A festa excedeu as minhas expectativas. Nunca estive envolvido na organização de um evento deste tipo e era natural alguma apreensão sobre o que iria resultar de tudo isto. Mas à medida que as pessoas iam entrando, que o espaço ia ficando mais e mais preenchido e, depois, à medida que a noite avançou e que vi que a pista nunca teve os chamados "momentos mortos" e que o entusiasmo geral era crescente, constatei que a aposta tinha sido ganha. Queria agradecer aos Dj's - o Ivo T, o Bessa e o Isidro - pela qualidade da música que nos ofereceram e por terem passado de tudo, sem complexos. De Cult a Modern Talking, de A-ha a David Bowie, de Ramones a Desireless, houve de tudo um pouco, e para todos os gostos. Os anos 80 foram assim: uma década de extremos e de excessos, e penso que isso ficou bem patente na escolha musical de ontem. Gostaria também de agradecer ao Tiago pelo desafio e envolvimento na organização, e à Susana, mais uma vez, pela qualidade dos flyers. Finalmente, ao Swing Club, por ter acedido à realização deste evento. Para mim, foi simbólico que a festa se tivesse realizado neste espaço, onde passei tantos momentos da minha juventude (quando ainda era mais jovem do que sou agora!).
Mas a pergunta que se impõe agora é a seguinte: quem foi, na verdade, à festa Queridos Anos 80? Lembrei-me de fazer um quiz de 10 perguntas que tiram a limpo quem na realidade esteve presente no Swing. Será alguém capaz de fazer 100% de respostas correctas? Vejamos:
1. Duas das seguintes músicas foram repetidas. Quais?
a) take on me - a-ha
b) you spin me round - dead or alive
c) debaser - pixies
d) wildflower - cult
e) you're my heart you're my soul - modern talking
f) i ran - a flock of seagulls
g) voyage voyage - desireless
As músicas repetidas foram i ran dos a flock of seagulls e debaser dos pixies.
2. O tarzanboy usou uma t-shirt de que banda?
a) echo & the bunnymen
b) duran duran
c) ramones
Eu tinha uma t-shirt dos ramones. Foi a primeira vez, na história da humanidade, que alguém pôde ser visto numa discoteca a dançar sabrina e bros com uma t-shirt dos ramones.
3. Houve uma música que ficou acidentalmente a meio. Qual?
a) beds are burning - midnight oil
b) sweet child Of mine - guns n roses
c) the final countdown - europe
A música que ficou acidentalmente a meio foi o beds are burning.
4. Quantas pessoas ao longo da noite foram gentilmente convidadas a sair da pista pelo segurança?
a) 0
b) 1
c) 2
Que eu tivesse visto, e eu estive na pista desde quase o início até às 6 da manhã, houve uma pessoa que foi gentilmente convidada a sair. Foi um rapaz que entrou na pista a cambalear, levando (quase) tudo à frente. Depois, alguém protestou e ficaram os dois a trocar argumentos, até que um outro argumento interveio, este vestido de preto, com cara de terminator, e braços que pareciam as minhas pernas.
5. Uma destas músicas portuguesas não passou. Qual?
a) contentores - xutos & pontapés
b) totobola - roquivários
c) por quem não esqueci - sétima legião
Não passou a dos sétima legião. Para mim a surpresa da noite foi mesmo o totobola.
6. Qual foi o método que os três DJ's adoptaram?
a) revezarem-se de 30 em 30 minutos
b) revezarem-se de 3 em 3 músicas
c) revezarem-se de 20 em 20 minutos
d) revezarem-se de 5 em em 5 músicas
O método foi o das 3 músicas. Assim, evitou-se cair numa certa monotonia de estilos e aumentou-se a expectativa sobre o que viria a seguir.
7. Houve um casal que passou quase a noite toca a dançar agarrado um ao outro no meio da pista. Ela era
a) asiática
b) loura
c) morena
Ela era loura. Ele não sei. Só sei que passaram a noite p'ráli agarrados um ao outro, mesmo a pedirem um slowzinho à moda antiga. O take my breath away ficava-lhes bem.
8. Durante toda a noite as telas passaram uma projecção de
a) um conjunto de anúncios televisivos e clipes de séries dos anos 80
b) telediscos de vários artistas dos anos 80
c) o dvd do Live Aid
Foi um conjunto de anúncios televisivos e clipes de séries dos anos 80. Havia de tudo, desde o conan, o rapaz do futuro até à laranjina C, passando pelo Sousa Veloso e o seu TV Rural.
9. Um destes artistas não passou na noite Queridos Anos 80. Qual?
a) madonna
b) prince
c) michael jackson
Prince não passou.
10. Uma destas meninas passou na noite Queridos Anos 80. Qual?
a) kim wilde
b) sandra
c) sabrina
Foi a Sabrina que passou com o seu clássico boys boys boys (ou será boing! boing! boing!?)
PS - As respostas a este quiz estão condiconadas ao tempo em que permaneci no Swing, que foi até às 06.00. Se alguém esteve até ao fim e possui informações que desmentem alguma destas respostas, que se chegue à frente!
abc bangles billy idol bruce springsteen cyndi lauper classix nouveaux climie fisher cult cure erasure depeche mode duran duran echo & the bunnymen gazebo housemartins human league industry jesus and mary chain kim wilde lloyd cole madonna mission new order nik kershaw omd prince sandra sigue sigue sputnik sisters of mercy smiths sound spandau ballet time bandits u2 voice of the beehive waterboys wham yazoo e... muitos mais!
quinta-feira, dezembro 28, 2006
segunda-feira, dezembro 25, 2006
domingo, dezembro 24, 2006
Christmas Telediscos Special
Band Aid, Do They Know It's Christmas? Um bom Natal para todos.
Sábado, 23 de Dezembro
Kate Bush a roçar-se num cadeirão, em poses erótico-libidinosas, ao lado da árvore de Natal, eis a proposta de December Will Be Magic Again. Não se trata de teledisco oficial, mas de uma participação num especial de Natal da BBC. É Natal, ninguém leva a mal.
Sexta-feira, 22 de Dezembro
A histórias é simples: no Natal anterior, eles andavam. Mas depois zangaram-se e agora, neste Natal, cada um tem o seu par. Só que... há ali ainda alguma coisita no ar... Bem, para quem não se lembra da história, pelo menos sabe que se trata do "teledisco da neve" onde George Michael rebola com uma gaja como se não houvesse amanhã. É o Last Christmas dos Wham.
Quinta-feira, 21 de Dezembro
Driving Home For Christmas, de Chris Rea, um tema bonito de um cantor que eu nunca apreciei por aí além.
Quarta-feira, 20 de Dezembro
Este é o vídeo original de The Power Of Love, dos Frankie Goes To Hollywood. Trata-se de um das mais belas baladas dos anos 80. A letra não tem directamente a ver com o Natal, mas o facto de ter sido lançada em Dezembro de 1984 e de mostrar no video a narrativa do nascimento de Jesus, faz dela uma das mais emblemáticas canções de Natal. A mensagem é bonita e simples: The power of love, A force from above, Cleaning my soul.
Terça-feira, 19 de Dezembro
É uma repetição no QA80, mas tinha de ser. A canção é lindíssima e devia ser mostrada a todas as criancinhas na sua aprendizagem musical. The Pogues, com Fairytale Of New York.
Segunda-feira, 18 de Dezembro
Falta uma semaninha para o Natal e durante os próximos sete dias vou recordar canções de Natal e respectivos telediscos. Vai ser um por dia, por isso parece-me bem que venham até ao Queridos Anos 80 durante esta semana. Para abrir as hostilidades natalícias, convidei os Ramones, que são muito queridos aqui neste blogue. A canção chama-se Merry Christmas (I Don't Want to Fight Tonight), é de 1989, e está incluída no álbum Brain Drain. Será que vai passar sexta-feira, na grandiosa festa do Swing Clube?
Sábado, 23 de Dezembro
Kate Bush a roçar-se num cadeirão, em poses erótico-libidinosas, ao lado da árvore de Natal, eis a proposta de December Will Be Magic Again. Não se trata de teledisco oficial, mas de uma participação num especial de Natal da BBC. É Natal, ninguém leva a mal.
Sexta-feira, 22 de Dezembro
A histórias é simples: no Natal anterior, eles andavam. Mas depois zangaram-se e agora, neste Natal, cada um tem o seu par. Só que... há ali ainda alguma coisita no ar... Bem, para quem não se lembra da história, pelo menos sabe que se trata do "teledisco da neve" onde George Michael rebola com uma gaja como se não houvesse amanhã. É o Last Christmas dos Wham.
Quinta-feira, 21 de Dezembro
Driving Home For Christmas, de Chris Rea, um tema bonito de um cantor que eu nunca apreciei por aí além.
Quarta-feira, 20 de Dezembro
Este é o vídeo original de The Power Of Love, dos Frankie Goes To Hollywood. Trata-se de um das mais belas baladas dos anos 80. A letra não tem directamente a ver com o Natal, mas o facto de ter sido lançada em Dezembro de 1984 e de mostrar no video a narrativa do nascimento de Jesus, faz dela uma das mais emblemáticas canções de Natal. A mensagem é bonita e simples: The power of love, A force from above, Cleaning my soul.
Terça-feira, 19 de Dezembro
É uma repetição no QA80, mas tinha de ser. A canção é lindíssima e devia ser mostrada a todas as criancinhas na sua aprendizagem musical. The Pogues, com Fairytale Of New York.
Segunda-feira, 18 de Dezembro
Falta uma semaninha para o Natal e durante os próximos sete dias vou recordar canções de Natal e respectivos telediscos. Vai ser um por dia, por isso parece-me bem que venham até ao Queridos Anos 80 durante esta semana. Para abrir as hostilidades natalícias, convidei os Ramones, que são muito queridos aqui neste blogue. A canção chama-se Merry Christmas (I Don't Want to Fight Tonight), é de 1989, e está incluída no álbum Brain Drain. Será que vai passar sexta-feira, na grandiosa festa do Swing Clube?
sexta-feira, dezembro 22, 2006
QA80: a festa

Depois da cassete, o vinil. Dois ícones musicais da década de 80. Serve este segundo flyer para convidar, mais uma vez, todos os interessados nesta coisa da música, a comparecerem no SWING, na próxima sexta-feira, 22. Já sabem: os filhos podem ficar com os avós. Se os avós quiserem vir, não vos resta outra solução senão trazer os filhos. Falem com os vizinhos. E não se esqueçam dos amigos e das amigas. Vocês já tinham saudades de uma noite assim.
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terça-feira, dezembro 19, 2006
QA80: A festa

Venho por este meio comunicar que no dia 22 de Dezembro já têm onde ir. Logo após o jantar, por volta da meia-noite, toca a dar um saltinho ao Swing (Porto). É a festa QUERIDOS ANOS 80. Vamos recordar os sons da nossa juventude (quando éramos ainda mais jovens do que somos agora), beber um copo e, se o reumático permitir, abanar o capacete. E tragam amigos! E amigas!
PS - Um agradecimento à Mrs. Ivo T pelo flyer. Está tótil (Como se dizia no nosso tempo...)!
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segunda-feira, dezembro 11, 2006
E se houvesse uma festa QUERIDOS ANOS 80?
E se de repente a cidade do Porto fosse confrontada com uma mega-ultra-hiper-coiso-e-tal FESTA do QUERIDOS ANOS 80? Qual seria a opinião dos queridos visitantes deste blogue sobre o assunto? A sondagem está aberta, na barra lateral. Eu já votei!
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segunda-feira, dezembro 04, 2006
Danny Wilson
Everything is wonderful, being here is heavenly
Danny Wilson é o nome que imortalizaou a personagem interpretada por Frank Sinatra no filme Meet Danny Wilson (1952), e foi o nome escolhido pelos irmãos escoceses Gary Clark (voz e guitarra) e Kit Clark (guitarra) para baptizar a banda que resolveram formar em 1986. Mas antes de se fixarem como Danny Wilson, os rapazes passaram pela designação de Spencer Tracy... A banda ficou completa com Gerard Grimes (baixo e teclas).
Editaram dois álbuns, Meet Danny Wilson (1987) e Bebop Moptop (1989), e acabaram em 1991. No meio desta história fugaz, tão comum em dezenas de outros grupos dos anos 80, produziram uma daquelas canções que ilumina toda uma carreira: Mary's Prayer.
O vocalista, Gary Clark, enveredou por uma carreira a solo na década de 90, tendo ainda formado as bandas King L e Transister, mas sem qualquer sucesso de assinalar. Depois dedicou-se à produção, nomeadamente da autraliana Natalie Imbruglia. Quanto ao irmão, Kit Clark, é o actual líder de uma banda com o nome peculiar The Swiss Family Orbison. As informações de que disponho sobre Gerard Grimes colocam-no a fazer música para jogos de computador e publicidade.
Danny Wilson é o nome que imortalizaou a personagem interpretada por Frank Sinatra no filme Meet Danny Wilson (1952), e foi o nome escolhido pelos irmãos escoceses Gary Clark (voz e guitarra) e Kit Clark (guitarra) para baptizar a banda que resolveram formar em 1986. Mas antes de se fixarem como Danny Wilson, os rapazes passaram pela designação de Spencer Tracy... A banda ficou completa com Gerard Grimes (baixo e teclas).Editaram dois álbuns, Meet Danny Wilson (1987) e Bebop Moptop (1989), e acabaram em 1991. No meio desta história fugaz, tão comum em dezenas de outros grupos dos anos 80, produziram uma daquelas canções que ilumina toda uma carreira: Mary's Prayer.
O vocalista, Gary Clark, enveredou por uma carreira a solo na década de 90, tendo ainda formado as bandas King L e Transister, mas sem qualquer sucesso de assinalar. Depois dedicou-se à produção, nomeadamente da autraliana Natalie Imbruglia. Quanto ao irmão, Kit Clark, é o actual líder de uma banda com o nome peculiar The Swiss Family Orbison. As informações de que disponho sobre Gerard Grimes colocam-no a fazer música para jogos de computador e publicidade.
sexta-feira, dezembro 01, 2006
Novo teledisco: ERASURE - Ship Of Fools

Ship Of Fools foi a primeira balada que os Erasure lançaram como single na sua carreira. Estávamos em 1988 e tratava-se do primeiro single do álbum The Innocents. É uma das minhas canções preferidas do magnífico dueto composto por Andy Bell e Vince Clarke, e serve para assinalar o Dia Mundial da Luta contra a SIDA. O teledisco está na barra lateral.
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terça-feira, novembro 28, 2006
O cromo que faltava na sua colecção
Para quem achava que não se podia descer mais baixo, senhoras e senhores, aqui está Rocky M, no seu êxito Fly Me To Wonderland!
As lâmpadas, o casaco vermelho, as calças, os passos de dança... enfim, tudo em Rocky M é graciosidade e irreverência.
As lâmpadas, o casaco vermelho, as calças, os passos de dança... enfim, tudo em Rocky M é graciosidade e irreverência.
Jennifer She Said, disseram eles
O resultado desta sondagem correspondeu por completo à reacção do público no concerto do Batalha. Jennifer She Said foi a canção mais aplaudida, tendo tido mesmo direito a um, desnecessário, quanto a mim, acompanhamento com palmas. Perfect Skin e Are You Ready To Be Heartbroken estiveram também entre as músicas mais bem recebidas.
Após 72 cliques, a classificação final para a canção favorita de Lloyd Cole & the Commotions foi esta:
1. Jennifer She Said - 20 (28%)
2. Perfect Skin - 11 (15%)
3. Are You Ready To Be Heartbroken - 10 (14%)
4. Forest Fire - 8 (11%)
5. Rattlesnakes - 6 (8%)
6. Charlotte Street e Lost Weekend - 5 (7%)
8. My Bag - 4 (6%)
9. Brand New Friend - 2 (3%)
10. Hey Rusty - 1 (1%)
PS - Eu votei em Charlotte Street.
Após 72 cliques, a classificação final para a canção favorita de Lloyd Cole & the Commotions foi esta:
1. Jennifer She Said - 20 (28%)
2. Perfect Skin - 11 (15%)
3. Are You Ready To Be Heartbroken - 10 (14%)
4. Forest Fire - 8 (11%)
5. Rattlesnakes - 6 (8%)
6. Charlotte Street e Lost Weekend - 5 (7%)
8. My Bag - 4 (6%)
9. Brand New Friend - 2 (3%)
10. Hey Rusty - 1 (1%)
PS - Eu votei em Charlotte Street.
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sábado, novembro 25, 2006
Lloyd Cole, Sala Batalha, Porto (23/11/06)
Foi bom regressar ao antigo Cinema Batalha, agora convertido em sala de espectáculos. E foi bom tê-lo feito com Lloyd Cole. A sala estava praticamente cheia de fãs do cantor inglês, daqueles que sabem as letras de cor e adivinham as músicas logo ao primeiro acorde. Lloyd Cole e Neil Clarke tocaram apenas durante 1 hora e 15 minutos, deixando-me à beira de um ataque de nervos. Mas tendo em conta os constantes avisos de Lloyd Cole em relação à sua idade avançada, compreende-se que já não seja menino para grandes maratonas musicais. O encore valeu Jennifer She Said e No Blue Skies. Ficaram tantas por tocar...


sexta-feira, novembro 24, 2006
QA80 na FHM
O Queridos Anos 80 continua a sua ascensão rumo ao paraíso, que é, como todos sabem, um lugar onde se ouve música dos anos 80 e onde só existo eu e a Scarlet Johansson. É verdade, o melhor blogue sobre música dos eighties na área compreendida entre o Porto e Vila Nova de Gaia viu ser-lhe reconhecida, mais uma vez, a sua qualidade. Depois de ter sido destaque numa revista de informática, de ter feito parte de uma reportagem sobre os 80's numa revista generalista consagrada, o Queridos Anos 80 chegou a uma revista para homens, a chamada "revista-de-gaja-na-capa". É na edição de Dezembro da FHM, em que se apresentam os 50 blogues nacionais que, dizem eles, "valem a pena". Muito obrigado da parte desta vasta equipa que é composta por mim. Depois disto, só a revista Maria. Acredito que este blogue pode aparecer um dia no célebre Diário. Parece que já estou a ver: "A minha namorada passa os dias a ler o Queridos Anos 80. Serei impotente?"Como podem ver pela imagem, ao lado da referência ao Queridos Anos 80 (que é o nome do blogue e não "Dear 80's") surgem os Gato Fedorento, o que é uma honra. Quanto ao texto, é pena que a rapaziada da FHM não tenha feito uma revisãozita do mesmo. É que dá algum jeito, sabiam?
quinta-feira, novembro 23, 2006
Playlist temática (10): artistas com o nome "Paul"
Não sei se é o nome mais recorrente em artistas dos anos 80, mas o nome "Paul" merece uma playlist na radio.blog. Quanto mais não seja porque é o meu nome (sim, o tarzanboy tem nome como as pessoas humanas!). Assim, temos:
1. OWEN PAUL - You're My Favourite Waste Of Time
Owen Paul esteve para ser jogador de futebol do Celtic de Glasgow, mas optou por fazer carreira na música. Tivesse ele sabido que iria ser mais uma one-hit wonder...
2. KING (vocalista: Paul King) - Love And Pride
Mais uma one-hit wonder, Paul King "orientou-se" bem: é apresentador dos canais MTV e VH-1.
3. PAUL YOUNG - Come Back And Stay
Paul Young não é só Everytime You Go Away. È muito mais: cerca de meia dúzia de músicas, entre as quais, esta.
4. PAUL HARDCASTLE - 19
Uma canção de protesto pelo Vietname nos anos 80 é um pouco como pôr a Floribella a cantar sobre o 25 de Abril. Bem, é preferível a primeira hipótese.
5. PAUL MCCARTNEY - No More Lonely Nights
De vez em quando, nos anos 80, gritava-se: "olha, vai ali um beatle! Eles andem aí e não desgrudam!". Esta música fez parte de um projecto cinematográfico de Sir Paul. Um projecto falhado, já agora.
6. PAUL SIMON - You Can Call Me Al
O teledisco tinha piada (mostrava Paul Young e um actor cómico americano cujo nome se me varreu agora) e a música também, já agora.
7. THE STYLE COUNCIL (vocalista: Paul Weller) - My Ever Changing Moods
Nunca fui à bola com esta banda, mas esta canção é bonita. Paul Weller foi vocalista dos The Jam e tem uma carreira a solo inofensiva.
1. OWEN PAUL - You're My Favourite Waste Of Time
Owen Paul esteve para ser jogador de futebol do Celtic de Glasgow, mas optou por fazer carreira na música. Tivesse ele sabido que iria ser mais uma one-hit wonder...
2. KING (vocalista: Paul King) - Love And Pride
Mais uma one-hit wonder, Paul King "orientou-se" bem: é apresentador dos canais MTV e VH-1.
3. PAUL YOUNG - Come Back And Stay
Paul Young não é só Everytime You Go Away. È muito mais: cerca de meia dúzia de músicas, entre as quais, esta.
4. PAUL HARDCASTLE - 19
Uma canção de protesto pelo Vietname nos anos 80 é um pouco como pôr a Floribella a cantar sobre o 25 de Abril. Bem, é preferível a primeira hipótese.
5. PAUL MCCARTNEY - No More Lonely Nights
De vez em quando, nos anos 80, gritava-se: "olha, vai ali um beatle! Eles andem aí e não desgrudam!". Esta música fez parte de um projecto cinematográfico de Sir Paul. Um projecto falhado, já agora.
6. PAUL SIMON - You Can Call Me Al
O teledisco tinha piada (mostrava Paul Young e um actor cómico americano cujo nome se me varreu agora) e a música também, já agora.
7. THE STYLE COUNCIL (vocalista: Paul Weller) - My Ever Changing Moods
Nunca fui à bola com esta banda, mas esta canção é bonita. Paul Weller foi vocalista dos The Jam e tem uma carreira a solo inofensiva.
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quarta-feira, novembro 22, 2006
Novo teledisco: LLOYD COLE & THE COMMOTIONS - Brand New Friend

Lloyd Cole está por cá (sim, mais uma vez, e qual é o problema, hã?). Actuou ontem em Lisboa e prepara-se para fazer o mesmo amanhã na recente sala do antigo cinema Batalha, no Porto. Como membro honorário da confraria do Queridos Anos 80 (ainda que não tenha sido oficialmente informado do facto) Lloyd Cole merece uma visitinha, nem que seja pela enésima vez. Desta vez, creio, irá ser diferente, pois acompanha-o o seu braço direito do tempo dos Commotions, o guitarrista Neil Clarke. E o concerto serve para apresentar o álbum Antidepressant. É claro que o Lloyd não se livra de ter de tocar "aquelas-que-todos-nós-sabemos-de-cor".
Posto isto, vamos ao que interessa, que é o teledisco de Brand New Friend. O realizador é Andy Morahan, senhor de um currículo impressionante na arte da realização de videoclips. O teledisco não tem nada de especial. Mas a música é uma das minhas preferidas do senhor Cole. Enjoy, na barra lateral.
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sábado, novembro 18, 2006
QA80 na JornalismoPortoRádio
A JornalismoPortoRádio é uma webrádio desenvolvida no âmbito do curso de Jornalismo e Ciências da Comunicação da Universidade do Porto. Este é um projecto extra-curricular, que tem como objectivo reunir, num mesmo espaço digital, o áudio, o texto e a imagem. E não é pelo facto de o QA80 ter sido alvo de uma reportagem que digo que a JPR tem muita qualidade. Basta ir até lá e verificar com os próprios olhos e ouvidos.
Um dos programas do projecto chama-se Posta@Posta e apresenta semanalmente um blogue. Esta semana, o destaque foi para o Queridos Anos 80.
Um dos programas do projecto chama-se Posta@Posta e apresenta semanalmente um blogue. Esta semana, o destaque foi para o Queridos Anos 80.
quarta-feira, novembro 15, 2006
terça-feira, novembro 14, 2006
A confusão dos EMA
Sou um fã de cerimónias de entrega de prémios, sejam eles do cinema, da TV ou da música. Quando chega a ocasião, lá estou eu, sentadinho no sofá. Nem que seja a visionar a cassete VHS que deixei a gravar (sim, aqui ainda não se usam essas modernices dos gravadores de DVD de sala com hard-disk). Pela música, pelo desfile de artistas, pelo ambiente criado à volta das cerimónias, pelo espectáculo em si. Talvez seja a consequência do facto de se contarem pelos dedos os momentos em que, na minha infância/adolescência, tive a oportunidade de ver os meus ídolos musicais aparecer na televisão. Eram tempos em que o TOP Disco era sagrado e o Countdown do Adam Curry era uma instituição.
Como de costume, vi os últimos European Music Awards, desta vez em Copenhaga, e, à excepção do desempenho do apresentador (muito bem, o Justin Timberlake) e do prémio de Melhor Grupo para os Depeche Mode, estes prémios foram um fiasco. Nem mesmo a invasão de palco pelo "cromo" do Kanye West se safou. Se ele queria fazer uma coisa decente e bem feita, deveria ter aprendido com os Fine Young Cannibals, que, numa entrega de prémios quaisquer, algures nos anos 80, despejaram um iogurte, ao vivo e a cores, em cima da cabeça do vocalista dos Matt Bianco. Isto sim, eram tempos de javardice com nível. Kanye West nem um Actimelzito tinha para despejar nos rapazes que ganharam o prémio de Melhor Vídeo. limitou-se a dizer o óbvio: que tinha gastado 1 milhão de dólares no videoclip, que respeitava os tipos que ganharam, mas que não tinha visto o produto deles. Muito, muito fraquinho.
Outro momento verdadeiramente tenebroso e digno de propriedades laxativas foi a suposta performance cómica de uma "Madonna" que apareceu em palco a fazer figuras tristes. Se aquilo era um acto de retaliação por uma possível nega da cantora, digo-vos desde já que é de muito baixo nível por parte da MTV. Nem quero acreditar nessa hipótese. A outra hipótese é aquilo ser mesmo uma tentavia de fazer humor, o que configura um verdadeiro atentado à inteligência dos espectadores.
Queria ainda falar-vos daquele momento em que são apresentados os nomeados, o momento em que dois artistas sobem ao palco, dizem (lêem) umas larachas e dizem a frase "...and the nominees are". O que se segue a este momento é cada vez mais insuportável. A realização da coisa quer ser tão avançada, tão sofisticada, que estraga completamente a visualização/audição dos nomeados. No passado, era tudo muito simples e eficaz: dizia-se o nome do artista/grupo e logo a seguir, durante uns 5 segundos, tínhamos um excerto da música. Agora, somos agredidos (é mesmo este o melhor termo que encontro) com uma série de efeitos visuais/sonoros, capazes de nos dar a volta ao estômago, misturados com meias-frases e palavras soltas dos artistas e um bocadinho da música em questão - tudo isto numa tentativa de mostrar "quão modernos e inovadores nós somos". Bom, para mim é lixo.
Foram, seguramente, os piores prémios que eu me lembro de ver. Podemos acrescentar ao que disse antes a fraca qualidade de som, as entrevistas repetitivas e atrapalhadas da rapariga que estava na passadeira vermelha, a pobreza dos textos dos apresentadores de nomeados, entre outras coisas. A cerimónia de prémios em Portugal foi de longe superior a esta.
Como de costume, vi os últimos European Music Awards, desta vez em Copenhaga, e, à excepção do desempenho do apresentador (muito bem, o Justin Timberlake) e do prémio de Melhor Grupo para os Depeche Mode, estes prémios foram um fiasco. Nem mesmo a invasão de palco pelo "cromo" do Kanye West se safou. Se ele queria fazer uma coisa decente e bem feita, deveria ter aprendido com os Fine Young Cannibals, que, numa entrega de prémios quaisquer, algures nos anos 80, despejaram um iogurte, ao vivo e a cores, em cima da cabeça do vocalista dos Matt Bianco. Isto sim, eram tempos de javardice com nível. Kanye West nem um Actimelzito tinha para despejar nos rapazes que ganharam o prémio de Melhor Vídeo. limitou-se a dizer o óbvio: que tinha gastado 1 milhão de dólares no videoclip, que respeitava os tipos que ganharam, mas que não tinha visto o produto deles. Muito, muito fraquinho.
Outro momento verdadeiramente tenebroso e digno de propriedades laxativas foi a suposta performance cómica de uma "Madonna" que apareceu em palco a fazer figuras tristes. Se aquilo era um acto de retaliação por uma possível nega da cantora, digo-vos desde já que é de muito baixo nível por parte da MTV. Nem quero acreditar nessa hipótese. A outra hipótese é aquilo ser mesmo uma tentavia de fazer humor, o que configura um verdadeiro atentado à inteligência dos espectadores.
Queria ainda falar-vos daquele momento em que são apresentados os nomeados, o momento em que dois artistas sobem ao palco, dizem (lêem) umas larachas e dizem a frase "...and the nominees are". O que se segue a este momento é cada vez mais insuportável. A realização da coisa quer ser tão avançada, tão sofisticada, que estraga completamente a visualização/audição dos nomeados. No passado, era tudo muito simples e eficaz: dizia-se o nome do artista/grupo e logo a seguir, durante uns 5 segundos, tínhamos um excerto da música. Agora, somos agredidos (é mesmo este o melhor termo que encontro) com uma série de efeitos visuais/sonoros, capazes de nos dar a volta ao estômago, misturados com meias-frases e palavras soltas dos artistas e um bocadinho da música em questão - tudo isto numa tentativa de mostrar "quão modernos e inovadores nós somos". Bom, para mim é lixo.
Foram, seguramente, os piores prémios que eu me lembro de ver. Podemos acrescentar ao que disse antes a fraca qualidade de som, as entrevistas repetitivas e atrapalhadas da rapariga que estava na passadeira vermelha, a pobreza dos textos dos apresentadores de nomeados, entre outras coisas. A cerimónia de prémios em Portugal foi de longe superior a esta.
segunda-feira, novembro 13, 2006
A canção da década: HUNGRY LIKE THE WOLF
Os visitantes do QA80 tinham-na escolhido como a quarta melhor canção dos Duran Duran dos anos 80, mas agora, entre as 10 hipóteses retiradas da tabela do VH-1, elegeram Hungry Like The Wolf como a canção da década. A votação foi muito renhida e a distância entre as primeiras classificadas acabou por ser quase insignificante.
Votos: 247
1. Duran Duran / Hungry Like The Wolf - 37 (15%)
2. Guns N' Roses / Sweet Child O' Mine - 34 (14%)
3. Bon Jovi / Livin On A Prayer - 33 (13%)
4. Michael Jackson / Billie Jean e Prince / When Doves Cry - 32 (13%)
6. AC/DC / You Shook Me All Night Long - 29 (12%)
7. Madonna / Like A Virgin - 23 (9%)
8. Def Leppard / Pour Some Sugar On Me - 13 (5%)
9. Run-DMC / Walk This Way e Hall & Oates / I Can't Go For That - 7 (3%)
Acho que é de bom tom, agora, relembrar o teledisco de Hungry Like The Wolf, que transporta a marca de qualidade dos Duran Duran e do seu realizador, Russell Mulcahy. Viajemos até ao Sri Lanka, em 1982, numa atmosfera a que só falta Indiana Jones.
Votos: 247
1. Duran Duran / Hungry Like The Wolf - 37 (15%)
2. Guns N' Roses / Sweet Child O' Mine - 34 (14%)
3. Bon Jovi / Livin On A Prayer - 33 (13%)
4. Michael Jackson / Billie Jean e Prince / When Doves Cry - 32 (13%)
6. AC/DC / You Shook Me All Night Long - 29 (12%)
7. Madonna / Like A Virgin - 23 (9%)
8. Def Leppard / Pour Some Sugar On Me - 13 (5%)
9. Run-DMC / Walk This Way e Hall & Oates / I Can't Go For That - 7 (3%)
Acho que é de bom tom, agora, relembrar o teledisco de Hungry Like The Wolf, que transporta a marca de qualidade dos Duran Duran e do seu realizador, Russell Mulcahy. Viajemos até ao Sri Lanka, em 1982, numa atmosfera a que só falta Indiana Jones.
quinta-feira, novembro 09, 2006
Disco Fever no Pavilhão Atlântico
Até gostava de estar presente, mas ir do Porto a Lisboa em tempo de crise não é para todos. E eu faço parte destes "todos". Os Kool & the Gang vão lá estar, e mereceriam uma visita, se o vocalista da fase eighties, JT Taylor, ainda por lá andasse. É que para mim as músicas-referência deles são Cherish e Fresh, do álbum de 1984, Emergency, apesar de reconhecer a importância de temas anteriores como Get Down On It e Celebration.
A festa vai contar ainda com a presença de Norma Jean e Luci Martin, ex-vocalistas dos Chic, e vai ser animada por vários DJs, entre os quais Rui Remix, um nome incontornável do Djing nacional dos últimos... 25 anos. É no sábado, dia 11.
Deixo-vos com Cherish, a canção cujo teledisco nos diz como todas as festas de casamento deveriam ser. E se ao minuto 1 do teledisco acharem que aquilo vai descambar para a pouca vergonha, podem tirar o cavalinho da chuva.
A festa vai contar ainda com a presença de Norma Jean e Luci Martin, ex-vocalistas dos Chic, e vai ser animada por vários DJs, entre os quais Rui Remix, um nome incontornável do Djing nacional dos últimos... 25 anos. É no sábado, dia 11.
Deixo-vos com Cherish, a canção cujo teledisco nos diz como todas as festas de casamento deveriam ser. E se ao minuto 1 do teledisco acharem que aquilo vai descambar para a pouca vergonha, podem tirar o cavalinho da chuva.
terça-feira, novembro 07, 2006
Novo teledisco: JENNIFER RUSH - The Power Of Love

A população mundial divide-se em três partes. Os que acham The Power Of Love a balada definidora dos anos 80, trocaram uns cuspes ao som da mesma e consideram que a versão da herege Celine Dion está para a música como a emissão de CO2 para o meio ambiente. Estes ainda possuem o vinil do single em casa, emoldurado, ao lado do diploma de curso. Depois há aqueles para quem The Power Of Love é um atentado à inteligência humana, só equiparado ao Lover Why dos Century. A única vantagem que vêem nesta canção são as suas propriedades laxativas. Para estes, Jennifer Rush soará sempre a nome de actriz porno com voz esganiçada. Finalmente, há aqueles que simplesmente não querem saber, que é o meu caso.
Resolvi trazer ao QA80 o teledisco de The Power Of Love, porque recebi um e-mail do Anderson (não, não é o que joga no Porto, que nem era nascido quando a canção foi editada, em 1985) a solicitar o nome da cantora original. Para além disso, este amigo brasileiro dizia que apenas conhecia as versões de Rosana e de Celine Dion, ao que eu lhe posso responder que ainda tem um longo caminho a percorrer se quiser conhecer as cerca de 500 versões que esta canção tem, em várias línguas, desde o sueco ao punjabi, sem esquecer o castelhano, "pues claro".
Este teledisco, que podem visualizar na barra lateral, conta-nos uma história. O fio narrativo pode ser algo confuso, é certo, mas sabemos que há ali um enredo qualquer, que inclui ingredientes como suspense, acção, desejo, morte, mistério, uma mulher, um homem, os maus, os bons. Está tudo lá, é só uma questão de termos tempo para dar sentido a tudo aquilo. Uma coisa é certa: seja qual for a moralidade que se possa extrair deste teledisco, uma verdade permanecerá inquestionável para o coração romântico - "eu sou a tua lady e tu és o meu man". A partir daqui, tudo é possível e constituir família nunca foi tão fácil.
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o teledisco
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