sábado, fevereiro 24, 2007

Jim Diamond

I saw you walking by the other day I know that you saw me, you turned away
Jim Diamond!!! É ele o misterioso homem dos óculos escuros e casaco preto de cabedal. Uma espécie de James Blunt dos anos 80 (ou o James Blunt é que será uma espécie de Jim Diamond do século XXI, vocês decidem), Diamond irritou-nos durante semanas a fio, com o seu shoulda known better ("se choro não berro", na versão popular do meu bairro) repetido até à exaustão no Top Disco. Uma balada com a marca "coitatinho-de-mim", cujo climax todos nós gostávamos de atingir (salvo seja...) quando nos púnhamos a berrar, esganiçados, no quarto ou no recreio da escola aquele interminável aiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaiai... loooooooobiúúú. Figuras tristes à parte, o tempo encarregou-se de apagar a memória negativa da música, e servir-nos o prato doce da nostalgia. Sim, é com um sorriso que ouvimos I should have known better e lembramos a míúda (ou miúdo, conforme o caso) da nossa turma a quem enviávamos bilhetinhos sobre o amor eterno. Só por isto, já vale a pena trazer aqui o Jim Diamante.
Nasceu na Escócia, e antes de iniciar carreira a solo esteve nos Bandit (finais da década de 70, com um álbum editado) e nos Ph.D (inícios dos 80s), bandas das quais não conheço absolutamente nada. Reza a história que I Won't Let You Down, primeiro single do álbum PhD. Album, foi um grande sucesso comercial, e é nesta altura considerado um clássico do cantor. Pelo meio, cantou na banda de Alexis Korner, considerado o Godfather of British Blues.
A sua aventura a solo começa em 1984, com o álbum Double Crossed e o single I Should Have Known Better, aquele da capa azul, que tantos pesadelos causou a criancinhas inocentes e indefesas. A canção foi um sucesso estrondoso em todo o mundo, ainda que coincidisse no tempo com Do They Know It's Christmas. Ficou, aliás, famoso o apelo de Jim Diamond, na altura, a que as pessoas comprassem a canção da Band Aid em vez da dele. Quando entrevistado sobre todo o sucesso que estava a viver, disse: "Estou muito satisfeito por estar em primeiro lugar, mas na próxima semana não quero que as pessoas comprem o meu disco, mas sim o da Band Aid." Foi um gesto bonito (Bob Geldof refere-o num livro seu) e não impediu que a sua canção tivesse vendido uma porrada de discos. Outra balada que seguiu os mesmos passos foi Remember I Love You, também retirada do mesmo álbum.
O segundo álbum, Desire For Freedom (1986), produziu o single - Hi Ho Silver - numa alusão ao cavalo do Mascarilha (The Lone Ranger). Esta canção também cavalgou pelos tops acima (fica mesmo bem esta metáfora aqui).
A década de 90 assistiu ao quase desaparecimento de Jim Diamond em termos comerciais, ainda que não em termos musicais, pois manteve uma agenda ao vivo bastante preenchida. Em termos discográficos, editou um álbum homónimo com regravações dos seus êxitos antigos. Foi em 1993. Jim continua a tocar ao vivo e editou mesmo um álbum em 2005. Souled And Healed é o título.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Passatempo: quem é ele?



Uma pista: não é Pedro Abrunhosa (daqui a 10 anos)

Novo teledisco: BLIND DATE - Your Heart Keeps Burning

O teledisco de Your Heart Keeps Burning (1985), dos Blind Date, podia ter sido feito por qualquer um de nós, hoje, no recanto do nosso escritório, munidos de um computador jeitoso e das ferramentas apropriadas. Este videoclip é um documento importante para nos darmos conta do quanto se evoluiu em matéria de vídeo em 20 anos. Para além disso, tem um interesse sociológico na medida em que reflecte bem as tendências da moda de uma certa juventude feminina da época. Basta estarmos atentos às duas meninas. E a coreografia também não é nada má.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Don't you want me, baby, don't you want me, oohhhhhhhhh



Para quem esteve na primeira e gostou. Para quem não esteve na primeira e lamentou. Esta é a segunda oportunidade. Como diz o outro, everybody deserves a second chance...

Clica AQUI, e ouve o spot da Rádio Nova.

Já agora, participa na sondagem, na barra lateral. Obrigado!

Eles estão com a festa Queridos Anos 80:
A Rádio em Portugal
Wellenbereich Muzik Manifesto
In Shreds
ecOs do Amial
paulo correia

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Novo teledisco: BONNIE TYLER & TODD RUNDGREN - Loving You's A Dirty Job But Somebody's Gotta Do It

Quase que tinha de abrir um novo blogue para escrever o nome dos cantores e o título da música que escolhi para celebrar o Dia dos Namorados, essa instituição bonita, quiçá um pouco linda. Este era, sem dúvida, um dos dias mais esperados pelo adolescente que eu era na década de 80. Também conhecido pelo "Dia do Pessoal Que Dá Uns Beijos e Uns Amassos Na Parte de Trás do Pavilhão da Escola Secundária", era um dia especial, não porque fosse eu um dos ocupantes dessa zona da escola onde se trocavam uns cuspes (e, em princípio, nada mais), mas porque sempre gostei de observar a azáfama dos cartõezinhos, das flores, dos bilhetinhos que se trocavam nas aulas, com os tímidos "Pedro lobe Sara" ou "Adebinha em quem tou a penssar" (os erros ortográficos eram do mais romântico que havia) ou ainda o correcto e um pouco cócó "Feliz Dia dos Namorados". Nessa altura, a língua portuguesa ainda tinha alguma dignidade e era impossível ler-se coisas como "Felix Dia d Namuradus" ou "Mts Xiiiinhussss pó mew amowe winduuuu".

Mas, voltando ao tema escolhido, trata-se de Loving You's A Dirty Job But Somebody's Gotta Do It, canção de carga dramática intensíssima, de entrega total por parte do dueto Bonnie "ó prá minha cabeleira loura" Tyler e Todd "eu podia ser um gangster, mas não tenho tempo" Rundgren. O videoclip, que se apresenta na barra lateral, foi realizado por Tim Pope, um dos mais eclécticos e completos realizadores de telediscos dos anos 80. Vejam aqui porquê.

domingo, fevereiro 11, 2007

AC/DC: a banda com irmãos preferida

...e a banda com irmãos que os visitantes do QA80 elegeram como sua preferida foram os AC/DC. Não foi uma vitória esmagadora, mas foi o bastante para revelar uma importante facção rockeira que visita o QA80. A banda dos irmãos Young estará para sempre associada, na minha vida, às férias desportivas da Páscoa, organizadas pela FAP (Federação Académica do Porto), no Algarve, em inícios dos anos 90. Olho para trás e vejo-me na praia, assistindo o torneio de Voleibol ao som de Back In Black, ou então, atirando um olhar furtivo a uma qualquer miúda do FCDEF ou da Católica, ao som de You Shook Me All Night Long. Velhos tempos.

Os INXS e os Spandau Ballet discutiram até ao finzinho o segundo lugar, tendo a banda de Michael Hutchence conseguido superiorizar-se apenas por um voto. Terá o factor "cantor-falecido" contribuído para este resultado? Numa altura em que tantas bandas anunciam regressos à actividade, porque nao os Spandau Ballet? Por falar em bandas que voltam a juntar-se, os Jesus & Mary Chain irão fazê-lo no Coachella Festival. Este honroso quarto lugar não surge por acaso.

Uma palavra final para os últimos classificados. Os Bros caem, mas caem de pé, com 12 votos num total de 446. Como devem compreender, era indispensável a sua presença numa playlist de bandas de irmãos. Ninguém como Luke e Matt Goss faz jus a essa condição.



1. AC/DC - 86 (18%)
2. INXS - 72 (15%)
3. Spandau Ballet - 71 (15%)
4. Jesus & Mary Chain - 68 (14%)
5. Van Halen - 46 (10%)
6. Heart - 35 (7%)
7. Psychedelic Furs e Bangles – 29 (6%)
9. Gene Loves Jezebel - 27 (6%)
10. Bros - 12 (3%)

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

É hoje!

Estamos a poucas horas de eu ganhar o Euromilhões. Sim, caros visitantes, foi em vão que esta semana foram a correr ao quiosque mais próximo registar o boletim. Este é o meu dia, esta é a minha semana. A dúvida existencial que se coloca agora é a seguinte: que fazer com aquela massa toda? Pois bem, é fácil: entre muitas coisas de cariz privado que não posso revelar, farei uma que, desde já, anuncio: organizar um festival de verão de música dos anos 80. Sim, leram bem: com o pastel que daqui a algumas horas vou ganhar, irei organizar um FESTIVAL DOS ANOS 80. E o primeiro, ou a primeira, a comentar este texto terá entrada gratuita nos dois dias. Sim, serão dois dias, em Junho, Julho ou Agosto, de um evento como nunca se viu em Portugal.
A primeira coisa a pensar é o local. Por razões pessoais, a cidade escolhida será o Porto. O pessoal da capital, já que se "balda" à festa QA80 do Swing, a este festival não poderá faltar. Ai deles. No Porto, em que local? Um pavilhão? Um estádio? À primeira vista, o Estádio do Dragão ou o Estádio do Bessa. A toca da pantera é mais aconchegadinha e pode servir de motivação para os Ban se voltarem a reunir. Vocês sabem de quem é que eu estou a falar... O covil do Dragão (sim, eu sei que os Dragões não têm covis) é mais majestoso, tem melhores acessibilidades e... os Rolling Stones deram lá um concerto, pelo que dizem, fantástico, no ano passado. É óbvio que esta questão será tratada com a empresa que eu contactar para me ajudar a organizar a cena toda. E logo que eu lhes acene com o garganel do euromilhões, eles vão entrar a fundo nisto.

Por falar em dinheiro, os bilhetes devem ter um preçozinho acessível. Não se preocupem, pais de família, isto não vai pesar grandemente no vosso orçamento familiar. A não ser que tragam a criançada. Mas, mesmo assim, não é razão para alarmes. O preço para os miúdos será simbólico e haverá um espaçozinho para eles andarem à porrada enquanto os pais estão aos saltos em frente ao palco.

A parte mais importante desta história toda são as bandas e os artistas a contratar. Da forma como eu vejo o festival que irei organizar (se começaram a ler isto a partir deste parágrafo, desde já informo que logo serei o totalista do euromilhões), justificam-se dois dias com ambientes completamente opostos. No primeiro dia, que poderá ser uma sexta-feira, o festival será caracterizado por uma vertente mais alternativa, mais rock, mas dark, tipo urbano-depressivo, assim a puxar para a cena mais à frente, tipo, estão a ver? No segundo dia, sábado, teremos todo um ambiente pop, electrónico talvez, com laivos de top disco. Madonna está fora de questão, pois só ela seria capaz de me levar todo o dinheirinho e depois não podia pagar às outras bandas. Grupos como U2 ou Depeche Mode são tão intemporais que não se inserem numa lógica de "anos 80". Para além do facto de serem igualmente demasiado caros. Por isso, achei que, para cabeça-de-cartaz poderíamos ter uns Duran Duran. São também caros (não tanto como os outros) e estão em plena actividade, mas serão garantia de enchente para este dia. E é preciso não esquecer que os espanhóis estão ali pertinho e são malucos por Duran Duran. Assim sendo, aqui está, em primeira mão, o cartaz do festival:

Dia 1
Cabeças-de-cartaz:
The Cure
Morrissey


Outras bandas:
Jesus & Mary Chain
Peter Murphy/Bauhaus
Echo & the Bunnymen



Dia 2
Cabeças-de-cartaz:
Duran Duran
Pet Shop Boys


Outras bandas:
The Human League
New Order
Erasure
Simply Red


Que tal? Eu sei, vocês vão-se passar completamente. Nada será como dantes. Há ainda a possibilidade de aparecer um Tony Hadley a cantar êxitos dos Spandau Ballet. Ou até Kim Wilde e, quem sabe, Sandra e até mesmo Samantha Fox. Seria o paraíso. Prometo que vou tentar.

Nesta altura, haverá quem pergunte: e bandas portuguesas? Não há nada? Claro que há: GNR, Sétima Legião, Rádio Macau, Delfins, Xutos & Pontapés e, porque não, o regresso, nem que seja para uma one-night gig, dos Ban. Pensando bem, acho que se justificava um terceiro dia só com música portuguesa. Vamos ver quanto dinheirinho sobra. Depois digo qualquer coisa.

Um assunto que anda às voltas na minha cabeça há vários... minutos é o nome, a designação, para o festival. Assim, de repente, "Festival Queridos Anos 80" parece-me bonito e a puxar ao coração. Mas admito que possa haver nomes mais comerciais, sei lá, "80s Pop-Rock Festival", ou "Ternura dos 80" (acho que tinha de pagar alguma coisita ao Paco Bandeira), ou então simplesmente "Festival Anos 80". É complicado, mas vou ter de contratar gente criativa para pensar nisto.

Planet Earth faz 26 anos



Há vinte e seis anos, os Duran Duran editavam o seu primeiro single. Chamava-se Planet Earth. Look now look all around, there's no sound of life...

Obrigado ao Nuno pela dica!

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Novo teledisco: THE CURE - A Night Like This

A Night Like This (álbum The Head On The Door, 1985) é uma das minhas canções preferidas dos The Cure. São 4 minutos e 16 segundos de algo difícil de definir. Talvez, uma beleza nostálgica... O teledisco, que podem ver na barra lateral, reflecte bem a atmosfera que esta música transporta consigo. Sim, é um vídeo completamente centrado na imagem da banda a tocar, o que é sempre um risco e pode fazer resvalar o teledisco para a monotonia. Mas neste caso, a realização pelo "deus" Tim Pope ultrapassa magistralmente esse possível problema. Desde o efeito "câmara-lenta-que-na-verdade-não-é" (deve haver um termo técnico para isto) até aos tons sombrios, em que o cinzento, o azul e o roxo se confundem, passando pelos planos sucessivos de afastamento em relação à banda, tudo é harmoniosamente integrado num quadro audiovisual belo. E a música é a parte decisiva nisto tudo, pois é uma canção harmoniosamente linda, com uma letra simplesmente fantástica. Quem se lembraria de um verso destes, ao mesmo tempo tão simples e tão belo: The way that you look at me now makes wish I was you (o modo como me olhas agora faz-me desejar ser tu)?

segunda-feira, janeiro 22, 2007

A Léa pediu ajuda (parte II)

Como não gosto de deixar qualquer pedido de ajuda sem resposta, cá vai. A Léa, que já tinha recorrido aos serviços do QA80 no caso do Tim Moore (isto, partindo do princípio de que se trata da mesma pessoa), enviou por e-mail novo pedido de ajuda. Desta vez, o objectivo é saber o nome da música do anúncio televisivo da Coca-Cola Light. Estamos a falar do "comercial" brasileiro, conhecido por "Quiriou, Quiriou", tal como é referido por uma legião de pessoas que, por essa net fora, padecem do mesmo "mal" da Léa. Eu acho que a Léa veio bater à porta certa, não só porque se trata de uma música dos anos 80, mas também, e principalmente, porque... Bem, deixo a tarefa de revelar o título da música e do intérprete a um qualquer português simpático. Vão ter oportunidade de ver duas versões do mesmo "reclame" (era assim que lhe chamava quando era um jovem inconsciente), mas a música é a mesma. A pessoa que fez o upload para o YouTube resolveu impedir a possibilidade de se colocarem os vídeos noutras páginas, por isso terão de os visualizar no próprio site. É só clicar nos links abaixo.

Versão 1
Versão 2

terça-feira, janeiro 16, 2007

Momento Romântico do Dia

"Toda vez que você parte, você leva um pedaço de mim com você". Ou, na versão da minha rua, "Sempre que bazas da minha beira, levas um coche de mim contigo". Lindo.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

O original ou a versão?

Há versões que nunca deveriam ter visto a luz do dia. Há outras que são simplesmente boas. Estas que se seguem não são nem uma coisa nem outra. São excelentes.

CAMBODIA


Kim Wilde (1981) e Apoptygma Berzerk (2006)

FOREVER YOUNG


Alphaville (1984) e Youth Group (2006)

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Playlist temática (11): siblings

Já está disponível na radio.blog, na barra lateral, a nova playlist. Chama-se "siblings" e, com ela, pretende-se lembrar bandas/grupos que incluem irmãos/irmãs. É um exercício curioso que nos pode levar à conclusão que nunca como nos anos 80 os irmãos se entenderam tão bem na música. Não se chegou à dimensão industrial de uns Osmonds ou de uns Jacksons, nem sequer à realidade tipo-seita (ver Kelly Family), é verdade, mas houve uma proliferação de brothers e sisters que é de assinalar. Tivemos, regra geral, a presença de dois elementos do mesmo sexo, mas, curiosamente nunca mistos. Bem, os Carpenters podiam ser aqui considerados, mas o grosso da sua produção musical está situado nos anos 70...

Para esta playlist escolhi os 10 casos que me dizem mais, musicalmente falando. Trata-se, por isso, de uma escolha pessoal. Numa espécie de 2ª divisão, ficaram Wilson Phillips, Split Enz, Bee Gees, Black Crowes, Neville Brothers, Balaam and the Angel, Heaven 17, Proclaimers, Devo e Meat Puppets. Eis a lista:

Grupo: AC/DC
Irmãos: Angus Young (guitarra) e Malcolm Young (guitarra)
Informação útil: Nasceram na Escócia, mas emigraram ainda novos para a Austrália, onde fundaram a banda em 1973.
Canção: Who Made Who (1986, do álbum com o mesmo nome)

Grupo: Bangles
Irmãs: Debbi Peterson (bateria) e Vicky Peterson (guitarra e voz)
Informação útil: A primeira vez que ouviram o primeiro single do grupo – Getting Out Of Hand - passar na rádio, agarraram-se uma à outra aos saltos e aos gritos, completamente histéricas.
Canção: Manic Monday (1986, do álbum Different Light)

Grupo: Bros
Irmãos: Matt Goss (voz) e Luke Goss (voz)
Informação útil: São gémeos e ambos têm um ódio de morte ao tabaco.
Canção: I Owe You Nothing (1987, do album Push)

Grupo: Gene Loves Jezebel
Irmãos: Michael Aston (voz) e Jay Aston (voz)
Informação útil: São gémeos e estão de relações cortadas. Michael ganhou ao irmão, em tribunal, os direitos sobre a designação da banda.
Canção: Gorgeous (1987, do álbum The House Of Dolls)

Grupo: Heart
Irmãs: Ann Wilson (voz) e Nancy Wilson (guitarra e voz)
Informação útil: Ann é a vocalista principal, mas Nancy canta um dos maiores sucessos do grupo - These Dreams.
Canção: Nobody Home (1985, do álbum Heart)

Grupo: INXS
Irmãos: Andrew Farriss (guitarra e teclas), Tim Farriss (guitarra) e Jon Farriss (bateria)
Informação útil: No início, chamavam-se The Farriss Brothers. Porque seria?
Canção: Original Sin (1983, do álbum The Swing)

Grupo: Spandau Ballet
Irmãos: Gary Kemp (guitarra) e Martin Kemp (baixo)
Informação útil: Estrearam-se no cinema em The Krays (1990), fazendo uma dupla de irmãos gangsters. A crítica elogiou as suas prestações.
Canção: I'll Fly For You (1984, do álbum Parade)

Grupo: Psychedelic Furs
Irmãos: Richard Butler (voz) e Tim Butler (baixo)
Informação útil: Estiveram para se chamar Psychedelic Shoes e Psychedelic Shirts, mas acabaram por optar por Psychedelic Furs.
Canção: The Ghost In You (1984, do album Mirror Moves)

Grupo: Jesus & Mary Chain
Irmãos: Jim Reid (voz e guitarra) e William Reid (guitarra)
Informação útil: William decidiu abandonar o palco num concerto esgotado, em 1998, na House of Blues, em Chicago. Os JAMC acabaram aí.
Canção: The Hardest Walk (1985, do álbum Psychocandy)

Grupo: Van Halen
Irmãos: Eddie Van Halen (guitarra) e Alex Van Halen (bateria)
Informação útil: Em 2007, entrou para a banda Wolfgang Van Halen, filho de Eddie Van Halen. Veio substituir o baixista de sempre do grupo, Michael Anthony.
Canção: Dreams (1986, do álbum 5150)

Um pouco mais abaixo, na barra lateral, podem votar naquela que é a vossa banda preferida no conjunto destas dez. Obrigado pela participação.

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Novo teledisco: THE STRANGLERS - Skin Deep (1984)

Os Stranglers sempre foram uns gajos estranhos, do tipo "nunca se sabe o que pode sair dali, por isso o melhor é não dar confiança". Eu, se os encontrasse na rua, mudava de passeio. Mas que foram capazes de fazer música fantástica ao longo de três décadas de actividade, disso não há alma no seu perfeito juízo que possa duvidar. Uma das canções que me deixa extasiado é Skin Deep. E é esse teledisco que trago para a barra lateral. Realizado pela dupla Sandy Johnson e Brian Ward (este senhor conta com ACDC e Sade no seu currículo), Skin Deep apresenta a banda a tocar num espaço despido de quaisquer objectos, à excepção de uma escultura gigante de uma orelha, que nos remete para o álbum Aural Sculpture, do qual esta música faz parte. A certa altura surge uma serpente vagueando por um corpo masculino. You better watch out for the skin deep... A serpente muda de pele, mas a sua natureza não engana. O homem não muda de pele, mas, se não estivermos alerta, transforma-se na pior das serpentes. Quanto aos Stranglers, como podemos vertificar no final, nada têm a esconder debaixo da sua pele. Se calhar até são uns tipos simpáticos e eu é que estou para aqui a exagerar.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Blá Blá em português

Na sexta aventurei-me até ao Blá Blá, em Matosinhos, para ouvir música portuguesa. Da cantada em inglês à cantada em português, da mais recente à mais antiga, da mais celebrada à mais obscura, ouviu-se e dançou-se de tudo um pouco. E, obviamente, os anos 80 estiveram presentes com uma fatia significativa de boa música: Sétima Legião, GNR, Rádio Macau, António Variações, Xutos & Pontapés, Ban, Mler If Dada, enfim... a lista é interminável. E perguntam vocês: há mais? Claro que há. Todas as primeiras sextas-feiras do mês, no Blá Blá, com o Ivo T como anfitrião. Vale a pena.

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Novo teledisco: BREATHE - Hands To Heaven

Pronto, tinha de meter aqui o teledisco dos Breathe, Hands To Heaven. Na sequência do post anterior, de aniversário do vocalista David Glasper, decidi ir àquele sítio que toda a gente conhece e onde se encontra de tudo, e encontrei o teledisco desta bela canção. Realizado por Eamon McCabe, este teledisco apresenta uma atmosfera melancólica que reflecte o carácter triste da canção, cujo tema é a separação. Tudo começa e acaba num taxi tipicamente inglês. pelo meio temos uma menina a dançar numa sala, debaixo de um céu que se move. No final, David dá-se conta que tudo não passou de um sonho. A conta do taxi está lá para lho lembrar. É favor ver na barra lateral.

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Tim Moore



A Léa pediu ajuda através de um comentário feito no post anterior em relação a um cantor chamado Tim Moore. O QA80 tem todo o gosto em ajudar os seus visitantes na difícil tarefa de encontrar o seu artista perdido. A nossa vasta equipa, espalhada pelos quatro cantos do mundo, fez todas as diligências, as possíveis e as impossíveis, e chegou à seguinte informação:

Tim Moore e a canção Yes fizeram parte da banda sonora da telenovela brasileira Selva de Pedra, de 1986. Era uma "baladinha bem típica da época", como diz a Léa. Tenho a certeza que foi uma musiquinha que ajudou a constituir muita família, oh oh. Esta canção está incluída no álbum de 1985, de Tim Moore, intitulado Flash Forward. Este álbum foi uma tentaviva por parte do cantor de relançar a sua carreira, mas, segundo rezam as crónicas, sem grande sucesso. É que não bastava vender bem um single para consolidar um percurso musical. Com participação vocal do cantor Robbie Dupree, Flash Forward tem o seguinte alinhamento:

1. Let's Get Activated
2. Yes
3. Body and Soul
4. I'll Find a Way
5. Anything and Everything
6. Rock & Roll Love Letter
7. Surrender
8. Telepath
9. Theodora
10. Get It Outta My System

Tim Moore é basicamente um artista dos anos 60 e 70. Em 1975 iniciou carreira a solo, mas desde a segunda metade da década de 60 que a sua actividade musical se espalhou por diversos grupos, a saber, os DC & the Senators, os Woody's Truck Stop (com Todd Rundgren), os The Muffins e os Gulliver (que incluía Daryl Hall). Em 1974, compôs o tema Second Avenue, que conheceu algum êxito na voz de Art Garfunkel.

Quem tiver curiosidade sobre o trabalho de Tim Moore nos anos 70, pode clicar aqui.

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Festa Queridos Anos 80 - o quiz (actualizado com as soluções)

A festa excedeu as minhas expectativas. Nunca estive envolvido na organização de um evento deste tipo e era natural alguma apreensão sobre o que iria resultar de tudo isto. Mas à medida que as pessoas iam entrando, que o espaço ia ficando mais e mais preenchido e, depois, à medida que a noite avançou e que vi que a pista nunca teve os chamados "momentos mortos" e que o entusiasmo geral era crescente, constatei que a aposta tinha sido ganha. Queria agradecer aos Dj's - o Ivo T, o Bessa e o Isidro - pela qualidade da música que nos ofereceram e por terem passado de tudo, sem complexos. De Cult a Modern Talking, de A-ha a David Bowie, de Ramones a Desireless, houve de tudo um pouco, e para todos os gostos. Os anos 80 foram assim: uma década de extremos e de excessos, e penso que isso ficou bem patente na escolha musical de ontem. Gostaria também de agradecer ao Tiago pelo desafio e envolvimento na organização, e à Susana, mais uma vez, pela qualidade dos flyers. Finalmente, ao Swing Club, por ter acedido à realização deste evento. Para mim, foi simbólico que a festa se tivesse realizado neste espaço, onde passei tantos momentos da minha juventude (quando ainda era mais jovem do que sou agora!).

Mas a pergunta que se impõe agora é a seguinte: quem foi, na verdade, à festa Queridos Anos 80? Lembrei-me de fazer um quiz de 10 perguntas que tiram a limpo quem na realidade esteve presente no Swing. Será alguém capaz de fazer 100% de respostas correctas? Vejamos:

1. Duas das seguintes músicas foram repetidas. Quais?
a) take on me - a-ha
b) you spin me round - dead or alive
c) debaser - pixies
d) wildflower - cult
e) you're my heart you're my soul - modern talking
f) i ran - a flock of seagulls
g) voyage voyage - desireless


As músicas repetidas foram i ran dos a flock of seagulls e debaser dos pixies.

2. O tarzanboy usou uma t-shirt de que banda?
a) echo & the bunnymen
b) duran duran
c) ramones


Eu tinha uma t-shirt dos ramones. Foi a primeira vez, na história da humanidade, que alguém pôde ser visto numa discoteca a dançar sabrina e bros com uma t-shirt dos ramones.

3. Houve uma música que ficou acidentalmente a meio. Qual?
a) beds are burning - midnight oil
b) sweet child Of mine - guns n roses
c) the final countdown - europe


A música que ficou acidentalmente a meio foi o beds are burning.

4. Quantas pessoas ao longo da noite foram gentilmente convidadas a sair da pista pelo segurança?
a) 0
b) 1
c) 2


Que eu tivesse visto, e eu estive na pista desde quase o início até às 6 da manhã, houve uma pessoa que foi gentilmente convidada a sair. Foi um rapaz que entrou na pista a cambalear, levando (quase) tudo à frente. Depois, alguém protestou e ficaram os dois a trocar argumentos, até que um outro argumento interveio, este vestido de preto, com cara de terminator, e braços que pareciam as minhas pernas.

5. Uma destas músicas portuguesas não passou. Qual?
a) contentores - xutos & pontapés
b) totobola - roquivários
c) por quem não esqueci - sétima legião


Não passou a dos sétima legião. Para mim a surpresa da noite foi mesmo o totobola.

6. Qual foi o método que os três DJ's adoptaram?
a) revezarem-se de 30 em 30 minutos
b) revezarem-se de 3 em 3 músicas
c) revezarem-se de 20 em 20 minutos
d) revezarem-se de 5 em em 5 músicas


O método foi o das 3 músicas. Assim, evitou-se cair numa certa monotonia de estilos e aumentou-se a expectativa sobre o que viria a seguir.

7. Houve um casal que passou quase a noite toca a dançar agarrado um ao outro no meio da pista. Ela era
a) asiática
b) loura
c) morena


Ela era loura. Ele não sei. Só sei que passaram a noite p'ráli agarrados um ao outro, mesmo a pedirem um slowzinho à moda antiga. O take my breath away ficava-lhes bem.

8. Durante toda a noite as telas passaram uma projecção de
a) um conjunto de anúncios televisivos e clipes de séries dos anos 80
b) telediscos de vários artistas dos anos 80
c) o dvd do Live Aid


Foi um conjunto de anúncios televisivos e clipes de séries dos anos 80. Havia de tudo, desde o conan, o rapaz do futuro até à laranjina C, passando pelo Sousa Veloso e o seu TV Rural.

9. Um destes artistas não passou na noite Queridos Anos 80. Qual?
a) madonna
b) prince
c) michael jackson


Prince não passou.

10. Uma destas meninas passou na noite Queridos Anos 80. Qual?
a) kim wilde
b) sandra
c) sabrina


Foi a Sabrina que passou com o seu clássico boys boys boys (ou será boing! boing! boing!?)

PS - As respostas a este quiz estão condiconadas ao tempo em que permaneci no Swing, que foi até às 06.00. Se alguém esteve até ao fim e possui informações que desmentem alguma destas respostas, que se chegue à frente!

domingo, dezembro 24, 2006

Christmas Telediscos Special

Band Aid, Do They Know It's Christmas? Um bom Natal para todos.



Sábado, 23 de Dezembro

Kate Bush a roçar-se num cadeirão, em poses erótico-libidinosas, ao lado da árvore de Natal, eis a proposta de December Will Be Magic Again. Não se trata de teledisco oficial, mas de uma participação num especial de Natal da BBC. É Natal, ninguém leva a mal.



Sexta-feira, 22 de Dezembro

A histórias é simples: no Natal anterior, eles andavam. Mas depois zangaram-se e agora, neste Natal, cada um tem o seu par. Só que... há ali ainda alguma coisita no ar... Bem, para quem não se lembra da história, pelo menos sabe que se trata do "teledisco da neve" onde George Michael rebola com uma gaja como se não houvesse amanhã. É o Last Christmas dos Wham.



Quinta-feira, 21 de Dezembro

Driving Home For Christmas, de Chris Rea, um tema bonito de um cantor que eu nunca apreciei por aí além.



Quarta-feira, 20 de Dezembro

Este é o vídeo original de The Power Of Love, dos Frankie Goes To Hollywood. Trata-se de um das mais belas baladas dos anos 80. A letra não tem directamente a ver com o Natal, mas o facto de ter sido lançada em Dezembro de 1984 e de mostrar no video a narrativa do nascimento de Jesus, faz dela uma das mais emblemáticas canções de Natal. A mensagem é bonita e simples: The power of love, A force from above, Cleaning my soul.



Terça-feira, 19 de Dezembro

É uma repetição no QA80, mas tinha de ser. A canção é lindíssima e devia ser mostrada a todas as criancinhas na sua aprendizagem musical. The Pogues, com Fairytale Of New York.



Segunda-feira, 18 de Dezembro

Falta uma semaninha para o Natal e durante os próximos sete dias vou recordar canções de Natal e respectivos telediscos. Vai ser um por dia, por isso parece-me bem que venham até ao Queridos Anos 80 durante esta semana. Para abrir as hostilidades natalícias, convidei os Ramones, que são muito queridos aqui neste blogue. A canção chama-se Merry Christmas (I Don't Want to Fight Tonight), é de 1989, e está incluída no álbum Brain Drain. Será que vai passar sexta-feira, na grandiosa festa do Swing Clube?

sexta-feira, dezembro 22, 2006

QA80: a festa



Depois da cassete, o vinil. Dois ícones musicais da década de 80. Serve este segundo flyer para convidar, mais uma vez, todos os interessados nesta coisa da música, a comparecerem no SWING, na próxima sexta-feira, 22. Já sabem: os filhos podem ficar com os avós. Se os avós quiserem vir, não vos resta outra solução senão trazer os filhos. Falem com os vizinhos. E não se esqueçam dos amigos e das amigas. Vocês já tinham saudades de uma noite assim.

terça-feira, dezembro 19, 2006

QA80: A festa




Venho por este meio comunicar que no dia 22 de Dezembro já têm onde ir. Logo após o jantar, por volta da meia-noite, toca a dar um saltinho ao Swing (Porto). É a festa QUERIDOS ANOS 80. Vamos recordar os sons da nossa juventude (quando éramos ainda mais jovens do que somos agora), beber um copo e, se o reumático permitir, abanar o capacete. E tragam amigos! E amigas!

PS - Um agradecimento à Mrs. Ivo T pelo flyer. Está tótil (Como se dizia no nosso tempo...)!

segunda-feira, dezembro 11, 2006

E se houvesse uma festa QUERIDOS ANOS 80?

E se de repente a cidade do Porto fosse confrontada com uma mega-ultra-hiper-coiso-e-tal FESTA do QUERIDOS ANOS 80? Qual seria a opinião dos queridos visitantes deste blogue sobre o assunto? A sondagem está aberta, na barra lateral. Eu já votei!

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Danny Wilson

Everything is wonderful, being here is heavenly

Danny Wilson é o nome que imortalizaou a personagem interpretada por Frank Sinatra no filme Meet Danny Wilson (1952), e foi o nome escolhido pelos irmãos escoceses Gary Clark (voz e guitarra) e Kit Clark (guitarra) para baptizar a banda que resolveram formar em 1986. Mas antes de se fixarem como Danny Wilson, os rapazes passaram pela designação de Spencer Tracy... A banda ficou completa com Gerard Grimes (baixo e teclas).

Editaram dois álbuns, Meet Danny Wilson (1987) e Bebop Moptop (1989), e acabaram em 1991. No meio desta história fugaz, tão comum em dezenas de outros grupos dos anos 80, produziram uma daquelas canções que ilumina toda uma carreira: Mary's Prayer.

O vocalista, Gary Clark, enveredou por uma carreira a solo na década de 90, tendo ainda formado as bandas King L e Transister, mas sem qualquer sucesso de assinalar. Depois dedicou-se à produção, nomeadamente da autraliana Natalie Imbruglia. Quanto ao irmão, Kit Clark, é o actual líder de uma banda com o nome peculiar The Swiss Family Orbison. As informações de que disponho sobre Gerard Grimes colocam-no a fazer música para jogos de computador e publicidade.

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Novo teledisco: ERASURE - Ship Of Fools



Ship Of Fools foi a primeira balada que os Erasure lançaram como single na sua carreira. Estávamos em 1988 e tratava-se do primeiro single do álbum The Innocents. É uma das minhas canções preferidas do magnífico dueto composto por Andy Bell e Vince Clarke, e serve para assinalar o Dia Mundial da Luta contra a SIDA. O teledisco está na barra lateral.

terça-feira, novembro 28, 2006

O cromo que faltava na sua colecção

Para quem achava que não se podia descer mais baixo, senhoras e senhores, aqui está Rocky M, no seu êxito Fly Me To Wonderland!



As lâmpadas, o casaco vermelho, as calças, os passos de dança... enfim, tudo em Rocky M é graciosidade e irreverência.

Jennifer She Said, disseram eles

O resultado desta sondagem correspondeu por completo à reacção do público no concerto do Batalha. Jennifer She Said foi a canção mais aplaudida, tendo tido mesmo direito a um, desnecessário, quanto a mim, acompanhamento com palmas. Perfect Skin e Are You Ready To Be Heartbroken estiveram também entre as músicas mais bem recebidas.

Após 72 cliques, a classificação final para a canção favorita de Lloyd Cole & the Commotions foi esta:

1. Jennifer She Said - 20 (28%)
2. Perfect Skin - 11 (15%)
3. Are You Ready To Be Heartbroken - 10 (14%)

4. Forest Fire - 8 (11%)
5. Rattlesnakes - 6 (8%)
6. Charlotte Street e Lost Weekend - 5 (7%)
8. My Bag - 4 (6%)
9. Brand New Friend - 2 (3%)
10. Hey Rusty - 1 (1%)

PS - Eu votei em Charlotte Street.

sábado, novembro 25, 2006

Lloyd Cole, Sala Batalha, Porto (23/11/06)

Foi bom regressar ao antigo Cinema Batalha, agora convertido em sala de espectáculos. E foi bom tê-lo feito com Lloyd Cole. A sala estava praticamente cheia de fãs do cantor inglês, daqueles que sabem as letras de cor e adivinham as músicas logo ao primeiro acorde. Lloyd Cole e Neil Clarke tocaram apenas durante 1 hora e 15 minutos, deixando-me à beira de um ataque de nervos. Mas tendo em conta os constantes avisos de Lloyd Cole em relação à sua idade avançada, compreende-se que já não seja menino para grandes maratonas musicais. O encore valeu Jennifer She Said e No Blue Skies. Ficaram tantas por tocar...



sexta-feira, novembro 24, 2006

QA80 na FHM

O Queridos Anos 80 continua a sua ascensão rumo ao paraíso, que é, como todos sabem, um lugar onde se ouve música dos anos 80 e onde só existo eu e a Scarlet Johansson. É verdade, o melhor blogue sobre música dos eighties na área compreendida entre o Porto e Vila Nova de Gaia viu ser-lhe reconhecida, mais uma vez, a sua qualidade. Depois de ter sido destaque numa revista de informática, de ter feito parte de uma reportagem sobre os 80's numa revista generalista consagrada, o Queridos Anos 80 chegou a uma revista para homens, a chamada "revista-de-gaja-na-capa". É na edição de Dezembro da FHM, em que se apresentam os 50 blogues nacionais que, dizem eles, "valem a pena". Muito obrigado da parte desta vasta equipa que é composta por mim. Depois disto, só a revista Maria. Acredito que este blogue pode aparecer um dia no célebre Diário. Parece que já estou a ver: "A minha namorada passa os dias a ler o Queridos Anos 80. Serei impotente?"

Como podem ver pela imagem, ao lado da referência ao Queridos Anos 80 (que é o nome do blogue e não "Dear 80's") surgem os Gato Fedorento, o que é uma honra. Quanto ao texto, é pena que a rapaziada da FHM não tenha feito uma revisãozita do mesmo. É que dá algum jeito, sabiam?

quinta-feira, novembro 23, 2006

Playlist temática (10): artistas com o nome "Paul"

Não sei se é o nome mais recorrente em artistas dos anos 80, mas o nome "Paul" merece uma playlist na radio.blog. Quanto mais não seja porque é o meu nome (sim, o tarzanboy tem nome como as pessoas humanas!). Assim, temos:

1. OWEN PAUL - You're My Favourite Waste Of Time
Owen Paul esteve para ser jogador de futebol do Celtic de Glasgow, mas optou por fazer carreira na música. Tivesse ele sabido que iria ser mais uma one-hit wonder...

2. KING (vocalista: Paul King) - Love And Pride
Mais uma one-hit wonder, Paul King "orientou-se" bem: é apresentador dos canais MTV e VH-1.

3. PAUL YOUNG - Come Back And Stay
Paul Young não é só Everytime You Go Away. È muito mais: cerca de meia dúzia de músicas, entre as quais, esta.

4. PAUL HARDCASTLE - 19
Uma canção de protesto pelo Vietname nos anos 80 é um pouco como pôr a Floribella a cantar sobre o 25 de Abril. Bem, é preferível a primeira hipótese.

5. PAUL MCCARTNEY - No More Lonely Nights
De vez em quando, nos anos 80, gritava-se: "olha, vai ali um beatle! Eles andem aí e não desgrudam!". Esta música fez parte de um projecto cinematográfico de Sir Paul. Um projecto falhado, já agora.

6. PAUL SIMON - You Can Call Me Al
O teledisco tinha piada (mostrava Paul Young e um actor cómico americano cujo nome se me varreu agora) e a música também, já agora.

7. THE STYLE COUNCIL (vocalista: Paul Weller) - My Ever Changing Moods
Nunca fui à bola com esta banda, mas esta canção é bonita. Paul Weller foi vocalista dos The Jam e tem uma carreira a solo inofensiva.

quarta-feira, novembro 22, 2006

Novo teledisco: LLOYD COLE & THE COMMOTIONS - Brand New Friend



Lloyd Cole está por cá (sim, mais uma vez, e qual é o problema, hã?). Actuou ontem em Lisboa e prepara-se para fazer o mesmo amanhã na recente sala do antigo cinema Batalha, no Porto. Como membro honorário da confraria do Queridos Anos 80 (ainda que não tenha sido oficialmente informado do facto) Lloyd Cole merece uma visitinha, nem que seja pela enésima vez. Desta vez, creio, irá ser diferente, pois acompanha-o o seu braço direito do tempo dos Commotions, o guitarrista Neil Clarke. E o concerto serve para apresentar o álbum Antidepressant. É claro que o Lloyd não se livra de ter de tocar "aquelas-que-todos-nós-sabemos-de-cor".

Posto isto, vamos ao que interessa, que é o teledisco de Brand New Friend. O realizador é Andy Morahan, senhor de um currículo impressionante na arte da realização de videoclips. O teledisco não tem nada de especial. Mas a música é uma das minhas preferidas do senhor Cole. Enjoy, na barra lateral.

sábado, novembro 18, 2006

QA80 na JornalismoPortoRádio

A JornalismoPortoRádio é uma webrádio desenvolvida no âmbito do curso de Jornalismo e Ciências da Comunicação da Universidade do Porto. Este é um projecto extra-curricular, que tem como objectivo reunir, num mesmo espaço digital, o áudio, o texto e a imagem. E não é pelo facto de o QA80 ter sido alvo de uma reportagem que digo que a JPR tem muita qualidade. Basta ir até lá e verificar com os próprios olhos e ouvidos.

Um dos programas do projecto chama-se Posta@Posta e apresenta semanalmente um blogue. Esta semana, o destaque foi para o Queridos Anos 80.

terça-feira, novembro 14, 2006

A confusão dos EMA

Sou um fã de cerimónias de entrega de prémios, sejam eles do cinema, da TV ou da música. Quando chega a ocasião, lá estou eu, sentadinho no sofá. Nem que seja a visionar a cassete VHS que deixei a gravar (sim, aqui ainda não se usam essas modernices dos gravadores de DVD de sala com hard-disk). Pela música, pelo desfile de artistas, pelo ambiente criado à volta das cerimónias, pelo espectáculo em si. Talvez seja a consequência do facto de se contarem pelos dedos os momentos em que, na minha infância/adolescência, tive a oportunidade de ver os meus ídolos musicais aparecer na televisão. Eram tempos em que o TOP Disco era sagrado e o Countdown do Adam Curry era uma instituição.

Como de costume, vi os últimos European Music Awards, desta vez em Copenhaga, e, à excepção do desempenho do apresentador (muito bem, o Justin Timberlake) e do prémio de Melhor Grupo para os Depeche Mode, estes prémios foram um fiasco. Nem mesmo a invasão de palco pelo "cromo" do Kanye West se safou. Se ele queria fazer uma coisa decente e bem feita, deveria ter aprendido com os Fine Young Cannibals, que, numa entrega de prémios quaisquer, algures nos anos 80, despejaram um iogurte, ao vivo e a cores, em cima da cabeça do vocalista dos Matt Bianco. Isto sim, eram tempos de javardice com nível. Kanye West nem um Actimelzito tinha para despejar nos rapazes que ganharam o prémio de Melhor Vídeo. limitou-se a dizer o óbvio: que tinha gastado 1 milhão de dólares no videoclip, que respeitava os tipos que ganharam, mas que não tinha visto o produto deles. Muito, muito fraquinho.

Outro momento verdadeiramente tenebroso e digno de propriedades laxativas foi a suposta performance cómica de uma "Madonna" que apareceu em palco a fazer figuras tristes. Se aquilo era um acto de retaliação por uma possível nega da cantora, digo-vos desde já que é de muito baixo nível por parte da MTV. Nem quero acreditar nessa hipótese. A outra hipótese é aquilo ser mesmo uma tentavia de fazer humor, o que configura um verdadeiro atentado à inteligência dos espectadores.

Queria ainda falar-vos daquele momento em que são apresentados os nomeados, o momento em que dois artistas sobem ao palco, dizem (lêem) umas larachas e dizem a frase "...and the nominees are". O que se segue a este momento é cada vez mais insuportável. A realização da coisa quer ser tão avançada, tão sofisticada, que estraga completamente a visualização/audição dos nomeados. No passado, era tudo muito simples e eficaz: dizia-se o nome do artista/grupo e logo a seguir, durante uns 5 segundos, tínhamos um excerto da música. Agora, somos agredidos (é mesmo este o melhor termo que encontro) com uma série de efeitos visuais/sonoros, capazes de nos dar a volta ao estômago, misturados com meias-frases e palavras soltas dos artistas e um bocadinho da música em questão - tudo isto numa tentativa de mostrar "quão modernos e inovadores nós somos". Bom, para mim é lixo.

Foram, seguramente, os piores prémios que eu me lembro de ver. Podemos acrescentar ao que disse antes a fraca qualidade de som, as entrevistas repetitivas e atrapalhadas da rapariga que estava na passadeira vermelha, a pobreza dos textos dos apresentadores de nomeados, entre outras coisas. A cerimónia de prémios em Portugal foi de longe superior a esta.

segunda-feira, novembro 13, 2006

A canção da década: HUNGRY LIKE THE WOLF

Os visitantes do QA80 tinham-na escolhido como a quarta melhor canção dos Duran Duran dos anos 80, mas agora, entre as 10 hipóteses retiradas da tabela do VH-1, elegeram Hungry Like The Wolf como a canção da década. A votação foi muito renhida e a distância entre as primeiras classificadas acabou por ser quase insignificante.

Votos: 247
1. Duran Duran / Hungry Like The Wolf - 37 (15%)
2. Guns N' Roses / Sweet Child O' Mine - 34 (14%)
3. Bon Jovi / Livin On A Prayer - 33 (13%)


4. Michael Jackson / Billie Jean e Prince / When Doves Cry - 32 (13%)
6. AC/DC / You Shook Me All Night Long - 29 (12%)
7. Madonna / Like A Virgin - 23 (9%)
8. Def Leppard / Pour Some Sugar On Me - 13 (5%)
9. Run-DMC / Walk This Way e Hall & Oates / I Can't Go For That - 7 (3%)

Acho que é de bom tom, agora, relembrar o teledisco de Hungry Like The Wolf, que transporta a marca de qualidade dos Duran Duran e do seu realizador, Russell Mulcahy. Viajemos até ao Sri Lanka, em 1982, numa atmosfera a que só falta Indiana Jones.

quinta-feira, novembro 09, 2006

Disco Fever no Pavilhão Atlântico

Até gostava de estar presente, mas ir do Porto a Lisboa em tempo de crise não é para todos. E eu faço parte destes "todos". Os Kool & the Gang vão lá estar, e mereceriam uma visita, se o vocalista da fase eighties, JT Taylor, ainda por lá andasse. É que para mim as músicas-referência deles são Cherish e Fresh, do álbum de 1984, Emergency, apesar de reconhecer a importância de temas anteriores como Get Down On It e Celebration.

A festa vai contar ainda com a presença de Norma Jean e Luci Martin, ex-vocalistas dos Chic, e vai ser animada por vários DJs, entre os quais Rui Remix, um nome incontornável do Djing nacional dos últimos... 25 anos. É no sábado, dia 11.

Deixo-vos com Cherish, a canção cujo teledisco nos diz como todas as festas de casamento deveriam ser. E se ao minuto 1 do teledisco acharem que aquilo vai descambar para a pouca vergonha, podem tirar o cavalinho da chuva.

terça-feira, novembro 07, 2006

Novo teledisco: JENNIFER RUSH - The Power Of Love



A população mundial divide-se em três partes. Os que acham The Power Of Love a balada definidora dos anos 80, trocaram uns cuspes ao som da mesma e consideram que a versão da herege Celine Dion está para a música como a emissão de CO2 para o meio ambiente. Estes ainda possuem o vinil do single em casa, emoldurado, ao lado do diploma de curso. Depois há aqueles para quem The Power Of Love é um atentado à inteligência humana, só equiparado ao Lover Why dos Century. A única vantagem que vêem nesta canção são as suas propriedades laxativas. Para estes, Jennifer Rush soará sempre a nome de actriz porno com voz esganiçada. Finalmente, há aqueles que simplesmente não querem saber, que é o meu caso.

Resolvi trazer ao QA80 o teledisco de The Power Of Love, porque recebi um e-mail do Anderson (não, não é o que joga no Porto, que nem era nascido quando a canção foi editada, em 1985) a solicitar o nome da cantora original. Para além disso, este amigo brasileiro dizia que apenas conhecia as versões de Rosana e de Celine Dion, ao que eu lhe posso responder que ainda tem um longo caminho a percorrer se quiser conhecer as cerca de 500 versões que esta canção tem, em várias línguas, desde o sueco ao punjabi, sem esquecer o castelhano, "pues claro".

Este teledisco, que podem visualizar na barra lateral, conta-nos uma história. O fio narrativo pode ser algo confuso, é certo, mas sabemos que há ali um enredo qualquer, que inclui ingredientes como suspense, acção, desejo, morte, mistério, uma mulher, um homem, os maus, os bons. Está tudo lá, é só uma questão de termos tempo para dar sentido a tudo aquilo. Uma coisa é certa: seja qual for a moralidade que se possa extrair deste teledisco, uma verdade permanecerá inquestionável para o coração romântico - "eu sou a tua lady e tu és o meu man". A partir daqui, tudo é possível e constituir família nunca foi tão fácil.

quinta-feira, novembro 02, 2006

As 100 melhores, segundo o VH-1

Voltemos ao assunto das 100 melhores canções dos anos 80, segundo o VH-1, ou melhor, segundo os participantes na votação do site deste canal de música. Deixo-vos com a classificação final. E aproveito para lançar a sondagem sobre a música preferida de entre as 10 primeiras classificadas nesta listagem. É ali ao lado, na barra lateral, logo por baixo de "o teledisco".

01 Bon Jovi / "Livin' on a Prayer" 1986
02 Def Leppard / "Pour Some Sugar On Me" 1987
03 Duran Duran / "Hungry Like the Wolf" 1982
04 Michael Jackson / "Billie Jean" 1982
05 Prince / "When Doves Cry" 1984
06 Hall & Oates / "I Can't Go For That (No Can Do)" 1981
07 Guns N' Roses / Sweet Child O' Mine 1987
08 Madonna / "Like a Virgin" 1984
09 Run-D.M.C. / "Walk This Way" 1986
10 AC/DC / "You Shook Me All Night Long" 1980

11 Journey / Don't Stop Believin' 1981
12 Whitney Houston / "How Will I Know" 1985
13 U2 / "With Or Without You" 1984
14 The Bangles / "Walk Like an Egyptian" 1986
15 Van Halen / "Jump" 1984
16 INXS / "Need You Tonight" 1987
17 Whitesnake / "Here I Go Again" 1982
18 Dexy's Midnight Runners / "Come On Eileen" 1982
19 Cyndi Lauper / "Time after Time" 1984
20 Rick Springfield / "Jessie's Girl" 1981
21 Michael Jackson / "Beat It" 1982
22 The Cure / "Just Like Heaven" 1987
23 Cyndi Lauper / "Girls Just Want to Have Fun" 1984
24 A-Ha / "Take On Me" 1985
25 Go-Go's / "Our Lips Are Sealed" 1981
26 Guns N' Roses / "Welcome to the Jungle" 1987
27 Kajagoogoo / "Too Shy" 1984
28 Wham! / "Wake Me Up Before You Go-Go" 1984
29 Talking Heads / Burning Down the House 1983
30 Pat Benatar / "Love is a Battlefield" 1983
31 Queen and David Bowie / "Under Pressure" 1981
32 Night Ranger / "Sister Christian" 1983
33 Soft Cell / "Tainted Love" 1981
34 Poison / "Every Rose Has It's Thorn" 1988
35 Phil Collins / "In the Air Tonight" 1981
36 Tommy Tutone / "867-5309 / Jenny" 1981
37 Aerosmith / "Janie's Got a Gun" 1989
38 U2 / "Pride (In the Name of Love)" 1984
39 Modern English / "I Melt With You" 1982
40 The B-52's / "Love Shack" 1989
41 Mötley Crüe / "Dr. Feelgood" 1989
42 The Clash / "London Calling" 1979
43 ABC / "Look of Love (Part One)" 1982
44 Bananarama / "Cruel Summer" 1984
45 Janet Jackson / "Nasty" 1986
46 The Police / "Every Breath You Take" 1983
47 Twisted Sister / "We're Not Gonna Take It" 1984
48 Bruce Springsteen / "Born in the U.S.A." 1984
49 Beastie Boys / "Fight For Your Right" 1986
50 Eurythmics / "Sweet Dreams (Are Made of This)" 1983
51 Ratt / "Round and Round" 1984
52 Dead or Alive / "You Spin Me Round (Like A Record)" 1985
53 Billy Idol / "White Wedding" 1988
54 Salt-N-Pepa / "Push It" 1986
55 A Flock of Seagulls / "I Ran (So Far Away)" 1982
56 Bonnie Tyler / "Total Eclipse of the Heart" 1983
57 Toni Basil / "Mickey" 1981
58 Culture Club / "Do You Really Want to Hurt Me" 1982
59 John Mellencamp / "Jack & Diane" 1982
60 Young M.C. / "Bust a Move" 1989
61 Styx / "Mr. Roboto" 1983
62 Berlin / "Take My Breath Away" 1986
63 Devo / "Whip It" 1980
64 Paula Abdul / "Straight Up" 1988
65 Foreigner / "I Want to Know What Love Is" 1984
66 Depeche Mode / "Just Can't Get Enough" 1981
67 REO Speedwagon / "Keep On Loving You" 1980
68 Public Enemy / "Fight the Power" 1988
69 R.E.M / "It's The End of the World As We Know It (and I Feel Fine)" 1987
70 Joan Jett & The Blackhearts/ "I Love Rock N' Roll" 1981
71 Rick James / "Super Freak" 1981
72 The Fixx / "One Thing Leads to Another" 1983
73 Nena / "99 Luftbaloons" 1983
74 George Michael / "Faith" 1987
75 Prince / "Little Red Corvette" 1983
76 Thomas Dolby / "She Blinded Me With Science" 1982
77 New Edition / "Candy Girl" 1983
78 Blondie / "Call Me" 1980
79 Human League / "Don't You Want Me?" 1981
80 Rob Base & DJ E-Z Rock / "It Takes Two" 1988
81 Cameo / "Word Up!" 1986
82 Squeeze / "Tempted" 1981
83 Prince / "Kiss" 1986
84 Lionel Richie / All Night Long (All Night) 1983
85 Robert Palmer / "Addicted to Love" 1985
86 Bow Wow Wow / "I Want Candy" 1982
87 Falco / "Rock Me Amadeus 1986
88 Chaka Khan / "Ain't Nobody" 1989
89 The Pretenders / "Brass in Pocket" 1980
90 Tone-Loc / "Wild Thing" 1989
91 Katrina and The Waves / "Walking On Sunshine" 1983
92 New Kids on the Block / "You Got It (The Right Stuff) 1988
93 Gary Numan / "Cars" 1980
94 The Rolling Stones / "Start Me Up" 1981
95 Debbie Gibson / "Only in My Dreams" 1987
96 Men at Work / "Down Under" 1982
97 The Romantics / "What I Like About You" 1980
98 Bobby Brown / "My Perogative" 1988
99 Wang Chung / "Everybody Have Fun Tonight" 1986
100 Loverboy / "Working for the Weekend" 1981

Queridos Anos 80 completa três anos

A todos os visitantes: muito obrigado.

segunda-feira, outubro 30, 2006

Novo teledisco: BONJOVI - Livin' On A Prayer



A VH-1 considerou Livin' On A Prayer a melhor canção dos anos 80. Ora, eu assim de repente, lembrar-me-ia de umas 50 músicas que podiam receber esta distinção. Não é que o tema dos Bonjovi não seja uma boa canção (já todos tentámos, pelo menos uma vez na vida, cantar o refrão, parados no trânsito, com o senhor de óculos no carro ao lado, perturbado, a olhar para nós como se estivéssemos a sofrer um AVC), mas esta escolha será, na minha opinião, muito polémica.

Dentro deste contexto, trago-vos o teledisco de Livin' On A Prayer, realizado por Wayne Isham, que conta com um currículo de respeito nesta área. Um dos pormenores que sempre me fascinou neste teledisco foi o início, com a entrada dos rapazes, a contra-luz, com as fartas cabeleiras a esvoaçar. Era um must naquele tempo, em qualquer banda hard-rock: "Diz-me o tamanho da tua cabeleira, dir-te-ei quantas miúdas consegues engatar depois do concerto". A imagem do "Bom do Jovi" (era ssim que uma amiga minha se referia ao vocalista) a voar sobre o público era também fantástica, só comparável ao desejo das miúdas do público de que ele aterrasse em cima delas. No final do teledisco, aquele fogo-de-artifício era já premonitório do que se viria a passar nos casamentos portugueses do século XXI. Pelo meio, as brincadeirinhas dos rapazolas dos Bonjovi, em números mais ou menos cómicos, para entreter meninas adolescentes e dar aquela imagem "iá-nós-até-temos-imensa-piada-intrínseca-não-são-só-as-cabeleiras".

sábado, outubro 28, 2006

Sean Heaphy (Scarlet Party) escreveu ao QA80



Quando escrevi o texto sobre os Scarlet Party, e na sequência da informação de que o baterista, Sean Heaphy, tinha casado com uma portuguesa, decidi enviar um e-mail ao Sean a cumprimentá-lo e a convidá-lo a ler o artigo que tinha escrito.

O Sean teve a amabilidade de responder (apesar da cara de mau naquela foto), agradecendo o meu texto e a referência ao site dos Scarlet Party. E fez ainda uma correcção ao meu artigo. Com efeito, ele casou com uma portuguesa, não de Espinho, como eu tinha escrito, mas sim do Porto. Espinho aparece na história porque ele conheceu-a nessa cidade, quando ela passava férias com uma amiga. A rapariga é do Porto e, o mais curioso, era de uma rua muito próxima da minha, quando vivia com os meus pais. Ele há coincidências do "catano".

Ele saiu dos Duran Duran



Obrigado ao Nuno pela informação.

quinta-feira, outubro 26, 2006

Acabou-se o shampô



Os Europe sobreviveram e estão com novo álbum. O shampô, esse acabou.

quarta-feira, outubro 25, 2006

Playlist temática (9): Nomes da bandas que são frases

Recentemente recuperado por bandas como os She Wants Revenge ou os We Are Scientists, o fenómeno de banda que escolhe uma frase para servir de designação remonta aos anos 80. A nova playlist da radio.blog apresenta nove grupos que tiveram esta ideia. Mas nem todos optaram pelo mesmo tempo verbal. Vejamos:

1. CURIOSITY KILLED THE CAT: Estes rapazes ingleses pegaram no livro dos provérbios e, depois de uma pesquisa apurada, decidiram-se por este. Não sei se foi exactamente assim, mas podia ter sido. Misfit foi um dos seus maiores êxitos.

2. FRANKIE GOES TO HOLLYWOOD: No lado B do primeiro single da banda, Relax, Holly Johnson remete o nome da banda para o título de um artigo da revista New Yorker que vinha acompanhado da fotografia de Frank Sinatra. Born To Run é um original de Bruce Springsteen que os FGTH "cobrirarm" com alguma qualidade, na minha opinião.

3. GENE LOVES JEZEBEL: A origem deste nome é assim uma coisa a dar para o elaborado e conta-se em três capítulos. Um realizador de cinema local (País de Gales) quis recrutar os dois irmãos gémeos, Jay e Michael Ashton, para um filme. Ao ser apresentado a Jay Ashton, talvez devido ao sotaque deste, percebeu que ele se chamava Jezebel. E eles acharam piada. Esta é a primeira parte. A segunda parte tem a ver com o facto de Michael Ashton, o outro gémeo, se ter lesionado numa perna a jogar futebol. Como andou a coxear durante algum tempo, alguém lhe chamou Gene, por causa de Gene Vincent, o cantor de "Be-Bop-A-Lula" que coxeava de uma perna. E agora a terceira parte. Um amigo dos dois irmãos gémeos, ao vê-los em constantes discussões, disse-lhes que se deixassem de palermices, que eram maninhos, e na verdade não podiam passar um sem o outro, e tal e ect... Então, Jay Ashton diz "Michael Loves Jay... Gene Loves Jezebel!" E assim ficou. Actualmente, os dois irmãos não se podem ver nem pintados e é Michael quem detem os direitos de utilização do nome da banda. Sweetest Thing é uma canção de que gosto muito. Faz parte do álbum Discover.

4. GO WEST: Estes dois tipos com ar de trabalhadores da Lisnave mandam-nos seguir para oeste, numa alusão aos filmes de Buster Keaton (1925) e dos irmãos Marx (1940), mas, na realidade, não sei se foi aí que foram buscar o nome para a banda. We Close Our Eyes (aqui em versão longa) é o maior sucesso.

5. IT BITES: "Morde", avisam eles. Calling All Heroes até é uma canção interessante e inofensiva. Podem confiar.

6. JOHHNY HATES JAZZ: Pelos vistos esta banda tinha um amigo chamado Johnny que destestava música jazz. E assim ficou: Johnny Hates Jazz. Facílimo, assim também eu. Shattered Dreams é um tema que fica sempre bem num hall de hotel.

7. THE LOVER SPEAKS: Neste caso, a explicação é cultural e serve também para elevar o nível deste blogue. A designação do grupo surgiu a partir de um excerto do livro A Lover’s Discourse – Fragments, de Roland Barthes. O excerto diz: “And it is the lover who speaks and who says... I am engulfed…”. Ficaram conhecidos por No More I Love You's, uma canção belíssima que Annie Lennox recuperou.

8. POP WILL EAT ITSELF: A música pop vai comer-se a si própria. Um nome engraçado para uma banda curiosa. Foram-no buscar a um artigo do New Musical Express sobre outra banda, os Jamie Wednesday (mais tarde conhecidos por Carter USM). Def. Con. One é a canção escolhida.

9. THEY MIGHT BE GIANTS: Poderiam ter sido gigantes, mas não foram. O que não é necessariamente mau. Estes americanos são uma espécie de banda de culto com um sentido de humor assinalável. Na impossibilidade de arranjar temas dos anos 80, incluí na playlist Boss Of Me, tema principal da série televisiva Malcolm In The Middle.

Poderiam também fazer parte desta playlist os seguintes grupos:
Bomb The Bass
Dead Can Dance
His Name Is Alive (este projecto, apesar de ter nascido nos anos 80, apenas editou o primeiro álbum em 1990)
Hüsker Dü (que em noruegês quer dizer "Lembras-te?")
It's Immaterial
The Teardrop Explodes
We've Got a Fuzzbox And We're Gonna Use It (também conhecidos apenas por Fuzzbox)

segunda-feira, outubro 23, 2006

New Model Army ao vivo no Hard Club (VN Gaia)



O leitor do QA80, Tiago Vasconcelos, alertou-me, via mail, para a presença dos New Model Army no Hard Club. E gentilemente enviou o poster. A gerência agradece. Apesar de esta banda ter passado um pouco ao lado dos meus gostos musicais da altura, sei que é obrigatório falar deles quando se aborda a corrente pós-punk britânica. Tinha um ou dois amigos que gostavam dos NMA, e acho que cheguei a gravar uma música numa cassete cujo paradeiro é mais difícil de saber nesta altura do que o do Bin Laden. Através de uma rápida pesquisa, fiquei a saber um facto negativo e um positivo sobre a banda. O facto negativo é que Rob Heaton, baterista do grupo e uma das suas principais figuras, morrey em 2004, vítima de cancro no pâncreas. O facto positivo é que o grupo editou novo álbum, em 2005, cujo título é Carnival.

sexta-feira, outubro 20, 2006

Scarlet Party

Eyes of ice, don’t look so cold, See in me the love of old



Há uns tempos largos recebi um e-mail de alguém que queria saber o nome da banda que tocava Eyes Of Ice. Na altura, fiz algumas pesquisas e cheguei aos Scarlet Party. Reconheci logo a música em questão, uma balada como tantas outras dos anos 80, mas sem dúvida bonita e capaz de convencer qualquer miúda a ir para um cantinho da discoteca trocar uns cuspes.

Esta semana, reparei que uma visitante dos QA80 chamada Lara referiu os Scarlet Party e o tema Eyes Of Ice. Pensei então que era desta que tinha de escrever sobre este grupo. E encontrei algumas curiosiades bem engraçadas. Sabia, por exemplo, que se os Scarlet Party se cruzassem na rua com os Kajagoogoo, nos anos 80, era provável dar em pancadaria da grossa? Ou que têm muito em comum com os Oasis, apesar dos 10 anos que os separam? Ou ainda que Portugal se atravessou no caminho de um dos membros da banda, a tal ponto que ele não dispensa uma visitinha regular ao nosso país? Nas próximas linhas, se não tiver mais nada que fazer, poderá ver esclarecidas estas curiosidades...

Os Scarlet Party surgiram em 1981, em Inglaterra, com Graham Dye (voz e guitarra), Steven Dye (baixo e teclas), Mark Gilmour (guitarra) e Sean Heaphy (bateria). Os dois primeiros são irmãos, o segundo é irmão de David Gilmour (Pink Floyd) e o último casou com uma portuguesa do Porto.

Lançaram o seu primeiro single em Novembro de 1982, intitulado 101 Dam-Nations (o trocadilho com "101 Dalmatians" é algo forçado, mas vale pelo esforço, vá) e desde logo se percebeu que tinham nos Beatles a sua grande referência. Se tivessem surgido 10 anos mais tarde, chamar-se-iam Oasis com certeza. O single 101 Dam-Nations foi editado pela Parlophone, editora dos Beatles, e coincidiu com a efeméride dos 20 anos sobre o lançamento de Love Me Do dos Fab Four. Como se não bastasse, a voz de Graham Dye assemelha-se bastante à de John Lennon. Basta ouvir Eyes Of Ice com atenção. A tal ponto que, hoje em dia, os dois irmãos Dye divertem-se a tocar Beatles, num tributo a que chamaram Words and Music by Lennon/McCartney.

O segundo single, Eyes Of Ice, foi lançado em Fevereiro de 1983, e tudo estava encaminhado para a coisa resultar. Só que a editora preferiu fazer de uns tais Kajagoogoo a sua prioridade e apontou as baterias promocionais para a banda de Limahl, deixando os Scarlet Party para segundo plano. A perspectiva da edição de um álbum esfumava-se com os rapazes a virarem as costas à editora. O grupo acabou em 1984, com dois singles, mas sem álbum editado. Graham Dye chegou mais tarde a colaborar em dois álbuns do Alan Parsons Project, cantando em 2 ou 3 músicas.

O álbum dos Scarlet que ficou por editar tinha por título Scarlet Skies. Mas, atenção, fãs dos Scarlet Party! Há uma maneira de conseguirem ter acesso ao álbum. Sean Heaphy, ex-baterista do grupo, e o tal que casou com uma portuguesa do Porto (acho importante repetir isto!), está a comercializar CDs desse álbum, gravados a partir de cassete. É verdade, podem saber tudo aqui, bem como ouvir os três músicas do grupo.

sexta-feira, outubro 13, 2006

Novo teledisco: ELTON JOHN - Nikita



Há muitas formas de "bater o coro" (em brasileiro "dar uma cantada") a uma miúda, umas mais engenhosas e eficazes do que outras. Mas nenhuma se equipara, na dificuldade e no risco que constitui para a própria vida, à situação que Elton John vive no teledisco de Nikita. Como se já não bastasse ser obrigado a conquistar uma mulher (apesar de "Nikita" ser um nome masculino em russo, facto que o tio Elton deve ter apreciado), teve de o fazer em plena guerra fria, na fronteira do Muro de Berlim, numa altura em que, para o mundo capitalista ocidental o leste era assim uma espécie de terra obscura e distante onde, dizia-nos Ronald Reagan, o demónio habitava. Para além disso, Elton John, corre risco de vida. É que, pôr-se a tirar fotografias a uma militar da RDA através do arame farpado, em 1985, era o equivalente a tentar embarcar actualmente num avião da American Airlines com um autocolante na lapela a dizer "In Bin Laden we trust".

Elton John conquista esta Nikita, apesar daquele chapéu horrível, apesar daquela roupa assustadora, apesar daquele cabelo à "toni da mercearia". Deve ter sido pela conversa, que, aliás, é mesma do costume. Quem nunca começou por um "Pois é... está um frio do catano, miúda..." para passar logo em seguida para um "Por falar nisso, tens uns olhos lindos...". Em Nikta, é mais ou menos a mesma coisa. A primeira frase da canção é "Hey, Nikita, is it cold / In you little corner of the world?" para, mais adiante, se fixar nos olhos da catraia: "With eyes that looked like ice on fire". É claro que assim, qualquer Elton John conquista qualquer Nikita reprimida.

Para além do nome, há indícios de que Elton John deve ter exigido ao realizador Ken Russell um comportamento mais ... masculino por parte desta Nikita. Ora, repare-se no momento em que Elton mostra pela primeira vez o passaporte à rapariga e do gesto dela com a mão, como se acariciasse a barba que não tem, mas que Elton gostaria certamente que tivesse. Ainda no âmbito duma certa masculinidade emergente em Nikita, podemos observar o próprio olhar da rapariga e a forma como vira a cabeça, acompanhando o movimento do Roll Royce. Para mim não está muito longe daquela postura do macho latino-americano que vê um naco de gaja passar por ele e não resiste a um exame visual de cima a baixo, acompanhado do respectivo comentário metafísico do tipo "Fazia-te um pijaminha de saliva que era uma categoria!".

Penso que o ponto decisivo desta conquista é a cena em que ele desenha um coração vermelho na neve. Aí vemos pela primeira vez o sorriso de Nikita. E quando uma mulher sorri, diria Lili Caneças, é sinal que está bem disposta. Quando as coisas parecem bem encaminhadas, na segunda passagem pela fronteira, acontece o imprevisto. Nikita é toda ela sorrisinhos e expresões faciais de alguma demência, mas o seu superior hierárquico não acha piada nenhuma à situação, e, talvez encorajado pelo casaco vergonhoso de Elton John, que exibe umas estrelas muito americanóides, decide actuar. Alto lá e pára o baile. Põe-se a observar a foto do passaporte e conclui que, mal por mal, o outro chapéu sempre era mais fofinho, com a tirita vermelha a condizer com o Rolls Royce. "Daqui não passas", sugere o movimento com a cabeça. Quanto à forma como Elton John diz adeus ao guarda, bem, penso que diz tudo sobre quem quereria ele na verdade conquistar. Ainda hoje, pensará Nikita que foi usada para um outro objectivo?

Deixemo-nos de considerações maléficas. O que é certo é que eles não ficaram juntos. As cenas de felicidade entre os dois, na discoteca, no campo de futebol, a jogar zadrez, no bowling (sempre admirei aquele efeito especial em que Nikita sai de dentro do Elton John), em que podemos observar pela primeira vez o cabelo "very eighties" da rapariga, fazem parte de um sonho que Elton John está a ter. Nada é real. Ainda hoje sofro com isto. O amor venceu, como é possível não terem ficado juntos? Oh, mundo cruel...

PS - George Michael deu uma perninha (ou talvez mais alguma coisa) nos coros e Nik Kershaw contribui com a sua guitarra, mas nem um nem outro têm direito a entrar no teledisco. Os putos que estavam na berra não podiam ofuscar o nome de Sir Elton...

terça-feira, outubro 03, 2006

Novo teledisco: BOB DYLAN - Tight Connection To My Heart



Bob Dylan significa tanto para mim quanto a vida sentimental da Merche Romero e do Cristiano Ronaldo. Ou seja: nada. Não tenho mesmo pachorra para o homem. No entanto, quero desde já dizer que gosto bastante da versão de Mr. Tambourine Man dos The Byrds, que acho espantosa a forma como os Siouxsie and the Banshees recriaram This Wheel's on Fire e que reconheço que cheguei a pôr em perigo a estrutura do prédio dos meus pais com Knockin' On Heaven's Door dos Guns'n'Roses. Mas o próprio Bob Dylan provoca-me um longo bocejo. Há quem diga que ele já morreu e ainda não foi avisado. Eu acho que não: a prova é que ele está aí com novo álbum.

Obviamente, para qualquer regra tem de haver uma excepção. E neste caso ela chama-se Tight Connection To My Heart, uma canção de Bob Dylan, cantada pelo próprio, e de que gosto muito. Trago-vos o teledisco, na barra lateral. Passou muito no top disco, em 1985, e deu-nos a conhecer as qualidades de representação de Mr. Dylan, que são... nenhumas. Chega mesmo a ser confrangedora a forma como ele se relaciona com a câmara, mais parecendo que passou ali por acaso e foi, à pressa, talvez devido a indisposição do artista original, atirado para a frente das câmaras para tapar um buraco. O vídeo foi rodado no Japão e a única coisa que me faz visioná-lo até ao fim é uma das meninas japonesas do coro, mais propriamente a do meio, que, lembro-me, na altura me deixou bastante impressionado. E ainda deixa.

Por último queria destacar o facto deste teledisco ter sido realizado por Paul Schrader, nada mais nada menos que o senhor que, com Martin Scorcese, foi responsável por filmes como Taxi Driver, Touro Enraivecido e A Última Tentação de Cristo.

segunda-feira, outubro 02, 2006

Julian Talking



O visitante Del pediu informações sobre o Julian, na CBox, na barra lateral. Não conhecia. Fiquei a saber que foi um rapazito espanhol que entrou no comboio do euro-disco com o tema Straight From My Heart. Depois de ver este vídeo no YouTube (vénia...), fiquei a saber que, afinal, os Modern Talking foram uma daquelas bandas (?) que, em inglês, se considera "influential".

Atenção: o visionamento deste vídeo deve ser preferencialmente efectuado com o estômago vazio.

sexta-feira, setembro 29, 2006

Sly Fox

Living in New York looks like an apple core Asphalt jungle got to be a man of war



Há quem goste de arrumar as canções em gavetas, colando-lhes um carimbo, catalogando-as, impondo-lhes uma identidade musical. As canções, coitadas, não pediram que as catalogassem, que as prendessem a um rótulo mais ou menos discutível, mas lá ficam elas, arrumadinhas na cabeça do senhor que um dia decidiu que elas deviam ser isto ou aquilo porque soam precisamente assim ou assado. Depois, há aquelas canções cheias de personalidade que se recusam a "colaborar". Um exemplo é Let's Go All The Way, dos Sly Fox. Podíamos incluí-la numa cassete ao lado de um Prince ou de um Terence Trent D'Arby. Mas também não ficava mal com Classix Nouveaux ou Human League. E porque não ouvi-la juntamente com o mais pop dos Cure ou dos Echo & the Bunnymen?

Os Sly Fox, já se sabe, foram mais uma das "milhentas" one-hit-wonders que os anos 80 produziram. Tratava-se de um duo composto por Gary "Mudbone" Cooper (fez parte da banda funk Parliament) e Michael Camacho no qual o produtor Ted Currier depositou todas as esperanças para construirem uma carreira de sucesso como ídolos pop. Enganou-se. Os Sly Fox gravaram um álbum que deve ter chegado ao gira-discos de cerca de 200 pessoas e foi apenas e só graças a Let's Go All The Way que ficaram na história da música pop.

Actualmente, Gary "Mudbone" Cooper mantém actividade musical a solo e neste momento prepara-se para fazer a primeira parte de Pink num digressão britânica. Nada mau. Quanto a Michael Camacho, dedica-se à sua paixão, o jazz, editando e cantando regularmente em grandes salas americanas.

E agora, como tiveram pachorra para ler isto até ao fim, têm direito a prémio:

domingo, setembro 24, 2006

Playlist temática (8): música no coração



No Dia Mundial do Coração, resolvi recordar catorze canções que têm a palavra "heart" no título. Todas elas abordam, como é evidente, temas de índole sentimental, passando ao lado da questão fisiológica que deve ser alvo da nossa atenção, neste 24 de Setembro (e todos os outros dias do ano, tal como o Natal). Mas não deixa de ser uma verdade de La Palisse que, se não tivermos juízo e não tratarmos convenientemente este órgãozinho que temos aqui a bater, umas vezes mais rapidamente do que outras, de nada valerá o esforço de lhe colar os sentimentos mais nobres que conhecemos. A lista é imensa. Aqui estão apenas catorze:

1. Depeche Mode - It's Called A Heart
2. Eurythmics - You've Placed A Chill In My Heart
3. Roxette - Listen To Your Heart
4. Modern Talking - You're My Heart You're My Soul
5. Feargal Sharkey - A Good Heart
6. Aztec Camera - Somewhere In My Heart
7. Human League - Open Your Heart
8. Double - The Captain Of Her Heart
9. Adventures - Send My Heart
10. Wax - Bridge To Your Heart
11. UB40 - Don't break My Heart
12. Yes - Owner Of A Lonely Heart
13. Madonna - Open Your Heart
14. Pet Shop Boys - Heart

quinta-feira, setembro 21, 2006

Novo teledisco: CULTURE CLUB - The War Song



No Dia Internacional da Paz, o QA80 traz o teledisco de The War Song, dos Culture Club. Realizado por Russell Mulcahy, este vídeo foi nomeado para os Video Music Awards nas categorias de Melhores Efeitos Especiais e Melhor Direcção Artística. O melhor efeito especial, para mim, é o penteado e os brincos de Boy George.

quarta-feira, setembro 20, 2006

Words Don't Come Easy (VII)



Ver-te-ei desfeita
Como um muro bem velho (ooh)
Ver-te-ei pelo chão (yeah)
Tomaste-me por um tolo (ooh)
Vingar-me-ei (ooh, ohh, yeah)
Porque não te devo nada
Mesmo nada

Não te devo nada, mesmo nada
Não te devo nada, nada
Mesmo nada
Mesmo nada

Ver-te-ei sofrer
Sem sentimentos
Sem quaisquer sentimentos (ooh)
E ver-te-ei desesperada (yeah)
Não ouvirás a minha chamada
Aquele que ri por último
Não te deve mesmo nadinha
Mesmo nada

Não te devo nada, mesmo nada
Não te devo nada, nada
Mesmo nada
Mesmo nada

Eu era teu e tu eras minha
Mas tu deste umas voltas e mentiste-me
Meteste-te em grande sarilhos

Não te devo nada
Não te devo nada
Não te devo nada
Não te devo nada

Furacão Gordon

segunda-feira, setembro 18, 2006

Toda a gente detesta o Chris



Everybody Hates Chris passa na 2, nunca no mesmo horário, mas sempre entre as 20.30 e as 21.00. Os actores são muito bons e os textos geniais. A acção passa-se em 1982, quando Chris Rock (que apenas intervém como narrador) era uma criança. Esta sitcom está cheia de referências musicais. É a minha mais recente adicção televisiva.

sexta-feira, setembro 15, 2006

Freur

And we go doot, doot doot
Oito factos que você deve conhecer sobre os Freur:

1. Surgiram em Cardiff, País de Gales, em 1981.

2. Exceptuando facto de ficarem muito bem num episódio de Espaço 1999, os Freur não tinham nada de especial. Ficam os nomes para a posteridade: CARL HYDE (voz e guitarra), RICK SMITH (teclas e programação), ALFIE THOMAS (guitarra), BRYN BURROWS (bateria), e JOHN WARWICKER (teclas).


3. Muito antes de Prince ter decidido brincar aos símbolos, já os Freur se davam a conhecer através da imagem que podem ver acima (uma espécie de espermatozóide em travagem brusca). Estávamos em 1983. Quando se lembraram de que talvez desse algum jeito serem conhecidos através de uma palavra, lembraram-se de Freur, que não fez muito pela popularidade do grupo, pois, para além de ser impronunciável, não quer dizer absolutamente nada, ou, se quiserem, pode servir para tudo. Uma marca de "chiclas", por exemplo.

4. O único êxito da curta carreira desta banda new wave chama-se Doot Doot. Trata-se de um tema estranho, pela sonoridade quase experimentalista que apresenta, mas talvez por isso é um tema fascinante, com um final bastante bonito. A voz de Karl Hyde faz lembrar a de Andy McCluskey dos OMD. O teledisco está na barra lateral.

5. A letra de Doot Doot é algo premonitória, pois parece antecipar o destino fatal do grupo. Mas não deixa de ser uma letra estranha. Podia dar um bom tema de conversa de café.

6. Doot Doot (1983) foi o primeiro e único LP que editaram no Reino Unido. A Alemanha e a Holanda tiveram mais sorte (ou mais azar?), ao verem o segundo álbum, Get Us Out Of Here, por lá editado. A seguir, acabaram.

7. A canção Doot Doot surge no filme Vanilla Sky, num momento, perto do final, em que Tom Cruise está no elevador.

8. Cessaram a actividade em 1985, mas regressaram três anos depois sob a designação de Underworld. Após um arranque em falso, dada a pouca receptividade do projecto, os Underworld ficaram reduzidos ao duo Karl Hyde e Rick Smith e, já na década de 90, assumiram grande protagonismo na música techno. É nesse contexto que surge Born Slippy, canção que nos remete para essa obra-prima do cinema, chamada Trainspotting.

Rádio QA 80

"Fundada" em 13 de Dezembro de 2003, a Rádio Queridos Anos 80, um serviço Cotonete, tem acompanhado algumas das minhas tardes de trabalho. Começou com 101 músicas, mas foi crescendo até um número que neste momento não domino. Hoje, por curiosidade, fui ver o top das rádios pessoais e... 2º lugar! Estou emocionado, ah pois estou. Isto tendo em conta de que estamos a falar de um universo de 14 mil rádios.

terça-feira, setembro 12, 2006

Novo teledisco: RAMONES - Rock N Roll High School



Dirigido por Mark Robinson (que já tinha realizado Do You Remember Rock n Roll Radio?), este teledisco remete-nos para o filme do mesmo nome, no qual os próprios Ramones ajudam a uma rebelião na escola contra o opressor (leia-se, o director e os professores), que não gosta de rock and roll.

domingo, setembro 03, 2006

Na cama com Kim

Quase a completar 46 anos, Kim Wilde está de regresso. E com uma não-novidade: You Came com roupagem moderna (eu diria "à Transvision Vamp"). Artigo a ler. Telediscos para ver:

oficial 2006


alternativo 2006


versão original 1988


PS - Kim, continuas linda.