segunda-feira, fevereiro 13, 2006

THIS CHARMING MAN: A grande final

E os 6 finalistas da eleição THIS CHARMING MAN são, por ordem alfabética (não quero ser acusado de parcialidade):


Lebon, Morrissey, Rhodes, Smith, Sting e Taylor

Modo de funcionamento da grande final:

1. A votação terá início na quarta-feira, dia 15 de Fevereiro, às 00:00h.

2. A votação encerrará na quarta-feira, dia 1 de Março, às 16:00h.

3. Haverá duas formas de votarem no vosso "charming man" favorito:

a) Através de e-mail, que amanhã disponibilizarei. O voto deverá ser colocado no espaço "Assunto" ("Subject"). Só isso. Não precisam de escrever mais nada. Podem dizer "olá" obviamente, mas para tornar isto o mais simples possível, basta escrever o nome do dito cujo no "Assunto". Obviamente, e-mails repetidos não serão considerados, nem e-mails que eu desconfie serem resultado de uma acção de spam.

b) Através da barra lateral aqui do QA80, só que com uma pequena diferença em relação às eliminatórias anteriores: a votação só estará disponível quando eu estiver no computador, e isso pode ser em qualquer altura do dia. É uma questão de me "apanharem" online. Com esta medida, é certo que alguém que já enviou o e-mail pode votar uma segunda vez, mas isto permite-me acompanhar mais de perto a evolução das votações e impedir aquele tipo de fenómeno fraudulento que se passou na primeira meia-final.

4. Passada uma semana da votação, ou seja, a meio da mesma, farei aqui um ponto de situação sobre a evolução da classificação.

THIS CHARMING MAN (II): LeBon, Morrissey e Sting na final

sábado, fevereiro 11, 2006

Depeche Mode, 08/02/06 - O texto

19:20, mais coisa menos coisa, entro no Pavilhão Atlântico. Para quem vem do Porto e quer ficar o mais à frente possível não há tempo a perder. Pavilhão praticamente vazio, não mais de 500 pessoas chegadas às grades junto ao palco. Fico a uns cinco metros da fila da frente, do lado esquerdo do corredor central (há 13 anos, no saudoso Estádio das Antas, fiquei longe do palco). Boa ideia, quando o Dave entrar neste corredor vai dar para ver as tatuagens com mais pormenor. E, quem sabe, levar com alguns pingos do seu suor. O verdadeiro fã aproveita tudo, até o suor. Também vai dar para tirar umas boas fotos.

Os primeiros "furas" tentam fazer jus a esta designação, ou seja, furar a torto-e-a-direito, e lá vão conseguindo face à boa vontade geral, aqui e ali, adornada com um "Oh, pá, é indecente" ou "Eh, pá, desculpa lá, mas por aqui não!". Ao meu lado estão três espanhóis, um deles com um penteado surreal que me abstenho de descrever. Parecem bem dispostos e até aproveitam um maço de Marlboro cheio esquecido no chão. Um cromo semi-bêbedo, de copo de cerveja na mão, tenta furar, passa pelos espanhois e dá de caras com uma paisagem pouco amigável: as minhas costas, que fazem parte de um todo de um metro e oitenta e quatro centímetros. O nosso diálogo é curto, mas proveitoso: "Desculpe, seria possível passar?" "Não." "Não? OK, obrigado". E desaparece. Um dos espanhois sorri para mim e leio nos seus olhos a expressão "És o meu herói".

20:30, alguém me pergunta a que horas começa o concerto. "21:30, pelo menos é o que está no bilhete". Uma hora ainda de espera! E ainda temos de aturar os outros gajos que vêm fazer a primeira parte! Pois é, amigo, são os The Bravery e até têm 3 ou 4 músicas engraçadas. Olha, afinal acabam de entrar. Os The Bravery tocam bem, a voz do vocalista assemelha-se por vezes a uma espécie de "Robert LeBon de segunda apanha" (Robert da parte dos The Cure, LeBon da parte dos Duran Duran). Gostei, mas vamos lá a despachar. Meia-hora em palco e os The Bravery já são história. Gostei do "pullover" do vocalista.

21:30, então, como é, vamos lá começar isto. Uma menina que tem estado estoicamente atrás de mim, bate-me nas costas. "Olhe, desculpe, não dava para se desviar 2 milímetros?" 2 milímetros? Pronto, já está. "É que o senhor é muito alto". Já sabia, obrigado, mas a menos que proíbam as plateias a "maiores de 1,70", vai ter de levar comigo.

21.45, as luzes apagam-se gradualmente, o barulho aumenta vertiginosamente, eles vêm aí. Os Depeche Mode entram em palco! Primeiros flashes dos milhares que vão disparar sobre a banda durante o concerto. A Pain I'm Used To é o início perfeito e conhecido por quem tem estado atento às notícias da digressão. Dave Gahan veste um casaco cinzento que sabemos não ficará por muito tempo no seu corpo. Martin Gore vem de asas negras, mas somos nós que voamos quando ele canta Damaged People e Home, esta última, para mim, um dos momentos da noite. O primeiro momento da noite foi mais atrás, com A Question Of Time, que nos dá a oportunidade de ver Gahan fazer aquele "número" com o tripé do microfone. Este homem é o maior frontman da história da música (afirmação potencialmente polémica, mas que assumo com unhas e dentes). À minha volta, há um lago de saliva feminina (e, quem sabe, alguma masculina). O Dave que nem sonhe em fazer stage-diving, que vai ver o que lhe acontece.

Precious já faz parte das minhas preferidas de sempre, mas ao vivo fica a perder, algo lenta e despida de emoção. É claramente uma grande canção de estúdio, mas que não funciona bem ao vivo. É uma espécie de anti-climax que prepara outro climax, Walking In My Shoes, a música que na minha opinião encerra todas as qualidades do génio de Martin Gore. A letra, a melodia, os efeitos, está lá tudo, na perfeição.

Enjoy The Silence é naturalemente outro dos vários picos do concerto. Praticamente não se ouve a voz de Dave, pois há 20 mil vozes a cantar. Ele também gosta de nos ouvir e aponta-nos o microfone: "All I ever wanted all I ever needed is here in my aaaaaaaaaarms". Lindo. Estamos todos afinadinhos.

Expectativa para a abertura do 1º encore. Rezo aos deuses que Martin se lembre de A Question of Lust, sob pena de eu ter que invadir o palco em protesto. Mas a desilusão cede o lugar à surpresa. Que é isto? Shake The Disease com piano a acompanhar? Fabuloso, maravilhoso, assombroso. Martin Gore consegue deixar toda a gente petrificada perante o momento sublime. A jornalista do Público que escreve o artigo sobre o concerto dirá que esta música foi recebida com "indiferença". Não concordo e permito-me dizer que a jornalista esteve, no mínimo, desatenta.

Shake The Disease abre espaço ao 2º encore, logo após um Just Can Get Enough que faz a viagem mais longa no tempo e põe toda a gente a saltar. A banda abandona o palco, Dave, com cara de poucos amigos, diz algo a Peter Gordino. Parece-me algo sobre o público. Ou então, não. Peter Gordino é a surpresa da noite para mim, não pelo seu trabalho nas teclas, mas pela capacidade vocal que lhe permite fazer segundas vozes de forma irrepreensível. Na bateria, Christian Eigner é competente. Mas um concerto de Depeche Mode não é feito para baterista brilhar.

A banda regressa ao palco, com o pavilhão em delírio ensurdecedor. Never Let Me Down Again abre a conclusão alinhavada para o concerto. Braços no ar, esquerda, direita, esquerda, sem parar. Dave é o instigador. Todos vimos a cena no 101, também queremos fazer. A seguir, Martin Gore vem ao corredor central pela primeira vez. Dave junta-se-lhe e preparam-se para cantar Goodnight Lovers. O público grita, chama. Dave pede silêncio. O momento exige-o. Esta vai ser a última canção do concerto. A banda sairá de palco em apoteose, com a promessa de voltar em Julho. Por momentos o barulho que faz abanar o pavilhão faz hesitar os roadies que se preparam para arrumar as "tralhas". Novo encore? Será? Não, acabou mesmo. As luzes do Atlântico acendem-se. Há sorrisos aqui e ali, olhares exaustos também. A hora é de regresso. O concerto da minha vida? Pelo menos até 28 de Julho...

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

THIS CHARMING MAN (1ª meia-final) - Taylor, Smith e Rhodes na final

Taylor e Smith na final

Decidi que os três primeiros irão à final. Por isso, a estes juntar-se-ão mais três que sairão da segunda meia-final, que já está online. Obrigado por participarem.

sábado, fevereiro 04, 2006

Depeche Mode - Retrospectiva 1981/2001



Esta é provavelmente a contagem decrescente mais lenta da "História das Contagens Decrescentes". Por outras palavras, "porra, que nunca mais é... 4ªfeira!". O Queridos Anos 80 estará presente no Pavilhão Atlântico na sua qualidade de "Blogue-Sobre-a-Música-dos-Anos-80 Oficial do Concerto". Eles não sabem, mas isso é o menos importante. O que importa mesmo é que estaremos lá.

Durante quase todo o mês de Janeiro, rodaram aqui telediscos dos Depeche Mode. Foi possível recordar A Question Of Lust (Martin, ficas já avisado que se não cantares esta na 4ª feira, serás severamente punido), Just Can't Get Enough, Strange Love e Blasphemous Rumours.

A surpresa ficou guardada para os últimos dias anteriores ao concerto: têm à vossa disposição, na coluna lateral da esquerda, uma retrospectiva da carreira dos Depeche Mode, dividida em três partes. A primeira apresentada por Dave Gahan, a segunda por Andy Fletcher e a terceira por Martin Gore. Esta retrospectiva não está legendada e foi feita em 2001, aquando da edição de Exciter.

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

THIS CHARMING MAN: Bryan Ferry retirado da votação (actualizado)

Depois de mais um "ataque" (acho que posso chamar-lhe assim), decidi retirar Bryan Ferry da votação. Mais pormenores logo à tarde.
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Cá estão os pormenores:

1. Verifiquei através dos mails dos votos que houve mais uma votação massiva em Bryan Ferry por volta das 2 da manhã, de votos em minutos seguidos e mais do que um voto no mesmo minuto.

2. No momento em que estava a verificar isto, por volta das 13:00 de hoje, iniciou-se mais uma votação em massa, por isso confrontei os IP's dos mails que estava a receber em tempo real com os "referrals" na página do Sitemeter e reparei que os IP's dos mails não apareciam no Sitemeter, o que me levou a concluir que eram IP's falsos, gerados por qualquer coisa que não sei o que é.

3. Ao mesmo tempo, cruzei os dados em relação aos IP's dos votos nos outros cantores e verifiquei que surgiam nos "referrals" do Sitemeter, ou seja, tudo normal nestes casos: os votos correspondem a visitas feitas ao blogue.

Sendo assim, e com alguma tristeza, decidi retirar o grande Bryan Ferry da votação. O que ainda não percebi, e provavelmente nunca hei-de perceber, é que por que razão alguém fez isto e para que se deu ao trabalho de tal "façanha". Enfim...

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

THIS CHARMING MAN - Esclarecimento

Também eu fiquei estupefacto quando, ao chegar a casa há cerca de uma hora, reparei no "salto" significativo que o Bryan Ferry deu na votação. Desde já, quero deixar aqui bem claro que deste lado não há qualquer responsabilidade pelo facto. Eu acho que nem devia precisar de dizer isto, mas mesmo assim digo e está dito.

A primeira coisa que me passou pela cabeça foi a de um clube de fãs do Bryan Ferry ter-se posto em campo. Por isso, fui ver a origem das visitas ao Queridos Anos 80, que, aliás, todos vocês podem ver se clicarem lá em baixo naquele número (138 mil e tal...) que está na coluna da direita, logo por baixo do "Avalia-me!". Se clicarem lá, têm acesso às estatísticas das visitas do Sitemeter e, em "Referrals" podem ver de onde vêm os visitantes deste blogue. Acontece que lá não existe qualquer referência a site do Bryan Ferry ou de clube de fãs do cantor, ao contrário do que acontece com os Duran Duran e os The Cure, de quem podemos visitar os foruns e sites para onde foram enviados apelos ao voto.

Por cada voto que é dado, recebo um email com a hora, o IP e o respectivo voto, por isso pus-me a analisar voto a voto. Sim, depois de um dia de trabalho, podem crer que é dose! E então reparei que houve durante o dia de hoje três momentos de votação massiva no Bryan Ferry. Mais concretamente:

Entre as 10:59 e 11:19 (20 mins.) houve 25 votos.
Entre as 12.43 e as 13.59 (cerca de 1 hora e 15 mins.) houve 71 votos.
Entre as 14.45 e as 15.27 (cerca de 45 mins.) houve 40 votos.


Há casos de 2 votos no mesmo minuto, chegando a existir situações de 3 votos no mesmo minuto. Em relação aos IP's, todos os votos têm um IP diferente, porque só assim é que o voto é considerado. No entanto, reparei que, nalguns casos, apenas o último dígito do IP diferia. Não sei se isso quer significar alguma coisa. De qualquer modo, este caso de mudança do último dígito aconteceu, se bem me lembro apenas duas vezes.

Depois das 15:27, e até este momento, 19:24 registaram-se... 3 votos!

Bem, eu não sei o que dizer perante isto. Digam-me vocês. Eu sei que existem "bots" que podem desempenhar uma série de acções automaticamente. Não sei se podem ser utilizados neste tipo de coisas, mas acho difícil. Também acho difícil que se consiga "convocar" tanta gente, provavelmente no trabalho (já que não estou a ver os miúdos na escola a votar Bryan Ferry) e em tão pouco tempo conseguir uma votação massiva destas. Olhem, digam o que acham, principalmente os mais entendidos nestas coisas da informática.

Ou então, se alguém detém informação concreta e real sobre o que aconteceu, faça o favor de se chegar à frente e esclarecer aqui o pessoal.

PS 1 - Já agora, ao analisar os e-mails com as votações, reparei que há muita gente a votar em 2 e em 3 ao mesmo tempo. Não sei que tipo de efeito isso tem, uma vez que a sondagem está configurada para apenas se poder votar em um item de cada vez.

PS 2 - Ao visitar os vários foruns dos Duran Duran e dos The Cure em que foram colocados apelos à votação, reparei que muita gente diz que prefere votar em Bono ou Bryan Ferry (para além dos que reconhecem que fazem batota, votando mais do que uma vez...)

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

radio.blog: nova playlist

1. The Cure: Push - É a minha música preferida dos The Cure e como todas as coisas que amamos, é difícil explicar porquê. Faz parte do álbum The Head On The Door. Há quem diga que é o melhor álbum de sempre da banda de Robert Smith. Eu apoio.

2. Wall of Voodoo: Mexican Radio - Sim, esta voz nasalada é a mesma que canta Camouflage. O senhor chama-se Stan Ridgway e, nesta altura (1982), liderava os Wall of Voodoo. Esta música é engraçada.

3. Jane Wiedlin: Rush Hour - Em finais dos anos 70, esta mocinha juntou-se a Belinda Carlisle e, com mais 2, formaram as Go-Go's. Depois, quando tudo acabou, Jane aventurou-se a solo e entrou para a história como mais uma bem sucedida one-hit wonder. Graças a Rush Hour.

4. Maria Vidal: Body Rock - OK, pessoal, vamos lá abanar o capacete ao som deste Body Rock. Quem não se lembra da Maria Vidal e do tema que foi canção principal do filme Body Rock, com o "grande" Lorenzo Lamas?

5. John Parr: St. Elmo's Fire (Man In Motion) - Já que estamos numa de bandas sonoras, aqui está a canção que fez parte da soundtrack de St. Elmo's Fire, mais um filme de jovens inconscientes e apaixonados em que pontificavam nomes como Emilio Estevez, Rob Lowe, Demi Moore e Andie MacDowell. Quanto a John Parr, parece que o fogo da sua carreira durou pouco...

THIS CHARMING MAN (I): Quem pára Robert Smith?



A votação para a primeira meia-final começou somente anteontem, 2ª feira, e Robert Smith já é o charmimg man mais votado de sempre (nesta altura leva 114 cliques). E atenção: a votação estende-se por sete dias. Com efeito, os fãs dos The Cure organizaram-se, reuniram armas e contactaram fóruns internacionais dedicados à banda de forma a aumentar os votos do seu vocalista. Afinal, nada que os fãs de Duran Duran não tenham feito até agora. Por isso, nesta altura, vale tudo menos tirar olhos, como diria um amigo meu.