sexta-feira, junho 24, 2011

ANDY MCCLUSKEY (52)

Fundador dos Orchestral Manoeuvres in the Dark, ao lado de Paul Humphreys, Andy McCluskey completa hoje 52 anos. Na sua voz, temas como Enola Gay, Mais of Orleans, Joan of Arc ou If You Leave construiram a história de uma das bandas synth-pop mais fascinantes dos anos 80. Para além de vocalista e compositor, Andy toca baixo e é conhecido por tocar com a viola-baixo ao contrário, ou seja, com as cordas mais grossas em baixo. E porquê? Porque, apesar de ser destro, Andy aprendeu a tocar baixo num modelo destinado a esquerdinos... Em 1989, Humphreys e a restante banda abandonaram o projecto, mas McCluskey prosseguiu sob a designação OMD, tendo gravado, nesta condição, ainda três álbuns. Em 1998, foi o responsável pelo aparecimento da girl band Atomic Kitten, após cuja colaboração, tentou repetir a fórmula com umas tais The Genie Queen, mas sem o mesmo sucesso do grupo anterior. Em 2005, Paul e Andy voltaram a juntar-se e, desde então, os OMD têm percorrido diversos palcos internacionais.

O novo site da banda foi lançado no ano passado, servindo de apoio ao lançamento de History Of Modern (2010), o décimo primeiro álbum de estúdio dos OMD. É lamentável que, com tanto regresso ao nosso país, ainda ninguém se tenha lembrado de trazer a Portugal esta banda. Nos próximos tempos, o mais próximo que estarão do nosso país é na Bélgica, a 30 de Julho.

Em 20 de Junho de 2009, o duo actuou com a Royal Philarmonic Orquestra. É dessa prestação que podem visualizar o seguinte vídeo. A canção interpretada é Joan of Arc.


Repito: para quando os OMD em Portugal?

CURT SMITH (50)

Quando Curt Smith se juntou a Rolando Orzabal para formar os Tears For Fears, nascia uma das mais apaixonantes bandas pop dos anos 80, e que marcou a minha adolescência. Ainda hoje estou para ultrapassar o trauma de não terem participado no Live Aid. Curt Smith foi a voz do maior êxito de sempre do grupo - Everybody Wants To Rule The World - para além de ter desempenhado a função de baixista, teclista e até de compositor. Em 1991, deixou o grupo, tendo iniciado carreira a solo com Soul On Board, um álbum que passou despercebido. O século XXI viu o regresso dos Tears For Fears com Smith e Orzabal lado a lado pela primeira vez em dez anos. Gravaram o álbum Everybody Love A Happy Ending (2004) e, desde então, têm actuado nos mais diversos palcos do mundo. E Portugal? Para quando? Curt Smith faz hoje 50 anos. Parabéns!

Deixo-vos com Mad World:

GLENN MEDEIROS (41)

Vai fazer 7 anos que escrevi um texto sobre Glenn Medeiros, exorcizando de vez um fantasma que me atormentava havia muitos anos. Esse texto chegou mesmo a ser traduzido por uma fã portuguesa para um site não-oficial do cantor. Hoje, o rapaz de Nothing's Gonna Change My Love For You completa 41 anos. Em 2003 gravou um álbum intitulado Me e em 2005 lançou um álbum de Natal, mas a sua vida é quase totalmente dedicada à profissão com que sonhou desde miúdo: professor de História. Parabéns, Glenn! Para os fãs do cantor luso-descendente, e eu sei que há muitos fãs brasileiros que visitam o QA80, podem ver uma entrevista de 2009, dada à KHNL: aqui.

Deixo-vos, como não podia deixar de ser, com a sua signature ballad:

quinta-feira, junho 23, 2011

Meu querido mês de Agosto


Agosto aproxima-se e com ele quatro concertos que nos trazem figuras icónicas da música dos anos 80.

No dia 4, em Portimão, os The Human League, irão certamente revisitar os maiores êxitos da sua carreira. Philip Oakey, Susan Ann Sulley e Joanne Catherall trazem também na bagagem álbum novo, Credo, cujos detalhes podem ser vistos na página oficial da banda no Facebook.

No dia 12, a pop chewing-gum de Samantha Fox e o hard-rock (há quem lhe chame pop-metal) dos Europe prometem levar muita gente a Vila Real. Touch Me e The Final Countdown irão certamente figurar nos alinhamentos e constituir os momentos altos das duas actuações. Os Europe têm ainda a apresentar o seu último álbum de originais, Last Look At Eden, editado em 2009.

Finalmente, no dia 16, talvez a data mais esperada desta série de regressos aos anos 80, os Duran Duran trarão a Albufeira o seu último álbum de originais, All You Need Is Now (2010), sem esquecer, como é obvio, todo um percurso musical de trinta anos que tantos fãs fez em todo o mundo.

terça-feira, junho 21, 2011

NILS LOFGREN (60)

Em 1985, surgiu uma musiquinha nas rádios que chamou a minha atenção. Chamava-se Secrets In The Street e, na altura, o nome do cantor causou-me alguma comichão no aparelho fonatório. Pensei eu: "Nils Lofgren? isto é nome de artista pop dos anos 80?". Era, sim senhor. Tratava-se, vim eu a descobrir mais tarde, do guitarrista da E-Street Band, de Bruce Springsteen, que tinha substituído Steve Van Zandt, na gigantesca digressão do álbum Born In The USA. Não me recordo de qualquer outro êxito de Nils Lofgren, apenas sei que a sua carreira solo remonta aos anos 70 e que fez parte dos Crazy Horse, de Neil Young. Por falar em Neil Young, o último longa duração de Nils Lofgren, de 2008, chama-se The Loner – Nils Sings Neil e, como devem calcular, é um conjunto de versões de temas de Young. Isto não impede que Nils mantenha a sua actividade com a E-Street Band e o Boss por esses palcos fora. Hoje, Nils Lofgren completa 60 anos, mas a vontade de festejar deverá ser pouca devido à morte de Clarence Clemons ainda há três dias... De qualquer forma, parabéns, Nils!

Deixo-vos com Secrets In The Street

segunda-feira, junho 20, 2011

JOHN TAYLOR (51)

Há datas que não podemos ignorar. John Taylor, o baixista dos Duran Duran e provavelmente o artista que mais povoou os sonhos das adolescentes nos anos 80, faz hoje 51 anos, e, pelos vistos, continua a estar nas boas graças do público feminino. Não esqueçamos que ele foi eleito o mais charming dos homens da música dos anos 80, na sondagem do QA80 de há cinco anos. Na outra sondagem que colocava a questão metafísica "Se eu fosse um Duran...", John Taylor voltou a vencer. Por tudo isto é incontornável a presença de Taylor neste espaço, ele que está em plena actividade com Simon, Nick e Roger, ainda a gozar os dividendos do último álbum, All You Need Is Now. Parabéns, John!

Deixo-vos com um video feito por um fã que recolheu imagens do artista em vários telediscos dos Duran Duran. A música de fundo é Hold Back The Rain, que faz parte do álbum Rio, e cuja letra foi escrita por Simon Le Bon a pensar no estilo de vida excessivo de John Taylor, na altura, muito perto de se envolver nas drogas... Creio que travou a tempo!

LIONEL RICHIE (62)

Ele prometeu amor eterno a Diana Ross com Endless Love, fez a festa durar toda a noite em All Night Long, fez do tecto uma pista de dança em Dancing On The Ceiling, apaixonou-se por uma menina invisual em Hello, ganhou um Oscar com Say You Say Me, foi o primeiro a cantar em We Are The World, e, finalmente, levou uma sova da sua mulher, Brenda Richie, quando esta o apanhou a fazer o que não devia com outra senhora. Tudo estes factos são memoráveis e dignos de referência neste blogue simpático. Lionel Richie completa hoje a bonita idade de 62 anos. Parabéns!

Deixo-vos com All Night Long, canção que fica sempre bem no finalzinho de uma noite 80s

domingo, junho 19, 2011

CLARENCE CLEMONS (1944-2011)

Morreu ontem mais uma figura icónica da música dos anos 80. Clarence Clemons não resistiu a complicações decorrentes de uma trombose que o afectou há precisamente uma semana. Vêmo-lo aqui ao lado, na foto, junto a Bruce Springsteen, na sua E Street Band, à qual dedicou toda uma carreira de saxofonista. A solo gravou vários álbuns, mas é do primeiro, Hero, que sai a música que ainda hoje eu recordo como o seu one-hit wonder, um dueto com Jackson Brown em You're A Friend Of Mine, para cujo teledisco fiz uma breve apreciação crítica. Não é, no entanto, este teledisco que vos vou deixar aqui em memória de Clemons, mas sim, o video de Born To Run feito a partir da digressão Born In The USA (84-85), e no qual conseguimos perceber como Clarence Clemons enchia aquele palco com humor, dedicação e muito suor. Rest In Peace, Big Man.



Clarence Clemons é o segundo membro da E Street Band a deixar-nos, depois de Danny Federici, teclista, em 2008.

ANN WILSON (61)

Ann Wilson, vocalista dos Heart, deixou a sua marca nos anos 80 através de duas power ballads que fizeram (e fazem) as delícias de qualquer amante do género. Estou a falar, evidentemente, de What About Love e Alone. Foi nesta altura que o grupo (do qual também fazia parte a sua irmã Nancy) atingiu o maior sucesso comercial (eles que vinham dos seventies). Na década de 90, Ann lutou com um grave problema de obesidade, submetendo-se, em 2002, a uma intervenção cirúrgica para aplicação de uma banda gástrica. Em 2007, editou o seu primeiro álbum a solo, Hope & Glory. Quanto aos Heart, estão aí em força, preparando-se para uma digressão de verão ao lado dos Def Leppard. Para os menos atentos, convém lembrar que a actual formação conta apenas como membros fundadores as irmãs Wilson. O último álbum da banda data de 2010 e chama-se Red Velvet Car. Hoje, completa 61 anos. Parabéns!

Deixo-vos com esta grande malha em qualquer lado do universo (o de lá e o de cá):

sábado, junho 18, 2011

FACEBOOK - Conta desactivada (UPDATE:15h11)

Aconteceu! O facebook deu um pontapé no traseiro do Queridos Anos 80. Eu sei que a página tinha um carácter pessoal e, supostamente, nestes casos, não deve ser, uma vez que representa um sítio, uma ligação, etc... De qualquer maneira, seria inevitável encerrar a página quando atingisse os cinco mil amigos, coisa que estava para breve... Mesmo assim, enviei um e-mail aos tipos para ver no que dá. A criação de nova página segue dentro de momentos...

UPDATE (15:11) - Responderam depressa! Tenho de fornecer nomes de identificação verdadeiros e enviar digitalização do documento de identificação. Obviamente que não o vou fazer, uma vez que se trata de uma página relativa a este blogue, por isso, agora sim, criarei uma página nova, nos moldes exigidos pelo regulamento do Facebook. Até breve!

ALISON MOYET (50)

Geneviève Alison Jane Moyet parte da galeria das minha cantoras de eleição dos anos 80. Primeiro ao lado de Vince Clarke, nos Yazoo, depois a solo. Com os Yazoo eternizou aquela que é, para mim, a melhor canção dos anos 80: Only You. A sua voz quente e um pouco jazzy deu à electrónica de Vince Clarke o complemento ideal para se afirmar em todo o seu esplendor. Houve ainda Don't Go, Situation e Nobody's Diary, só para citar algumas. Quando o duo se separou, Alison converteu-se à pop mais mainstream, mas nem por isso perdeu qualidade. O seu primeiro álbum a solo, Alf (1984) é qualquer coisa de arrepiante. Love Ressurection, Invisible, e All Cried Out são momentos de intensidade vocal inigualáveis. Ainda desta era, mas não fazendo parte do álbum, surgiu That Ole Devil Called Love, mostrando toda a versatilidade jazzy de Moyet. O segundo álbum, Raindancing (1987), manteve-a nos primeiros lugares dos tops europeus, insistindo na vertente pop, diria eu, ainda mais pop do que o álbum anterior. Fazem parte deste álbum, as pérolas Is This Love e Weak In The Presence Of Beauty.

Os anos 90 não trouxeram boas notícias a Alison Moyet. Com uma relação difícil com a editora, os seus dois álbuns gravados nesta década - Hoodoo (1991) e Essex (1994) - nunca estiveram à altura do sucesso dos anos 80. Foi preciso chegar a 2002 para vermos o quinto álbum de originais da cantora, Hometime. Seguiram-se-lhe Voice (2004), um álbum de versões, e The Turn (2007), até à data, o último álbum de originais da cantora. Entretanto, os Yazoo regressaram ao activo em 2008 e entraram em digressão europeia que, infelizmente, não passou por Portugal. Hoje, Alison Moyet completa 50 anos. Parabéns!

terça-feira, junho 14, 2011

BOY GEORGE (50)

A 11 de Maio de 2009, Boy George foi libertado após ter cumprido 4 dos 15 meses com que foi sentenciado em tribunal. Cumpriu prisão domiciliária e teve de usar uma daquelas pulseiras ultra-fashion no tornozelo para que as autoridades soubessem que o rapaz é muito caseiro. É assim a vida de um ícone da pop dos anos 80. E tudo isto porquê? Ora, coisa simples. Deu uma carga de porrada num jovem norueguês que convidou para ir lá a casa prestar alguns serviços, após verificar que o dito jovem andava a bisbilhotar no seu computador. Não se sabe se, enquanto apanhava e era algemado contra a parede, o rapaz norueguês lhe perguntou alguma vez "do you really want to hurt me?", mas o que é certo é que Boy George foi condenado, ele que tem um historial de comportamentos irascíveis, alguns deles que fazem as delícias da imprensa tablóide britânica. E se a coisa meter polícia e tribunais, tanto melhor.
Em termos puramente musicais, toda a gente sabe que Boy George foi o vocalista dos Culture Club, uma das bandas mais originalmente interessantes da pop dos anos 80. O que se calhar pouca gente sabe é que Boy George tem dividido a sua actividade artistíca nos últimos anos pelos palcos e pela cabina de DJ. Passou mesmo por Portugal há pouco tempo como se pode ver nesta entrevista do portal lxjovem.pt. Com pulseira ou sem pulseira, hoje é dia de celebrar. Boy George completa 50 anos. Parabéns!

quinta-feira, junho 09, 2011

Top Hits of the 80s


Ora então pára tudo! No próximo sábado, o melhor espaço noturno da cidade do Porto, o lendário Triplex, acolhe mais uma edição da não menos lendária festa Top Hits of the 80s. O Ivo T e o tarzanboy (adoro falar de mim na terceira pessoa, assim tipo jogador de futebol) vão misturar discos e prender-vos à pista durante toda a noite. Quem será o último a sair?

quarta-feira, junho 08, 2011

MICK HUCKNALL (51

Vocalista e alma dos Simply Red, Mick Hucknall faz parte da galeria dos grandes cantores dos anos 80. Exemplo disso mesmo é Holding Back The Years, canção que Mick já tinha gravado com o seu grupo anterior, os The Frantic Elevators (1977/1984), e através da qual podemos admirar toda uma capacidade vocal ao serviço de uma pop que vai buscar algumas tonalidades ao jazz e à soul. Diz quem o viu ao vivo em 2006, em Portugal, que a voz continua irrepreensível. Hoje, Mick Hucknall completa 51 anos. Parabéns!

NICK RHODES (49)

A história dos Duran Duran confunde-se com a história de Nick Rhodes. Foi ele quem, em 1978, se juntou a John Taylor para formar a banda que faria história na pop mundial durante a década de 80. Nick foi também o mentor do projecto Arcadia (com Roger e Simon), que, em 1985, gravou o álbum So Red The Rose. O teclista dos Duran Duran foi sempre aquele que esteticamente sempre se aproximou mais do visual new romantic, com um look andrógino e bem servido de maquilhagem. Nick completa hoje 49 anos. Parabéns!

quinta-feira, junho 02, 2011

TONY HADLEY (51)

Tony Hadley passou os anos 80 a cantar nos Spandau Ballet, naquela que foi uma das bandas de maior sucesso de sempre da new romantic pop. A sua voz é considerada uma das melhores da década, contribuindo para fazer de canções como True, Only When You Leave, Gold ou Through The Barricades, entre muitas outras, clássicos obrigatórios numa qualquer colectânea dos 80s.

Quando os Spandau Ballet encerraram a actividade, em 1989, Hadley iniciou carreira a solo. Nunca conseguiu atingir o sucesso de outrora, apesar de, até hoje, manter uma agenda bastante preenchida (já fez digressões com os Go West e com Martin Fry, dos ABC) e continuar a gravar. Os Spandau Ballet regressaram no ano passado, e passaram mesmo por Portugal, num concerto que eu tive pena de não ver. Para além da música, Tony Hadley tem uma intensa actividade ao nível da beneficiência. O seu gosto pelo futebol leva-o ainda a fazer parte da equipa de jogadores veteranos e celebridades do Arsenal. Em 2007, e durante três meses, esteve no musical Chicago, em cena no Cambridge Theatre de Londres, interpretando o papel do advogado corrupto Billy Flynn (que, no filme, pertencia a Richard Gere).

A discografia a solo de Tony Hadley inclui The State of Play (1992), Tony Hadley (1997), álbum de versões, no qual podemos encontrar Save A Prayer (com participação de Simon LeBon nos coros! E esta, hein?), Slave To Love e Woman In Chains, Obsession (2000), Debut (2000), gravação eo vivo do primeiro concerto a solo, em 1992, na Alemanha, True Ballads (2003) e Passing Strangers (2006), álbum de jazz/swing de que podemos ouvir quatro canções no myspace do cantor.

Tony Hadley completa hoje 51 anos. Parabéns!

quarta-feira, junho 01, 2011

o rock que nos enche a alma


Estão abertas as hostilidades para uma noite do melhor rock de outras décadas (fundamentalmente dos anos 80), no próximo sábado, no V5 bar. A entrada é livre e a cerveja escorre fresquinha... Quem vier cumprimentar o dj à cabine e disser "Olá, eu gosto do Queridos Anos 80!" tem direito a pedir uma música. Uma espécie de frase "Quando o Telefone Toca". Até sábado!

terça-feira, maio 31, 2011

COREY HART (49)

Corey Hart foi um moço canadiano que se fartou de vender no seu país nos anos 80, mas cujo sucesso mundial se limitou a duas musiquinhas radio-friendly chamadas Sunglasses At Night e Never Surrender. Nem todos podem ser Bryan Adams, certo? Corey fez uma longa travessia longe dos olhares do grande público, dedicou-se à família, e regressou agora, patrocinando uma tal de Marie-Christine, a primeira artista a assinar pela editora de Corey. Todos os pormenores no site oficial do rapaz. Hoje, Corey completa 49 anos. Parabéns!

sábado, maio 28, 2011

ROLAND GIFT (49)

Goste-se ou não, Roland Gift é detentor de uma das vozes mais peculiares dos anos 80. E a avaliar pela carreira que os Fine Young Cannibals construíram, pode concluir-se que a sua voz agradou e agrada a muita gente. Eu incluído. Quando quero inundar a minha casa de pop dançável, ponho a tocar o best of dos FYC. É uma excelente forma de animar um dia de sol. She Drives Me Crazy, Good Thing, Suspicious Minds (excelente versão deste clássico), Johnny Come Home, enfim, uma lista grande de grandes canções pop. Gift, que foi considerado pela People Magazine, em 1990, uma das 50 pessoas mais bonitas do mundo, entrou na série televisiva Highlander, fazendo o papel de Xavier St. Cloud. Em termos musicais, a sua carreira a solo conta com um álbum, gravado em 2002, mas desde então não se ouvido falar dele. O homem da vozinha esquisita faz hoje 49 anos. Parabéns!

KYLIE MINOGUE (43)

Não é fácil encontrar um(a) artista da música dos anos 80 que tenha entrado recentemente nos quarentas. Kylie Minogue é um desses achados mais ou menos raros que começaram a carreira e atingiram o sucesso ainda mal tinham saído da fase teenager. Quando editou o seu primeiro álbum, Kylie já era uma estrela da TV australiana, mas foi a música que a universalizou como cantora pop-teenager, graças ao tema I Should Be So Lucky. Quem foi um lucky do caraças foi Jason Donovan, que, para além de ter, como se diz na minha rua, afiambrado a catraia, ainda por cima gravou um dueto com ela - Especially For You - tendo ido buscar uns cobres que lhe devem ter feito bastante jeito. A carreira de Kylie passou por uma fase menos boa em termos de vendas na década de 90, ainda que tenha sido responsável por um dos melhores, quanto a mim, duetos da década, ao lado de Nick Cave, com o belíssimo Where The Wild Roses Grow (1995). Seria no dealbar do novo século que a australiana voltaria ao topo, graças ao tema Can't Get You Out Of My Head, e a uma produção visual sofisticadíssima a vários níveis. Kylie regressou em grande, só não contava com a partida que o destino lhe haveria de pregar: em 2005 foi-lhe diagnosticado cancro da mama. Mas, como a nossa menina é uma lutadora, recuperou bem desse problema de saúde, entrou em digressão e editou o décimo álbum de estúdio, intitulado X, em 2007. Em 2009, cantou pela primeira vez em Portugal, no Pavilhão Atlântico, e em Junho de 2010 lançou novo trabalho de estúdio com o título Aphrodite. Aos 43 anos, que completa hoje, Kylie está imparável! Parabéns!