sexta-feira, março 23, 2007

80's Festival: juntando as peças do puzzle

Foi há quase dois meses que brinquei um pouco sobre a possibilidade de organizar um festival de música dos anos 80 em Portugal, desde que fosse o feliz contemplado com um jackpot do euromilhões. Acontece, como devem ter reparado, que não tive sorte (o que não quer dizer que não continue a tentar).

No sábado passado, quando pesquisava por informação sobre Mike Lindup, o teclista dos Level 42, encontrei, no seu site oficial, a informação de que estava agendada uma data dos Level 42 para o Porto, para 16 de Junho, num evento descrito como 80's Festival. Curiosamente, o site oficial do grupo nada referia sobre o assunto, como tive oportunidade de alertar. Eu disse "referia", porque entretanto já lá está a data, como podem verificar aqui.

Ora, aquilo que era uma incerteza e poderia não passar de uma gralha (e que grande gralha!), tem vindo a transformar-se cada vez mais num facto. O ze_turkish alertou, nos comentários ao texto sobre Herman José, para a notícia do Diário Digital, segundo a qual, os Human League tocarão em Portugal. Em que data? Sim, essa mesmo: 16 de Junho. O texto não é específico quanto ao local, mas eu apostaria que é no Porto.

A última peça deste puzzle (que me está a dar muito prazer construir) surgiu ontem, na caixa de comentários do post a que começo por fazer referência no início deste texto. Para quem ainda não leu, cá vai:

"Olá a todos! O assunto que me traz aqui é mesmo a sério. Fui contactado (sic) hoje no turismo do Porto por um cidadão estrangeiro que me disse que aqui no Porto iria haver um 80's Festival e que no dias 16 de Junho de 2007 viriam cá ao Porto os Level 42. No site do Mike Lindup, como disse o tarzanboy, essa vinda cá é referida. Afinal, vai ou não haver um 80's festival no Porto? e se vai, quem organiza? Precisava da vossa ajuda.
A resposta pode ser enviada para eventosturismo@cm-porto.pt
Obrigada
Margarida Aresta
Margarida Aresta | 03.22.07 - 3:02 pm | #"


Será que alguém tem uma resposta para este comentário?

segunda-feira, março 19, 2007

Evolução



Retirado sub-repticiamente de A Rádio em Portugal, ou, como se diz na minha rua, gamado descaradamente (mas o Jorge é bom rapaz, e não leva a mal).

domingo, março 18, 2007

QA80 - 16/03 - Swing - Playlist

(ITX=Ivo Teixeira / AJV=António Jorge / ISLX=Isidro Lisboa)

Richard Marx - Rigtht here waiting - ITX
Alphaville - Forever young - AJV
Kim Carnes - Bette Davis Eyes - ITX
Roxy Music - Avalon - ITX
Tina Tuner - We don’t need another hero - AJV
Culture Club - Do you really want to hurt me - AJV
Stone Roses - I wanna be adored - AJV
Jesus & Mary Chain - Darklands - AJV
Lloyd Cole & the Commotions - Rattlesnakes - AJV
Prince & Sheena Easton - U got the look - ITX
Industry - State of the nation - ITX
Camouflage - The great commandment - AJV
Fancy - Bolero - ITX
Modern Talking - You’re my heart you're my soul - ITX
Level 42 - Lessons in love - ITX
Human League - Don’t you want me - ITX
Da Vinci - Hiroxima - ITX
Fisher-Z - So Long - AJV
OMD - Enola gay - AJV
Men at work - Who can it be now - AJV
Duran Duran - Girls on film - ITX
Depeche Mode - People are people - ITX
The Game - Walk away - ITX
Desireless - Voyage, Voyage - AJV
Bananarama - Vénus - AJV
Wham - Wake me up before you go go - AJV
Bros - When will I be famous - ITX
Chaka Khan - I feel for you - AJV
Imagination - Just and illusion - ITX
Bryan Ferry - Don’t stop the dance - ITX
A Flock of Seagulls - I ran - AJV
Da Vinci - Conquistador - ITX
Yazoo - Don’t Go - ITX
Technotronic - Pump up the jam - AJV
Kraze - The party - AJV
A-ha - Take on me - ITX
Communards - Don’t leave me this way - ITX
Erasure - A little respect - ITX
Clemente - Vais partir - ITX
Videokids - Woodpeckers from space - ITX
The Cure - Just like heaven - ITX
The Smiths - What diference does it make - AJV
Lords Of The New Church - Russian Roullete - AJV
Peter Murphy - All Night Long - ITX
Waterboys - A Girl Called Johnny - AJV
Depeche Mode - Behind the wheel - AJV
The Cult - Rain - ITX
Sisters of Mercy - This Corrosion - ITX
Soft Cell - Tainted Love + Where did our love go - AJV
Aztec Camera - Somewhere in my heart - ITV
The Clash - Wrong 'em boyo - AJV
Madness - One Step Beyond - AJV
Taxi - Chiclete - ITX
Carlos Paião - Playback - ITX
Herois do Mar - Paixão - ITX
Talking Heads - Wild, wild life - AJV
Kim Wilde - Kids in America - AJV
Michael Jackson - Beat It - ITX
David Bowie - Modern love - ITX
U2 - Sunday bloody sunday - ITX
INXS - Need u tonight - AJV
Simple Minds - Don’t you (forget about me) - ITX
Visage - Fade to grey - AJV
Nik Kershaw - The riddle - AJV
Doce - Ali-bábá - ITX
Dead or Alive - You spin me round (like a record) - ITX
New Order - Blue monday - AJV
Prince - Kiss - AJV
Duran Duran - Wild Boys - ITX
Sabrina - Boys - ITX
Eurythmics - Sweet Dreams - AJV
David Bowie - Absolute beginners - AJV
Jack Jones - Love Boat Theme - ITX
Dora - Não sejas mau p'ra mim - ISLX
Taxi - Queda dos anjos - ISLX
OMD - Electricity - ISLX
Transvision Vamp - Baby I don’t care - ITX
Def Leppard - Animal - ISLX
Secret Service - Flash in the night - ISLX
John Cougar Mellencamp - Hurts so good - ISLX
Bruce Springsteen - Glory days - ISLX
Rolling Stones - Start me Up - ISLX
AC/DC - Back in black - ISLX
The Cult - Lil’ Devil - ITX
Madonna - Material Girl - ITX
The Romantics - Talking in your sleep - ISLX
Irene Cara - Fame - ISLX
Grupo de Baile - Patchouly - ISLX
Paralamas do Sucesso - Melô do marinheiro - ISLX
Laid Back - Sunshine Reggae - ISLX
David Bowie - Blue Jean - ISLX
Gene Loves Jezebel - The motion of love - ITX
The Smiths - Girlfriend in a coma - ISLX
Morrissey - The best of the international playboys - ISLX
The Sound - Total Recall - ITX
Psychedelic Furs - Heaven - ITX
The Bolshoi - Foxes - ITX
GNR - Piloto Automático ISLX
Los Ilegales - Tengo un problema sexual - ISLX
Ramones - Teenage Lobotomy - ITX
B-52’s - Devil in my car - ITX
Soul II Soul - Back to life - ISLX
Alberto João Jardim - Cromo jardim 0,05” radio edit - ISLX
Pixies - Gouge away - ISLX
Love & Rockets - Lazy - ITX

... e ainda:

Kajagoogoo - Too shy - AJV
Violent Femmes - Blister in the sun - AJV
Stevie Wonder - Master Blaster Jammin' - ISLX

sábado, março 17, 2007

MIKE LINDUP (48)

Mike Lindup é o teclista dos Level 42, grupo que ajudou a fundar em 1980, com Mark King, Phil Gould e Boon Gould. Apesar de todas as atenções estarem centradas na figura de Mark King e na sua forma inovadora de tocar baixo, Mike Lindup merece igualmente grande destaque pelos seus dotes de compositor, músico e vocalista. São dele as vocalizações em falsete em muitos dos maiores êxitos dos Level 42, como por exemplo Something About You, Lessons In Love e Running In The Family.

Quando os Level 42 acabaram, em 1994, Lindup diversificou as suas actividades musicais, que englobaram a composição musical para um anúncio da marca Audi, a presença em concertos da banda jazz Negrocan e a participação no projecto anglo-brasileiro Da Lata, com os quais toca actualmente (desde 2000).

Mike Lindup tem dois álbuns a solo, Changes (1990) e Conversations With Silence (2003). Para além da música, Mike tem duas grandes paixões: o automobilismo e a fotografia.

Os Level 42, esses estão de regresso, pelo menos aos concertos, e Mike Lindup faz parte da actual formação. O site oficial do músico dá mesmo conta da participação da banda num 80's Festival, no Porto, com a data de 16 de Junho, embora o site oficial dos Level 42 nada refira a esse respeito.

Mike completa hoje 48 anos. Parabéns!

quinta-feira, março 15, 2007

É já amanhã!



A terceira noite Queridos Anos 80, no Swing , vai ser, para utilizar uma palavra muito em voga na juventude dos anos 80, TÓTIL. Por isso, se quiserem ter uma noite tótil a dançar, com música tótil fixe, com tótil telediscos projectados na parede, num ambiente tótil animado, já sabem: AMANHÃ, 16 de Março. Se não puderem aparecer, pelo menos divulguem este texto aos amigos e às amigas. Seria uma atitude tótil fixe.

O flyer (que podem divulgar, imprimir, colar na parede do quarto, do escritório, do balneário ou no vidro do carro) está um espectáculo, e é mais uma vez uma excelente produção da Susana (Mrs. Ivo T). Só pelo flyer, eu ia lá. Mas a razão maior é a oportunidade de dançar toda a noite ao som dos anos 80. É favor clicar aqui para ver a playlist da noite de 17/02.

Eles estão com a Festa Queridos Anos 80:
A Rádio Em Portugal
ecOs do Amial
La Revolution!
Soundfactory
Ovar News
Rádio Crítica
In Shreds
Ambitious Outsiders
Wellenbereich Muzik Manifesto


(nota: este post é instável)

Discos Pedidos



- Alô, "Quando o telefone toca", qual é a frase?
- A frase é "Omo lava mais branco".
- Certo, e o que pretende ouvir?
- Queria ouvir os Century e a música "Lover Why".


O diálogo que se reproduz acima é verídico e repetiu-se, talvez, por centenas de vezes na rádio da década de 80 (talvez o Jorge possa comentar e dar-nos algumas informações sobre o assunto). Outras frases incluiam "Em cada casa uma cozinha em cada cozinha um Junex" (obrigado, NetWalker!) ou "Vai casar? Compre colchões molaflex!" (obrigado, Maria Magdalena!)

Vem isto a propósito da noite Queridos Anos 80 da próxima sexta-feira, no Swing. Decidi abrir um espaço de "Discos Pedidos". Não é preciso dizer frase publicitária, apenas, na caixa de comentários, fazerem o favor de deixar 3 músicas (e apenas 3) ao som das quais gostariam de dançar na noite de sexta. À medida que forem chegando os pedidos, eu actualizo a lista neste mesmo post. Dentro do possível, atender-se-á pelo menos a um pedido de cada pessoa.

Discos Pedidos (até 15/03):
Lords Of The New Church - Russian Roulette (1982)
House Of Love - Shine On (1987)
The Clash - Rock the Casbah (1982)
Jules Shear - Steady (1985)
General Public - Tenderness (1982)
George Michael - Careless Whisper (1984)
Talking Heads - Road To Nowhere (1985)
The Human League - Don't You Want Me (1981)
A Flock Of Seagulls - I Ran (1982)
Modern Talking - You're My Heart You're My Soul (1984)
Kim Wilde - Kids In America (1981)
Bros - I Owe You Nothing (1987)
Talking Heads - Burning Down The House (1983)
The Police - Spirits In The Material World (1981)
Peter Gabriel - Sledgehammer (1986)
Talking Heads - Psycho Killer (1977)
Laura Branigan - Self Control (1984)
Duran Duran - Save A Prayer (1982)
Classix Nouveaux - Guilty (1981)
Captain Sensible - Wot (1982)
Flash And the Pan - Midnight Man (1984)
Gary Bird The Crown
Patrick Cowley Megatron Man (1981)
ABC - Poison Arrow (1982)
A Flock Of Seagulls - The More You Live The More You Love (1984)
Alphaville - Sounds Like A Melody (1984)
Propaganda - Duel (1985)
Then Jerico - The Motive (1987)
Spear Of Destiny - Come Back (1985)
Bros - When Will I Be Famous? (1988)
UB40 - Kingston Town (1989)
Prefab Sprout - Life Of Surprises (1993)
Don Henley - The Boys Of Summer (1984)
The Waterboys - A Girl Called Johnny (1983)
Dire Straits - Money For Nothing (1985)
Simple Minds - Sanctify Yourself (1986)
Men At Work - Down Under (1982)
Eddy Grant - Electric Avenue (1983)
Chaka Khan - I Feel For You (1984)
Paul Hardcastle - 19 (1985)
The The - This Is The Day (1983)
Sandra - Maria Magdalena (1985)
Pigbag - Papa's Got A Brand New Pigbag (1981)
Duran Duran - Wild Boys (1984)
Spandau Ballet - Lifeline (1982)
Howard Jones - New Song (1983)
Mental As Anything - Live It Up (1985)
Berlin - The Metro (1983)
Martika - Toy Soldiers (1989)

quarta-feira, março 14, 2007

Adeus, Site Meter! Olá, eXTReMe Tracker!

E chegou o dia em que mandei um pontapé em cheio no traseiro do Site Meter. A paciência tem limites e a minha atingiu o seu hoje. Têm sido muitos os problemas durante este ano de 2007, desde paragens do serviço a ausência de dados relativos a referências. E como eu gosto de saber de onde as pessoas vêm, para onde vão, e quantas vêm e vão, e tipo assim, decidi hoje estabelecer uma nova relação com outro contador de visitas. Chama-se eXTReMe Tracker e cheguei até ele um pouco por acaso, depois de tropeçar numa troca de opiniões acerca da melhor alternativa ao Site Meter. Vamos ver no que isto dá. Para a história ficam as 404.937 visitas que o antigo contador registou.

quarta-feira, março 07, 2007

RTP: 50 anos

Não posso deixar de assinalar o aniversário da Rádio Televisão Portuguesa, a estação televisiva que me "viu" crescer e que, de certa forma, moldou muitos dos meus gostos musicais da altura em que era adolescente. Os programas de música não eram abundantes, talvez por isso, recorde o Top Disco com alguma ternura como aquele programa que me mostrava grande parte dos meus ídolos musicais. Era o Marcos André (entre outros, cujo nome não me recordo) quem me trazia as novidades e quem, ao mesmo tempo, me massacrava com os intermináveis primeiros lugares de Europe, Stevie Wonder, Scorpions ou USA For Africa, entre outros. E, na agonia do meu sofrimento, como eu compreendia os Taxi, quando cantavam "Quem vê TV sofre mais que no WC" (TV WC, 1981)... No domingo seguinte, lá estava eu, novamente, em frente ao televisor, à espara do Take On Me dos A-ha ou do Maria Magdalena da Sandra. A publicidade não irritava tanto como hoje, o que é natural dada a minha tenra idade e consequente maior paciência para os anúncios publicitários. Os Xutos & Pontapés cantavam "E na TV produtos embalados, entram em nós bem camuflados" (N'América, 1987), mas, como eu não tinha grande poder de compra, era-me indiferente.

Lembro-me ainda de um programa de telediscos, apresentado pelo Álvaro Costa, na RTP2. Chamava-se Videopolis e nele, Álvaro Costa mostrava-nos música numa onda um pouco mais alternativa, fugindo ao mainstream de que o Top Disco vivia. Os seus comentários, sempre muito actualizados, faziam-nos chegar as novidades do que se fazia "lá por fora". Para além do Videopolis, recordo-me do Vivamúsica, e da sua meia-horinha semanal(?), com apresentação de Jorge Pêgo.

A certa altura, começou na RTP2 o projecto TV Europa, cuja origem e razão nunca percebi muito bem, mas que trazia novidades no que à música dizia respeito através do mítico Countdown, programa apresentado por Adam Curry (o blogue dele, aqui). Este constituiu um corte com o que se fazia em Portugal e com o modo como se faziam as coisas ao nível da apresentação. Apesar de o Adam Curry ser, por vezes, um bocadinho "cromo", o programa tinha qualidade e, lá está, era uma oportunidade de ouro para se acompanhar o que de mais recente se passava na Europa. Depois havia o Nino Firetto, aquele que repetia vezes sem conta "I'm big in Portugal" (e era mesmo). Com o programa Music Box, do Super Channel, trouxe um estilo de apresentação mais descontraído, mais humorístico e por vezes bem perverso, quando gozava com alguns dos gigantes musicais da época. Foi talez o primeiro apresentador-ídolo da juventudo naquel tempo. E como nos ríamos com as receitas de Papa Luigi...

Lembro-me finalmente de um programa chamado Peter's Pop Show, que a RTP transmitia. Era uma espécie de festival em playback que reunia os maiores nomes da música dos anos 80. Organizado na Alemanha, o Peter's Pop Show (nunca cheguei a saber quem era o Peter) tinha frequência anual, mas acho que a RTP só o começou a transmitir na segunda metade da década de 80. Deixo-vos com uma actuação dos Depeche Mode, no ano de 1989, com aquele que viria a ser um dos seus grandes êxitos dos anos 90: Enjoy The Silence. Este Peter's Pop Show de 1989 é para mim especial porque o tenho gravado numa velhinha cassete VHS.



Obrigado, RTP! E parabéns!

sexta-feira, março 02, 2007

Take My Breath Away é a canção-Oscar preferida

Fica bem premiar um grupo com uma vocalista tão bonita como Terri Nunn. Os Berlin têm a melhor canção-Oscar dos anos 80, na opinião dos visitantes do QA80. E eu estou inteiramente de acordo! Foram 85 votos no total:

1. Take My Breath Away - 21 votos (25%)
2. The Time Of My Life - 17 (20%)
3. Fame - 13 (15%)
4. Flashdance - 11 (13%)
5. Up Where We Belong - 10 (12%)
6. Arthur's Theme - 6 (7%)
7. Let The River Run - 4 (5%)
8. Under The Sea - 3 (4%)
9. I Just Called To Say I Love You e Say You Say Me - 0

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Novo teledisco: CLASSIX NOUVEAUX - Guilty

Em 1981, aparecia na TV uma personagem estranha e assustadora (pelo menos aos meus olhos de 10 anos de idade). Vestia de preto, era careca, usava maquilhagem, e cantava de um modo estranhíssimo. Uma versão mais apresentável de Nosferatu, mas mesmo assim tenebrosa. Isto digo eu agora, que na altura não fazia a mais pequena ideia de quem era Nosferatu.

Afinal, tratava-se de Sal Solo, o vocalista dos Classix Nouveaux, um rapaz inofensivo que se dedica actualmente à música de inspiração cristã, e cujo contributo para a definição de um estilo New Romantic não pode passar sem referência. Guilty, o teledisco que vos trago hoje, é um grande momento na carreira dos Classix. É uma canção viciante pela forma como nos leva a querer agarrar na miúda e saltar imediatamente para a pista de dança. No Swing ouviu-se já por duas vezes Never Again (outra-que-tal), mas no dia 16 de Março, prometo que Guilty não vai faltar. E se todos conseguíssemos dançar como no teledisco, acho que seria um momento de rara beleza.

PS - A capa do single que se apresenta em cima é a da edição espanhola. Culpable, dizem eles.

sábado, fevereiro 24, 2007

Jim Diamond

I saw you walking by the other day I know that you saw me, you turned away
Jim Diamond!!! É ele o misterioso homem dos óculos escuros e casaco preto de cabedal. Uma espécie de James Blunt dos anos 80 (ou o James Blunt é que será uma espécie de Jim Diamond do século XXI, vocês decidem), Diamond irritou-nos durante semanas a fio, com o seu shoulda known better ("se choro não berro", na versão popular do meu bairro) repetido até à exaustão no Top Disco. Uma balada com a marca "coitatinho-de-mim", cujo climax todos nós gostávamos de atingir (salvo seja...) quando nos púnhamos a berrar, esganiçados, no quarto ou no recreio da escola aquele interminável aiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaiai... loooooooobiúúú. Figuras tristes à parte, o tempo encarregou-se de apagar a memória negativa da música, e servir-nos o prato doce da nostalgia. Sim, é com um sorriso que ouvimos I should have known better e lembramos a míúda (ou miúdo, conforme o caso) da nossa turma a quem enviávamos bilhetinhos sobre o amor eterno. Só por isto, já vale a pena trazer aqui o Jim Diamante.
Nasceu na Escócia, e antes de iniciar carreira a solo esteve nos Bandit (finais da década de 70, com um álbum editado) e nos Ph.D (inícios dos 80s), bandas das quais não conheço absolutamente nada. Reza a história que I Won't Let You Down, primeiro single do álbum PhD. Album, foi um grande sucesso comercial, e é nesta altura considerado um clássico do cantor. Pelo meio, cantou na banda de Alexis Korner, considerado o Godfather of British Blues.
A sua aventura a solo começa em 1984, com o álbum Double Crossed e o single I Should Have Known Better, aquele da capa azul, que tantos pesadelos causou a criancinhas inocentes e indefesas. A canção foi um sucesso estrondoso em todo o mundo, ainda que coincidisse no tempo com Do They Know It's Christmas. Ficou, aliás, famoso o apelo de Jim Diamond, na altura, a que as pessoas comprassem a canção da Band Aid em vez da dele. Quando entrevistado sobre todo o sucesso que estava a viver, disse: "Estou muito satisfeito por estar em primeiro lugar, mas na próxima semana não quero que as pessoas comprem o meu disco, mas sim o da Band Aid." Foi um gesto bonito (Bob Geldof refere-o num livro seu) e não impediu que a sua canção tivesse vendido uma porrada de discos. Outra balada que seguiu os mesmos passos foi Remember I Love You, também retirada do mesmo álbum.
O segundo álbum, Desire For Freedom (1986), produziu o single - Hi Ho Silver - numa alusão ao cavalo do Mascarilha (The Lone Ranger). Esta canção também cavalgou pelos tops acima (fica mesmo bem esta metáfora aqui).
A década de 90 assistiu ao quase desaparecimento de Jim Diamond em termos comerciais, ainda que não em termos musicais, pois manteve uma agenda ao vivo bastante preenchida. Em termos discográficos, editou um álbum homónimo com regravações dos seus êxitos antigos. Foi em 1993. Jim continua a tocar ao vivo e editou mesmo um álbum em 2005. Souled And Healed é o título.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Passatempo: quem é ele?



Uma pista: não é Pedro Abrunhosa (daqui a 10 anos)

Novo teledisco: BLIND DATE - Your Heart Keeps Burning

O teledisco de Your Heart Keeps Burning (1985), dos Blind Date, podia ter sido feito por qualquer um de nós, hoje, no recanto do nosso escritório, munidos de um computador jeitoso e das ferramentas apropriadas. Este videoclip é um documento importante para nos darmos conta do quanto se evoluiu em matéria de vídeo em 20 anos. Para além disso, tem um interesse sociológico na medida em que reflecte bem as tendências da moda de uma certa juventude feminina da época. Basta estarmos atentos às duas meninas. E a coreografia também não é nada má.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Don't you want me, baby, don't you want me, oohhhhhhhhh



Para quem esteve na primeira e gostou. Para quem não esteve na primeira e lamentou. Esta é a segunda oportunidade. Como diz o outro, everybody deserves a second chance...

Clica AQUI, e ouve o spot da Rádio Nova.

Já agora, participa na sondagem, na barra lateral. Obrigado!

Eles estão com a festa Queridos Anos 80:
A Rádio em Portugal
Wellenbereich Muzik Manifesto
In Shreds
ecOs do Amial
paulo correia

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Novo teledisco: BONNIE TYLER & TODD RUNDGREN - Loving You's A Dirty Job But Somebody's Gotta Do It

Quase que tinha de abrir um novo blogue para escrever o nome dos cantores e o título da música que escolhi para celebrar o Dia dos Namorados, essa instituição bonita, quiçá um pouco linda. Este era, sem dúvida, um dos dias mais esperados pelo adolescente que eu era na década de 80. Também conhecido pelo "Dia do Pessoal Que Dá Uns Beijos e Uns Amassos Na Parte de Trás do Pavilhão da Escola Secundária", era um dia especial, não porque fosse eu um dos ocupantes dessa zona da escola onde se trocavam uns cuspes (e, em princípio, nada mais), mas porque sempre gostei de observar a azáfama dos cartõezinhos, das flores, dos bilhetinhos que se trocavam nas aulas, com os tímidos "Pedro lobe Sara" ou "Adebinha em quem tou a penssar" (os erros ortográficos eram do mais romântico que havia) ou ainda o correcto e um pouco cócó "Feliz Dia dos Namorados". Nessa altura, a língua portuguesa ainda tinha alguma dignidade e era impossível ler-se coisas como "Felix Dia d Namuradus" ou "Mts Xiiiinhussss pó mew amowe winduuuu".

Mas, voltando ao tema escolhido, trata-se de Loving You's A Dirty Job But Somebody's Gotta Do It, canção de carga dramática intensíssima, de entrega total por parte do dueto Bonnie "ó prá minha cabeleira loura" Tyler e Todd "eu podia ser um gangster, mas não tenho tempo" Rundgren. O videoclip, que se apresenta na barra lateral, foi realizado por Tim Pope, um dos mais eclécticos e completos realizadores de telediscos dos anos 80. Vejam aqui porquê.

domingo, fevereiro 11, 2007

AC/DC: a banda com irmãos preferida

...e a banda com irmãos que os visitantes do QA80 elegeram como sua preferida foram os AC/DC. Não foi uma vitória esmagadora, mas foi o bastante para revelar uma importante facção rockeira que visita o QA80. A banda dos irmãos Young estará para sempre associada, na minha vida, às férias desportivas da Páscoa, organizadas pela FAP (Federação Académica do Porto), no Algarve, em inícios dos anos 90. Olho para trás e vejo-me na praia, assistindo o torneio de Voleibol ao som de Back In Black, ou então, atirando um olhar furtivo a uma qualquer miúda do FCDEF ou da Católica, ao som de You Shook Me All Night Long. Velhos tempos.

Os INXS e os Spandau Ballet discutiram até ao finzinho o segundo lugar, tendo a banda de Michael Hutchence conseguido superiorizar-se apenas por um voto. Terá o factor "cantor-falecido" contribuído para este resultado? Numa altura em que tantas bandas anunciam regressos à actividade, porque nao os Spandau Ballet? Por falar em bandas que voltam a juntar-se, os Jesus & Mary Chain irão fazê-lo no Coachella Festival. Este honroso quarto lugar não surge por acaso.

Uma palavra final para os últimos classificados. Os Bros caem, mas caem de pé, com 12 votos num total de 446. Como devem compreender, era indispensável a sua presença numa playlist de bandas de irmãos. Ninguém como Luke e Matt Goss faz jus a essa condição.



1. AC/DC - 86 (18%)
2. INXS - 72 (15%)
3. Spandau Ballet - 71 (15%)
4. Jesus & Mary Chain - 68 (14%)
5. Van Halen - 46 (10%)
6. Heart - 35 (7%)
7. Psychedelic Furs e Bangles – 29 (6%)
9. Gene Loves Jezebel - 27 (6%)
10. Bros - 12 (3%)

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

É hoje!

Estamos a poucas horas de eu ganhar o Euromilhões. Sim, caros visitantes, foi em vão que esta semana foram a correr ao quiosque mais próximo registar o boletim. Este é o meu dia, esta é a minha semana. A dúvida existencial que se coloca agora é a seguinte: que fazer com aquela massa toda? Pois bem, é fácil: entre muitas coisas de cariz privado que não posso revelar, farei uma que, desde já, anuncio: organizar um festival de verão de música dos anos 80. Sim, leram bem: com o pastel que daqui a algumas horas vou ganhar, irei organizar um FESTIVAL DOS ANOS 80. E o primeiro, ou a primeira, a comentar este texto terá entrada gratuita nos dois dias. Sim, serão dois dias, em Junho, Julho ou Agosto, de um evento como nunca se viu em Portugal.
A primeira coisa a pensar é o local. Por razões pessoais, a cidade escolhida será o Porto. O pessoal da capital, já que se "balda" à festa QA80 do Swing, a este festival não poderá faltar. Ai deles. No Porto, em que local? Um pavilhão? Um estádio? À primeira vista, o Estádio do Dragão ou o Estádio do Bessa. A toca da pantera é mais aconchegadinha e pode servir de motivação para os Ban se voltarem a reunir. Vocês sabem de quem é que eu estou a falar... O covil do Dragão (sim, eu sei que os Dragões não têm covis) é mais majestoso, tem melhores acessibilidades e... os Rolling Stones deram lá um concerto, pelo que dizem, fantástico, no ano passado. É óbvio que esta questão será tratada com a empresa que eu contactar para me ajudar a organizar a cena toda. E logo que eu lhes acene com o garganel do euromilhões, eles vão entrar a fundo nisto.

Por falar em dinheiro, os bilhetes devem ter um preçozinho acessível. Não se preocupem, pais de família, isto não vai pesar grandemente no vosso orçamento familiar. A não ser que tragam a criançada. Mas, mesmo assim, não é razão para alarmes. O preço para os miúdos será simbólico e haverá um espaçozinho para eles andarem à porrada enquanto os pais estão aos saltos em frente ao palco.

A parte mais importante desta história toda são as bandas e os artistas a contratar. Da forma como eu vejo o festival que irei organizar (se começaram a ler isto a partir deste parágrafo, desde já informo que logo serei o totalista do euromilhões), justificam-se dois dias com ambientes completamente opostos. No primeiro dia, que poderá ser uma sexta-feira, o festival será caracterizado por uma vertente mais alternativa, mais rock, mas dark, tipo urbano-depressivo, assim a puxar para a cena mais à frente, tipo, estão a ver? No segundo dia, sábado, teremos todo um ambiente pop, electrónico talvez, com laivos de top disco. Madonna está fora de questão, pois só ela seria capaz de me levar todo o dinheirinho e depois não podia pagar às outras bandas. Grupos como U2 ou Depeche Mode são tão intemporais que não se inserem numa lógica de "anos 80". Para além do facto de serem igualmente demasiado caros. Por isso, achei que, para cabeça-de-cartaz poderíamos ter uns Duran Duran. São também caros (não tanto como os outros) e estão em plena actividade, mas serão garantia de enchente para este dia. E é preciso não esquecer que os espanhóis estão ali pertinho e são malucos por Duran Duran. Assim sendo, aqui está, em primeira mão, o cartaz do festival:

Dia 1
Cabeças-de-cartaz:
The Cure
Morrissey


Outras bandas:
Jesus & Mary Chain
Peter Murphy/Bauhaus
Echo & the Bunnymen



Dia 2
Cabeças-de-cartaz:
Duran Duran
Pet Shop Boys


Outras bandas:
The Human League
New Order
Erasure
Simply Red


Que tal? Eu sei, vocês vão-se passar completamente. Nada será como dantes. Há ainda a possibilidade de aparecer um Tony Hadley a cantar êxitos dos Spandau Ballet. Ou até Kim Wilde e, quem sabe, Sandra e até mesmo Samantha Fox. Seria o paraíso. Prometo que vou tentar.

Nesta altura, haverá quem pergunte: e bandas portuguesas? Não há nada? Claro que há: GNR, Sétima Legião, Rádio Macau, Delfins, Xutos & Pontapés e, porque não, o regresso, nem que seja para uma one-night gig, dos Ban. Pensando bem, acho que se justificava um terceiro dia só com música portuguesa. Vamos ver quanto dinheirinho sobra. Depois digo qualquer coisa.

Um assunto que anda às voltas na minha cabeça há vários... minutos é o nome, a designação, para o festival. Assim, de repente, "Festival Queridos Anos 80" parece-me bonito e a puxar ao coração. Mas admito que possa haver nomes mais comerciais, sei lá, "80s Pop-Rock Festival", ou "Ternura dos 80" (acho que tinha de pagar alguma coisita ao Paco Bandeira), ou então simplesmente "Festival Anos 80". É complicado, mas vou ter de contratar gente criativa para pensar nisto.

Planet Earth faz 26 anos



Há vinte e seis anos, os Duran Duran editavam o seu primeiro single. Chamava-se Planet Earth. Look now look all around, there's no sound of life...

Obrigado ao Nuno pela dica!

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Novo teledisco: THE CURE - A Night Like This

A Night Like This (álbum The Head On The Door, 1985) é uma das minhas canções preferidas dos The Cure. São 4 minutos e 16 segundos de algo difícil de definir. Talvez, uma beleza nostálgica... O teledisco, que podem ver na barra lateral, reflecte bem a atmosfera que esta música transporta consigo. Sim, é um vídeo completamente centrado na imagem da banda a tocar, o que é sempre um risco e pode fazer resvalar o teledisco para a monotonia. Mas neste caso, a realização pelo "deus" Tim Pope ultrapassa magistralmente esse possível problema. Desde o efeito "câmara-lenta-que-na-verdade-não-é" (deve haver um termo técnico para isto) até aos tons sombrios, em que o cinzento, o azul e o roxo se confundem, passando pelos planos sucessivos de afastamento em relação à banda, tudo é harmoniosamente integrado num quadro audiovisual belo. E a música é a parte decisiva nisto tudo, pois é uma canção harmoniosamente linda, com uma letra simplesmente fantástica. Quem se lembraria de um verso destes, ao mesmo tempo tão simples e tão belo: The way that you look at me now makes wish I was you (o modo como me olhas agora faz-me desejar ser tu)?

segunda-feira, janeiro 22, 2007

A Léa pediu ajuda (parte II)

Como não gosto de deixar qualquer pedido de ajuda sem resposta, cá vai. A Léa, que já tinha recorrido aos serviços do QA80 no caso do Tim Moore (isto, partindo do princípio de que se trata da mesma pessoa), enviou por e-mail novo pedido de ajuda. Desta vez, o objectivo é saber o nome da música do anúncio televisivo da Coca-Cola Light. Estamos a falar do "comercial" brasileiro, conhecido por "Quiriou, Quiriou", tal como é referido por uma legião de pessoas que, por essa net fora, padecem do mesmo "mal" da Léa. Eu acho que a Léa veio bater à porta certa, não só porque se trata de uma música dos anos 80, mas também, e principalmente, porque... Bem, deixo a tarefa de revelar o título da música e do intérprete a um qualquer português simpático. Vão ter oportunidade de ver duas versões do mesmo "reclame" (era assim que lhe chamava quando era um jovem inconsciente), mas a música é a mesma. A pessoa que fez o upload para o YouTube resolveu impedir a possibilidade de se colocarem os vídeos noutras páginas, por isso terão de os visualizar no próprio site. É só clicar nos links abaixo.

Versão 1
Versão 2

terça-feira, janeiro 16, 2007

Momento Romântico do Dia

"Toda vez que você parte, você leva um pedaço de mim com você". Ou, na versão da minha rua, "Sempre que bazas da minha beira, levas um coche de mim contigo". Lindo.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

O original ou a versão?

Há versões que nunca deveriam ter visto a luz do dia. Há outras que são simplesmente boas. Estas que se seguem não são nem uma coisa nem outra. São excelentes.

CAMBODIA


Kim Wilde (1981) e Apoptygma Berzerk (2006)

FOREVER YOUNG


Alphaville (1984) e Youth Group (2006)

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Playlist temática (11): siblings

Já está disponível na radio.blog, na barra lateral, a nova playlist. Chama-se "siblings" e, com ela, pretende-se lembrar bandas/grupos que incluem irmãos/irmãs. É um exercício curioso que nos pode levar à conclusão que nunca como nos anos 80 os irmãos se entenderam tão bem na música. Não se chegou à dimensão industrial de uns Osmonds ou de uns Jacksons, nem sequer à realidade tipo-seita (ver Kelly Family), é verdade, mas houve uma proliferação de brothers e sisters que é de assinalar. Tivemos, regra geral, a presença de dois elementos do mesmo sexo, mas, curiosamente nunca mistos. Bem, os Carpenters podiam ser aqui considerados, mas o grosso da sua produção musical está situado nos anos 70...

Para esta playlist escolhi os 10 casos que me dizem mais, musicalmente falando. Trata-se, por isso, de uma escolha pessoal. Numa espécie de 2ª divisão, ficaram Wilson Phillips, Split Enz, Bee Gees, Black Crowes, Neville Brothers, Balaam and the Angel, Heaven 17, Proclaimers, Devo e Meat Puppets. Eis a lista:

Grupo: AC/DC
Irmãos: Angus Young (guitarra) e Malcolm Young (guitarra)
Informação útil: Nasceram na Escócia, mas emigraram ainda novos para a Austrália, onde fundaram a banda em 1973.
Canção: Who Made Who (1986, do álbum com o mesmo nome)

Grupo: Bangles
Irmãs: Debbi Peterson (bateria) e Vicky Peterson (guitarra e voz)
Informação útil: A primeira vez que ouviram o primeiro single do grupo – Getting Out Of Hand - passar na rádio, agarraram-se uma à outra aos saltos e aos gritos, completamente histéricas.
Canção: Manic Monday (1986, do álbum Different Light)

Grupo: Bros
Irmãos: Matt Goss (voz) e Luke Goss (voz)
Informação útil: São gémeos e ambos têm um ódio de morte ao tabaco.
Canção: I Owe You Nothing (1987, do album Push)

Grupo: Gene Loves Jezebel
Irmãos: Michael Aston (voz) e Jay Aston (voz)
Informação útil: São gémeos e estão de relações cortadas. Michael ganhou ao irmão, em tribunal, os direitos sobre a designação da banda.
Canção: Gorgeous (1987, do álbum The House Of Dolls)

Grupo: Heart
Irmãs: Ann Wilson (voz) e Nancy Wilson (guitarra e voz)
Informação útil: Ann é a vocalista principal, mas Nancy canta um dos maiores sucessos do grupo - These Dreams.
Canção: Nobody Home (1985, do álbum Heart)

Grupo: INXS
Irmãos: Andrew Farriss (guitarra e teclas), Tim Farriss (guitarra) e Jon Farriss (bateria)
Informação útil: No início, chamavam-se The Farriss Brothers. Porque seria?
Canção: Original Sin (1983, do álbum The Swing)

Grupo: Spandau Ballet
Irmãos: Gary Kemp (guitarra) e Martin Kemp (baixo)
Informação útil: Estrearam-se no cinema em The Krays (1990), fazendo uma dupla de irmãos gangsters. A crítica elogiou as suas prestações.
Canção: I'll Fly For You (1984, do álbum Parade)

Grupo: Psychedelic Furs
Irmãos: Richard Butler (voz) e Tim Butler (baixo)
Informação útil: Estiveram para se chamar Psychedelic Shoes e Psychedelic Shirts, mas acabaram por optar por Psychedelic Furs.
Canção: The Ghost In You (1984, do album Mirror Moves)

Grupo: Jesus & Mary Chain
Irmãos: Jim Reid (voz e guitarra) e William Reid (guitarra)
Informação útil: William decidiu abandonar o palco num concerto esgotado, em 1998, na House of Blues, em Chicago. Os JAMC acabaram aí.
Canção: The Hardest Walk (1985, do álbum Psychocandy)

Grupo: Van Halen
Irmãos: Eddie Van Halen (guitarra) e Alex Van Halen (bateria)
Informação útil: Em 2007, entrou para a banda Wolfgang Van Halen, filho de Eddie Van Halen. Veio substituir o baixista de sempre do grupo, Michael Anthony.
Canção: Dreams (1986, do álbum 5150)

Um pouco mais abaixo, na barra lateral, podem votar naquela que é a vossa banda preferida no conjunto destas dez. Obrigado pela participação.

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Novo teledisco: THE STRANGLERS - Skin Deep (1984)

Os Stranglers sempre foram uns gajos estranhos, do tipo "nunca se sabe o que pode sair dali, por isso o melhor é não dar confiança". Eu, se os encontrasse na rua, mudava de passeio. Mas que foram capazes de fazer música fantástica ao longo de três décadas de actividade, disso não há alma no seu perfeito juízo que possa duvidar. Uma das canções que me deixa extasiado é Skin Deep. E é esse teledisco que trago para a barra lateral. Realizado pela dupla Sandy Johnson e Brian Ward (este senhor conta com ACDC e Sade no seu currículo), Skin Deep apresenta a banda a tocar num espaço despido de quaisquer objectos, à excepção de uma escultura gigante de uma orelha, que nos remete para o álbum Aural Sculpture, do qual esta música faz parte. A certa altura surge uma serpente vagueando por um corpo masculino. You better watch out for the skin deep... A serpente muda de pele, mas a sua natureza não engana. O homem não muda de pele, mas, se não estivermos alerta, transforma-se na pior das serpentes. Quanto aos Stranglers, como podemos vertificar no final, nada têm a esconder debaixo da sua pele. Se calhar até são uns tipos simpáticos e eu é que estou para aqui a exagerar.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Blá Blá em português

Na sexta aventurei-me até ao Blá Blá, em Matosinhos, para ouvir música portuguesa. Da cantada em inglês à cantada em português, da mais recente à mais antiga, da mais celebrada à mais obscura, ouviu-se e dançou-se de tudo um pouco. E, obviamente, os anos 80 estiveram presentes com uma fatia significativa de boa música: Sétima Legião, GNR, Rádio Macau, António Variações, Xutos & Pontapés, Ban, Mler If Dada, enfim... a lista é interminável. E perguntam vocês: há mais? Claro que há. Todas as primeiras sextas-feiras do mês, no Blá Blá, com o Ivo T como anfitrião. Vale a pena.

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Novo teledisco: BREATHE - Hands To Heaven

Pronto, tinha de meter aqui o teledisco dos Breathe, Hands To Heaven. Na sequência do post anterior, de aniversário do vocalista David Glasper, decidi ir àquele sítio que toda a gente conhece e onde se encontra de tudo, e encontrei o teledisco desta bela canção. Realizado por Eamon McCabe, este teledisco apresenta uma atmosfera melancólica que reflecte o carácter triste da canção, cujo tema é a separação. Tudo começa e acaba num taxi tipicamente inglês. pelo meio temos uma menina a dançar numa sala, debaixo de um céu que se move. No final, David dá-se conta que tudo não passou de um sonho. A conta do taxi está lá para lho lembrar. É favor ver na barra lateral.

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Tim Moore



A Léa pediu ajuda através de um comentário feito no post anterior em relação a um cantor chamado Tim Moore. O QA80 tem todo o gosto em ajudar os seus visitantes na difícil tarefa de encontrar o seu artista perdido. A nossa vasta equipa, espalhada pelos quatro cantos do mundo, fez todas as diligências, as possíveis e as impossíveis, e chegou à seguinte informação:

Tim Moore e a canção Yes fizeram parte da banda sonora da telenovela brasileira Selva de Pedra, de 1986. Era uma "baladinha bem típica da época", como diz a Léa. Tenho a certeza que foi uma musiquinha que ajudou a constituir muita família, oh oh. Esta canção está incluída no álbum de 1985, de Tim Moore, intitulado Flash Forward. Este álbum foi uma tentaviva por parte do cantor de relançar a sua carreira, mas, segundo rezam as crónicas, sem grande sucesso. É que não bastava vender bem um single para consolidar um percurso musical. Com participação vocal do cantor Robbie Dupree, Flash Forward tem o seguinte alinhamento:

1. Let's Get Activated
2. Yes
3. Body and Soul
4. I'll Find a Way
5. Anything and Everything
6. Rock & Roll Love Letter
7. Surrender
8. Telepath
9. Theodora
10. Get It Outta My System

Tim Moore é basicamente um artista dos anos 60 e 70. Em 1975 iniciou carreira a solo, mas desde a segunda metade da década de 60 que a sua actividade musical se espalhou por diversos grupos, a saber, os DC & the Senators, os Woody's Truck Stop (com Todd Rundgren), os The Muffins e os Gulliver (que incluía Daryl Hall). Em 1974, compôs o tema Second Avenue, que conheceu algum êxito na voz de Art Garfunkel.

Quem tiver curiosidade sobre o trabalho de Tim Moore nos anos 70, pode clicar aqui.

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Festa Queridos Anos 80 - o quiz (actualizado com as soluções)

A festa excedeu as minhas expectativas. Nunca estive envolvido na organização de um evento deste tipo e era natural alguma apreensão sobre o que iria resultar de tudo isto. Mas à medida que as pessoas iam entrando, que o espaço ia ficando mais e mais preenchido e, depois, à medida que a noite avançou e que vi que a pista nunca teve os chamados "momentos mortos" e que o entusiasmo geral era crescente, constatei que a aposta tinha sido ganha. Queria agradecer aos Dj's - o Ivo T, o Bessa e o Isidro - pela qualidade da música que nos ofereceram e por terem passado de tudo, sem complexos. De Cult a Modern Talking, de A-ha a David Bowie, de Ramones a Desireless, houve de tudo um pouco, e para todos os gostos. Os anos 80 foram assim: uma década de extremos e de excessos, e penso que isso ficou bem patente na escolha musical de ontem. Gostaria também de agradecer ao Tiago pelo desafio e envolvimento na organização, e à Susana, mais uma vez, pela qualidade dos flyers. Finalmente, ao Swing Club, por ter acedido à realização deste evento. Para mim, foi simbólico que a festa se tivesse realizado neste espaço, onde passei tantos momentos da minha juventude (quando ainda era mais jovem do que sou agora!).

Mas a pergunta que se impõe agora é a seguinte: quem foi, na verdade, à festa Queridos Anos 80? Lembrei-me de fazer um quiz de 10 perguntas que tiram a limpo quem na realidade esteve presente no Swing. Será alguém capaz de fazer 100% de respostas correctas? Vejamos:

1. Duas das seguintes músicas foram repetidas. Quais?
a) take on me - a-ha
b) you spin me round - dead or alive
c) debaser - pixies
d) wildflower - cult
e) you're my heart you're my soul - modern talking
f) i ran - a flock of seagulls
g) voyage voyage - desireless


As músicas repetidas foram i ran dos a flock of seagulls e debaser dos pixies.

2. O tarzanboy usou uma t-shirt de que banda?
a) echo & the bunnymen
b) duran duran
c) ramones


Eu tinha uma t-shirt dos ramones. Foi a primeira vez, na história da humanidade, que alguém pôde ser visto numa discoteca a dançar sabrina e bros com uma t-shirt dos ramones.

3. Houve uma música que ficou acidentalmente a meio. Qual?
a) beds are burning - midnight oil
b) sweet child Of mine - guns n roses
c) the final countdown - europe


A música que ficou acidentalmente a meio foi o beds are burning.

4. Quantas pessoas ao longo da noite foram gentilmente convidadas a sair da pista pelo segurança?
a) 0
b) 1
c) 2


Que eu tivesse visto, e eu estive na pista desde quase o início até às 6 da manhã, houve uma pessoa que foi gentilmente convidada a sair. Foi um rapaz que entrou na pista a cambalear, levando (quase) tudo à frente. Depois, alguém protestou e ficaram os dois a trocar argumentos, até que um outro argumento interveio, este vestido de preto, com cara de terminator, e braços que pareciam as minhas pernas.

5. Uma destas músicas portuguesas não passou. Qual?
a) contentores - xutos & pontapés
b) totobola - roquivários
c) por quem não esqueci - sétima legião


Não passou a dos sétima legião. Para mim a surpresa da noite foi mesmo o totobola.

6. Qual foi o método que os três DJ's adoptaram?
a) revezarem-se de 30 em 30 minutos
b) revezarem-se de 3 em 3 músicas
c) revezarem-se de 20 em 20 minutos
d) revezarem-se de 5 em em 5 músicas


O método foi o das 3 músicas. Assim, evitou-se cair numa certa monotonia de estilos e aumentou-se a expectativa sobre o que viria a seguir.

7. Houve um casal que passou quase a noite toca a dançar agarrado um ao outro no meio da pista. Ela era
a) asiática
b) loura
c) morena


Ela era loura. Ele não sei. Só sei que passaram a noite p'ráli agarrados um ao outro, mesmo a pedirem um slowzinho à moda antiga. O take my breath away ficava-lhes bem.

8. Durante toda a noite as telas passaram uma projecção de
a) um conjunto de anúncios televisivos e clipes de séries dos anos 80
b) telediscos de vários artistas dos anos 80
c) o dvd do Live Aid


Foi um conjunto de anúncios televisivos e clipes de séries dos anos 80. Havia de tudo, desde o conan, o rapaz do futuro até à laranjina C, passando pelo Sousa Veloso e o seu TV Rural.

9. Um destes artistas não passou na noite Queridos Anos 80. Qual?
a) madonna
b) prince
c) michael jackson


Prince não passou.

10. Uma destas meninas passou na noite Queridos Anos 80. Qual?
a) kim wilde
b) sandra
c) sabrina


Foi a Sabrina que passou com o seu clássico boys boys boys (ou será boing! boing! boing!?)

PS - As respostas a este quiz estão condiconadas ao tempo em que permaneci no Swing, que foi até às 06.00. Se alguém esteve até ao fim e possui informações que desmentem alguma destas respostas, que se chegue à frente!

domingo, dezembro 24, 2006

Christmas Telediscos Special

Band Aid, Do They Know It's Christmas? Um bom Natal para todos.



Sábado, 23 de Dezembro

Kate Bush a roçar-se num cadeirão, em poses erótico-libidinosas, ao lado da árvore de Natal, eis a proposta de December Will Be Magic Again. Não se trata de teledisco oficial, mas de uma participação num especial de Natal da BBC. É Natal, ninguém leva a mal.



Sexta-feira, 22 de Dezembro

A histórias é simples: no Natal anterior, eles andavam. Mas depois zangaram-se e agora, neste Natal, cada um tem o seu par. Só que... há ali ainda alguma coisita no ar... Bem, para quem não se lembra da história, pelo menos sabe que se trata do "teledisco da neve" onde George Michael rebola com uma gaja como se não houvesse amanhã. É o Last Christmas dos Wham.



Quinta-feira, 21 de Dezembro

Driving Home For Christmas, de Chris Rea, um tema bonito de um cantor que eu nunca apreciei por aí além.



Quarta-feira, 20 de Dezembro

Este é o vídeo original de The Power Of Love, dos Frankie Goes To Hollywood. Trata-se de um das mais belas baladas dos anos 80. A letra não tem directamente a ver com o Natal, mas o facto de ter sido lançada em Dezembro de 1984 e de mostrar no video a narrativa do nascimento de Jesus, faz dela uma das mais emblemáticas canções de Natal. A mensagem é bonita e simples: The power of love, A force from above, Cleaning my soul.



Terça-feira, 19 de Dezembro

É uma repetição no QA80, mas tinha de ser. A canção é lindíssima e devia ser mostrada a todas as criancinhas na sua aprendizagem musical. The Pogues, com Fairytale Of New York.



Segunda-feira, 18 de Dezembro

Falta uma semaninha para o Natal e durante os próximos sete dias vou recordar canções de Natal e respectivos telediscos. Vai ser um por dia, por isso parece-me bem que venham até ao Queridos Anos 80 durante esta semana. Para abrir as hostilidades natalícias, convidei os Ramones, que são muito queridos aqui neste blogue. A canção chama-se Merry Christmas (I Don't Want to Fight Tonight), é de 1989, e está incluída no álbum Brain Drain. Será que vai passar sexta-feira, na grandiosa festa do Swing Clube?

sexta-feira, dezembro 22, 2006

QA80: a festa



Depois da cassete, o vinil. Dois ícones musicais da década de 80. Serve este segundo flyer para convidar, mais uma vez, todos os interessados nesta coisa da música, a comparecerem no SWING, na próxima sexta-feira, 22. Já sabem: os filhos podem ficar com os avós. Se os avós quiserem vir, não vos resta outra solução senão trazer os filhos. Falem com os vizinhos. E não se esqueçam dos amigos e das amigas. Vocês já tinham saudades de uma noite assim.

terça-feira, dezembro 19, 2006

QA80: A festa




Venho por este meio comunicar que no dia 22 de Dezembro já têm onde ir. Logo após o jantar, por volta da meia-noite, toca a dar um saltinho ao Swing (Porto). É a festa QUERIDOS ANOS 80. Vamos recordar os sons da nossa juventude (quando éramos ainda mais jovens do que somos agora), beber um copo e, se o reumático permitir, abanar o capacete. E tragam amigos! E amigas!

PS - Um agradecimento à Mrs. Ivo T pelo flyer. Está tótil (Como se dizia no nosso tempo...)!

segunda-feira, dezembro 11, 2006

E se houvesse uma festa QUERIDOS ANOS 80?

E se de repente a cidade do Porto fosse confrontada com uma mega-ultra-hiper-coiso-e-tal FESTA do QUERIDOS ANOS 80? Qual seria a opinião dos queridos visitantes deste blogue sobre o assunto? A sondagem está aberta, na barra lateral. Eu já votei!

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Danny Wilson

Everything is wonderful, being here is heavenly

Danny Wilson é o nome que imortalizaou a personagem interpretada por Frank Sinatra no filme Meet Danny Wilson (1952), e foi o nome escolhido pelos irmãos escoceses Gary Clark (voz e guitarra) e Kit Clark (guitarra) para baptizar a banda que resolveram formar em 1986. Mas antes de se fixarem como Danny Wilson, os rapazes passaram pela designação de Spencer Tracy... A banda ficou completa com Gerard Grimes (baixo e teclas).

Editaram dois álbuns, Meet Danny Wilson (1987) e Bebop Moptop (1989), e acabaram em 1991. No meio desta história fugaz, tão comum em dezenas de outros grupos dos anos 80, produziram uma daquelas canções que ilumina toda uma carreira: Mary's Prayer.

O vocalista, Gary Clark, enveredou por uma carreira a solo na década de 90, tendo ainda formado as bandas King L e Transister, mas sem qualquer sucesso de assinalar. Depois dedicou-se à produção, nomeadamente da autraliana Natalie Imbruglia. Quanto ao irmão, Kit Clark, é o actual líder de uma banda com o nome peculiar The Swiss Family Orbison. As informações de que disponho sobre Gerard Grimes colocam-no a fazer música para jogos de computador e publicidade.

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Novo teledisco: ERASURE - Ship Of Fools



Ship Of Fools foi a primeira balada que os Erasure lançaram como single na sua carreira. Estávamos em 1988 e tratava-se do primeiro single do álbum The Innocents. É uma das minhas canções preferidas do magnífico dueto composto por Andy Bell e Vince Clarke, e serve para assinalar o Dia Mundial da Luta contra a SIDA. O teledisco está na barra lateral.

terça-feira, novembro 28, 2006

O cromo que faltava na sua colecção

Para quem achava que não se podia descer mais baixo, senhoras e senhores, aqui está Rocky M, no seu êxito Fly Me To Wonderland!



As lâmpadas, o casaco vermelho, as calças, os passos de dança... enfim, tudo em Rocky M é graciosidade e irreverência.

Jennifer She Said, disseram eles

O resultado desta sondagem correspondeu por completo à reacção do público no concerto do Batalha. Jennifer She Said foi a canção mais aplaudida, tendo tido mesmo direito a um, desnecessário, quanto a mim, acompanhamento com palmas. Perfect Skin e Are You Ready To Be Heartbroken estiveram também entre as músicas mais bem recebidas.

Após 72 cliques, a classificação final para a canção favorita de Lloyd Cole & the Commotions foi esta:

1. Jennifer She Said - 20 (28%)
2. Perfect Skin - 11 (15%)
3. Are You Ready To Be Heartbroken - 10 (14%)

4. Forest Fire - 8 (11%)
5. Rattlesnakes - 6 (8%)
6. Charlotte Street e Lost Weekend - 5 (7%)
8. My Bag - 4 (6%)
9. Brand New Friend - 2 (3%)
10. Hey Rusty - 1 (1%)

PS - Eu votei em Charlotte Street.

sábado, novembro 25, 2006

Lloyd Cole, Sala Batalha, Porto (23/11/06)

Foi bom regressar ao antigo Cinema Batalha, agora convertido em sala de espectáculos. E foi bom tê-lo feito com Lloyd Cole. A sala estava praticamente cheia de fãs do cantor inglês, daqueles que sabem as letras de cor e adivinham as músicas logo ao primeiro acorde. Lloyd Cole e Neil Clarke tocaram apenas durante 1 hora e 15 minutos, deixando-me à beira de um ataque de nervos. Mas tendo em conta os constantes avisos de Lloyd Cole em relação à sua idade avançada, compreende-se que já não seja menino para grandes maratonas musicais. O encore valeu Jennifer She Said e No Blue Skies. Ficaram tantas por tocar...



sexta-feira, novembro 24, 2006

QA80 na FHM

O Queridos Anos 80 continua a sua ascensão rumo ao paraíso, que é, como todos sabem, um lugar onde se ouve música dos anos 80 e onde só existo eu e a Scarlet Johansson. É verdade, o melhor blogue sobre música dos eighties na área compreendida entre o Porto e Vila Nova de Gaia viu ser-lhe reconhecida, mais uma vez, a sua qualidade. Depois de ter sido destaque numa revista de informática, de ter feito parte de uma reportagem sobre os 80's numa revista generalista consagrada, o Queridos Anos 80 chegou a uma revista para homens, a chamada "revista-de-gaja-na-capa". É na edição de Dezembro da FHM, em que se apresentam os 50 blogues nacionais que, dizem eles, "valem a pena". Muito obrigado da parte desta vasta equipa que é composta por mim. Depois disto, só a revista Maria. Acredito que este blogue pode aparecer um dia no célebre Diário. Parece que já estou a ver: "A minha namorada passa os dias a ler o Queridos Anos 80. Serei impotente?"

Como podem ver pela imagem, ao lado da referência ao Queridos Anos 80 (que é o nome do blogue e não "Dear 80's") surgem os Gato Fedorento, o que é uma honra. Quanto ao texto, é pena que a rapaziada da FHM não tenha feito uma revisãozita do mesmo. É que dá algum jeito, sabiam?

quinta-feira, novembro 23, 2006

Playlist temática (10): artistas com o nome "Paul"

Não sei se é o nome mais recorrente em artistas dos anos 80, mas o nome "Paul" merece uma playlist na radio.blog. Quanto mais não seja porque é o meu nome (sim, o tarzanboy tem nome como as pessoas humanas!). Assim, temos:

1. OWEN PAUL - You're My Favourite Waste Of Time
Owen Paul esteve para ser jogador de futebol do Celtic de Glasgow, mas optou por fazer carreira na música. Tivesse ele sabido que iria ser mais uma one-hit wonder...

2. KING (vocalista: Paul King) - Love And Pride
Mais uma one-hit wonder, Paul King "orientou-se" bem: é apresentador dos canais MTV e VH-1.

3. PAUL YOUNG - Come Back And Stay
Paul Young não é só Everytime You Go Away. È muito mais: cerca de meia dúzia de músicas, entre as quais, esta.

4. PAUL HARDCASTLE - 19
Uma canção de protesto pelo Vietname nos anos 80 é um pouco como pôr a Floribella a cantar sobre o 25 de Abril. Bem, é preferível a primeira hipótese.

5. PAUL MCCARTNEY - No More Lonely Nights
De vez em quando, nos anos 80, gritava-se: "olha, vai ali um beatle! Eles andem aí e não desgrudam!". Esta música fez parte de um projecto cinematográfico de Sir Paul. Um projecto falhado, já agora.

6. PAUL SIMON - You Can Call Me Al
O teledisco tinha piada (mostrava Paul Young e um actor cómico americano cujo nome se me varreu agora) e a música também, já agora.

7. THE STYLE COUNCIL (vocalista: Paul Weller) - My Ever Changing Moods
Nunca fui à bola com esta banda, mas esta canção é bonita. Paul Weller foi vocalista dos The Jam e tem uma carreira a solo inofensiva.

quarta-feira, novembro 22, 2006

Novo teledisco: LLOYD COLE & THE COMMOTIONS - Brand New Friend



Lloyd Cole está por cá (sim, mais uma vez, e qual é o problema, hã?). Actuou ontem em Lisboa e prepara-se para fazer o mesmo amanhã na recente sala do antigo cinema Batalha, no Porto. Como membro honorário da confraria do Queridos Anos 80 (ainda que não tenha sido oficialmente informado do facto) Lloyd Cole merece uma visitinha, nem que seja pela enésima vez. Desta vez, creio, irá ser diferente, pois acompanha-o o seu braço direito do tempo dos Commotions, o guitarrista Neil Clarke. E o concerto serve para apresentar o álbum Antidepressant. É claro que o Lloyd não se livra de ter de tocar "aquelas-que-todos-nós-sabemos-de-cor".

Posto isto, vamos ao que interessa, que é o teledisco de Brand New Friend. O realizador é Andy Morahan, senhor de um currículo impressionante na arte da realização de videoclips. O teledisco não tem nada de especial. Mas a música é uma das minhas preferidas do senhor Cole. Enjoy, na barra lateral.

sábado, novembro 18, 2006

QA80 na JornalismoPortoRádio

A JornalismoPortoRádio é uma webrádio desenvolvida no âmbito do curso de Jornalismo e Ciências da Comunicação da Universidade do Porto. Este é um projecto extra-curricular, que tem como objectivo reunir, num mesmo espaço digital, o áudio, o texto e a imagem. E não é pelo facto de o QA80 ter sido alvo de uma reportagem que digo que a JPR tem muita qualidade. Basta ir até lá e verificar com os próprios olhos e ouvidos.

Um dos programas do projecto chama-se Posta@Posta e apresenta semanalmente um blogue. Esta semana, o destaque foi para o Queridos Anos 80.

terça-feira, novembro 14, 2006

A confusão dos EMA

Sou um fã de cerimónias de entrega de prémios, sejam eles do cinema, da TV ou da música. Quando chega a ocasião, lá estou eu, sentadinho no sofá. Nem que seja a visionar a cassete VHS que deixei a gravar (sim, aqui ainda não se usam essas modernices dos gravadores de DVD de sala com hard-disk). Pela música, pelo desfile de artistas, pelo ambiente criado à volta das cerimónias, pelo espectáculo em si. Talvez seja a consequência do facto de se contarem pelos dedos os momentos em que, na minha infância/adolescência, tive a oportunidade de ver os meus ídolos musicais aparecer na televisão. Eram tempos em que o TOP Disco era sagrado e o Countdown do Adam Curry era uma instituição.

Como de costume, vi os últimos European Music Awards, desta vez em Copenhaga, e, à excepção do desempenho do apresentador (muito bem, o Justin Timberlake) e do prémio de Melhor Grupo para os Depeche Mode, estes prémios foram um fiasco. Nem mesmo a invasão de palco pelo "cromo" do Kanye West se safou. Se ele queria fazer uma coisa decente e bem feita, deveria ter aprendido com os Fine Young Cannibals, que, numa entrega de prémios quaisquer, algures nos anos 80, despejaram um iogurte, ao vivo e a cores, em cima da cabeça do vocalista dos Matt Bianco. Isto sim, eram tempos de javardice com nível. Kanye West nem um Actimelzito tinha para despejar nos rapazes que ganharam o prémio de Melhor Vídeo. limitou-se a dizer o óbvio: que tinha gastado 1 milhão de dólares no videoclip, que respeitava os tipos que ganharam, mas que não tinha visto o produto deles. Muito, muito fraquinho.

Outro momento verdadeiramente tenebroso e digno de propriedades laxativas foi a suposta performance cómica de uma "Madonna" que apareceu em palco a fazer figuras tristes. Se aquilo era um acto de retaliação por uma possível nega da cantora, digo-vos desde já que é de muito baixo nível por parte da MTV. Nem quero acreditar nessa hipótese. A outra hipótese é aquilo ser mesmo uma tentavia de fazer humor, o que configura um verdadeiro atentado à inteligência dos espectadores.

Queria ainda falar-vos daquele momento em que são apresentados os nomeados, o momento em que dois artistas sobem ao palco, dizem (lêem) umas larachas e dizem a frase "...and the nominees are". O que se segue a este momento é cada vez mais insuportável. A realização da coisa quer ser tão avançada, tão sofisticada, que estraga completamente a visualização/audição dos nomeados. No passado, era tudo muito simples e eficaz: dizia-se o nome do artista/grupo e logo a seguir, durante uns 5 segundos, tínhamos um excerto da música. Agora, somos agredidos (é mesmo este o melhor termo que encontro) com uma série de efeitos visuais/sonoros, capazes de nos dar a volta ao estômago, misturados com meias-frases e palavras soltas dos artistas e um bocadinho da música em questão - tudo isto numa tentativa de mostrar "quão modernos e inovadores nós somos". Bom, para mim é lixo.

Foram, seguramente, os piores prémios que eu me lembro de ver. Podemos acrescentar ao que disse antes a fraca qualidade de som, as entrevistas repetitivas e atrapalhadas da rapariga que estava na passadeira vermelha, a pobreza dos textos dos apresentadores de nomeados, entre outras coisas. A cerimónia de prémios em Portugal foi de longe superior a esta.

segunda-feira, novembro 13, 2006

A canção da década: HUNGRY LIKE THE WOLF

Os visitantes do QA80 tinham-na escolhido como a quarta melhor canção dos Duran Duran dos anos 80, mas agora, entre as 10 hipóteses retiradas da tabela do VH-1, elegeram Hungry Like The Wolf como a canção da década. A votação foi muito renhida e a distância entre as primeiras classificadas acabou por ser quase insignificante.

Votos: 247
1. Duran Duran / Hungry Like The Wolf - 37 (15%)
2. Guns N' Roses / Sweet Child O' Mine - 34 (14%)
3. Bon Jovi / Livin On A Prayer - 33 (13%)


4. Michael Jackson / Billie Jean e Prince / When Doves Cry - 32 (13%)
6. AC/DC / You Shook Me All Night Long - 29 (12%)
7. Madonna / Like A Virgin - 23 (9%)
8. Def Leppard / Pour Some Sugar On Me - 13 (5%)
9. Run-DMC / Walk This Way e Hall & Oates / I Can't Go For That - 7 (3%)

Acho que é de bom tom, agora, relembrar o teledisco de Hungry Like The Wolf, que transporta a marca de qualidade dos Duran Duran e do seu realizador, Russell Mulcahy. Viajemos até ao Sri Lanka, em 1982, numa atmosfera a que só falta Indiana Jones.

quinta-feira, novembro 09, 2006

Disco Fever no Pavilhão Atlântico

Até gostava de estar presente, mas ir do Porto a Lisboa em tempo de crise não é para todos. E eu faço parte destes "todos". Os Kool & the Gang vão lá estar, e mereceriam uma visita, se o vocalista da fase eighties, JT Taylor, ainda por lá andasse. É que para mim as músicas-referência deles são Cherish e Fresh, do álbum de 1984, Emergency, apesar de reconhecer a importância de temas anteriores como Get Down On It e Celebration.

A festa vai contar ainda com a presença de Norma Jean e Luci Martin, ex-vocalistas dos Chic, e vai ser animada por vários DJs, entre os quais Rui Remix, um nome incontornável do Djing nacional dos últimos... 25 anos. É no sábado, dia 11.

Deixo-vos com Cherish, a canção cujo teledisco nos diz como todas as festas de casamento deveriam ser. E se ao minuto 1 do teledisco acharem que aquilo vai descambar para a pouca vergonha, podem tirar o cavalinho da chuva.

terça-feira, novembro 07, 2006

Novo teledisco: JENNIFER RUSH - The Power Of Love



A população mundial divide-se em três partes. Os que acham The Power Of Love a balada definidora dos anos 80, trocaram uns cuspes ao som da mesma e consideram que a versão da herege Celine Dion está para a música como a emissão de CO2 para o meio ambiente. Estes ainda possuem o vinil do single em casa, emoldurado, ao lado do diploma de curso. Depois há aqueles para quem The Power Of Love é um atentado à inteligência humana, só equiparado ao Lover Why dos Century. A única vantagem que vêem nesta canção são as suas propriedades laxativas. Para estes, Jennifer Rush soará sempre a nome de actriz porno com voz esganiçada. Finalmente, há aqueles que simplesmente não querem saber, que é o meu caso.

Resolvi trazer ao QA80 o teledisco de The Power Of Love, porque recebi um e-mail do Anderson (não, não é o que joga no Porto, que nem era nascido quando a canção foi editada, em 1985) a solicitar o nome da cantora original. Para além disso, este amigo brasileiro dizia que apenas conhecia as versões de Rosana e de Celine Dion, ao que eu lhe posso responder que ainda tem um longo caminho a percorrer se quiser conhecer as cerca de 500 versões que esta canção tem, em várias línguas, desde o sueco ao punjabi, sem esquecer o castelhano, "pues claro".

Este teledisco, que podem visualizar na barra lateral, conta-nos uma história. O fio narrativo pode ser algo confuso, é certo, mas sabemos que há ali um enredo qualquer, que inclui ingredientes como suspense, acção, desejo, morte, mistério, uma mulher, um homem, os maus, os bons. Está tudo lá, é só uma questão de termos tempo para dar sentido a tudo aquilo. Uma coisa é certa: seja qual for a moralidade que se possa extrair deste teledisco, uma verdade permanecerá inquestionável para o coração romântico - "eu sou a tua lady e tu és o meu man". A partir daqui, tudo é possível e constituir família nunca foi tão fácil.

quinta-feira, novembro 02, 2006

As 100 melhores, segundo o VH-1

Voltemos ao assunto das 100 melhores canções dos anos 80, segundo o VH-1, ou melhor, segundo os participantes na votação do site deste canal de música. Deixo-vos com a classificação final. E aproveito para lançar a sondagem sobre a música preferida de entre as 10 primeiras classificadas nesta listagem. É ali ao lado, na barra lateral, logo por baixo de "o teledisco".

01 Bon Jovi / "Livin' on a Prayer" 1986
02 Def Leppard / "Pour Some Sugar On Me" 1987
03 Duran Duran / "Hungry Like the Wolf" 1982
04 Michael Jackson / "Billie Jean" 1982
05 Prince / "When Doves Cry" 1984
06 Hall & Oates / "I Can't Go For That (No Can Do)" 1981
07 Guns N' Roses / Sweet Child O' Mine 1987
08 Madonna / "Like a Virgin" 1984
09 Run-D.M.C. / "Walk This Way" 1986
10 AC/DC / "You Shook Me All Night Long" 1980

11 Journey / Don't Stop Believin' 1981
12 Whitney Houston / "How Will I Know" 1985
13 U2 / "With Or Without You" 1984
14 The Bangles / "Walk Like an Egyptian" 1986
15 Van Halen / "Jump" 1984
16 INXS / "Need You Tonight" 1987
17 Whitesnake / "Here I Go Again" 1982
18 Dexy's Midnight Runners / "Come On Eileen" 1982
19 Cyndi Lauper / "Time after Time" 1984
20 Rick Springfield / "Jessie's Girl" 1981
21 Michael Jackson / "Beat It" 1982
22 The Cure / "Just Like Heaven" 1987
23 Cyndi Lauper / "Girls Just Want to Have Fun" 1984
24 A-Ha / "Take On Me" 1985
25 Go-Go's / "Our Lips Are Sealed" 1981
26 Guns N' Roses / "Welcome to the Jungle" 1987
27 Kajagoogoo / "Too Shy" 1984
28 Wham! / "Wake Me Up Before You Go-Go" 1984
29 Talking Heads / Burning Down the House 1983
30 Pat Benatar / "Love is a Battlefield" 1983
31 Queen and David Bowie / "Under Pressure" 1981
32 Night Ranger / "Sister Christian" 1983
33 Soft Cell / "Tainted Love" 1981
34 Poison / "Every Rose Has It's Thorn" 1988
35 Phil Collins / "In the Air Tonight" 1981
36 Tommy Tutone / "867-5309 / Jenny" 1981
37 Aerosmith / "Janie's Got a Gun" 1989
38 U2 / "Pride (In the Name of Love)" 1984
39 Modern English / "I Melt With You" 1982
40 The B-52's / "Love Shack" 1989
41 Mötley Crüe / "Dr. Feelgood" 1989
42 The Clash / "London Calling" 1979
43 ABC / "Look of Love (Part One)" 1982
44 Bananarama / "Cruel Summer" 1984
45 Janet Jackson / "Nasty" 1986
46 The Police / "Every Breath You Take" 1983
47 Twisted Sister / "We're Not Gonna Take It" 1984
48 Bruce Springsteen / "Born in the U.S.A." 1984
49 Beastie Boys / "Fight For Your Right" 1986
50 Eurythmics / "Sweet Dreams (Are Made of This)" 1983
51 Ratt / "Round and Round" 1984
52 Dead or Alive / "You Spin Me Round (Like A Record)" 1985
53 Billy Idol / "White Wedding" 1988
54 Salt-N-Pepa / "Push It" 1986
55 A Flock of Seagulls / "I Ran (So Far Away)" 1982
56 Bonnie Tyler / "Total Eclipse of the Heart" 1983
57 Toni Basil / "Mickey" 1981
58 Culture Club / "Do You Really Want to Hurt Me" 1982
59 John Mellencamp / "Jack & Diane" 1982
60 Young M.C. / "Bust a Move" 1989
61 Styx / "Mr. Roboto" 1983
62 Berlin / "Take My Breath Away" 1986
63 Devo / "Whip It" 1980
64 Paula Abdul / "Straight Up" 1988
65 Foreigner / "I Want to Know What Love Is" 1984
66 Depeche Mode / "Just Can't Get Enough" 1981
67 REO Speedwagon / "Keep On Loving You" 1980
68 Public Enemy / "Fight the Power" 1988
69 R.E.M / "It's The End of the World As We Know It (and I Feel Fine)" 1987
70 Joan Jett & The Blackhearts/ "I Love Rock N' Roll" 1981
71 Rick James / "Super Freak" 1981
72 The Fixx / "One Thing Leads to Another" 1983
73 Nena / "99 Luftbaloons" 1983
74 George Michael / "Faith" 1987
75 Prince / "Little Red Corvette" 1983
76 Thomas Dolby / "She Blinded Me With Science" 1982
77 New Edition / "Candy Girl" 1983
78 Blondie / "Call Me" 1980
79 Human League / "Don't You Want Me?" 1981
80 Rob Base & DJ E-Z Rock / "It Takes Two" 1988
81 Cameo / "Word Up!" 1986
82 Squeeze / "Tempted" 1981
83 Prince / "Kiss" 1986
84 Lionel Richie / All Night Long (All Night) 1983
85 Robert Palmer / "Addicted to Love" 1985
86 Bow Wow Wow / "I Want Candy" 1982
87 Falco / "Rock Me Amadeus 1986
88 Chaka Khan / "Ain't Nobody" 1989
89 The Pretenders / "Brass in Pocket" 1980
90 Tone-Loc / "Wild Thing" 1989
91 Katrina and The Waves / "Walking On Sunshine" 1983
92 New Kids on the Block / "You Got It (The Right Stuff) 1988
93 Gary Numan / "Cars" 1980
94 The Rolling Stones / "Start Me Up" 1981
95 Debbie Gibson / "Only in My Dreams" 1987
96 Men at Work / "Down Under" 1982
97 The Romantics / "What I Like About You" 1980
98 Bobby Brown / "My Perogative" 1988
99 Wang Chung / "Everybody Have Fun Tonight" 1986
100 Loverboy / "Working for the Weekend" 1981

Queridos Anos 80 completa três anos

A todos os visitantes: muito obrigado.

segunda-feira, outubro 30, 2006

Novo teledisco: BONJOVI - Livin' On A Prayer



A VH-1 considerou Livin' On A Prayer a melhor canção dos anos 80. Ora, eu assim de repente, lembrar-me-ia de umas 50 músicas que podiam receber esta distinção. Não é que o tema dos Bonjovi não seja uma boa canção (já todos tentámos, pelo menos uma vez na vida, cantar o refrão, parados no trânsito, com o senhor de óculos no carro ao lado, perturbado, a olhar para nós como se estivéssemos a sofrer um AVC), mas esta escolha será, na minha opinião, muito polémica.

Dentro deste contexto, trago-vos o teledisco de Livin' On A Prayer, realizado por Wayne Isham, que conta com um currículo de respeito nesta área. Um dos pormenores que sempre me fascinou neste teledisco foi o início, com a entrada dos rapazes, a contra-luz, com as fartas cabeleiras a esvoaçar. Era um must naquele tempo, em qualquer banda hard-rock: "Diz-me o tamanho da tua cabeleira, dir-te-ei quantas miúdas consegues engatar depois do concerto". A imagem do "Bom do Jovi" (era ssim que uma amiga minha se referia ao vocalista) a voar sobre o público era também fantástica, só comparável ao desejo das miúdas do público de que ele aterrasse em cima delas. No final do teledisco, aquele fogo-de-artifício era já premonitório do que se viria a passar nos casamentos portugueses do século XXI. Pelo meio, as brincadeirinhas dos rapazolas dos Bonjovi, em números mais ou menos cómicos, para entreter meninas adolescentes e dar aquela imagem "iá-nós-até-temos-imensa-piada-intrínseca-não-são-só-as-cabeleiras".

sábado, outubro 28, 2006

Sean Heaphy (Scarlet Party) escreveu ao QA80



Quando escrevi o texto sobre os Scarlet Party, e na sequência da informação de que o baterista, Sean Heaphy, tinha casado com uma portuguesa, decidi enviar um e-mail ao Sean a cumprimentá-lo e a convidá-lo a ler o artigo que tinha escrito.

O Sean teve a amabilidade de responder (apesar da cara de mau naquela foto), agradecendo o meu texto e a referência ao site dos Scarlet Party. E fez ainda uma correcção ao meu artigo. Com efeito, ele casou com uma portuguesa, não de Espinho, como eu tinha escrito, mas sim do Porto. Espinho aparece na história porque ele conheceu-a nessa cidade, quando ela passava férias com uma amiga. A rapariga é do Porto e, o mais curioso, era de uma rua muito próxima da minha, quando vivia com os meus pais. Ele há coincidências do "catano".

Ele saiu dos Duran Duran



Obrigado ao Nuno pela informação.

quinta-feira, outubro 26, 2006

Acabou-se o shampô



Os Europe sobreviveram e estão com novo álbum. O shampô, esse acabou.

quarta-feira, outubro 25, 2006

Playlist temática (9): Nomes da bandas que são frases

Recentemente recuperado por bandas como os She Wants Revenge ou os We Are Scientists, o fenómeno de banda que escolhe uma frase para servir de designação remonta aos anos 80. A nova playlist da radio.blog apresenta nove grupos que tiveram esta ideia. Mas nem todos optaram pelo mesmo tempo verbal. Vejamos:

1. CURIOSITY KILLED THE CAT: Estes rapazes ingleses pegaram no livro dos provérbios e, depois de uma pesquisa apurada, decidiram-se por este. Não sei se foi exactamente assim, mas podia ter sido. Misfit foi um dos seus maiores êxitos.

2. FRANKIE GOES TO HOLLYWOOD: No lado B do primeiro single da banda, Relax, Holly Johnson remete o nome da banda para o título de um artigo da revista New Yorker que vinha acompanhado da fotografia de Frank Sinatra. Born To Run é um original de Bruce Springsteen que os FGTH "cobrirarm" com alguma qualidade, na minha opinião.

3. GENE LOVES JEZEBEL: A origem deste nome é assim uma coisa a dar para o elaborado e conta-se em três capítulos. Um realizador de cinema local (País de Gales) quis recrutar os dois irmãos gémeos, Jay e Michael Ashton, para um filme. Ao ser apresentado a Jay Ashton, talvez devido ao sotaque deste, percebeu que ele se chamava Jezebel. E eles acharam piada. Esta é a primeira parte. A segunda parte tem a ver com o facto de Michael Ashton, o outro gémeo, se ter lesionado numa perna a jogar futebol. Como andou a coxear durante algum tempo, alguém lhe chamou Gene, por causa de Gene Vincent, o cantor de "Be-Bop-A-Lula" que coxeava de uma perna. E agora a terceira parte. Um amigo dos dois irmãos gémeos, ao vê-los em constantes discussões, disse-lhes que se deixassem de palermices, que eram maninhos, e na verdade não podiam passar um sem o outro, e tal e ect... Então, Jay Ashton diz "Michael Loves Jay... Gene Loves Jezebel!" E assim ficou. Actualmente, os dois irmãos não se podem ver nem pintados e é Michael quem detem os direitos de utilização do nome da banda. Sweetest Thing é uma canção de que gosto muito. Faz parte do álbum Discover.

4. GO WEST: Estes dois tipos com ar de trabalhadores da Lisnave mandam-nos seguir para oeste, numa alusão aos filmes de Buster Keaton (1925) e dos irmãos Marx (1940), mas, na realidade, não sei se foi aí que foram buscar o nome para a banda. We Close Our Eyes (aqui em versão longa) é o maior sucesso.

5. IT BITES: "Morde", avisam eles. Calling All Heroes até é uma canção interessante e inofensiva. Podem confiar.

6. JOHHNY HATES JAZZ: Pelos vistos esta banda tinha um amigo chamado Johnny que destestava música jazz. E assim ficou: Johnny Hates Jazz. Facílimo, assim também eu. Shattered Dreams é um tema que fica sempre bem num hall de hotel.

7. THE LOVER SPEAKS: Neste caso, a explicação é cultural e serve também para elevar o nível deste blogue. A designação do grupo surgiu a partir de um excerto do livro A Lover’s Discourse – Fragments, de Roland Barthes. O excerto diz: “And it is the lover who speaks and who says... I am engulfed…”. Ficaram conhecidos por No More I Love You's, uma canção belíssima que Annie Lennox recuperou.

8. POP WILL EAT ITSELF: A música pop vai comer-se a si própria. Um nome engraçado para uma banda curiosa. Foram-no buscar a um artigo do New Musical Express sobre outra banda, os Jamie Wednesday (mais tarde conhecidos por Carter USM). Def. Con. One é a canção escolhida.

9. THEY MIGHT BE GIANTS: Poderiam ter sido gigantes, mas não foram. O que não é necessariamente mau. Estes americanos são uma espécie de banda de culto com um sentido de humor assinalável. Na impossibilidade de arranjar temas dos anos 80, incluí na playlist Boss Of Me, tema principal da série televisiva Malcolm In The Middle.

Poderiam também fazer parte desta playlist os seguintes grupos:
Bomb The Bass
Dead Can Dance
His Name Is Alive (este projecto, apesar de ter nascido nos anos 80, apenas editou o primeiro álbum em 1990)
Hüsker Dü (que em noruegês quer dizer "Lembras-te?")
It's Immaterial
The Teardrop Explodes
We've Got a Fuzzbox And We're Gonna Use It (também conhecidos apenas por Fuzzbox)