por enviar uma demo a Dave Stewart (Eurythmics), que, por sua vez, a enviou a Chryssie Hynde (Pretenders), que, por sua vez, a entregou ao produtor Jimmy Iovine. Um final feliz, pois Iovine viria a ser o produtor do álbum de estreia.



Esse album, homónimo, foi o único da carreira dos TLS e ficou na história da música pop graças a esse tema belíssimo chamado No More I Love You’s, que podem escutar, ali ao lado, na radio-blog QA80 (aqui têm a letra). Em 1995, a “deusa” Annie Lennox decidiu fazer uma versão do tema, mas, apesar de eu gostar muito da Annie, o original tem uma força muito difícil de igualar. E, curiosamente, apenas chegou ao 58º lugar do top do Reino Unido.

Quando perguntaram a David Freeman a sua opinião sobre a versão de Annie Lennox, ele respondeu: “Tanto eu como o meu contabilista gostamos muito da versão da Annie”. Eu, no lugar dele, não diria melhor: é que só passados 10 anos, graças à versão de Lennox, o original se tornou rentável...

Em 1988, o duo separou-se, apesar de ter finalizado a gravação do segundo álbum, The Big Lie, que nunca viria a ser editado devido a divergências com a editora. Depois da dissolução dos The Lover Speaks, David Freeman editou uma série de álbuns a solo através de editoras independentes e compôs música para outros artistas.

terça-feira, agosto 02, 2005

radio.blog

A radio.blog do Queridos Anos 80 é hoje inaugurada, depois de algumas dores de cabeça na configuração da coisa. Foi uma ideia que "tirei" do Planeta-Pop, que, caso não saibam, é um dos melhores blogs portugueses sobre música. A radio.blog é um serviço streaming, o que não possibilita o download da música.

A playlist da radio.blog QA 80 terá sempre 3 músicas, que estarão relacionadas com os posts mais recentes. Basta clicar uma vez na música e esperar que ela carregue. É claro que as ligações de banda larga estão em vantagem. Espero que apreciem.

terça-feira, julho 12, 2005

5 canções

O Freddy desafiou-me. Cá vão cinco cançonetas que, neste momento, me põem a reflectir sobre a beleza da vida, da natureza, das crianças, da amizade e da Carmen Electra, entre outras coisas.

A ordem "num tem nada a bêr":

>>> The Killers - Mr. Brightside
>>> Eskobar & Emma Daumas - You Got Me
>>> Lemar - If There's Any Justice
>>> Alter Bridge - Open Your Eyes
>>> Bee Gees - How Deep Is Your Love

As regras do jogo impõem que agora eu desafie cinco pessoas. Sendo assim, venon, Astronauta, Jorge Guimarães Silva, sónia e Pedro, considerem-se oficialmente desafiados a revelarem cinco músicas que estejam a ouvir com maior insistência por esta altura. Atenção que não são as vossas cinco músicas preferidas de sempre, mas aquelas que neste momento ouvem mais no carro, em casa, no trabalho, etc... O texto original diz assim:

«List five songs that you are currently digging. It doesn't matter what genre they are from, whether they have words or even if they're any good but they must be songs you're really enjoying right now. Post these instructions, the artist and the song in your blog along with your five songs. Then tag five other people to see what they're listening to.»

segunda-feira, julho 11, 2005

RUSS BALLARD



Neste passado fim-de-semana, andei por terras do Douro, entre churrascos e muita cerveja a acompanhar. O Douro está lindo como sempre, mas o céu por estes dias é cada vez mais um todo cinzento-acastanhado, devido aos fogos que um pouco por todo o lado vão teimando em aparecer. É óbvio que o Russ Ballard não tem culpa da saga pirómana que o nosso país atravessa, mas o que é certo é que o seu maior êxito, Fire Still Burns, pode muito bem já ter servido de inspiração a qualquer criminoso das nossas matas e pinhais. Só por isto, e ainda pela mania de nunca se separar dos óculos de sol, que lhe dão aquele ar de Cliff-Richard-de-esplanada-xunga, acho que o Russ deveria ser responsabilizado e chamado à barra dos tribunais.



Andei a pesquisar um pouco sobre este cantor. Nasceu em Inglaterra, em 1965, e foi líder dos Argent, uma banda dos anos 70, cujo maior êxito se chama God Gave Rock and Roll to You. A sua carreira a solo ocorreu em simultâneo com a actividade de compositor para vários artistas. Em 1986, surgiu então o álbum Fire Still Burns, que inclui a faixa com o mesmo nome.

sexta-feira, julho 08, 2005

Dia Mundial da Alergia



Não é Alegria, pessoal, é A-L-E-R-G-I-A. É hoje celebrado o primeiro Dia Mundial da Alergia. O QA80 revela uma das suas piores alergias musicais: os senhores da foto, mundialmente conhecidos por Modern Talking, ou Conversa Moderna, para quem não percebe inglês. Tiveram muito êxito por essa Europa fora, mas a culpa não é minha, juro-vos.

Quando ouço Modern Talking, posso apresentar um quadro clínico de ultra-irritação psico-fisiológica. Começam-se-me a aparecer na pele uma bolhas de tom rosado, que, aos serem espremidas, soltam um líquido verde-alface. As unhas dos pés desenvolvem cravos e as sobrancelhas ficam encaracoladas. Para além disso, tenho tendência a desenvolver os meus instintos mais sádicos e, então, não é estranho verem-me a colocar formigas no congelador e observar como gelam ao caminhar.

quinta-feira, julho 07, 2005

LONDON CALLING



London calling to the faraway towns
Now war is declared - and battle come down
London calling to the underworld
Come out of the cupboard,you boys and girls
London calling, now don't LECTURE us
Phoney Beatlemania has bitten the dust
London calling, see we ain't got no swing
'Cept for the reign of that truncheon thing

The ice age is coming, the sun is zooming in
Meltdown expected, the wheat is growing thin
Engines stop running, but I have no fear
Cause London is drowning - I live by the river

London calling to the imitation zone
Forget it, brother, you can go at it alone
London calling the zombies of death
Quit holding out - and draw another breath
London calling - and I don't wanna shout
But while we were talking I saw you running out
London calling, see we ain't got no high
Except for that one with the yellowy eyes

The ice age is coming, the sun is zooming in
Engines stop running, the wheat is growing thin
A nuclear error, but I have no fear
Cause London is drowning - I, I live by the river

Now get this
London calling, yes, I was there, too
An' you know what they said? Well, some of it was true!
London calling at the top of the dial
And after all this, won't you give me a smile?
London Calling

I never felt so much ALIVE ALIVE ALIVE ALIVE

segunda-feira, julho 04, 2005

Quem é ele?

Live 8 (VIII)

Os A-ha mostraram que ainda estão aí para as curvas, mas o Morten Harket dá-se mal com auriculares. Para além disso, tem uma postura em palco demasiado fria e distanciada. Não gostei.

Já a Annie Lennox mostrou por que razão é a minha voz feminina de eleição dos anos 80. Aquela interpretação de Why foi de se me arrepiar a espinha!

Live 8 (VII)

Os Pink Floyd não me aquecem, nem me arrefecem, mas reconheço que o Wish You Were Were é uma boa canção, que é, sim senhor. O momento foi histórico pela presença do Rogério Águas em palco, mas o senhor está acabadito, e a sua voz revela sinais preocupantes de extinção. Pior, pior foi o Brian Wilson, numa actuação algo... surreal.

(surreal: palavra muito em voga quando se quer dizer mal, mas de modo a não ferir os sentimentos das pessoas de bem)

Live 8 (VI)

Achei a Madonna numa forma excelente. Aquela mulher é mesmo uma senhora com H grande. E foi, talvez a par do Robbie Williams e dos Pink Floyd, o momento mais intenso do dia.

Live 8 (V)

O Bill Gates subiu ao palco, não para anunciar a oferta de software da Microsoft às escolas carenciadas de África, mas para ler, assim de soslaio, um texto com palavras muito "bonitas" e cheias de "significado". O texto até pode ser um bom texto, mas aquela imagem dele a olhar de lado para o monitor descredibiliza. A seguir, apresentou a insossa Dido, uma "apresentação feita em formato Windows XP", como disse o Pedro Ribeiro.

Mais naturais e convincentes nas suas declarações estiveram o Brad Pitt e a Angelina Jolie. Estão bem um para o outro, sim senhor.

Live 8 (IV)

Fiquei no mínimo furioso por não terem transmitido em directo a actuação de uma das minhas bandas preferidas do momento, os The Killers (que, já agora, têm muito de eighties). Por momentos senti um desejo incontrolável de esquartejar metodicamente o Pe. Vítor Melícias e o Fernando Girão (num sentido figurado, claro).

Live 8 (III)

Os Duran Duran tocaram benzinho, mas o público não foi na onda. Foi pena, porque estes tinham estado no outro e a cena era mais ou menos simbólica. No refrão de Save A Prayer, o Simon bem esticou o micro na direcção do povo, mas o povo não retribuiu. Ó Simon, no Coliseu dos Recreios nem precisavas de cantar!

PS - O John Taylor não tem outro casaco?

Live 8 (II)

Não tenho nada contra o senhor, mas o Bob Geldof pareceu-me assim um bocadito para o cadavérico, não? Ou serei eu a implicar com as segundas-feiras?

Live 8 (I)

O Pedro Ribeiro é, para mim, cada vez mais uma referência da rádio e da televisão. Tem a sobriedade necessária, à qual adiciona um sentido de humor perspicaz e desconcertante, tudo isto nos momentos certos. Foi pena a Margarida Pinto Correia, mas "prontos", não se pode ter tudo. Alguém se importa de dizer à senhora que Live Aid se pronuncia /laiv eid/ e não /laiv ed/? E, já agora, era mesmo necessária a forma como saiu aquela pergunta ao senhor de óculos? A pergunta foi: "Como é que lida com a impotência?".

domingo, junho 05, 2005

Dia Mundial do Ambiente



PIXIES
Monkey Gone To Heaven (1989)

There was a guy
An underwater guy who controlled the sea
Got killed by ten million pounds of sludge
From New York and New Jersey

This monkey's gone to heaven (x4)

The creature in the sky
Got sucked in a hole
Now there's a hole in the sky
And the ground's not cold
And if the ground's not cold
Everything is gonna burn
We'll all take turns
I'll get mine, too

This monkey's gone to heaven (x4)

Rock me Joe

If man is 5 (x3)
Then the devil is 6 (x4)
And if the devil is six
Then god is 7 (x3)

This monkey's gone to heaven (x4)

quinta-feira, junho 02, 2005

TONY HADLEY (45)



Se me perguntassem os nomes dos cinco melhores cantores dos anos 80, talvez levasse algum tempo a escolher, mas Tony Hadley teria lugar cativo entre os eleitos. Não há volta a dar: o ex-vocalista dos Spandau Ballet canta "pró mundial", como se diz aqui na minha rua.

Tony Hadley completa hoje 45 anos. Fundou os Spandau Ballet em 1978, com Martin Kemp, Gary Kemp, John Keeble e Steve Norman. Durante a década de 80, lideraram a pop mundial na sua vertente "new romantic", tendo "apenas" como grandes rivais uns tais de Duran Duran... (isto para falar de bandas com mais de 3 elementos).


O cabeleireiro destes gajos é um show!

Em 1990, os Spandau Ballet "eram" e Tony Hadley seguiu o seu caminho a solo, mas sem nunca atingir o sucesso da ex-banda. Começou por gravar The State Of Play, em 1992. Fundou a sua própria empresa discográfica e lançou o single Build Me Up (1986). Em 1997 lançou um álbum homónimo que mistura versões e originais. Entre as versões encontram-se Save A Prayer (Duran Duran), Wonderful Life (Black), Slave To Love (Bryan Ferry) e Woman In Chains (Tears For Fears). Para ouvir um bocadinho de cada, é favor clicar aqui e depois no álbum Tony Hadley.

Seguiu-se um álbum ao vivo chamado Obsession (2000) e ainda no mesmo ano, lançou Debut, um duplo que apresenta a sua primeira prestação a solo na alemanha. A sua actividade musical tem-se estendido à música de dança, em colaborações com vários Djs. De igual modo, mantém uma actividade ao vivo bastante assídua, sendo que John Keeble, o baterista dos Spandau, faz parte da sua banda actual. Em 2004 e 2005 lançou os registos CD/DVD das digressões que efectuou com os Go West e Martin Fry (ABC) respectivamente.

Hadley já visitou o nosso país por mais do que uma vez, mas quem tiver vontade de o revisitar ao vivo e estiver para os lados de Espanha pode assistir a um dos concertos da digressão espanhola que vai juntar Tony Hadley, Go West, ABC e Paul Young. As datas e as cidades confirmadas (há outras por confirmar) são as seguintes:
30 de Junho - Pavilhão Olímpico de Badalona (Barcelona)
1 de Julho - Múrcia
4 de Julho - Alicante
5 de Julho - Valencia
7 de Julho - Madrid

"Se eu fosse um Duran..." era JOHN TAYLOR



Eu tinha um palpite que o John Taylor acabaria por ser eleito como o membro dos Duran Duran no qual não nos importaríamos de reencarnar numa futura existência. E só encontro uma razão para tal resultado: AS GAJAS! ELE CONTROLA AS GAJAS TODAS! O motivo é um bom motivo, não haja dúvida. É curioso que o primeiro lugar andou durante muito tempo bastante incerto, com mudanças constantes, mas foi a partir do concerto no Coliseu dos Recreios que John Taylor "se chegou à frente" e Nick Rhodes abandonou a luta pelo primeiro lugar. Haverá alguma relação?

Esta sondagem serviu também para confirmarmos o fosso existente entre John Taylor, Simon Le Bon e Nick Rhodes e os outros dois. Quase que me atreveria a dizer que Roger e Andy seriam perfeitamente dispensáveis, mas não o digo por receio de represálias das facções mais duras dos Duranies. Há clubes de fãs com quem nos podemos meter, mas não com os Duranies, que são uns durões.

Muito obrigado pelas participação (241 votos!) e aqui fica a classificação final:

1. John Taylor - 33% (80 votos)
2. Simon Le Bon - 31% (75)
3. Nick Rhodes - 25% (61)
4. Roger Taylor - 6% (15)
5. Andy Taylor - 4% (10)

quarta-feira, maio 25, 2005

Ontem, Duran Duran, no Coliseu (ou as "careless memories" de quem ainda não acredita)



Esta é a melhor foto do concerto de ontem à noite dos Duran Duran no Coliseu dos Recreios pela simples razão que fui eu que a tirei com o meu telemóvel. É minha e de mais ninguém. Por isso é a melhor. Para além disso vê-se perfeitamente ao centro o Simon Le Bon a cantar, ao seu lado esquerdo, com o braço no ar, o John Taylor, algures do seu lado direito, o Andy Taylor de óculos escuros, lá atrás, do lado esquerdo, o Roger Taylor na bateria, e do lado direito o Nick Rhodes de branco. Ah, e como podem ver, os focos por cima do palco funcionaram muito bem. Melhor visão não há.

Os Duran Duran estão em excelente forma. E nem mesmo o pormenor do Simon, no início, ter virado as costas ao público para apertar a braguilha, ou a sua azelhice na matemática, ou a sua falta de queda para a dança pode ensombrar a prestação. A sua voz está 5 estrelas. Nem mesmo a camisa toda suada do John Taylor no final, em contraste com o estilo evidenciado no início (bonito casaco!). Nem mesmo a pose de rockeiro pós-junkie de Andy Taylor. Nem mesmo a ausência de Electric Barbarella e Is There Something I Should Know da lista. Os Duran Duran deram show e deixaram em todos nós a sensação de que o tempo (quase) não passou. "We are a family, I've got all my brothers with me", cantou Simon, e com razão.

segunda-feira, maio 23, 2005

É amanhã!



16:30 - Sair do trabalho, ir a casa trocar de roupa e pôr um penteado à Nick Rhodes (uma destas é mentira, adivinhem lá). Não esquecer os CDs para a viagem. Colectâneas eighties, de preferência + o Greatest Hits dos DD, obrigatório. Ah, e as sandes, as bolachas, os sumos e os achocolatados.

17:30 - Ir buscar a miúda ao trabalho e rumar a Lisboa. Trocar de carro, o gasóleo é mais em conta. Sair pela Ponte da Arrábida. Cuidado com os radares. Juízo.

20:30 - Chegar a Lisboa, procurar o Coliseu e lugar para estacionar, necessariamente por esta ordem.

21:00 - Início do concerto. Tentar chegar lá à frente. Se não der, paciência, 1.84m dá perfeitamente para ver os atacadores do John Taylor. O pior é a miúda. Cavalitas? Humm, a ciática dá cabo dum gajo e o pessoal começa a mandar bocas.

23:00 - Comprar água urgentemente e pensar em regressar a casa. Amanhã é dia de trabalho. Pôr o Greatest Hits dos DD. Prolongar o sabor do concerto.

quarta-feira, maio 18, 2005

Ícones do Festival (2) - JOHNNY LOGAN



Continuando a saga pelos ícones do Festival da Canção, impunha-se falar do rapaz com nome de uísque. Não sei se por detrás deste nome artístico estará um mais ou menos mal disfarçado contrato publicitário ou se a imaginação do rapaz não deu para mais. Uma coisa é certa: Seán Patrick Michael Sherrard escolheu Johnny Logan para singrar na música (e sangrar os nossos ouvidos) e não há volta a dar.

Talvez estejamos perante o artista mais premiado dos festivais da eurovisão. Festivaladas é com ele: ganhou em 1980, interpretando a canção What's Another Year. Voltou a ganhar em 1987, cantando o famoso e xaroposo Hold Me Now. Como não há duas sem três, ganhou mais uma vez, desta vez como compositor, em 1992, com a canção Why Me, interpretada por uma tal Linda Martin. Teve ainda um segundo lugar, em 1984, como compositor para a mesma cantora.

Nos anos em que venceu como intérprete, as representações portuguesas estiveram a cargo de José Cid (7º lugar, com Um Grande, Grande Amor, em 1980) e os Nevada (18º lugar, com Neste Barco À Vela, em 1987)



Todo este sucesso foi obtido em nome da Irlanda, país para onde foi viver aos 3 anos de idade, uma vez que nasceu na Austrália, fez na passada semana (13 de Maio), 51 anos. O seu pai era um famoso tenor irlandês que chegou a cantar na Casa Branca, perante vários presidentes americanos. O pequeno Johhny começou a compor aos 13 anos, enquanto acompanhava o pai nas suas digressões.

Actualmente, Johnny Logan tem-se dedicado a participações televisivas em várias tvs europeias. Em 2004 e 2005 participou no festival da canção da Holanda como compositor. O bichinho dos festivais, pelos vistos, continua lá. Por mim tudo bem, desde que o bicharoco não venha cá para fora.

segunda-feira, maio 16, 2005

Ícones do Festival (1) - SANDRA KIM



A 3 de Maio de 1986, na Noruega, uma chavala de 13 anos e seis meses fazia história na eurovisão e ganhava o primeiro prémio do festival. A música chamava-se J'Aime La Vie e a miúda tinha o nome artístico de Sandra Kim. Em Portugal, tinhamos a Maria Armanda, que não passou da fase "Eu Vi Um Sapo".

De ascendência italiana, Sandra Calderone nasceu a 15 de Outubro de 1972 em Montegnée by Luik, na Bélgica. Como é costume, nestes casos, a sua carreira musical foi bastante precoce, pois começou a cantar "a sério" desde os 7 anos, incentivada pelos pais, que eram músicos. Ainda criança, fez parte dum grupo infantil tipo-OndaChoc-Ministars, mas com um nome menos ridículo: Musiclub.



No Festival Eurovisão de 1986, a sua canção J'Aime La Vie obteve pontos de todos os países, e continha na sua letra uma mentira que a muitos passou despercebida: apesar de dizer "Moi j'ai 15 ans", Sandra tinha na realidade apenas 13. Ai a marota. Toda a gente parece ter gostado daquela vozinha infantil de registo muito agudo que quase furava os tímpanos naquela parte do "Uooooooouuuoooooooohhh". Vocês sabem da parte de que estou a falar. Já agora, cumpre-me informar que, na edição ganha pela Sandra Kim, Portugal foi magnificamente representado pela Dora e as suas botas inesquecíceis, com o seu Não Sejas Mau Para Mim.

Nos anos 90 Sandra Kim continuou a sua carreira musical, sem grande sucesso e, talvez por isso, iniciou a de apresentadora de televisão. Em 1994 casou-se com Olivier Gérard, o técnico de som dos seus concertos. O casamento durou pouco mais de um ano. Na Bélgica comparam-na a Barbra Steisand e a Celine Dion, o que não abona nada a seu favor. Chegou mesmo a gravar uma versão de My Heart Will Go On, aquela xaropada do Titanic. Em 2001, gravou J'Ai Pas Fini De T'Aimer, uma versão em francês de outra xaropada: I Just Can't Stop Loving You, do senhor Wacko Jacko. De xaropada em xaropada, com Sandra Kim, até ao abismo final!

Aos 33 anos, vai no segundo casamento e, ao que parece, ainda ama a vida.

Clique aqui para ouvir 30 segundos de J'Aime La Vie.

sexta-feira, maio 13, 2005

Bem-vindo ao CIDD

Você veio aqui parar porque lhe disseram que o melhor blogue sobre a música dos anos 80 num raio de 30 km a partir do Porto se chama Queridos Anos 80. Para além disso, e apesar de você não ligar muito à música em geral (mas sabe que os U2 e o Tony Carreira existem), disseram-lhe que aqui se fala de muitos artistas que fizeram muito, algum ou nenhum furor na década em que você via o Conan, o Rapaz do Futuro, a A-Team e esperava ansiosamente o dia do Festival da Eurovisão da Canção como quem realiza um dos principais objectivos da existência.

Um amigo disse-lhe que os Duran Duran vêm cá a Portugal, o que lhe provocou um "ah!" de surpresa, seguido da pergunta: "Mas esses tipos ainda existem?". Existem, sim senhor, e mais: ainda tocam instrumentos e têm um álbum chamado Astronaut, que foi lançado recentemente. Você responde "Ah, mas do que eu gostava era das antigas - o "Say A Prey" ou o "Planet Hart"... ou aquela muito gira do teledisco dos bichos e cenas assim... o "While Boys"" A pessoa com quem está a falar finge não reparar nos títulos errados das músicas e faz a promessa mental de lhe oferecer o Greatest Hits dos DD nos seus anos. Mas você volta à carga: "E o vocalista... o Simon... Paul Simon... Né? Ganda voz, pá... E o tipo do piano, aquele que se pintava todo, acho que era um pouco gay, não era?". O seu amigo já fez o cancelamento mental da oferta de anos e prepara-se para dizer que está atrasado para o body-pump. Mas você, embalado pela oportunidade de mostrar toda a sua sabedoria musical, insiste: "Se eles tocassem o True, pá, aquela balada gira... se eles tocassem o True, até ia vê-los, acredita!". O seu amigo, vermelho de fúria, corrige-o: "O True é dos Spandau Ballet, pá!". "Ei, pois é, que confusão aqui vai na minha cabeça! Eles até são de décadas diferentes, né?"

Pois é, você precisa de um CIDD (Curso Intensivo de Duran Duran), e só aqui, no Queridos Anos 80, lhe é dada essa oportunidade. Intale-se confortavelmente na sua cadeira, ponha o Greatest Hits dos Duran Duran a tocar e clique nos links que estão abaixo.

Duran Duran - parte 1
Duran Duran - parte 2
Duran Duran - parte 3

quinta-feira, maio 05, 2005

Dia Mundial do Trânsito



Lembrei-me de comemorar este dia com a versão de Route 66 dos Depeche Mode. Surgiu em 1987, como B-side do single Behind The Wheel. Curtam o som (quem puder).

Well if you ever plan to motor west
Travel my way, take the highway that’s the best
Get your kicks on route 66

Well it winds from chicago to la
More than two thousand miles all the way
Get your kicks on route 66

Well it goes to st. louis, down to missouri
Oklahoma city looks oh, so pretty
You’ll see amarillo, gallup, new mexico
Flagstaff, arizona, don’t forget wynonna
Kingman, barstow, san bernardino

If you get hip to this kind of trip
I think I’ll take that california trip
Get your kicks on route 66

quarta-feira, maio 04, 2005

The Outfield

I ain't got many friends left to talk to Nowhere to run when I'm in trouble



Ora aqui está uma banda totalmente irrelevante para a maioria de nós. Isto até ao momento em que ouvimos Your Love e caímos na real: cum caneco, como o tempo passa! A partir deste momento os Outfield podem continuar a ocupar o cantinho da nossa indiferença, mas a consciência de que estamos a envelhecer acabou de nos estragar o dia. O remédio não existe, mas sempre podem continuar a ler este texto.

Os Outfield surgiram em Londres e no início chamavam-se The Baseball Boys. O próprio termo outfield está relacionado com o baseball, parecendo haver aqui uma fixaçãozita pelo dito desporto.

Os Outfield eram Tony Lewis (voz e baixo), John Spinks (teclas e guitarra) e Alan Jackman (bateria). Em 1985 lançaram o primeiro álbum, Play Deep, do qual faz parte o seu maior êxito de sempre, Your Love. Deste álbum lembro-me ainda de All The Love.


O teledisco de Your Love

Dos álbuns seguintes não reza a história aqui para os meus lados, mas fica a referência: Bangin' (1987), Voices Of Babylon (1988), Diamond Days (1990, que já inclui o novo baterista, Simon Dawson), Rockeye (1992), It Ain't Over (1998, edição apenas para o clube de fãs), Extra Innings (1999) e Any Time Now (2004).

Como podemos verificar através do site oficial os Outfield ainda andam por aí e colocaram o seu último disco à venda na Internet.

sexta-feira, abril 22, 2005

DURAN DURAN: cartaz oficial (afinal é este)



O nuno_45 enviou-me um e-mail dizendo que o cartaz não era este, que foi feito pelo Paulo Pereira, mas sim este, que acima se apresenta. Fica a correcção. Já agora, visitem a página do nuno_45, dedicada aos DD.

quinta-feira, abril 21, 2005

Se eu fosse um Duran...

Quem nunca deu por si, na fila do trânsito caótico no regresso a casa ou na repartição de finanças onde, a contra-gosto, se vai entregar o IRS ou ainda na sala de espera do dentista que impiedosamente se prepara para nos arrancar o último dente do siso - quem, numa destas situações, por exemplo, nunca se colocou a seguinte pergunta: e se eu fosse um Duran Duran? Quase todos vocês, claro (as excepções são aqueles que se questionam: e se eu fosse um Milli Vanilli?).

Esta sondagem que, a pouco mais de um mês da vinda dos fab five a Portugal, o QA 80 agora inicia pretende saber qual dos Duran Duran vocês gostariam de ser, se vos fosse dada a oportunidade. Ou então em qual gostariam de reencarnar numa outra vida. Força, aí. Soltem esse fantasma. Votem e justifiquem, caso tenhamos alguma a coisa a ver com isso, nos comentários.

Esta é a segunda sondagem sobre os Duran Duran. A primeira destinava-se a eleger a música preferida do período dos anos 80. Podem consultar os resultados aqui.

DURAN DURAN: um cartaz do concerto



Aqui está um cartaz do concerto que é o concretizar de um sonho para muitos de nós. Cliquem aqui para uma versão XL. Foi feito pelo Paulo Pereira, que faz parte do clube de fãs Duranies Portugal.

sábado, abril 16, 2005

FEARGAL SHARKEY

A good heart, these days, is hard to find So please be gentle with this heart of mine
Por muito que o Feargal Sharkey vos desperte as mais terríveis lembranças e mergulhe nos mais assustadores pesadelos, o Queridos Anos 80 tem uma missão a cumprir. Feargal, amigo, tens aqui um cantinho acolhedor. Até porque ele tem uma voz, no mínimo, peculiar, goste-se ou não. Até porque A Good Heart é uma boa canção, que é. Tem um ritmo dançante, que tem, sim senhor. E depois há o penteado, de fazer inveja a qualquer Cristina Caras-Lindas.
Nasceu a 13 de Agosto de 1958, em Londonderry, na Irlanda do Norte. Foi vocalista dos Undertones, banda que gravou Teenage Kicks, em 1978, e se extinguiu em 1983, ano em que se juntou a Vince Clarke (sim, esse mesmo, o dos Depeche Mode, dos Yazoo e Erasure) para formar os Assembly. Tiveram em Never, Never o seu único êxito. Em 1984, Feargal gravou Listen To Your Father, a solo pela primeira vez. No ano seguinte, surgiu o seu maior êxito, o tal que dizia que naquela altura era difícil encontrar um bom coração, A Good Heart, um original da belíssima Maria McKee (ex-Lone Justice).
O seu primeiro álbum, produzido pelo Eurhythmic Dave Stewart, foi bem recebido, mas o segundo, Wish (1988), já não. Feargal Sharkey, agora a viver nos EUA, não conseguia manter o nível a que A Good Heart lhe tinha permitido chegar e entrava oficialmente para o clube das one-hit wonders.
Na década de 90, gravou o álbum Songs From The Mardis Gras, antes de decidir trabalhar na música, agora ao nível administrativo. Trabalhou na editora discográfica, Polydor Records e, em 1998, foi escolhido para fazer parte da Radio Authority, a entidade que licencia e regula as rádios independentes do Reino Unido. No finalzinho da década recusou o convite para voltar a tocar com os Undertones.

sábado, abril 09, 2005

Safety Dance no seu telemóvel

É mais um toque de telemóvel para todos vós. Desta vez um excerto de Safety Dance dos Men Without Hats, Um exclusivo Queridos Anos 80!

(Se o link não funcionar, é favor avisar.)

sábado, abril 02, 2005

Passatempo: não vale um bilhete para os DD



Eu gostava de oferecer um bilhete para os Duran Duran a quem identificar o senhor da foto, mas não posso!

sexta-feira, abril 01, 2005

Dias das mentiras

Eu podia alinhar com a mania de alguns, neste 1 de Abril, e colocar aqui uma mentirazita tipo "Afinal os Duran Duran não vêm a Portugal, revelou hoje o site oficial, devido a complicações gástricas do vocalista Simon Le Bon, que tem exagerado no courato e no tintol nos últimos dias, tendo o manager da banda anunciado o cancelamento de toda a digressão europeia no sentido de dar tempo à recuperação de Simon numa das melhores clínicas de Paris". Mas não vou fazer isso. Até porque era de muito mau gosto.

Marco Paulo offline



Pensem no maior artista português da música ligeira dos anos 80. Exacto: Marco Paulo. Agora, façam uma pesquisa e ponham o Google a trabalhar em busca de Marco Paulo. Sim, eu também fiquei surpreendido, quiça até um pouco chocado: o grande artista de êxitos como Anita, Mais e Mais Amor, Morena, Morenita, e, claro, o mítico Eu Tenho Dois Amores - este artista que coleccionou discos de ouro e até inspirou Herman José na personagem do Serafim Saudade não tem site oficial na Internet! Nem ao menos um blogue a ele dedicado (como tem o grande rival José Cid!)! Vergonha! Ultraje! Horror!

Isto veio a propósito de uma amiga minha que me pediu a letra de Joana, um dos êxitos cantor, para incluir numa brincadeira de despedida de solteira. Procurei, procurei, vasculhei todos os cantinhos da net e nada! Ainda mal refeito do choque, lembrei-me que a minha excelsa mãezinha tinha a colectânea Maravilhoso Coração, e só assim pude conseguir o fantástico texto que, em jeito de homenagem, a seguir repoduzo:

Joana (1988)

Tão longe, contudo estivemos tão perto
O amor que julgámos tão certo
Foi um sonho mais que por mim passou

Um véu de brancura se arrastou
Junto do altar, ali ficou
Tu nem sabes bem quanto eu te quis
Com outro vais ser mais feliz
Aqui fiquei a recordar

(Refrão)
Oh Joana
Pensar que estivemos tão perto
Dos sonhos agora desperto
Só não quero ouvir o sim que dirás

Oh Joana
Recordo agora os momentos
Passaram nos meus pensamentos
Mas longe de mim sei que ficarás


Era um tempo bom cheio de paz
Como quem não espera a horas más
Tu eras menina e tão mulher
Como quem já sabe o que quer
Eu era apenas um rapaz

(Refrão)

quarta-feira, março 30, 2005

TIFFANY

I think we're alone now There doesn't seem to be anyone around



Tudo o que sempre quis saber sobre a Tiffany e nunca teve pachorra para perguntar. Cá vai:

Tiffany Renee Darwish nasceu a 2 de Outubro de 1971, nos EUA, e desde cedo mostrou as suas aptidões vocais (isto é relativo, como devem calcular). Foi como cantora country que a jovem Tiff deu os primeiros passos na música. Acompanhou gente famosa e a certa altura foi descoberta por um tal George Tobin. Este senhor, que era produtor/empresário, haveria de comandar e dominar a carreira da miúda nos anos seguintes.

Tiffany não tinha completado 16 anos quando surgiu o seu primeiro álbum, homónimo, de 1987, que contém aquelas duas canções de que todos ainda nos lembramos: I Think We’re Alone Now e Could’ve Been. A primeira foi mesmo o seu maior sucesso no nosso país. O teledisco (que podem recordar AQUI, se tiverem instalado o Real Player) mostrava imagens de Tiffany a cantar num centro comercial, sem palco, com o público à distância de um passo. Foi precisamente uma digressão em centros comerciais o modo encontrado para promover o seu álbum de estreia. Contam os relatos da altura que esta digressão teve um êxito estrondoso ao ponto de provocar autênticas enchentes e problemas graves de segurança nos concertos. Conhecida por “The Mall Girl” (a miúda do centro comercial), Tiffany viu a sua popularidade aumentar vertiginosamente. As miúdas imitavam o seu corte de cabelo, os rapazes até achavam piada àquela ruiva com voz de criança. Estava instalada a tiffanymania.

A loucura americana por esta jovem só encontrou paralelo no Japão, país que, nos anos 80, era um autêntico eldorado para muitos artistas. Podia-se não ter sucesso algum na Europa, podia-se nem sequer ser conhecido nos Estados Unidos – havia sempre o Japão. Ser grande no Japão não era difícil. Já diziam os Alphaville.
A Europa também recebeu Tiffany de braços abertos. Sinceramente não me lembro de alguma vez esta jovem ter pisado os nossos palcos, mas não seria de admirar que o Júlio Isidro a tenha apadrinhado no seu Passeio dos Alegres.

No meio desta tiffanymania, a cantora, ainda menor, lembrou-se um dia de pedir nos tribunais a sua emancipação legal em relação à sua mãe e ao seu padrasto. Estávamos em 1988. Considerada uma espécie de paradigma da jovem bem comportada, Tiffany surpreendeu meio-mundo americano com esta atitude. O seu principal objectivo era controlar o seu próprio dinheiro, que estava à mercê da sua mãe e de uma padrasto em quem não confiava. Na altura, os media exploraram até à exaustão o problema, lançando suspeitas sobre o seu empresário e vasculhando a vida da família. Tempos difíceis, pois então. Curiosamente, o tribunal negou a pretensão de emancipação, mas concedeu-lhe o controlo sobre as suas contas bancárias a autorizou-a a ir viver com a avó.

O segundo álbum, Hold An Old Friend's Hand, surgiu ainda em 1988, e teve como primeiro single nos EUA, All This Time. No estrangeiro, o primeiro single escolhido para lançamento foi Radio Romance. Sinceramente, não me recordo de qualquer uma destas duas canções, o que não deve servir de indicador de coisa nenhuma, pois o seu sucesso por todo o mundo e arredores continuou.

Num digressão americana, em 1989, teve como companhia nas primeiras partes dos concertos uns tais... não sei se conhecem... New Kids On The Block. Este facto revestiu-se de especial importância por boas e más razões: se, por um lado, deu uns beijos e sabe-se lá que mais com Jon Knight, um dos New Kids, por outro, acabou a digressão a fazer as primeiras partes desta boy-band, cuja popularidade, na altura, foi comparada, à dos Beatles nos anos 60. Conclusão: tudo tem o seu preço.

Ainda em 1989, Tiffany ainda arranjou tempo para fazer a voz de Judy Jetson, no filme de animação, The Jetsons: The Movie.

A década de 80 dava os últimos suspiros e, com ela, também a tiffanymania. No mínimio estranho para quem nem sequer tinha 20 anos.

Em 1990, então com 19 anos e afastada do seu produtor de sempre, George Tobin, Tiffany lançou o álbum New Inside, numa tentativa de dar um novo rumo à sua carreira. Esse rumo foi, no entanto, sempre a descer: o álbum passou totalmente despercebido. Os tempos de I Think We’re Alone Now já faziam parte da história e essa, como todos sabemos, nunca se repete. Nos anos seguintes, a ruiva voltou para o seu empresário, experimentou o mundo das drogas (como qualquer artista decadente que se preze), recuperou, casou-se e teve um filho.

Em 1993, lançou o álbum Dreams Never Die apenas na Ásia, o que faz deste LP uma autêntica raridade. Seguiu-se uma digressão bem sucedida. Os fãs asiáticos nunca a desiludiram. Pelo contrário, o seu empresário/produtor George Tobin deu-lhe uma facadinha nas costas ao gravar temas seus com outra banda, antes de voltarem a colaborar os dois. Já com novo empresário, em 1995, Tiffany lançou o best of, mais uma vez apenas na Ásia.



Os seus fãs europeus e americanos teriam de esperar até 2000 para verem, finalmente, um novo álbum de originais, intitulado The Color Of Silence. Em 2002, Tiffany aumentou o seu número de fãs ao surgir na edição de Abril da Playboy. Uma boa opção, na minha humilde opinião. Se não acreditam, procurem pela net, que as fotos andam por aí. Quem não ficou seu fã, de certeza, foi o seu marido, de quem se divorciou, após 10 anos de casamento. Em 2003 voltou aos palcos, ou melhor, aos pequenos palcos de discotecas, casinos e afins, tendo conhecido em Inglaterra o seu segundo marido, com quem casou no ano passado (2004).

Tiffany pode já ser apenas uma recordação teenager para a maioria de nós, mas a ruiva ainda anda por aí a cantar I Think We’re Alone Now.

sábado, março 26, 2005

Bands Reunited na VH1

Sábado, 26

12:00 Bands Reunited: The English Beat
13:00 Bands Reunited: Frankie Goes To Hollywood
14:00 Bands Reunited: ABC
15:00 Bands Reunited: Kajagoogoo
16:00 Bands Reunited: Flock Of Seagulls
17:00 So 80's
18:00 Bands Reunited: New Kids On The Block
19:00 Bands Reunited: Berlin
20:00 Bands Reunited: Scandal
21:00 Bands Reunited: Backstage Pass
22:00 Bands Reunited: Vixen

Domingo, 27

15:00 A-Z of the 80's

sexta-feira, março 18, 2005

DURAN DURAN: 24 de Maio no Coliseu dos Recreios!



O Queridos Anos 80 tem a honra de ser o primeiro blogue português dedicado à música dos anos 80 a emitir a partir da área metropolitana do Porto a anunciar em primeira mão a vinda a Portugal dos Duran Duran, mais propriamente ao Coliseu dos Recreios, no dia 24 de Maio. Vocês não vão faltar! Eu também não!

sexta-feira, março 11, 2005

Toque para telemóvel

O início de Wishing dos A Flock Of Seagulls. Clicar aqui. Se o link deixar de funcionar, façam o favor de avisar!

quarta-feira, março 09, 2005

What band from the 80s are you?

Acabei de saber que se eu fosse uma banda dos anos 80, seria os... Pixies! Façam também vocês o teste. É de borla.

Ah, encontrei o link no Escrita Fina.

thepixies.jpg
You rule. in 15 years, you won't be as known as you
are now, but most of the people that will know
you then will like you (or else I'll beat them
with a stick). You're nice to listen to.


What band from the 80s are you?
brought to you by Quizilla

terça-feira, março 08, 2005

O que elas têm em comum é...



O que Tiffany, Debbie Gibson e Belinda Carlisle têm em comum, para além de terem feito carreira musical com maior ou menor sucesso nos anos 80, é o facto de terem decidido posar para a Playboy após tantos anos de estagnação criativa.

Penso que não haverá melhor maneira de celebrar o Dia Internacional da Mulher do que prestar aqui homenagem a estas três meninas que decidiram revelar os seus atributos tal como vieram ao mundo. Em nome da arte, claro. Nada de exploração sexual da mulher na sua vertente “objecto-sexual”. Nada disso!

A primeira a desinibir-se foi Belinda Carlisle, materializando finalmente aquilo que vinha a repetir há anos: heaven is a place on earth. O céu é mesmo um lugar na terra, mais propriamente na edição de Agosto de 2001 da revista que-qualquer-homem-já-folheou-pelo-menos-uma-vez.

Seguiu-se-lhe, em Abril de 2002, Tiffany, a menina que cantava I think we're alone now. Nem quero imagina o que muito adolescente não fará sozinho com esta edição da Playboy.

Finalmente, na edição actual, de Março de 2005, surge Debbie Gibson, que, aos 34 anos, ainda parece uma teenager inconsciente. Ao contrário de Belinda e Tiffany, Debbie não teve direito à capa. Não se pode ter tudo.

O Queridos Anos 80 irá dedicar-se nos próximos dias a vasculhar a vida e a carreira musical destas três meninas. Apareçam.

sexta-feira, março 04, 2005

The Exploited

Third world countries starved of nutrition, Look to the west to end their starvation



Logo mais à noite, no Hard Club,(V. N. Gaia) os The Exploited não vão trazer grandes novidades para além daquela que já todos sabemos: o punk não morreu. OK, têm um álbum que data de 2003, cujo singelo título, Fuck The System, podia muito bem ser adoptado por alguns dirigentes da Superliga. Em 2004 editaram o primeiro DVD da sua carreira, intitulado Beat 'Em All, e a compilação dos seus maiores êxitos, 25 Years Of Anarchy & Chaos - The Best Of. Quem disse que a anarquia não pode, aqui e ali, colaborar com as leis do mercado audiovisual???

Com efeito, os Exploited estão vivos e tenho uma curiosidade tremenda de aparecer logo no Hard Club só para ver do que é feito o punk em pleno século XXI. Obrigações familiares e, valha a verdade, um certo receio pela minha integridade física (estes 34 aninhos querem-se bem conservadinhos) fazem-me desistir da ideia. Mas, contudo, todavia... nunca se sabe.

A minha relação com esta banda punk britânica começou por volta de 1985 com o álbum Horror Epics, cuja canção-título é para mim um dos grandes temas da década. Depois, tentei descobrir o que estava para trás, dentro das limitações financeiras próprias de um jovem urbano-depressivo de 15 anos que escrevia na capa da escola "Punk's Not Dead" e espetava o cabelo na esperança que o chamassem "punque".

Conheci o primeiro álbum da banda, Punk's Not Dead (claro!), de 1981, do qual fazia parte Sex And Violence, um tema indescritível, cuja letra não era mais do que a repetição até à náusea do título da música. Se tiverem a oportunidade de fazer o download da Net, não hesitem. Vale pela curiosidade.

Resta-me acrescentar a este artigo a necessária e sempre rigorosa vertente histórico-enciclopédica (ah, pois é):

Os The Exploited surgiram em 1980, em Edinburgh, capital da Escócia. A sua formação original era composta por: Wattie Buchan (voz), Big John Duncan (guitarra), Dru Stix (bateria) e Gary McCormack (baixo). A sua atitude sempre se destacou por uma forte crítica em relação às instituições políticas e sociais, cujos alvos predilectos eram, obviamente, os chefes de governo americano e britânico, Reagan e Thatcher, respectivamente. Os concertos da banda eram autênticos campos de batalha, durante os quais valia tudo menos tirar olhos. E daí... (estão a ver por que é que eu não acho boa ideia ir ao Hard Club?).

Durante duas décadas os The Exploited levaram com gás lacrimogéneo da polícia alemã, foram expulsos da Holanda, presos em Espanha, declararam as ilhas Malvinas (Falklands) como posse da coroa britânica enquanto actuavam na... Argentina. Enfim... a vida é bela e o punk faz parte dela.

Fica a discografia de álbuns:
Punk's Not Dead (1981)
Troops Of Tomorrow (1982)
Let's Start A War (1983)
Horror Epics (1985)
Death Before Dishonour (1987)
The Massacre (1990)
Beat The Bastards (1996)
Fuck The System (2003)

Duran Duran em Espanha

Ora aqui está uma notícia que pode transformar para melhor a existência dos fãs dos Duran Duran. O grupo de Simon Le Bon e companhia faz parte do cartaz do Summer Festival de Santander, dias 8 e 9 de Julho. Recebi a notícia por e-mail (obrigado, Luís Ventura) e podem lê-la aqui.

Entretanto corre por aí um boato dando conta da vinda do grupo a Portugal ainda este ano. Será?

quinta-feira, fevereiro 17, 2005

Sem tempo

Isto anda um bocado parado, mas o tempo tem-me virado as costas. Voltarei em breve com força.

terça-feira, fevereiro 15, 2005

Trinta e quatro

Porque é uma data importante, decidi partilhá-la convosco. Nasci há 34 anos. Obrigado, D. Gravelina e Sr. José, estou a gostar disto.

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

We've got tonight, who needs tomorrow?



No Dia dos Namorados, o QA80 encerra mais uma sondagem, também ela muito participada. Após 127 cliques, Kenny Rogers e Sheena Easton foram considerados "A Dupla Mailinda" com o tema We've Got Tonight. Fica bem neste dia e pode servir, quem sabe, de inspiração para alguns. Eu, por mim, recuso-me a festejar porque Dia dos Namorados é quando um homem quiser (e uma mulher também, já agora, que dá um certo jeito).

A classificação final ficou assim ordenada:

1. Kenny Rogers & Sheena Easton - 24% (31)
2. Peabo Bryson & Roberta Flack - 17% (22)
3. George Michael & Aretha Franklin e Shane McGowan & Kirsty McColl - 10% (13)
5. Kylie Minogue & Jason Donovan - 9% (12)
6. Bryan Adams & Tina Turner, Diana Ross & Lionel Richie e Bonnie Tyler & Todd Rundgren - 8% (10)
9. Joe Cocker & Jennifer Warnes - 3% (4)
10. Phil Collins & Marylin Martin - 2% (2)