domingo, novembro 08, 2009

45 rotações (V)

Tó Maria Vinhas
Formiga Formiguinha (1980)

Tó Maria Vinhas ficou na história da música portuguesa quando, em 1980, decidiu dar atenção às formigas. Numa altura em que meio mundo dirigia a sua atenção para leões, tigres, cobras e lobos, só para referir alguma da bicharada que foi tema na música pop-rock internacional, em Portugal, alguém lembrava o insecto que não voa, mas que é chato como o catano (já agora, ficam a saber que há mais de doze mil espécies em todo o mundo). Formiga, Formiguinha foi, pois, um fenómeno, em inícios dos anos 80, tendo mesmo dado origem a versões inglesa (Ant, Little Ant), francesa (Fourmi, Petite Fourmi) e italiana (Formica, Piccola Formica). Bem, esta parte foi inventada por mim, mas acho que a canção merecia projecção internacional, não só pela homenagem que o autor faz à existência sempre laboriosa e empreendedora da formiga (convém relembrar que de infantil, como muita gente pensava, esta música não tem nada, sendo mais uma espécie de hino sindicalista de elogio ao trabalhador), mas também porque a própria voz de Tó Maria Vinhas sugere o esgotamento de alguém que passou as últimas 24 horas a trabalhar sem descanso.

O lado B merece também alguma reflexão porque esta poderá muito bem ser a pior música portuguesa de todos os tempos. Meu Amigo, Meu Amigo é aquele tipo de música capaz de nos deixar zangados com o mundo. Aquilo que é suposto ser um hino à amizade torna-se, a meu ver, numa arma de destruição massiva dos nossos ouvidos. E não há amigo que resista depois de ouvir algo como isto: já nem ouves o que digo/nem sequer me dás razão/larga o peso de mendigo/que este mundo é aldrabão. Ou isto: meu amigo, meu amigo/que feitiço te mordeu?/uma seta mal armada/que na boca te gemeu. (Toda a letra aqui).

Actualmente, Tó Maria Vinhas encontra-se afastado, tanto quanto sei, das gravações (em 1992, editou um álbum de fábulas de La Fontaine musicadas), mas escreve para muitos artistas pimba.


tó maria vinhas - formiga formiguinha

tó maria vinhas - meu amigo meu amigo

sábado, novembro 07, 2009

Geração 70 80 90 - AR D'MAR - 7/Novembro


Este sábado, 7 de Novembro, marcamos encontro no Ar D’Mar. O motivo é nobre: o primeiro aniversário do novo espaço à beira-mar. Para celebrar o momento, a dupla de DJs do costume, Pedro Mineiro e tarzanboy, que põe toda a gente a dançar ao som das melhores músicas da década de 80 (com alguns toques da anos 70 e 90 também…). O momento exige festa e o champanhe e o bolo não faltarão, tudo isto temperado pela nova climatização que o Ar D'Mar vai inaugurar. Próximo sábado: a ordem é dançar e festejar. Apareçam!

segunda-feira, novembro 02, 2009

Este homem ensinou-me a ouvir música

Entre as referências da nossa infância ou adolescência, para além da nossa família e professores, há aqueles nomes que, a dada altura se cruzaram no nosso caminho, com quem eventualmente até nunca falámos, mas que, por alguma razão, deixaram uma marca duradoura no nosso crescimento. No meu caso, António Sérgio, o jornalista de rádio que faleceu anteontem, está nesse grupo de pessoas sem as quais, se calhar, uma parte de mim não seria o que é hoje. Refiro-me, claro, à parte que gosta de música. Com Sérgio aprendi a ouvir música. Com o Som da Frente, percebi que havia muito mais música para além das tabelas de vendas que o TOP Disco mostrava, muita coisa que valia a pena ser escutada, ouvida, devorada. Nomes como Wire, Band Of Susans, The Pursuit Of Happiness, Ultra Vivid Scene, Pale Saints chegaram-me através da voz grave e intensa de António Sérgio. E curiosamente, no meu caso, "Som da Frente" foi, durante algum tempo, nos anos 80, uma designação para um estilo de música, dita de vanguarda, e que nos anos 90 tomaria a importação de indie. Só depois percebi que se tratava de um programa de rádio que dava a más horas, mas que, e se calhar por isso mesmo, valia a pena ouvir e sacrificar tempo de descanso.

sexta-feira, outubro 30, 2009

GRACE SLICK (70)

Setenta anos são setenta anos e Grace Slick não escapa à inexorável passagem do tempo. Esta senhora, que vem dos anos 60, formou com Mickey Thomas o duo de vocalistas dos Starship de 1985 a 1988, já depois de a banda ser rebaptizada a partir de Jefferson Starship (designação que, por sua vez, tinha subtituído a de Jefferson Airplane). Em 1989, gravou com os originais Jefferson Airplane um álbum homónimo (a história desta banda é um autêntico puzzle de entradas e saídas...). Naquilo que interessa para este blogue, os Starship foram a banda responsável por temas como We Built This City, Sara ou Nothing's Gonna Stop Us Now. É este último que podem escutar a seguir. A solo, Grace editou três álbuns ainda na primeira metade da década de 80. Resta-me dar-lhe os parabéns pela bonita idade que completa hoje. 70 anos!


starship - nothing's gonna stop us now

quarta-feira, outubro 28, 2009

Novo teledisco: D.A.D. - Sleeping My Day Away

Os fãs de hard 'n' heavy têm no próximo dia 6 de Novembro um apetitoso prato a ser servido no Campo Pequeno. Na ementa, os dinamarqueses D.A.D. (sigla de Disneyland After Dark) e os escoceses Gun. É precisamente dos primeiros que recupero um tema potentíssimo que qualquer pista de dança rock não enjeita: Sleeping My Day Away. Editado mesmo no final da década de 80, este é o tema mais famoso dos D.A.D. e faz parte do terceiro álbum da banda, No Fuel Left For The Pilgrims. O teledisco, que podemos ver na barra lateral, foi realizado por Andy Morahan cujo trabalho foi bastante profícuo nos anos 80, tanto no rock como na pop. Aqui, a banda surge a tocar numa espécie de claustros com o símbolo da banda em fundo. Por entre as colunas e as arcadas, os músicos caminham de um lado para o outro com as suas cabeleiras ao vento e, no refrão, surgem numa cama ora retorcendo-se ora brincando às almofadas. Ao contrário de muitas outras bandas similares da altura, aqui não aparecem miúdas jeitosas a perguntarem qual o shampô que mantém aquelas cabeleiras em tão bom estado. É uma pena. O teledisco só tinha a ganhar com o elemento feminino, vulgo, gajedo. Como se não bastasse esta ausência, um dos rapazes anda ali de um lado para o outro com um fato verde-alface e, na cabeça, um capacete com o símbolo da cruz vermelha (que a certa altura entra em erupção), numa opção estética no mínimo discutível. O solo de guitarra traz-nos o toque "it's-a-kind-of-magic", com o aparecimento de figuras animadas ao estilo do teledisco dos Queen. Já agora, e porque vocês estão mortinhos por saber, a animação é da responsabilidade do senhor Torleif Hoppe.


PS - Mais informações sobre o concerto aqui.

domingo, outubro 25, 2009

Morrissey hospitalizado - Actualização

A Sky News adianta que Morrissey foi hospitalizado depois de ter desmaiado em palco, durante um concerto em Swindon, esta noite. A sua situação é estável. Get well, Moz!

Morrissey já saiu do hospital, depois de ontem à noite ter desmaiado em palco. Todos os pormenores na Sky News.

sexta-feira, outubro 23, 2009

45 rotações (IV) / Tempo dos Mais Novos (I)

Magda Teresa
A Era dos Super Heróis (1980)

O capítulo quatro da rubrica "45 rotações" é também o primeiro de uma nova secção a que resolvi dar o nome de "Tempo dos Mais Novos", nome do programa infanto-juvenil da RTP que punha a miudagem a ver televisão ao fim da tarde em vez de fazer os Tê Pê Cês (para os brasileiros que visitam o QA80, TPC são as iniciais de Trabalho Para Casa que os alunos trazem da escola).

Então para inaugurar este espaço, trago a pequenita Magda Teresa e o seu A Era dos Super Heróis. Alguém se lembra desta canção? Eu tenho uma leve memória do refrão, mas da pequena Magda, nada. Aliás, a vasta equipa que compõe o corpo redactorial do QA80 (que é constituída, como todos sabem, por mim) vasculhou, vasculhou e nada conseguiu encontrar da menina Magda Teresa. Para adensar o mistério, o single apresenta o tema principal cantado com sotaque brasileiro e o lado B com sotaque português de Portugal.

Aquilo que sei é o que está na contra-capa do single. O tema principal foi composto por Sérgio Lopes e Paulo Coelho, sim, ele mesmo, o escritor, na altura apenas um letrista para canções. A Era dos Super Heróis é uma espécie de desmistificação dos homens e mulheres com superpoderes, e, apesar de canção infantil, tem um toque de consciência social quando se ouve, a partir de certa altura, "Passar o dia sem se aborrecer / Nem é possível com super poder / Pois o perigo de ser agredido / Tá por todo o lado". Mas o que mais me surpreendeu na letra de Paulo Coelho, recordo, numa canção para crianças, é o momento "Maiores de 18" que a determinado momento nos é dado a ouvir: "Lanterna Verde gastou sua pilha / Transando a Mulher Maravilha". Não sei, não, mas da última vez que vi uma novela brasileira, o verbo "transar" queria dizer aquilo-que-todos-sabemos... Quanto à metáfora da "pilha", o melhor é não fazer comentários... Consegui apurar que este tema teve uma versão dos Dominó, uma boy-band brasileira dos anos 80.

O lado B chama-se A Canção Que Anda No Ar e foi composta por Cristiana Kopke e Mike Sergeant (Green Windows e Gemini). Aliás, Mike é o responsável pelos arranjos e direcção de orquestra dos dois temas, de onde se conclui que a mocinha deve ser portuguesa. Mas chega de paleio e vamos ao que interessa:


magda teresa - a era dos super herois


magda teresa - a canção que anda no ar

David Lee Roth ou Sammy Hagar? - SONDAGEM ENCERRADA

O público votou e o público decidiu: Sammy Hagar é o vocalista preferido para os Van Halen. Foram 47 cliques que deram a Hagar 53% (25 votos). David Lee Roth não ficou muito longe, com 42% (20 votos), enquanto que duas pessoas expressaram a sua indiferença face ao grupo. Obrigado a todos pela participação de todos.

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Questão existencial para fãs de Van Halen: naqueles vossos sonhos em que aparecem em palco de guitarra ao ombro, perante 20 ou 30 mil groupies a gritar pelo vosso nome (Eddie, pois claro), quem surge à vossa direita agarrado ao microfone? David Lee Roth? Ou Sammy Hagar? O sucesso da banda com um ou com outro faz adivinhar um dilema de difícil resolução. Vamos lá a votar. Quem simplesmente não gosta de Van Halen, tem também direito a voto! É na barra lateral. Obrigado!


van halen (com david lee roth) - jump


van halen (com sammy hagar) - when it's love

sábado, outubro 17, 2009

A-ha

There's no end to the lengths I'll go to

Vieram do país dos fiordes (não confundir com "filhozes"), a Noruega. Os nomes dos três "marmanjos" são Pal Waaktaar, Magne "Mags" Furuholmen e o vocalista Morten Harket e eram muito mais que uma banda caras larocas. Tinham talento e deixaram-nos um conjunto de canções que documentam alguma da melhor pop que se fez na década de 80.

Take On Me (1985) trouxe-nos um dos melhores telediscos de sempre, apresentando um crossover entre a banda desenhada e a vida real. Esta música ainda hoje é um dos ícones dos anos 80 com o início de batida forte e rápida e depois a entrada da inconfundível melodia das teclas. O refrão, bom, quem é que não sabe cantar o refrão? E quem é que consegue?

The Sun Always Shines On TV (1986) seguiu-se a Take On Me com grande sucesso. Os dois temas fazem parte do álbum de estreia, o magnífico Hunting High And Low, que inclui ainda a balada do mesmo nome, promovida por mais um teledisco fantástico.

Em 1986, surgiu Scoundrel Days, o segundo LP, do qual fazem parte I've Been Losing You e Cry Wolf. A receita era a mesma, o sucesso também. Após a participação, não muito feliz, na minha opinião, na banda sonora de 007 - The Living Daylights (1987), editaram Stay On These Roads, terceiro álbum, que, apesar de uma bonita balada como tema-título do álbum, encarregou-se de demonstrar que este jovens noruegueses tinham já esticado demasiado a corda. Por outras palavras, o declínio, gradual, começara.

Durante a década de 90, e apesar da edição de três álbuns, um deles sendo a compilação dos maiores âxitos, os A-ha decidiram encerrar a sua actividade (por outras palavras: fazer uma pausa por tempo indeterminado) e os seus três elementos procuraram novos objectivos na música. Pal formou os Savoy, Mags fundou o Timbersound e Morten gravou três álbuns, dois deles cantados em norueguês. Para uma listagem completa da discografia dos vários projectos cliquem aqui.

Em 2000 regressaram com Minor Earth, Major Sky. Este segundo fôlego durou precisamente nove anos: esta semana os A-ha anunciaram a despedida, que será marcada por uma digressão mundial em 2010 (será que Portugal poderá vê-los ao vivo?). Lifelines (2002), Analogue (2005) e Foot of the Mountain (2009) completam uma discografia de nove álbuns com que oa A-ha tornaram as nossas existências mais felizes. Pal, Mags e Morten, obrigado!

PS - Há dois anos, os leitores do QA80 elegeram a sua música favorita dos A-ha. Vê aqui qual foi.

quarta-feira, outubro 14, 2009

45 rotações (III)

Amália Rodrigues
O Senhor Extraterrestre (1981)

A passagem dos dez anos sobre a morte de Amália Rodrigues motivou-me a recuperar uma aventura pop em que a maior fadista portuguesa de sempre embarcou nos anos 80. Foi pela mão genial de Carlos Paião, em 1981, que surgiu um maxi-single de vinil amarelo com duas canções. No lado A, O Senhor Extraterrestre, a fazer lembrar marchas populares, cuja letra chegou a fazer parte de um manual escolar da primária. No lado B, Amigo Brasileiro, com ritmos latinos como pano de fundo. A voz, a da inconfundível Amália Rodrigues. Os Arranjos e a direcção de orquestra pelo maestro Gaya. A produção foi de Mário Martins. Não faço ideia do impacto que este disco teve na altura (tinha apenas dez anos), mas hoje é considerado por alguns como uma preciosidade. Há uns tempos, o Blitz considerou-o mesmo uma relíquia, e há lojas de discos online a vendê-lo por vinte euros. Eu comprei o meu exemplar por cinquenta cêntimos. Sim, leram bem. Foi, como não podia deixar de ser, na feira da Vandoma. A capa do disco apresenta-nos uma banda desenhada cujas personagens são Amália e o senhor ET. Se clicarem nas imagens acima, poderão vê-la em pormenor.

Amalia Rodrigues - Sr. Extraterrestre

Amalia Rodrigues - Amigo Brasileiro

sábado, outubro 10, 2009

Cock Robin: alguém esteve lá?

Será que alguém poderia deixar aqui o seu testemunho sobre o que se passou ontem? Thanks in advance...

sexta-feira, outubro 09, 2009

JOÃO LOUREIRO (46)

Os Ban foram uma das minhas bandas pop preferidas dos anos 80. Tinham melodias catchy, tinham uma Ana Deus que enchia as canções com a sua voz cheia de soul, tinham um conjunto muito competente de músicos. E tinham João Loureiro, que, sem ser um portento de técnica vocal, encaixava bem no estilo pop limpinho e sofisticado que os Ban faziam. Estou, obviamente, a reportar-me à fase mainstream, à fase do Coliseu do Porto "à pinha" para os ver tocar Irreal Social, Num Filme Sempre Pop, Desnexos (Essenciais) e Dias Atlânticos, entre muitas outras. É que os Ban tiveram uma primeira fase, pouco conhecida do público geral, que se caracterizou por uma colagem à onda urbano-depressiva de uns Joy Division ou Echo & the Bunnymen. Essa fase ficou bem marcada pelo mini-LP Alma Dorida, cuja canção-título é das coisas mais belas alguma vez feitas em Portugal. Em 1992 foi editado o CD Documento 83-86, que contém esta e outras primeiras gravações dos Ban, ainda longe da sonoridade comercial que os viria a caracterizar. Depois da dissolução da banda, Loureiro junta-se a Alexandre Soares para formar os Zero, projecto que obteve pouco reconhecimento comercial. Loureiro passou então a dedicar-se à advocacia e a negócios empresariais, antes de se aventurar na presidência do Boavista. Agora que a aventura clubista terminou mal, Loureiro prepara o regresso surpreendente dos BAN (sem Ana Deus...). Estou muito curioso para ver o que vai sair daqui... Para já, endereçamos os parabéns a João Loureiro, que completa 46 anos.


ban - irreal social

Cock Robin

Things aren't quite as they seem inside my domain

Falar dos Cock Robin (nome de pássaro chamado “pisco” ou “tordo americano”) é lembrar quatro canções que marcaram os anos 80: When Your Heart Is Weak, The Promise You Made, Thought You Were On My Side e, a preferida do QA80, Just Around The Corner.

O grupo surgiu em 1983 e foi composto pelo vocalista/compositor/baixista Peter Kingsberry, um rapaz de boa voz, ainda que um pouco chorona, assim a atirar para a country; a cantora Anne Lacazio (de ascendência italo-chinesa), uma mocinha que gostava de ser a Stevie Nicks quando fosse grande, mas que não lhe chegou aos calcanhares, ainda que se tenha portoado à altura do exigido nos Cock Robin; o guitarrista Clive Wright; e o baterista Louis Molino III.

A curta carreira do grupo produziu três álbuns. O primeiro, Cock Robin (1985), lançou-os imediatamente para o estrelato, principalmente na Europa, graças aos temas Thought Your Were On My Side, The Promise You Made e When Your Heart Is Weak.

Por alturas do segundo álbum, After Here, Through Midland (1987), o grupo apresenta-se já como um duo Peter e Anne. Este LP produziu a sua melhor canção, na minha opinião: Just Around The Corner.

O último álbum dos Cock Robin, First Love/Last Rites (1989), ainda lançou o single It’s Only Make Believe, mas o destino do grupo estava traçado e os Cock Robin não sobreviveram à viragem da década. Para quem quer o essencial da sua carreira, o QA80 recomenda o Best Of editado pela Sony. Existe uma boa meia dúzia (!!!) de best ofs dos Cock Robin, por isso hipóteses de escolha não faltam.

Peter Kingsberry enveredou por carreira a solo, tendo gravado quatro álbuns: A Different Man (1991), Once In A Million (1994), Pretty Ballerina (1997) e Mon Inconnue (2002). O título do seu último álbum indicia que é cantado em francês, o que não é estranho se levarmos em linha de conta que Peter vive em França há muitos anos. Quanto a Anne Lacazio, gravou em 2000 o álbum Eat Life, cuja edição física não chegou a existir. No entanto, e porque a Internet tem destas coisas maravilhosas, consegui aceder a algumas músicas desse álbum, neste site.

Grandes novidades trouxe o ano de 2006. Seguindo o exemplo de muitas outras bandas 80s, os Cock Robin voltaram a reunir-se, e, com três dos fundadores originais (Louis Molino III ficou de fora), editaram mesmo o seu quarto álbum de originais, de nome I Don't Want To Save The World. Hoje, estão no Coliseu doas Recreios, para uma prestação que irá incluir uma festa dos anos 80.

domingo, outubro 04, 2009

Novo teledisco: TALK TALK - It's My Life

No Dia Mundial dos Animais, trago ao QA80 o teledisco de It's My Life, dos Talk Talk, uma daquelas canções que fazem dos anos 80 uma década musicalmente inigualável. Este teledisco foi realizado pelo grande Tim Pope, realizador prolífico de telediscos nos anos 80, que marcou o género através da colaboração com os Cure. Tendo como ideia subjacente uma crítica mordaz ao playback (a técnica que Carlos Paião celebrizou), o videoclip mostra-nos um Mark Hollis, num jardim zoológico, de boca fechada, enquanto se vão sucedendo imagens belíssimas de animais e da natureza. Então aquela da baleia é, como diram os ingleses, breathtaking. Para ver na barra lateral.

quinta-feira, outubro 01, 2009

Dia Mundial da Música

Hoje alinhei na promoção da JoJo's, provavelmente a mais antiga loja de discos da cidade do Porto, que pôs 20% de desconto em tudo, para celebrar o Dia Mundial da Música. E permitam-me dizer-vos que a loja, que foi expandida com um auditório e um segundo andar com vinis raros, está um mimo. Um espaço que vai muito para além da música, onde se respira cultura, com ofertas ao nível da leitura, do DVD e até da roupa.

Relativamente às compras, trouxe uma quantidade assinalável de singles em vinil obscuros dos anos 80, que pretendo partilhar com todos vós aqui no QA80, e ainda best ofs em CD de The Cars, Garbage, Rod Stewart e Talking Heads. É precisamente com a banda de David Byrne que vos deixo, em formato teledisco. A canção é Wild Wild Life e o teledisco é do melhor que se fez nos anos 80.

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terça-feira, setembro 29, 2009

Geração 70 80 90 - AR D'MAR - 3/Outubro


No próximo sábado, 3 de Outubro, a noite Geração 70 80 90 tem encontro marcado com todos vós, mais uma vez no magnífico espaço do AR D'MAR. Será a sétima edição desta festa que já corre de boca em boca pelo Porto, Gaia e arredores. Junto ao mar, na praia de Canide-Norte, a comunidade revivalista volta a reunir-se para dançar ao som das canções escolhidas pelos DJs Pedro Mineiro e tarzanboy. Apareçam e divirtam-se! Até sábado!

Blogue oficial do AR D'MAR: http://barardemar.blogspot.com/

LUKE e MATT GOSS (41)

Na segunda metade da década de 80, e numa altura em que os Wham encostavam às boxes para não mais voltar, o mundo teenager feminino foi varrido pelo fenómeno Bros. Eles eram os gémeos Luke e Matt Goss e o outro, Craig Logan, que a minha prima apelidava simplesmente de "o feio". Com I Owe You Nothing e When Will I Be Famous, retirados do álbum de estreia Push, os Bros arrebataram os primeiros lugares dos tops mundiais e deixaram a sua marca na pop pastilha-elástica dos anos 80. Conheceram ainda o sucesso com a balada Cat Among The Pigeons. Depois, o balão estourou e os rapazes separaram-se. Matt dedicou-se a carreira a solo pouco significativa, mas que ainda dura, e Luke enveredou pela sétima arte. Hoje, os gémeos fazem 41 anos. Parabéns!


bros - i owe you nothing

sábado, setembro 26, 2009

It's a kind of magic (XXVI)

Os The Cult tocaram ontem no Coliseu dos Recreios e parece que foi um grande concerto. Eu continuo a desafiar o destino e, mais uma vez, faltei à chamada. Sim, ainda me falta ver esta banda ao vivo. E oportunidades não têm faltado, também aqui, no Porto. O alinhamento de ontem foi dominado pelo álbum que mos deu a conhecer, o magnífico Love, de 1985. Dele faz parte She Sells Sanctuary, um hino que preenche muito bem qualquer pista de dança rock que se preze. A actuação que trago aqui é da altura do lançamento do álbum, mostrando uns Cult no auge das suas capacidades, e um Ian Astbury como só ele sabe ser. O vídeo que se segue é um momento mágico. Foi em 1985

quinta-feira, setembro 24, 2009

You're the voice (VIII)

No YouTube encontra-se do melhor e do pior. Desta vez trago-vos uma versão extraordinária de Dancing In The Dark, de Bruce Springsteen. E responsável por esta versão chama-se Dan e é um verdadeiro artista. Gostava de cantar e tocar como ele (bem, se soubesse tocar o que quer que fosse já era bom). Ora vejam:

quarta-feira, setembro 23, 2009

BRUCE SPRINGSTEEN (60)



You can't start a fire without a spark! O Boss faz anos!
Parabéns ao Boss!


bruce springsteen - dancing in the dark

ADELAIDE FERREIRA (50)

Adelaide Ferreira começou a dar nas vistas em termos musicais à custa de um rock de cariz muito artesanal. A canção chamava-se Baby Suicida (1981) e mostrou que a actriz queria também ser cantora. A partir daí, Adelaide construiu uma carreira basicamente alicerçada em baladas, de que se destacaram Penso Em Ti (1985), Papel Principal (1986) e Dava Tudo (1989). Hoje, Adelaide Ferreira completa 50 anos. Parabéns!



adelaide ferreira - baby suicida

terça-feira, setembro 15, 2009

Novo teledisco: PATRICK SWAYZE - She's Like The Wind

Patrick Swayze morreu hoje com 57 anos. O protagonista de Dirty Dancing - um filme que iluminou a adolescência de muita miúda nos anos 80 - era um excelente dançarino, um bom actor (no estilo romântico em que se especializou) e, porque não dizê-lo, um razoável cantor. É ele quem canta She's Like The Wind, tema que compôs em 1984 com Stacy Widelitz para a banda sonora de Grandview USA, mas que apenas veria a luz do dia com Dirty Dancing, em 1988. É esse teledisco que vos convido a ver, na barra lateral, completamente rodado a preto e branco, mostrando excertos do filme intercalados com aparições de Swayze e de Wendy Fraser, que também participa.

quarta-feira, setembro 09, 2009

DAVID STEWART (57)

Dave Stewart formou com Annie Lennox uma das duplas mais apaixonantes da música pop dos anos 80. Os Eurythmics são uma das minhas paixões musicais, com temas como Love Is A Stranger, Sweet Dreams, There Must Be An Angel ou When Tomorrow Comes entre os meus preferidos. A actividade musical de Stewart sobreviveu ao fim dos Eurythmics, durante a década de 90, mas sem a projecção do seu grupo de sempre. As últimas notícias dão conta da sua luta contra a exploração de que os artistas estão a ser alvo da parte das empresas de toques de telemóvel. Musicalmente falando, Stewart esteve envolvido no projecto Dave Stewart and His 30-Piece Rock Fabulous Orchestra, com a qual tocou temas de gente famosa como se pode ver no cartaz promocional. Recentemente foi o responsável pela música do musical Ghost, inspirado no famoso filme com Demi Moore e Patrick Swayze. Hoje, Dave Stewart completa 57 anos. Parabéns!



eurythmics - there must be an angel

Novo teledisco: NENA - 99 red balloons

No dia 9 do 9 de 2009, lembrei-me de trazer à barra lateral o teledisco do maior êxito da alemã Nena - 99 Red Balloons. Este teledisco é uma mistura dos dois clips feitos para a versão alemã da música, um tendo por base imagens ao vivo em Berlim e outro filmado numa base militar holandesa onde Nena vagueia por um descampado antes de se juntar à banda. 99 Red Balloons para ver na barra lateral.

sexta-feira, setembro 04, 2009

Novo teledisco: THE MEN THEY COULDN'T HANG - The Colours

Os The Men They Couldn't Hang estarão amanhã na Festa do Avante, mais ou menos pelas 19h, para aquela que parece ser a sua segunda vez em Portugal (o André viu-os há dez anos!). Os TMTCH foram uma espécie de Pogues com menos sucesso, mas, na minha opinião, não com menos talento (e com dentes mais saudáveis, já agora). "Conheci-os" por alturas da edição do primeiro álbum e fiquei fã para sempre. Há poucos anos comprei o best of deles - Majestic Grill - do qual faz parte o magnífico The Colours, cujo teledisco trouxe hoje à barra lateral. É mais um daqueles pedaços deliciosos de folk, cheios de História (com H maiúsculo), que caracterizam a carreira desta banda britânica. Amanhã, gostava de estar na Quinta da Atalaia...

terça-feira, setembro 01, 2009

Geração 70 80 90 - AR D'MAR - 5/Setembro


Vamos entao marcar na agenda: dia 5 de Setembro, no AR D'MAR, abrimos espaco ao revivalismo saudavel para celebrar a melhor musica de sempre. A Geracao 70 80 90 marca, mais uma vez, presenca junto ao mar da praia de Canide-Norte, para uma noite fantastica. Quem esteve nas anteriores repete a dose. Quem nao esteve ja ouviu falar e promete estrear-se. Contamos convosco! Ate dia 5!


Blogue oficial do AR D'MAR: http://barardemar.blogspot.com/

terça-feira, agosto 11, 2009

Depeche Mode: o cartaz do Nuno


Apresento-vos mais um excelente trabalho do Nuno, desta vez tendo como base o concerto de 14 de Novembro dos Depeche Mode em Lisboa. O poster não foi aceite pela promotora, uma vez que, e passo a citar, "a imagem do referido espectáculo obedece a normas específicas e vigentes para toda a digressão." Aceita-se, mas é pena. Façam o favor de clicar na imagem se a quiserem ver em tamanho superior.

sábado, agosto 08, 2009

Geração 70 80 90 - AR D'MAR - 8/Agosto


Já estamos em contagem decrescente para mais uma edição da festa Geração 70 80 90. Vai ser, mais uma vez, no melhor espaço da linha de VN Gaia, no Ar D'Mar, a 8 de Agosto. Esperamos mais uma noite espectacular, à imagem das anteriores, com maior incidência musical nos anos 80. Por falar em festas anteriores, já estão disponíveis as fotos da última, em http://barardemar.blogspot.com/ Até dia 8!

sexta-feira, agosto 07, 2009

Novo teledisco: THE PSYCHEDELIC FURS - Pretty In Pink

A nova aposta do QA80 para vídeo da barra lateral chama-se Pretty In Pink e vem pela mão dos fabulosos Psychedelic Furs, que andavam um pouco esquecidos por estas bandas. Às vezes é preciso morrer alguém para que nos lembremos de coisas de que gostamos. Foi este o caso, com o desaparecimento de John Hughes, escritor, realizador e produtor, que foi responsável por filmes marcantes para qualquer jovem da década de 80. Um deles foi The Breakfast Club, que realizou. Outro foi Pretty In Pink, cujo argumento escreveu, e de cuja banda sonora fez parte a canção que se apresenta neste texto. De notar que esta canção já tinha sido editada originalmente em 1981 pelos Furs e constituiu a inspiração para a ideia do filme, tendo sido, por isso, regravada para a banda sonora (eu, pessoalmente, prefiro a versão de 1981). Esta banda sonora não vale apenas pela presença dos Psychedelic Furs, uma vez que apresenta gente muito bem cotada nos anos 80 tais como Orchestral Manoeuvres in the Dark, Suzanne Vega, INXS, New Order, Echo & the Bunnymen e The Smiths. Uma preciosidade!

sábado, julho 18, 2009

A lista do Robert

Robert Smith foi convidado de uma rádio norte-americana para um especial dedicado aos Cure. Neste especial, passou um concerto da banda do ano passado e o próprio Robert pôde passar as músicas que quis dos Cure. Convidaram-no, também, por fim, a escolher as suas trinta músicas preferidas dos anos 80. Fica aqui a lista, na qual podemos encontrar algumas surpresas... Para finalizar, quero agradecer ao Sandro Nunes pela gentileza de me ter enviado a notícia. Podem obter o ficheiro do programa no fórum português dedicado aos Cure, do qual o Sandro é o fundador.

Tom Waits - In the Neighborhood
Suzanne Vega - Small Blue Thing
Sugarcubes - Birthday
Soft Cell - Tainted Love
Siouxsie & The Banshees - Dear Prudence
Psychedelic Furs - Heaven
Prince - Starfish & Coffee
The Pretenders - Don't Get Me Wrong
The Pixies - Gigantic
Yoko Ono - Walking On Thin Ice
New Order - Everything's Gone Green
Mel & Kim - Respectable
My Bloody Valentine - Lose My Breath
Madness - Return of the Lost Palmas Seven
Chaka Khan - I Feel For You
Joy Division - The Eternal
Jesus and Mary Chain - Some Candy Talking
Human League - Human
Peter Gabriel - Red Rain
Echo & The Bunnymen - Killing Moon
Dinosaur Jr. - Freak Scene
Depeche Mode - Personal Jesus
D.A.F. - Sex Unter Wasser
Christina - Things Fall Apart
Cocteau Twins - Persephone
Kate Bush - Cloudbusting
Bananarama and Funboy 3 - It Ain't What You Do (It's the Way that You Do It)
David Bowie - Let's Dance
The Associates - Tell Me It's Easter on Friday
ABC - Look of Love

terça-feira, julho 14, 2009

TANYA DONELLY (43)

Tanya Donelly esteve a génese de três bandas importantes do circuito alternativo internacional. Fundou com Kristin Hersh os Throwing Muses, em 1982. Foram a primeira banda norte-americana a assinar pela mítica 4AD. Entretanto, numa altura em que questionava a sua permanência nos Muses, Tanya juntou-se a Kim Deal (Pixies) no projecto Breeders. A sua permanência nas Breeders produziu o álbum Pod, mas não foi além disso. Tanya necessitava de um projecto seu e então resolveu formar os Belly em 1991. Foi neste ano que Tanya participou, com Kim Deal, no projecto This Mortal Coil, através de You And Your Sister, canção incluída no álbum Blood. Com os Belly, atingiu o sucesso comercial graças ao álbum Star. Quando, em 1995, o segundo álbum não correspondeu às expectativas entretanto criadas, Tanya resolveu enveredar por uma carreira a solo, que mantém até aos dias de hoje. Editou até ao momento quatro álbuns a solo: Lovesongs For The Underdogs (1997), Beautysleep (2002), Whiskey Tango Ghosts (2004) e This Hungry Life (ao vivo, 2006)

A voz de Tanya Donelly é qualquer coisa de peculiar. Encontrei esta descrição no antigo site Indieworkshop. Acho que é difícil fazer melhor:

I’ve always had a thing for Tanya Donelly’s voice. Graced with vocal chords as smooth as butter and more solid than most, she manages to convey a sound that equally expresses youth and maturity. Her voice always makes me just want to close my eyes.

Tanya Donelly completa hoje 43 anos de idade. Parabéns!

sexta-feira, julho 10, 2009

Geração 70 80 90 - AR D'MAR - 11 de Julho



O próximo sábado marca a edição de mais uma festa Geração 70 80 90, no Ar D'Mar, na praia de Canide - Norte, em Vila Nova de Gaia. As Summer Sessions estão aí, com o Verão a dar o mote e os DJs Pedro Mineiro e tarzanboy a porem toda a gente a dançar. A partir das 22 horas, o Pedro e eu abriremos as hostilidades.

E agora, as perguntas que toda a gente faz:
1. Como chegar ao Ar D'Mar?
R: Já tinha obrigação de saber, mas como sou um gajo porreiro, aqui está o mapa.
2. Existem fotografias das outras festas?
R: Claro que existem. No blogue oficial do Ar D'Mar. Aqui.
3. Paga-se entrada no Ar D'Mar?
R: Não. Apenas paga o que consumir. Se quiser pagar uma cerveja aos DJs, também é possível.
4. Pode-se fumar no Ar D'Mar?
R: Sim, na esplanada, com vista para o mar. Muito romântico para trocar uns fumos com a catraia.
5. Os DJs existem mesmo ou são apenas imagens holográficas?
R: Existem mesmo, são da carne e osso e são também muito asseados. Experimente dizer-lhes "olá".
6. Ouvi dizer que se pode pedir uma musiquita ou outra. É verdade?
R: Sim, é verdade! Pode pedir! Agora, se vamos passá-la, isso é outra história.
7. Também já me disseram que às vezes passam Trio Odemira e Clemente. É verdade?
R: Não confirmamos, nem desmentimos. Só indo lá para verificar! Até sábado!

terça-feira, julho 07, 2009

DEPECHE MODE: há um bilhete à vossa espera

Há um bilhete à vossa espera para o Super Bock Super Rock deste sábado, no Estádio do Bessa. Para tal, basta ligarem o 914527739 e combinarem com a pessoa que vos atender a melhor maneira de lhe fazerem chegar os 41 euros. Fácil, não é? A pessoa chama-se Pedro Carvalho, é meu amigo, tem um bilhete a mais e pediu-me o especial favor de divulgar tal facto. Cá está, Pedro!

segunda-feira, julho 06, 2009

Michael Jackson: a preferida é... Billie Jean!

Terminou a sondagem sobre as músicas preferidas de Michael Jackson, no período respeitante aos anos 80. Obrigado aos 142 votantes. Aqui fica a classificação final:

1º billie jean - 68 (47%)
2º thriller - 48 (33%)
3º beat it - 38 (26%)

4º the way you make me feel - 20 (14%)
5º bad, smooth criminal e dirty diana - 17 (11%)
8º man in the mirror - 13 (9%)
9º human nature - 12 (8%)
10º the girl is mine e wanna be startin' something - 10 (7%)
12º i just can't stop loving you - 9 (6%)
13º liberian girl - 8 (5%)
14º leave me alone - 7 (4%)
15º p.y.t. (pretty young thing) - 5 (3%)
16º another part of me - 3 (2%)

sábado, julho 04, 2009

Novo teledisco: KYLIE MINOGUE - Got To Be Certain

Kylie Minogue pisa, hoje, pela primeira vez os palcos portugueses, com o concerto marcado para o Pavilhão Atlântico. Aquela que foi outrora uma espécie de princesa da pop teenager conseguiu consolidar uma carreira que parecia ter-se esfumado na década de 90. E após o probme a grave de saúde que a afectou há alguns anos, é caso para dizer que esta mulher tem fibra! Escolhi, para recordação, o teledisco de Got To Be Certain. Para ver na barra lateral.
Actualização (6/7/09): só agora reparei - este foi o post mil do Queridos Anos 80!

sexta-feira, julho 03, 2009

MusicBox: a homenagem a João Aguardela

É hoje, sexta-feira, dia 3, que o MusicBox, em Lisboa, vai celebrar a vida e a carreira de João Aguardela (mais informações sobre o evento aqui), que faleceu este ano. O QA80 junta-se à homenagem e disponibiliza para audição um concerto que os Sitiados deram no extinto Luis Armastrondo, em finais da década de 80. A gravação é completamente amadora e foi feita por alguém de um grupo de amigos que se juntaram para ir assistir ao concerto. Nesse grupo de amigos estava eu. Recordar este concerto é viajar vinte anos. Uma viagem que vale a pena.


terça-feira, junho 30, 2009

Pixies: uma boa e uma má notícia

Acabou de chegar ao meu conhecimento uma boa e uma má notícia sobre os Pixies. Primeiro a boa: a banda de Black Francis vai tocar o álbum Doolittle na íntegra (a ainda os lados B dos singles), na digressão que está a preparar, comemorativa dos vinte anos do lançamento de um dos álbuns mais fascinantes de rock indie dos anos 80. Diria mesmo que Doolittle é um dos meus álbuns preferidos de sempre. Paralelamente a esta digressão, que terá início em Outubro, os Pixies irão lançar uma caixa, com o título Minotaur, na qual encontraremos toda a discografia do grupo em CD e DVD, enquadrada por um novo esquema gráfico, um DVD ao vivo, todos os telediscos da banda e um livro. Esta edição ficará, certamente, por um balúrdio, mas valerá bem o dinheiro.


Agora, a má notícia: a digressão não contempla Portugal.

sábado, junho 27, 2009

Sondagem: qual a minha preferida de Michael Jackson?

Nunca tive um poster de Michael Jackson no quarto, enquanto adolescente. Na verdade, naquela altura, em que os nossos gostos eram, não totalmente, mas em grande parte, condicionados pelos pares e pelo grupo em que nos inseríamos, eu não era nem nunca fui aquilo que se pode chamar um fã de Michael Jackson. À medida que fui crescendo e que o meu ouvido foi ficando mais tolerante para todos os tipos de música, fui gradualmente reconhecendo a importância musical do senhor. Hoje, tenho o vinil de Thriller (comprado na Vandoma por... 50 cêntimos) e adoro passar Michael Jackson nas minhas deambulações enquanto DJ. Esta história é a prova de que, quem tem qualidade, acaba sempre por vê-la reconhecida mais cedo e mais tarde.

A sua morte, ironicamente, no dia de aniversário de outro Michael, também ele ícone da pop (falo de George Michael), levou-me a iniciar uma sondagem aqui no QA80, que pretende saber qual é o vosso single preferido de Michael Jackson. Isto, claro, no âmbito temporal dos anos 80. Vou apenas incluir os singles extraídos dos álbuns Thriller e Bad, os únicos gravados e editados nos anos 80, deixando de fora o álbum Off The Wall, de 1979, apesar de dele terem sido extraídos singles já nos anos 80, e ainda Farewell My Summer Love, uma compilação de temas gravados entre 1873 e 1875, que apenas viu a luz o dia em 1984. Houve ainda a reedição, em 1981, de One Day In Your Life, originalmente editada em 1975, e que eu deixei de fora. A lista é então a seguinte (podem votar na barra lateral e podem fazê-lo em mais do que uma canção):

the girl is mine
billie jean
beat it
wanna be startin' something
human nature
p.y.t. (pretty young thing)
thriller
i just can't stop loving you
bad
the way you make me feel
man in the mirror
dirty diana
another part of me
smooth criminal
leave me alone
liberian girl


PS - A propósito de um comentário feito pelo leitor Jorge, na caixa de comentários da barra lateral, queria dizer o seguinte: o QA80 não tem qualquer compromisso editorial para com os seus visitantes. Não são eles que determinam o que se escreve aqui. O QA80 é um blogue pessoal, redigido por alguém que escreve o que lhe apetece e quando lhe apetece ou tem tempo para.

quarta-feira, junho 24, 2009

Russ Ballard: o rock FM no Campo Pequeno

É já depois de amanhã que os fãs do rock FM terão um momento de culto: Russ Ballard estará no palco do Campo Pequeno para revisitar uma carreira de muitos êxitos hard-rock. Não sou grande conhecedor do percurso musical deste senhor, apenas conheço os temas Voices, Two Silhouettes, The Fire Still Burns, e o meu preferido, I Can't Hear You No More. Podem ler uma biografia jeitosa do cantor e compositor britânico no Viva 80s. O concerto no Campo Pequeno servirá também para apresentar o álbum mais recente, Book of Love . Na primeira parte actuarão as bandas portuguesas Alcoolémia e Faithfull. Para saber mais sobre o evento, o site da promotora, a Remember Minds.

segunda-feira, junho 22, 2009

JIMMY SOMMERVILLE (48)

Comecemos pelo mais recente: Jimmy Sommerville tem novo site oficial e acaba de editar o álbum Suddenly Last Summer, um conjunto de versões de temas antigos (People Are Strange, por exemplo...), apenas disponível em lojas online. Os tempos mudam e a forma como os artistas promovem e vendem a sua música também. Nos anos 80, Jimmy Sommerville conquistou o seu espaço na pop mundial, primeiro com os Bronski Beat, depois com os Communards e, finalmente, a solo. Em qualquer uma destas versões, Jimmy sempre nos deu canções formatadas para a pista de dança. Smalltown Boy, Why?, Don't Leave Me This Way (um original dos anos 70), So Cold The Night ou Never Can Say Goodbye (um original dos Jackson 5) são alguns desses exemplos. Hoje, Jimmy Sommerville completa 48 anos. parabéns!

CYNDI LAUPER (56)

Cyndi Lauper é responsável por um dos melhores momentos do teledisco de We Are The World. É uma imagem que retenho, aquela da pequenita de voz de menina, por vezes esganiçada, que foi uma das grandes estrelas da música dos 80s. Três canções povoam o nosso imaginário quando pensamos em Lauper: Girls Just Wanna Have Fun, Time After Time e True Colors.

Nasceu em Nova Iorque (22.06.1953) e, depois de ter feito parte de várias bandas locais, nos anos de adolescente, fundou, em 1977, os Blue Angel com John Turi. Editaram um álbum homónimo em 1980, mas sem qualquer sucesso. Já depois da dissolução do grupo, Cyndi passou 3 anos a cantar em bares e restaurantes até que o seu empresário (e namorado), David Wolff, lhe conseguiu um contrato discográfico que haveria de ser decisivo. Em finais de 1983, editou aquele que viria a ser o seu álbum de referência - She's So Unusual. Para além de Girls Just Wanna Have Fun e Time After Time, este primeiro álbum, com título tão apropriado, incluiu She Bop e All Through the Night, que também não se portaram mal.

Girls Just Wanna Have Fun foi uma espécie de manifesto feminino teen dos anos oitenta. O teledisco é, de resto, sintomático disso mesmo. Neste âmbito, a MTV teve um papel preponderante na forma como promoveu a carreira de Cyndi. Estávamos nos primórdios da cultura do teledisco.



O segundo álbum, True Colors (1986), mostrou uma Cyndi Lauper mais adulta, menos extravagante, e isso deve ter-lhe custado alguns fãs teenager. A grande faixa do álbum é a balada True Colors. À medida que a sua carreira musical foi perdendo fulgor, Cyndi começou a dedicar-se ao cinema. Em 1988, fez a sua primeira comédia, Vibes. Nunca vi este filme, nem tenho qualquer referência. Alguém viu?

O ano de 1989, marcou a edição de A Night To Remember, o terceiro álbum, que mais não fez do que confirmar que os tempos áureos de Cyndi tinham definitivamente passado. I Drove All Night foi o tema mais conhecido deste álbum.

O seu álbum mais recente data de 2008 e chama-se Bring Ya To The Brink. Hoje, Cyndi Lauper completa 56 anos. Parabéns!

quarta-feira, junho 17, 2009

Marilyn Manson no Porto, hoje



Hoje vou ver este senhor. E espero que ele se lembre de tocar Tainted Love, Sweet Dreams e Personal Jesus. Só lhe ficava bem.

quarta-feira, junho 10, 2009

MARK SHAW (49)

Os Then Jerico agitaram a pop do finalzinho da década de 80 com grandes temas como The Motive, Big Area e a belíssima balada Sugar Box. Duraram dois álbuns e depois tudo se desvaneceu. Excepto Mark Shaw, o vocalista, que manteve a actividade, primeiro como Mark Shaw Etc, e depois utilizando o nome Then Jerico, mas sem qualquer outro membro original. Em 2003, Shaw dizia à BBC que estava pronto a gravar novo material e que o álbum sairia até ao final desse ano, no entanto tal previsão não foi mais do que um desejo não cumprido... No ano passado, aquele que outrora foi um sex symbol dos 80s, foi brutalmente espancado por um grupo de jovens, sem saber porquê, diz ele. Toda a história aqui (atenção: a foto pode impressionar os mais sensíveis...). Hoje, Mark Shaw faz 49 anos e o QA80 dá-lhe os parabéns!

KIM DEAL (48)

A sua voz é marca imprescindível dos Pixies, quer por detrás de Black Francis, quer na doce interpretação de Gigantic (álbum Surfer Rosa, 1988). Kim Deal, baixista da banda mais apaixonante do indie-rock eighties, completa hoje 49 anos. Parabéns!

MAXI PRIEST (49)

Maxi Priest gravou, em 1988, uma versão de Wild World, de Cat Stevens, de que eu gosto muito (apesar de não ser fã de reggae). Sempre que ouço esta música, penso em férias. Quanto a Maxi Priest, hoje completa 49 anos, o que é razão para figurar neste blogue. Parabéns!

HERE AND NOW: Rick Astley

Quando vi Rick Astley entrar em palco de braço dado com as meninas do coro - já agora, cerca de 20 anos mais novas do que ele - como se fosse um Hugh Hefner ladeado pelas suas coelhinhas, percebi o que nos esperava na meia hora seguinte: a actuação de alguém que tinha vindo para se divertir e divertir o público independentemente da qualidade da música que apresentava como cartão de visita. Rick Astley foi, de todos os que pisaram o palco Here And Now, aquele que se levou menos a sério. Rick fez poses para a fotografia, divulgou o número do seu quarto no hotel para eventuais interessadas, posou para uma fotografia do percussionista e em seguida disse "Oh, pá, tenho 43 anos, que é que queres? Pelo amor de Deus!". Foi uma espécie de entertainer para todo o serviço, que, por acaso, tinha meia dúzia de canções para cantar. E a sua voz apenas acusou algum cansaço já no final, com Never Gonna Give You Up, canção que introduziu avisando que só tinha mais uma música e que todos sabiam qual é. Pôs os homens e as mulheres a cantar separadamente e, por fim, recebeu em palco todos os outros cantores (à excepção de Martin Fry e de Belinda Carlisle...) à maneira de apoteose que, já agora, não resultou por aí além. Aqui estão a fotos da prestação de Rick Astley.
Here and Now - Balanço final: voltem depressa!

sexta-feira, junho 05, 2009

HERE AND NOW: Kim Wilde

"Kim, jamais esquecerei o momento em que estive p'raí a uns 10 metros de ti. Foi como um cumprir de um desígnio que estava já traçado desde os longínquos anos 80, quando na parede do meu quarto olhavas fixamente para mim como que a convidar-me para entrar no poster (como no teledisco do Take On Me). Eu recusei sempre fazê-lo, porque no dia seguinte tinha de ir para a escola, e a minha mãe queria que o filho tirasse um curso. No Here And Now de sábado, delirei com toda a tua prestação, com destaque para a tua voz doce e melodiosoa que se mantém inalterada e a emoção que mostraste quando o público reagiu como ainda não o tinha feito com os artistas anteriores. Desde Cambodia ao apoteótico Kids In America, passando por You Keep Me Hanging On ou a versão rock de You Came, fizeste valer o preço do bilhete. O único ponto negativo é que a miúda dos coros não merecia tanto protagonismo. Ainda assim, tirei-te fotos, a maior parte de baixa qualidade, mas para mim serão as fotos do Here and Now. Já sabes, volta sempre, que os fãs portugueses estarão sempre prontos para te ver cantar!"