sexta-feira, janeiro 27, 2006

THIS CHARMING MAN: Eles foram repescados



Pressões familiares fizeram-me alterar um pormenor na orgânica da eleição que está a deixar o país em suspenso. Aos 8 semi-finalistas juntam-se agora os 2 terceiros mais votados da ronda anterior: Bryan Ferry e Morten Harket, que, na fase anterior tiveram 39 e 28 votos, respectivamente. Acho que é justo. Assim, na fase 3, o número arredonda para 10 elementos, que serão divididos em dois grupos de cinco. Os dois mais votados passarão à grande final. Ferry e Harket não poderão integrar o mesmo grupo nesta fase.

Rock Me Wolfgang



Mozart deve ter adorado Rock Me Amadeus, do Falco. Acho eu.

quarta-feira, janeiro 25, 2006

THIS CHARMING MAN (IV) - Taylor e Rhodes, pois claro...



Bryan Ferry foi eliminado. É verdade. Ele não tem culpa de que o sorteio o tivesse colocado no mesmo grupo de John Taylor e Nick Rhodes. Ele não tem culpa que esta votação tivesse chegado ao fórum do site oficial dos Duran Duran. Ele não tem culpa que os Duran Duran tenham um clube fãs português activo e muito atento a tudo o que tenha a ver com os Duran Duran. Bryan Ferry não tem culpa. E foi eliminado com o terceiro lugar mais pontuado de sempre: 39 pontos. Noutro grupo, daria para passar à vontade, até mesmo ficar em primeiro.

Não estou a querer insinuar que os rapazes dos Duran Duran não mereçam estar na próxima fase. É claro que merecem. Quando se fala em charme masculino dos anos 80, eles estão lá, como é evidente.

Esta foi a eliminatória mais votada de sempre (e já se realizaram 12), com 201 cliques. John Taylor, com 87 votos, bateu o recorde de votos, que pertencia a Simon LeBon, com 68.



A terceira fase será composta por duas eliminatórias, em que entrarão estes 8 senhores que podem ver aqui abaixo. Apurar-se-ão os dois primeiros de cada grupo para a grande final.





HISTÓRICO:

FASE 2
Grupo I
Grupo II
Grupo III

FASE 1
Apresentação
Grupo I
Grupo II
Grupo III
Grupo IV
Grupo V
Grupo VI
Grupo VII
Grupo VIII
Grupo IX
Grupo X

domingo, janeiro 22, 2006

46 (se, entretanto, não tivesses dado cabo da tua vida)



Podias ter sido um quarentão cheio de estilo, mas não quiseste. Parabéns, anyway. E, já agora, pela música também.

A imagem que vêem acima é a da capa do tributo autorizado, editado em DVD em Outubro de 2005.

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Best 80's Male Hairstyle: foi há dois anos

Faz hoje dois anos que o Queridos Anos 80 revelou os resultados da sondagem Best 80's Male Hairstyle. Quer recordar quem venceu? Clique aqui.

quarta-feira, janeiro 18, 2006

THIS CHARMING MAN (III) - LeBon esmaga a concorrência, Cole bate Gahan



Parece que Simon LeBon leva tudo à frente por onde passa. Agora, deixou a concorrência a milhas com uns claros 53% dos votos, ou seja, 68 cliques num total de 129. A emoção concentrou-se toda no segundo lugar, em que Lloyd Cole levou a melhor sobre Dave Gahan por 3 votos. Billy Idol também não ficou longe. Quanto a Prince, melhores dias virão.



A quarta, e última, eliminatória da segunda fase já está online (podem votar na barra lateral esquerda). É um grupo com alguns candidatos à vitória final. Taylor, Ferry, Hadley, Mullen e Rhodes: daqui vão sair os últimos 2 "charming men" que passarão à próxima fase.

HISTÓRICO:

FASE 2
Grupo I
Grupo II

FASE 1
Apresentação
Grupo I
Grupo II
Grupo III
Grupo IV
Grupo V
Grupo VI
Grupo VII
Grupo VIII
Grupo IX
Grupo X

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Novo teledisco: DEPECHE MODE - Just Can't Get Enough



Até ao concerto do ano, a secção "o teledisco" está ocupada por videoclips dos Depeche Mode. Depois de A Question Of Lust, temos Just Can't Get Enough, para muitos o clássico dos clássicos. Data de 1981 e foi o primeiro teledisco do grupo. Foi realizado por Clive Richardson e, em si mesmo, não tem nada de especial. Apresenta o grupo a tocar, acompanhado de um conjunto de meninas que dançam à sua volta. Por vezes, surgem num café em alegre confraternização, não vá aqueles fatos de cabedal preto levarem a outro tipo de especulações. O que tem mesmo piada são os óculos do Dave Gahan.

Febre de Sábado de Manhã



Não tinha por hábito ouvir rádio ao sábado de manhã, por isso não guardo qualquer memória deste programa de rádio. As minhas manhãs de rádio estarão para sempre ligadas ao "Despertar" do Sala e da amiga Olga, programa com que a minha mãezinha fazia o favor de me acordar para ir para a escola.

Quanto ao "Febre de Sábado de Manhã", reproduzo a notícia da Rádio Comercial:

O antigo programa de rádio "Febre de Sábado de Manhã", apresentado por Júlio Isidro na Rádio Comercial, regressa agora na forma de um triplo CD que chega às lojas esta Segunda-feira, 16 de Janeiro.

O programa de três horas, sempre ao vivo, começou por ser apresentado há 25 anos no Cinema Nimas, em Lisboa, mas chegou a juntar 40 mil pessoas no Estádio de Alvalade com o concerto dos Fizcher Z. Na "Febre de Sábado de Manhã", passaram nomes nacionais e internacionais como Sheena Easton, Gilberto Gil, Spandau Ballet, Duran Duran, Status Quo, António Variações, Djavan, Carlos Paião ou Heróis do Mar, entre muitos outros.

A "Febre de Sábado de Manhã" foi responsável pela estreia de 165 artistas, entre os quais os Trovante, GNR, Xutos & Pontapés ou UHF, que lançaram as suas carreiras no programa. No CD triplo que chega às lojas esta segunda-feira, e que celebra os 25 anos do programa, couberam 55 desses melhores momentos.

No dia 28 de Janeiro, Júlio Isidro vai voltar a apresentar um "Febre de Sábado de Manhã" na Sala Tejo do Pavilhão Atlântico, espectáculo que contará com as actuações ao vivo dos UHF, Vitorino, Trabalhadores do Comércio ou Lena D'Água. Na entrevista ao COTONETE, que estará disponível para audição brevemente, Júlio Isidro deixou um convite especial para o espectáculo aos seus «meninos» e ao «pessoal da pesada», expressões que utilizava frequentemente junto do seu auditório.

sábado, janeiro 14, 2006

NME Originals: revisitar o passado

Foi a partir do blogue 80s - A Melhor Década que cheguei aos NME Originals. É uma publicação conjunta das revistas New Musical Express e Uncut que nos apresenta uma retrospectiva sobre vários temas e artistas decisivos para a história da música. Destaco os volumes sobre os anos 80 (numa perspectiva mais new-romantic) e sobre o gótico, mas toda a colecção vale a pena para quem é apaixonado pela música.

Separados à nascença?



O escândalo estalou. O país está em suspenso. Será David Byrne o irmão gémeo de Cavaco Silva, separado deste à nascença, na pacata vila de Boliqueime, tendo sido obrigado a emigrar para o estrangeiro à procura da felicidade? A dúvida permanece. Soares esfrega as mãos de contente: o passado de Cavaco tem mais uma vergonhosa estória por revelar. Alegre já lê os textos dos Talking Heads: há-de haver ali uma palavra sobre a revolução. Louçã ataca a falta de gosto musical do candidato da direita: como foi possível ostracizar Byrne, um músico do mundo? Jerónimo emociona-se: os cabelos brancos de Byrne trazem-lhe à memória Álvaro Cunhal. O Queridos Anos 80 não revela a sua inclinação política, mas reconhece que a partir de hoje nada será como dantes. Este é o facto que pode decidir tudo nestas eleições presidenciais.

We're on a road to nowhere... Come on inside.

sexta-feira, janeiro 13, 2006

Words Don't Come Easy (IV)



No fundinho do meu coração há um fogo - um coração ardente
No fundinho do meu coração há desejo - para começar
Morro de emoção
É o meu mundo em fantasia
Vivo nos meus, vivo nos meus sonhos

És o meu coração, és a minha alma
Vou mantê-lo a brilhar aonde quer que vá
És o meu coração, és a minha alma
Vou abraçar-te para sempre
Ficar contigo para sempre

És o meu coração, és a minha alma
Yeah, sinto que o nosso amor crescerá
És o meu coração, és a minha alma
É a única coisa que realmente sei

Vamos fechar a porta e acreditar no meu coração ardente
Sentimo-nos bem, anda lá, abre o teu coração
Mantenho as velas a arder
Deixa o teu corpo derreter no meu
Vivo nos meus, vivo nos meus sonhos

És o meu coração, és a minha alma
Vou mantê-lo a brilhar aonde quer que eu vá
És o meu coração, és a minha alma
Vou abraçar-te para sempre
Ficar contigo para sempre

És o meu coração, és a minha alma
Sim, sinto que o nosso amor crescerá
És o meu coração, és a minha alma
É a única coisa que realmente sei


(repetir até à exaustão)

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Novo teledisco: DEPECHE MODE - A Question Of Lust



Falta já menos de um mês para o concerto dos Depeche Mode no Pavilhão Atlântico (8 de Fevereiro). A partir de hoje, e durante um mês, o espaço "o teledisco" irá ser ocupado por videoclips da banda de Dave Gahan, Martin Gore, Andy Fletcher e, porque não, Alan Wilder e Vince Clarke.

Para começar, A Question Of Lust, tema cantado por Martin Gore, e que faz parte do álbum Black Celebration.

THIS CHARMING MAN (II) - Morrissey e Bono, por uma unha negra



Talvez pela importância que as suas carreiras musicais tiveram e têm na história da música, Morrissey e Bono acabaram por passar à próxima fase, apenas separados por 2 votos. Mas a vitória não foi fácil, uma vez que tanto Morten Harket (A-ha) como Michael Hutchence (ex-INXS) venderam cara a eliminação, principalmente o norueguês, que ficou a apenas 2 votos do líder dos U2. Bowie também não ficou muito longe na eliminatória mais renhida da eleição THIS CHARMING MAN. Obrigado a todos por participarem (apesar de eu saber que há quem vote mais do que uma vez, facto que os representantes do Governo Civil não conseguem impedir...)

Esta eliminatória voltou a bater o recorde de votos, que pertencia a esta eliminatória, com 122 cliques. Hoje, chegou-se aos 132.



A terceira eliminatória já está online (podem votar na barra lateral). Idol, Cole, Gahan, Prince e LeBon. Só dois passarão. Vocês decidem.

HISTÓRICO:

FASE 2
Grupo I

FASE 1
Apresentação
Grupo I
Grupo II
Grupo III
Grupo IV
Grupo V
Grupo VI
Grupo VII
Grupo VIII
Grupo IX
Grupo X

Lime

Guilty, we're all guilty of love!



Não fazia ideia de quem eram os Lime até ao momento em que recebi um e-mail do Vasco Morgado (já agora, Vasco, se estás a ler isto, tentei responder por duas vezes e das duas vezes o mail veio devolvido...) a perguntar se eu me lembrava deste grupo e de uma música deles chamada Guilty. Decidi pôr esta vasta equipa a trabalhar, em busca destes misteriosos Lime. Consegui ter acesso ao Greatest Hits deles e qual não é o meu espanto quando descubro Babe We're Gonna Love Tonight. Sobre a história dos Lime, vim a saber o seguinte:

Ao contrário do que a imagem acima pode sugerir, os Lime não eram quatro, mas sim dois. E aqui deparamos com uma das histórias mais peculiares da música dos anos 80. Os Lime eram Denis LePage e Denyse LePage. Compunham, cantavam, tocavam e produziam as suas músicas e os seus álbuns, mas... quem dava a cara era o parzinho de jovens sorridentes Joy Dorris e Chris Marsh. E "dar a cara" entenda-se por fazer concertos, digressões e actuações em geral... E perguntam vocês: então eles faziam sempre playback? Não, porque Denis e Denyse fizeram questão de escolher o par de cantores cujas vozes se aproximassem mais às originais e, já agora, tivessem um ar mais jovem e apelativo... Já sei que estão a pensar no escândalo Milli Vanilli, mas desde já importa ressalvar que, no caso dos Lime, Joy e Chris cantavam mesmo, não faziam playback e, apesar da verdadeira história por trás destes dois jovens loiros ser desconhecida do grande público, quem trabalhava directamente no mundo da música de dança, Djs, produtores, etc, estavam a par do que se passava.

A carreira dos Lime começou em 1980, no Canadá. Denis LePage era já um produtor consagrado, mas queria ir mais além. Decidiram então compor e gravar algumas canções, num estilo que hoje podemos associar sem quaisquer dúvidas ao chamado euro-disco. As pistas de dança agradeciam e o primeiro êxito Your Love, impôs-se com naturalidade. O primeiro álbum do grupo também se chamou Your Love e todos os singles que dele foram extraídos surgiram no formato 12 polegadas, por outras palavras, o mítico maxi-single que tanto furor fez na década de 80. Your Love foi o primeiro álbum dos Lime e também o único que mostrou Denyse na capa. Todos os restantes álbuns mostram imagens computorizadas e desenhos, um pouco ao estilo do Greatest Hits que aqui se reproduz:



A carreira musical dos Lime estendeu-se por mais seis álbuns na década de 80. Em 1989, o seu oitavo LP, intitulado Brand New Day, foi o primeiro a incluir músicas cantadas quer por Denis e Denyse, quer por Chris e Joy, mas o sucesso já era coisa do passado. Esta álbum marcou o "despedimento" de Chris e Joy, tendo os espectáculos ao vivo ficado a cargo de Jeff Streger e várias cantoras que entrentanto foram sendo contratadas (Kim Cermank foi uma delas e é casada com Art Garfunkel). Os Lime encerraram a sua actividade musical em 1991, depois de mais um álbum completamente desajustado das tendências musicais da época. Em 2002, Denis e Denyse voltaram à actividade com novo álbum, intitulado Love Fury.

Para terminar, têm à vossa disposição aqui do lado esquerdo, na radio.blog, um Megamix do grupo, incluído no tal Greatest Hits de que falei no texto. Alguma memória de alguma destas músicas?

terça-feira, janeiro 10, 2006

QA80 a três colunas

Após algumas dores de cabeça, discussões familiares e noites sem dormir, finalmente consegui adicionar uma segunda barra lateral ao Queridos Anos 80 (estou a brincar, isto até foi simples...). Esta foi a primeira remodelação na estrutura do blogue desde o seu início (e já lá vão 26 meses...) e acho que não fica mal de todo. A barra lateral antiga tornara-se demasiado longa e havia demasiados motivos de interesse esquecidos "lá para baixo". Para além disso, serviu para redimensionar a coluna principal, tornando-a mais estreita. Gosto assim.

Agora, no lado esquerdo, temos a área interactiva, onde os estimados visitantes poderão usufruir de todo um rol de actividades audiovisuais de encher o olho! Ele é a rádio QA80, criada a partir do cotonete, ele é a radio.blog, onde têm à vossa disposição uma playlist especialmente confeccionada por mim, ele é "o teledisco", esse espaço onde a imagem e o som são pura magia, ele são as Sondagens Dear80s, a partir das quais podem declarar o voto na música, cantor/a ou até penteado favoritos.

No lado direito, mantém-se todo o arquivo, especialmente para aqueles que aqui "aterram" pela primeira vez e pretendem saber o que está para trás.

quarta-feira, janeiro 04, 2006

THIS CHARMING MAN (I) - Robert Smith e Sting na próxima fase



Robert Smith venceu Sting no primeiro grupo da 2ª fase da eleição THIS CHARMING MAN. Por 2 votos apenas, o vocalista dos The Cure superiorizou-se ao "gajo do sexo tântrico". Não queria deixar de vos recomendar a visita este site sobre os The Cure feito por um português. Vale a pena. Tem inclusive um fórum no qual podem discutir tudo o que quiserem sobre a banda de Boys Don't Cry, Just Like Heaven e Pictures Of You.

Voltando à nossa eleição, o 3º lugar desta eliminatória foi ocupado por George Michael (ex-Wham!) que chegou a dar alguma luta no início, mas depois não aguentou a pedalada. A altura é de preparação do seu casamento, por isso compreende-se que não esteja concentrado nesta eleição. Marti Pellow (ex-Wet Wet Wet) e Bruce The Boss Springsteen ocuparam as últimas posições. Chegaram à segunda fase, o já não foi mau.

Esta eliminatória bateu o recorde de votos, que pertencia a esta eliminatória, com 110 cliques. Hoje, chegou-se aos 122.



A segunda eliminatória já está online (podem votar na barra lateral). Cinco grandes senhores para dois lugares. O que vai acontecer?

FASE 1
Apresentação
Grupo I
Grupo II
Grupo III
Grupo IV
Grupo V
Grupo VI
Grupo VII
Grupo VIII
Grupo IX
Grupo X

terça-feira, janeiro 03, 2006

Novo teledisco: OMD - Enola Gay (ao vivo)



Há três razões para ver este teledisco dos Orchestral Manoeuvres in the Dark ao vivo.

Uma: Trata-se de Enola Gay, um dos seus maiores êxitos (talvez o maior, a par do Souvenir) e uma daquelas músicas de que jamais diremos "Eu nunca dancei isto". Porque já, sim senhor.

Duas: Eles estão de volta com a formação original, preparando-se para um novo álbum de originais (notícia no Planeta-Pop, confirmada no site oficial da banda).

Três: Vale a pena ver Andy McCluskey dançar enquanto canta e toca baixo. Se não estivesse agora com uma dorzita na barriga da perna, juro que punha o som no máximo, agarrava na vassoura e me punha aqui a imitá-lo.

quinta-feira, dezembro 29, 2005

SÁBADO é hoje!



Coloquei a imagem anteontem, mas só hoje (31/12) pude escrever sobre o assunto.

A Sábado publicou uma excelente reportagem sobre os anos 80. Rui Gustavo e Cláudia Faria fizeram um retrato fiel de tudo aquilo que povoa o nosso imaginário eighties. A reportagem, cujo título é "Os Loucos Anos 80", é acompanhada de listagens de 10 intens organizados por temas. Assim, temos 10 momentos, 10 ídolos (ponho algumas reservas quanto à Cicciolina figurar aqui como ídolo...), 10 objectos (aqui discordo da inclusão do CD... e a cassete? e o vinil?), 10 séries, 10 filmes, 10 músicas estrangeiras e 10 músicas portuguesas. É uma autêntica viagem no tempo aquilo que o Rui Gustavo e a Cláudia Faria nos proporcionam. O Queridos Anos 80 também lá está. É justo. Este é o único blogue português que se dedica exclusiva e exaustivamente à música da década dourada da pop. Deu-me para isto, que é que se há-de fazer?

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Novo teledisco: U2 - New Year's Day



New Year's Day será o teledisco que irá virar o ano aqui no Queridos Anos 80. Trata-se de uma realização de Meiert Avis, senhor que trabalhou com a banda nos anos 80, tendo realizado, entre outros, The Unforgetable Fire, With Or Without You e o célebre Where The Streets Have No Name. Com produção de James Morris, New Year's Day foi filmado perto de Estocolmo (Suécia) em Dezembro de 1982. Fica a mensagem de paz, simbolizada na bandeira branca. I Will Begin Again...

THIS CHARMING MAN - Começou a 2ª fase



Começou a segunda fase da eleição THIS CHARMING MAN, que pretende eleger nada mais nada menos que o cantor mais charmoso dos anos 80. A primeira fase foi dura, sim senhor, teve os seus momentos dramáticos, sim senhor, mas o mais importante é que conseguimos ultrapassá-la com coragem e denodo (o que eu gosto da palavra "denodo"!). Alguns dos vossos favoritos terão decerto ficado pelo caminho, mas agora não é hora para lamentos. Os 20 finalistas estão a postos para serem carne para canhão dos vossos votos. A primeira eliminatória está já online e agrupa os cinco moçoilos que estão ali acima. Para votarem basta irem até à barra lateral. Vamos a votar, pois então! Vamos fazer das eleições presidenciais um pequeno "fédiber"! Esta sim, é a eleição por que os portugueses esperavam!

Se por acaso não faz parte das 5 pessoas que normalmente estão atentas a este blogue, e se por um maior acaso está interessado em saber a história e a orgânica desta mega-eleição, faça o obséquio de clicar nos links que estão em baixo. Obrigado.

Apresentação
Grupo I
Grupo II
Grupo III
Grupo IV
Grupo V
Grupo VI
Grupo VII
Grupo VIII
Grupo IX
Grupo X

quinta-feira, dezembro 22, 2005

FELIZ NATAL



São os votos do QUERIDOS ANOS 80 (com o patrocínio do sr. Robert Smith)

PAUL MCCARTNEY (in the 80's)



De Paul McCartney no anos 80 há mesmo muita coisa a dizer, só que não tenho pachorra para lhe dedicar um texto longo. Pá, é assim, tipo, 'tão a ver... não gosto do gajo, "prontos". Mas reconheço que sem ele as coisas seriam diferentes. Como, não sei, mas seriam diferentes de qualquer maneira. Assim de repente, quando penso no que ele andou a fazer nos anos 80, vêm-me à mente cinco canções:

1. Ebony & Ivory (1982), em dueto com Stevie Wonder. Uma canção bonitinha e ideal para abordar a temática "todos diferentes todos iguais". Fez parte do aclamado álbum Tug Of War, que se fartou de ganhar prémios.

2. The Girl Is Mine, em dueto com Michael Jackson, muitos anos antes de se saber que afinal, do ponto de vista de Jackson, o título deveria ser "The Boy Is Mine".

3. Say Say Say, em dueto com... Michael Jackson (outra vez!), cujo teledisco, se não me engano, mostrava-os a fazerem de uma espécie de saltimbancos trafulhas (esta palavra estranha quer dizer trapaceiros). Esta música fez parte de mais um álbum de sucesso, The Pipes Of Peace, cujo tema-título também provou do néctar do êxito (que linda metáfora...). O teledisco até ganhou um prémio.

4. No More Lonely Nights, canção que fez parte da banda sonora do filme Give My Regards To Broad Street (1984), um completo falhanço, apesar de nele figurarem McCartney, Ringo e as suas respectivas esposas. Ah, e ainda actores "a sério" como Bryan Brown e Tracey Ullman.

5. We All Stand Together, aquela musiquinha infantil que nos levava a fazer figuras tristes quando nos púnhamos a cantar "Pom, pom, pom, aíã! pom, pom, pom, aíã!" O teledisco era cómico.

Haveria muito mais para dizer sobre este senhor, mas não estou realmente com muita vontade. Se calhar foi o início oficial das férias que me pôs assim.

quarta-feira, dezembro 21, 2005

GEORGE HARRISON (in the 80's)



Do "silent beatle" apenas recordo uma canção: Got My Mind Set On You (1987). Um tema bonitinho, capaz de fazer-nos bater o pezinho enquanto pedimos no bar da discoteca um sumo de laranja para a miúda que nos espera na mesa do canto. Nada mais do que isso. Mas vamos ver o que andou a fazer o senhor Harrison nos anos 80.

Rezam as crónicas que teve outro sucesso para além do supracitado, que foi All Those Years Ago (1981), canção de que não faço a mais pequena ideia. Este tema foi inicialmente escrito para Ringo Starr, mas a morte de John Lennon, fez Harrison alterar a letra de forma a transformá-lo em tributo a Lennon. Este tema juntamente com Teardrops, o segundo single, fizeram parte do álbum Somewhere In England. Para este LP, Harrison foi obrigado pela sua editora a substituir algumas canções e até mesmo a capa do disco, o que dá a ideia do estatuto (ou da falta dele) de que o ex-beatle gozava na altura. Seguiu-se novo LP em 1982, Gone Troppo, que passou completamente ao lado das tabelas de vendas. Teríamos, então, de esperar cinco anos para ver um novo disco de Harrison. Cloud Nine surgiu em 1987 e foi produzido por Jeff Lynne, líder dos Electric Light Orchestra. Este álbum incluiu o tal Got My Mind Set On You, uma versão do original dos anos 60 de um senhor chamado James Ray. Em 1989, foi editada a colectânea Best of Dark Horse 1976-1989, que cobre todo o seu percurso a solo, e ficou por aí a produção discográfica de Harrison.

Em finais da década, formou os Travelling Wilburys com Roy Orbison, Jeff Lynne, Bob Dylan e Tom Petty. O álbum com o mesmo nome foi mesmo considerado pela Rolling Stone como um dos 100 melhores de todos os tempos.

Durante o período de afastamento das edições discográficas, que durou cerca de cinco anos, Harrison dedicou-se fundamentalmente à produção de filmes. Através da sua própria produtora cinematográfica, a Handmade Films, fundada em 1979, foi responsável pela produção de filmes como Monty Python’s The Life of Brian, Shanghai Surprise, Time Bandits, Withnail and I, e Mona Lisa. É importante realçar aqui o facto de que foi Harrison quem financiou The Life Of Brian, pois este filme tinha sido "abandonado" pela EMI Films. Só por isto, Harrison já merece um lugar no céu.

sábado, dezembro 17, 2005

Novo teledisco: THE POGUES & KIRSTY MACCOLL - A Fairytale of New York



So happy Christmas
I love you baby
I can see a better time
When all our dreams come true


Os The Pogues vão reeditar segunda-feira, 19, A Fairytale of New York, uma das mais belas canções de Natal de todos os tempos. Aproveitando a passagem dos 5 anos sobre a morte de Kirsty MacColl (18/12/2000), os The Pogues reeditam assim os dos seus temas mais marcantes, que, na altura em surgiu, em 1987, chegou ao segundo lugar da tabela de singles do Reino Unido. Todos os lucros da venda desta reedição serão canalizados para a Justice For Kirsty Campaign, um movimento liderado pela mãe de Kirsty MacColl com vista a pedir responsabilidades sobre a morte da filha.

Este será o teledisco de Natal do Queridos Anos 80. A preto e branco, A Fairytale Of New York conta com a aparição do actor Matt Dillon, no papel do polícia que leva Shane MacGowan para a prisão.

A BBC3 irá transmitir na segunda-feira o documentário The Story Of A Fairytale of New York. Produzido já este ano, este documentário inclui entrevistas com todos os membros dos The Pogues envolvidos na gravação, Matt Dillon, Jean MacColl (mãe de Kirsty), Steve Lillywhite (produtor da canção e marido de Kirsty), Nick Cave, Jools Holland, entre outros.

Aviso 1 - Apesar de ser uma bela canção, o teledisco tresanda a álcool!
Aviso 2 - A parte final acaba algo abruptamente. Peço desculpa, mas foi o que se conseguiu arranjar.

sexta-feira, dezembro 16, 2005

RINGO STARR (in the 80's)



Não tenho quaisquer memórias pessoais do trabalho de Ringo Starr nos eighties, o que não é bom sinal. Com efeito, a sua carreira musical nunca conseguiu atingir o mesmo nível que atingira nos anos 70. Os anos 80 foram, para Ringo Starr, uma caminhada algo penosa, à qual não é estranho o facto de o homem se ter metido no álcool. E levou a mulher com ele!

O baterista dos Beatles fez-se notar, pela primeira vez, nos anos 80, não por um feito musical, mas por ter casado com a modelo Barbara Bach, uma Bond-Girl no filme The Spy Who Loved Me (1977). Conheceram-se na rodagem do filme Caveman (cujo cartaz não deixa muito espaço à imaginação), e casaram-se a 27 de Abril de 1981, cerimónia que contou com a presença dos casais Harrison e McCartney. Os três ex-Beatles chegaram mesmo a juntar-se em palco, na festa de casamento, para um jam-session histórica (não necessariamente pela qualidade musical...).

Paralelamente a uma carreira musical frustrante, Ringo Starr foi presença assídua no grande ecrã e na TV, mas nunca deu o salto para grandes produções ou grandes papéis.

Um dos últimos contactos que teve com Lennon foi quando este lhe cedeu quatro canções para incluir no novo e nono (!) álbum de Ringo, Stop And Smell The Roses. Este álbum teria a colaboração de McCartney e Harrison numa tentativa da dar à carreira de Ringo o "safanão" que ela precisava. John Lennon tinha planeado colaborar no mesmo álbum, mas a sua morte veio complicar tudo.

Ao longo dos anos 80, Ringo Starr fez rádio, editou mais um álbum (Old Wave, 1983), tocou ao vivo com outros artistas, colaborou em eventos de beneficiência e foi aparecendo, aqui e ali, em projectos dos seus aigos ex-Beatles quer a nível musical, quer no âmbito do cinema.

Em 1988, chegou a ser nomeado para um Emmy, graças a um papel numa série infantil. No final desse mesmo ano, Ringo e Barbara submeteram-se a um programa de reabilitação para alcoólicos, do qual saiu como novo e cheio de força para, em 1989, formar a All-Starr Band, com a qual entrou na sua primeira digressão de sempre como artista a solo.

Os Beatles nos anos 80



A propósito da passagem dos 25 anos sobre a morte de John Lennon, assassinado em 1980 por um fã, o Queridos Anos 80 fala pela primeira vez dos Beatles, uma das maiores bandas de sempre, quer se queira, quer não, quer se goste, quer não.

Já aqui deixei a questão: como seriam os fab-four se os anos 80 os tivessem juntado novamente? Saberiam eles "orientar-se" na era do teledisco, marcada pela MTV? A que soariam eles? Estariam prontos a experimentar o mundo da pop-electrónica? Ou afirmar-se-iam como banda de guitarras? Cairiam em desgraça, completamente ultrapassados por uma geração de músicos pouco inclinada para saudosismos? Ou saberiam "reconstruir-se" e assumir uma via ascendente, à imagem de uns U2, por exemplo? Nunca o saberemos.

Por isso, resolvi vasculhar um pouco nos percursos de Ringo, Harrison e McCartney nos anos 80 e recordar aqui o modo como, a solo e após a morte de Lennon, se "recolocaram" (ou pelo menos tentaram) no universo da pop mundial. Comecemos por Ringo Starr.

quinta-feira, dezembro 08, 2005

Lennon



Há 25 anos, morria John Lennon. Como teriam sido os Beatles se os anos 80 os voltassem a reunir?

quarta-feira, dezembro 07, 2005

THIS CHARMING MAN: os 20 eleitos

Estes são os vinte rapazes que vão disputar a segunda fase da eleição THIS CHARMING MAN, a iniciar na próxima semana, depois do sorteio que vou realizar para formar os 4 grupos que vão entrar em competição. No início eram 50 e, após 677 votos, restam 20. Obrigado a todos pela participação.


1ª fila: Bono, David Bowie, Lloyd Cole, Bryan Ferry e Dave Gahan
2ª fila: Tony Hadley, Morten Karket, Michael Hutchence, Biily Idol e Simon LeBon
3ª fila: George Michael, Morrissey, Robert Smith, Bruce Springsteen e Sting
4ª fila: Larry Mullen, Nick Rhodes, Marti Pellow, Prince e John Taylor

THIS CHARMING MAN (X) - Lloyd Cole e George Michael na próxima fase

Foi o grupo mais renhido de todos. Ao fim de 77 votos, Lloyd Cole e George Michael completaram o grupo de 20 senhores que conseguiram o passaporte para a próxima fase da eleição THIS CHARMING MAN. A fava calhou a Jon Bonjovi, que ficou a apenas 2 votos do ex-Wham!



Historial:
Apresentação
Grupo I
Grupo II
Grupo III
Grupo IV
Grupo V
Grupo VI
Grupo VII
Grupo VIII
Grupo IX

terça-feira, dezembro 06, 2005

Só dois vão passar


20 votos

18 votos

17 votos

Resultado, amanhã, por volta das 18:00. O país em suspenso.

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Rádio Foxx

O Ouvidor já se referiu a ela e só hoje me lembrei de a sintonizar no regresso a casa. Trata-se da rádio FOXX, que emite na antiga frequência da rádio CIDADE (arrrrrrgh!!!). "Dei de caras" com a Janet Jackson a cantar Nasty, o que não foi mau para começo, mas depois quis ouvir as notícias, por isso sintonizei a TSF. Quando voltei à FOXX já lá estava o Prince a dar-me Sign Of The Times. Nada mau para amostra e, apesar do pouco entusiasmo do Jorge Guimarães Silva, é rádio para eu revisitar amanhã. É sim senhor.

THIS CHARMING MAN - Grupo X ao rubro!

Destino cruel. A sorte (ou o azar) do sorteio haveria de determinar que no último grupo ficassem Lloyd Cole, Bon Jovi, George Michael e Mark Shaw a lutarem pelos dois lugares que darão acesso à próxima fase. Esta é uma luta titãnica sobre a qual não me atrevo a fazer prognósticos. Para já, e depois de 59 votos, a distância entre o primeiro (Lloyd Cole) e o quarto (Marck Shaw) é pequena, e tudo pode acontecer, uma vez que só depois de amanhã (quarta-feira, como de costume) se dará por encerrada a votação. Vamos lá ver no que isto vai dar. Obrigado a todos/as pela participação.

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Novo teledisco: ECHO & THE BUNNYMEN - Bring On The Dancing Horses



Hoje, no suplemento Y, do Público, vem uma reportagem sobre realizadores de telediscos consagrados, a propósito da edição do conjunto de DVDs, The Work Of Director. Entre os nomes referidos destaca-se, como não podia deixar de ser, Anton Corbijn, um verdadeiro génio na forma como tem combinado ao longo de mais de duas décadas o som e a imagem. Os telediscos de Corbijn são obras de arte. Não se prestam a um mero papel acessório, mas acrescentam muito à música a que servem de suporte. Resolvi escolher um dos muitos telediscos que já realizou, Bring On The Dancing Horses, talvez o primeiro tema responsável pela paixão que desenvolvi pelos Echo & the Bunnymen.

radio.blog - Nova playlist online

A-HA - Hunting High And Low

Esta é uma das mais belas canções de todos os tempos. E foi por esta e por outras que os A-Ha são uma referência incontornável da pop dos anos 80, por sinal um grupo que se aguentou na cena pop internacional até ao presente (este gajo é um grande fã das coisas mais recentes dos A-ha). Voltando a Hunting High And Low, como se não bastasse a beleza da música, também o teledisco deixou uma marca indelével na nossa memória... Quem não se lembra?

NAKED EYES - Always Something There To Remind Me

Esta é uma boa canção pop, talvez a melhor que os Naked Eyes fizeram. Eles andaram no pelotão da synth-pop de inícios dos anos 80, mas não aguentaram a pedalada por muito tempo. Um dos seus fundadores, Rob Fisher, viria a juntar-se a um tal Simon Climie para formar... vocês-sabem-quem. Quanto a Always Something There To Remind Me, volto a dizer: é uma boa canção pop para recordar.

STAN RIDGWAY - Camouflage

Já aqui dediquei algumas palavrinhas ao tio Stan (acho que posso tratá-lo assim), pelo que apenas queria dizer que esta versão que coloco ao vosso dispor tem 7 minutos e 17 segundos. Para quem gosta, vai certamente apreciar toda a conjuntura dramática da letra. Para quem não gosta, isto assemelhar-se-à a uma versão tipo peixe-espada: chata e comprida. Bom proveito.

A FLOCK OF SEAGULLS - The More You Live The More You Love

Cá estão eles outra vez. Os "Bando de Gaivotas" têm um lugarzinho especial no coração dos QA80. Até porque sempre tive tendência para proteger todos aqueles que se sentem discriminados pelo corte de cabelo. Só por isso, volto à carga, agora com uma música que representa de certa forma já a curva descendente da banda, incluída no álbum de 1984, The Story Of A Young Heart.