sexta-feira, agosto 29, 2008

MICHAEL JACKSON (50)

Se a pop tem em Madonna a sua muito legítima Rainha, temos de concordar que o título de Rei fica bem entregue ao sr. Michael Jackson. Esqueçamos as polémicas ligadas à sua transformação física, os escândalos mais ou menos escabrosos que imprensa revelou (ou inventou?), alguns actos de pura demência... Esqueçamos tudo isso e concentremo-nos na música e mais especificamente num álbum: Thriller (1982). Para muitos, temos aqui o momento musical mais relevante da década de 80, dividido em nove faixas de pura pop, soul e dance. Ninguém fica indiferente a canções como Wanna Be Startin' Somethin', Thriller, Beat It ou Billie Jean, hinos intemporais das pistas de dança que todas as gerações já reclamam como seus. E depois ainda há Bad (1987), segundo e último álbum do cantor na década de 80. Michael Jackson, o sétimo de nove irmãos, faz hoje 50 anos (13 dias depois de Madonna...). Para celebrar o aniversário, a editora Sony BMG lança no presente mês a colectânea King Of Pop, um conjunto de 30 canções que cobrem uma carreira que começou nos Jackson 5, na década de 70, e se estendeu, em termos de álbuns de originais, até 2001, com Invincible. Parabéns, Michael!

Para ouvir, Billie Jean (1982):

quinta-feira, agosto 28, 2008

EDDI READER (49)

Toda a gente sabe que não há história de amor perfeita (excepto a nossa), mas Eddi Reader e os escoceses Fairground Attraction levaram toda a moçoila inocente dos anos 80 a acreditar que sim. O single Perfect venceu o BRIT award para Melhor Single, em 1989, e ficou para a história como uma das mais populares e simpáticas, se assim podemos dizer, canções da década. Os Fairground Attraction duraram apenas dois álbuns, mas Eddi Reader seguiu em nome próprio uma carreira bastante regular. Sempre fiel às influências do jazz e da folk, a cantora e compositora lançou em 2007 o seu oitavo álbum de estúdio: Peacetime. Hoje, é dia de celebrar os seus 49 anos. Parabéns!

Para ouvir, Perfect (1988):

HUGH CORNWELL (59)

Pensar nos Stranglers sem o seu vocalista de sempre, Hugh Cornwell, dá direito a depressão. A voz deste senhor é demasiado marcante para admitirmos vê-los ao vivo hoje em dia sem a sua presença em palco. Durante a década de 80, ouvimo-la, a voz de Cornwell, em canções como Golden Brown, Skin Deep ou Always The Sun. Após abandonar a banda, Hugh Cornwell iniciou uma carreira a solo de edição regular, da qual o último exemplo é o álbum Hoover Dam (2007), que Hugh decidiu colocar no seu sítio oficial para download livre, tal como fizeram os Radiohead e os Nine Inch Nails. Numa altura em que se prevê a edição da sua primeira obra de ficção literária, ficamos a saber que Hugh tem 3 livros escritos: Inside Information (1980), sobre a sua passagem pela prisão por posse de drogas, The Stranglers - Song by Song (2001), sobre, obviamente a sua banda de sempre, e A Multitude of Sins (2004), uma autobriografia. Neste dia, Hugh Cornwell completa 59 anos. Parabéns!

sábado, agosto 23, 2008

Novo teledisco: TEARS FOR FEARS - Head Over Heels (1985)

O teledisco que se apresenta é uma das minhas músicas preferidas dos Tears For Fears. Head Over Heels faz parte do álbum Songs From The Big Chair e foi o 4º single extraído desse LP. Realizado por Nigel Dick, Head Over Heels mostra-nos a paixão de Roland Orzabal pela miúda da biblioteca (oh, quantos de nós já não tivemos uma paixão pela miúda da biblioteca... do museu... do pronto-a-vestir... da mercearia... enfim!), interpretada por uma modelo canadiana chamada Joan Densmore (não vale a pena procurarem-na na Net porque não vão encontrar nada). O rapaz que parece nas teclas e a tentar apanhar uns livros no final é Ian Stanley, músico que desempenhou um papel fulcral na composição do álbum SFTBC. Quanto a Curt Smith, o momento de maior destaque é quando dá um beijo na boca a um chimpanzé, que, como todos sabemos, são frequentadores assíduos de bibliotecas. Para ver, na barra lateral.

quinta-feira, agosto 14, 2008

Novo teledisco: MADONNA - Cherish (1989)

A dois dias do aniversário de Madonna, o QA80 traz aqui o teledisco de Cherish, uma canção que fez parte do último álbum da cantora nos anos 80 - Like A Prayer. Realizado por Herb Ritts - um fotógrafo dedicado ao preto-e-branco que foi o responsável pela foto de Madonna no álbum True Blue -, este teledisco constituiu um desafio para o fotógrafo. Quando Madonna lhe pediu que realizasse o teledisco, ele respondeu que era apenas um fotógrafo e não percebia nada de filmes. Madonna contra-argumentou: "Tens umas semanas para aprender." Convincente! Filmado em Malibu, na costa da Califórnia, este teledisco evoca sentimentos de liberdade e alegria, mostrando uma Madonna sorridente e molhada, na companhia de "sereios", que nadam graciosamente em câmara-lenta. É simples e é bonito. E a canção é uma delícia-pop. Para ver na barra lateral (já aqui ao lado, vejam, vejam!).
Três coisas que toda a gente sempre quis saber sobre este teledisco:
1. Um dos "sereios" é Tony Ward, antigo namorado de Madonna, que também entrou nos telediscos de Justify My Love e Erotica.
2. O grupo de "sereios" é nada mais nada menos do que uma equipa de pólo aquático de uma Universidade lá da zona. E pensavam vocês que eles existiam mesmo.
3. A estreia mundial deste teledisco deu-se a 28 de Agosto de 1989 na RTP... oops, desculpem, na MTV.

segunda-feira, agosto 11, 2008

Remixed'80s ou... "As aparências enganam..."

Sendo um confesso fã de remixes, encontrei, numa das minhas deambulações pela FNAC, um CD intitulado Remixed'80s, que prendeu a minha atenção, não só pelo preço convidativo - 7,95 - mas também pela listagem de músicas incluídas(*). "Eh, lá, isto cai que nem ginjas no leitor de CD do carro, quando regressar a casa", pensei eu, já a salivar. A capa do Cd também me atraiu, sendo mais sóbria do que a da maioria das colectâneas do género, e mostrando um gira-discos, elemento evocativo da época. A letra miudinha ainda se lê "Ultra Remixes of the Coolest '80s Grooves Ever". Cool. Sempre gostei da palavra "cool". "Este final de tarde chuvoso na estrada vai soar mesmo bem", pensei enquanto pagava. A desilusão foi tal quando coloquei o CD a tocar que temi pela segurança dos outros condutores na estrada. A coisa resume-se a isto: as canções não são interpretadas pelos artistas originais, sendo que as vozes que se ouvem, ainda por cima, tentam assemelhar-se àqueles, numa clara tentativa de enganar o ouvinte; depois, as letras são abreviadas, cortando-se pedaços de texto; finalmente, as canções estão remisturadas, refeitas ou retocadas, sei lá como chamar àquilo, num estilo assim a atirar para o techno-pista-de-carrinhos-de-choque. Em nenhum local do CD (produzido, já agora, na Argentina) somos informados de que não se tratam dos artistas originais. Numa palavra: horrível. Amanhã, voltarei à FNAC, com o meu talão de compra, para reclamar. E pelos vistos não sou só eu a ter esta opinião...
(*)
1. Let's Dance [The Stylish Post-Disco Mix]
2. Another One Bites the Dust [We Will House You Remix]
3. Sweet Dreams (Are Made of This) [No. On Mix]
4. Billie Jean [DJ's Choice Mix]
5. Need You Tonight [2005 Nyt Remix]
6. Take Me On [Sandy Parker Remix]
7. All Night Long (All Night) [Mix]
8. Safety Dance [2M Edit]
9. Strangelove [Strange Mix]
10. Bizarre Love Triangle [More Than 3 Remix]
11. C' Est La Quate [Cotton Groove RMX]
12. Love Is in the Air [Lov-E Remix]
13. Flashdance... What a Feeling [Ronan's Remix]
14. Big in Japan [Big Beat Mix]

sábado, agosto 09, 2008

Timbuk 3

I'm doing all right, getting good grades, the future's so bright, I gotta wear shades

Os Timbuk 3 surgiram em 1986, em Madison, Wisconsin (EUA), e eram compostos por três elementos: Pat MacDonald, Barbra K e um leitor/gravador de cassetes (aquele objecto popularizado nos anos 80 e avistado em muitas praias do nosso país, vulgarmente chamado "tijolo"). Pat e Barbra eram casados e faziam tudo (não, não é nesse sentido que estão a pensar): cantavam, compunham, programavam as sequências rítmicas, tocavam guitarra eléctrica e acústica, harmónica, baixo, violino, bandolim, harmónica,... O já referido "tijolo" assegurava a batida das músicas em concertos ao vivo desde que, claro está, um dos dois se lembrasse de lá introduzir a respectiva cassete.

Os Timbuk 3 pertencem ao extenso rol das one-hit wonders, tendo visto a luz da fama graças ao tema The Future's So Bright I Gotta Wear Shades, uma canção que, ao contrário das expectativas gerais, que viam aqui uma visão optimista do futuro, lançava um olhar cinzento sobre a era nuclear. O futuro brilhante não era mais do que o clarão provocado por uma explosão atómica. Os óculos de sol entram no domínio do irónico... Este tema fez parte do álbum de estreia do grupo, Greetings From Timbuk 3 (1986), e já foi utilizado em numerosas colectâneas. Foi com naturalidade que surgiu a nomeação Grammy para Best New Artist, em 1987 (ano em que ganhou Bruce Hornsby & the Range)


O grupo gravou ainda cinco álbuns, antes de encerrar a sua actividade, em 1995, numa altura em que já tinham incorporado mais dois elementos (o "tijolo" já não dava para tudo...). Ao que parece, o casal também se separou. Pat mudou-se para Barcelona, onde continua a gravar e editar (tem, inclusivamente, um disco de versões de músicas dos Depeche Mode: Strange Love: PM does DM). Barbra trabalha numa editora discográfica em Austin e faz parte de um grupo chamado Ghosts and Sparrows.

Façam o favor de ouvir:

sexta-feira, agosto 08, 2008

It's a kind of magic (XVII)

É por momentos como este que sou forçado a concordar que os U2 são (foram?) a maior banda à face da terra. A canção chama-se Bad, pertence ao álbum The Unforgetable Fire, e é aqui interpretada no concerto Self Aid, que decorreu em Dublin, a 17 de Maio de 1986. Estávamos em pleno boom de concertos de beneficência, e este, maioritariamente composto por artistas irlandeses, destinava-se a alertar para o desemprego naquele país. Esta interpretação de Bad mostra uns U2 em plena forma, evocando inclusivamente Elton John (Candle In The Wind, com letra adaptada) e Lou Reed (Walk On The Wild Side) no final. O vídeo que se segue é um momento mágico. Foi em 1986.

quinta-feira, julho 24, 2008

It's a kind of magic (XVI)

A Sétima Legião é, para mim, uma espécie de culto. Vi-a ao vivo uma única vez, no Coliseu do Porto, em inícios da década de 90 (com a primeira parte a ser assegurada pelos Diva), num dos concertos mais marcantes da minha vida. O vídeo que se apresenta a seguir faz parte dessa digressão, foi gravado em Lisboa e transmitido pela RTP 2. Não sei o que é preciso para se editar este concerto em DVD. Trata-se de um magnífico exemplo da música bela e pujante da Sétima Legião, com Ricardo Camacho, Pedro Oliveira, Rodrigo Leão, Paulo Abelho, Gabriel Gomes, Nuno Cruz e Paulo Marinho construindo um capítulo imprescindível da história de música pop portuguesa. Tenho-o numa velhinha cassete VHS, e resolvi convertê-lo para formato digital. Aqui está um excerto, a canção Sete Mares. O vídeo que se segue é um momento mágico. Foi em inícios da década de 90.

sexta-feira, julho 18, 2008

Festival Marés Vivas: Peter Murphy

Peter Murphy apresentou-se como o cabeça de cartaz (e era por ele que a maior parte do público ali estava) e correspondeu ao que dele se esperava dentro de um contexto de festival (o concerto foi mais curto do que todos queriam). Vocalmente irrepreensível, Murphy teve azar, já no final, quando o microfone falhou em She's In Parties. Foi apenas um pormenor, numa actuação enriquecida com Indigo Eyes e Crystal Wrists (que surpresa!), que não tinham sido tocadas em Novembro do ano passado.




Depois do concerto, ainda deu para ir até ao espaço de dança, onde a Soundfactory, através do seu Synergy DJ set, pôs os resistentes a curtir e a dançar ao som da música mais alternativa da noite.


Festival Marés Vivas: Sisters Of Mercy

Hoje rodou, no leitor de CDs do meu carro, durante todo o dia, o álbum First And Last And Always, dos Sisters Of Mercy. Para além de já não ouvir este álbum há bastante tempo, esta foi uma maneira de esquecer a má impressão que o concerto que a banda de Andrew Eldritch me deixou no Festival Marés Vivas. Mau som, má atitude. É certo que um concerto de festival tem características próprias, nomeadamente limitações quanto ao tempo que as bandas estão em palco, mas também não era preciso fazer um concerto contra-relógio, sem qualquer interacção com o público à excepção de um "Hello", no início, e um "What the fuck was that?", no final de This Corrosion, tema do qual ouvimos apenas o instrumental e o refrão, assegurado pelos dois guitarristas. A voz de Eldritch por vezes não se ouvia (já nem falo em perceber-se o que ele dizia) e o som da banda, demasiado hard-rock, perdeu a magia gótica presente no primeiro álbum. O concerto acabou com Temple Of Love, com Eldritch a virar as costas e a ir-se embora. Algumas fotos:



quarta-feira, julho 16, 2008

Rádio Macau: Xana e Flak agridem-se em palco

Contado ninguém acredita. Eu só acreditei depois de ver o vídeo. Os Rádio Macau tocavam O Anzol, num concerto em Vila Nova da Barquinha, quando, de repente, Flak passa uma rasteira a Xana, que se espalha autenticamente no palco. Esta levanta-se, dá uma bofetada no guitarrista e sai imediatamente do palco. O concerto acaba aí. A causa deste desentendimento (para usar um eufemismo...) está relacionada com a discordância por parte de Xana em relação à utilização deste tema numa campanha publicitária, o que a levou a alterar propositadamente uma parte da letra naquele momento. Flak não gostou e fez o que fez. Depois levou o troco. É óbvio que já muita coisa deve ter sucedido antes para se chegar a este extremo. Pelos vistos, o problema já está ultrapassado, dizem eles, mas ficará para sempre a recordação do episódio, creio que, inédito na música portuguesa, e que não fará nada bem à imagem do grupo. Bem, se calhar estou a ser demasiado rigoroso. Se já vimos jogadores de futebol da mesma equipa agredirem-se em campo... Aqui fica o vídeo (da autoria de RDIASLB), retirado do YouTube. A certa altura, Flak agarra no microfone e começa a cantar o refrão, enquanto Xana vai atirando umas bocas. Numa delas percebe-se a expressão "contas bancárias".

Roger Hodgson em VN Gaia: a alegria da música

Todos os concertos deviam ser assim. Uma noite quente, um palco à beira-rio, uma vista fantástica para o Porto, música que nos enche o coração, um artista entregue ao público. O concerto de Roger Hodgson, ontem, no cais de VN Gaia, foi tudo isso. De Take The Long Way Home, a canção que abriu o concerto, a Give A Little Bit, a que fechou (em repetição), passaram pelo palco todos os êxitos dos Supertramp e alguns temas da discografia a solo de Roger, nomeadamente dos álbuns In The Eye Of The Storm (1984) e Open The Door (2000). Roger foi saltando sucessivamente do sintetizador para a guitarra e para o piano, enquanto Aaron McDonald assegurava os metais e as segundas vozes.

O que ficou de mais tocante, para além da música, neste concerto, foi a alegria e a simpatia do ex-vocalista dos Supertramp, muito comunicativo com o público, brincando com o facto de ver tantas máquinas fotográficas à sua frente (pediu mesmo que lhe enviassem as melhores fotos) e até mostrando-se surpreendido com a presença de tantas crianças no público (lembro-me de uma imagem de um miúdo de 12 ou 13 anos, no ecrã gigante, a cantar o The Logical Song).

segunda-feira, julho 14, 2008

QA80 em obras

Como já devem ter reparado, o Queridos Anos 80 está a passar por uma pequena remodelação. Mudei o template porque estava um pouco cansado do anterior e porque havia queixas por parte de alguns visitantes em relação a dificuldades de visualização do blogue (basicamente por culpa minha, que andei a "inventar"...). Optei por manter as cores que fazem parte do blogue desde o início, mas não garanto que, neste aspecto as coisas fiquem assim. Aos poucos, e como muita coisa se "perdeu", estou também a reconstruir a barra lateral. Os comentários do haloscan são, para já, o que me está a dar mais dores de cabeça, porque não consigo incluí-los na sua forma anterior. Apesar de seguir todas as orientações do haloscan, a coisa acaba num erro do qual eu nada percebo. Vamos ver se consigo, nos próximos dias, resolver a questão. É certo que posso sempre activar os comentários do próprios blogger, mas não queria perder os comentários que estão com o QA80 desde o início e que são de um valor inestimável, como devem compreender. É que são "apenas" 3,651 comentários em quase cinco anos...

sexta-feira, julho 11, 2008

Roger Hodgson, terça (15), no cais de VN Gaia

Este senhor é dos anos 70, mas a sua música e a dos Supertramp estendeu-se, felizmente, pelos anos 80. The Logical Song é uma canção belíssima, de 1979, mas esta actuação de 2006, em Montreal, no Canadá, pode dar pistas sobre do que poderemos ver na terça-feira (15/07) no Cais de Gaia (Obrigado ao bigger pela info!). E à borla!

sexta-feira, junho 27, 2008

28 de Junho - Club Mau Mau

Já estamos em contagem descrescente para a festa mais refrescantemente revivalista da cidade do Porto. É uma espécie de final countdown para a entrada em força do verão ao som das sonoridades que marcaram a década de 80. Quem já foi, conhece a qualidade do evento, aprimorado por esses magos do som - internacionalmente aclamados -, os colocadores-de-música Ivo T e tarzanboy. A décima-quinta noite Queridos Anos 80, no próximo sábado, no Club Mau Mau (Porto), conta com a vossa presença. Até sábado!

PS - Um grande agradecimento ao André Henriques, responsável pelo flyer do evento.

segunda-feira, junho 23, 2008

You're The Voice (IV)

As crianças são o melhor do mundo. E com uma guitarra na mão e a atitude certa de uma rock star podem conquistar o universo. O Matthew, que podemos ver no vídeo deste post, tem tudo para ser o próximo Bryan Adams. Aqui o vemos numa rendição apaixonante de Kids In America, de Kim Wilde. Não vejo a hora de pôr o meu tarzanbaby a fazer cenas destas!

quarta-feira, junho 18, 2008

It's a kind of magic (XV)

Na sequência do texto anterior, trago aqui a recordação de Behind The Wheel, que abriu o concerto 101, no Pasadena Rose Bowl. Para além da prestação da banda, podemos ver imagens do grupo de fãs que ganhou o passatempo. Nos rostos de Dave Gahan e Martin Gore transparece a felicidade de quem parece não acreditar estar ali, perante milhares de devotees, dançando, cantanto e gritando pelos seus nomes. A certa altura, o pano cai e Dave aproxima-se do limite do palco. Chovem peças de roupa. O maior frontman da história da música está entregue às massas. O vídeo que se segue é um momento mágico. Foi em 1988.



Momentos mágicos anteriores:
mike scott kim wilde wham milli vanilli bonjovi phil collins eurythmics new order duran duran bauhaus peter murphy band aid sabrina cure

Depeche Mode 101 Live @ Rose Bowl - 20 anos

Como a Sara (obrigado pela lembrança!) muito bem referiu, na chat box, o concerto que os Depeche Mode deram no Pasadena Rose Bowl, em 18 de Junho de 1988, é um concerto mítico. Um fã dos Depeche Mode percebe o que quero dizer. Este concerto, sobre o qual passam hoje 20 anos, pertence à galeria dos grandes concertos da história da música. Ali se percebe como a música pode ser religião. 101 foi isso mesmo: o centésimo-primeiro concerto dos Depeche Mode da digressão que então promovia, na América, o álbum Music For The Masses.

É engraçado constatar como a história destes 20 anos em que este concerto acompanhou a minha vida é também a história resumida da evolução dos formatos áudio. Em finais da década de 80, o vinil de 101 passou pelas minhas mãos. Gravei-o numa cassete Maxell, mas, mais tarde, adquiri a cassete original que rodou vezes sem conta, lá na aldeia, durante o verão, no leitor de cassetes do velhinho Citroën Visa dos meus pais. Depois, já na década de 90, comprei o CD e a cassete de vídeo. Já no século XXI, ofereceram-me o DVD.

A versão é vídeo é também um documentário que acompanha as aventuras de um grupo de fãs que tinham ganho, num passatempo, a oportunidade de irem em digressão com os Depeche Mode. Ficou-me na memória a cena em que os membros da banda entram no autocarro dos fãs e os vão acordar à cama... Imperdível!