Sheila E. foi dona da bateria de Prince em 1983 (e arrisco que terá sido dona de algo mais) e, a exemplo de tantos músicos que gravitaram em torno do génio de Mineapollis, acabou por se emancipar e construir carreira a solo a partir de 1984. Sinceramente não me ocorre nenhuma música da Sheila E., mas também não interessa, pois o objectivo deste artigo é assinalar o 52º aniversário da senhora, que por sinal está muito bem conservadinha. Já agora, o E. é de Escovedo.abc bangles billy idol bruce springsteen cyndi lauper classix nouveaux climie fisher cult cure erasure depeche mode duran duran echo & the bunnymen gazebo housemartins human league industry jesus and mary chain kim wilde lloyd cole madonna mission new order nik kershaw omd prince sandra sigue sigue sputnik sisters of mercy smiths sound spandau ballet time bandits u2 voice of the beehive waterboys wham yazoo e... muitos mais!
sábado, dezembro 12, 2009
SHEILA E. (52)
Sheila E. foi dona da bateria de Prince em 1983 (e arrisco que terá sido dona de algo mais) e, a exemplo de tantos músicos que gravitaram em torno do génio de Mineapollis, acabou por se emancipar e construir carreira a solo a partir de 1984. Sinceramente não me ocorre nenhuma música da Sheila E., mas também não interessa, pois o objectivo deste artigo é assinalar o 52º aniversário da senhora, que por sinal está muito bem conservadinha. Já agora, o E. é de Escovedo.
Etiquetas:
aniversários,
prince,
sheila e.
quinta-feira, dezembro 10, 2009
Geração 70 80 90: nona edição!!!
Parece que foi ontem, mas já vai na nona edição: GERAÇÃO 70 80 90, a festa que agita o mar de Gaia ao som das maiores músicas pop-rock dos anos 80 (mas também 70 e 90...). O local do "crime" é o mesmo, Ar D' Mar, ali na praia de Canide-Norte, agora com climatização. Os suspeitos são os do costume, Pedro Mineiro e tarzanboy, mestres na arte do vira-o-disco-e-toca-outro. E que discos poderemos ouvir nesta nona edição? Qualquer coisa entre a pop e o rock, do nacional ao estrangeiro (ah, pois), cabe tudo nesta noite de revivalismo, sábado, 12 de Dezembro, no Ar D'Mar. Apareçam e tragam pessoas!PS - Aceitam-se discos pedidos! (mas só em papel timbrado)
Etiquetas:
outras festas
segunda-feira, dezembro 07, 2009
CLAUDIA BRÜCKEN (46)
Foi a vocalista dos alemães Propaganda, banda synth-pop responsável por um dos hinos dançáveis da década, Duel, canção que dá nome a uma das rubricas do QA80 (por falar nisso, já votaram no duel actual, ali na barra lateral?). Após abandonar os Propaganda, fundou, em 1988, os Act com Thomas Leer, projecto que deixou um álbum para a posteridade. O início dos anos 90 viu Claudia enveradar por carreira a solo, com o álbum Love: And a Million Other Things, mas foi ao cuidado da família que Claudia basicamente se dedicou na primeira metade da década. Em 1996, começou a trabalhar com Paul Humphreys (OMD), união da qual nasceu, em 2004, o projecto OneTwo, que já editou e inclusivamente abriu concertos para Erasure e Human League. Claudia tem ainda no currículo colaborações com Jimmy Sommerville, Apoptygma Berzerk e Andy Bell (Erasure). Hoje, Claudia Brücken faz 46 anos. Parabéns!
Etiquetas:
aniversários,
claudia brucken,
propaganda
sexta-feira, dezembro 04, 2009
The Parachute Men
sometimes in vain he calls her name but it's not the same
Sometimes In Vain foi uma canção que se atrelou à minha memória durante vinte anos. Finalmente consegui recuperá-la. Quem ma apresentou foi António Sérgio, no seu Som da Frente, e por ela foram responsáveis os britânicos The Parachute Men.
Tiveram uma existência efémera, com dois álbuns de originais e um punhado de singles. Surgiram em Leeds, em 1985, compostos, na sua formação, por Fiona Gregg (voz), Stephen H. Gregg (guitarra), Andrew Howes (baixo e teclas) e Mark Boyce (bateria e teclas). Em Maio de 1988, lançaram um EP com Sometimes In Vain como tema principal, e três meses depois via a luz do dia o primeiro álbum, intitulado The Innocents, um trabalho bastante bem recebido pela crítica, que chegou a entrar nos cinquenta álbuns do ano do New Musical Express (Sometimes In Vain foi a trigésima-primeira canção do ano, para este jornal). Em 1990, surgiu o segundo longa-duração, Earth, Dogs, and Eggshells, já com Matthew Parkin (baixo) e Paul Walker (bateria), que tinham subsituído Howes e Boyce. Haveria mais mexidas na formação do grupo, mas o seu destino estava traçado, a dissolução ainda em inícios da década de 90. Dos fundadores, perdi o rasto à vocalista, Fiona Gregg. Quanto ao guitarrista, Stephen Gregg, é agora um eminente professor universitário de literatura inglesa. OS Parachute Men desapareceram do mapa musical. Resta-nos recordar Sometimes In Vain:
the parachute men - sometimes in vain
Sometimes In Vain foi uma canção que se atrelou à minha memória durante vinte anos. Finalmente consegui recuperá-la. Quem ma apresentou foi António Sérgio, no seu Som da Frente, e por ela foram responsáveis os britânicos The Parachute Men.Tiveram uma existência efémera, com dois álbuns de originais e um punhado de singles. Surgiram em Leeds, em 1985, compostos, na sua formação, por Fiona Gregg (voz), Stephen H. Gregg (guitarra), Andrew Howes (baixo e teclas) e Mark Boyce (bateria e teclas). Em Maio de 1988, lançaram um EP com Sometimes In Vain como tema principal, e três meses depois via a luz do dia o primeiro álbum, intitulado The Innocents, um trabalho bastante bem recebido pela crítica, que chegou a entrar nos cinquenta álbuns do ano do New Musical Express (Sometimes In Vain foi a trigésima-primeira canção do ano, para este jornal). Em 1990, surgiu o segundo longa-duração, Earth, Dogs, and Eggshells, já com Matthew Parkin (baixo) e Paul Walker (bateria), que tinham subsituído Howes e Boyce. Haveria mais mexidas na formação do grupo, mas o seu destino estava traçado, a dissolução ainda em inícios da década de 90. Dos fundadores, perdi o rasto à vocalista, Fiona Gregg. Quanto ao guitarrista, Stephen Gregg, é agora um eminente professor universitário de literatura inglesa. OS Parachute Men desapareceram do mapa musical. Resta-nos recordar Sometimes In Vain:
the parachute men - sometimes in vain
Etiquetas:
antónio sérgio,
parachutemen
terça-feira, dezembro 01, 2009
Novo teledisco: PHIL COLLINS & PHILIP BAILEY - Easy Lover
Comemora-se hoje em Portugal o Dia da Restauração da Independência, que é como quem diz o dia em que demos um chuto no traseiro dos espanhóis, que, durante sessenta anos, nos governaram (há quem diga que foi uma pena eles terem ido embora...). Foram três reis castelhanos, todos eles com o nome Filipe. E como este blogue tem um índice cultural elevado, lembrei-me de ir buscar o teledisco de um dueto protagonizado por dois Filipes da música dos anos 80. Falo-vos de Phil Collins e Philip Bailey, que se encontraram em 1984 e o resultado (com a ajuda de Nathan East) chamou-se Easy Lover. O single fartou-se de vender por esse mundo fora, foi nomeada para um Grammy e o teledisco, realizado por James Yukich, ganhou mesmo um prémio da MTV. Podem visioná-lo ali na barra lateral. Este teledisco nada traz de excepcional, retratando apenas a chegada de Bailey a Londres para gravar uma actuação com Collins. O clip mostra todos os preparativos para o evento, entre os quais surgem alguns números cómicos a que Phil Collins nos habituou em alguns dos seus telediscos.Atenção, esta canção vai passar na grandiosa festa de 12 de Dezembro, no Ar D'Mar!
Etiquetas:
o teledisco,
phil collins,
philip bailey
quinta-feira, novembro 26, 2009
Sétima Legião, com Teresa Salgueiro e Francisco Ribeiro - Ascensão (ao vivo)
Volto hoje ao vídeo da Sétima Legião, no concerto no Pavilhão Carlos Lopes, em 1990, para apresentar a bela Ascensão, que junta em palco Teresa Salgueiro e Francisco Ribeiro. Antes de mais, as minhas desculpas pelo facto de, a meio do vídeo, o som e a imagem ficarem dessincronizados. O original deste tema faz parte do álbum De Um tempo Ausente (1989), e foi escrito por Francisco Ribeiro, músico fundador do projecto Madredeus.
Hoje mesmo estive na FNAC do Norteshopping (clicar na imagem) a acompanhar o showcase do novo projecto de Francisco Ribeiro, de nome Desiderata, cujo trabalho de estreia tem o título sugestivo de A Junção do Bem. Gostei bastante do que vi e ouvi (e o tarzanbaby também...) e as anunciadas participações de Lisa Gerrard (Dead Can Dance) e Natália Casanova (Diva), entre outros, prometem um disco de grande qualidade... Por agora, regressemos a 1990.
Hoje mesmo estive na FNAC do Norteshopping (clicar na imagem) a acompanhar o showcase do novo projecto de Francisco Ribeiro, de nome Desiderata, cujo trabalho de estreia tem o título sugestivo de A Junção do Bem. Gostei bastante do que vi e ouvi (e o tarzanbaby também...) e as anunciadas participações de Lisa Gerrard (Dead Can Dance) e Natália Casanova (Diva), entre outros, prometem um disco de grande qualidade... Por agora, regressemos a 1990.
Etiquetas:
sétima legião
quarta-feira, novembro 25, 2009
O meu novo gira-discos
Apresento-vos o meu novo gira-discos. Chama-se Numark e é um gira-discos bonito. Orientado para o DJing, a característica que me convenceu a comprá-lo foi a possibilidade de se ligar, via USB, ao computador e converter automaticamente o vinilzinho em saborosos ficheiros mp3. Isto com a ajuda de um software muito intuitivo e sem precisar da intermediação de um amplificador. Posso dizer-vos que estou muito contente. Se clicarem na imagem poderão ver o meu novo bicho de estimação em tamanho superior e admirar toda a sua beleza. Sim, é bonito, não me canso de o dizer, e ainda por cima foi o mais barato que encontrei dentro desta espécie de gira-discos. Já agora, o single que está na imagem foi o primeiro que nele pus a tocar e chama-se No More I Love You's e pertence aos The Lover Speaks. Estou muito feliz. O meu gira-discos é muito bonito.
Etiquetas:
lover speaks,
tarzanboy
terça-feira, novembro 24, 2009
Novo teledisco: FREDDIE MERCURY - Love Kills
Freddie Mercury morreu há 18 anos. A 24 de Novembro de 1991, o mundo da música era varrido pela notícia da morte de um ícone. Por esta razão, o QA80 apresenta o teledisco de Love Kills, um tema de 1984, que faz parte da carreira a solo de Mercury.Love Kills foi composto por Mercury e Giorgio Moroder e fez parte da banda sonora do filme Metropolis. Aliás, o teledisco é precisamente uma sucessão de imagens do filme de Fritz Lang.
Etiquetas:
freddie mercury,
o teledisco,
queen
segunda-feira, novembro 23, 2009
Os maiores "of the universe"
O título deste artigo transborda de euforia, mesmo mais de uma semana depois do concerto dos Depeche Mode no Pavilhão Atlântico. Foi como se fosse o primeiro, apesar de já ter sido o terceiro. A devoção de um fã a uma banda como os DM ultrapassa qualquer álbum menos conseguido, qualquer desacerto vocal do Dave Gahan, qualquer reminiscência nostálgica dos tempos de Alan Wilder, qualquer grau de previsibilidade que um concerto destes possa ter.
Ao contrário do que acha o André, para mim, o álbum Sounds of the Universe é um grande álbum, e lamento que a banda apenas tenha investido em quatro canções para esta apresentação em Lisboa (lamentavelmente ficaram de fora Fragile Tension, Peace, Come Back e Perfect). In Chains serviu de abertura, um pouco à imagem de Higher Love, canção que abria os concertos da digressão de Songs Of Faith And Devotion. Seguiu-se o hit Wrong e o não-hit Hole To Feed. Três canções de Sounds of the Universe para fazer o warm-up do que estava para vir. E o que veio foi a sucessão previsível (isto de saber antecipadamente a set list não tem piada nenhuma) de alguns dos grandes temas da banda. O último álbum teria apenas mais uma visita, através da poderosa Miles Away/The Truth Is, que não esteve a mais, não senhor, caro Gonçalo Sá.
Dave Gahan mantém os movimentos de anca que tanta popularidade têm no público feminino e entrega-se ao momento como poucos o fazem. Se a voz não corresponde aqui e ali, pouco importa. Dave é muito mais do que isso. A certa altura fartou-se de enviar beijos para um local específico da plateia, sendo esse o único momento de comunicação efectiva com o público (para além do usual thank you, Lisboa).
Os "momentos-Gore" foram dois e aquilo que o Davide Pinheiro vê como "excesso de ego", eu vejo como a natural expressão de um génio que merece o seu momento (para além de dar oportunidade ao descanso de Gahan). O primeiro momento trouxe Sister Of Night e Home (impressionante esta versão apenas acompanhada a piano). O segundo foi completamente inesperado pois as crónicas dos recentes concertos não incluiam a canção que Gore cantou: One Caress, uma das minhas preferidas de sempre do "catálogo-Gore". No concerto fiquei com a nítida sensação de que esta escolha surpreendeu mesmo os restantes membros da banda.
Relativamente ao palco, adorei a sucessão de vídeos que acompanhavam cada canção, no enorme ecrã gigante por detrás da banda, e a sua conjugação com o globo que, como um olho, parecia observar cada movimento do público.
Uma última palavra para a organização. Entrei no pavilhão às 20:45, convencido de que iria assistir ao concerto de Gomo às 21:00h, hora que o bilhete apontava como sendo a do início do espectáculo. Qual não foi a minha surpresa quando apanhei Gomo a meio e, por consequência, já não consegui chegar-me à frente na plateia. Fui só eu que fui enganado pela hora no bilhete?
Ao contrário do que acha o André, para mim, o álbum Sounds of the Universe é um grande álbum, e lamento que a banda apenas tenha investido em quatro canções para esta apresentação em Lisboa (lamentavelmente ficaram de fora Fragile Tension, Peace, Come Back e Perfect). In Chains serviu de abertura, um pouco à imagem de Higher Love, canção que abria os concertos da digressão de Songs Of Faith And Devotion. Seguiu-se o hit Wrong e o não-hit Hole To Feed. Três canções de Sounds of the Universe para fazer o warm-up do que estava para vir. E o que veio foi a sucessão previsível (isto de saber antecipadamente a set list não tem piada nenhuma) de alguns dos grandes temas da banda. O último álbum teria apenas mais uma visita, através da poderosa Miles Away/The Truth Is, que não esteve a mais, não senhor, caro Gonçalo Sá.
Dave Gahan mantém os movimentos de anca que tanta popularidade têm no público feminino e entrega-se ao momento como poucos o fazem. Se a voz não corresponde aqui e ali, pouco importa. Dave é muito mais do que isso. A certa altura fartou-se de enviar beijos para um local específico da plateia, sendo esse o único momento de comunicação efectiva com o público (para além do usual thank you, Lisboa).
Os "momentos-Gore" foram dois e aquilo que o Davide Pinheiro vê como "excesso de ego", eu vejo como a natural expressão de um génio que merece o seu momento (para além de dar oportunidade ao descanso de Gahan). O primeiro momento trouxe Sister Of Night e Home (impressionante esta versão apenas acompanhada a piano). O segundo foi completamente inesperado pois as crónicas dos recentes concertos não incluiam a canção que Gore cantou: One Caress, uma das minhas preferidas de sempre do "catálogo-Gore". No concerto fiquei com a nítida sensação de que esta escolha surpreendeu mesmo os restantes membros da banda.
Relativamente ao palco, adorei a sucessão de vídeos que acompanhavam cada canção, no enorme ecrã gigante por detrás da banda, e a sua conjugação com o globo que, como um olho, parecia observar cada movimento do público.
Uma última palavra para a organização. Entrei no pavilhão às 20:45, convencido de que iria assistir ao concerto de Gomo às 21:00h, hora que o bilhete apontava como sendo a do início do espectáculo. Qual não foi a minha surpresa quando apanhei Gomo a meio e, por consequência, já não consegui chegar-me à frente na plateia. Fui só eu que fui enganado pela hora no bilhete?
Etiquetas:
depeche mode,
live is life
sábado, novembro 21, 2009
Depeche Mode / 14-11-09 / Lisboa
Etiquetas:
depeche mode,
live is life
sexta-feira, novembro 13, 2009
Amanhã... Just Can't Get Enough!
Amanhã por esta hora devo estar a encaminhar-me para o Pavilhão Atlântico para ver a maior banda do mundo. Depois da frustração do cancelamento do concerto no Porto o que eles mereciam era que eu boicotasse este concerto, mas o Martin Gore era capaz de amuar por isso lá vou eu ver os Depeche Mode pela terceira vez ao vivo. Em 2006 foi assim: texto e fotos. Pelo que podemos ler no Zombie Room, parece que Peace e In Sympathy, do último álbum, vão ficar de fora, bem como a mítica Strangelove e a belíssima Waiting For The Night. Aqui fica o possível, quase certo, alinhamento:1-In Chains
2-Wrong
3-Hole To Feed
4-Walking In My Shoes
5-A Question Of Time
6-Precious
7-World In My Eyes
8-Fly On The Windscreen
9-Sister Of Night (ou Freelove, ou Clean) - Acústico de Martin Gore
10-Home - Acústico de Martin Gore
11-Miles Away
12-Policy Of Truth
13-It's No Good
14-In Your Room
15-I Feel You
16-Enjoy The Silence
17-Never Let Me Down Again
18-Dressed In Black (ou Shake The Disease, ou Somebody) - Acústico do Martin Gore
19-Stripped
20-Behind the Wheel
21-Personal Jesus
Etiquetas:
depeche mode
domingo, novembro 08, 2009
45 rotações (V)
Tó Maria Vinhas
Formiga Formiguinha (1980)
Tó Maria Vinhas ficou na história da música portuguesa quando, em 1980, decidiu dar atenção às formigas. Numa altura em que meio mundo dirigia a sua atenção para leões, tigres, cobras e lobos, só para referir alguma da bicharada que foi tema na música pop-rock internacional, em Portugal, alguém lembrava o insecto que não voa, mas que é chato como o catano (já agora, ficam a saber que há mais de doze mil espécies em todo o mundo). Formiga, Formiguinha foi, pois, um fenómeno, em inícios dos anos 80, tendo mesmo dado origem a versões inglesa (Ant, Little Ant), francesa (Fourmi, Petite Fourmi) e italiana (Formica, Piccola Formica). Bem, esta parte foi inventada por mim, mas acho que a canção merecia projecção internacional, não só pela homenagem que o autor faz à existência sempre laboriosa e empreendedora da formiga (convém relembrar que de infantil, como muita gente pensava, esta música não tem nada, sendo mais uma espécie de hino sindicalista de elogio ao trabalhador), mas também porque a própria voz de Tó Maria Vinhas sugere o esgotamento de alguém que passou as últimas 24 horas a trabalhar sem descanso.
O lado B merece também alguma reflexão porque esta poderá muito bem ser a pior música portuguesa de todos os tempos. Meu Amigo, Meu Amigo é aquele tipo de música capaz de nos deixar zangados com o mundo. Aquilo que é suposto ser um hino à amizade torna-se, a meu ver, numa arma de destruição massiva dos nossos ouvidos. E não há amigo que resista depois de ouvir algo como isto: já nem ouves o que digo/nem sequer me dás razão/larga o peso de mendigo/que este mundo é aldrabão. Ou isto: meu amigo, meu amigo/que feitiço te mordeu?/uma seta mal armada/que na boca te gemeu. (Toda a letra aqui).
Actualmente, Tó Maria Vinhas encontra-se afastado, tanto quanto sei, das gravações (em 1992, editou um álbum de fábulas de La Fontaine musicadas), mas escreve para muitos artistas pimba.
tó maria vinhas - formiga formiguinha
tó maria vinhas - meu amigo meu amigo
Formiga Formiguinha (1980)
Tó Maria Vinhas ficou na história da música portuguesa quando, em 1980, decidiu dar atenção às formigas. Numa altura em que meio mundo dirigia a sua atenção para leões, tigres, cobras e lobos, só para referir alguma da bicharada que foi tema na música pop-rock internacional, em Portugal, alguém lembrava o insecto que não voa, mas que é chato como o catano (já agora, ficam a saber que há mais de doze mil espécies em todo o mundo). Formiga, Formiguinha foi, pois, um fenómeno, em inícios dos anos 80, tendo mesmo dado origem a versões inglesa (Ant, Little Ant), francesa (Fourmi, Petite Fourmi) e italiana (Formica, Piccola Formica). Bem, esta parte foi inventada por mim, mas acho que a canção merecia projecção internacional, não só pela homenagem que o autor faz à existência sempre laboriosa e empreendedora da formiga (convém relembrar que de infantil, como muita gente pensava, esta música não tem nada, sendo mais uma espécie de hino sindicalista de elogio ao trabalhador), mas também porque a própria voz de Tó Maria Vinhas sugere o esgotamento de alguém que passou as últimas 24 horas a trabalhar sem descanso.O lado B merece também alguma reflexão porque esta poderá muito bem ser a pior música portuguesa de todos os tempos. Meu Amigo, Meu Amigo é aquele tipo de música capaz de nos deixar zangados com o mundo. Aquilo que é suposto ser um hino à amizade torna-se, a meu ver, numa arma de destruição massiva dos nossos ouvidos. E não há amigo que resista depois de ouvir algo como isto: já nem ouves o que digo/nem sequer me dás razão/larga o peso de mendigo/que este mundo é aldrabão. Ou isto: meu amigo, meu amigo/que feitiço te mordeu?/uma seta mal armada/que na boca te gemeu. (Toda a letra aqui).
Actualmente, Tó Maria Vinhas encontra-se afastado, tanto quanto sei, das gravações (em 1992, editou um álbum de fábulas de La Fontaine musicadas), mas escreve para muitos artistas pimba.
tó maria vinhas - formiga formiguinha
tó maria vinhas - meu amigo meu amigo
Etiquetas:
45 rotações,
música portuguesa
sábado, novembro 07, 2009
Geração 70 80 90 - AR D'MAR - 7/Novembro

Este sábado, 7 de Novembro, marcamos encontro no Ar D’Mar. O motivo é nobre: o primeiro aniversário do novo espaço à beira-mar. Para celebrar o momento, a dupla de DJs do costume, Pedro Mineiro e tarzanboy, que põe toda a gente a dançar ao som das melhores músicas da década de 80 (com alguns toques da anos 70 e 90 também…). O momento exige festa e o champanhe e o bolo não faltarão, tudo isto temperado pela nova climatização que o Ar D'Mar vai inaugurar. Próximo sábado: a ordem é dançar e festejar. Apareçam!
Etiquetas:
outras festas
segunda-feira, novembro 02, 2009
Este homem ensinou-me a ouvir música
Entre as referências da nossa infância ou adolescência, para além da nossa família e professores, há aqueles nomes que, a dada altura se cruzaram no nosso caminho, com quem eventualmente até nunca falámos, mas que, por alguma razão, deixaram uma marca duradoura no nosso crescimento. No meu caso, António Sérgio, o jornalista de rádio que faleceu anteontem, está nesse grupo de pessoas sem as quais, se calhar, uma parte de mim não seria o que é hoje. Refiro-me, claro, à parte que gosta de música. Com Sérgio aprendi a ouvir música. Com o Som da Frente, percebi que havia muito mais música para além das tabelas de vendas que o TOP Disco mostrava, muita coisa que valia a pena ser escutada, ouvida, devorada. Nomes como Wire, Band Of Susans, The Pursuit Of Happiness, Ultra Vivid Scene, Pale Saints chegaram-me através da voz grave e intensa de António Sérgio. E curiosamente, no meu caso, "Som da Frente" foi, durante algum tempo, nos anos 80, uma designação para um estilo de música, dita de vanguarda, e que nos anos 90 tomaria a importação de indie. Só depois percebi que se tratava de um programa de rádio que dava a más horas, mas que, e se calhar por isso mesmo, valia a pena ouvir e sacrificar tempo de descanso.
Etiquetas:
antónio sérgio,
rádio
sexta-feira, outubro 30, 2009
GRACE SLICK (70)
Setenta anos são setenta anos e Grace Slick não escapa à inexorável passagem do tempo. Esta senhora, que vem dos anos 60, formou com Mickey Thomas o duo de vocalistas dos Starship de 1985 a 1988, já depois de a banda ser rebaptizada a partir de Jefferson Starship (designação que, por sua vez, tinha subtituído a de Jefferson Airplane). Em 1989, gravou com os originais Jefferson Airplane um álbum homónimo (a história desta banda é um autêntico puzzle de entradas e saídas...). Naquilo que interessa para este blogue, os Starship foram a banda responsável por temas como We Built This City, Sara ou Nothing's Gonna Stop Us Now. É este último que podem escutar a seguir. A solo, Grace editou três álbuns ainda na primeira metade da década de 80. Resta-me dar-lhe os parabéns pela bonita idade que completa hoje. 70 anos!starship - nothing's gonna stop us now
Etiquetas:
aniversários,
grace slick,
starship
quarta-feira, outubro 28, 2009
Novo teledisco: D.A.D. - Sleeping My Day Away
Os fãs de hard 'n' heavy têm no próximo dia 6 de Novembro um apetitoso prato a ser servido no Campo Pequeno. Na ementa, os dinamarqueses D.A.D. (sigla de Disneyland After Dark) e os escoceses Gun. É precisamente dos primeiros que recupero um tema potentíssimo que qualquer pista de dança rock não enjeita: Sleeping My Day Away. Editado mesmo no final da década de 80, este é o tema mais famoso dos D.A.D. e faz parte do terceiro álbum da banda, No Fuel Left For The Pilgrims. O teledisco, que podemos ver na barra lateral, foi realizado por Andy Morahan cujo trabalho foi bastante profícuo nos anos 80, tanto no rock como na pop. Aqui, a banda surge a tocar numa espécie de claustros com o símbolo da banda em fundo. Por entre as colunas e as arcadas, os músicos caminham de um lado para o outro com as suas cabeleiras ao vento e, no refrão, surgem numa cama ora retorcendo-se ora brincando às almofadas. Ao contrário de muitas outras bandas similares da altura, aqui não aparecem miúdas jeitosas a perguntarem qual o shampô que mantém aquelas cabeleiras em tão bom estado. É uma pena. O teledisco só tinha a ganhar com o elemento feminino, vulgo, gajedo. Como se não bastasse esta ausência, um dos rapazes anda ali de um lado para o outro com um fato verde-alface e, na cabeça, um capacete com o símbolo da cruz vermelha (que a certa altura entra em erupção), numa opção estética no mínimo discutível. O solo de guitarra traz-nos o toque "it's-a-kind-of-magic", com o aparecimento de figuras animadas ao estilo do teledisco dos Queen. Já agora, e porque vocês estão mortinhos por saber, a animação é da responsabilidade do senhor Torleif Hoppe.
Etiquetas:
d.a.d.,
o teledisco
Subscrever:
Mensagens (Atom)


