Álbum 80 é o nome do programa de rádio dedicado à música dos anos 80 que a Rádio Campo Maior emite de segunda a sexta-feira, das 12:00h às 13:00h. Amanhã, quarta-feira (11), o programa, da responsabilidade de Roberto Cabral, completa um ano de emissões e contará com a participação do Queridos Anos 80. Estejam atentos à emissão online. Infelizmente não vou poder ouvir por razões profissionais, mas, desde já, dou os parabéns ao Roberto e ao Álbum 80 por este ano de emissões!abc bangles billy idol bruce springsteen cyndi lauper classix nouveaux climie fisher cult cure erasure depeche mode duran duran echo & the bunnymen gazebo housemartins human league industry jesus and mary chain kim wilde lloyd cole madonna mission new order nik kershaw omd prince sandra sigue sigue sputnik sisters of mercy smiths sound spandau ballet time bandits u2 voice of the beehive waterboys wham yazoo e... muitos mais!
terça-feira, fevereiro 10, 2009
O QA80 na Rádio Campo Maior
Álbum 80 é o nome do programa de rádio dedicado à música dos anos 80 que a Rádio Campo Maior emite de segunda a sexta-feira, das 12:00h às 13:00h. Amanhã, quarta-feira (11), o programa, da responsabilidade de Roberto Cabral, completa um ano de emissões e contará com a participação do Queridos Anos 80. Estejam atentos à emissão online. Infelizmente não vou poder ouvir por razões profissionais, mas, desde já, dou os parabéns ao Roberto e ao Álbum 80 por este ano de emissões!
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segunda-feira, fevereiro 09, 2009
It's a kind of magic (XXIII)
Neste sábado que passou fui a uma workshop sobre wikis. A certa altura, o formador utilizou uma canção de Chris de Burgh chamada Borderline, um tema que eu desconhecia (quando ele falou em Borderline, ainda pensei em Madonna...). Incluído no álbum The Getaway, de 1982, Borderline é uma balada assim um bocadinho para o trágico-meloso sobre dois apaixonados que pertencem a países diferentes. O pormenor é que os respectivos países estão em guerra, o que não ajuda nada. O vídeo que podem ver a seguir é um momento mágico. Foi algures, nos anos 80.
Outros momentos mágicos: aqui.
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sábado, fevereiro 07, 2009
DIETER BOHLEN (55)
A minha mãe gostava muito dos Modern Talking, nos anos 80, mas, mais do que a música, por quem ela nutria um carinho especial era Dieter Bohlen, o "loirinho", como ela lhe chamava. Com Thomas Anders, formou dupla de sucesso em todo o mundo graças a temas com títulos tão sugestivos como You're My Heart, You're My Soul, Cheri Cheri Lady ou You Can Win If You Want. Nos Modern Talking, Dieter cantava, produzia e compunha. Ao mesmo tempo, passava pelas suas mãos, musicalmente falando claro, CC Catch, estrela maior do euro-disco no feminino. Não é difícil identificar uma canção produzida por Bohlen. Praticamente todas as suas músicas têm, a certa altura, um coro em falsetto. É assim com os Modern Talking, é assim com os Blue System, banda que Bohlen fundou após a primeira dissolução dos MT. Fora deste contexto, Bohlen foi ainda responsável pelo êxito Midnight Lady, na voz de Chris Norman. A wikipedia dá conta de que as vendas dos discos dos MT e dos BS ascendem a 125 milhões de unidades, mas se pensarmos em todos os singles e álbuns em que Bohlen colocou a sua mão, os números sobem para os 165 milhões, o que nos dá a ideia da importância deste senhor na pop-euro-disco dos anos 80. A Rússia já lhe reconheceu esse destaque ao atribuir-lhe o prémio Artista do Povo da URSS, um galardão que apenas é atribuido a cidadãos russos (com a única excepção a ser o músico alemão). Mr. Bohlen, parabéns pelos seus 55 anos.
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sábado, janeiro 24, 2009
Sondagem Motown 80s: a preferida é... ROCKWELL!
Está encerrada (já há alguns dias...) a sondagem para eleger a vossa preferida da Motown dos anos 80. Um pouco surpreendentemenet, para mim, venceu Rockwell, uma autêntica one-hit wonder com Somebody's Watching Me. Foi surpresa para mim, mas eu gosto de surpresas e, desde já, agradeço a todos quantos votaram. Como devem ter percebido, pelo artigo original, a minha preferida é Nightshift, dos Commodores. Simplesmente adoro essa música. mas também votei na vencedora, em Upside Down, e em... All Night Long, que ficou em último com apenas um voto. O meu!
Eis a classificação final:
1. rockwell - somebody's watching me - 20 (40%)
2. commodores - nightshift - 13 (26%)
3. diana ross - upside down - 10 (20%)
4. stevie wonder - part-time lover - 7 (14%)
5. rick james - super freak e lionel richie - hello - 5 (10%)
7. stevie wonder - i just called to say i love you e debarge - rhythm of the night - 3 (6%)
9. d. ross & l. richie - endless love - 2 (4%)
10. lionel richie - all night long - 1 (2%)
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quinta-feira, janeiro 22, 2009
MALCOLM MCLAREN (63)
Malcolm McLaren, o homem por detrás dos Sex Pistols, completa hoje 63 anos. Fica ligado aos anos 80 através de Madam Butterfly, uma bela adaptação, na minha opinião, da composição de Giacomo Puccini. Todos os pormenores da canção podem ser vistos na contra-capa do single, que guardo religiosamente. Para ler, aqui, uma entrevista interessantíssima de McLaren à ABC, em Julho de 2006, através da qual podemos entrar um pouco mais no mundo desta personagem bizarra...
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quarta-feira, janeiro 21, 2009
Filhos de Viriato - Maio de 1989 - Entrevista a João Aguardela
Em Maio de 1989, surgia no Porto uma publicação mensal de música moderna portuguesa feita de uma forma totalmente amadora por jovens entusiastas da música. Filhos de Viriato era o nome da publicação, cujo director, Ricardo Alexandre, companheiro de aventuras em concertos dos Xutos por este país fora, é actualmente jornalista da Antena 1. O número zero de Filhos de Viriato, publicado em Maio de 1989, traz uma entrevista a João Aguardela, dos Sitiados, feita algures na Ribeira, na sequência do fabuloso concerto dado pela banda no mítico Luis Armastrondo. É essa entrevista que trago hoje ao Queridos Anos 80. Vinte anos depois.
SITIADOS
“Sentir Português”
Submetidos a um sítio, fixados num tempo, cercados pela acomodação e conformismo. Mas há quem tente forçar a corrente...
Os Sitiados procuram alertar consciências, afirmando-se amantes de um país que sentem, não pela exacerbação de gloriosos feitos passados, mas pela simplicidade e humildade do seu povo, pelo fado, pela beleza das suas paisagens, e acima de tudo, pela felicidade que passa aqui bem perto... “Junto Ao Rio”.
FILHOS DE VIRIATO: Quando surgiu o projecto SITIADOS?
JOÃO AGUARDELA: A ideia surgiu em vésperas do 5º CMM (ndr: Concurso de Música Moderna, organizado anualmente pelo Rock Rendez Vous), ainda que eu, o Zé e o Mário, já tocássemos juntos há quase 4 anos. O projecto surge há cerca de ano e meio, com a entrada do Fernando.
FV: As letras dos SITIADOS, sendo quase exclusivamente da tua autoria, reflectem apenas a tua personalidade, o teu modo de ser e estar na vida, ou por outro lado, são reflexo das ideias dos 4 elementos da banda?
JA: Acho que é difícil filtrar aquilo que eu penso daquilo que é comum a todos. Acho que cada pessoa representa um universo completamente à parte, existindo eventualmente pontos de contacto com outros universos. Não acredito que numa banda todos sintam e pensem o mesmo, seria limitar as pessoas e seria frustrante em termos de trabalho. Não acredito na uniformização, principalmente de ideias. No entanto, tudo o que canto, mesmo algumas letras do Zé, dizem-me directamente respeito, senão acho que não as conseguiria cantar, pelo menos com tanta convicção, que vem precisamente do facto de eu me identificar com aquilo que canto.
FV: Referindo uma expressão de um dos vossos temas, “esta viagem adiada, daqui para outro lugar”, gostaria de saber se os SITIADOS consideram necessário ainda termos de “ir para longe, para muito longe” (como diziam os Xutos!) para se fazer “coisas” interessantes?
JA: A “viagem adiada daqui para outro lugar” tem mais a ver com aquilo que as pessoas sentem, do que com qualquer viagem geográfica. Eu acredito sinceramente que Portugal é dos países mais fascinantes para se viver. Nós ainda não nos fartámos da vida...
“tenho a paixão de viver”
...ainda lutamos, pois sabemos que temos muito para construir. Sei que existe um certo número de coisas que teremos de ir buscar a outro sítio, a outro lugar...
“sinto esta saudade
de não ter ficado
nem de poder ficar”
...mas mesmo nesses casos, acho que o fascínio desta terra, onde podemos deixar ainda a nossa marca, faz com que as pessoas saiam e regressem para construir.
FV: A raiva interior que soltas ao cantar, tornam-te um tanto fatalista – Fado, Negro e Amália... És assim fora do palco?
JA: Não há dúvida que ser fatalista está-nos no sangue, no entanto, é como que um exercício de purificação. Primeiro, o fatalismo, a purificação, e depois, expurgados desse mesmo fatalismo, surge-nos a luta, a revolta, a construção. Isto que te estou a dizer é claro e tu, que conheces bem a nossa música, sabes disso. Ao lado do fatalismo e da solidão, existe sempre revolta e luta, mas nunca a submissão a falsos sentimentos. É pois este sentimento de revolta que pauta a minha conduta no palco e fora dele.
“Este beijo que não soube encantar
E o desejo que sinto queimar
E revolta qie não sabe sofrer
Só não quero morrer”
FV: Revolta por que ideais, por uma MMP (ndr: Música Moderna Portuguesa) que busca desesperadamente um lugar ao sol? Como encaras a actual situação da MMP?
JA: Penso que em termos de futuro as coisas vão bem encaminhadas. Existe toda uma vasta legião de bandas que vêm surgindo nas mais diversas áreas da MMP com uma enorme vontade em aumentar o interesse do público em geral.
FV: Mesmo sem as rádios livres e tudo o que elas representaram?
JA: As rádios livres foram das coisas mais importantes dos últimos anos e uma coisa com tanta importância, que mexe com a vida de todos, não poderia ficar remetida para fora do controle do governo. E está tudo dito!!!
FV: O que pretendem os SITIADOS, influenciar comportamentos, determinar atitudes?
JA: Não, de maneira nenhuma. Nem sequer nos interessa muito propor modelos. O nosso objectivo é pôr as coisas em andamento, alertar as pessoas...
“Esta eterna guerra
Que me obriga a ser
Soldado”
... para que é possível tomar o futuro nas suas próprias mãos, é possível mudar o estado das coisas, e para o facto de que a liberdade de escolha tem de ser algo sempre real, pelo qual se terá de lutar.
“Liberdade onde vais
Liberdade onde cais
Esta luta é por te amar”
João (voz e guitarra), Fernando (bateria), Zé (guitarra) e Mário (baixo), enchem-nos os ouvidos e os olhos com um som “popular português”. Que lutem contra a solidão, que sonhem alto e o futuro lhes pertença. Mas que continuem a ser eles próprios. Que o fado os abençoe.
“Aqui ao lado, ao pé do mar, só o sonho fica, só ele pode ficar”.
Ricardo Alexandre
“Sentir Português”
Submetidos a um sítio, fixados num tempo, cercados pela acomodação e conformismo. Mas há quem tente forçar a corrente...
Os Sitiados procuram alertar consciências, afirmando-se amantes de um país que sentem, não pela exacerbação de gloriosos feitos passados, mas pela simplicidade e humildade do seu povo, pelo fado, pela beleza das suas paisagens, e acima de tudo, pela felicidade que passa aqui bem perto... “Junto Ao Rio”.
FILHOS DE VIRIATO: Quando surgiu o projecto SITIADOS?
JOÃO AGUARDELA: A ideia surgiu em vésperas do 5º CMM (ndr: Concurso de Música Moderna, organizado anualmente pelo Rock Rendez Vous), ainda que eu, o Zé e o Mário, já tocássemos juntos há quase 4 anos. O projecto surge há cerca de ano e meio, com a entrada do Fernando.
FV: As letras dos SITIADOS, sendo quase exclusivamente da tua autoria, reflectem apenas a tua personalidade, o teu modo de ser e estar na vida, ou por outro lado, são reflexo das ideias dos 4 elementos da banda?
JA: Acho que é difícil filtrar aquilo que eu penso daquilo que é comum a todos. Acho que cada pessoa representa um universo completamente à parte, existindo eventualmente pontos de contacto com outros universos. Não acredito que numa banda todos sintam e pensem o mesmo, seria limitar as pessoas e seria frustrante em termos de trabalho. Não acredito na uniformização, principalmente de ideias. No entanto, tudo o que canto, mesmo algumas letras do Zé, dizem-me directamente respeito, senão acho que não as conseguiria cantar, pelo menos com tanta convicção, que vem precisamente do facto de eu me identificar com aquilo que canto.
FV: Referindo uma expressão de um dos vossos temas, “esta viagem adiada, daqui para outro lugar”, gostaria de saber se os SITIADOS consideram necessário ainda termos de “ir para longe, para muito longe” (como diziam os Xutos!) para se fazer “coisas” interessantes?
JA: A “viagem adiada daqui para outro lugar” tem mais a ver com aquilo que as pessoas sentem, do que com qualquer viagem geográfica. Eu acredito sinceramente que Portugal é dos países mais fascinantes para se viver. Nós ainda não nos fartámos da vida...
“tenho a paixão de viver”
...ainda lutamos, pois sabemos que temos muito para construir. Sei que existe um certo número de coisas que teremos de ir buscar a outro sítio, a outro lugar...
“sinto esta saudade
de não ter ficado
nem de poder ficar”
...mas mesmo nesses casos, acho que o fascínio desta terra, onde podemos deixar ainda a nossa marca, faz com que as pessoas saiam e regressem para construir.
FV: A raiva interior que soltas ao cantar, tornam-te um tanto fatalista – Fado, Negro e Amália... És assim fora do palco?
JA: Não há dúvida que ser fatalista está-nos no sangue, no entanto, é como que um exercício de purificação. Primeiro, o fatalismo, a purificação, e depois, expurgados desse mesmo fatalismo, surge-nos a luta, a revolta, a construção. Isto que te estou a dizer é claro e tu, que conheces bem a nossa música, sabes disso. Ao lado do fatalismo e da solidão, existe sempre revolta e luta, mas nunca a submissão a falsos sentimentos. É pois este sentimento de revolta que pauta a minha conduta no palco e fora dele.
“Este beijo que não soube encantar
E o desejo que sinto queimar
E revolta qie não sabe sofrer
Só não quero morrer”
FV: Revolta por que ideais, por uma MMP (ndr: Música Moderna Portuguesa) que busca desesperadamente um lugar ao sol? Como encaras a actual situação da MMP?
JA: Penso que em termos de futuro as coisas vão bem encaminhadas. Existe toda uma vasta legião de bandas que vêm surgindo nas mais diversas áreas da MMP com uma enorme vontade em aumentar o interesse do público em geral.
FV: Mesmo sem as rádios livres e tudo o que elas representaram?
JA: As rádios livres foram das coisas mais importantes dos últimos anos e uma coisa com tanta importância, que mexe com a vida de todos, não poderia ficar remetida para fora do controle do governo. E está tudo dito!!!
FV: O que pretendem os SITIADOS, influenciar comportamentos, determinar atitudes?
JA: Não, de maneira nenhuma. Nem sequer nos interessa muito propor modelos. O nosso objectivo é pôr as coisas em andamento, alertar as pessoas...
“Esta eterna guerra
Que me obriga a ser
Soldado”
... para que é possível tomar o futuro nas suas próprias mãos, é possível mudar o estado das coisas, e para o facto de que a liberdade de escolha tem de ser algo sempre real, pelo qual se terá de lutar.
“Liberdade onde vais
Liberdade onde cais
Esta luta é por te amar”
João (voz e guitarra), Fernando (bateria), Zé (guitarra) e Mário (baixo), enchem-nos os ouvidos e os olhos com um som “popular português”. Que lutem contra a solidão, que sonhem alto e o futuro lhes pertença. Mas que continuem a ser eles próprios. Que o fado os abençoe.
“Aqui ao lado, ao pé do mar, só o sonho fica, só ele pode ficar”.
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terça-feira, janeiro 20, 2009
João Aguardela (1969-2009)
Morreu João Aguardela, vocalista dos Sitiados, a banda que fez furor nos anos 90, mas cuja génese remonta à década de 80. A melhor maneira de homenagear este músico talentoso é tirar do baú o texto que escrevi, em Junho de 1989, para o jornal da escola, sobre os Sitiados, que tinha ido ver actuar ao vivo no mítico Luis Armastrondo, na Ribeira portuense, na companhia do meu amigo Ricardo Alexandre. Eu era um puto que andava no 12º ano e tinha esta mania de gostar de muito de música e de gostar de escrever sobre ela. Esse concerto dos Sitiados deu-me um óptimo pretexto para o fazer. Obrigado, João Aguardela. Que descanses em paz.
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segunda-feira, janeiro 19, 2009
Novo teledisco: GENESIS - Land Of Confusion (1986)
Numa altura em a ordem mundial nos obriga a olharmos para o presidente dos EUA cada vez mais como o "nosso" presidente e que Barak Obama se prepara para se sentar no cadeirão da sala oval, recupero o teledisco Land Of Confusion, dos Genesis, que, em 1986, causou controvérsia ao apresentar Ronald Reagan caricaturado através dos bonecos do programa televisivo britânico Spitting Image (a própria banda surge caricaturada). Todos recordamos Reagan como aquele presidente americano simpático, de sorriso fácil. Neste teledisco, ele é apresentado como algo débil física e mentalmente. O fio narrativo desenvolve-se à volta de um sonho de Reagan (que partilha a sua cama com Nancy e um chimpanzé) que envolve figuras proeminentes da política mundial. Aparecem Brejnjev, Thatcher, Mussolini, Khomeini, Gorbatchev e Khadafi, entre outros, enquanto Reagan assume o papel de Super-Homem... na era pré-histórica. O teledisco contém também alusões à cultura musical e cinematográfica, como o We Are the World ou 2001 Odisseia no Espaço.
Realizado por John Lloyd e Jim Yukich, Land Of Confusion foi nomeado para teledisco do ano, nos prémios MTV, mas perdeu para Sledgehammer, do ex-Genesis Peter Gabriel. De qualquer maneira, não ficou sem prémios, tendo sido galardoado com o Grammy. Este teledisco é uma paródia divertida da ordem americana e mundial dos anos 80, em que a ameaça nuclear esteve sempre bem presente no nosso imaginário e à distância de um simples carregar de botão. No teledisco, Reagan engana-se e, em vez de chamar a enfermeira (nurse), activa um bomba (nuke). Já passaram mais de 20 anos, as ameaças são outras. Com que sonhará Barak Obama?
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sexta-feira, janeiro 16, 2009
Assaltaram o QA80, mas correu mal
De vez em quando gosto de ver a origem dos visitantes do QA80, ou seja, de que sites é que eles vêm. Há dias, deparei-me com algo insólito. Na página portuguesa da Wikipédia, havia um aviso que alertava para o facto de alguém ter feito um artigo "idêntico ou muito semelhante" ao texto sobre a Taylor Dayne que eu escrevi em Setembro de 2005. Em função da detecção desse plágio, a Wikipédia removeu o conteúdo do artigo e apagará a página, segundo eles, no dia 19.
Já me deparei com situações de pessoas que simplesmente fazem copy/paste dos meus textos e os colocam nos seus blogues. O acto em si não me incomoda, desde que coloquem a fonte. Mas é muito usual isso não acontecer, o que é lamentável. Esta situação da Wikipédia é um sinal de que, pelo menos ali, os direitos de autor ainda são salvaguardados.
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sábado, janeiro 10, 2009
A Motown nos anos 80

A Motown é M de marca, M de música, M de mito. Nascida pela mão de Berry Gordy, a editora que levou a música negra ao público branco celebra o cinquentenário no dia 12 de Janeiro. Com imensas editoras subsidiárias, a Motown definiu a música de uma era e estabeleceu estilos e modos de vida. Nos anos 80, a editora conheceu tempos difíceis, mas mesmo assim não deixou de produzir grandes sucessos mundiais. A foto que podem ver acima representa a elite da Motown nos anos 80 - Lionel Richie, Stevie Wonder, Diana Ross, Rockwell, Rick James, DeBarge e Commodores.
A playlist que se apresenta na barra lateral reúne talvez as dez canções mais importantes da editora nos anos 80. É para ouvir e depois votar na vossa preferida. O que há de especial nesta sondagem é que podem escolher mais do que uma hipótese. A lista é esta, por ordem cronológica:
1980 "Upside Down" Diana Ross
Obra da dupla Nile Rodgers and Bernard Edwards, esta canção foi um momento de afirmação mundial para Diana Ross. Feita para as pistas de dança, Upside Down foi interpretada de forma sublime pelas Destiny's Child, no tributo a Diana Ross, num VH1 Divas que deu há uns anos.
1981 "Endless Love" Diana Ross & Lionel Richie
Este é um tema sempre em alta nos duetos de karaoke, ainda que, na maior parte das vezes, cruelmente assassinado por quem tenta a sua sorte. Em Endless Love, Diana e Lionel juram amor eterno um ao outro, mas é tudo mentira. Foi o tema principal do filme com o mesmo nome, cuja informação mais relevante é ter a Brooke Shields como protagonista.
1981 "Super Freak" Rick James
Foi aqui que MC Hammer foi buscar o sample para o seu U Can't Touch This. Rick James terá agradecido o facto que, certamente, lhe trouxe alguns dividendos. A música em si não é nada de especial, mas o facto de o título querer dizer, em calão inglês-americano, "mulher que gosta de sexo", dá-lhe um toque especial. Rick James morreu em 2004.
1983 "All Night Long (All Night)" Lionel Richie
All Night Long não tem nada a ver com Super Freak. É apenas uma canção sobre uma festa que dura a noite toda. Com influências Caribenhas, este tema quebra uma certa monotonia baladeira em que a carreira de Lionel Richie se tinha transformado.
1984 "Somebody's Watching Me" Rockwell
Podemos ser mauzinhos e dizer que Rockwell só gravou este single porque era filho do fundador da Motown. Podemos ser ainda mais mauzinhos e dizer que esta canção só obteve o sucesso que obteve porque tem a colaboração de um tal Michael Jackson nos coros. Mas é melhor não sermos mauzinhos. Para isso já basta a voz do rapazito.
1984 "Hello" Lionel Richie
A música do teledisco da menina cega que constroi o busto de Lionel Richie em barro ficou para sempre no nosso imaginário. A partir de certa altura já só dava vontade de dizer "Helloooo? Já vimos o teledisco 457 vezes, agora chega!" A miúda era gira e chamava-se Laura Carrington. Já agora, não era invisual.
1984 "I Just Called to Say I Love You" Stevie Wonder
Por falar em teledisco capaz de nos levar ao desespero, este I Just Called to Say I Love You ficou uma eternidade no primeiro lugar do top português. Fez parte da banda sonora de The Woman In Red e... Marco Paulo fez uma versão portuguesa com o título "Só falei para dizer que te amo". Bonito, muito bonito.
1985 "Part-Time Lover" Stevie Wonder
Part-Time Lover é talvez a canção mais dançável de Stevie nos anos 80. O rapper 2Pac samplou-a para o tema Part-Time Mutha.
1985 "Rhythm of the Night" DeBarge
Mais um tema direccionado para as pistas de dança, Rhythm Of The Night foi o maior êxito da carreira deste grupo de irmãos.
1985 "Nightshift" The Commodores
Canção-tributo a Marvin Gaye e a Jackie Wilson de uns Commodores da fase pós-Lionel Richie. Um grande tema, pronto, admito, o meu preferido desta lista.
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quarta-feira, janeiro 07, 2009
45 rotações (II)
Dália
Seremos Felizes (1984)

Dália, simplesmente Dália. O capítulo II da rubrica "45 rotações" traz hoje aqui este nome. Quem é Dália, perguntam vocês? Não faço a mínima ideia. Apenas sei que tinha um look tipicamente eighties e que gravou o este single, Seremos Felizes, em 1984, com produção de Manuel Cardoso (Tantra) e Pedro Luís (Tantra e Da Vinci). A capa de Seremos Felizes tem o design de um tal Dick Van Dijk (será o mesmo dos concursos de cantores da TV?) O lado A é uma versão portuguesa, com letra de Francisco S., do tema dos The Turtles, Happy Together. No lado B, surge Cor-de-Rosa, também ele uma versão portuguesa, com letra de Ivon Curi, de La Vie En Rose, o tema imortalizado por Edith Piaf. O que há destacar nestas duas canções é a roupagem electrónica que apresentam, reminiscente da synth-pop de inícios dos anos 80. Não sei o que terá sido feito desta menina, Dália de seu nome... Se alguém souber do seu paradeiro, esteja à vontade para o revelar! E agora vamos ouvir:
Lado A - Seremos Felizes:
Lado B - Cor-de-Rosa:
Seremos Felizes (1984)

Dália, simplesmente Dália. O capítulo II da rubrica "45 rotações" traz hoje aqui este nome. Quem é Dália, perguntam vocês? Não faço a mínima ideia. Apenas sei que tinha um look tipicamente eighties e que gravou o este single, Seremos Felizes, em 1984, com produção de Manuel Cardoso (Tantra) e Pedro Luís (Tantra e Da Vinci). A capa de Seremos Felizes tem o design de um tal Dick Van Dijk (será o mesmo dos concursos de cantores da TV?) O lado A é uma versão portuguesa, com letra de Francisco S., do tema dos The Turtles, Happy Together. No lado B, surge Cor-de-Rosa, também ele uma versão portuguesa, com letra de Ivon Curi, de La Vie En Rose, o tema imortalizado por Edith Piaf. O que há destacar nestas duas canções é a roupagem electrónica que apresentam, reminiscente da synth-pop de inícios dos anos 80. Não sei o que terá sido feito desta menina, Dália de seu nome... Se alguém souber do seu paradeiro, esteja à vontade para o revelar! E agora vamos ouvir:Lado A - Seremos Felizes:
Lado B - Cor-de-Rosa:
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sexta-feira, janeiro 02, 2009
Concertos para Bebés: Foles e Tambores
A melhor maneira de encerrar o ano de 2008 foi, no passado domingo, irmos à Casa da Música, com o tarzanbaby, assistir ao Concerto para Bebés e Famílias. Esta edição, a primeira - e com certeza não a última - a que assistimos, era subordindada ao tema Foles e Tambores e, para grande surpresa minha (que não tinha lido o programa), contou com Paulo Marinho, como convidado. O ex-Sétima Legião (e actualmente membro dos Gaiteiros de Lisboa) iluminou o concerto com a sua gaita de foles, e, no final, acedeu simpaticamente a tirar uma foto com o tarzanbaby e respectivo progenitor. Foi o primeiro contacto do pequenote com um ícone da música dos anos 80, e ainda para mais membro de uma das bandas de coração do papá! Não perdi a oportunidade para lhe dizer que estive no Coliseu do Porto, em 1991, quando actuaram com os Diva, e aproveitei para o questionar sobre o tal DVD ao vivo que nunca mais vê a luz do dia. Paulo Marinho confirmou-me que há interesse da editora em colocá-lo cá fora, o que, disse-lhe eu, seria uma enorme alegria para todos os fãs da banda.
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domingo, dezembro 28, 2008
You're the voice (VII) - Especial NATAL
Depois de termos assistido a duas meninas bonitas a cantar Fairytale of New York numa versão acústica bem afinadinha e arrumadinha, eis que temos aqui o reverso da medalha. A jovem que vão ver a seguir propõe-se cantar o já clássico Last Christmas, mas a coisa não corre bem. É que, para nos aventurarmos numa empreitada desta natureza, há um requisito indispensável para o fazermos sem cairmos no ridículo: CONHECER A CANÇÃO. Digamos que sem esta condição, por muito bem desenhada que a nossa figura surja à frente da câmara, o resultado só pode ser desastroso. E a menina em causa bem o pode dizer, a avaliar pelos comentários na respectiva página do You Tube.
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LARA LI (50)
Lara Li completa hoje 50 anos e o Queridos Anos 80 não podia deixar passar a data em claro. E por duas razões. Em primeiro lugar, porque Telepatia é uma das canções-chave que atravessa a música portuguesa da década de 80. E em segundo lugar, porque o país ainda deve o justo reconhecimento a uma das vozes femininas mais doces da sua música. Este texto também só é possível porque a Kimberly lembrou, no ano passado, numa caixa de comentários, a data do aniversário de Lara Li. Obrigado, Kim!
Lara Li começa por ser feliz no nome artístico que adopta - bonito, simples, catchy, e, acima de tudo, bastante musical. De nome verdadeiro Ilídia Maria Pires de Amendoeira, nasce em Lisboa, mas a sua infância e adolescência serão passadas em Moçambique. É mesmo lá, que, em 1975, se estreia com a edição do seu primeiro single. Até ao final da década de 70, edita apenas 45 rotações. O primeiro álbum data de 1981, chama-se Água Na Boca e inclui os temas Telepatia e O Rapaz Do Cubo Mágico que foram editados em single.
A parceira artística com Ana Zanatti e Nuno Rodrgigues é já evidente, com a primeira a ser responsável pelas letras e o segundo pela produção. O Rapaz Do Cubo Mágico contou também com a produção de Victor Perdigão e Danny Antonelli. Este último disponibiliza o tema no seu sítio oficial (ligação directa: aqui).Em 1984, Lara Li edita o seu segundo longa-duração, intitulado Vem, o qual não obteve o sucesso do LP de estreia. Dois anos mais tarde, participa no Festival RTP da Canção, conquistando o Prémio de Interpretação com o tema Rapidamente, composto por Luis Represas e João Gil (A vencedora desta edição do festival é Dora, com Não Sejas Mau P'ra Mim).
O terceiro LP, e último, de Lara Li na década de 80 chega em 1988, intitulado Quimera. Trata-se de um longa-duração composto maioritariamente por versões de clássicos da música portuguesa, tais como Nem às Paredes Confesso, Quimera de Ouro, Barco Negro ou Sol de Inverno. Eu digo "maioritariamente" porque dele fazem parte os inéditos Jura da dupla Carlos Tê/Rui Veloso e Quarto Crescente de Ana Zanatti e Cris Kopke.E sua actividade discográfica sofre um hiato até ao ano de 1995, em que é editado o quarto e último álbum de originais até à data. Intitulado Consequências, este álbum é dominado tanto ao nível da composição como da produção pela figura de Fernando Girão. A partir deste momento, Lara Li intensifica um conjunto de colaborações musicais tanto ao nível televisivo (telenovelas) como da beneficência (Pirilampo Mágico). É também, ocasionalmente, convidada de outros artistas nos seus trabalhos de estúdio ou espectáculos ao vivo.
Recentemente vimo-la no programa Canta Por Mim, no qual interpretou Telepatia ao lado do locutor Júlio Magalhães. Por falar em Telepatia, gosto muito da versão que foi cantada no programa Operação Triunfo, há uns anos, pelos concorrentes Rui e Sofia.Resta-me encerrar este artigo (não costuma ser tão longo no caso dos aniversariantes...) endereçando, mais uma vez, os parabéns a Lara Li e desejando que um dia possa regressar em força à música pop portuguesa. Parabéns!
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sábado, dezembro 27, 2008
It's a kind of magic (XXII)
A magia da música ao vivo regressa em época natalícia ao Queridos Anos 80. Escolhi Gloria, canção do segundo álbum dos U2, October (1981), por se enquadrar precisamente na temática religiosa cristã que o mundo ocidental atravessa. Com várias referências bíblicas, este é um tema electrizante ao vivo, como podemos constatar no registo ao vivo Under a Blood Red Sky. Aqui, podemos vê-los em Dortmund, na Alemanha, num desempenho notável de energia e vitalidade. Do cabelo de Bono à camisa bem datada de Adam Clayton, estes são os U2 de outros tempos. Há quem diga que já não existem. O vídeo que podem ver a seguir é um momento mágico. Foi em 1984, na Alemanha.
PS - É de mim ou há uma menina com um capacete da construção civil no público?
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segunda-feira, dezembro 15, 2008
You're the voice (VI) - especial NATAL
Aqui está um caso que que o talento coincide com o aspecto. Trago-vos estas duas bonitas meninas numa versão de Fairytale of New York, dos The Pogues (com Kirsty MacColl). As vozes conjugam-se perfeitamente, o arranjo da guitarra é simples, mas eficaz. Uma bonita versão para este já clássico de Natal, de 1987.
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quarta-feira, dezembro 10, 2008
DIA MUNDIAL DOS DIREITOS DO HOMEM
Mesmo que a História nada nos tenha ensinado.

History Will Teach Us Nothing (1987)
If we seek solace in the prisons of the distant past
Security in human systems we're told will always always last
Emotions are the sail and blind faith is the mast
Without the breath of real freedom we're getting nowhere fast
If God is dead and an actor plays his part
His words of fear will find their way to a place in your heart
Without the voice of reason every faith is its own curse
Without freedom from the past things can only get worse
Sooner or later
Sooner or later
Sooner or later
Sooner or later
Our written history is a catalogue of crime
The sordid and the powerful, the architects of time
The mother of invention, the oppression of the mild
The constant fear of scarcity, aggression as its child
Sooner or later
Sooner or later
Sooner or later
Sooner or later
Convince an enemy, convince him that he's wrong
Is to win a bloodless battle where victory is long
A simple act of faith
In reason over might
To blow up his children will only prove him right
History will teach us nothing
Sooner or later just like the world first day
Sooner or later we learn to throw the past away
Sooner or later just like the world first day
Sooner or later we learn to throw the past away
Sooner or later we learn to throw the past away
History will teach us nothing
History will teach us nothing
Know your human rights
Be what you come here for
Know your human rights
Be what you come here for
Know your human rights
Be what you come here for
Know your human rights
Be what you come here for

History Will Teach Us Nothing (1987)
If we seek solace in the prisons of the distant past
Security in human systems we're told will always always last
Emotions are the sail and blind faith is the mast
Without the breath of real freedom we're getting nowhere fast
If God is dead and an actor plays his part
His words of fear will find their way to a place in your heart
Without the voice of reason every faith is its own curse
Without freedom from the past things can only get worse
Sooner or later
Sooner or later
Sooner or later
Sooner or later
Our written history is a catalogue of crime
The sordid and the powerful, the architects of time
The mother of invention, the oppression of the mild
The constant fear of scarcity, aggression as its child
Sooner or later
Sooner or later
Sooner or later
Sooner or later
Convince an enemy, convince him that he's wrong
Is to win a bloodless battle where victory is long
A simple act of faith
In reason over might
To blow up his children will only prove him right
History will teach us nothing
Sooner or later just like the world first day
Sooner or later we learn to throw the past away
Sooner or later just like the world first day
Sooner or later we learn to throw the past away
Sooner or later we learn to throw the past away
History will teach us nothing
History will teach us nothing
Know your human rights
Be what you come here for
Know your human rights
Be what you come here for
Know your human rights
Be what you come here for
Know your human rights
Be what you come here for
PAUL HARDCASTLE (51)
Ora aqui está um dos maiores fenómenos musicais do ano de 1985. E aparentemente sem grande esforço. À custa da guerra do Vietname, da voz do locutor Peter Thomas e de uma melodia criada por Mike Oldfield, Paul Hardcastle saltou para os primeiros lugares das tabelas de vendas mundiais com 19, a canção que nos levou a repetir até à exaustão "na-na-na-na-na-na-na-na-naintin". Longe vão os tempos da ribalta, e Hardcastle dedica-se agora ao jazz, acompanhado pela sua filha, a giraça Maxine Hardcastle. Hoje, o papá faz anos. Parabéns!
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sexta-feira, dezembro 05, 2008
45 rotações (I)
Luis Filipe Barros
Os Lusitansos (1983)
Luis Filipe Barros é um dos principais ícones da rádio dos anos 80. Foi através de programas como Rock Em Stock ou Ondas Luisianas que toda uma geração pôde estar a par do que de melhor de fazia lá fora no âmbito da música rock. Criou-se o culto e o culto sobreviveu à passagem do tempo. Luis Filipe Barros mantém a actividade com o seu Ondas Luisianas, na Antena 1.
O motivo pelo qual trago este senhor da rádio ao QA80 é o single que gravou em 1983. Com o título Os Lusitansos, Barros entrava pelos domínios do rap, assinando uma das críticas mais mordazes que a música portuguesa conheceu até hoje. Tendo como pano de fundo musical o Rapper's Delight dos Sugarhill Gang, este single apresenta na capa (da responsabilidade de Paulo Roberto Araújo) um quadro em BD cheio de pormenores deliciosos sobre a História de Portugal, incluindo a situação política de então. Podemos ver um Mário Soares punk e a sua MS Band ao som de "Say you want a revolution...", um Mota Pinto motoqueiro ao som de "I'm the leader of the gang", um D. Sebastião cavalgando por entre o nevoeiro ao som de "I face the rains down in Africa..." ou o Zé Povinho a engraxar os sapatos do FMI. A letra é da autoria de Luis Filipe Barros e está simplesmente fabulosa.

Senhores professores de História e Português, aqui têm um excelente texto/canção para motivar os vossos alunos!
Os Lusitansos (1983)
Luis Filipe Barros é um dos principais ícones da rádio dos anos 80. Foi através de programas como Rock Em Stock ou Ondas Luisianas que toda uma geração pôde estar a par do que de melhor de fazia lá fora no âmbito da música rock. Criou-se o culto e o culto sobreviveu à passagem do tempo. Luis Filipe Barros mantém a actividade com o seu Ondas Luisianas, na Antena 1.O motivo pelo qual trago este senhor da rádio ao QA80 é o single que gravou em 1983. Com o título Os Lusitansos, Barros entrava pelos domínios do rap, assinando uma das críticas mais mordazes que a música portuguesa conheceu até hoje. Tendo como pano de fundo musical o Rapper's Delight dos Sugarhill Gang, este single apresenta na capa (da responsabilidade de Paulo Roberto Araújo) um quadro em BD cheio de pormenores deliciosos sobre a História de Portugal, incluindo a situação política de então. Podemos ver um Mário Soares punk e a sua MS Band ao som de "Say you want a revolution...", um Mota Pinto motoqueiro ao som de "I'm the leader of the gang", um D. Sebastião cavalgando por entre o nevoeiro ao som de "I face the rains down in Africa..." ou o Zé Povinho a engraxar os sapatos do FMI. A letra é da autoria de Luis Filipe Barros e está simplesmente fabulosa.

Senhores professores de História e Português, aqui têm um excelente texto/canção para motivar os vossos alunos!
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segunda-feira, dezembro 01, 2008
Sétima Legião: Noutro Lugar / Sem Ter Quem Amar (ao vivo)
Este é mais um capítulo da saga "Sétima Legião ao vivo no Pavilhão Carlos Lopes em 1990". Desta vez, são as canções que abriram o concerto: Noutro Lugar e Sem Ter Quem Amar. Tenho recebido inúmeras solicitações no sentido de continuar a colocar no You Tube as canções deste concerto, que, um dia, me lembrei de gravar no velhinho VHS da sala de estar da casa dos meus pais. Mal eu adivinhava que um dia iria proporcionar a tantos fãs como eu da Sétima Legião a alegria de verem e ouvirem uma das bandas mais apaixonantes que a música portuguesa nos deu nos anos 80. Já fiz aqui o apelo, mas nunca é de mais repeti-lo: para quando a edição deste concerto em DVD? Com tanta coisa a ser recuperada hoje em dia o que faltará para que este fabuloso concerto da Sétima Legião veja a luz do dia num formato decente? Srs da RTP, digam qualquer coisa! Srs. Ricardo Camacho, Pedro Oliveira, Rodrigo Leão, não acham que é altura de darem uma grande alegria aos vossos fãs de sempre?
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