quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Novo teledisco: CLASSIX NOUVEAUX - Guilty

Em 1981, aparecia na TV uma personagem estranha e assustadora (pelo menos aos meus olhos de 10 anos de idade). Vestia de preto, era careca, usava maquilhagem, e cantava de um modo estranhíssimo. Uma versão mais apresentável de Nosferatu, mas mesmo assim tenebrosa. Isto digo eu agora, que na altura não fazia a mais pequena ideia de quem era Nosferatu.

Afinal, tratava-se de Sal Solo, o vocalista dos Classix Nouveaux, um rapaz inofensivo que se dedica actualmente à música de inspiração cristã, e cujo contributo para a definição de um estilo New Romantic não pode passar sem referência. Guilty, o teledisco que vos trago hoje, é um grande momento na carreira dos Classix. É uma canção viciante pela forma como nos leva a querer agarrar na miúda e saltar imediatamente para a pista de dança. No Swing ouviu-se já por duas vezes Never Again (outra-que-tal), mas no dia 16 de Março, prometo que Guilty não vai faltar. E se todos conseguíssemos dançar como no teledisco, acho que seria um momento de rara beleza.

PS - A capa do single que se apresenta em cima é a da edição espanhola. Culpable, dizem eles.

sábado, fevereiro 24, 2007

Jim Diamond

I saw you walking by the other day I know that you saw me, you turned away
Jim Diamond!!! É ele o misterioso homem dos óculos escuros e casaco preto de cabedal. Uma espécie de James Blunt dos anos 80 (ou o James Blunt é que será uma espécie de Jim Diamond do século XXI, vocês decidem), Diamond irritou-nos durante semanas a fio, com o seu shoulda known better ("se choro não berro", na versão popular do meu bairro) repetido até à exaustão no Top Disco. Uma balada com a marca "coitatinho-de-mim", cujo climax todos nós gostávamos de atingir (salvo seja...) quando nos púnhamos a berrar, esganiçados, no quarto ou no recreio da escola aquele interminável aiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaiai... loooooooobiúúú. Figuras tristes à parte, o tempo encarregou-se de apagar a memória negativa da música, e servir-nos o prato doce da nostalgia. Sim, é com um sorriso que ouvimos I should have known better e lembramos a míúda (ou miúdo, conforme o caso) da nossa turma a quem enviávamos bilhetinhos sobre o amor eterno. Só por isto, já vale a pena trazer aqui o Jim Diamante.
Nasceu na Escócia, e antes de iniciar carreira a solo esteve nos Bandit (finais da década de 70, com um álbum editado) e nos Ph.D (inícios dos 80s), bandas das quais não conheço absolutamente nada. Reza a história que I Won't Let You Down, primeiro single do álbum PhD. Album, foi um grande sucesso comercial, e é nesta altura considerado um clássico do cantor. Pelo meio, cantou na banda de Alexis Korner, considerado o Godfather of British Blues.
A sua aventura a solo começa em 1984, com o álbum Double Crossed e o single I Should Have Known Better, aquele da capa azul, que tantos pesadelos causou a criancinhas inocentes e indefesas. A canção foi um sucesso estrondoso em todo o mundo, ainda que coincidisse no tempo com Do They Know It's Christmas. Ficou, aliás, famoso o apelo de Jim Diamond, na altura, a que as pessoas comprassem a canção da Band Aid em vez da dele. Quando entrevistado sobre todo o sucesso que estava a viver, disse: "Estou muito satisfeito por estar em primeiro lugar, mas na próxima semana não quero que as pessoas comprem o meu disco, mas sim o da Band Aid." Foi um gesto bonito (Bob Geldof refere-o num livro seu) e não impediu que a sua canção tivesse vendido uma porrada de discos. Outra balada que seguiu os mesmos passos foi Remember I Love You, também retirada do mesmo álbum.
O segundo álbum, Desire For Freedom (1986), produziu o single - Hi Ho Silver - numa alusão ao cavalo do Mascarilha (The Lone Ranger). Esta canção também cavalgou pelos tops acima (fica mesmo bem esta metáfora aqui).
A década de 90 assistiu ao quase desaparecimento de Jim Diamond em termos comerciais, ainda que não em termos musicais, pois manteve uma agenda ao vivo bastante preenchida. Em termos discográficos, editou um álbum homónimo com regravações dos seus êxitos antigos. Foi em 1993. Jim continua a tocar ao vivo e editou mesmo um álbum em 2005. Souled And Healed é o título.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Passatempo: quem é ele?



Uma pista: não é Pedro Abrunhosa (daqui a 10 anos)

Novo teledisco: BLIND DATE - Your Heart Keeps Burning

O teledisco de Your Heart Keeps Burning (1985), dos Blind Date, podia ter sido feito por qualquer um de nós, hoje, no recanto do nosso escritório, munidos de um computador jeitoso e das ferramentas apropriadas. Este videoclip é um documento importante para nos darmos conta do quanto se evoluiu em matéria de vídeo em 20 anos. Para além disso, tem um interesse sociológico na medida em que reflecte bem as tendências da moda de uma certa juventude feminina da época. Basta estarmos atentos às duas meninas. E a coreografia também não é nada má.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Don't you want me, baby, don't you want me, oohhhhhhhhh



Para quem esteve na primeira e gostou. Para quem não esteve na primeira e lamentou. Esta é a segunda oportunidade. Como diz o outro, everybody deserves a second chance...

Clica AQUI, e ouve o spot da Rádio Nova.

Já agora, participa na sondagem, na barra lateral. Obrigado!

Eles estão com a festa Queridos Anos 80:
A Rádio em Portugal
Wellenbereich Muzik Manifesto
In Shreds
ecOs do Amial
paulo correia

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Novo teledisco: BONNIE TYLER & TODD RUNDGREN - Loving You's A Dirty Job But Somebody's Gotta Do It

Quase que tinha de abrir um novo blogue para escrever o nome dos cantores e o título da música que escolhi para celebrar o Dia dos Namorados, essa instituição bonita, quiçá um pouco linda. Este era, sem dúvida, um dos dias mais esperados pelo adolescente que eu era na década de 80. Também conhecido pelo "Dia do Pessoal Que Dá Uns Beijos e Uns Amassos Na Parte de Trás do Pavilhão da Escola Secundária", era um dia especial, não porque fosse eu um dos ocupantes dessa zona da escola onde se trocavam uns cuspes (e, em princípio, nada mais), mas porque sempre gostei de observar a azáfama dos cartõezinhos, das flores, dos bilhetinhos que se trocavam nas aulas, com os tímidos "Pedro lobe Sara" ou "Adebinha em quem tou a penssar" (os erros ortográficos eram do mais romântico que havia) ou ainda o correcto e um pouco cócó "Feliz Dia dos Namorados". Nessa altura, a língua portuguesa ainda tinha alguma dignidade e era impossível ler-se coisas como "Felix Dia d Namuradus" ou "Mts Xiiiinhussss pó mew amowe winduuuu".

Mas, voltando ao tema escolhido, trata-se de Loving You's A Dirty Job But Somebody's Gotta Do It, canção de carga dramática intensíssima, de entrega total por parte do dueto Bonnie "ó prá minha cabeleira loura" Tyler e Todd "eu podia ser um gangster, mas não tenho tempo" Rundgren. O videoclip, que se apresenta na barra lateral, foi realizado por Tim Pope, um dos mais eclécticos e completos realizadores de telediscos dos anos 80. Vejam aqui porquê.

domingo, fevereiro 11, 2007

AC/DC: a banda com irmãos preferida

...e a banda com irmãos que os visitantes do QA80 elegeram como sua preferida foram os AC/DC. Não foi uma vitória esmagadora, mas foi o bastante para revelar uma importante facção rockeira que visita o QA80. A banda dos irmãos Young estará para sempre associada, na minha vida, às férias desportivas da Páscoa, organizadas pela FAP (Federação Académica do Porto), no Algarve, em inícios dos anos 90. Olho para trás e vejo-me na praia, assistindo o torneio de Voleibol ao som de Back In Black, ou então, atirando um olhar furtivo a uma qualquer miúda do FCDEF ou da Católica, ao som de You Shook Me All Night Long. Velhos tempos.

Os INXS e os Spandau Ballet discutiram até ao finzinho o segundo lugar, tendo a banda de Michael Hutchence conseguido superiorizar-se apenas por um voto. Terá o factor "cantor-falecido" contribuído para este resultado? Numa altura em que tantas bandas anunciam regressos à actividade, porque nao os Spandau Ballet? Por falar em bandas que voltam a juntar-se, os Jesus & Mary Chain irão fazê-lo no Coachella Festival. Este honroso quarto lugar não surge por acaso.

Uma palavra final para os últimos classificados. Os Bros caem, mas caem de pé, com 12 votos num total de 446. Como devem compreender, era indispensável a sua presença numa playlist de bandas de irmãos. Ninguém como Luke e Matt Goss faz jus a essa condição.



1. AC/DC - 86 (18%)
2. INXS - 72 (15%)
3. Spandau Ballet - 71 (15%)
4. Jesus & Mary Chain - 68 (14%)
5. Van Halen - 46 (10%)
6. Heart - 35 (7%)
7. Psychedelic Furs e Bangles – 29 (6%)
9. Gene Loves Jezebel - 27 (6%)
10. Bros - 12 (3%)

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

É hoje!

Estamos a poucas horas de eu ganhar o Euromilhões. Sim, caros visitantes, foi em vão que esta semana foram a correr ao quiosque mais próximo registar o boletim. Este é o meu dia, esta é a minha semana. A dúvida existencial que se coloca agora é a seguinte: que fazer com aquela massa toda? Pois bem, é fácil: entre muitas coisas de cariz privado que não posso revelar, farei uma que, desde já, anuncio: organizar um festival de verão de música dos anos 80. Sim, leram bem: com o pastel que daqui a algumas horas vou ganhar, irei organizar um FESTIVAL DOS ANOS 80. E o primeiro, ou a primeira, a comentar este texto terá entrada gratuita nos dois dias. Sim, serão dois dias, em Junho, Julho ou Agosto, de um evento como nunca se viu em Portugal.
A primeira coisa a pensar é o local. Por razões pessoais, a cidade escolhida será o Porto. O pessoal da capital, já que se "balda" à festa QA80 do Swing, a este festival não poderá faltar. Ai deles. No Porto, em que local? Um pavilhão? Um estádio? À primeira vista, o Estádio do Dragão ou o Estádio do Bessa. A toca da pantera é mais aconchegadinha e pode servir de motivação para os Ban se voltarem a reunir. Vocês sabem de quem é que eu estou a falar... O covil do Dragão (sim, eu sei que os Dragões não têm covis) é mais majestoso, tem melhores acessibilidades e... os Rolling Stones deram lá um concerto, pelo que dizem, fantástico, no ano passado. É óbvio que esta questão será tratada com a empresa que eu contactar para me ajudar a organizar a cena toda. E logo que eu lhes acene com o garganel do euromilhões, eles vão entrar a fundo nisto.

Por falar em dinheiro, os bilhetes devem ter um preçozinho acessível. Não se preocupem, pais de família, isto não vai pesar grandemente no vosso orçamento familiar. A não ser que tragam a criançada. Mas, mesmo assim, não é razão para alarmes. O preço para os miúdos será simbólico e haverá um espaçozinho para eles andarem à porrada enquanto os pais estão aos saltos em frente ao palco.

A parte mais importante desta história toda são as bandas e os artistas a contratar. Da forma como eu vejo o festival que irei organizar (se começaram a ler isto a partir deste parágrafo, desde já informo que logo serei o totalista do euromilhões), justificam-se dois dias com ambientes completamente opostos. No primeiro dia, que poderá ser uma sexta-feira, o festival será caracterizado por uma vertente mais alternativa, mais rock, mas dark, tipo urbano-depressivo, assim a puxar para a cena mais à frente, tipo, estão a ver? No segundo dia, sábado, teremos todo um ambiente pop, electrónico talvez, com laivos de top disco. Madonna está fora de questão, pois só ela seria capaz de me levar todo o dinheirinho e depois não podia pagar às outras bandas. Grupos como U2 ou Depeche Mode são tão intemporais que não se inserem numa lógica de "anos 80". Para além do facto de serem igualmente demasiado caros. Por isso, achei que, para cabeça-de-cartaz poderíamos ter uns Duran Duran. São também caros (não tanto como os outros) e estão em plena actividade, mas serão garantia de enchente para este dia. E é preciso não esquecer que os espanhóis estão ali pertinho e são malucos por Duran Duran. Assim sendo, aqui está, em primeira mão, o cartaz do festival:

Dia 1
Cabeças-de-cartaz:
The Cure
Morrissey


Outras bandas:
Jesus & Mary Chain
Peter Murphy/Bauhaus
Echo & the Bunnymen



Dia 2
Cabeças-de-cartaz:
Duran Duran
Pet Shop Boys


Outras bandas:
The Human League
New Order
Erasure
Simply Red


Que tal? Eu sei, vocês vão-se passar completamente. Nada será como dantes. Há ainda a possibilidade de aparecer um Tony Hadley a cantar êxitos dos Spandau Ballet. Ou até Kim Wilde e, quem sabe, Sandra e até mesmo Samantha Fox. Seria o paraíso. Prometo que vou tentar.

Nesta altura, haverá quem pergunte: e bandas portuguesas? Não há nada? Claro que há: GNR, Sétima Legião, Rádio Macau, Delfins, Xutos & Pontapés e, porque não, o regresso, nem que seja para uma one-night gig, dos Ban. Pensando bem, acho que se justificava um terceiro dia só com música portuguesa. Vamos ver quanto dinheirinho sobra. Depois digo qualquer coisa.

Um assunto que anda às voltas na minha cabeça há vários... minutos é o nome, a designação, para o festival. Assim, de repente, "Festival Queridos Anos 80" parece-me bonito e a puxar ao coração. Mas admito que possa haver nomes mais comerciais, sei lá, "80s Pop-Rock Festival", ou "Ternura dos 80" (acho que tinha de pagar alguma coisita ao Paco Bandeira), ou então simplesmente "Festival Anos 80". É complicado, mas vou ter de contratar gente criativa para pensar nisto.

Planet Earth faz 26 anos



Há vinte e seis anos, os Duran Duran editavam o seu primeiro single. Chamava-se Planet Earth. Look now look all around, there's no sound of life...

Obrigado ao Nuno pela dica!

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Novo teledisco: THE CURE - A Night Like This

A Night Like This (álbum The Head On The Door, 1985) é uma das minhas canções preferidas dos The Cure. São 4 minutos e 16 segundos de algo difícil de definir. Talvez, uma beleza nostálgica... O teledisco, que podem ver na barra lateral, reflecte bem a atmosfera que esta música transporta consigo. Sim, é um vídeo completamente centrado na imagem da banda a tocar, o que é sempre um risco e pode fazer resvalar o teledisco para a monotonia. Mas neste caso, a realização pelo "deus" Tim Pope ultrapassa magistralmente esse possível problema. Desde o efeito "câmara-lenta-que-na-verdade-não-é" (deve haver um termo técnico para isto) até aos tons sombrios, em que o cinzento, o azul e o roxo se confundem, passando pelos planos sucessivos de afastamento em relação à banda, tudo é harmoniosamente integrado num quadro audiovisual belo. E a música é a parte decisiva nisto tudo, pois é uma canção harmoniosamente linda, com uma letra simplesmente fantástica. Quem se lembraria de um verso destes, ao mesmo tempo tão simples e tão belo: The way that you look at me now makes wish I was you (o modo como me olhas agora faz-me desejar ser tu)?

segunda-feira, janeiro 22, 2007

A Léa pediu ajuda (parte II)

Como não gosto de deixar qualquer pedido de ajuda sem resposta, cá vai. A Léa, que já tinha recorrido aos serviços do QA80 no caso do Tim Moore (isto, partindo do princípio de que se trata da mesma pessoa), enviou por e-mail novo pedido de ajuda. Desta vez, o objectivo é saber o nome da música do anúncio televisivo da Coca-Cola Light. Estamos a falar do "comercial" brasileiro, conhecido por "Quiriou, Quiriou", tal como é referido por uma legião de pessoas que, por essa net fora, padecem do mesmo "mal" da Léa. Eu acho que a Léa veio bater à porta certa, não só porque se trata de uma música dos anos 80, mas também, e principalmente, porque... Bem, deixo a tarefa de revelar o título da música e do intérprete a um qualquer português simpático. Vão ter oportunidade de ver duas versões do mesmo "reclame" (era assim que lhe chamava quando era um jovem inconsciente), mas a música é a mesma. A pessoa que fez o upload para o YouTube resolveu impedir a possibilidade de se colocarem os vídeos noutras páginas, por isso terão de os visualizar no próprio site. É só clicar nos links abaixo.

Versão 1
Versão 2

terça-feira, janeiro 16, 2007

Momento Romântico do Dia

"Toda vez que você parte, você leva um pedaço de mim com você". Ou, na versão da minha rua, "Sempre que bazas da minha beira, levas um coche de mim contigo". Lindo.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

O original ou a versão?

Há versões que nunca deveriam ter visto a luz do dia. Há outras que são simplesmente boas. Estas que se seguem não são nem uma coisa nem outra. São excelentes.

CAMBODIA


Kim Wilde (1981) e Apoptygma Berzerk (2006)

FOREVER YOUNG


Alphaville (1984) e Youth Group (2006)

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Playlist temática (11): siblings

Já está disponível na radio.blog, na barra lateral, a nova playlist. Chama-se "siblings" e, com ela, pretende-se lembrar bandas/grupos que incluem irmãos/irmãs. É um exercício curioso que nos pode levar à conclusão que nunca como nos anos 80 os irmãos se entenderam tão bem na música. Não se chegou à dimensão industrial de uns Osmonds ou de uns Jacksons, nem sequer à realidade tipo-seita (ver Kelly Family), é verdade, mas houve uma proliferação de brothers e sisters que é de assinalar. Tivemos, regra geral, a presença de dois elementos do mesmo sexo, mas, curiosamente nunca mistos. Bem, os Carpenters podiam ser aqui considerados, mas o grosso da sua produção musical está situado nos anos 70...

Para esta playlist escolhi os 10 casos que me dizem mais, musicalmente falando. Trata-se, por isso, de uma escolha pessoal. Numa espécie de 2ª divisão, ficaram Wilson Phillips, Split Enz, Bee Gees, Black Crowes, Neville Brothers, Balaam and the Angel, Heaven 17, Proclaimers, Devo e Meat Puppets. Eis a lista:

Grupo: AC/DC
Irmãos: Angus Young (guitarra) e Malcolm Young (guitarra)
Informação útil: Nasceram na Escócia, mas emigraram ainda novos para a Austrália, onde fundaram a banda em 1973.
Canção: Who Made Who (1986, do álbum com o mesmo nome)

Grupo: Bangles
Irmãs: Debbi Peterson (bateria) e Vicky Peterson (guitarra e voz)
Informação útil: A primeira vez que ouviram o primeiro single do grupo – Getting Out Of Hand - passar na rádio, agarraram-se uma à outra aos saltos e aos gritos, completamente histéricas.
Canção: Manic Monday (1986, do álbum Different Light)

Grupo: Bros
Irmãos: Matt Goss (voz) e Luke Goss (voz)
Informação útil: São gémeos e ambos têm um ódio de morte ao tabaco.
Canção: I Owe You Nothing (1987, do album Push)

Grupo: Gene Loves Jezebel
Irmãos: Michael Aston (voz) e Jay Aston (voz)
Informação útil: São gémeos e estão de relações cortadas. Michael ganhou ao irmão, em tribunal, os direitos sobre a designação da banda.
Canção: Gorgeous (1987, do álbum The House Of Dolls)

Grupo: Heart
Irmãs: Ann Wilson (voz) e Nancy Wilson (guitarra e voz)
Informação útil: Ann é a vocalista principal, mas Nancy canta um dos maiores sucessos do grupo - These Dreams.
Canção: Nobody Home (1985, do álbum Heart)

Grupo: INXS
Irmãos: Andrew Farriss (guitarra e teclas), Tim Farriss (guitarra) e Jon Farriss (bateria)
Informação útil: No início, chamavam-se The Farriss Brothers. Porque seria?
Canção: Original Sin (1983, do álbum The Swing)

Grupo: Spandau Ballet
Irmãos: Gary Kemp (guitarra) e Martin Kemp (baixo)
Informação útil: Estrearam-se no cinema em The Krays (1990), fazendo uma dupla de irmãos gangsters. A crítica elogiou as suas prestações.
Canção: I'll Fly For You (1984, do álbum Parade)

Grupo: Psychedelic Furs
Irmãos: Richard Butler (voz) e Tim Butler (baixo)
Informação útil: Estiveram para se chamar Psychedelic Shoes e Psychedelic Shirts, mas acabaram por optar por Psychedelic Furs.
Canção: The Ghost In You (1984, do album Mirror Moves)

Grupo: Jesus & Mary Chain
Irmãos: Jim Reid (voz e guitarra) e William Reid (guitarra)
Informação útil: William decidiu abandonar o palco num concerto esgotado, em 1998, na House of Blues, em Chicago. Os JAMC acabaram aí.
Canção: The Hardest Walk (1985, do álbum Psychocandy)

Grupo: Van Halen
Irmãos: Eddie Van Halen (guitarra) e Alex Van Halen (bateria)
Informação útil: Em 2007, entrou para a banda Wolfgang Van Halen, filho de Eddie Van Halen. Veio substituir o baixista de sempre do grupo, Michael Anthony.
Canção: Dreams (1986, do álbum 5150)

Um pouco mais abaixo, na barra lateral, podem votar naquela que é a vossa banda preferida no conjunto destas dez. Obrigado pela participação.

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Novo teledisco: THE STRANGLERS - Skin Deep (1984)

Os Stranglers sempre foram uns gajos estranhos, do tipo "nunca se sabe o que pode sair dali, por isso o melhor é não dar confiança". Eu, se os encontrasse na rua, mudava de passeio. Mas que foram capazes de fazer música fantástica ao longo de três décadas de actividade, disso não há alma no seu perfeito juízo que possa duvidar. Uma das canções que me deixa extasiado é Skin Deep. E é esse teledisco que trago para a barra lateral. Realizado pela dupla Sandy Johnson e Brian Ward (este senhor conta com ACDC e Sade no seu currículo), Skin Deep apresenta a banda a tocar num espaço despido de quaisquer objectos, à excepção de uma escultura gigante de uma orelha, que nos remete para o álbum Aural Sculpture, do qual esta música faz parte. A certa altura surge uma serpente vagueando por um corpo masculino. You better watch out for the skin deep... A serpente muda de pele, mas a sua natureza não engana. O homem não muda de pele, mas, se não estivermos alerta, transforma-se na pior das serpentes. Quanto aos Stranglers, como podemos vertificar no final, nada têm a esconder debaixo da sua pele. Se calhar até são uns tipos simpáticos e eu é que estou para aqui a exagerar.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Blá Blá em português

Na sexta aventurei-me até ao Blá Blá, em Matosinhos, para ouvir música portuguesa. Da cantada em inglês à cantada em português, da mais recente à mais antiga, da mais celebrada à mais obscura, ouviu-se e dançou-se de tudo um pouco. E, obviamente, os anos 80 estiveram presentes com uma fatia significativa de boa música: Sétima Legião, GNR, Rádio Macau, António Variações, Xutos & Pontapés, Ban, Mler If Dada, enfim... a lista é interminável. E perguntam vocês: há mais? Claro que há. Todas as primeiras sextas-feiras do mês, no Blá Blá, com o Ivo T como anfitrião. Vale a pena.

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Novo teledisco: BREATHE - Hands To Heaven

Pronto, tinha de meter aqui o teledisco dos Breathe, Hands To Heaven. Na sequência do post anterior, de aniversário do vocalista David Glasper, decidi ir àquele sítio que toda a gente conhece e onde se encontra de tudo, e encontrei o teledisco desta bela canção. Realizado por Eamon McCabe, este teledisco apresenta uma atmosfera melancólica que reflecte o carácter triste da canção, cujo tema é a separação. Tudo começa e acaba num taxi tipicamente inglês. pelo meio temos uma menina a dançar numa sala, debaixo de um céu que se move. No final, David dá-se conta que tudo não passou de um sonho. A conta do taxi está lá para lho lembrar. É favor ver na barra lateral.

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Tim Moore



A Léa pediu ajuda através de um comentário feito no post anterior em relação a um cantor chamado Tim Moore. O QA80 tem todo o gosto em ajudar os seus visitantes na difícil tarefa de encontrar o seu artista perdido. A nossa vasta equipa, espalhada pelos quatro cantos do mundo, fez todas as diligências, as possíveis e as impossíveis, e chegou à seguinte informação:

Tim Moore e a canção Yes fizeram parte da banda sonora da telenovela brasileira Selva de Pedra, de 1986. Era uma "baladinha bem típica da época", como diz a Léa. Tenho a certeza que foi uma musiquinha que ajudou a constituir muita família, oh oh. Esta canção está incluída no álbum de 1985, de Tim Moore, intitulado Flash Forward. Este álbum foi uma tentaviva por parte do cantor de relançar a sua carreira, mas, segundo rezam as crónicas, sem grande sucesso. É que não bastava vender bem um single para consolidar um percurso musical. Com participação vocal do cantor Robbie Dupree, Flash Forward tem o seguinte alinhamento:

1. Let's Get Activated
2. Yes
3. Body and Soul
4. I'll Find a Way
5. Anything and Everything
6. Rock & Roll Love Letter
7. Surrender
8. Telepath
9. Theodora
10. Get It Outta My System

Tim Moore é basicamente um artista dos anos 60 e 70. Em 1975 iniciou carreira a solo, mas desde a segunda metade da década de 60 que a sua actividade musical se espalhou por diversos grupos, a saber, os DC & the Senators, os Woody's Truck Stop (com Todd Rundgren), os The Muffins e os Gulliver (que incluía Daryl Hall). Em 1974, compôs o tema Second Avenue, que conheceu algum êxito na voz de Art Garfunkel.

Quem tiver curiosidade sobre o trabalho de Tim Moore nos anos 70, pode clicar aqui.

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Festa Queridos Anos 80 - o quiz (actualizado com as soluções)

A festa excedeu as minhas expectativas. Nunca estive envolvido na organização de um evento deste tipo e era natural alguma apreensão sobre o que iria resultar de tudo isto. Mas à medida que as pessoas iam entrando, que o espaço ia ficando mais e mais preenchido e, depois, à medida que a noite avançou e que vi que a pista nunca teve os chamados "momentos mortos" e que o entusiasmo geral era crescente, constatei que a aposta tinha sido ganha. Queria agradecer aos Dj's - o Ivo T, o Bessa e o Isidro - pela qualidade da música que nos ofereceram e por terem passado de tudo, sem complexos. De Cult a Modern Talking, de A-ha a David Bowie, de Ramones a Desireless, houve de tudo um pouco, e para todos os gostos. Os anos 80 foram assim: uma década de extremos e de excessos, e penso que isso ficou bem patente na escolha musical de ontem. Gostaria também de agradecer ao Tiago pelo desafio e envolvimento na organização, e à Susana, mais uma vez, pela qualidade dos flyers. Finalmente, ao Swing Club, por ter acedido à realização deste evento. Para mim, foi simbólico que a festa se tivesse realizado neste espaço, onde passei tantos momentos da minha juventude (quando ainda era mais jovem do que sou agora!).

Mas a pergunta que se impõe agora é a seguinte: quem foi, na verdade, à festa Queridos Anos 80? Lembrei-me de fazer um quiz de 10 perguntas que tiram a limpo quem na realidade esteve presente no Swing. Será alguém capaz de fazer 100% de respostas correctas? Vejamos:

1. Duas das seguintes músicas foram repetidas. Quais?
a) take on me - a-ha
b) you spin me round - dead or alive
c) debaser - pixies
d) wildflower - cult
e) you're my heart you're my soul - modern talking
f) i ran - a flock of seagulls
g) voyage voyage - desireless


As músicas repetidas foram i ran dos a flock of seagulls e debaser dos pixies.

2. O tarzanboy usou uma t-shirt de que banda?
a) echo & the bunnymen
b) duran duran
c) ramones


Eu tinha uma t-shirt dos ramones. Foi a primeira vez, na história da humanidade, que alguém pôde ser visto numa discoteca a dançar sabrina e bros com uma t-shirt dos ramones.

3. Houve uma música que ficou acidentalmente a meio. Qual?
a) beds are burning - midnight oil
b) sweet child Of mine - guns n roses
c) the final countdown - europe


A música que ficou acidentalmente a meio foi o beds are burning.

4. Quantas pessoas ao longo da noite foram gentilmente convidadas a sair da pista pelo segurança?
a) 0
b) 1
c) 2


Que eu tivesse visto, e eu estive na pista desde quase o início até às 6 da manhã, houve uma pessoa que foi gentilmente convidada a sair. Foi um rapaz que entrou na pista a cambalear, levando (quase) tudo à frente. Depois, alguém protestou e ficaram os dois a trocar argumentos, até que um outro argumento interveio, este vestido de preto, com cara de terminator, e braços que pareciam as minhas pernas.

5. Uma destas músicas portuguesas não passou. Qual?
a) contentores - xutos & pontapés
b) totobola - roquivários
c) por quem não esqueci - sétima legião


Não passou a dos sétima legião. Para mim a surpresa da noite foi mesmo o totobola.

6. Qual foi o método que os três DJ's adoptaram?
a) revezarem-se de 30 em 30 minutos
b) revezarem-se de 3 em 3 músicas
c) revezarem-se de 20 em 20 minutos
d) revezarem-se de 5 em em 5 músicas


O método foi o das 3 músicas. Assim, evitou-se cair numa certa monotonia de estilos e aumentou-se a expectativa sobre o que viria a seguir.

7. Houve um casal que passou quase a noite toca a dançar agarrado um ao outro no meio da pista. Ela era
a) asiática
b) loura
c) morena


Ela era loura. Ele não sei. Só sei que passaram a noite p'ráli agarrados um ao outro, mesmo a pedirem um slowzinho à moda antiga. O take my breath away ficava-lhes bem.

8. Durante toda a noite as telas passaram uma projecção de
a) um conjunto de anúncios televisivos e clipes de séries dos anos 80
b) telediscos de vários artistas dos anos 80
c) o dvd do Live Aid


Foi um conjunto de anúncios televisivos e clipes de séries dos anos 80. Havia de tudo, desde o conan, o rapaz do futuro até à laranjina C, passando pelo Sousa Veloso e o seu TV Rural.

9. Um destes artistas não passou na noite Queridos Anos 80. Qual?
a) madonna
b) prince
c) michael jackson


Prince não passou.

10. Uma destas meninas passou na noite Queridos Anos 80. Qual?
a) kim wilde
b) sandra
c) sabrina


Foi a Sabrina que passou com o seu clássico boys boys boys (ou será boing! boing! boing!?)

PS - As respostas a este quiz estão condiconadas ao tempo em que permaneci no Swing, que foi até às 06.00. Se alguém esteve até ao fim e possui informações que desmentem alguma destas respostas, que se chegue à frente!