sexta-feira, março 11, 2011

BOBBY MCFERRIN (61)

Don't Worry Be Happy (1988) foi um dos fenómenos musicais dos anos 80. A melodia nunca mais saiu da nossa cabeça. O próprio título da canção adquiriu estatuto de aforismo. Bobby McFerrin foi quem deu corpo a este pedaço de simplicidade musical. Vencedor de vários Grammy, Bobby é considerado um prodígio vocal, pois consegue imitar quase na perfeição o som de vários instrumentos de sopro. A sua primeira digressão europeia, em 1983, foi unica e exclusivamente preenchida por material improvisado e sem qualquer tipo de acompanhamento instrumental. Professor e maestro, faz hoje 61 anos. Parabéns!

PS - McFerrin passou por Portugal a 12 e 13 de Maio de 2008, no Coliseu dos Recreios e na Casa da Música respectivamente.

 Bobby McFerrin - Don't Worry-Be Happy
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terça-feira, março 08, 2011

Voz Masculina dos Anos 80 - Grupo VI

Aqui estou eu (o brize contínuo... dizia o anúncio) a abrir a loja para mais uma votação que vai eleger a Melhor Voz Masculina de mais um grupo de dez senhores que fizeram história nos anos 80. Como não podia deixar de ser, a decisão é muito difícil e, creio eu, passará muito por outros critérios que nos falam mais ao coração. Agradeço, mais uma vez, a vossa participação. É só clicar, ali, na barra lateral.

Na imagem:
thomas anders (modern talking)
joey tempest (europe)
phil oakey (human league)
hugh cornwell (stranglers)
adrian borland (the sound)
nick cave
elton john
tony hadley (spandau ballet)
limahl (kajagoogoo)
boy george (culture club)

Grupo V: e tudo o vento Lebon...

Simon Lebon venceu a votação para Melhor Voz do grupo V. E por larga margem, o que não deixa dúvidas quanto ao grau de popularidade que o vocalista dos Duran Duran continua a ter. Agora, se o critério de eleição foi a voz... já não posso ter tantas certezas. Na quinta posição, Marian Gold (Alphaville) apurou-se para a fase seguinte por apenas um voto! A vítima foi Mark Hollis (Talk Talk). Uma decisão muito dificíl, reconheço. Obrigado pela vossa participação!

Total de votos: 112
simon lebon (duran duran) - 40 (35%)
phil collins (genesis) - 18 (16%)
michael stipe (rem) - 17 (15%)
peter gabriel - 15 (13%)
marian gold (alphaville) - 6 (5%)

mark hollis (talk talk) - 5 (4%)
mike scott (waterboys) - 4 (3%)
colin hay (men at work) - 3 (2%)
matt johnson (the the) - 3 (2%)
john waite (bad english) - 1 (0%)

Posters do meu quarto de adolescente

Já andava há uns tempos para falar disto no Queridos Anos 80, mas apenas ontem me decidi, depois de o tema surgir na página do QA80 do Facebook. As imagens que aqui publico são as de alguns dos muitos pósteres que habitaram as paredes do meu quarto de adolescente. Morrissey, Siouxsie e Xutos representam algumas das minhas paranóias musicais a partir dos 14 anos. Dos Xutos guardo a memória do meu primeiro concerto ao vivo. De Morrissey, a excelência de toda a música dos The Smiths, que devorava com amigos em minha casa. De Siouxsie, a imagem peculiar, que me agradava, e o som de Israel, ao vivo, no álbum Nocturne.

Outros houve que ocuparam as paredes do meu quarto - Ramones, The Cure, , Kim Wilde, Sandra, Eurythmics, ... - mas cujos pósteres não chegaram ao presente. Estarão por aí perdidos numa arrecadação qualquer (talvez na dos meus pais). A imagem de Madonna justifica-se porque eu, na altura, achei aquela foto tão bonita que não resisti a colocá-la. A música de Madonna não me era completamente indiferente, mas foi basicamente por razões estéticas que a afixei. Uma curiosidade que se prende com estes que aqui publico é o facto de cada um deles ter origem numa publicação diferente dos anos 80. Aqui estão representadas as revistas Bravo, Choc, Bizz e o jornal Blitz.

Outro tema recorrente era o desporto, nomeadamente o futebol. Maradona era o deus futebolístico de qualquer adolescente, mas também passaram pelo meu quarto imagens do FC Porto e de jogadores do meu clube. Também houve lugar para o ténis e para a fórmula 1, com favoritos como John McEnroe ou Nikki Lauda a terem a sua oportunidade. A minha mãe é que não gostava nada da ideia. Entre ameaças à minha integridade física e protestos porque a fita-cola estragava o papel de parede, eu lá ia levando a minha avante.




45 rotações (IX)

Da Vinci
Hiroxima (Meu Amor) (1982)

Hiroxima (Meu Amor) faz as delícias de um fã das sonoridades electrónicas de inícios dos anos 80 como eu. O segundo single da carreira dos Da Vinci é um exemplo do que esta banda poderia ter sido, mas não foi, pelo menos durante o tempo suficiente para se tornar referência sólida na nossa música. Os Da Vinci viveram, no final da década, o seu auge, com o incontornável Conquistador, mas aí já estavam longe da sonoridade synth-pop do primeiro álbum - Caminhando (1983) - de que Hiroxima faz parte. O 45 rotações que trago hoje ao QA80 é o maxi-single, formato que estica Hiroxima (Meu Amor) até aos 6 minutos e 18 segundos de uma forma sóbria e sem aqueles artifícios técnicos exagerados que por vezes estragam as versões extended. Os créditos da canção estão entregues a AAP e Pedro Luís, este o fundador da banda, em 1982, juntamente com Lei Or (voz) e João Heitor. O lado B é ocupado por 1001 Noites, que também faz parte dos álbum de estreia, e cuja autoria é da responsabilidade de Lei Or e Pedro Luís.

GARY NUMAN (53)

Gary Numan foi uma espécie de pioneiro da música electrónica comercial quando, em finais da década de 70, obteve grande sucesso com temas como Are Friends Electric? e Cars. Há pouco tempo iniciei o processo de descoberta da música deste artista (que liderou, na década de 70, os Tubeway Army), que me passou ao lado nos anos 80. Este homem mantém actividade musical bastante preenchida e as últimas notícias dão-no em perfeita sintonia com os Nine Inch Nails, de Trent Reznor. Hoje, Gary Numan completa 53 anos. Parabéns!

 Gary Numan - Cars
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segunda-feira, março 07, 2011

TAYLOR DAYNE (49)

I feel the night explode when we're together é a primeira frase do êxito que Taylor Dayne nos deixou nos anos 80 - Tell It To My Heart. A associação do amor a temperaturas elevadas ou mesmo ao fogo não é uma originalidade na história da música, mas Taylor Dayne dá-lhe um toque pirotécnico que não é de desprezar. Com ela, os amantes atingem a plenitude na explosão da noite. O resto fica ao nosso critério imaginar. Editou o seu quinto e último álbum até à data em 2008, com o título Satisfied, que mantém uma certa coerência temática. Para além de Tell It To My Heart, não tenho ideia de ter tropeçado em algo mais cantado pela sua voz soul (muito parecida com a da Anastacia, na minha opinião). Hoje, Taylor Dayne, complea 49 anos. Parabéns!

 Taylor Dayne - Tell It To My Heart
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domingo, março 06, 2011

DAVID GILMOUR (65)

Há muita coisa que me afasta dos Pink Floyd. Ou, visto por outro prima, há muita coisa que nunca me aproximou dos Pink Floyd. A começar e a acabar na música. O rock progressivo. As canções (?) de vinte minutos. Não há pachorra. No entanto, não seria por isso que deixaria de assinalar o aniversário de uma das suas figuras proeminentes, David Gilmour, cujo trabalho discográfico nos anos 80 se resume a um álbum a solo - About Face (1984) - e dois álbuns com os Pink Floyd - The Final Cut (1983, último álbum com Roger Waters) e A Momentary Lapse of Reason (1987). Hoje, David Gilmour faz 65 anos. Parabéns!

 Pink Floyd - On The Turning Away
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sexta-feira, março 04, 2011

Voz Masculina dos Anos 80 - Grupo V


Começa hoje a votação para o quinto grupo de dez vozes masculinas dos anos 80. Daqui sairão os cinco mais votados para passar à próxima fase. Estou mesmo em pulgas para ver o que nos vai trazer este grupo de vozes. É que há muita gente de qualidade, muita banda marcante, muito cantor carismático. Vai ser emocionante. Para votar, é só dirigirem-se ali à secção lateral. A vossa voz preferida está à espera! Obrigado!

Na imagem:
colin hay (men at work)
phil collins (genesis)
michael stipe (rem)
john waite (bad english)
peter gabriel
marian gold (alphaville)
mark hollis (talk talk)
mike scott (waterboys)
simon lebon (duran duran)
matt johnson (the the)

quinta-feira, março 03, 2011

Grupo IV: Michael Jackson, e o resto foi paisagem

O Grupo IV da eleição Melhor Voz Masculina dos Anos 80 teve um vencedor indiscutível. Michael Jackson mostrou que está nesta competição para ganhar. O Rei da Pop puxou dos galões e não deu hipóteses à concorrência. Nos restantes lugares, tivemos, pela primeira vez, um empate. Na quinta posição, Rick AstleyAndrew Eldritch obtiveram exactamente 9 votos. O desempate será feito na página do QA80 do facebook, através dos cliques em "gosto", e terá a duração de um dia, a partir de agora. Obrigado pela participação!

Actualização: Andrew Eldritch segue em frente, depois de ter tido 20 votos na página do QA80 no Facebook, contra 18 de Rick Astley.

Total de votos: 97
michael jackson - 29 (29%)
martin fry (abc) - 12 (12%)
paul mccartney - 11 (11%)
sal solo (classix nouveaux) - 10 (10%)
andrew eldritch (sisters of mercy) - 9 (9%) (20 votos no Facebook)
rick astley - 9 (9%) (18 votos no Facebook)
brian johnson (acdc) - 7 (7%)
falco - 5 (5%)
lou gramm (foreigner) - 4 (4%)
john watts (fischer-z) - 1 (1%)

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Voz Masculina dos Anos 80 - Grupo IV


E siga a rusga! A eleição da Melhor Voz Masculina dos Anos 80 segue de vento em popa, agora apresentando o quarto grupo de dez vozes masculinas, das quais sairão as cinco mais votadas, rumo à fase seguinte. Este grupo, meus amigos, tem grandes vozeirões (olha que lindo pleonasmo!), e eu nem me atrevo a fazer prognósticos. Da pop ao hard-rock, dos new romantics ao gótico, há vozes para todos os gostos. Já sabem, só têm de votar na vossa voz preferida. É na barra lateral. Obrigado pela participação!

Na imagem:
paul mccartney
sal solo (classix nouveaux)
michael jackson
falco
rick astley
andrew eldritch (sisters of mercy)
brian johnson (acdc)
martin fry (abc)
john watts (fischer-z)
lou gramm (foreigner)

Actualização: por um lamentável lapso, chamei Mark aos John Watts dos Fischer-Z. Não liguem. É da idade.

sábado, fevereiro 19, 2011

Grupo III: a lei do mais forte

A lei do mais forte impôs-se no Grupo III (eleição da Melhor Voz Masculina dos Anos 80). George Michael, Billy Idol e Prince bateram a concorrência por larga margem a passaram naturalmente à fase seguinte. Na decisão dos 4º e 5º lugares é que a coisa esteve mais renhida. Muito, até. Foi apenas por um voto que Joe Strummer e Marc Almond passaram. Obrigado pela participação!

Total de votos: 106
george michael - 27 (25%)
billy idol - 21 (19%)
prince - 15 (14%)
joe strummer (clash) - 8 (7%)
marc almond (soft cell) - 8 (7%)
lionel richie - 7 (6%)
paul heaton (housemartins) - 7 (6%)
john cougar mellencamp - 5 (4%)
peter kingsberry (cock robin) - 5 (4%)
paul young - 3 (2%)

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

JUICE NEWTON (59)

A Juice Newton que me desculpe, mas a sua relevância musical na minha pessoa é quase inexistente. Resume-se a uma balada de domingo de manhã chamada Angel of the Morning e nada mais. Chamem-me ignorante, mas as coisas são como são. Ainda assim, fui capaz de escrever cinco linhas sem dizer praticamente nada de relevante. Só falta informar o ilustre visitante que a menina completa hoje 59 anos. Parabéns!

Juice Newton - -Juice Newton Angel of the Morning
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Retalhos da Minha Primária (1977-1980)

No dia em que entrei para a escola, a minha mãe levou-me pela mão. Acho que foi o aspecto mais relevante desse dia e o único que recordo. Não me lembro de ter chorado, batido com os pés, esperneado ou desatado a correr rua abaixo. Foi tudo muito natural. Como o respirar, o comer e o dormir. "Vamos para a escola", disse a minha mãe. E lá fui eu.

Gostei muito da minha classe. Todos gostavam de jogar à bola. E quando digo todos, no masculino, é mesmo para ser levado à letra, pois na minha turma não havia meninas. Cheguei mesmo a pensar que as meninas não deviam ir à escola. Já deviam nascer espertas e com tudo sabido. No entanto, toda esta visão de uma escola masculina depressa se desvaneceu quando tocou para o primeiro intervalo e comecei a ver marés de meninas, enxurradas de catraias, dilúvios de cachopas a saírem de outras salas. A única menina que saiu da minha sala foi a senhora professora, a Sra. D. Glória. Na altura, para mim, o facto de estar na única classe de rapazes da escola era-me perfeitamente indiferente. Até dava jeito. Havia mais gente para jogar à bola e orgulhávamo-nos de ser a única turma da escola que podia fazer um campeonato intra-turma.

Qualquer coisa servia para jogar. Um pacote de leite, uma lata de salsichas, uma bola feita de papéis e fita-cola. O importante era correr, fintar e marcar golos. Outra coisa importante para os meus colegas era pertencer à minha equipa. É que eu tinha jeito para a coisa. A minha mãe é que não achava grande piada quando me via chegar a casa completamente encharcado em suor, ofegante e com as faces rubras do calor do jogo que se prolongava muito para além do fim das aulas. Da euforia dos golos à dor dos açoites ia pois uma curtíssima distância.

Eu acho que a D. Glória gostava de mim. Apesar de não ser o melhor da turma, obtinha bons resultados em todas as matérias. Em geral era bem comportado e usava uns óculos de hastes pretas e grossas (nos dias de calor não davam jeito nenhum para se jogar futebol, mais tarde deduzi que as meninas também não lhes deviam achar grande piada). Foram estes óculos os responsáveis pela primeira de algumas alcunhas que acompanharam a minha infância: o cientista. E eu até que gostava. É claro que as minhas únicas experiências como tal se limitavam a tentar fazer de todo e qualquer monte de papéis uma bola de futebol. Mas, quanto a futebol, já estamos conversados. Como eu dizia, eu acho que a Sra. Professora gostava de mim. E como prova irrefutável do que afirmo está o facto de ser sempre eu o escolhido, dia sim, dia não (quando não era todos os dias), para ir à confeitaria, por volta das 4 da tarde, comprar uma delícia para a Sra. Professora. Tal empresa não era para todos! Não existe na minha memória acção em cujo desempenho eu não tenha depositado tanto cuidado e perícia como nesta de transportar o pastel preferido da D. Glória. E nunca tropecei, nunca o deixei cair da mão, o que ainda hoje me enche de orgulho.

Quando nos portávamos mal, a D. Glória batia-nos. A mão era o recurso mais utilizado, mas aquele que nós mais temíamos era a régua. Bastava pronunciar os meus dois apelidos num registo sonoro mais elevado do que o habitual para eu perceber que aí vinha reguada (as estaladas chegavam sem aviso). Dez, vinte ou trinta reguadas, conforme o delito, provocavam, para além da humilhação pública, uma dor arrepiante que eu nunca soube muito bem explicar. Ia dos pés à cabeça e voltava a descer como se se quisesse assegurar que ficava bem distribuída por todo o corpo. Era horrível. Ainda por cima, no meu caso, as lágrimas encharcavam as lentes dos óculos, o que me deixava completamente desorientado. O Mário, esse nunca apanhou da professora. O Mário era o melhor aluno da turma. O Mário também fazia asneiras. O Mário tinha um pai que ia para as reuniões fazer muito barulho, diziam-me os meus pais. Em quatro anos de escola foi o único a quem nunca vimos a D. Glória pôr a mão ou zurzir com a régua. Devo ter aprendido aqui a noção de injustiça.

Estas recordações surgem-me como quadros algo independentes uns dos outros, por vezes com um fio condutor, mas na sua maioria são episódios e imagens soltas que nunca me saíram da cabeça. Uma dessas imagens é a do filho da minha professora a entrar na nossa sala todo esbaforido e a dizer em alta voz "Acabei, mãe!!!". Não me lembro do que pensei na altura, mas devo ter achado que ele tinha acabado de comer a sopa ou de fazer os T.P.C. Não era preciso aquele entusiasmo todo! Mais tarde a professora explicou-nos que ele já sabia tudo o que escola lhe tinha ensinado e por isso não precisava de lá voltar. Achei que um dia também ia gostar que me acontecesse o mesmo, ainda que a hipótese de deixar de jogar à bola com os meus amigos tornasse essa perspectiva menos apetecível.

Na quarta classe entrou uma menina para a nossa turma. Chamava-se Luísa e era muito bonita. Na altura foi o acontecimento do ano, hoje penso no que terá passado pela cabeça do Sr. Director para a colocar na única turma de rapazolas, alguns já "com a escola toda"... Não há muito para dizer sobre a menina a não ser o facto de nunca lhe termos ouvido a voz no pouco tempo que lá esteve. Passado algum tempo, creio que dois ou três meses, mudou de escola. Má contratação.

Por falar em meninas, a minha primeira paixão chamava-se Eva. Pouco importa para o caso que ela nem sequer tenha tropeçado em mim uma só vez durante os quatro anos da primária, quanto mais reparar no miúdo de óculos grossos e repinha à John Lennon que jogava bem futebol. Para mim era a Eva e só isso bastava. Tal como a primeira mulher a inaugurar o sexo feminino à face da terra, Eva foi a primeira a inaugurar o meu coração. E deve ter sido a primeira a ter uma turma inteira de jogadores da bola apaixonados. Até nisso éramos uma turma unida.

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

ANDY TAYLOR (50)

Hoje, Andy Taylor, ex-guitarrista dos Duran Duran, faz 50 anos. O Nuno lembrou a data e, gentilmente, enviou a montagem fotográfica que vêem aqui ao lado, mostrando a evolução deste rapaz que um dia disse acerca da sua importância nos Duran Duran: "Eu sou os tomates do grupo".

Andy Taylor nasceu em Newcastle e foi o quarto Duran a responder ao anúncio num jornal para formar a banda. Estávamos em 1980. Dois anos mais tarde, casou-se com uma das cabeleireiras do grupo, Tracey Wilson, de quem tem quatro filhos. A certa altura da carreira dos Duran Duran, Andy bateu com a porta, devido a divergências em relação ao caminho musical que o grupo estava a tomar. Eu, que o vi ao vivo no Coliseu dos Recreios, reparei que existe ali uma alma rockeira que não se deve ter sentido bem com a pop limpinha e muito dependente das teclas de Rhodes que os DD faziam na década de 80.

Juntou-se a Robert Palmer e John Taylor para formar os Power Station, aqueles que diziam que Some Like It Hot. A sua permanência nos DD era já pouco sólida e a separação acabou por ser consumada. Em 1986, contribuiu para a banda sonora da série Miami Vice, com o tema When The Rain Comes Down, revelando um estilo musical que se situava nos antípodas dos Duran Duran. No ano seguinte, gravou o seu primeiro álbum a solo, intitulado Thunder, ao qual se seguiu Dangerous (1990), este um álbum de versões.

Durante os anos 90, Andy Taylor dedicou-se à produção de vários artistas, entre os quais Rod Stewart e os Thunder. Foi ainda músico de apoio de artistas como Belinda Carlisle (no single Mad About You), Robert Palmer, Rod Stewart, C.C. Catch e os Thunder. Em 1997 regressou na reunião dos Power Station e, em 2001, fez o mesmo no regresso estrondoso dos cinco membros originais dos Duran Duran. Em 2006, voltou a deixar a banda. Será que este wild boy* voltará um dia?

* título da autobiografia que, lançada em Setembro de 2008, fala, entre outros temas, da forma como os DD lidaram com as drogas nos anos 80.

sábado, fevereiro 12, 2011

MICHAEL MCDONALD (59)

De Michael McDonald recordo os temas On My Own (dueto com Patti Labelle) e Sweet Freedom (que podem escutar em baixo). Este último fez parte da banda sonora de Running Scared, com Gregory Hines e Billy Crystal. O teledisco incluía imagens do filme e, a certa altura, a presença divertida dos próprios actores junto de McDonald. Actualmente, o cantor-soul-de-olhos-azuis (como é conhecido), que fez parte dos Doobie Brothers e dos Steely Dan, continua a gravar e até colaborou recentemente com os Grizzly Bear. Hoje, completa 59 anos. Parabéns!

 Michael McDonald - Sweet Freedom
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sexta-feira, fevereiro 11, 2011

The Mighty Lemon Drops

You can't stop my heart from turning inside out

Uma das recordações mais gratas que guardo dos anos 80 são as tardes em casa dos amigos a ouvir música. Falávamos de miúdas, da escola, de futebol, de filmes, mas a música era o pano de fundo sagrado para essas tertúlias de nonsense em que por vezes se transformavam os ajuntamentos em casa deste ou daquele. E o mais engraçado, hoje, passados mais de vinte anos, é que consigo associar cada nome desses amigos (alguns a quem já perdi o rasto...) a uma banda. Em casa do Rui Miguel, ouvia-se Jesus & Mary Chain. Em casa do Rui Pedro, Duran Duran. Em casa do Paulo, The Smiths, em casa do Ricardo, Xutos e Pogues. Em minha casa, todos eles, excepto Duran Duran (porque o preconceito macho adolescente é uma cena lixada).
Isto vem a propósito dos Mighty Lemon Drops, que também conheci em casa de um colega de escola, embora já não me recorde de qual. Do que me lembro é de um dia me ter vindo parar às mãos o álbum Happy Head e de ter ficado agarrado ao som cru daquelas guitarras e à energia que transbordava da voz de Paul Marsh. My Biggest Thrill foi a canção que se destacou de imediato deste álbum lançado em 1986. A associação aos Echo & the Bunnymen era simpática e não deslustrava, mas os MLD eram muito mais do que isso. Mas o melhor estava para vir.
E o melhor, para mim, chamou-se World Without End (1988), um álbum que ainda hoje ouço do início ao fim com um brilho de adolescente nos olhos. Com Inside Out e In Everything You Do à cabeça, mas com um conjunto de canções pop irresistíveis, este álbum marcou o ponto mais alto da carreira dos MLD, que, ainda assim, nunca foram muito longe em termos comerciais. Os álbuns seguintes - Laughter (1989), Sound... Goodbye to Your Standards (1991) e Ricochet (1992) - completaram um percurso que merecia ter tido mais sorte. Mas isso sou eu e o meu coração nostálgico...
Os Mighty Lemon Drops vieram de Wolverhampton, Inglaterra, e eram, na minha fase preferida, Paul Marsh (voz, guitarra ritmo), Dave Newton (guitarra), Tony Linehan (viola baixo) e Keith Rowley (bateria). Existe um best of da banda, editado em 1997, com o título de Rollercoaster: The Best Of The Mighty Lemon Drops. Estou neste momento a ouvi-lo. E esta faz parte, como não poderia deixar de ser:
Mighty Lemon Drops - Inside Out
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quarta-feira, fevereiro 09, 2011

HOLLY JOHNSON (51)

Na sua voz, The Power Of Love é provavelmente a canção pop de Natal mais bonita de sempre. Holly Johnson é um ícone da música dos anos 80, primeiro como frontman dos Frankie Goes To Hollywood, depois a solo, com canções bem dançáveis como Love Train e Americanos, incluídas do seu primeiro registo a solo, Blast (1989).

Em 1991, ficou a saber que era seropositivo, logo após a edição do seu segundo álbum, Dreams That Money Can't Buy (1991). Só em 1993 anuncia publicamente a sua doença, numa altura em que já se tinha retirado da música e dedicado definitivamente à pintura.

Em 1994, publica a sua autobiografia, intitulada A Bone In My Flute. No mesmo ano grava Legendary Children (All Of Them Queer), que dedica a toda a comunidade gay como agradecimento pelo apoio à sua carreira musical. Trabalhou com Ryuichi Sakamoto, antes de editar, em 1999, o seu terceiro álbum a solo até à data: Soulstream (1999).

Actualmente, vive dedicado às artes plásticas (vejam-no aqui a apresentar uma litografia do seu cãozinho falecido). Em 2004, a VH-1 tentou voltar a juntar os FGTH para uma única aparição, através do programa Bands Reunited. A coisa não correu bem, precisamente "graças" a... Holly, de quem ficou uma imagem de não ser uma pessoa muito fácil de lidar. Hoje, completa 51 anos. Parabéns, Holly!

 Frankie Goes to Hollywood - Relax, Don't Do It
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segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Gary Moore (1952-2011)

A notícia chocou os fãs do blues rock deste norte-irlandês nascido em Belfast: Gary Moore morreu ontem, aos 58 anos. Senhor de uma carreira extensíssima, cujo início remonta ainda aos anos 60, Moore deixou, nos anos 80, oito álbuns de originais e um conjunto de canções em que, podemos dizê-lo, a guitarra, mais do que voz, se impõe e assume o protagonismo. Esta não é propriamente a minha "praia" em termos musicais - conheço assim ao de leve Empty Rooms e Still Got The Blues (e, quem sabe, mais uma ou outra) -, mas habituei-me, desde miúdo, a ouvir falar de Gary Moore ou a vê-lo aparecer nos artigos do jornal Blitz.

domingo, fevereiro 06, 2011

Voz Masculina dos Anos 80 - Grupo III

Aí está o Grupo III para a eleição da Melhor Voz Masculina dos Anos 80. O sorteio ditou a coexistência de alguns pesos-pesados... e tenho a certeza que há ali nomes que já estão batidinhos na próxima fase. E mais não posso dizer. Já sabem, passam os cinco mais votados. Votem na vossa voz preferida, ali, na barra lateral. Obrigado!

Na imagem:
joe strummer (clash)
john cougar mellencamp
prince
peter kingsberry (cock robin)
george michael
marc almond (soft cell)
lionel richie
paul young
billy idol
paul heaton (housemartins)

Grupo II: no surprises...

Foi sem surpresas que vi Peter Murphy ganhar este segundo grupo da eleição da Melhor Voz Masculina dos Anos 80. Martin Gore, não sendo o vocalista principal da sua banda, surge aqui em segundo lugar, numa prova de apreço da parte dos fãs pela sua voz doce e melodiosa. Depois, os veteranos (já nos anos 80) Joe Cocker e Mick Jagger, sendo seguidos por Sammy Hagar, a voz potente dos Van Halen. Estão assim apurados mais cinco vozes para a fase seguinte. Obrigado a todos os que votaram. Vem aí o grupo III.

Total de votos: 141
peter murphy - 37 (26%)
martin gore - 27 (19%)
joe cocker - 20 (14%)
mick jagger - 16 (11%)
sammy hagar - 13 (9%)
ian mcculloch - 10 (7%)
wayne hussey - 8 (5%)
joe elliott - 5 (3%)
shane macgowan - 3 (2%)
feargal sharkey - 2 (1%)

domingo, janeiro 30, 2011

PHIL COLLINS (60)

Nunca fui à bola com o Phil Collins, mas há que reconhecer que este senhor com ar de apresentador de espectáculo de variedades deixou uma marca importante nos anos 80. Por exemplo, quem nunca dançou agarradinho ao som de Against All Odds (1984), One More Night (1985) ou Groovy Kind Of Love (1988)? Bem, se calhar só eu. Mas o Phil não cantou só canções para constituir família. As pistas de dança também agradeceram Sussudio (1985) e Easy Lover (1985, com Phil Bailey). A sua actividade como membro dos Genesis também não é de menosprezar, nomeadamente o álbum Invisible Touch.
Phil Collins e a sua bateria tiveram uma participação na Band Aid e, no Live Aid, ele foi o único artista a tocar nos dois palcos. Em Londres, entrou em palco às 15.18 ao lado de Sting. Às 20.27, surgia nos ecrãs de Wembley a ser entrevistado em pleno Concorde. À 1.10 da manhã fazia a sua aparição no Philadelphia - JFK Stadium para cantar Against All Odds e In The Air Tonight.
A sua incursão pelo cinema foi fugaz e não deixou marca positiva na sétima arte. O seu único papel como protagonista, teve-o com Buster (1988), no qual representa o papel de Buster Edwards, um dos assaltantes envolvidos num grande roubo a um comboio em 1963.
O tio Phil faz hoje 60 anos. Parabéns!

 Phil Collins - Against All Odds
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sexta-feira, janeiro 28, 2011

Voz masculina dos anos 80 - Grupo II

Arranca hoje a votação para o Grupo II. Já sabem, o voto é na barra lateral. Só têm de escolher a vossa voz preferida do conjunto destes dez senhores. Eu tenho um palpite de quem vai ganhar, nas calmas, este grupo, mas não vou dizer. Não quero ser acusado de influenciar a votação. Os cinco primeiros passam à fase seguinte.
Na imagem:
Mick Jagger
Wayne Hussey
Joe Cocker
Martin Gore
Ian McCulloch
Peter Murphy
Sammy Hagar
Joe Elliott
Feargal Sharkey
Shane MacGowan