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Chegou ao fim a segunda meia-final da votação "A preferida de Wham/George Michael", que apurou as quatro canções que vão à final e assim se juntam às outras quatro já apuradas. A canção em que eu votei, Kissing A Fool, não foi apurada (por pouco...), mas não faz mal. Qualquer uma das quatro escolhidas pelos visitantes do Queridos Anos 80 é também da minha preferência. Aqui está a classificação da meia final, após 81 votos:


Prime Mover é um teledisco parvo, de uma banda parva, com um som parvo. Mas aos 16 anos, eu era parvo (pronto, não totalmente) e por isso gostava deles. Vinte anos mais tarde, não se pode deixar de reconhecer toda a ironia por detrás dos Zodiac Mindwarp & The Love Reaction, das suas letras, das sua música, do seu show-off. Neste teledisco, eles aterram no nosso planeta, vindos sabe-se lá de onde, para desencaminhar um grupo de alunas de um colégio religioso que dorme na paz dos anjos, agarradinhas aos seus ursinhos de "peluche". Entre um conjunto de habilidades apocalípticas que o vocalista (Mark Manning, de nome verdadeiro) é capaz de executar destaca-se, quase no final, o laser com que faz explodir as cabeças das responsáveis do colégio interno. Mas o que realmente vale a pena é a transformação de meninas de coro em gajas lixadas para a rambóia. Um grande teledisco para ver na barra lateral.

Era uma questão de tempo até aparecer o programa de televisão. Refiro-me à lista de 100 melhores canções dos anos 80 (100 Greatest Songs Of The 80's) que a VH1 publicou no ano passado. No momento em que escrevo este texto, o programa está no ar. Se, tal como eu, não o apanharam desde o início, não vale a pena entrar em choro compulsivo. No sábado haverá repetição, com início às 12:00 e fim às 17:00. É mais uma produção de excelente qualidade, como é habitual neste canal de música. Para gravar e guardar. Religiosamente!
Está confirmado! George Michael actuará em Portugal no dia 12 de Maio, no Estádio Cidade de Coimbra! É sem dúvida uma grande notícia para todos os fãs do cantor e... dos Wham! Quando começaram os rumores sobre a sua vinda a Portugal, foi adiantada a data de 18 de Maio, mas o Queridos Anos 80 sabe de fonte segura que esta data foi logo posta de parte pelo cantor uma vez que nesse dia o SWING receberá mais uma festa QUERIDOS ANOS 80 e o Jorge Miguel não quereria ver o seu concerto prejudicado por este facto. O QA80 retribui a simpatia e recorda, na barra lateral, o teledisco de Freedom.
Mas queremos ou não queremos um concerto deste gajo em Portugal? Claro que queremos! Então toca a assinar a petição.
Este texto surge com três dias de atraso, pois deveria ter servido para assinalar o dia 21 de Março como - vamos lá arranjar fôlego para isto - Dia Internacional contra a Discriminação Racial, Dia Mundial da Poesia, Dia Mundial da Árvore e, last but not least, Dia Mundial do Sono. A escolha do teledisco de Ebony & Ivory, de Paul McCartney e Stevie Wonder, parece-me justificada (nota: existe uma versão desta música de McCartney a solo).
Mike Lindup é o teclista dos Level 42, grupo que ajudou a fundar em 1980, com Mark King, Phil Gould e Boon Gould. Apesar de todas as atenções estarem centradas na figura de Mark King e na sua forma inovadora de tocar baixo, Mike Lindup merece igualmente grande destaque pelos seus dotes de compositor, músico e vocalista. São dele as vocalizações em falsete em muitos dos maiores êxitos dos Level 42, como por exemplo Something About You, Lessons In Love e Running In The Family.

Em 1981, aparecia na TV uma personagem estranha e assustadora (pelo menos aos meus olhos de 10 anos de idade). Vestia de preto, era careca, usava maquilhagem, e cantava de um modo estranhíssimo. Uma versão mais apresentável de Nosferatu, mas mesmo assim tenebrosa. Isto digo eu agora, que na altura não fazia a mais pequena ideia de quem era Nosferatu.
Jim Diamond!!! É ele o misterioso homem dos óculos escuros e casaco preto de cabedal. Uma espécie de James Blunt dos anos 80 (ou o James Blunt é que será uma espécie de Jim Diamond do século XXI, vocês decidem), Diamond irritou-nos durante semanas a fio, com o seu shoulda known better ("se choro não berro", na versão popular do meu bairro) repetido até à exaustão no Top Disco. Uma balada com a marca "coitatinho-de-mim", cujo climax todos nós gostávamos de atingir (salvo seja...) quando nos púnhamos a berrar, esganiçados, no quarto ou no recreio da escola aquele interminável aiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaiai... loooooooobiúúú. Figuras tristes à parte, o tempo encarregou-se de apagar a memória negativa da música, e servir-nos o prato doce da nostalgia. Sim, é com um sorriso que ouvimos I should have known better e lembramos a míúda (ou miúdo, conforme o caso) da nossa turma a quem enviávamos bilhetinhos sobre o amor eterno. Só por isto, já vale a pena trazer aqui o Jim Diamante.
O teledisco de Your Heart Keeps Burning (1985), dos Blind Date, podia ter sido feito por qualquer um de nós, hoje, no recanto do nosso escritório, munidos de um computador jeitoso e das ferramentas apropriadas. Este videoclip é um documento importante para nos darmos conta do quanto se evoluiu em matéria de vídeo em 20 anos. Para além disso, tem um interesse sociológico na medida em que reflecte bem as tendências da moda de uma certa juventude feminina da época. Basta estarmos atentos às duas meninas. E a coreografia também não é nada má.

Quase que tinha de abrir um novo blogue para escrever o nome dos cantores e o título da música que escolhi para celebrar o Dia dos Namorados, essa instituição bonita, quiçá um pouco linda. Este era, sem dúvida, um dos dias mais esperados pelo adolescente que eu era na década de 80. Também conhecido pelo "Dia do Pessoal Que Dá Uns Beijos e Uns Amassos Na Parte de Trás do Pavilhão da Escola Secundária", era um dia especial, não porque fosse eu um dos ocupantes dessa zona da escola onde se trocavam uns cuspes (e, em princípio, nada mais), mas porque sempre gostei de observar a azáfama dos cartõezinhos, das flores, dos bilhetinhos que se trocavam nas aulas, com os tímidos "Pedro lobe Sara" ou "Adebinha em quem tou a penssar" (os erros ortográficos eram do mais romântico que havia) ou ainda o correcto e um pouco cócó "Feliz Dia dos Namorados". Nessa altura, a língua portuguesa ainda tinha alguma dignidade e era impossível ler-se coisas como "Felix Dia d Namuradus" ou "Mts Xiiiinhussss pó mew amowe winduuuu".
A Night Like This (álbum The Head On The Door, 1985) é uma das minhas canções preferidas dos The Cure. São 4 minutos e 16 segundos de algo difícil de definir. Talvez, uma beleza nostálgica... O teledisco, que podem ver na barra lateral, reflecte bem a atmosfera que esta música transporta consigo. Sim, é um vídeo completamente centrado na imagem da banda a tocar, o que é sempre um risco e pode fazer resvalar o teledisco para a monotonia. Mas neste caso, a realização pelo "deus" Tim Pope ultrapassa magistralmente esse possível problema. Desde o efeito "câmara-lenta-que-na-verdade-não-é" (deve haver um termo técnico para isto) até aos tons sombrios, em que o cinzento, o azul e o roxo se confundem, passando pelos planos sucessivos de afastamento em relação à banda, tudo é harmoniosamente integrado num quadro audiovisual belo. E a música é a parte decisiva nisto tudo, pois é uma canção harmoniosamente linda, com uma letra simplesmente fantástica. Quem se lembraria de um verso destes, ao mesmo tempo tão simples e tão belo: The way that you look at me now makes wish I was you (o modo como me olhas agora faz-me desejar ser tu)?
Os Stranglers sempre foram uns gajos estranhos, do tipo "nunca se sabe o que pode sair dali, por isso o melhor é não dar confiança". Eu, se os encontrasse na rua, mudava de passeio. Mas que foram capazes de fazer música fantástica ao longo de três décadas de actividade, disso não há alma no seu perfeito juízo que possa duvidar. Uma das canções que me deixa extasiado é Skin Deep. E é esse teledisco que trago para a barra lateral. Realizado pela dupla Sandy Johnson e Brian Ward (este senhor conta com ACDC e Sade no seu currículo), Skin Deep apresenta a banda a tocar num espaço despido de quaisquer objectos, à excepção de uma escultura gigante de uma orelha, que nos remete para o álbum Aural Sculpture, do qual esta música faz parte. A certa altura surge uma serpente vagueando por um corpo masculino. You better watch out for the skin deep... A serpente muda de pele, mas a sua natureza não engana. O homem não muda de pele, mas, se não estivermos alerta, transforma-se na pior das serpentes. Quanto aos Stranglers, como podemos vertificar no final, nada têm a esconder debaixo da sua pele. Se calhar até são uns tipos simpáticos e eu é que estou para aqui a exagerar.
Pronto, tinha de meter aqui o teledisco dos Breathe, Hands To Heaven. Na sequência do post anterior, de aniversário do vocalista David Glasper, decidi ir àquele sítio que toda a gente conhece e onde se encontra de tudo, e encontrei o teledisco desta bela canção. Realizado por Eamon McCabe, este teledisco apresenta uma atmosfera melancólica que reflecte o carácter triste da canção, cujo tema é a separação. Tudo começa e acaba num taxi tipicamente inglês. pelo meio temos uma menina a dançar numa sala, debaixo de um céu que se move. No final, David dá-se conta que tudo não passou de um sonho. A conta do taxi está lá para lho lembrar. É favor ver na barra lateral.



Danny Wilson é o nome que imortalizaou a personagem interpretada por Frank Sinatra no filme Meet Danny Wilson (1952), e foi o nome escolhido pelos irmãos escoceses Gary Clark (voz e guitarra) e Kit Clark (guitarra) para baptizar a banda que resolveram formar em 1986. Mas antes de se fixarem como Danny Wilson, os rapazes passaram pela designação de Spencer Tracy... A banda ficou completa com Gerard Grimes (baixo e teclas).