Os rapazes do Gato Fedorento, como pessoas inteligentes que são, escolheram muito bem o momento para se afastarem da televisão. No início, começaram por ser hilariantes, depois tinham muita piada, e, nesta última fase, já só tinham piada às vezes. Por isso, repito, foram inteligentes na forma como decidiram libertar-se da caixinha mágica e evitar um desgaste maior e, eventualmente, fatal.
Isto não impediu que conseguissem um programa de passagem de ano que eu qualificaria de muito bom, tendo em conta as condições em que foi feito: em directo e perante um Pavilhão Atlântico cheio. Foi uma despedida em cheio, na minha opinião. É claro que para isso muito contribuiu a ideia de celebrar a passagem de ano de 1984 para 1985, convidando para o palco artistas portugueses e uma cantora internacional da época. E com a preciosa colaboração do grande Júlio Isidro.
Se houvesse um "Prémio Emoção" para aquela noite, ele teria sido atribuído às Doce. Fátima Padinha, Teresa Miguel e Lena Coelho justificaram a ausência de Laura Diogo, a seguir recrutaram o Diogo dos Gato para o quarto microfone, e cantaram o Bem Bom com vozes afinadíssimas e coreografia a condizer. Com dignidade, boa presença visual, estas Doce foram responsáveis por um dos momentos altos da noite.
Os Trabalhadores do Comércio surpreenderam-me pela vitalidade em palco. A versão mais rockeira do clássico Chamem a Polícia abanou com o pavilhão e nem a pronúncia do norte (carago!) de Sérgio Castro impediu que o "pessuale" se "dibertisse". E o puto está crescido...
Os Jáfumega (ou seria apenas Luis Portugal?) trouxeram Latin'América. A voz de Luis Portugal aguentou-se naquele registo que só ele consegue (e o Ricardo Araújo Pereira também, se lhe retirarem um testículo, como o próprio confessou...), e foi uma das supresas da noite.
Os DaVinci foram, para mim, uma desilusão. A versão rockalhada de Hiroxima (Meu Amor) despiu o original de toda a sua especificidade electrónica eighties e transformou-a numa canção amorfa e sem chama. Em termos vocais, Iei Or - com o seu look característico de sempre - começou a sua prestação quase a medo, conseguindo soltar-se à medida que a actuação foi avançando, com o tema Conquistador e a natural resposta eufórica do público.
Os Rádio Macau ofereceram-nos O Anzol e fizeram muito bem, mostrando que o tempo não passa por quem é competente e talentoso. Xana esteve bem, apesar de já muito longe daquele look alternativo que ostentava nos anos 80 (e que eu preferia, para ser sincero). A harmónica do Flak também continua em forma.
Os Clã, apesar de não serem uma banda dos anos 80, inundaram o Pavilhão Atlântico de memórias de infância e puseram toda a gente a cantar e a dançar. A Abelha Maia, o D'Artacão, entre outros, passaram por lá... Gostei.
Em termos internacionais, o reveillon foi enriquecido (ou não) com a presença de Sabrina. O efeito surpresa foi bem conseguido pelos Gatos, depois de sucessivos acidentes de helicóptero que impediram que Duran Duran, Prince, Wham, Tina Turner pudessem estar no Pavilhão Atlântico. Quando todos pensávamos que acontecesse o mesmo com o helicóptero da italiana, eis que a rapariga aparece mesmo em palco. Surpreendeu-me a sua boa forma física (a forma da sua voz não foi possível avaliar devido ao playback), que interpretou Boys Boys Boys, desta vez, e de modo sensato, evitando atravessar o palco aos saltos como o fazia antigamente.
abc bangles billy idol bruce springsteen cyndi lauper classix nouveaux climie fisher cult cure erasure depeche mode duran duran echo & the bunnymen gazebo housemartins human league industry jesus and mary chain kim wilde lloyd cole madonna mission new order nik kershaw omd prince sandra sigue sigue sputnik sisters of mercy smiths sound spandau ballet time bandits u2 voice of the beehive waterboys wham yazoo e... muitos mais!
quarta-feira, janeiro 02, 2008
segunda-feira, dezembro 31, 2007
sábado, dezembro 29, 2007
PPFMA80 - Grupo III - ENCERRADO
Mafalda Veiga venceu com algum conforto o grupo III da eleição para a Personalidade Portuguesa Feminina da Música dos Anos 80. A luta pelo segundo lugar e consequentemente pelo apuramento para a próxima fase foi mais emocionante, com Manuela Moura Guedes a conseguir superiorizar-se (talvez efeito da reedição do seu álbum, Alibi?). Após 36 votos, eis a classificação final deste grupo:
1. Mafalda Veiga - 39% (14)
2. Manuela Moura Guedes - 22% (8)
3. Helena Coelho e Midus - 17% (6)
5.Natália Casanova - 5% (2)
O grupo III da eleição PPFMA80 está já online. Atenção que só passam as duas mais votadas. Podem, então, votar na vossa menina preferida do seguinte conjunto: Helena Coelho, Mafalda Veiga, Manuela Moura Guedes, Midus, e Natália Casanova. É na barra lateral. Obrigado pela participação!
(Observação: ligações do sítio Música Portuguesa - Anos 80.)
1. Mafalda Veiga - 39% (14)
2. Manuela Moura Guedes - 22% (8)
3. Helena Coelho e Midus - 17% (6)
5.Natália Casanova - 5% (2)
O grupo III da eleição PPFMA80 está já online. Atenção que só passam as duas mais votadas. Podem, então, votar na vossa menina preferida do seguinte conjunto: Helena Coelho, Mafalda Veiga, Manuela Moura Guedes, Midus, e Natália Casanova. É na barra lateral. Obrigado pela participação!(Observação: ligações do sítio Música Portuguesa - Anos 80.)
domingo, dezembro 23, 2007
Novo teledisco: JONA LEWIE - Stop The Cavalry
Jona Lewie nunca teve a intenção de compor uma canção de Natal. Mas o verso "I wish I was at home for Christmas", aliado à edição do single em Novembro de 1980, fez desta canção um dos maiores êxitos de Natal de sempre. Para além disso, a estrutura musical do tema faz lembrar o ambiente natalício. Mas, na verdade, trata-se de um tema sobre a guerra, com referências a Winston Churchill, ao Czar e à guerra nuclear, o que torna difícil situá-la no tempo. O teledisco é que não deixa dúvidas, mostrando um cenário de guerra típico da primeira guerra mundial. Para ver, na barra lateral.Este é o último texto antes do dia de Natal, por isso, ficam aqui os votos do Queridos Anos 80: sejam felizes!
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sexta-feira, dezembro 21, 2007
PPFMA80 - Grupo II - ENCERRADO
Dina levou a melhor sobre Adelaide Ferreira por uma unha negra! Foi uma disputa sem tréguas, do primeiro ao último assalto, mas a rapariga do amor de água fresca conseguiu, por um voto, a primeira posição deste grupo. A acompanhar estas duas senhoras para a próxima fase está Eugénia de Melo e Castro, que ficou na terceira posição, a grande distância... O meu lamento vai para a menina dos Da Vinci, que merecia melhor sorte... Eis a classificação final, após 62 votos:
1. Dina - 35% (22)
2. Adelaide Ferreira - 34% (21)
3. Eugénia de Melo e Castro - 15% (9)
4. Iei Or - 8% (5)
5. Anamar - 4% (3)
6. Ana Paula Reis - 3% (2)
O grupo II da eleição PPFMA80 está já online. Podem, então, votar na vossa menina preferida do seguinte conjunto: Adelaide Ferreira, Ana Paula Reis, Anamar, Dina, Eugénia Melo e Castro e Iei Or. É na barra lateral. Obrigado pela participação!
(Observação: ligações do sítio Música Portuguesa - Anos 80.)
1. Dina - 35% (22)
2. Adelaide Ferreira - 34% (21)
3. Eugénia de Melo e Castro - 15% (9)
4. Iei Or - 8% (5)
5. Anamar - 4% (3)
6. Ana Paula Reis - 3% (2)
O grupo II da eleição PPFMA80 está já online. Podem, então, votar na vossa menina preferida do seguinte conjunto: Adelaide Ferreira, Ana Paula Reis, Anamar, Dina, Eugénia Melo e Castro e Iei Or. É na barra lateral. Obrigado pela participação!(Observação: ligações do sítio Música Portuguesa - Anos 80.)
segunda-feira, dezembro 17, 2007
It's a kind of magic (XII)
Inspirado pela sugestão do João Pedro, no "talk talk" da barra lateral, e porque estamos a uma semana da noite de Natal, fui à procura da Band Aid e do famosíssimo Do They Know It's Christmas. Não me interessava o teledisco oficial, até porque é por demais conhecido, e o objectivo desta rubrica não é colocar telediscos oficiais, mas sim actuações ou outros momentos que, por alguma razão, tenham algo de especial. No fundo, como diria um Dicionário de Português-ManuelMachadês, que "momentos que saiam dos padrões da normalidade e induzam no leitor deste blogue um quadro motivacional elevado". Encontrei a actuação referida pelo João, no Live Aid, mas não foi essa que escolhi para este momento mágico. Preferi trazer aqui a actuação que a Band Aid fez num Top Of The Pops (lendário programa da BBC), actuação essa recheada de momentos curiosos.
Em primeiro lugar, há que destacar o esforço por parte da produção do programa em levar ali aquele montão de artistas de topo da música inglesa da altura. Mesmo assim, nem todos compareceram - George Michael e Bono são as ausências mais notadas, e é engraçado ver-se Paul Weller (Style Council) a "fazer" de Bono. Quanto à parte de George Michael, a realização optou por dar uma panorâmica geral do grupo. Sting também é convidado a tirar algum protagonismo a Simon LeBon, mas ele, o Sting, leva isso na desportiva com um sorrisinho maroto. Curiosa é também a presença de Jim Diamond, Nik Kershaw e Jimmy Sommerville (Communards), eles que no teledisco oficial, creio eu, não aparecem (pelo menos em lugar de destaque). Engraçado é também verificar o que acontece ao microfone de Boy George, desde a sua primeira intervenção até à segunda vez que canta a solo. Que terá ele feito àquilo? Pelo meio, vê-se o ar apaixonado como Holly Johnson e Paul Rutherford (FGTH) dançam, agarradinhos um ao outro, e as maneiras politicamente pouco correctas do mentor de tudo isto, Bob Geldof, primeiro a esfregar os ohlos como se tivesse acabado de acordar, depois a limpar o nariz com a mão, num gesto digno de qualquer guna constipado que se preze. O vídeo que podem ver a seguir é um momento mágico. Foi em 1984.
Momentos mágicos anteriores:
mike scott kim wilde wham milli vanilli bonjovi phil collins eurythmics new order duran duran bauhaus peter murphy
Em primeiro lugar, há que destacar o esforço por parte da produção do programa em levar ali aquele montão de artistas de topo da música inglesa da altura. Mesmo assim, nem todos compareceram - George Michael e Bono são as ausências mais notadas, e é engraçado ver-se Paul Weller (Style Council) a "fazer" de Bono. Quanto à parte de George Michael, a realização optou por dar uma panorâmica geral do grupo. Sting também é convidado a tirar algum protagonismo a Simon LeBon, mas ele, o Sting, leva isso na desportiva com um sorrisinho maroto. Curiosa é também a presença de Jim Diamond, Nik Kershaw e Jimmy Sommerville (Communards), eles que no teledisco oficial, creio eu, não aparecem (pelo menos em lugar de destaque). Engraçado é também verificar o que acontece ao microfone de Boy George, desde a sua primeira intervenção até à segunda vez que canta a solo. Que terá ele feito àquilo? Pelo meio, vê-se o ar apaixonado como Holly Johnson e Paul Rutherford (FGTH) dançam, agarradinhos um ao outro, e as maneiras politicamente pouco correctas do mentor de tudo isto, Bob Geldof, primeiro a esfregar os ohlos como se tivesse acabado de acordar, depois a limpar o nariz com a mão, num gesto digno de qualquer guna constipado que se preze. O vídeo que podem ver a seguir é um momento mágico. Foi em 1984.
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sábado, dezembro 15, 2007
PPFMA80 - Grupo I - ENCERRADO
Xana, Teresa Salgueiro e Dora são as três primeiras classificadas do grupo I da eleição de Personalidade Portuguesa Feminina da Música dos Anos 80, e, por isso, estarão na próxima fase. O destaque vai todo para a vocalista dos Rádio Macau, que não deu hipóteses a Teresa Salgueiro (ex-Madredeus), a única que, na minha opinião lhe poderia fazer frente. Pela negativa, a baixa votação de Anabela Duarte, tendo em conta a importantância que os Mler Ife Dada assumiram na pop dos anos 80. Aqui está a classificação final, após 66 votos:
1. Xana - 36% (24)
2. Teresa Salgueiro - 27% (18)
3. Dora 20% (13)
4. Theresa Maiuko 9% (6)
5. Anabela Duarte 5% (3)
6. Pilar 3% (2)
O primeiro grupo a entrar em acção é composto por Anabela Duarte, Dora, Pilar, Teresa Salgueiro, Theresa Maiuko e Xana. Para votar, é na barra lateral. Obrigado pela participação!
(Observação: Para uma informação mais completa sobre as artistas a concurso, os nomes irão estar linkados para a respectiva página do excelente site Música Portuguesa - Anos 80.)
1. Xana - 36% (24)
2. Teresa Salgueiro - 27% (18)
3. Dora 20% (13)
4. Theresa Maiuko 9% (6)
5. Anabela Duarte 5% (3)
6. Pilar 3% (2)
O primeiro grupo a entrar em acção é composto por Anabela Duarte, Dora, Pilar, Teresa Salgueiro, Theresa Maiuko e Xana. Para votar, é na barra lateral. Obrigado pela participação!(Observação: Para uma informação mais completa sobre as artistas a concurso, os nomes irão estar linkados para a respectiva página do excelente site Música Portuguesa - Anos 80.)
domingo, dezembro 09, 2007
Queridos Anos 80 no MySpace
Uma pessoa vai no autocarro, fala-se do MySpace. Vai à padaria logo de manhã, fala-se no MySpace. Entra no elevador, os vizinhos falam do MySpace. Vai às finanças, o funcionário fala do MySpace. Vai ao médico tratar a hérnia discal que anda a chatear e a primeira pergunta com que se é confrontado: "O quê? O Queridos Anos 80 ainda não tem MySpace?"
"Prontos", tomem lá!
"Prontos", tomem lá!
sexta-feira, dezembro 07, 2007
Personalidade Portuguesa Feminina da Música dos Anos 80
Com este post, está aberta a mega-ultra-hiper sondagem/eleição daquela que foi para vós, ilustres visitantes deste espaço, a mulher portuguesa mais importante para a música dos anos 80. Já estão a ver que o post"As Meninas dos Nossos Olhos" não surgiu por acaso...Como é que isto se vai desenrolar? Vejamos:
1. Há 22 nomes a votação, divididos em 4 grupos (dois de 6 e dois de 5).
2. Nos grupos de 6 elementos, apurar-se-ão as 3 mais votadas. Nos grupos de 5 elementos, as 2 mais votadas.
3. A segunda fase terá, assim, 10 mulheres, divididas em dois grupos de 5.
4. Aí, apurar-se-ão as 2 mais votadas em cada grupo e a 3ª classificada com mais votos.
5. A final será composta por 5 mulheres.
6. Cada votação terá a duração de uma semana, de sexta a sexta.
7. Só podem votar uma vez (sim, eu sou mesmo crente...)
Os nomes a concurso são uma escolha pessoal minha e limitam-se ao universo da pop-rock portuguesa dos anos 80. Alguma outra questão que queiram ver esclarecida, façam o favor de usar a caixa de comentários.
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quarta-feira, dezembro 05, 2007
Solidariedade em Ovar - 08/12

Festa de beneficência a favor da Cruz Vermelha, no Sábado, dia 8 de Dezembro, em três locais de Ovar em simultâneo – Glory’s, 100 Álcool e Know How.
Actuação dos seguintes dj’s:
o Dj Johnny Light
o Dj Grandmaster Tom
o Dj Ace Ventura (anos 80)
o Dj Bruno M.
o Dj’s Beta e Sofia
Para entrar na festa devem levar um brinquedo novo, de preferência para crianças dos 6 aos 10 anos. O objectivo é reunir o maior número de brinquedos para a Cruz Vermelha poder distribuir por crianças desfavorecidas este Natal.
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terça-feira, dezembro 04, 2007
Novo teledisco: SCORPIONS - Big City Nights
Para mudar um pouco a onda, e porque a banda em causa passa hoje por Lisboa e na quinta-feira por Guimarães, resolvi trazer até à barra lateral o teledisco de Big City Nights dos Scorpions. Escolhi este teledisco por duas razões. Em primeiro lugar para combater o lugar-comum de ver os Scorpions como uma banda de baladas - talvez por culpa da colectânea Gold Ballads, cujo expoente máximo é Still Loving You. Não conheço a fundo a carreira destes alemães, mas eles são acima de tudo uma banda de hard-rock ou heavy metal, como quiserem. Em segundo lugar, porque o pessoal masculino que visita este blogue vai perceber. O teledisco mostra uns Scorpions no pico da sua popularidade, desdobrando-se entre sessões de autógrafos, promoção, concertos de estádio, e umas escapadelas até à praia onde os motivos de interesse abundam. A realização é dos senhores Marty Callner e Richard Perry. Na barra lateral.
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domingo, dezembro 02, 2007
PETER MURPHY - 30/11/07 - VN Gaia
Ainda não recuperei completamente da desilusão de ter visto um dos meus temas preferidos de Peter Murphy ficar de fora da set list. All Night Long não foi tocado, nem mesmo depois de 4 encores. E Indigo Eyes também não. É claro que o artista não pode tocar tudo o que nós queremos, mas temos direito ao amuo quando as nossas preferidas ficam de fora. E eu fiquei amuado. O que vale é que fui acabar a noite no Heaven's, no auto-denominado Gothic Bar do Porto que tinha agendada uma Peter Murphy After Party, o que me fez recuperar um pouco da frustração...
Quanto ao resto, foi um grande concerto de rock (apesar das más condições acústicas que um pavilhão deste tipo oferece). Peter Murphy está em grande forma tanto física como vocal. Aos 50 anos, este homem é um senhor no palco, um grande intérprete com o seu estilo teatral, mas nunca distante do público, como por vezes acontece com este tipo de actuação, em que os artistas estão demasiado concentrados na sua performance e esquecem quem está à sua frente. Murphy esteve sempre muito perto dos fãs, agradeceu-lhes, sorriu, apelou ao coro de vozes. E até lançou rosas brancas para o público. A presença de Mark Gemini Thwaite, guitarrista dos The Mission, foi um valor acrescentado.
Como momentos altos da noite, eu destacaria Strange Kind Of Love, Cuts You Up e She's In Parties. Gliding Like a Whale e I'll Fall With Your Knife, as duas do magnífico Cascade, foram também de arrepiar. E até o primeiro tema do último álbum, Idle Flow, se mostrou um momento importante na noite. Murphy não fez um concerto para a audiência mainstream, o que muito agradou à facção Bauhaus que estava presente. Da sua banda de sempre tocou, para além de She's In Parties, The Passion Of Lovers, Terror Couple Kill Colonel e Burning From The Inside (esta abrir o concerto). Houve ainda direito a visitar os Joy Division (Dead Souls), os The Mission (Tomorrow Never Knows, original dos Beatles) e os Nine Inch Nails (Hurt).
Não fiquei tão perto do palco como gostaria, até porque queria fazer uma reportagem fotográfica decente para o QA80. As fotografias tiradas não ficaram "por aí além", por isso apenas seleccionei 5 para ilustrar, de alguma maneira, o que se passou. A preto e branco, como é óbvio.

Quanto ao resto, foi um grande concerto de rock (apesar das más condições acústicas que um pavilhão deste tipo oferece). Peter Murphy está em grande forma tanto física como vocal. Aos 50 anos, este homem é um senhor no palco, um grande intérprete com o seu estilo teatral, mas nunca distante do público, como por vezes acontece com este tipo de actuação, em que os artistas estão demasiado concentrados na sua performance e esquecem quem está à sua frente. Murphy esteve sempre muito perto dos fãs, agradeceu-lhes, sorriu, apelou ao coro de vozes. E até lançou rosas brancas para o público. A presença de Mark Gemini Thwaite, guitarrista dos The Mission, foi um valor acrescentado.
Como momentos altos da noite, eu destacaria Strange Kind Of Love, Cuts You Up e She's In Parties. Gliding Like a Whale e I'll Fall With Your Knife, as duas do magnífico Cascade, foram também de arrepiar. E até o primeiro tema do último álbum, Idle Flow, se mostrou um momento importante na noite. Murphy não fez um concerto para a audiência mainstream, o que muito agradou à facção Bauhaus que estava presente. Da sua banda de sempre tocou, para além de She's In Parties, The Passion Of Lovers, Terror Couple Kill Colonel e Burning From The Inside (esta abrir o concerto). Houve ainda direito a visitar os Joy Division (Dead Souls), os The Mission (Tomorrow Never Knows, original dos Beatles) e os Nine Inch Nails (Hurt).
Não fiquei tão perto do palco como gostaria, até porque queria fazer uma reportagem fotográfica decente para o QA80. As fotografias tiradas não ficaram "por aí além", por isso apenas seleccionei 5 para ilustrar, de alguma maneira, o que se passou. A preto e branco, como é óbvio.

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sexta-feira, novembro 30, 2007
It's a kind of magic (XI)
A três horas do início do concerto de Peter Murphy, trago a este espaço mais uma raridade encontrada no YouTube (onde mais poderia ser?). Trata-se de um anúncio televisivo às saudosas cassetes Maxell, no qual surge Peter Murphy, sentado num sofá, deleitando-se com som que a dita cassete lhe proporciona. À sua volta, naquilo que parece ser um escritório, tudo entra em movimento, desde as plantinhas até ao candeeiro, passando pelos passarinhos que estão a ornamentar a parede. As Maxell eram assim. O vídeo que podem ver a seguir é um momento mágico. Algures na década de 80.
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quinta-feira, novembro 29, 2007
Peter Murphy
Can you feel the light The air is wild open
No dia 11 de Julho deste ano, a propósito do aniversário de Peter Murphy, escrevia isto: "Peter Murphy (com ou sem Bauhaus) já passou várias vezes por Portugal, mas eu nunca o pude ver ao vivo, naquela que é uma das minhas grandes frustrações enquanto fã de música. Pode ser que um dia...". Mal sabia eu que quase cinco meses depois esta minha frustração iria finalmente ser resolvida, e sem necessidade de visitar o psiquiatra. Estamos a 24 horas do concerto por que eu esperei muito tempo, por isso resolvi dedicar algumas linhas à sua vida e ao seu trajecto musical.
Comecemos por saber que Peter Murphy vive em Ankara, na Turquia, é casado e pai de dois filhos. A sua mulher, Beyhan Murphy, directora artística da Companhia Nacional de Dança Contemporânea da Turquia. Os filhos, um rapaz e uma rapariga, têm 16 e 19 anos, respectivamente. Apesar de ter nascido no seio de uma família católica de ascendência irlandesa, Murphy converteu-se ao religião islâmica, facto ao qual a mudança para a Turquia poderá não ser estranha.
Depois desta introdução um pouco ao estilo "Caras Notícias", vamos ao que interessa, a música. Em 1978 fundou os míticos Bauhaus, banda que definiu uma geração. Com Daniel Ash (guitarra), Kevin Haskins (bateria) e David J (baixo), editou quatro álbuns de estúdio. O ano de 1983 trouxe o fim da banda e com ele o envolvimento de Murphy no projecto Dali's Car, com o ex-baixista dos Japan, Mick Karn. Após um álbum lançado, o projecto encerrou a actividade e Peter Murphy deu início, então, à sua carreira a solo.
A aventura começa em 1986, com Should The World Fail To Fall Apart, que inluiu temas como Final Solution e Tale Of The Tongue. O primeiro trabalho apresentava um Peter Murphy menos dark, mais pop, sem cair na banalidade. Seguiu-se aquele que sempre foi para mim um álbum de referência dos anos 80: Love Hysteria (1988). Canções como All Night Long, Indigo Eyes, Dragnet Drag e o dramaticamente mágico My Last Two Weeks são imperdíveis. Em 1990, surgiu Deep, o álbum de maior sucesso comercial ou não incluísse Cuts You Up, uma canção que arrasou as pistas de dança alternativas (e não só). Mas Deep é muito mais do que esse tema. Crystal Wrists, Deep Ocean Vast Sea, Marlene Dietrich's Favorite Poem e A Strange Kind of Love são momentos de passagem obrigatória. Seguiu-se Holy Smoke, em 1992, na minha opinião, um álbum que não atingiu o mesmo nível musical dos anteriores trabalhos. Ainda assim, dele faz parte esse hino pop sublime chamado Hit Song. Em meados dos anos 90, mais precisamente em 1995, Murphy surpreende-me com uma álbum fantástico, chamado Cascade, numa altura em que a esperança que ele voltasse ao nível a que me habituara começava a desvanecer-se. Cascade foi uma explosão de emoções, com temas fantásticos como Gliding Like a Whale, I'll Fall With Your Knife e o extremamente poppish The Scarlet Thing in You. Em 1998, Murphy editou Recall, um EP que inclui um Indigo Eyes '98 contou com a colaboração vocal do cantor turco Shengu num tema. Seguir-se-iam uma compliçaõa, Wild Birds 1985-1995 (2000) e um álbum ao vivo, aLive Just For Love (2001) num registo mais intimista, feito de violinos e guitarras, que atesta a magia ao mesmo tempo simples e poderosa da sua música em palco. O ano de 2002 viu sair Dust, o sétimo trabalho de originais do músico, um álbum que reflecte as influências que a estética musical oriental exerceu em Peter Murphy. Com composiões mais complexas e longas, este é um álbum que sai um pouco dos cânones da pop de Murphy. Em 2004, surgiu aquele que é até à data o seu último trabalho, o álbum Unshattered, considerado por alguns como o menos conseguido da sua carreira.
Independentemente do que se possa achar deste álbum - eu gosto! - é de crer que o espectáculo que Murphy dará amanhã no Pavilhão de Gaia visitará todos os momentos mágicos que compuseram a sua carreira a solo, desde 1985, e, quiçá, alguns toques de Bauhaus para não deixar triste o pessoal gótico que por certo marcará presença. Uma coisa é certa: Peter Murphy vai dar o seu melhor, até porque ele sabe que tem em Portugal uma legião de seguidores fidelíssima. Não é por acaso que, no site oficial, surge a seguinte linha, na notícia do concerto de amanhã: "This is a home audience. Expect all you ever wanted"
No dia 11 de Julho deste ano, a propósito do aniversário de Peter Murphy, escrevia isto: "Peter Murphy (com ou sem Bauhaus) já passou várias vezes por Portugal, mas eu nunca o pude ver ao vivo, naquela que é uma das minhas grandes frustrações enquanto fã de música. Pode ser que um dia...". Mal sabia eu que quase cinco meses depois esta minha frustração iria finalmente ser resolvida, e sem necessidade de visitar o psiquiatra. Estamos a 24 horas do concerto por que eu esperei muito tempo, por isso resolvi dedicar algumas linhas à sua vida e ao seu trajecto musical.Comecemos por saber que Peter Murphy vive em Ankara, na Turquia, é casado e pai de dois filhos. A sua mulher, Beyhan Murphy, directora artística da Companhia Nacional de Dança Contemporânea da Turquia. Os filhos, um rapaz e uma rapariga, têm 16 e 19 anos, respectivamente. Apesar de ter nascido no seio de uma família católica de ascendência irlandesa, Murphy converteu-se ao religião islâmica, facto ao qual a mudança para a Turquia poderá não ser estranha.
Depois desta introdução um pouco ao estilo "Caras Notícias", vamos ao que interessa, a música. Em 1978 fundou os míticos Bauhaus, banda que definiu uma geração. Com Daniel Ash (guitarra), Kevin Haskins (bateria) e David J (baixo), editou quatro álbuns de estúdio. O ano de 1983 trouxe o fim da banda e com ele o envolvimento de Murphy no projecto Dali's Car, com o ex-baixista dos Japan, Mick Karn. Após um álbum lançado, o projecto encerrou a actividade e Peter Murphy deu início, então, à sua carreira a solo.
A aventura começa em 1986, com Should The World Fail To Fall Apart, que inluiu temas como Final Solution e Tale Of The Tongue. O primeiro trabalho apresentava um Peter Murphy menos dark, mais pop, sem cair na banalidade. Seguiu-se aquele que sempre foi para mim um álbum de referência dos anos 80: Love Hysteria (1988). Canções como All Night Long, Indigo Eyes, Dragnet Drag e o dramaticamente mágico My Last Two Weeks são imperdíveis. Em 1990, surgiu Deep, o álbum de maior sucesso comercial ou não incluísse Cuts You Up, uma canção que arrasou as pistas de dança alternativas (e não só). Mas Deep é muito mais do que esse tema. Crystal Wrists, Deep Ocean Vast Sea, Marlene Dietrich's Favorite Poem e A Strange Kind of Love são momentos de passagem obrigatória. Seguiu-se Holy Smoke, em 1992, na minha opinião, um álbum que não atingiu o mesmo nível musical dos anteriores trabalhos. Ainda assim, dele faz parte esse hino pop sublime chamado Hit Song. Em meados dos anos 90, mais precisamente em 1995, Murphy surpreende-me com uma álbum fantástico, chamado Cascade, numa altura em que a esperança que ele voltasse ao nível a que me habituara começava a desvanecer-se. Cascade foi uma explosão de emoções, com temas fantásticos como Gliding Like a Whale, I'll Fall With Your Knife e o extremamente poppish The Scarlet Thing in You. Em 1998, Murphy editou Recall, um EP que inclui um Indigo Eyes '98 contou com a colaboração vocal do cantor turco Shengu num tema. Seguir-se-iam uma compliçaõa, Wild Birds 1985-1995 (2000) e um álbum ao vivo, aLive Just For Love (2001) num registo mais intimista, feito de violinos e guitarras, que atesta a magia ao mesmo tempo simples e poderosa da sua música em palco. O ano de 2002 viu sair Dust, o sétimo trabalho de originais do músico, um álbum que reflecte as influências que a estética musical oriental exerceu em Peter Murphy. Com composiões mais complexas e longas, este é um álbum que sai um pouco dos cânones da pop de Murphy. Em 2004, surgiu aquele que é até à data o seu último trabalho, o álbum Unshattered, considerado por alguns como o menos conseguido da sua carreira.
Independentemente do que se possa achar deste álbum - eu gosto! - é de crer que o espectáculo que Murphy dará amanhã no Pavilhão de Gaia visitará todos os momentos mágicos que compuseram a sua carreira a solo, desde 1985, e, quiçá, alguns toques de Bauhaus para não deixar triste o pessoal gótico que por certo marcará presença. Uma coisa é certa: Peter Murphy vai dar o seu melhor, até porque ele sabe que tem em Portugal uma legião de seguidores fidelíssima. Não é por acaso que, no site oficial, surge a seguinte linha, na notícia do concerto de amanhã: "This is a home audience. Expect all you ever wanted"
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Novo teledisco: PETER MURPHY - All Night Long
Quando alguém disser que a música dos anos 80 não tem qualidade, atiramos-lhe com All Night Long à cara. Aliás, podemos agredir essa pessoa com qualquer música de Peter Murphy. All Night Long é uma canção fenomenal e tem um teledisco com uma ambiência estranha e ao mesmo tempo bela. Matt Mahurin foi o realizador, em 1988. Para ver e ouvir, na barra lateral.
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quarta-feira, novembro 28, 2007
Este gajo manda estilo
Peter Murphy, hoje, na sessão de autógrafos, a dois dias do concerto em Gaia. Simpatia irradiante, um "olá" para abrir e um "nice to meet you" para fechar. Voltei a ser fã adolescente por momentos e fiz-me ao local de 4 álbuns em punho. Resultado: autógrafos para toda a tarzanfamily.
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peter murphy
segunda-feira, novembro 26, 2007
As meninas dos nossos olhos
quarta-feira, novembro 21, 2007
Novo teledisco: A-HA - The Sun Always Shines On TV
Hoje comemora-se o Dia Mundial da Televisão e lembrei-me do single The Sun Always Shines On TV, dos A-Ha, para novo teledisco, ali na barra lateral. O texto da canção não tem como tema a televisão, mas o título serve para o efeito.O teledisco é da responsabilidade de Steve Barron, o mesmo que dirigiu o fabuloso Take On Me. De resto, o início de The Sun Always Shines On TV mostra supostamente o fim da relação entre Morten Harket e a mocinha do teledisco de Take On Me. Eu digo "supostamente" pois acredito mais num problema intestinal do Morten, que tem de ir a correr para trás de um penedo fazer aquilo que vocês sabem. O resto do teledisco é um bocadito chato, mostrando a banda numa igreja cheia de manequins (dos de plástico).
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o teledisco
sexta-feira, novembro 16, 2007
It's a kind of magic (X)
Ziggy Stardust é o exemplo de canção que prefiro ouvir na versão de outro artista do que no original. Neste caso, falo da versão poderosa que os Bauhaus gravaram do clássico de David Bowie. Numa altura em que finalmente poderei ver Peter Murphy em palco (Pavilhão Municipal de Gaia, 30 de Novembro), faz todo o sentido recordar esta actuação ao vivo, longínqua é certo, mas reveladora da força que Peter Murphy era (e acredito que ainda seja) em palco há 25 anos. A actuação que se segue tem ainda o "condimento" especial de vermos um Daniel Ash irritadíssimo, no final da canção, devido aos problemas que a sua guitarra lhe vai trazendo... O vídeo que podem ver a seguir é um momento mágico. Foi em 1982.
Momentos mágicos anteriores:
mike scott
kim wilde
wham
milli vanilli
bonjovi
phil collins
eurythmics
new order
duran duran
Momentos mágicos anteriores:
mike scott
kim wilde
wham
milli vanilli
bonjovi
phil collins
eurythmics
new order
duran duran
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it's a kind of magic
quinta-feira, novembro 15, 2007
Playlist temática (14): rain
Tenho saudades da chuva. De estar na fila do trânsito a ouvir a minha musiquinha e ela a bater ferozmente no vidro do carro. De sair do emprego a correr e senti-la na cabeça (sim, não gosto de guarda-chuvas), preciosa ajuda para refrescar as ideias ou simplesmente arrefecer as preocupações de um dia intenso. De estar em casa, no sofá, a ver uma qualquer série favorita e olhá-la, lá fora, na varanda, a pedir licença para entrar. De simplesmente a observar a cair, no horizonte, de preferência junto ao mar. Quem nasceu e vive no Porto há uma porrada de anos, como eu, tem uma relação muito especial com a chuva... Já agora, o meu carro também precisa urgentemente de uma boa quantidade de gotas de água, de preferência pesadas e violentas...A nova playlist temática que se apresenta tem como linha orientadora a palavra rain (ou derivados...) no título. A ver se o S. Pedro gosta e se decide finalmente por nos enviar um bom vendaval à maneira. São 13 canções, o número do azar para ver se dá sorte...
supertramp - it's raining again (1982)
bonnie tyler - have you ever seen the rain (1983)
eurythmics - here comes the rain again (1984)
prince - purple rain (1984)
rem - so. central rain (1984)
the cult - rain (1985)
the pogues - rainy night in soho (1985)
tina turner - i can't stand the rain (1985)
peter gabriel - red rain (1986)
jesus and mary chain - happy when it rains (1987)
phil collins - i wish it woulkd rain down (1989)
milli vanilli - blame it on the rain (1989)
a-ha - crying in the rain (1989)
Ah, é na barra lateral!
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playlist temática
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