quarta-feira, junho 10, 2009

MAXI PRIEST (49)

Maxi Priest gravou, em 1988, uma versão de Wild World, de Cat Stevens, de que eu gosto muito (apesar de não ser fã de reggae). Sempre que ouço esta música, penso em férias. Quanto a Maxi Priest, hoje completa 49 anos, o que é razão para figurar neste blogue. Parabéns!

HERE AND NOW: Rick Astley

Quando vi Rick Astley entrar em palco de braço dado com as meninas do coro - já agora, cerca de 20 anos mais novas do que ele - como se fosse um Hugh Hefner ladeado pelas suas coelhinhas, percebi o que nos esperava na meia hora seguinte: a actuação de alguém que tinha vindo para se divertir e divertir o público independentemente da qualidade da música que apresentava como cartão de visita. Rick Astley foi, de todos os que pisaram o palco Here And Now, aquele que se levou menos a sério. Rick fez poses para a fotografia, divulgou o número do seu quarto no hotel para eventuais interessadas, posou para uma fotografia do percussionista e em seguida disse "Oh, pá, tenho 43 anos, que é que queres? Pelo amor de Deus!". Foi uma espécie de entertainer para todo o serviço, que, por acaso, tinha meia dúzia de canções para cantar. E a sua voz apenas acusou algum cansaço já no final, com Never Gonna Give You Up, canção que introduziu avisando que só tinha mais uma música e que todos sabiam qual é. Pôs os homens e as mulheres a cantar separadamente e, por fim, recebeu em palco todos os outros cantores (à excepção de Martin Fry e de Belinda Carlisle...) à maneira de apoteose que, já agora, não resultou por aí além. Aqui estão a fotos da prestação de Rick Astley.
Here and Now - Balanço final: voltem depressa!

sexta-feira, junho 05, 2009

HERE AND NOW: Kim Wilde

"Kim, jamais esquecerei o momento em que estive p'raí a uns 10 metros de ti. Foi como um cumprir de um desígnio que estava já traçado desde os longínquos anos 80, quando na parede do meu quarto olhavas fixamente para mim como que a convidar-me para entrar no poster (como no teledisco do Take On Me). Eu recusei sempre fazê-lo, porque no dia seguinte tinha de ir para a escola, e a minha mãe queria que o filho tirasse um curso. No Here And Now de sábado, delirei com toda a tua prestação, com destaque para a tua voz doce e melodiosoa que se mantém inalterada e a emoção que mostraste quando o público reagiu como ainda não o tinha feito com os artistas anteriores. Desde Cambodia ao apoteótico Kids In America, passando por You Keep Me Hanging On ou a versão rock de You Came, fizeste valer o preço do bilhete. O único ponto negativo é que a miúda dos coros não merecia tanto protagonismo. Ainda assim, tirei-te fotos, a maior parte de baixa qualidade, mas para mim serão as fotos do Here and Now. Já sabes, volta sempre, que os fãs portugueses estarão sempre prontos para te ver cantar!"

HERE AND NOW: ABC

Dos ABC, ou, se quisermos ser puristas, de Martin Fry, ficou-me a frustração de não terem tocado Be Near Me e The Night You Murdered Love. De resto gostei da prestação, com um Fry um pouco preso de movimentos e nitidamente sem saber o que fazer em certos momentos, mas envergando um fato de forro amarelo que fez questão de mostrar constantemente com subtileza mal disfarçada. O saxofonista tinha um estilo muito próprio com o pé a bater ao som da música e a cabeça gingando sempre de modo cadenciado. Um cool, portanto. When Smokey Sings e The Look Of Love foram momentos de natural ebulição na plateia. Mas eu preferi o início, com Poison Arrow, com coreografia e tudo, quando apontavam para o público no verso "who broke my heart? you did! you did!". E quem quer as fotos dos ABC? Aqui! Aqui!.

6 de Junho - AR D'MAR



Muita atenção: este anúncio é importante e pode contribuir para melhorar a vossa qualidade de vida. No próximo sábado terão a oportunidade de dançar ao som da melhor pop que os anos 70 80 e 90 nos deram. E um bocadinho de rock, também, já agora. Os Djs Pedro Mineiro e tarzanboy (sim, eu próprio!!!) encarregar-se-ão da árdua tarefa de meter discos, tirar discos e carregar em botões (parece fácil, mas não é). Vocês farão o resto. E quem não quiser dançar pode simplesmente olhar o mar, enquanto bate o pé, ou dar dois dedos de conversa na esplanada sobre a praia. O staff do Ar D'Mar receber-vos-á com o profissionalismo e a simpatia do costume. Não há consumo mínimo, nem sequer obrigatório (se bem que não acredito que alguém consiga ficar "a seco" numa noite destas...), a única obrigação é trazer boa disposição e dar um saltinho à cabina dos Djs para dizer olá ou "eh, pá, vocês são mesmo bons!". A pôr música, entenda-se.

Quem ainda não sabe onde fica o Ar D'Mar, para além de merecer umas boas vergastadas no lombo, fica a saber que se situa na praia de Canide-Norte, em Vila Nova de Gaia. Para não terem qualquer desculpa por não conseguirem chegar lá, vejam bem esta foto que o staff tirou do helicóptero particular do dono do bar... Para quem quiser "cheirar" o ambiente, pode também ver algumas das fotos das festas anteriores, no blogue oficial do Ar D'Mar. Então façam um favorzinho a vocês próprios e, no sábado, dia 6, compareçam com alegria e boa disposição. E já agora com amigos, amigas, tios, tias, sobrinhos e sobrinhas e quem mais entenderem. Vai valer a pena.

http://barardemar.blogspot.com/


PS - Queria deixar um agradecimento ao Carlos Silveira, que fez o flyer. E fê-lo muito bem!

quarta-feira, junho 03, 2009

HERE AND NOW: Belinda Carlisle

Belinda Carlisle apresentou-se em palco numa forma física bastante aceitável (um amigo meu diz que ela estava "boa como o milho", mas eu recuso-me a utilizar essa expressão neste blogue, que é lido por várias famílias) para os seus 50 anos. A voz nem sempre esteve à altura das exigências, mas confesso que estava à espera de pior. A seu lado, uma loira que deu um verdadeiro show à parte (que vozeirão!). A sua saída foi um pouco abrupta, mas nunca me pareceu que ela estivesse com o público, mesmo quando disse algumas palavras. A sua atitude pareceu-me sempre a de despachar a coisa com um sorriso nos lábios. Heaven Is A Place On Earth e Leave A Light On foram os momentos de maior impacto. Apesar de tudo, gostei de ver uma das miúdas por quem tive um crush quando era adolescente! E agora façam o favor de sacar as fotos que tirei da menina.

terça-feira, junho 02, 2009

HERE AND NOW: Nik Kershaw

Aqui está o homem que provocou os primeiros solos de histeria de uma ou duas moçoilas que estavam perto de mim. Uma delas gritava, entre risos, "I love you Nik! I love you Nik!". Completamente grisalho e usando uns óculos respeitáveis, Nik Kershaw mostrou aquilo que se sempre foi: um cantor pouco dado a euforias em palco, algo reservado até, e compenetrado no que está a fazer. A mim soube-me a pouco as quatro músicas que tocou. Esperava Nobody Knows e Don Quixote, quando ele saiu do palco após ter levado o Pavilhão ao rubro mais uma vez, agora com I Won't Let The Sun Go Down On Me. Após largos anos afastado dos holofotes dos palcos por opção, Nik Kershaw chegou à conclusão que mais vale ganhar uns cobres, aproveitar esta onda de saudável revivalismo e dar uma alegria aos seus fãs de sempre. Acho que optou bem. As fotos que tirei, estão aqui.

HERE AND NOW: Curiosity Killed The Cat

Entrei no Pavilhão Atlântico por volta das 20:50 para me deparar com um espaço ainda pouco preenchido. Cheguei-me imediatemente o mais à frente que pude, que, nisto de concertos, gosto mesmo de estar perto do palco. A média de idades ia de encontro à minhas expectativas, maioritariamente trintas e tais, mas alguns jovens imberbes podiam ser vistos aqui a ali com ar de quem tinha aterrado no Atlãntico de pára-quedas (que é como quem diz com um bilhete ganho num passatempo qualquer).
Às 21:15 em ponto, Ben Volpeliere-Pierrot entrou em palco, de óculos escuros e boina, roupa casual, sapatilhas, como quem diz "eu-ainda-sou-jovem-apesar-de-vocês-não-acreditarem". E a avaliar pelos passos de dança que exibiu à medida que decorria a sua actuação, pode dizer-se o rapaz não desaprendeu. A voz, essa não o deixou ficar mal - o registo é quase sempre grave e Ben não desafina. Aqui e ali tentou alguma interacção com o público através dos inevitáveis "Are you having fun?" ou "You're great!", mas o povo não reagiu por aí além. Foi um razoável warm-up para o que viria a seguir. Quem estiver interessado nas fotos que tirei, faça o favor de se servir.

domingo, maio 31, 2009

HERE AND NOW: a set list

Aqui está a set list do concerto de sexta-feira. Dois pontos de interrogação persistem nesta lista. Se alguém puder ajudar, a gerência agradece.

Curiosity Killed The Cat
name and number
misfit
down to earth
hang on in there baby (obrigado, Elisabete Soares)

Nik Kershaw
wide boy
the riddle
wouldn't it be good
i won't let the sun go down on me


ABC
poison arrow
how to be a millionaire
tears are not enough
all of my heart
when smokey sings
the look of love


Belinda Carlisle
live your life be free
i get weak
circle in the sand
leave a light on
the same thing
heaven is a place on earth


Kim Wilde
chequered love
view to a bridge
cambodia
if i can't have you
never trust a stranger
you came
you keep me hanging on
kids in america


Rick Astley
together forever
take me to your heart (obrigado, Elisabete Soares)
when i fall in love
she wants to dance with me
cry for help
whenever you need somebody
never gonna give you up

HERE AND NOW: Como eu os vi









sexta-feira, maio 29, 2009

Querido tarzanbaby...

... não imaginas como eu gostava que fosses hoje ao Here And Now com os papás, mas ainda és muito pequenino. Para além disso, a Kim Wilde ainda se apaixonava por ti e eu não iria gostar. Prometo que um dia te dou um cubo maior.

quinta-feira, maio 28, 2009

Kim, vamos lá por ti!

A sondagem está encerrada. A maioria dos 114 votantes vai ao Atlântico para ver Kim Wilde, o que, na verdade, não surpreende. Logo a seguir, surge Nik Kershaw, sendo que Rick Astley, Belinda Carlisle e os ABC têm preferências muito equilibradas. É quase unânime a ausência de curiosidade para ver os Curiosity Killed The Cat, mais propriamente o vocalista Ben VP, pois é o único elemento "sobrevivente" da banda original. Resultados, após 114 votantes:

Kim Wilde - 62 (54%)










Nik Kershaw - 45 (39%)









Belinda Carlisle e ABC - 26 (22%)










Rick Astley - 25 (21%)










Curiosity Killed The Cat - 6 (5%)

terça-feira, maio 26, 2009

BLACK (47)

Colin Vearncombe não seria o nome mais indicado para vender discos nos anos 80. Talvez seja por isso que este inglês nascido em Liverpool, adoptou a simples designação de Black para se impor no mundo da música (seja nome de banda, seja em nome próprio). De repente, uma canção: Wonderful Life. Um hino à estética musical. Mas também Everything's Coming Up Roses, igualmente retirado do álbum de estreia, Wonderful Life. Hoje, Black completa 47 anos, continua activo na música e, a avaliar pelo vídeo que trago aqui, em grande forma. Um momento mágico, gravado em 2005:

sexta-feira, maio 22, 2009

AL CORLEY (53)

Aqui temos a típica one-hit wonder dos anos 80. Al Corley granjeou (como eu gosto deste verbo) sucesso assinalável com Square Rooms, tema electro-pop-dançável, que fez parte do seu primeiro álbum. Haveria de gravar mais dois LPs, mas isso agora não interessa nada. O que importa sublinhar é que este moço foi uma das personagens principais de Dinastia, também conhecida por a-série-que-queria-ser-o-Dallas-quando-fosse-grande. E talvez por via dessa personagem tenha sido sempre um queridinho das miúdas da época ou não tivesse sido capa da Bravo. Hoje, Al Corley faz 53 anos. Parabéns!

quarta-feira, maio 20, 2009

terça-feira, maio 19, 2009

BEN VOLPELIERE-PIERROT (44)

Ben Vol... quê? Ben Volpeliere-Pierrot é o nome do vocalista dos Curiosity Killed The Cat, banda que, na segunda metade dos anos 80, se intrometeu na cena pop britânica com os temas Down To Earth, Misfit e Name And Number (os dois últimos podem ser ouvidos na barra lateral, a playlist Here And Now). A banda original já não existe, mas Ben VP tem actuado em diversos festivais 80s sob a designação Curiosity Killed The Cat. É assim que o vamos ver, no dia 29, no Pavilhão Atlântico. Relativamente a edições discográficas, os tempos estão difíceis para o rapaz da boina. Em 2006, surgiu uma versão dance de Name And Number, com a equipa de produtores Element. O site oficial do cantor estagnou em... 2007, com a notícia de que estaria a gravar o seu primeiro álbum a solo. E dois anos passaram. Anyway... hoje Ben faz 44 anos. Parabéns!

YAZZ (49)

Quer se queira quer não, The Only Way Is Up é uma grande malha em qualquer pista de dança. Surgiu há precisamente 20 anos, em pleno boom da house music (da qual não guardo as melhores recordações...), pela voz de Yasmina Evans, mais conhecida por Yazz para o mundo artístico. Actualmente a viver no sul de Espanha, tem dividido o seu tempo entre a associação REMAR e a igreja baptista de Calahonda. Em 2008, editou o álbum Running Back To You, através do qual pretendeu dar testemunho da sua viagem espiritual até ao cristianismo. Hoje, Yazz completa 49 anos. Parabéns!

segunda-feira, maio 18, 2009

MARTIKA (41)

Martika surgiu em finais da década de 80 com Toy Soldiers (1989), uma balada sobre a dependência da droga, que Eminem achou por bem utilizar em 2004, no álbum Encore. Toy Soldeirs foi o único número 1 da cantora de ascendência cubana que um dia alguém disse poder vir a ser a Madonna latina. Não foi, é certo, mas Toy Soldiers andou pelos tops de todo o mundo e teve até direito a versão japonesa. Actualmente, Martika faz parte do projecto Oppera (aqui podem ver um estranho ensaio fotográfico para o primeiro álbum). Hoje, completa 41 anos. Parabéns!

Here and Now: como NÃO os vamos ver

Kim Wilde
















Nik Kershaw

















ABC












Belinda Carlisle
















Rick Astley
















Curiosity Killed The Cat




















PS - A votação continua online, na barra lateral. Por quem irão (iriam) ao Pavilhão Atlântico? Não se esqueçam: podem votar em mais do que uma hipótese.

sexta-feira, maio 15, 2009

Quem faz hoje 50 anos, quem faz? (update: ANDREW ELDRITCH)

A farta cabeleira e os óculos de sol inspiraram muito gótico mal comportado nos anos 80, mas sempre era melhor do que o actual look à Pedro Abrunhosa. A voz, essa continua cavernosa como sempre. Ele faz hoje 50 anos. De quem falamos?
Falamos de Andrew Eldritch, o vocalista com mau feitio dos Sisters of Mercy, uma das bandas mais apaixonates da cena rock-gótica dos anos 80. E nem o facto de, para mim, o concerto do ano passado no Marés Vivas ter sido uma desilusão, altera esta minha opinião.