sábado, março 07, 2009

Taylor Dayne

I feel the night explode when we’re together

Muito antes da Anastacia, houve Taylor Dayne, ou melhor, Leslie Wunderman, de seu nome verdadeiro, dona de um vozeirão respeitável. Para além dos atributos vocais, Taylor apresentava uma imagem engraçada, com os exageros típicos da época. A farta cabeleira assumia natural destaque.

Nasceu em Nova Iorque e, antes de enveredar por uma carreira a solo, integrou grupos com nomes como Felony e The Next.

Em 1985, juntou-se ao produtor Rick Wake e, sob o nome artísitico de Leslee, gravou dois singles orientados para as pistas de dança, cujos títulos não podiam ser mais convidativos: Tell Me Can You Love Me and I’m The One That You Want.

Dois dos seus álbuns foram dupla-platina, a saber Tell It To My Heart (1988) e Can’t Fight Fate (1989), precisamente os dois primeiros da sua carreira. A faixa-título do primeiro álbum é o seu maior êxito anível mundial, mas este LP contou ainda com mais três singles de sucesso: Prove Your Love, I’ll Always Love You e Don’t Rush Me. Do segundo álbum, menos bem sucedido que o primeiro, há a reter os êxitos With Every Beat Of My Heart e I'll Be Your Shelter.

Tell It To My Heart foi um dos grandes êxitos das pistas de dança dos anos 80. O seu autor, Seth Swirsky, conta aqui a história desta canção. Uma história que se cruza com a NBA e a Playboy.

Actualmente, Taylor Dayne continua a gravar, mas a sua actividade artística estendeu-se também ao teatro e ao cinema. O seu último álbum de originais data de 2008 e chama-se Satisfied, título curioso tendo em conta que o anterior, de 1998, se chamava Naked Without You. No espaço entre estes dez anos, Taylor editou registos ao vivo, remisturas e greatest hits.

(PS - Este texto surgiu a partir deste passatempo)

quarta-feira, março 04, 2009

Anos 80: cinco canções de amor

Já passaram mais de quinze dias sobre o dia de S. Valentim, mas não queria deixar de partilhar com os estimados leitores uma actividade que realizei com os meus alunos do 10º ano a propósito do Dia dos Namorados. Levei-lhes cinco canções de amor dos anos 80 - dificíl tarefa a de escolher entre tanta oferta - e, no final, propus-lhes a votação para a sua preferida. As canções eram Only You, dos Yazoo, Crazy For You, de Madonna, Wishing, dos A Flock Of Seagulls, Secret, dos OMD, e Heaven, de Bryan Adams. A mais votada, por esmagadora maioria, foi Heaven, do nosso amigo Bryan Adams. Seguiu-se Madonna com dois votos e os Yazoo com um voto. Não me surpreendeu a votação massiva em Heaven, até porque a maioria dos alunos já a conhecia (provavelmente recuperada numa qualquer telenovela...) e só alguns conheciam Crazy For You. Quanto às restantes três músicas, creio que foi a primeira vez que as ouviram. O que não lhes fez nada mal.

Já agora, proponho também aos estimados leitores que votem na sua preferida destas cinco. Podem fazê-lo na barra lateral, para além de ouvirem os temas naquele novo leitor cinzento que estou a utilizar à experiência... Obrigado pela participação!

domingo, março 01, 2009

Ar D'Mar: uma semana depois

A festa Queridos Anos 80 teve no Ar D'Mar a sua décima-sétima edição. Passada uma semana sobre o evento que abanou - literalmente - este renovado espaço à beira-mar, surgem agora algumas fotos representativas do ambiente que por lá se viveu. Gente bonita, gente bem humorada, gente divertida, gente entregue a uma noite de revivalismo saudável. A música esteve, como sempre, à altura do evento. O meu muito obrigado ao Pedro Mineiro pela óptima prestação na nobre tarefa de pôr toda a gente a dançar. E um grande agradecimento ao Rui Ribeiro pela oportunidade de receber este evento neste seu espaço tão agradável.


(Quem estiver interessado em adquirir a sua foto, basta enviar-me um e-mail (tarzanboy71@gmail.com), que eu o/a colocarei em contacto com o fotógrafo.)

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

The Chameleons

O texto que se segue é da autoria de André Leão, do blogue In Shreds. Amavelmente aceitou o meu convite para enriquecer o Queridos Anos 80 com o seu conhecimento sobre uma das suas bandas de eleição (talvez mesmo A banda de eleição...). O meu muito obrigado ao André!

Os Chameleons formaram-se em Middleton, em 1981, quando Mark Burgess (ex-Clichés), Reg Smithies (ex-Years), Dave Fielding (ex-Years) e Brian Schofield (substituído pouco depois por John Lever), que faziam parte do mesmo grupo de amigos e da onda pós-punk que emergiu em Inglaterra no início da década de ouro da música, resolveram criar aquela que é uma das bandas, a par dos Joy Division, que mais influenciou todo o revivalismo que actualmente se vive no seio da música alternativa (Editors, Interpol, She Wants Revenge, White Rose Movement, etc.).

O 1º single da banda, In Shreds (1981), é uma das suas faixas mais agressivas e chamou a atenção do legendário John Peel, o que lhes valeu várias radio sessions, algumas editadas posteriormente em compilações.

Entre 1981 e 1983, os Chameleons foram ganhando notoriedade no circuito independente britânico, conseguindo angariar uma legião de admiradores que os seguia por todo o país. Apesar de não terem um tostão furado, foi um período de grande criatividade da banda, a que não foi alheio os períodos reflectivos passados à beira do Loch Ness (e também a influência dos cogumelos alucinógeneos, segundo a biografia “View from a hill” do Mark Burgess).

Em 1983 é finalmente lançado o primeiro álbum de originais, e que além dos singles Up the down escalator, Don´t fall, As high as you can go e A person isn´t safe anywhere these days, incluí aquela que é unanimemente considerada como a melhor composição da banda, Second Skin. O álbum foi justamente aclamado pela crítica e pelo público, atingindo o patamar de discos como Unknown Pleasures, From the lion´s mouth ou Ocean rain.

Dois anos volvidos, e surge então o sempre difícil segundo álbum da banda. What does anything mean? Basically (1985), mostra uns Chameleons com um som mais trabalhado e mais suavizado, como aliás se nota logo no instrumental de abertura, Silence, Sea and Sky. Apesar do interesse na banda ter esfriado um pouco, foram convidados pelo John Peel para mais uma sessão, e foi editado também um single, Singing Rule Britannia (While the Walls Close In). Não sendo um álbum brilhante como Script of the bridge, atingiu momentos muito altos com faixas como Home is Where the Heart Is ou Perfume garden. Por esta altura tocaram em Portugal, no Rock Rendez-Vous. No you tube conseguem encontrar um registo antigo gravado pela RTP com 4 das faixas tocadas em Portugal.

Em 1986 sai a primeira das muitas compilações dedicadas à banda, The fan and the bellows, e que incluí as primeiras músicas gravadas pelos Chameleons e que não tiveram lugar no primeiro álbum, casos de Nostalgia, In shreds ou The fan and the bellows.

Logo de seguida a banda lança o terceiro álbum de originais, Strange times. Tal como o próprio nome do disco indica, foi um parto bastante difícil, uma vez que as clivagens entre os membros da banda, tendo por um lado o Mark, por outro o Reg e o Dave (este incompatibilizando-se de forma radical com o Mark) dava já a entender que o final da banda poderia estar para breve. Mesmo assim, apesar do disco demonstrar claramente as diferentes direcções seguidas pelos seus membros, este é considerado como o álbum preferido pelos fans dos Chameleons, tendo inclusive 2 singles com entrada no top britânico: Tears e Swamp Thing.

Por esta altura dá-se também um acontecimento trágico. O mítico Tony Fltecher, manager da banda, aparece morto e os Chameleons resolvem cessar as actividades, não sem antes lançar um último EP, Tony Fletcher Walked On Water...La La La La La-La La-La La. Apesar das já públicas divergências da banda, este EP permanece com um dos seus tesouros mais bem escondidos, e qualquer uma das suas 4 faixas permanece ainda hoje como das melhores dos Chameleons.
Depois deste encerramento prematuro, os membros dos Chameleons resolveram seguir diversos projectos paralelos, casos de The Sun and the Moon, The Reegs, Mark Burgess and the Sons of God, Invincible. Nunca atingiram, no entanto, o sucesso e o reconhecimento que obtiveram com os Chameleons. De todos os projectos, houve um, no entanto, que sobressaiu pela sua grande qualidade: White Rose Transmission. Ou não se tratasse de uma colaboração entre o Mark Burgess, Adrian Borland (The Sound) e Carlo Von Putten (The Convent).

Durante este período foram saindo inúmeros discos com material nunca antes editado (compilações, álbuns ao vivo, etc.), e que foi dando para manter financeiramente os membros da banda. No entanto o dinheiro começava a escassear, Adrian Borland atira-se para debaixo de um comboio, e o Mark propõe em 2000 deixar para trás as divergências com o Dave e reactivar a banda para uma série de concertos e um novo álbum de originais. Este trabalho culmina com a edição de um álbum acústico, Strip (2000), que incluía já 2 temas inéditos, e um ano depois o 4º álbum de originais, Why call it anything. Este disco não reuniu nunca o consenso do público, ate porque incluía um elemento “estranho” à banda, Kwasi Asante, contribuindo para uma sonoridade mais reggae em algumas das faixas (bastante vísivel no Miracle and wonders). No entanto, este disco mostrou também que a criatividade da banda não se tinha esfumado, e composições como Indiana, Anyone Alive? e em especial Dangerous land faziam sonhar no regresso aos tempos áureos dos Chameleons.

Em 2003, depois do Dave recusar-se a comparecer num concerto em Atenas, a banda dissolve-se de vez, continuando os seus membros em inúmeros projectos paralelos (realce para o excelente projecto Black Swan Lake). Haverá uma 3ª vida para os Chameleons? A recente edição comemorativa dos 25 anos do Script of the bridge indica que poderá haver…


André Leão

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

JAZ COLEMAN (49)

O vocalista dos Killing Joke completa hoje 49 anos. Filho de pai inglês e mãe indiana, James Coleman desde cedo entrou no música através da participação em coros de igreja e da aprendizagem do piano e do violino. Na adolescência chegou mesmo a ganhar vários prémios relacionados com o violino. Os seus interesses musicais são tão abrangentes, que vão da música árabe à música maori, passando pela folk checa. O facto de Coleman possuir residência na Republica Checa e na Nova Zelândia, entre outros sítios, talvez ajude a perceber este facto.

Em 1979, fundou os Killing Joke, banda que se constituiu como uma referência do pós-punk e da génese do rock-industrial. O meu primeiro contacto com eles deu-se através de Love Like Blood (1985), e depois com o álbum Brighter Than A Thousand Suns (1986), que inclui Adorations e Sanity, duas grandes canções-rock em qualquer parte do mundo.

Actualmente Coleman mantém a actividade musical com os Killing Joke e é um homem empenhado na causa ecológica, tendo mesmo investido na criação de duas aldeias ecológicas no Pacífico Sul e no Chile. Parabéns, Jaz!

terça-feira, fevereiro 24, 2009

It's a kind of magic (XXIV)

A minha paixão por Siouxsie and the Banshees passa muito pelo duplo álbum ao vivo, Nocturne, que me chegou às mãos ainda nos anos 80, em formato vinil. Ele é o resultado de duas actuações da banda no Royal Albert Hall, em 30 de Setembro e 1 de Outubro de 1983, nas quais Siouxsie se revela, talvez, no pico da sua forma musical. Foi um disco que contribuiu muito para o meu crescimento como ouvinte de música alternativa, se é que lhe posso chamar assim. Nele destaca-se o hipnotizante Israel, que é um dos raros casos em que a versão ao vivo suplanta a versão original de estúdio. Estes concertos revelam ainda um tal de Robert Smith na guitarra. O vídeo que podem ver a seguir é um momento mágico. Foi em Londres, em 1983.

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

QA80 - 21/Fev - Ar D'Mar (actualização)

Finalmente! A festa Queridos Anos 80 tem regresso agendado para Fevereiro, após dois meses de interrupção. O evento sai pela primeira vez da cidade do Porto, ultrapassa os limites do rio e fixa-se à beira-mar, em VN Gaia, no Ar D'Mar. Espaço remodelado desde Novembro de 2008, situado na praia de Canide - Norte, apresenta-se agora como anfitrião da 17ª noite Queridos Anos 80. Será o regresso em força da festa que celebra os sons que nos viram crescer, sons esses que ficarão a cargo dos DJs Pedro Mineiro e tarzanboy. Ora vamos lá a apontar na agenda: dia 21 de Fevereiro, dia de dançar ao som da década dourada da pop! Vêmo-nos no Ar D'Mar!
É muito simples chegar ao Ar D'Mar a partir da A1: ver mapa.

Prendaça


Para quem julga que sabe tudo sobre os Depeche Mode (como eu). Espero ser surpreendido. Obrigado, Rui!

terça-feira, fevereiro 10, 2009

O QA80 na Rádio Campo Maior

Álbum 80 é o nome do programa de rádio dedicado à música dos anos 80 que a Rádio Campo Maior emite de segunda a sexta-feira, das 12:00h às 13:00h. Amanhã, quarta-feira (11), o programa, da responsabilidade de Roberto Cabral, completa um ano de emissões e contará com a participação do Queridos Anos 80. Estejam atentos à emissão online. Infelizmente não vou poder ouvir por razões profissionais, mas, desde já, dou os parabéns ao Roberto e ao Álbum 80 por este ano de emissões!

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

It's a kind of magic (XXIII)

Neste sábado que passou fui a uma workshop sobre wikis. A certa altura, o formador utilizou uma canção de Chris de Burgh chamada Borderline, um tema que eu desconhecia (quando ele falou em Borderline, ainda pensei em Madonna...). Incluído no álbum The Getaway, de 1982, Borderline é uma balada assim um bocadinho para o trágico-meloso sobre dois apaixonados que pertencem a países diferentes. O pormenor é que os respectivos países estão em guerra, o que não ajuda nada. O vídeo que podem ver a seguir é um momento mágico. Foi algures, nos anos 80.



Outros momentos mágicos: aqui.

sábado, fevereiro 07, 2009

DIETER BOHLEN (55)

A minha mãe gostava muito dos Modern Talking, nos anos 80, mas, mais do que a música, por quem ela nutria um carinho especial era Dieter Bohlen, o "loirinho", como ela lhe chamava. Com Thomas Anders, formou dupla de sucesso em todo o mundo graças a temas com títulos tão sugestivos como You're My Heart, You're My Soul, Cheri Cheri Lady ou You Can Win If You Want. Nos Modern Talking, Dieter cantava, produzia e compunha. Ao mesmo tempo, passava pelas suas mãos, musicalmente falando claro, CC Catch, estrela maior do euro-disco no feminino. Não é difícil identificar uma canção produzida por Bohlen. Praticamente todas as suas músicas têm, a certa altura, um coro em falsetto. É assim com os Modern Talking, é assim com os Blue System, banda que Bohlen fundou após a primeira dissolução dos MT. Fora deste contexto, Bohlen foi ainda responsável pelo êxito Midnight Lady, na voz de Chris Norman. A wikipedia dá conta de que as vendas dos discos dos MT e dos BS ascendem a 125 milhões de unidades, mas se pensarmos em todos os singles e álbuns em que Bohlen colocou a sua mão, os números sobem para os 165 milhões, o que nos dá a ideia da importância deste senhor na pop-euro-disco dos anos 80. A Rússia já lhe reconheceu esse destaque ao atribuir-lhe o prémio Artista do Povo da URSS, um galardão que apenas é atribuido a cidadãos russos (com a única excepção a ser o músico alemão). Mr. Bohlen, parabéns pelos seus 55 anos.

sábado, janeiro 24, 2009

Sondagem Motown 80s: a preferida é... ROCKWELL!

Está encerrada (já há alguns dias...) a sondagem para eleger a vossa preferida da Motown dos anos 80. Um pouco surpreendentemenet, para mim, venceu Rockwell, uma autêntica one-hit wonder com Somebody's Watching Me. Foi surpresa para mim, mas eu gosto de surpresas e, desde já, agradeço a todos quantos votaram. Como devem ter percebido, pelo artigo original, a minha preferida é Nightshift, dos Commodores. Simplesmente adoro essa música. mas também votei na vencedora, em Upside Down, e em... All Night Long, que ficou em último com apenas um voto. O meu!
Eis a classificação final:

1. rockwell - somebody's watching me - 20 (40%)
2. commodores - nightshift - 13 (26%)
3. diana ross - upside down - 10 (20%)
4. stevie wonder - part-time lover - 7 (14%)
5. rick james - super freak e lionel richie - hello - 5 (10%)
7. stevie wonder - i just called to say i love you e debarge - rhythm of the night - 3 (6%)
9. d. ross & l. richie - endless love - 2 (4%)
10. lionel richie - all night long - 1 (2%)

quinta-feira, janeiro 22, 2009

MALCOLM MCLAREN (63)

Malcolm McLaren, o homem por detrás dos Sex Pistols, completa hoje 63 anos. Fica ligado aos anos 80 através de Madam Butterfly, uma bela adaptação, na minha opinião, da composição de Giacomo Puccini. Todos os pormenores da canção podem ser vistos na contra-capa do single, que guardo religiosamente. Para ler, aqui, uma entrevista interessantíssima de McLaren à ABC, em Julho de 2006, através da qual podemos entrar um pouco mais no mundo desta personagem bizarra...

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Filhos de Viriato - Maio de 1989 - Entrevista a João Aguardela

Em Maio de 1989, surgia no Porto uma publicação mensal de música moderna portuguesa feita de uma forma totalmente amadora por jovens entusiastas da música. Filhos de Viriato era o nome da publicação, cujo director, Ricardo Alexandre, companheiro de aventuras em concertos dos Xutos por este país fora, é actualmente jornalista da Antena 1. O número zero de Filhos de Viriato, publicado em Maio de 1989, traz uma entrevista a João Aguardela, dos Sitiados, feita algures na Ribeira, na sequência do fabuloso concerto dado pela banda no mítico Luis Armastrondo. É essa entrevista que trago hoje ao Queridos Anos 80. Vinte anos depois.

SITIADOS
“Sentir Português”

Submetidos a um sítio, fixados num tempo, cercados pela acomodação e conformismo. Mas há quem tente forçar a corrente...

Os Sitiados procuram alertar consciências, afirmando-se amantes de um país que sentem, não pela exacerbação de gloriosos feitos passados, mas pela simplicidade e humildade do seu povo, pelo fado, pela beleza das suas paisagens, e acima de tudo, pela felicidade que passa aqui bem perto... “Junto Ao Rio”.


FILHOS DE VIRIATO: Quando surgiu o projecto SITIADOS?
JOÃO AGUARDELA: A ideia surgiu em vésperas do 5º CMM (ndr: Concurso de Música Moderna, organizado anualmente pelo Rock Rendez Vous), ainda que eu, o Zé e o Mário, já tocássemos juntos há quase 4 anos. O projecto surge há cerca de ano e meio, com a entrada do Fernando.

FV: As letras dos SITIADOS, sendo quase exclusivamente da tua autoria, reflectem apenas a tua personalidade, o teu modo de ser e estar na vida, ou por outro lado, são reflexo das ideias dos 4 elementos da banda?
JA: Acho que é difícil filtrar aquilo que eu penso daquilo que é comum a todos. Acho que cada pessoa representa um universo completamente à parte, existindo eventualmente pontos de contacto com outros universos. Não acredito que numa banda todos sintam e pensem o mesmo, seria limitar as pessoas e seria frustrante em termos de trabalho. Não acredito na uniformização, principalmente de ideias. No entanto, tudo o que canto, mesmo algumas letras do Zé, dizem-me directamente respeito, senão acho que não as conseguiria cantar, pelo menos com tanta convicção, que vem precisamente do facto de eu me identificar com aquilo que canto.

FV: Referindo uma expressão de um dos vossos temas, “esta viagem adiada, daqui para outro lugar”, gostaria de saber se os SITIADOS consideram necessário ainda termos de “ir para longe, para muito longe” (como diziam os Xutos!) para se fazer “coisas” interessantes?
JA: A “viagem adiada daqui para outro lugar” tem mais a ver com aquilo que as pessoas sentem, do que com qualquer viagem geográfica. Eu acredito sinceramente que Portugal é dos países mais fascinantes para se viver. Nós ainda não nos fartámos da vida...

“tenho a paixão de viver”

...ainda lutamos, pois sabemos que temos muito para construir. Sei que existe um certo número de coisas que teremos de ir buscar a outro sítio, a outro lugar...

“sinto esta saudade
de não ter ficado
nem de poder ficar”


...mas mesmo nesses casos, acho que o fascínio desta terra, onde podemos deixar ainda a nossa marca, faz com que as pessoas saiam e regressem para construir.

FV: A raiva interior que soltas ao cantar, tornam-te um tanto fatalista – Fado, Negro e Amália... És assim fora do palco?
JA: Não há dúvida que ser fatalista está-nos no sangue, no entanto, é como que um exercício de purificação. Primeiro, o fatalismo, a purificação, e depois, expurgados desse mesmo fatalismo, surge-nos a luta, a revolta, a construção. Isto que te estou a dizer é claro e tu, que conheces bem a nossa música, sabes disso. Ao lado do fatalismo e da solidão, existe sempre revolta e luta, mas nunca a submissão a falsos sentimentos. É pois este sentimento de revolta que pauta a minha conduta no palco e fora dele.

“Este beijo que não soube encantar
E o desejo que sinto queimar
E revolta qie não sabe sofrer
Só não quero morrer”


FV: Revolta por que ideais, por uma MMP (ndr: Música Moderna Portuguesa) que busca desesperadamente um lugar ao sol? Como encaras a actual situação da MMP?
JA: Penso que em termos de futuro as coisas vão bem encaminhadas. Existe toda uma vasta legião de bandas que vêm surgindo nas mais diversas áreas da MMP com uma enorme vontade em aumentar o interesse do público em geral.

FV: Mesmo sem as rádios livres e tudo o que elas representaram?
JA: As rádios livres foram das coisas mais importantes dos últimos anos e uma coisa com tanta importância, que mexe com a vida de todos, não poderia ficar remetida para fora do controle do governo. E está tudo dito!!!

FV: O que pretendem os SITIADOS, influenciar comportamentos, determinar atitudes?
JA: Não, de maneira nenhuma. Nem sequer nos interessa muito propor modelos. O nosso objectivo é pôr as coisas em andamento, alertar as pessoas...

“Esta eterna guerra
Que me obriga a ser
Soldado”


... para que é possível tomar o futuro nas suas próprias mãos, é possível mudar o estado das coisas, e para o facto de que a liberdade de escolha tem de ser algo sempre real, pelo qual se terá de lutar.

“Liberdade onde vais
Liberdade onde cais
Esta luta é por te amar”


João (voz e guitarra), Fernando (bateria), Zé (guitarra) e Mário (baixo), enchem-nos os ouvidos e os olhos com um som “popular português”. Que lutem contra a solidão, que sonhem alto e o futuro lhes pertença. Mas que continuem a ser eles próprios. Que o fado os abençoe.

“Aqui ao lado, ao pé do mar, só o sonho fica, só ele pode ficar”.

Ricardo Alexandre

terça-feira, janeiro 20, 2009

João Aguardela (1969-2009)

Morreu João Aguardela, vocalista dos Sitiados, a banda que fez furor nos anos 90, mas cuja génese remonta à década de 80. A melhor maneira de homenagear este músico talentoso é tirar do baú o texto que escrevi, em Junho de 1989, para o jornal da escola, sobre os Sitiados, que tinha ido ver actuar ao vivo no mítico Luis Armastrondo, na Ribeira portuense, na companhia do meu amigo Ricardo Alexandre. Eu era um puto que andava no 12º ano e tinha esta mania de gostar de muito de música e de gostar de escrever sobre ela. Esse concerto dos Sitiados deu-me um óptimo pretexto para o fazer. Obrigado, João Aguardela. Que descanses em paz.

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Novo teledisco: GENESIS - Land Of Confusion (1986)

Numa altura em a ordem mundial nos obriga a olharmos para o presidente dos EUA cada vez mais como o "nosso" presidente e que Barak Obama se prepara para se sentar no cadeirão da sala oval, recupero o teledisco Land Of Confusion, dos Genesis, que, em 1986, causou controvérsia ao apresentar Ronald Reagan caricaturado através dos bonecos do programa televisivo britânico Spitting Image (a própria banda surge caricaturada). Todos recordamos Reagan como aquele presidente americano simpático, de sorriso fácil. Neste teledisco, ele é apresentado como algo débil física e mentalmente. O fio narrativo desenvolve-se à volta de um sonho de Reagan (que partilha a sua cama com Nancy e um chimpanzé) que envolve figuras proeminentes da política mundial. Aparecem Brejnjev, Thatcher, Mussolini, Khomeini, Gorbatchev e Khadafi, entre outros, enquanto Reagan assume o papel de Super-Homem... na era pré-histórica. O teledisco contém também alusões à cultura musical e cinematográfica, como o We Are the World ou 2001 Odisseia no Espaço.
Realizado por John Lloyd e Jim Yukich, Land Of Confusion foi nomeado para teledisco do ano, nos prémios MTV, mas perdeu para Sledgehammer, do ex-Genesis Peter Gabriel. De qualquer maneira, não ficou sem prémios, tendo sido galardoado com o Grammy. Este teledisco é uma paródia divertida da ordem americana e mundial dos anos 80, em que a ameaça nuclear esteve sempre bem presente no nosso imaginário e à distância de um simples carregar de botão. No teledisco, Reagan engana-se e, em vez de chamar a enfermeira (nurse), activa um bomba (nuke). Já passaram mais de 20 anos, as ameaças são outras. Com que sonhará Barak Obama?

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Assaltaram o QA80, mas correu mal

De vez em quando gosto de ver a origem dos visitantes do QA80, ou seja, de que sites é que eles vêm. Há dias, deparei-me com algo insólito. Na página portuguesa da Wikipédia, havia um aviso que alertava para o facto de alguém ter feito um artigo "idêntico ou muito semelhante" ao texto sobre a Taylor Dayne que eu escrevi em Setembro de 2005. Em função da detecção desse plágio, a Wikipédia removeu o conteúdo do artigo e apagará a página, segundo eles, no dia 19.
Já me deparei com situações de pessoas que simplesmente fazem copy/paste dos meus textos e os colocam nos seus blogues. O acto em si não me incomoda, desde que coloquem a fonte. Mas é muito usual isso não acontecer, o que é lamentável. Esta situação da Wikipédia é um sinal de que, pelo menos ali, os direitos de autor ainda são salvaguardados.

sábado, janeiro 10, 2009

A Motown nos anos 80



A Motown é M de marca, M de música, M de mito. Nascida pela mão de Berry Gordy, a editora que levou a música negra ao público branco celebra o cinquentenário no dia 12 de Janeiro. Com imensas editoras subsidiárias, a Motown definiu a música de uma era e estabeleceu estilos e modos de vida. Nos anos 80, a editora conheceu tempos difíceis, mas mesmo assim não deixou de produzir grandes sucessos mundiais. A foto que podem ver acima representa a elite da Motown nos anos 80 - Lionel Richie, Stevie Wonder, Diana Ross, Rockwell, Rick James, DeBarge e Commodores.

A playlist que se apresenta na barra lateral reúne talvez as dez canções mais importantes da editora nos anos 80. É para ouvir e depois votar na vossa preferida. O que há de especial nesta sondagem é que podem escolher mais do que uma hipótese. A lista é esta, por ordem cronológica:


1980 "Upside Down" Diana Ross
Obra da dupla Nile Rodgers and Bernard Edwards, esta canção foi um momento de afirmação mundial para Diana Ross. Feita para as pistas de dança, Upside Down foi interpretada de forma sublime pelas Destiny's Child, no tributo a Diana Ross, num VH1 Divas que deu há uns anos.

1981 "Endless Love" Diana Ross & Lionel Richie
Este é um tema sempre em alta nos duetos de karaoke, ainda que, na maior parte das vezes, cruelmente assassinado por quem tenta a sua sorte. Em Endless Love, Diana e Lionel juram amor eterno um ao outro, mas é tudo mentira. Foi o tema principal do filme com o mesmo nome, cuja informação mais relevante é ter a Brooke Shields como protagonista.

1981 "Super Freak" Rick James
Foi aqui que MC Hammer foi buscar o sample para o seu U Can't Touch This. Rick James terá agradecido o facto que, certamente, lhe trouxe alguns dividendos. A música em si não é nada de especial, mas o facto de o título querer dizer, em calão inglês-americano, "mulher que gosta de sexo", dá-lhe um toque especial. Rick James morreu em 2004.

1983 "All Night Long (All Night)" Lionel Richie
All Night Long não tem nada a ver com Super Freak. É apenas uma canção sobre uma festa que dura a noite toda. Com influências Caribenhas, este tema quebra uma certa monotonia baladeira em que a carreira de Lionel Richie se tinha transformado.

1984 "Somebody's Watching Me" Rockwell
Podemos ser mauzinhos e dizer que Rockwell só gravou este single porque era filho do fundador da Motown. Podemos ser ainda mais mauzinhos e dizer que esta canção só obteve o sucesso que obteve porque tem a colaboração de um tal Michael Jackson nos coros. Mas é melhor não sermos mauzinhos. Para isso já basta a voz do rapazito.

1984 "Hello" Lionel Richie
A música do teledisco da menina cega que constroi o busto de Lionel Richie em barro ficou para sempre no nosso imaginário. A partir de certa altura já só dava vontade de dizer "Helloooo? Já vimos o teledisco 457 vezes, agora chega!" A miúda era gira e chamava-se Laura Carrington. Já agora, não era invisual.

1984 "I Just Called to Say I Love You" Stevie Wonder
Por falar em teledisco capaz de nos levar ao desespero, este I Just Called to Say I Love You ficou uma eternidade no primeiro lugar do top português. Fez parte da banda sonora de The Woman In Red e... Marco Paulo fez uma versão portuguesa com o título "Só falei para dizer que te amo". Bonito, muito bonito.

1985 "Part-Time Lover" Stevie Wonder
Part-Time Lover é talvez a canção mais dançável de Stevie nos anos 80. O rapper 2Pac samplou-a para o tema Part-Time Mutha.

1985 "Rhythm of the Night" DeBarge
Mais um tema direccionado para as pistas de dança, Rhythm Of The Night foi o maior êxito da carreira deste grupo de irmãos.

1985 "Nightshift" The Commodores
Canção-tributo a Marvin Gaye e a Jackie Wilson de uns Commodores da fase pós-Lionel Richie. Um grande tema, pronto, admito, o meu preferido desta lista.

quarta-feira, janeiro 07, 2009

45 rotações (II)

Dália
Seremos Felizes (1984)

Dália, simplesmente Dália. O capítulo II da rubrica "45 rotações" traz hoje aqui este nome. Quem é Dália, perguntam vocês? Não faço a mínima ideia. Apenas sei que tinha um look tipicamente eighties e que gravou o este single, Seremos Felizes, em 1984, com produção de Manuel Cardoso (Tantra) e Pedro Luís (Tantra e Da Vinci). A capa de Seremos Felizes tem o design de um tal Dick Van Dijk (será o mesmo dos concursos de cantores da TV?) O lado A é uma versão portuguesa, com letra de Francisco S., do tema dos The Turtles, Happy Together. No lado B, surge Cor-de-Rosa, também ele uma versão portuguesa, com letra de Ivon Curi, de La Vie En Rose, o tema imortalizado por Edith Piaf. O que há destacar nestas duas canções é a roupagem electrónica que apresentam, reminiscente da synth-pop de inícios dos anos 80. Não sei o que terá sido feito desta menina, Dália de seu nome... Se alguém souber do seu paradeiro, esteja à vontade para o revelar! E agora vamos ouvir:

Lado A - Seremos Felizes:
Lado B - Cor-de-Rosa:

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Concertos para Bebés: Foles e Tambores

A melhor maneira de encerrar o ano de 2008 foi, no passado domingo, irmos à Casa da Música, com o tarzanbaby, assistir ao Concerto para Bebés e Famílias. Esta edição, a primeira - e com certeza não a última - a que assistimos, era subordindada ao tema Foles e Tambores e, para grande surpresa minha (que não tinha lido o programa), contou com Paulo Marinho, como convidado. O ex-Sétima Legião (e actualmente membro dos Gaiteiros de Lisboa) iluminou o concerto com a sua gaita de foles, e, no final, acedeu simpaticamente a tirar uma foto com o tarzanbaby e respectivo progenitor. Foi o primeiro contacto do pequenote com um ícone da música dos anos 80, e ainda para mais membro de uma das bandas de coração do papá! Não perdi a oportunidade para lhe dizer que estive no Coliseu do Porto, em 1991, quando actuaram com os Diva, e aproveitei para o questionar sobre o tal DVD ao vivo que nunca mais vê a luz do dia. Paulo Marinho confirmou-me que há interesse da editora em colocá-lo cá fora, o que, disse-lhe eu, seria uma enorme alegria para todos os fãs da banda.

domingo, dezembro 28, 2008

You're the voice (VII) - Especial NATAL

Depois de termos assistido a duas meninas bonitas a cantar Fairytale of New York numa versão acústica bem afinadinha e arrumadinha, eis que temos aqui o reverso da medalha. A jovem que vão ver a seguir propõe-se cantar o já clássico Last Christmas, mas a coisa não corre bem. É que, para nos aventurarmos numa empreitada desta natureza, há um requisito indispensável para o fazermos sem cairmos no ridículo: CONHECER A CANÇÃO. Digamos que sem esta condição, por muito bem desenhada que a nossa figura surja à frente da câmara, o resultado só pode ser desastroso. E a menina em causa bem o pode dizer, a avaliar pelos comentários na respectiva página do You Tube.

LARA LI (50)

Lara Li completa hoje 50 anos e o Queridos Anos 80 não podia deixar passar a data em claro. E por duas razões. Em primeiro lugar, porque Telepatia é uma das canções-chave que atravessa a música portuguesa da década de 80. E em segundo lugar, porque o país ainda deve o justo reconhecimento a uma das vozes femininas mais doces da sua música. Este texto também só é possível porque a Kimberly lembrou, no ano passado, numa caixa de comentários, a data do aniversário de Lara Li. Obrigado, Kim!

Lara Li começa por ser feliz no nome artístico que adopta - bonito, simples, catchy, e, acima de tudo, bastante musical. De nome verdadeiro Ilídia Maria Pires de Amendoeira, nasce em Lisboa, mas a sua infância e adolescência serão passadas em Moçambique. É mesmo lá, que, em 1975, se estreia com a edição do seu primeiro single. Até ao final da década de 70, edita apenas 45 rotações. O primeiro álbum data de 1981, chama-se Água Na Boca e inclui os temas Telepatia e O Rapaz Do Cubo Mágico que foram editados em single.

A parceira artística com Ana Zanatti e Nuno Rodrgigues é já evidente, com a primeira a ser responsável pelas letras e o segundo pela produção. O Rapaz Do Cubo Mágico contou também com a produção de Victor Perdigão e Danny Antonelli. Este último disponibiliza o tema no seu sítio oficial (ligação directa: aqui).

Em 1984, Lara Li edita o seu segundo longa-duração, intitulado Vem, o qual não obteve o sucesso do LP de estreia. Dois anos mais tarde, participa no Festival RTP da Canção, conquistando o Prémio de Interpretação com o tema Rapidamente, composto por Luis Represas e João Gil (A vencedora desta edição do festival é Dora, com Não Sejas Mau P'ra Mim).

O terceiro LP, e último, de Lara Li na década de 80 chega em 1988, intitulado Quimera. Trata-se de um longa-duração composto maioritariamente por versões de clássicos da música portuguesa, tais como Nem às Paredes Confesso, Quimera de Ouro, Barco Negro ou Sol de Inverno. Eu digo "maioritariamente" porque dele fazem parte os inéditos Jura da dupla Carlos Tê/Rui Veloso e Quarto Crescente de Ana Zanatti e Cris Kopke.

E sua actividade discográfica sofre um hiato até ao ano de 1995, em que é editado o quarto e último álbum de originais até à data. Intitulado Consequências, este álbum é dominado tanto ao nível da composição como da produção pela figura de Fernando Girão. A partir deste momento, Lara Li intensifica um conjunto de colaborações musicais tanto ao nível televisivo (telenovelas) como da beneficência (Pirilampo Mágico). É também, ocasionalmente, convidada de outros artistas nos seus trabalhos de estúdio ou espectáculos ao vivo. Recentemente vimo-la no programa Canta Por Mim, no qual interpretou Telepatia ao lado do locutor Júlio Magalhães. Por falar em Telepatia, gosto muito da versão que foi cantada no programa Operação Triunfo, há uns anos, pelos concorrentes Rui e Sofia.

Resta-me encerrar este artigo (não costuma ser tão longo no caso dos aniversariantes...) endereçando, mais uma vez, os parabéns a Lara Li e desejando que um dia possa regressar em força à música pop portuguesa. Parabéns!

sábado, dezembro 27, 2008

It's a kind of magic (XXII)

A magia da música ao vivo regressa em época natalícia ao Queridos Anos 80. Escolhi Gloria, canção do segundo álbum dos U2, October (1981), por se enquadrar precisamente na temática religiosa cristã que o mundo ocidental atravessa. Com várias referências bíblicas, este é um tema electrizante ao vivo, como podemos constatar no registo ao vivo Under a Blood Red Sky. Aqui, podemos vê-los em Dortmund, na Alemanha, num desempenho notável de energia e vitalidade. Do cabelo de Bono à camisa bem datada de Adam Clayton, estes são os U2 de outros tempos. Há quem diga que já não existem. O vídeo que podem ver a seguir é um momento mágico. Foi em 1984, na Alemanha.



PS - É de mim ou há uma menina com um capacete da construção civil no público?

segunda-feira, dezembro 15, 2008

You're the voice (VI) - especial NATAL

Aqui está um caso que que o talento coincide com o aspecto. Trago-vos estas duas bonitas meninas numa versão de Fairytale of New York, dos The Pogues (com Kirsty MacColl). As vozes conjugam-se perfeitamente, o arranjo da guitarra é simples, mas eficaz. Uma bonita versão para este já clássico de Natal, de 1987.

quarta-feira, dezembro 10, 2008

DIA MUNDIAL DOS DIREITOS DO HOMEM

Mesmo que a História nada nos tenha ensinado.





History Will Teach Us Nothing (1987)

If we seek solace in the prisons of the distant past
Security in human systems we're told will always always last
Emotions are the sail and blind faith is the mast
Without the breath of real freedom we're getting nowhere fast

If God is dead and an actor plays his part
His words of fear will find their way to a place in your heart
Without the voice of reason every faith is its own curse
Without freedom from the past things can only get worse

Sooner or later
Sooner or later
Sooner or later
Sooner or later

Our written history is a catalogue of crime
The sordid and the powerful, the architects of time
The mother of invention, the oppression of the mild
The constant fear of scarcity, aggression as its child

Sooner or later
Sooner or later
Sooner or later
Sooner or later

Convince an enemy, convince him that he's wrong
Is to win a bloodless battle where victory is long
A simple act of faith
In reason over might
To blow up his children will only prove him right
History will teach us nothing

Sooner or later just like the world first day
Sooner or later we learn to throw the past away
Sooner or later just like the world first day
Sooner or later we learn to throw the past away
Sooner or later we learn to throw the past away

History will teach us nothing
History will teach us nothing

Know your human rights
Be what you come here for
Know your human rights
Be what you come here for
Know your human rights
Be what you come here for
Know your human rights
Be what you come here for

PAUL HARDCASTLE (51)

Ora aqui está um dos maiores fenómenos musicais do ano de 1985. E aparentemente sem grande esforço. À custa da guerra do Vietname, da voz do locutor Peter Thomas e de uma melodia criada por Mike Oldfield, Paul Hardcastle saltou para os primeiros lugares das tabelas de vendas mundiais com 19, a canção que nos levou a repetir até à exaustão "na-na-na-na-na-na-na-na-naintin". Longe vão os tempos da ribalta, e Hardcastle dedica-se agora ao jazz, acompanhado pela sua filha, a giraça Maxine Hardcastle. Hoje, o papá faz anos. Parabéns!

sexta-feira, dezembro 05, 2008

45 rotações (I)

Luis Filipe Barros
Os Lusitansos (1983)

Luis Filipe Barros é um dos principais ícones da rádio dos anos 80. Foi através de programas como Rock Em Stock ou Ondas Luisianas que toda uma geração pôde estar a par do que de melhor de fazia lá fora no âmbito da música rock. Criou-se o culto e o culto sobreviveu à passagem do tempo. Luis Filipe Barros mantém a actividade com o seu Ondas Luisianas, na Antena 1.

O motivo pelo qual trago este senhor da rádio ao QA80 é o single que gravou em 1983. Com o título Os Lusitansos, Barros entrava pelos domínios do rap, assinando uma das críticas mais mordazes que a música portuguesa conheceu até hoje. Tendo como pano de fundo musical o Rapper's Delight dos Sugarhill Gang, este single apresenta na capa (da responsabilidade de Paulo Roberto Araújo) um quadro em BD cheio de pormenores deliciosos sobre a História de Portugal, incluindo a situação política de então. Podemos ver um Mário Soares punk e a sua MS Band ao som de "Say you want a revolution...", um Mota Pinto motoqueiro ao som de "I'm the leader of the gang", um D. Sebastião cavalgando por entre o nevoeiro ao som de "I face the rains down in Africa..." ou o Zé Povinho a engraxar os sapatos do FMI. A letra é da autoria de Luis Filipe Barros e está simplesmente fabulosa.





Senhores professores de História e Português, aqui têm um excelente texto/canção para motivar os vossos alunos!

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Sétima Legião: Noutro Lugar / Sem Ter Quem Amar (ao vivo)

Este é mais um capítulo da saga "Sétima Legião ao vivo no Pavilhão Carlos Lopes em 1990". Desta vez, são as canções que abriram o concerto: Noutro Lugar e Sem Ter Quem Amar. Tenho recebido inúmeras solicitações no sentido de continuar a colocar no You Tube as canções deste concerto, que, um dia, me lembrei de gravar no velhinho VHS da sala de estar da casa dos meus pais. Mal eu adivinhava que um dia iria proporcionar a tantos fãs como eu da Sétima Legião a alegria de verem e ouvirem uma das bandas mais apaixonantes que a música portuguesa nos deu nos anos 80. Já fiz aqui o apelo, mas nunca é de mais repeti-lo: para quando a edição deste concerto em DVD? Com tanta coisa a ser recuperada hoje em dia o que faltará para que este fabuloso concerto da Sétima Legião veja a luz do dia num formato decente? Srs da RTP, digam qualquer coisa! Srs. Ricardo Camacho, Pedro Oliveira, Rodrigo Leão, não acham que é altura de darem uma grande alegria aos vossos fãs de sempre?

sábado, novembro 29, 2008

Kim Wilde: a preferida é "You Came"

A sondagem para a eleição da música de Kim Wilde preferida terminou e em primeiro lugar ficou You Came, a canção extraída do álbum Close (1988), cujo single chegou ao terceiro lugar da tabelas de vendas britânica. Lançado no verão de 1988, enquanto Kim Wilde fazia as primeiras partes da digressão europeia de Michael Jackson, You Came não obteve o mesmo sucesso nos EUA. Em 2006, Kim Wilde regravou o tema e lançou-o como single do álbum Never Say Never, editado em vários países europeus, mas não no Reino Unido.

Após 46 cliques, eis o resultado final:

1. you came - 13 (28%)
2. kids in america - 12 (26%)
3. cambodia - 11 (23%)
4. you keep me hangin' on - 6 (13%)
5. four letter word - 2 (4%)
6. chequered love e view from a bridge - 1 (2%)

terça-feira, novembro 25, 2008

AMY GRANT (48)

Ainda hoje me penitencio por ter esquecido Amy Grant na eleição You Spin Me Round. Esta querida não merecia. A Wikipedia fala dela como a "best-selling Contemporary Christian Music recording artist of all time". Para mim, ela é a miúda gira que canta The Next Time I Fall (1986) com Peter "Chicago" Cetera.




Como faz hoje 48 anos e está tão bem conservadinha, acho que merece esta recordação:



PS - No próximo Carnaval, apetecia-me ir de Peter Cetera.

sexta-feira, novembro 21, 2008

Novo teledisco: THE BOLSHOI - TV Man

Hoje celebra-se o Dia Mundial da Televisão, instituído pelas Nações Unidas em 1996. A caixinha que mudou o mundo, a quem a música pop dos anos 80 tanto deve (e vice-versa), não passa despercebida à arte compositiva de alguns músicos que a ela dedicam algumas linhas das suas canções, quando não mesmo toda a canção. É o caso dos Bolshoi, banda que goza de um cantinho especial no coração do QA80. Em 1987, incluída no álbum Lindy's Party, surgiu esta TV Man. É este o teledisco que se apresenta na barra lateral e que por ali vai ficar durante os próximos dias.


A letra, escrita pelo vocalista Trevor Tanner:

T.V. MAN (Lindy's Party, 1987)

Wake up, switch on
I eat my breakfast and the picture goes wrong
Give it a slap, give it a jog
I better hurry or I'll miss the epilogue
Ride high, without a saddle
Down the rapids on a boat without a paddle
I am the scourge of the high seas
Just you watch 'em running
when they hear about me

One, two, three... Hail T.V.
Watching Dirty Harry made a man of me
Here I stand, T.V. Man
I've got all the angels eating out of my hand...
I've got good, bad and ugly traits
But even Dirty Harry was allowed to make mistakes...

Knock, knock, there's someone at the door
I can't imagine, I can't imagine
I can't imagine what they come around here for...
Coule be the rent... Or H.P.
Whatever it is they gonna bleed me
I've got no money... Nothing to borrow
Just you go away now, don't come back tomorrow

One, two, three... Hail T.V.
Watching Dirty Harry made a man of me
Here I stand, T.V. Man
I've got all the angels eating out of my hand...
I've got good, bad and ugly traits
But even Dirty Harry was allowed to make mistakes...

It's so hot here under the sun
Just him and me
And a couple of six guns
I look at him
He looks at me
Out come the guns
Who will it be...

One, two, three... Hail T.V.
Watching Dirty Harry made a man of me
Here I stand, T.V. Man
I've got all the angels eating out of my hand...
I've got good, bad and ugly traits
But even Dirty Harry was allowed to make mistakes...

segunda-feira, novembro 17, 2008

Sweet dreams are made of this - 21/Nov - W (Lisboa)

Recebi um e-mail do Paulo Ferrão solicitando a divulgação de uma festa revival 80s cujo lema (ou subtítulo) será "Sweet dreams are made of this". É com muito gosto que o faço até porque estão em causa valores humanos essenciais. Passo a transcrever o e-mail:


"Queria pedir-lhe se poderia anunciar no seu prestigiado blog uma festa 80´s revival, com o subtítulo “Sweet dreams are made of this”. Esta festa vai acontecer na sexta feira 21 Novembro no W, ex- Alcântara Mar, e é co-organizada por duas estruturas: elementos da rede de talento Português The Star Tracker, e a “Terra dos sonhos”, uma instituição de cariz social que se dedica a realizar sonhos de crianças com doenças crónicas ou em fase terminal. Metade das receitas da festa vão reverter para essa instituição.

Como motivos extra gostava de destacar os djs: Rui Pragal da Cunha (Heróis do Mar), Paulo Ferrão e Bruno Freitas –TST´s-. Alem de muitas surpresas.

Assim convido todos os leitores do blog a participarem na festa onde alem de se divertirem poderão ajudar à realização de um sonho de uma criança. Para tal basta que transfiram 10 euros para o NIB: 0007 0000 0061 8274 1212 3, com o respectivo comprovativo de pagamento enviado para o e-mail:
tsteighties@gmail.com e desta forma assegurarem a entrada.

Obrigado

Paulo Ferrão"


Pois então, pessoal dos 80s alfacinha, sexta-feira já sabem onde se podem divertir... e contribuir para uma boa causa.

Duel (IX): The Smiths vs. The Cure - ENCERRADO

A votação já encerrou há uns dias, mas só hoje posso vir aqui fechar oficialmente a coisa. O tempo para actualizar o blogue não é muito... Este foi provavelmente o duel mais disputado de sempre, numa luta renhida pela vitória que só ficou conhecida no último dia. Os The Smiths levaram a melhor sobre os The Cure por 2 votos, mas poderia ter sido ao contrário. Curiosamente, só depois do encerramento das urnas é que me dei conta que não votei, e a minha preferência, apesar de amar as duas bandas, iria para... os The Cure. Obrigado a todos pelos 70 cliques, dos quais a banda de Morrissey obteve 36.

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Duas bandas-referência da música de qualidade dos anos 80. Dois vocalistas do mais carismático que pode haver. O duel que o QA80 propõe coloca frente a frente os The Smiths e os The Cure. Para mim será sempre uma escolha problemática. Digamos que se a minha sobrevivência dependesse de abdicar de uma delas, morreria de desgosto antes de escolher... Para ilustrar, dentro do possível, a textura musical das bandas de Morrissey e Robert Smith escolhi cinco canções de cada que podem ser escutadas na barra lateral. Mesmo aqui o dilema da escolha musical é tarefa ingrata. Agora cabe-vos a vós escolher. É na barra lateral. Obrigado pela participação!

segunda-feira, novembro 10, 2008

You're The Voice (V)

O duel The Smiths/The Cure está ao rubro. E você, já votou? Está indeciso? Não pensa noutra coisa durante o dia? Não se preocupe, o Queridos Anos 80 vai ajudá-lo a resolver este dilema. A rubrica You're The Voice traz hoje aqui um senhor que decidiu partilhar com todo o mundo as suas interpretações de There Is A Light That Never Goes Out e Inbetween Days. Para ver com atenção e decidir. Não se deixe influenciar pela camisa do senhor.

domingo, novembro 09, 2008

A Minha Geração: os anos 80 na RTP

O programa da RTP A Minha Geração da semana passada teve como pano de fundo os anos 80. Com apresentação de Catarina Furtado - cuja roupa, já agora, lhe assentou muito bem... - o programa trouxe a Portugal Samantha Fox. Ora, que dizer da actuação da pequenita que traz boas recordações a qualquer rapaz adolescente dos anos 80 (não necessariamente pela música...)? Surpreendeu ao surgir a cantar ao vivo (Touch Me e Nothing's Gonna Stop Me Now), apenas em playback intrumental. Arriscou... e perdeu, porque expôs fragilidades vocais que já conhecíamos. Aos 42 anos, Sam Fox (que foi recentemente eleita pelos leitores do Daily Star como a melhor page-three pin up de sempre) tenta manter-se à superfície da indústria musical, mas o melhor que consegue são estas actuações televisivas em países europeus de "segunda linha".

O programa recuperou ainda Maria Armanda, cuja actuação satisfez a curiosidade de quem sempre se interrogou sobre o que era feito da pequenita que viu um sapo. A Maria não desafinou e o Coro de Santo Amaro de Oeiras portou-se bem. A terceira vedeta da noite foi a rockeira Adelaide Ferreira que recuperou o single de 1982, Bichos. Uma força da natureza, Adelaide continua em forma e com um vozeirão de meter qualquer Samantha Fox no bolso.

Os vídeos destas actuações estão na página do Queridos Anos 80 no You Tube. Para não dizerem que vão daqui sem nada, deixo-vos com Touch Me, de Samantha Fox.

quarta-feira, novembro 05, 2008

MIKE SCORE (51)

O vocalista dos A Flock Of Seagulls, a banda mais "espacial" dos anos 80, faz hoje 51 anos . Mike Score, o homem com o penteado mais louco da década, continua em actividade com a banda, mas com um line-up diferente pois ele é actualmente o único membro fundador. Apesar do esforço da VH1 para os reunir há quatro anos, conseguido, diga-se, parece que a experiência se ficou apenas por isso mesmo... uma experiência. Uma das curiosidades que esse programa revelou foi a forma como nasceu o penteado louco de Score. Parece que, um certo dia, ele estava a tentar levantar todo o cabelo para ficar ao estilo da personagem Ziggy Stardust, de David Bowie, quando o baixista, Frank Maudsley, lhe pôs a mão na cabeça, baixando o cabelo no meio, mas deixando-o no ar dos lados. Nascia assim um penteado mítico. De resto, o programa mostrou que Mike Score já não tem a voz de outros tempos... e é dono de um carácter "difícil". Ou então há ali feridas passadas difíceis de curar entre ele o o irmão, o baterista Ali Score.

segunda-feira, novembro 03, 2008

It's a kind of magic (XXI)

Do Brasil chega uma das canções mais bonitas de sempre. O seu nome é Aquarela e nela tudo é perfeito, desde a melodia ao texto passando pela voz de contador de histórias de Toquinho. Não sou um grande conhecedor da música popular brasileira, mas esta canção emociona-me sempre que a ouço. A actuação que podem visualizar a seguir aconteceu no Japão e conta com a participação do saxofonista japonês Sadao Watanabe. Prefiro a versão de estúdio, na qual a voz de Toquinho surge mais suave, mas de qualquer maneira vale a pena assistir a este momento ao vivo. A transmissão apresenta a tradução da letra para o idioma local. O vídeo que podem ver a seguir é um momento mágico. Foi em 1986.



Momentos mágicos anteriores:
mike scott kim wilde wham milli vanilli bonjovi phil collins eurythmics new order duran duran bauhaus peter murphy band aid sabrina cure depeche mode sétima legião u2 classix nouveaux bruce springsteen duran duran

domingo, novembro 02, 2008

QA80 - 5 anos

Dia 2 de Novembro de 2003, um domingo, o Queridos Anos 80 vê a luz do dia. Desde então, e após 903 artigos e 3651 comentários, o que me apetece dizer é que este blogue é aquilo que eu imaginei que ele fosse. Obrigado a todos.

sábado, novembro 01, 2008

QUERIDOS ANOS 80 - Radio Bar - É hoje!



É já no próximo sábado que o mundo assistirá ao regresso das noites Queridos Anos 80. Dia 1 de Novembro, o RADIO Bar receberá os sons da década dourada da pop, na sua 16ª edição, uma edição muito especial ou não se comemorassem cinco anos sobre o primeiro post deste blogue. Sim, já passaram 5 anos! Por isso estão todos convidados a aparecer, no RADIO Bar, junto à Alfândega do Porto. O Ivo T e o tarzanboy esperam por vós para mais uma noite memorável!

Rest In Peace (2)

Um estudo do ano passado da Universidade John Moores, em Liverpool, concluiu que os artistas pop-rock têm duas vezes maior probabilidade de morrer do que o comum dos mortais da mesma idade. Este estudo não fez mais do que confirmar o aforismo Live Fast, Die Young, que tantas vezes serviu de justificação (ou atenuante...) para desaparecimentos prematuros dos nossos ídolos da música. Entenda-se aquele "Live Fast" como um conjunto de situações que levaria os nossos pais a pôr-nos fora de casa. Há mais curiosidades neste estudo, como por exemplo o facto de os artistas norte-americanos morrerem, em média, aos 42 anos, enquanto que os europeus o "fazem" aos 35...

O Queridos Anos 80 já dedicou um artigo a todos os falecidos cuja música teve papel relevante nos anos 80. Alguns vêm dos anos 70 e até 60, é certo, mas ainda "deram uma perninha" com sucesso nos eighties. O vídeo que podem visualizar a seguir é uma forma mais digna de os homenagear. Em baixo, a lista por ordem de aparição e a respectiva causa de morte (fonte: Wikipedia).




Adrian Borland (The Sound) - Suicídio, saltando para a frente de um comboio (1999)
Andy Gibb - Inflamação do músculo cardíaco, causada por infecção. As drogas e o álcool ajudaram (1988)
António Variações - Pneumonia agravada pela SIDA (1984)
Carlos Paião - Acidente de automóvel (1988)
Cliff Burton (Metallica) - Acidente de autocarro (1986)
Dusty Springfield - Cancro na mama (1999)
Eric Carr (Kiss) - Cancro no coração (1991)
Falco - Acidente de automóvel (1998)
Freddie Mercury (Queen) - Pneumonia agravada pela SIDA (1991)
Grant Mclennan (The Go-betweens) - Enfarte do miocárdio (2006)
Ian Curtis (Joy Division) - Suicídio por enforcamento (1980)
James Brown - Complicações cardíacas motivadas por pneumonia (2006)
Jam-Master Jay (Run DMC) - Assassinado (2003)
Jimmy Mcshane (Baltimora) - SIDA (1995)
Joe Strummer (The Clash) - Problemas cardíacos congénitos (2002)
John Lennon - Assassinado (1980)
Karen Carpenter (The Carpenters) - Complicações cardíacas motivadas por anorexia nervosa (1983)
Kirsty Maccoll - Atingida por um barco a motor enquanto fazia mergulho (2000)
Laura Branigan - Aneurisma cerebral (2004)
Marvin Gaye - Assassinado pelo pai (1984)
Maurice Gibb (Bee Gees) - Complicações no intestino (2003)
Melanie Appleby (Mel & Kim) - Pneumonia agravada por cancro na espinal medula (1990)
Michael Hutchence (INXS) - Possível suicídio por asfixia (1997)
Ofra Haza - Pneumonia agravada pela SIDA (2000)
Pete de Freitas (Echo & The Bunnymen) - Acidente de mota (1989)
Peter Tosh - Assassinado (1987)
Ramones
- Joey: Linfoma (2001)
- Johnny: Cancro na próstata (2004)
- Dee Dee: Overdose de heroína (2002)
Robert Palmer - Enfarte do miocárdio (2004)
Rob Pilatus (Milli Vanilli) - Overdose de medicamentos (1998)
Roy Orbison - Enfarte do miocárdio (1988)
Steve Clark (Def Leppard) - Possível suicídio com anti-depressivos, analgésicos e álcool (1991)
Stiv Bators (Lords Of The New Church) - Complicações decorrentes de atropelamento (1990)
Stuart Adamson (Big Country) - Suicídio por estrangulamento (2001)

segunda-feira, outubro 27, 2008

Memórias do Rock Português, de Aristides Duarte

Finalmente deitei a mão ao magnífico livro de Aristides Duarte, Memórias do Rock Português, neste caso, a 3ª edição (parece que o autor tem prevista a edição de um 2º volume com informação totalmente inédita). Esta é a grande enciclopédia do rock feito em Portugal, ou, se quiserem, da música moderna portuguesa, como era denominada nos anos 80. Para além de inúmeras biografias de bandas e artistas portugueses, Aristides Duarte dá-nos a conhecer a evolução da música pop/rock em Portugal, desde os primórdios - anos 60 - até aos nossos dias, em cinco capítulos: 1- No princípio era o "yé yé"; 2- Os anos 70; 3- O boom do Rock português; 4- Os anos 90; 5- O século XXI. O livro está ainda enriquecido com entrevistas, memorabilia, dezenas de fotografias e ainda uma "Discografia Básica do Rock Português". Penso que o facto de se tratar de uma edição de autor trouxe algumas limitações à vertente gráfica/estética (ou formal) do livro, mas, neste caso, independentemente da forma, esta é uma obra que vale bem o conteúdo. Um obrigado ao Aristides Duarte por preencher esta lacuna! E, já agora, uma visitinha regular ao Rock em Portugal é obrigatória...

quinta-feira, outubro 16, 2008

It's a kind of magic (XX)

Se os Wham o fizeram, porque não haveriam os Duran Duran de o fazer? Refiro-me aos anúncios publicitários que, em meados dos anos 80, alguns dos maiores nomes da música pop gravaram para a televisão japonesa. Neste caso, Simon LeBon e companhia surjem num anúncio ao whisky Suntory Q. Não se percebe muito bem o enquadramento da banda no anúncio, nem sequer a opção estranha, digo eu, de lhes dar aquele ar de cabeçudos. E aquelas bonecas de porcelana dão-me arrepios! Uma coisa é certa: os japoneses devem ter pago muito bem para os rapazes aceitarem aparecer naquela figura, e a dobrar, uma vez que foram gravados dois anúncios. Salvam-se as músicas: Is There Something I Should Know e The Reflex. Os vídeos que se seguem são momentos mágicos. Foi algures na década de 80.



Momentos mágicos anteriores:
mike scott kim wilde wham milli vanilli bonjovi phil collins eurythmics new order duran duran bauhaus peter murphy band aid sabrina cure depeche mode sétima legião u2 classix nouveaux bruce springsteen

terça-feira, outubro 14, 2008

E o Miko respondeu!

A propósito do texto sobre Miko Mission, decidi escrever-lhe um e-mail que dizia o seguinte:
Hello, Miko!

I am a Portuguese fan of the italo-disco scene from the 80s and I run a weblog about the music of the 80s. I just published a text about the great Miko Mission, who had a huge amount of success in Portugal back in the 80s. I would like you to write some words to your fans in Portugal and talk about your plans and projects! Thank you!

By the way, you can visit my weblog in
www.queridosanos80.com.

Ciao!
tarzanboy
E não é que o grande Miko Mission respondeu? Alguém sabe italiano? :)
CIAO ho visto con piacere il tuo messaggio ti ringrazio saprai sicuramente che e' uscito il nuovo singolo di MIKO MIssion "thinking of you" un saluto a tutti gli amici portoghesi e un abbraccio affettuoso a tutti ciao a presto!! MIKO
É caso para dizer: grazie, Miko!

domingo, outubro 12, 2008

Miko Mission

Há várias razões para se falar de italo-disco (ou euro-disco, numa designação mais abrangente), no Queridos Anos 80. Em primeiro lugar, porque nenhum outro estilo musical se enquadra tão bem temporalmente na década de 80 como este. O italo-disco nasceu, viveu e morreu nos anos 80. Em segundo lugar, porque o italo-disco foi importante na década de 80, reflectindo uma maneira própria de fazer música, de a cantar, e até de a dançar. Em terceiro lugar, porque, tal como o disco-sound dos anos 70, o italo-disco (ou euro-disco) motivou as mais extremas reacções: da veneração ao ódio puro e duro, ninguém lhe ficou indiferente. Em último lugar, porque tenho tido, ao longo destes quase cinco anos de QA80 diversas solicitações por e-mail ou através da caixa de conversa da barra lateral no sentido de falar de artistas ligados a este género musical. É neste sentido que trago aqui Miko Mission.

O seu nome verdadeiro é Pier Michele Bozzetti e é italiano. A sua actividade musical começou em 1964, ano em que, sob a designação de Don Miko, editou o single Gente...che ragazza!. Desde então, e ao longo das décadas de 60 e 70 afirmou-se como um dos mais cotados cantores italianos (para consumo interno), tendo participado em duas edições do Festival de Sanremo. Como curiosidade, refira-se que, em 1966, gravou uma versão italiana de Michelle, dos Beatles.

Nos anos 80, Pier Michele Bozzetti decide enveredar pelos caminhos da música de dança cantada em inglês, entrando para o vasto grupo de cantores italianos que haveriam de ser o rosto do tal italo-disco. Em 1984, conquistou as pistas de dança europeias com o tema How Old Are You, seguindo-se The World Is You, canção de que guardo mais recordações devido ao teledisco que passava constantamente no Top Disco, da RTP. Outros temas gravados por Miko Mission, durante os anos 80, foram: Two for love (1985), Strip tease (1986), Toc toc toc/I Like A Woman's Heart (1987), I believe (1988), One step to heaven (1989), Rock me round the world (1989) e I can fly (1994). Miko Mission apostava vidualmente num look que assentava em quilos de maquilhagem. A figura fazia lembrar um actor de teatro de cabaret, por vezez um mimo.

Nos anos 90, recuperou a designação Don Miko e é com ela que, até hoje, mantém a actividade musical com concertos. Podemos vê-lo, a actuar ao vivo (provavelmente em playback) nesta festa dos anos 80, na Holanda, em 2005. Aqui podemos ouvir as primeiras canções de Don Miko, ainda nos anos 60. No

quinta-feira, outubro 09, 2008

Novo teledisco: JOHN LENNON - Just Like Starting Over

Just Like Starting Over foi o primeiro single a ser retirado do álbum Double Fantasy, de John Lennon, e foi lançado dois meses antes da sua morte. Duas semanas após o assassinato do ex-Beatle, o single ressuscitou e chegou ao primeiro lugar das tabelas de vendas americana e britânica. Hoje, se fosse vivo, John Lennon completaria 68 anos, por isso trago aqui o teledisco deste tema, realizado por Joe Pitka, postumamente, em 2000. Para ver na barra lateral.

quinta-feira, outubro 02, 2008

STING (57)

The Dream Of The Blue Turtles (1985) e ...Nothing Like The Sun (1987) são os dois álbuns gravados por Sting, a solo, nos anos 80. Pode dizer-se que foi um (re)começo em grande após a dissolução dos The Police. Os álbuns venderam muito bem dos dois lados do Atlântico e algumas das canções incluídas nesses LPs ficaram como referências musicais da década. Estou a referir-me, por exemplo, a If You Love Somebody Set Them Free, Fortress Around Your Heart, Russians, Englishman In New York ou Fragile. Sting pode não ser o tipo de intérprete/frontman que desperte grandes emoções (falo por mim...), mas a sua música fica sempre bem em casa numa reunião de amigos. De nome verdadeiro Gordon Sumner, este senhor, especialista, ao que dizem, em sexo tântrico, completa hoje 57 anos. Parabéns!