sexta-feira, dezembro 02, 2005

Novo teledisco: ECHO & THE BUNNYMEN - Bring On The Dancing Horses



Hoje, no suplemento Y, do Público, vem uma reportagem sobre realizadores de telediscos consagrados, a propósito da edição do conjunto de DVDs, The Work Of Director. Entre os nomes referidos destaca-se, como não podia deixar de ser, Anton Corbijn, um verdadeiro génio na forma como tem combinado ao longo de mais de duas décadas o som e a imagem. Os telediscos de Corbijn são obras de arte. Não se prestam a um mero papel acessório, mas acrescentam muito à música a que servem de suporte. Resolvi escolher um dos muitos telediscos que já realizou, Bring On The Dancing Horses, talvez o primeiro tema responsável pela paixão que desenvolvi pelos Echo & the Bunnymen.

radio.blog - Nova playlist online

A-HA - Hunting High And Low

Esta é uma das mais belas canções de todos os tempos. E foi por esta e por outras que os A-Ha são uma referência incontornável da pop dos anos 80, por sinal um grupo que se aguentou na cena pop internacional até ao presente (este gajo é um grande fã das coisas mais recentes dos A-ha). Voltando a Hunting High And Low, como se não bastasse a beleza da música, também o teledisco deixou uma marca indelével na nossa memória... Quem não se lembra?

NAKED EYES - Always Something There To Remind Me

Esta é uma boa canção pop, talvez a melhor que os Naked Eyes fizeram. Eles andaram no pelotão da synth-pop de inícios dos anos 80, mas não aguentaram a pedalada por muito tempo. Um dos seus fundadores, Rob Fisher, viria a juntar-se a um tal Simon Climie para formar... vocês-sabem-quem. Quanto a Always Something There To Remind Me, volto a dizer: é uma boa canção pop para recordar.

STAN RIDGWAY - Camouflage

Já aqui dediquei algumas palavrinhas ao tio Stan (acho que posso tratá-lo assim), pelo que apenas queria dizer que esta versão que coloco ao vosso dispor tem 7 minutos e 17 segundos. Para quem gosta, vai certamente apreciar toda a conjuntura dramática da letra. Para quem não gosta, isto assemelhar-se-à a uma versão tipo peixe-espada: chata e comprida. Bom proveito.

A FLOCK OF SEAGULLS - The More You Live The More You Love

Cá estão eles outra vez. Os "Bando de Gaivotas" têm um lugarzinho especial no coração dos QA80. Até porque sempre tive tendência para proteger todos aqueles que se sentem discriminados pelo corte de cabelo. Só por isso, volto à carga, agora com uma música que representa de certa forma já a curva descendente da banda, incluída no álbum de 1984, The Story Of A Young Heart.

quarta-feira, novembro 30, 2005

THIS CHARMING MAN (IX) - Rhodes e Prince passaram

Os Duran Duran "meteram" os seus três participantes na próxima fase desta eleição e mais, qualquer um dos três ganhou o seu grupo sem margem para dúvidas... Desta vez foi Nick Rhodes, que já tinha saído vencedor da sondagem do melhor penteado, a conquistar a primeira posição. Em segundo lugar, depois de alguma indefinição inicial, acabou por ficar Prince.



Historial:
Apresentação
Grupo I
Grupo II
Grupo III
Grupo IV
Grupo V
Grupo VI
Grupo VII
Grupo VIII

O Grupo X já está online. Trata-se do último grupo de cinco "charming men" a concurso, antes de passarmos à próxima fase. Vamos lá votar.

Eles vão casar



No dia 21 de Dezembro entra em vigor uma alteração à lei britânica, que permitirá o casamento entre homossexuais. Nesse mesmo dia, Elton John dará o nó com o seu companheiro de 12 anos, David Furnish. Os senhores da foto seguirão o exemplo lá para o início de Janeiro. O senhor da esquerda chama-se Kenny Goss e o da direita chama-se Georgios Panayiotou, e o Natal de 2005 será o seu Last Christmas na condição de solteiro.

terça-feira, novembro 29, 2005

Os 100 álbuns mais vendidos dos anos 80



A Editorial Estampa editou uma colecção de livros subordinada ao tema Os 100 Álbuns Mais Vendidos dos Anos 50, 60, e por aí fora... Comecei cedo o Natal e resolvi oferecer-me a mim próprio o volume respeitante aos eighties. A apresentação agrada-me bastante, pois é feita em ordem decrescente, do 100º ao álbum mais vendido da década. E em primeiro lugar está... Alguém adivinha? Não é difícil.

Cada álbum é apresentado com a reprodução da capa original, acompanhada da lista completa de faixas, duração total do álbum, músicos, participantes, dados de produção e prémios obtidos. Este é sem dúvida um documento obrigatório para quem gosta de música. Os dados relativos às vendas, segundo o editor, foram obtidos através da Associação Americana da Indústria Discográfica (RIAA) e da Indústria Fonográfica Britânica (BPI), o que me leva a concluir que este é um trabalho sério e sem grande margem de erro. No final do livro, existe um apêndice de factos e números que podem entreter a nossa curiosade musical por alguns momentos.

sábado, novembro 26, 2005

Aniversários

adam ant
adam clayton
alan wilder
andy bell
andy fletcher
andy taylor
angus young
annie lennox
bernard sumner
billy idol
bobby mcferrin
bono
bruce springsteen
bryan adams
bryan ferry
christopher cross
craig e charlie reid
dave gahan
david bowie
david coverdale
debbie harry
don henley
eddy grant
gary kemp
glenn frey
ian curtis
ian mcculloch
john cougar
john lydon
johnny marr
jon bon jovi
kenny loggins
kim wilde
larry mullen jr.
madonna
mark king
martin gore
marti pellow
martin fry
michael hutchence
michael stipe
mick jagger
mike score
mike scott
morrissey
nena
nik kershaw
nina hagen
pat benatar
paul humphreys
paul young
peter gabriel
peter murphy
phil collins
ray parker jr.
rick astley
rod stewart
sabrina
sade
shane macgowan
sheena easton
sheila e.
simon lebon
stan ridgway
stevie wonder
susanna hoffs
tanya donelly
the edge
tina turner
tracy chapman

Artistas

a-ha
adventures
bauhaus
blue in heaven
buggles
cyndi lauper
classix nouveaux
climie fisher
cock robin
dead or alive
debbie harry
desireless
double
duos femininos
duran duran (1)
duran duran (2)
duran duran (3)
eddy huntington
erasure
fairground attraction
falco
fancy
feargal sharkey
fiction factory
fgth
freur
gazebo
george harrison
glass tiger
glenn medeiros
go west
godley & creme
heart
housemartins
human league
industry
jesus and mary chain
johnny logan
kim wilde
lime
lover speaks
manuela moura guedes
men at work
mission (1)
mission (2)
monroes
morrissey
nik kershaw
omd
outfield
paul mccartney
proclaimers
red box
ringo starr
russ ballard
sandra
sandra kim
scarlet party
seona dancing
sigue sigue sputnik
sly fox
stan ridgway
taylor dayne
terence trent d'arby
then jerico
tiffany
time bandits
trio
tracy chapman
voice of the beehive
wet wet wet
yazoo

quarta-feira, novembro 23, 2005

Novo teledisco: THIS MORTAL COIL - Song To The Siren



A melhor maneira de homenagear a 4AD pelos seus 25 anos de existência é passar aqui no QA80 o teledisco de Song To The Siren, na voz de Elizabeth Fraser e guitarra de Robin Guthrie, ambos membros dos Cocteau Twins. Um original de Tim Buckley, Song To The Siren faz parte de It'll End In Tears, o primeiro disco do projecto This Mortal Coil. E eu chamo-lhe projecto, porque na sua essência, não se trata de um grupo, mas sim de um conjunto de contribuições de vários artistas ligados à editora. Para os menos familiarizados com Song To The Siren, reconhecê-la-ão certamente de um anúncio pubicitário televisivo de um perfume.

(Nota: o som e a imagem do teledisco estão ligeiramente dessincronizados)

THIS CHARMING MAN (VIII) - Lebon e Harket, sem surpresa

Fez-se história neste grupo, pois foi batido o número de votos, que era de 82. Desta vez chegou-se aos 110 cliques, que serviram para consagrar Simon Lebon e Morten Harket como os dois primeiros classificados e que, por via disso, passarão à próxima fase.

Curiosidade: Simon Lebon ficou a apenas 1 voto do máximo que um artista já conseguiu nesta eleição. Ele é John Taylor, com 49 votos.



Historial:
Apresentação
Grupo I
Grupo II
Grupo III
Grupo IV
Grupo V
Grupo VI
Grupo VII

O Grupo IX já está online, com a promoção 2-em-1 se votarem nos Bros!

25 anos de 4AD



A 4AD era a editora de referência para quem procurava, nos anos 80, a chamada música alternativa, por outras palavras, aqueles sons que fugiam da corrente "mainstream" ou comercial. A etiqueta "alternativa" ou "indie" não é necessariamente sinónimo de qualidade, entenda-se, mas neste caso, quase sempre assim foi. E estou a lembrar-me de "coisas" tão preciosas como Cocteau Twins, Pixies ou o projecto This Mortal Coil. Mas há mais. Para além da inegável qualidade musical, há a acrescentar as autênticas obras-de-arte que constituem as capas dos discos.

Fundada em 1980 por Ivo Watts-Russell, um jovem que tinha passado a adolescência a ouvir John Peel e a trabalhar numa loja de discos, a 4AD completou este mês 25 anos de existência. Para assinalar a data, editou a colectânea 1980 Forward, que reúne alguns bons momentos que fizeram este quarto de século da editora. Como devem calcular, este disco é obrigatório. O alinhamento é o seguinte:

1. Le Mystere des Voix Bulgares - Schopska Pesen (Diaphonic Chant)
2. Cocteau Twins – Lorelei
3. TV On The Radio - New Health Rock
4. The Birthday Party - Fears Of Gun
5. His Name Is Alive – Fossil
6. Pale Saints - Sight Of You
7. The Breeders – Off You
8. Throwing Muses - Cottonmouth
9. Pixies - Where Is My Mind?
10. The Wolfgang Press - I’m Coming Home (Mama)
11. Mountain Goats - See America Right
12. Tarnation - Two Wrongs Won’t Make Things Right
13. Mojave 3 - In Love With A View
14. Belly - Super-Connected
15. Red House Painters - Summer Dress
16. Sybarite - Scene Of The Crime
17. Dead Can Dance – Emmeleia
18. Blonde Redhead - Magic Mountain

segunda-feira, novembro 21, 2005

10 razões para 10 nomes pop

1. Everything But The Girl
Ao passarem por uma loja de mobiliário, Tracey e Ben deram de caras com um slogan algo estranho: "For your bedroom needs we sell everything but the girl". (Para as suas necessidades de quarto, vendemos tudo menos a rapariga)

2. Human League
Depois de rejeitarem a designação ABCD, os Human League foram buscar o seu nome a uma equipa de um jogo de ficção-científica chamado StarForce.

3. Billy Idol
De nome verdadeiro William Broad, o cantor de Eyes Without A Face adoptou a designação de Idol quando a sua professora escreveu na sua avaliação escolar que ele era "idle in class" (idle=preguiçoso)

4. Squeeze
Foram buscar o nome a um álbum dos Velvet Underground da fase pós-Lou Reed.

5. Tears For Fears
Este nome surgiu a partir de uma ideia defendida no livro Prisoners Of Pain, de Arthur Janov, segundo a qual devemos enfrentar os nossos medos de modo a conseguirmos ultrapassá-los.

6. T'Pau
Era o nome de uma sacerdotiza do planeta Vulcano na série Star Trek.

7. UB40
Reflectindo a situação em que os membros do grupo se encontravam antes de formar a banda, UB40 era a designação do papelinho que servia para pedir o subsídio de desemprego.

8. The Boomtown Rats
Esta era a designação de um gang do livro Bound For Glory, de Woody Guthrie.

9. Duran Duran
Era o nome de um vilão no filme de ficção-científica, Barbarella, de 1968.

10. Elton John
Reginald Dwight não é nome que se apresente na capa de um disco (se bem que depois de Engelbert Humperdinck, tudo é desculpável), por isso o rapaz que pergunta à Nikita se está frio juntou dois nomes de dois amigos com quem fez uma banda chamada Bluesology. Eram eles o cantor Long John Baldry e o saxofonista Elton Dean.

(Retirado e adaptado de The Rough Guide To Cult Pop)

sexta-feira, novembro 18, 2005

Os primeiros nomes

Os processos criativos por detrás da designação de uma banda são misteriosos e surpreendentes. Por vezes é uma questão de segundos, às vezes leva a zangas e amuos. Afinal, é apenas um nome. Estes seis grupos começaram com um nome diferente, mas foram a tempo. Conseguiríamos "vê-los" assim?

FEEDBACK


THE EXECUTIVE


ANGEL & THE SNAKES


TIGER LILY


JOHNNY & THE SELF ABUSERS


STIFF KITTENS

quarta-feira, novembro 16, 2005

Hoje, há 20 anos


Feargal Sharkey - A Good Heart
Primeiro lugar do TOP de singles do Reino Unido


Starship - We Built This City
Primeiro lugar do TOP de singles dos EUA

THIS CHARMING MAN (VII) - Ferry e Hadley em frente

Bryan Ferry confirmou a sua candidatura à vitória final com uns expressivos 56% de votos, deixando o segundo classificado, Tony "Spandau Ballet" Hadley, a alguma distância. Neste grupo, há a destacar ainda o facto de, pela primeira vez, um concorrente não ter tido qualquer voto. Foi ele Steve Norman, saxofonista dos Spandau Ballet.



Historial:
Apresentação
Grupo I
Grupo II
Grupo III
Grupo IV
Grupo V
Grupo VI

O Grupo VIII já está online e eu prevejo que será um dos grupos mais renhidos desta competição. Já votavam, não?!

terça-feira, novembro 15, 2005

Frank Farian: o lado negro da pop



O treinador é sempre responsável pela equipa que põe a jogar. Dentro desta lógica futeboleira, o senhor da foto, que tem aquele ar sinistro e dá pelo nome de Frank Farian, é o principal culpado pelo que aconteceu a uma das duplas mais esteticamente hilariantes da década: os Milli Vanilli. Foi ele quem os inventou, atirou para a ribalta e destruiu. Fabrice Morvan conseguiu "aguentar-se" no meio musical, enquanto Rob Pilatus pôs em prática a receita live fast, die young, entregando-se ao álcool e às drogas, cujo abuso teria o seu fim com a sua morte em 1998.

Foi no dia 15 de Novembro de 1990, faz então hoje 15 anos, que, numa conferência de imprensa, Frank Farian confirmou os rumores de que os Milli Vanilli nunca cantaram nos seus discos. Nem sequer uma palavrinha sussurrada, nem um suspiro, nada. Afinal havia outros a cantar por eles no estúdio. O QA80 quer desde já fazer a justiça devida ao Rob e ao Fab, declarando-os os mestres do playback. Ninguém como eles soube pôr em prática essa arte que Carlos Paião definiu com excelência.

Quanto ao sr. Farian, também responsável pelo fenómeno Boney M, não é de admirar que a sua mente perversa se tenha aproveitado daqueles pobres inocentes. É de esperar tudo de alguém que na infância tinha este aspecto (só falta o bigodinho para ser vocês-sabem-quem) e na adolescência cantava numa banda chamada Frank Farian & the Shadows e que me faz lembrar uma organização famosa pelas acções de carácter "lúdico" junto das comunidades negras norte-americanas.

Há 19 anos, em Inglaterra

Faz hoje dezanove anos que se fez história no TOP 5 do Reino Unido: todas as vozes eram femininas:

. BERLIN, Take My Breath Away

1º Lugar

. KIM WILDE, You Keep Me Hangin' On



. THE BANGLES, Walk Like An Egyptian



. MEL & KIM, Showing Out



. SWING OUT SISTER, Breakout

segunda-feira, novembro 14, 2005

quinta-feira, novembro 10, 2005

THE ADVENTURES

From where I stand, I see a broken land



Em 1980 acabavam os Starjets. Das cinzas deste grupo norte-irlandês iria nascer uma das bandas mais melódicas dos anos 80, os Adventures. Falo-vos deles por duas razões muito simples: Send My Heart e Broken Land. Estas são grandes canções pop. E figuram entre as minhas preferidas de toda a década de 80. Send My Heart tem um ritmo dançável e no refrão pode ouvir-se um coro a soltar um “Ahhhhhhhhhhhhh” por baixo da voz do vocalista Terry Sharpe que diz “Just send my heart...”. Lindo. Broken Land é uma canção belíssima, marcada pela temática do conflito irlandês. Foi a canção mais tocada na BBC radio no ano de 1988, mas apenas chegou ao nº 20 da tabela de singles britânica.

[nota: Send My Heart e Broken Land já rodam na radio.blog, mesmo ali ao lado. É só clicar.]

A banda surgiu em Londres, em 1984, e era constituída pelo vocalista Terry Sharpe, o guitarrista Pat Gribben, a sua mulher, Eileen Gribben, que também cantava, o guitarrista Gerard “Spud” Murphy, o baixista Tony Ayre e o baterista Pat Crowder.

Send My Heart faz parte do primeiro álbum da banda, intitulado Theodore And Friends (1984). Para além daquela fantática faixa, podemos encontrar Another Silent Day e Two Rivers.

Seguiu-se The Sea Of Love (1988), do qual faz parte Broken Land, e Trading Secrets With The Moon(1989), cuja nota de maior destaque será provavelmente a co-autoria de Lloyd Cole em Desert Rose. Nenhum destes dois álbuns igualou o sucesso do primeiro pelo que a banda caiu no esquecimento. Em 1993, num último fôlego, os Adventures editaram o seu último álbum antes de arrumarem os instrumentos, Lions And Tigers And Bears.

Uma última nota: Terry Sharpe, o vocalista, foi namorado de Sarah Dallin, das Bananarama, tendo mesmo entrado no teledisco de Shy Boy. Com esta é que vocês não contavam!

quarta-feira, novembro 09, 2005

THIS CHARMING MAN (VI) - Robert Smith e Larry Mullen Jr. na próxima fase

Robert Smith foi um vencedor inesperado? Talvez não... Há ali um certo charme naquele baton borratado e no cabelo estrategicamente despenteado... Emocionante foi a luta pelo segundo lugar, impondo-se na parte final o baterista dos U2, mas apenas por 2 votos em relação à concorrência:



Historial:
Apresentação
Grupo I
Grupo II
Grupo III
Grupo IV
Grupo V

O Grupo VII já está online. Toca a votar!

sábado, novembro 05, 2005

O teledisco

O QA80 iniciou hoje uma nova secção na barra lateral e que vem de encontro a um anseio já antigo por parte deste vosso criado, que é a disponibilização de um videoclip, vulgo teledisco, na linguagem a que todos nos habituámos há duas décadas atrás.

A secção chama-se precisamente "O teledisco" e está em regime experimental. Para a inaugurar, e até porque Mike Score é hoje aniversariante, escolhi Wishing (If I Had A Photograph Of You) dos A Flock Of Seagulls, que espero seja do vosso agrado. Quanto à periodicidade dos telediscos, não posso dar resposta clara, irá depender da minha disponibilidade para converter algumas coisas que tenho aqui e também irá depender, como devem calcular, dos humores do host em que alojo os ficheiros...

Última nota: decidi não predefinir o player para auto-play, pois há quem não goste de entrar numa página e ser-lhe "imposta" música sem mais nem menos, por isso para visualizarem o teledisco terão de clicar no botão play. Bom proveito.

quarta-feira, novembro 02, 2005

Há 20 anos

Na sequência do segundo aniversário deste blogue, proponho uma viagem de 20 anos no tempo para (re)descobrirmos quem ocupavao primeiro lugar dos tops americano e britânico nas vertentes single e álbum.

EUA
Single: Stevie Wonder - Part-time Lover
Álbum: Miami Vice - Banda Sonora Original

RU
Single: Jennifer Rush - The Power Of Love
Álbum: Simple Minds - Once Upon A Time

Curiosidades:

- Part-time Lover foi o nono "número 1" de Stevie Wonder nos EUA. Em 2005, aí está ele de volta com novo álbum, A Time To Love.

- A banda sonora de Miami Vice, a série do Don Johnson (Sonny Crockett), permaneceu 11 semanas no topo da tabela. Este disco inclui instrumentais de Jan Hammer e canções interpretadas por Glenn Frey, Phil Collins (In The Air Tonight), entre outros. O tema oficial da série ficou como um dos mais conhecidos da TV dos anos 80. Em 2006 está prevista a adaptação da série ao cinema, estando os papéis dos polícias Crockett e Tubbs destinados à dulpa Colin Farrell e Jamie Foxx respectivamente.

- The Power Of Love é uma daquelas baladas que nos atormentaram o juízo na altura, mas que tiveram um papel fundamental nas relações humanas, desde o simples começar de um namorico até à constituição da família propriamente dita. Que vos posso dizer da Jennifer Rush? Bem, que mora num apartamento bem no centro de Nova Iorque, em frente ao Central Park, que tem uma filha, que editou no ano passado um DVD com os seus maiores êxitos, e que a versão espanhola de The Power Of Love - Si Tu Eres Mi Hombre - consegue ser ainda pior que o original.

- Os Simple Minds conseguiam com Once Upon a Time o seu segundo número um na tabela britânica de álbuns. O primeiro foi Sparkle In The Rain. A banda de Jim Kerr está aí com álbum novo, Black & White, e estiveram há bem pouco tempo no freeport de Alcochete para um concerto, 15 anos depois da vinda a Alvalade.

QA 80: dois anos



Há dois anos, era Domingo, e tudo começou assim.

THIS CHARMING MAN (V) - Morrissey e Bowie passam naturalmente

Morrissey bateu David Bowie num dos confrontos mais aguardados do planeta. O QA80 sabe que houve muitos votantes divididos, mas que acabaram por dar o seu voto ao ex-vocalista dos The Smiths, que gentilmente cederam o título da uma das suas canções para a eleição que estamos a levar a cabo.



Historial:
Apresentação
Grupo I
Grupo II
Grupo III
Grupo IV

O Grupo VI já está online. Toca a votar!

sexta-feira, outubro 28, 2005

Olhem só quem vem ao Porto



17 de Fevereiro de 2006
Coliseu do Porto

Fonte: JN

Words Don't Come Easy (III)



Um sinal do tempo
Perdi a minha vida, esqueci-me de morrer
Como qualquer homem, um tipo amedrontado
Guardo as memórias dentro
De amor ferido

Mas eu sei
Estou mais que triste e mais hoje
Estou a comer palavras demasiado difíceis de dizer
Uma só lágrima e vou-me
Vou-me para não voltar

Preciso de ti
Tão longe do inferno, tão longe de ti
Porque o céu é difícil e negro e cinzento
És apenas um alguém ausente
Nunca disseste adeus
Porquê, amante porquê?
Porque é que as flores morrem?
Porquê, amante porquê?

Sempre que
Ouço a tua voz, tu ouviste o meu nome
Construíste o fogo, molhaste a chama
Eu nado pela vida, não posso pegar na chuva
Não podemos voltar atrás

Preciso de ti
Tão longe do inferno, tão longe de ti
Porque o céu é difícil e negro e cinzento
És apenas um alguém ausente
Nunca disseste adeus
Porquê, amante porquê?
Porque é que as flores morrem?
Porquê, amante porquê?

Missão cumprida

O concerto foi um bom concerto. A sala não estava cheia, mas o facção gótica lá estava, presente e juntinha, como se quer. Uma mancha negra a dançar ao ritmo do rock de Hussey & companhia, cigarro na mão, braços estendidos ao céu, na esperança de receber um Kingdom Come que não chegou a ser tocado.

Wayne Hussey mantém as qualidades vocais que sempre o caracterizaram, apesar de ontem, segundo as suas palavras, estar com um ligeiro problema, que não se notou, até porque o volume dos intrumentos se sobrepôs durante quase todo o concerto ao da voz do senhor vocalista. Sim, porque o tio Wayne é um senhor. Já arranha algum português, fruto da actual residência no Brasil. “Eu falo português... pequenino” foi a frase que quebrou definitivamente o gelo que ainda havia ali e acolá. Depois foi sempre a abrir.

Nestas coisas costuma-se falar sempre de momentos apoteóticos. O de ontem pode bem ter sido Tower Of Strength, a música que encerrou o concerto. Butterfly on The Wheel também andou lá perto. Faltou pouca coisa, em termos de “obrigatórias”. Não tocar Kingdom Come foi heresia, esquecer The Crystal Ocean um sacrilégio, abandonar Like A Child Again, um mal menor, diria o pessoal gótico. Eu não, que gosto da “música-mais-pop-que-os-Mission-fizeram”. Ah, e já agora, não lhes fazia mal nenhum terem tocado o Hands Acrosso The Ocean. E o Stay With Me. E o...

Vamos lá clicar nas imagens:

Wayne Hussey

The Mission

Wayne Hussey

quarta-feira, outubro 26, 2005

THIS CHARMING MAN (IV) - Taylor e Idol passam à próxima

John Taylor entra para a história da eleição THIS CHARMING MAN como o artista mais votado até agora (49) e o grupo em que ficou incluído aquele em que se registou maior número de votos até agora (82). Este rapaz é bem capaz de ser candidato à vitória final... A grande distância, qualificou-se Billy Idol, que se superiorizou a Bryan Adams na recta final.



Historial:
Apresentação
Grupo I
Grupo II
Grupo III

O Grupo V já está online. Toca a votar!

17 anos depois



The Mission, a primeira vez: 1988. Digressão: Children. Local: Pavilhão das Antas, no 95º aniversário do FC Porto. Primeira parte: Falecido Alves dos Reis, que não chegaram a actuar.

Alinhamento do concerto: THE CRYSTAL OCEAN, BEYOND THE PALE, SEVERINA, BELIEF, STAY WITH ME, KINGDOM COME, DELIVERANCE, TOWER OF STRENGTH, WASTELAND, GRIP OF DISEASE, HYMN (FOR AMERICA), SACRILEGE, DREAM ON, LOVE ME TO DEATH, 1969, DANCING BAREFOOT, SHELTER FROM THE STORM (incluiu um medley com Light My Fire e Satisfaction).

terça-feira, outubro 25, 2005

O blogue que dava um grande programa de rádio

Um gajo anda a vadiar pela Net e depois dá de caras com coisas destas que o deixam completamente sem jeito e, já agora, a precisar urgentemente de um bibe. Obrigado, Francisco Mateus.

THE MISSION: acendam as velas


Wayne Hussey, back in the 80's

Estou eufórico. Lighting The Candles é o nome da digressão de suporte ao DVD com o mesmo nome que os The Mission andam a promover por essa Europa fora. Portugal não é excepção e hoje, às 20:00h, no Paradise Garage (Lisboa), e amanhã, 21:00h, no Hard Club (VN Gaia), os fãs dos The Mission terão oportunidade de os rever ao vivo a cores (ainda que as cores sejam dominadas provavelmente pelo preto... ou então não).

OK, os Mission em 2005 não são os Mission de 1987, nem serão tão pouco os Mission de 1995, mas o que a malta quer mesmo ouvir são os grandes temas de sempre, Wasteland, Severina, The Crystal Ocean, Tower Of Strength, Beyond The Pale, Butterfly On The Wheel, e... e... tantos outros. Os bilhetes para o Hard Club são a 20 euros. Depois conto como foi.

quarta-feira, outubro 19, 2005

THIS CHARMING MAN (III) - Sting e Marti Pellow na próxima eliminatória

E foi por uma unha negra que Marti Pellow (11) levou a melhor sobre Phil Oakey (10) e Boy George (9) e conseguiu o segundo lugar que lhe permitiu passar à eliminatória seguinte. Sting arrasou a concorrência, o que já era mais ou menos de esperar (o sexo tântrico era um argumento demasiado forte).



Historial da eleição:
Apresentação
Grupo I
Grupo II

O Grupo IV já está online. Votem e comentem!

QA80 na Exame Informática

Quase a completar 2 anos de existência, o Queridos Anos 80 foi referido pela maior publicação sobre informática em Portugal. A Exame Informática de Novembro tem, na rubrica "Blogada do Mês", a referência a este blogue. O texto diz o seguinte:

"Para eternos nostálgicos da "década da decadência", esta é uma paragem obrigatória. O tema é essencialmente a música da época e os posts marcam as preferências revivalistas do autor e do séquito de seguidores que entretanto se lhe juntou on-line. E apesar do nome, este blogue é português!"

terça-feira, outubro 18, 2005

THIS CHARMING MAN (III) - ponto de situação

E a emoção tomou conta do grupo III da eleição This Charming Man. Com Sting a arrasar a concorrência, as atenções centram-se na luta pelo segundo lugar. Marti Pellow (Wet Wet Wet) e Phil Oakey (Human League) vão com 8 votos e logo a seguir Boy George (Culture Club) com 7. Tudo pode acontecer e é já amanhã que encerra este grupo.

quinta-feira, outubro 13, 2005

Trio

Da da da I don't love you you don't love me


Remmler, Berhens e Krawinkel: os Trio são mesmo um trio!


Quando um dia se fizer a História do Refrão Minimalista, os Trio serão justamente considerados um grupo pioneiro nessa arte de fazer de um refrão algo que diz coisa nenhuma. Neste âmbito, os nossos EZ Special já serão a actual principal referência portuguesa no movimento do refrão minimalista, com os seus “ah, la, la, la, la, uuhhh” ou “pe, tche, re, pe, pe... I’m gonna need you tonight... pe, tche, re, pe, pe...”.

E perguntam vocês: os Trio? Quem são os Trio, c’o a breca? Como resposta, apenas me ocorrem três “palavras”: DA DA DA. Exactamente, esse refrão que nos ataca quando ligamos o rádio, numa publicidade de um esquema que promete encher-nos os bolsos com o dinheiro que quisermos (mas nós, claro, não vamos na conversa).

Os Trio são (eram) alemães e entraram para a dança dos tops em 1982 com este Da Da Da, uma das canções mais fascinantemente imbecis de que há memória. Ao ouvi-la, sinto que o meu QI talvez se aproxime do de uma galinha sexagenária. Será pela constatação dolorosamente simples de um amor acabado em “I don’t love you/You don’t love me”? Será pelo som ridículo daquele sintetizador Casio que eles usavam, que se assemelha ao som de um qualquer joguinho de computador da nossa infância? Será pela multiplicação daquele sussurro cheio de significado existencial “Aha, aha, aha”? Sim, por tudo isto junto e tudo o mais de que se lembrarem quando ouvirem esta pérola-pop que foi um sucesso mundial. A Volkswagen também gostou da música a aproveitou-a para um anúncio televisivo.

Os Trio eram Stephan Remmler (voz e teclas), Kralle Krawinkel (guitarra) e Peter Berhens (bateria) e fizeram parte da chamada Neue Deutsche Welle (New Wave Alemã). Entre 1981 e 1985 os Trio lançaram três álbuns – Trio (1981), Bye Bye (1983) e What’s The Password (1985), uma cassete ao vivo e um filme que ninguém viu, intitulado Drei Gegen Drei (Três Contra Três). O humor fez sempre parte das suas actuações. Não era estranho ver, por exemplo, Peter Berhens a comer uma maçã em vez de tocar de pé a sua bateria minimalista nas actuações do grupo em playback. Ou então ver o vocalista a utilizar os mais diversos brinquedos fingindo que eram instrumentos. Em suma, eram uns bem-dispostos.

Depois da separação do grupo, apenas Stephan Remmler conseguiu manter uma carreira minimamente bem sucedida... pelo menos na Alemanha. Em 1996 deixou a música enquanto artista e dedicou-se à produção. Em 2003 lançou os seus filhos no mundo musical. Cecil, Jonni e Lauro já gravaram uma versão de... adivinhem... exactamente... Da da da. Será que o papá os obrigou? Tudo é possível.

Kralle Krawinkel, o guitarrista, tem os eu nome no Livro do Guiness por ser o homem que mais tempo andou a cavalo de uma só vez. Fascinante, hein?

Quanto a Peter Berhens, lançou alguns singles sem sucesso, entre os quais uma versão alemã de Tom’s Dinner, de Suzanne Vega. Chegou a trabalhar como palhaço num circo, o que pode servir de pista para interpretar a afirmação de que teria gasto todo o dinheiro ganho nos Trio em drogas, álcool e gajas (leia-se, prostitutas). Ele parece ser o exemplo vivo de que o sucesso no roque-and-role não é eterno e pode eventualmente dar para o torto.

Em 2003 foi editado um DVD com os telediscos do grupo. Para os verdadeiros fãs.



Uma última curiosidade: a versão portuguesa de Da da da tem, no lado B, um tema que consegue ser ainda mais indescritível que o principal. Chama-se Sabine e vocês não o querem ouvir, acreditem.

E agora vão ali ao lado à radio.blog e, caso tenham coragem, cliquem na quarta faixa. Juntem a família, assim à laia de karaoke e cantem. Aqui têm a letra da versão alemã e aqui a letra da versão inglesa.

quarta-feira, outubro 12, 2005

THIS CHARMING MAN (II) - Gahan e Springsteen na próxima eliminatória

Eles empataram mesmo. Dave Gahan e Bruce Springsteen passam à eliminatória seguinte com 16 votos cada. A concorrência ficou longe.



Veja aqui os resultados do primeiro grupo.

Já está online o terceiro grupo para votação. Ali ao lado.

terça-feira, outubro 11, 2005

radio.blog - nova playlist

CLASSIX NOUVEAUX - Never Again

INDUSTRY - State Of The Nation (versão de dança com um cheirinho a New Order no início)

OUTFIELD - Your Love (versão acústica)

Separados à nascença: John Mellencamp & Jon Bon Jovi



Depois de ter revelado em primeira mão mundial que os Bros eram, na verdade, os Proclaimers, o Queridos Anos 80 agita o marasmo em que esta sociedade pós-autárquicas voltou a cair com uma revelação bombástica, senão mesmo gira, prontos.

Desta vez, tudo partiu de um comentário inocente de Niro de Robert (já agora, passem no blogue deste gajo se querem dar umas boas gargalhadas), a quem agradeço o inestimável contributo. Meus amigos, o John Mellencamp e o Jon Bon Jovi só podem ser irmãos. Reparem bem nas imagens e digam de vossa justiça.

segunda-feira, outubro 10, 2005

THIS CHARMING MAN (II) - ponto de situação

Parece não haver história para contar nesta segunda ronda. Dave Gahan e Bruce Springsteen já deixaram a concorrência para trás e agora o único aliciante é saber qual deles vai ficar em primeiro.

quarta-feira, outubro 05, 2005

THIS CHARMING MAN (I) - Bono e Hutchence na próxima eliminatória

Nada de estranho, na minha opinião, apesar da boa réplica dada por Astbury e McCulhoch.



A nova lista de cinco moçoilos já está online. Votem!

segunda-feira, outubro 03, 2005

THIS CHARMING MAN (I) - ponto de situação

A primeira eliminatória de aleição THIS CHARMING MAN está a decorrer com normalidade, sem distúrbios ou problemas de qualquer ordem. Os votantes respeitam-se mutuamente e, com uma ou outra excepção, mantêm o desnecessário sigilo na hora do voto. Até agora, já contámos 50 votos a tendência parece ser a de mandar Bono e Michael Hutchence para a eliminatória seguinte. Depois de um começo a meio gás, Bono assumiu a liderança com vigor, gritou "I Still Haven't Found What I'm Looking For" e desatou a correr por ali fora. Haverá poucas dúvidas de que chegará à meta em primeiro lugar. Quanto ao segundo lugar, até ontem a coisa piou fino, com Hutchence, Astbury e McCulloch muito próximos, degladiando-se por um lugarzinho na próxima ronda. Parece que já hoje, Michael Hutchence fartou-se de ter os outros dois "By My Side" e parece assumir a segunda posição com galhardia. Quarta-feira é dia de encerrar esta eliminatória e dar início à segunda. Até lá!

domingo, outubro 02, 2005

Lloyd Cole, Ermesinde, 1 de Outubro de 2005



E lá fui eu ver, mais uma vez, Lloyd Cole ao vivo (obrigado, Astronauta). Desta vez foi num espaço muito engraçado, em Ermesinde, no Parque Urbano Dr. Fernando Melo (isto não é campanha eleitoral, é mesmo o nome do parque). Ver Lloyd Cole ao vivo não é propriamente uma novidade, já que este rapaz tem-nos visitado assiduamente ao longo da sua carreira, primeiro com os Commotions, depois a solo. Nós não nos importamos nadinha.

O alinhamento foi semelhante àquele que, há um bom par de anos, Lloyd Cole cantou no Hard Club, em V.N.Gaia, ou seja, tudo quanto é/foi êxito na sua carreira de mais de 20 anos teve lugar nesta actuação. O concerto abriu com Are You Ready To Be Heartbroken e fechou com Forest Fire. Pelo meio houve Chelsea Hotel, a canção de Leonard Cohen que Lloyd gravou para o tributo I'm Your Fan. Num estilo muito sóbrio, com uma voz irrepreensível que chega a emocionar, acompanhada da fiel guitarra acústica, Lloyd Cole foi desfilando canções, e falando aqui e ali com as pessoas que lotavam o pequeno anfiteatro junto ao lago. Como podem ver pela foto, o palco ficou mesmo colado à água, emprestando um efeito lindíssimo à actuação.

Lloyd Cole é um tipo simples. E é também por isso que se gosta da sua música. Ali não há nada de artificial, de presunçoso. O homem é capaz de conseguir o falsete mais arrepiante da noite e logo a seguir de parar a música porque se enganou na nota, sorrir para o público e prosseguir como se nada tivesse acontecido.

No final disse: "Vocês sabem que o camarim fica um bocado longe, por isso não faz sentido eu sair agora, andar este caminho todo para ir ao camarim e voltar para tocar mais uma música. O melhor é tocar a música agora". E veio Forest Fire. Para terminar da melhor maneira que era possível imaginar.

sábado, outubro 01, 2005

Words Don't Come Easy (II)




Lua cheia na cidade
E a noite ainda era uma criança
Eu esfomeada de amor
Eu esfomeada de rambóia

Andava a perseguir-te
E eu era o isco
Quando te vi ali
Não pretendia hesitar

Esta é a noite
Esta é a noite
Este é o momento que tem de dar certo

(esta é a noite)
Toca-me, toca-me
Quero sentir o teu corpo
O teu coração batendo junto ao meu
(esta é a noite)
Toca-me, toca-me agora

Rápido como um clarão desapareceste na noite
Magoei-te, miúdo?
Não te tratei bem?
Fizeste-me sentir tão bem
Fizeste-me sentir eu mesma
Agora estou só e tu estás com alguém

Esta é a noite
Esta é a noite
Este é o momento que tem de dar certo

(esta é a noite)
Toca-me, toca-me
Quero sentir o teu corpo
O teu coração batendo junto ao meu
(esta é a noite)
Toca-me, toca-me agora
Toca-me, toca-me agora
Toca-me, toca-me agora

Emoções quentes e frias confundindo o meu cérebro
Não consegui decidir entre o prazer e a dor
Como uma vagabunda na noite
Eu implorava-te
Que tratasses do meu corpo como quisesses

Oh...
Oh, está a implorar-te

(esta é a noite)
Toca-me, toca-me
Quero sentir o teu corpo
O teu coração batendo junto ao meu
(esta é a noite)
Toca-me, toca-me agora
Toca-me, toca-me agora
Toca-me, toca-me agora

Dia Internacional da Música

Caros fanáticos da música em geral, amantes da música dos anos 80 em particular, hoje celebra-se o Dia Internacional da Música. O Queridos Anos 80 não deixa passar em claro a data, e partilha com todos vós este site. Bom proveito e vivá música!