sexta-feira, outubro 07, 2011

Top of the Pops! - TRIPLEX - 8.outubro.2011


No próximo sábado, 8 de outubro, todos os caminhos vão dar ao TRIPLEX (Porto). eu serei o gajo por detrás dos leitores de CD. A melhor música da década de 80, mais coisa menos coisa, espera por vós. Até sábado!

terça-feira, outubro 04, 2011

Nova playlist: animais amigos da pop (*)

(*Texto originalmente criado em 13/02/2007, e agora atualizado com mais músicas. Porque hoje é o Dia Mundial dos Animais)

Foi a propósito do regresso de Rocky Balboa aos ecrãs do cinema que me lembrei de Eye Of The Tiger, dos Survivor, canção "musculada", com teledisco do tipo "pessoal-a-andar-pela-rua-fora". Daí foi um instante até me listar um conjunto de canções com animais no título, para colocar na nova playlist da radio.blog (barra lateral). Há de tudo, para todos os gostos. Cavalos, lobos, gatos, pombos, um macaco, etc... Até há uma vaca. Uma pobre vaca, na visão de Tanita Tikaram. Se fizéssemos um ranking de bicharada, teríamos em primeira mão o cavalo, com três referências (entre as quais está a única participação portuguesa), seguido do gato e do lobo, com duas cada. E atenção: há aqui grandes canções. Vamos à lista:

A-ha - Cry Wolf
Adam and the Ants - Dog Eat Dog
Bros - Cats Among the Pigeons
The Cure The Love Cats
The Cure - All Cats Are Grey
Duran Duran - Hungry Like The Wolf
Duran Duran - Union of the Snake
Echo & the Bunnymen - Bring on the Dancing Horses
The Fools - Psycho Chicken
George Michael - Monkey
Housemartins - Sheep
Lloyd Cole & the Commotions - Rattlesnakes
Neneh Cherry - Buffalo Stance
Peter Gabriel - Shock the Monkey
Pink Floyd - The Dogs of War
Pink Floyd - When the Tigers Broke Free
Pixies - Monkey Gone To Heaven
Prince - When Doves Cry
Survivor - The Eye of the Tiger
Siouxsie & the Banshees - Swimming Horses
Stone Roses - Elephant Stone
Tanita Tikaram - Poor Cow
Tight Fit - The Lion Sleeps Tonight
UB40 - Rat In My Kitchen
UHF - Cavalos de Corrida

PS - Os Bros conseguem entrar pela segunda vez consecutiva numa playlist, facto que pode irritar muito boa gente. Lembrem-se, no entanto, que não há duas sem três, e nunca se sabe se a próxima playlist não poderá ser sobre "bandas cujo nome tem quatro letrinhas apenas"...

domingo, outubro 02, 2011

Peter Murphy - Hard Club (Porto) - 1.outubro.2011

Ao quarto concerto de Peter Murphy, como foi o meu caso, não se vai propriamente à procura da novidade. Vai-se porque se gosta e porque Peter Murphy é um ídolo.
Ontem, o ex-vocalista dos Bauhaus iniciou no Porto a digressão que promove o seu oitavo álbum de originais, intitulado Ninth, e foi mesmo deste álbum que saíram sete das canções que fizeram parte do alinhamento de vinte e cinco que Murphy tocou. A outra grande fatia dos temas que surgiram na set list pertenceu aos Bauhaus. Em jeito de balanço, mais de 50% do alinhamento foi ocupado pelos Bauhaus e pelo último álbum, numa tentativa de equílibrio entre a necessidade de dar a conhecer o novo trabalho (por sinal, um regresso em grande, na minha opinião, depois do falhanço chamado Unshattered) e a obrigatoriedade quase dogmática de não defraudar os die-hard fans dos Bauhaus. Foi um concerto típico de início de digressão, com alguns problemas de som, alguns desencontros e hesitações entre os elementos em palco e um Peter Murphy ainda à procura do melhor desempenho dramático para algumas canções. A certa altura, Peter Murphy revelou-se bastante comunicativo, falando ao público por alguns minutos e, surpreendentemente, para mim, tentando os seus dotes de stand-up comedy (ainda que, por vezes, sem grandes resultados...). Em jeito de crítica à margem da banda, fica a pouca força do público, no momento do segundo encore. Como se não bastasse, via-se algumas pessoas a sair - quando se percebia nitidamente que eles iam voltar - com aquele ar "eu-que-vim-ver-a-cuts you up-e-ele-toca-aquelas-músicas-esquisitas-dos-bauhaus"... Enfim, pérolas a porcos como diz a expressão...
O momento alto da noite foi, em termos pessoais, All Night Long, que Murphy nunca tinha tocado nos três concertos anteriores a que tive oportunidade de assistir (VN Gaia, Marés Vivas e Anadia). Fica aqui o alinhamento. Hoje, é em Lisboa.

Início: 21h50 - Fim: 00h00
Setlist:
1. velocity bird (ninth)
2. peace to each (ninth)
3. seesaw sway (ninth)
4. disappearing (cascade)
5. silent hedges (bauhaus, the sky's gone out)
6. subway (cascade)
7. a strange kind of love (deep)
8. black stone heart (bauhaus, go away white)
9. his circle and hers meet (love hysteria)
10. gaslit (Ninth, edição japonesa)
11. i'll fall with your knife (cascade)
12. i spit roses (ninth)
13. she's in parties (bauhaus, burning from the inside)
14. in the flat field (bauhaus, in the flat field)
15. raw power (iggy pop cover)
16. stigmata martyr (bauhaus, in the flat field)
17. memory go (ninth)
18. cuts you up (deep)
19. all night long (love hysteria)
ENCORE
20. the passion of lovers (bauhaus, mask)
21. the prince and old lady shade (ninth)
22. uneven & brittle (ninth)
ENCORE
23. cool cool breeze (alive just for love)
24. hurt (nine inch nails cover)
25. all we ever wanted was everything (bauhaus, the sky's gone out)

segunda-feira, setembro 26, 2011

OLIVIA NEWTON-JOHN (63)

Dez factos sobre Olivia Newton-John que você sempre quis saber:
1. É filha de um Nobel da Física, o Professor Brin Newton-John.
2. Editou o primeiro single em 1966. Tinha 18 anos.
3. Em 1973, ganhou o primeiro de quatro prémios Grammy: Melhor Cantora Country.
4. Em 1978, entrou na história do cinema-musical ao protagonizar Grease, ao lado de John Travolta.
5. Em 1979, foi agraciada com a Ordem do Império Britânico pela Rainha Isabel II, de Inglaterra.
6. Em 1981, lançou Physical, o álbum de maior sucesso da sua carreira, do qual faz parte o tema-título que foi um êxito à escala mundial.
7. Em 1986, nasceu a sua filha, Chloe Rose Lattanzi, que haveria de seguir as pisadas da mãe quer na arte dramática quer na música.
8. Sobreviveu a um cancro da mama, diagnosticado na primeira metade dos anos 90. A partir de então tem sido uma voz activa na consciencialização para o problema.
9. Continua a gravar assiduamente, alternando entre a pop e a música de cariz mais espiritual e contemplativo.
10. Hoje, completa 63 anos. Parabéns!

BRYAN FERRY (66)

Numa futura encarnação, quando me perguntarem que cantor dos anos 80 eu quero ser, não hesitarei: Bryan Ferry. Ele é um dos cantores mais carismáticos dos anos 80 e tem uma carreira a solo recheada de momentos espantosos, como Slave To Love, Windswept, Don't Stop The Dance ou Kiss And Tell. Esta última transporta-me para uma fase em que frequentava a mítica Swing. Muito dancei eu Kiss And Tell em finais da década de 80!

O mais recente álbum de originais chama-se Olympia. No site oficial é possível ouvi-lo.

Em 22 de Julho de 2010, cumpri o sonho de o ver em palco, com os Roxy Music, em Oeiras. Resta-me dizer que Bryan Ferry completa hoje 66 anos. Parabéns!

sábado, setembro 10, 2011

SIOBHAN FAHEY (53)

Com Keren Woodward e Sara Dallin fundou, em 1982, as Bananarama, muito provavelmente a girl band mais bem sucedida dos anos 80. Em 1988, saiu do grupo para formar com Marcella Detroit as Shakespears Sister cujo êxito foi residual comparado com o do trio anterior. Falo-vos de Siobhan Fahey, a miúda mais gira das três Bananarama. O Dave Stewart (Eurythmics) achou o mesmo e casou-se com ela em 1987, uma ligação que durou nove anos e "produziu" dois filhos. Nesta foto do casamento, dá para constatar que o penteado do Dave ficaria bem em qualquer das três Bananarama. Hoje, Siobhan Fahey completa 53 anos. Parabéns!

CAROL DECKER (54)

Fica o querido leitor desde já a saber que China In Your Hand nunca foi uma canção sobre o país do Mao Tsé Tung ("china" quer dizer porcelana). Depois desta informação que deve ter caído que nem uma bomba nas vossas vidas, cumpre-me assinalar o aniversário número 54 de Carol Decker, a vocalista dos T'Pau, que tinha um vozeirão do catano. De vez em quando, Carol ainda sobe ao palco, em festivais revivalistas, sob a designação da banda que liderou nos anos 80 (já agora, T'Pau era o nome de uma personagem de Star Trek, uma espécie de sacerdotisa nascida no planeta Vulcano). Parabéns, Carol!

quinta-feira, setembro 08, 2011

As capas da escola (parte 2)

A capa apresentada no texto anterior corresponde ao período dos meus 14 anos, mais coisa, menos coisa. Agora, trago-vos uma capa dos meus 15/16 anos. É curioso verificar, passado tanto tempo, que elas mostram fielmente a evolução dos meus gostos musicais enquanto adolescente, da pop para consumo imediato ao rock mais adulto e alternativo.


A frente desta capa é dominada pelos Xutos & Pontapés, com recortes feitos a partir do jornal Blitz. São fotografias, pedaços de texto, uma descrição dos instrumentos usados na altura por Tim, Zé Pedro, João Cabeleira, Kalú e Gui, e uma definição do que é ser punk por Zé Pedro. No fundo da capa coloquei um pensamento retirado dos Pregões e Declarações. Era uma secção que me divertia muito. Lembro-me, por exemplo, das guerras entre metaleiros e rockabillies. Hilariante. Cheguei a escrever para a a secção das mensagens de amor, mas acho que a miúda em causa nem sabia o que era o Blitz...



A contracapa mantém a presença dos Xutos, mas já mostra outras das minhas fixações da altura. Uma delas era a chamada música moderna portuguesa, que eu ouvia via Luso Clube (acho que era assim que se chamava, mas o Jorge aqui pode dar uma ajuda), um programa de rádio sobre a novas tendências do rock português. E ali estão os nomes como Essa Entente, Linha Geral, Mata Ratos, entre outros. Outro destaque da capa é feito aos The Pogues, com Shane MacGowan e as suas cáries em grande estilo. E agora, um desafio: todos os grupos desta capa estão identificados exceto um, logo por cima de Billy Idol. Alguém advinha quem são?


PS - Para ver em pormenor é só clicar na imagem.

As capas da escola


Setembro é mês de regresso às aulas e eu aproveito o facto para lembrar aquele hábito tão saudável e criativo de colar nas capas dos cadernos diários as fotos de tudo quanto era banda, cantor/cantora, retirados da Bravo, essa revista que não fez nada pelo nosso alemão, porque o que interessava mesmo eram as imagens. Tratava-se de coisa muito séria, diria mesmo, um dos mais importantes atos de afirmação pessoal perante a turma e uma ótima estratégia para convencer a miúda da carteira do lado de que éramos mesmo "tótil fixes". O que realmente interessava não era colocarmos lá aquilo que nós ouviamos ou a música de que verdeiramente gostávamos. O importante era seguir a tendência geral e arranjar imagens tão raras quanto possível (o pessoal que tinha jeito para o desenho "faturava" bastante com as miúdas).

Aqui está a frente de uma das minhas capas da escola. Está ali a Sandrinha, o Boss, o Bryan Adams e o Paul Young. A presença dos Modern Talking é um erro de casting, aliás, se repararem bem, existe uma cruz bem marcada por cima da foto deles, o que me iliba de quaisquer juízos de valor sobre os meus gostos musicais. No canto inferior direito, um dos heróis do ténis da altura, o Boris Becker, apesar de o meu ídolo ter sido sempre John Mcenroe. A menina que está descascada na foto a preto e branco é a actriz Apollonia Kotero do filme Purple Rain. Na altura não fazia a mais ínfima ideia de quem ela era, mas achei que a sua inclusão na capa se justificava plenamente.

Qualquer capa que se preze tem o chamado "outro lado da capa". Esta não fugia à regra. Aqui introduzi a paixão pelo "futebol", que era tão importante naquela altura (e ainda é). Eram os tempos de uma super-seleção da Alemanha, em que pontificavam jogadores como Jakobs, Herget e Briegel. Se reparararem, no canto inferior direito falta uma imagem que foi retirada por mim para a incluir numa outra capa. Tratava-se do meu grande ídolo da altura: Madjer. Quem segue minimanente o fenómeno futebolístico sabe de quem estou a falar. Em termos desportivos ainda houve espaço para uma foto do Boris Becker "in action".

A música, claro, volta a fazer parte desta capa, mas com menos destaque. Mesmo assim repetem-se as presenças de Springsteen (eu era doido pelo Born In The USA, álbum) e Paul Young, cujo refrão "Sempre que bazas da minha beira, levas um coche de mim contigo", me fartei de dizer a uma chavala, que nunca me deu troco. Mas adiante. Há ainda espaço para os enormes Tears For Fears, uma das minhas paranóias da altura.

Para terminar, duas referências ao cinema, uma por motivos puramente cinéfilos - Indiana Jones, a grande referência do filme de ação dos anos 80 - e outra por motivos puramente estéticos - Brooke Shields, a grande referência de alguns sonhos erótico-artísticos de muitos adolescentes.

Para juntar dois lados de uma capa, existe sempre uma lombada. Aqui vinham mesmo a calhar uns autocolantezinhos que vinham na Bravo, que funcionavam um pouco como a "chicla" no fundo do gelado Epá. Ora cá estão eles, para completar a apresentação da minha capa escolar de mil novecentos e oitenta e qualquer-coisa... Podem clicar para verem "em maior". Ei, atenção às bocas por causa dos Modern Talking, ok?

quarta-feira, setembro 07, 2011

CHRISSIE HYNDE (60)

Chrissie Hynde fundou os Pretenders em 1978 e desde logo se afirmou como uma das mais carismáticas frontwomen do rock. Ao longo da década de 80, os Pretenders gravaram quatro álbuns e deram-nos canções como Brass In Pocket ou Don't Get Me Wrong. Como curiosidade, refira-se que, de 1984 a 1990, Chrissie foi casada com Jim Kerr (Simple Minds). Em 2007, inaugurou o seu restaurante veganista, ela que é uma empenhada activista dos direitos dos animais. No ano seguinte, os Pretenders lançaram o seu nono álbum de estúdio, intitulado Break Up The Concrete. Hoje, Chrissie Hynde completa 60 anos. Parabéns!

terça-feira, setembro 06, 2011

ROGER WATERS (68)

Olha, olha, que faz um gajo dos anos 60 e 70 num blogue sobre os anos 80? A resposta vem à boleia: The Pros And Cons Of Hitchiking. Esta foi a canção que colocou o fundador dos Pink Floyd no mapa dos anos 80. O LP com o mesmo nome e Radio K.A.O.S. foram os seus dois primeiros álbuns a solo e foram editados nessa mesma década, em 1984 e 1987, respectivamente. Esteve em Portugal em Março deste ano, trazendo até nós a digressão que recupera na íntegra o álbum The Wall, dos seus Pink Floyd. Hoje, Rogério Águas completa 68 anos. Parabéns!

segunda-feira, setembro 05, 2011

Sondagem: qual o melhor single dos Queen nos anos 80?

No dia em que passam 65 anos sobre o nascimento de Freddie Mercury, o Queridos Anos 80 realiza a sondagem que pretende saber qual foi o melhor single dos Queen nos anos 80. São dez canções selecionadas por mim, segundo um critério pessoal, que também tem que ver com o sucesso que estas canções tiveram no top UK singles. Façam o favor de votar na vossa preferida, ali ao lado, na barra lateral. Ou então, na página do QA80 no facebook, onde esta sondagem está a decorrer, também, em paralelo. Façamos, assim, a devida homenagem a um homem que tanto marcou a história da música pop-rock.

A lista das canções a concurso, por ordem cronológica:
another one bites the dust
under pressure
radio ga ga
i want to break free
hammer to fall
one vision
a kind of magic
friends will be friends
who wants to live forever
i want it all

quarta-feira, agosto 31, 2011

A Paixão do Rock - sexta, 2 - V5 bar


Descargas eléctricas. Melodias intemporais. Noite de rock. Apareçam!

playlist temática: covers nos anos 80

A noite de hoje na página do QA80 no Facebook foi animada com algumas das minhas covers preferidas dos anos 80. Entenda-se bem: covers gravadas nos anos 80, cujos originais são de décadas anteriores. São treze canções que, por um motivo ou outro, me dizem muito. Aqui está a lista, por ordem de aparição no mural:

1. The Damned - Alone Again Or
Uma das muitas canções que devo a António Sérgio e ao seu Som da Frente. E um dos telediscos mais bonitos que vi nos anos 80. Os The Damned têm ainda outra versão de que gosto muito: Eloise. O original desta Alone Again Or é dos Love.

2. Heart - Alone
Talvez seja uma surpresa para algumas pessoas o facto de a canção que os Heart popularizaram não ser original deles, mas o original dos I-Ten é tão fraquinho e passou tão despercebido que nem vale a pena perder tempo com ele.

3. Soft Cell - Tainted Love
Esta já é um clássico de dança dos anos 80 e eu não a dispenso nos meus sets de DJ. Os Soft Cell fazem aqui um trabalho, no mínimo, admirável com o original de Gloria Jones.

4. Maxi Priest - Wild World
Acho esta versão de uma frescura tão saudável, tão soalheira, tão mar, praia, que tinha de a incluir. Arriscando ser fuzilado por alguns, afirmo que prefiro mil vezes esta versão ao original do chato do Cat Stevens.

5. Love And Rockets - Ball Of Confusion
Hipnotizante é o adjetivo que me ocorre quando penso nesta versão do original dos The Temptations.

6. Kim Carnes - Bette Davis Eyes
Mais um caso de gritante upgrade em relação ao original. Kim Carnes vai muito bem, ao contrário de Jackie DeShannon, na minha opinião.

7. Siouxsie And The Banshees - Dear Prudence
Os beatlemaníacos que me perdoem (ó prá mim a pôr-me a jeito para um apedrejamento em praça pública), mas o original desta canção é tão chato, tão enfadonho, tão cinzento, que fica a milhas da maravilha em que Siouxsie e os seus Banshees o transformaram.

8. Laura Branigan - Gloria
O original de Umberto Tozzi tem aquela carga dramática que só a língua italiana consegue dar à música, mas a versão da malograda Laura bate aquela aos pontos. Que vozeirão o desta mulher que o destino levou cedo de mais!

9. Roxy Music - Jealous Guy
Eu tenho uma definição para Jealous Guy (e, já agora, mais uma tentativa da minha parte de ser alvo de enforcamento em Auto de Fé): aquela canção chata, cansativa e remelosa de John Lennon que os Roxy Music conseguiram um dia salvar. E não é preciso dizer mais nada. Também gosto muito da versão de In The Midnight Hour.

10. Tina Turner - Let's Stay Together
Pensei em I Can't Stay The Rain, mas prefiro esta. Uma Tina Turner a caminhar para a sua melhor forma de sempre e fazendo inteira justiça ao original, também ele grande, de Al Green.

11. Echo & the Bunnymen - People Are Strange
Para quem, como eu, sempre teve uma aversão especial aos The Doors, acho que já estou a ir longe de mais ao incluir o nome da banda de Jim Morrison neste blogue (neste momento, tenho um navio de guerra a apontar os canhões na minha direção). Gosto muito dos Echo & the Bunnymen e isso é razão suficiente para os incluir aqui.

12. Depeche Mode - Route 66
Os Depeche Mode não sabem fazer música má. Nem sequer música assim-assim. Neles tudo é grandioso, e esta versão não escapa ao paradigma. Bobby Troup, o compositor, e Nat King Cole, a primeira pessoa a gravar a canção, haveriam de gostar desta versão. Quem não gosta?

13. Fine Young Cannibals - Suspicious Minds
Para terminar a lista em grande nível, uma versão excelente do não menos excelente original de Elvis Presley. Os Fine Young Cannibals têm aqui, na minha opinião, um dos pontos mais altos da sua carreira.

segunda-feira, agosto 29, 2011

ELIZABETH FRASER (48)

Elizabeth Fraser tem uma voz que não existe. E, no entanto, ela está lá, nos Cocteau Twins, do magnífico Treasure; no projecto This Mortal Coil, que nos trouxe a etérea e bela versão de Song To The Siren; ou então em diversas colaborações como Ian McCulloch (nos dois primeiro álbuns a solo do vocalista dos Echo & the Bunnymen), Peter Gabriel ou os Massive Attack. Liz Fraser completa hoje 48 anos. Parabéns!

terça-feira, agosto 23, 2011

Nickolas Ashford (1942-2011)

Nickolas Ashford faleceu ontem, aos 69 anos, vítima de doença prolongada. Formou, com a mulher, Valerie Simpson, uma das mais bem sucedidas e duradouras parcerias da música soul (e atrever-me-ia a dizer, da música em geral), principalmente ao nível da composição. Em 2002, o duo entrou para o Songwriters Hall Of Fame, consequência natural de um percurso recheado de tantos e tantos êxitos: Ain't No Mountain High Enough (Marvin Gaye), Reach Out and Touch (Somebody's Hand) (Diana Ross) ou I'm Every Woman (Chaka Khan), só pata referir três exemplos. Como intérpretes, reconhecê-los-emos sempre como a dupla de Solid, canção que conquistou o mundo em 1984, e ainda hoje surge em campanhas comerciais. Apesar do desaparecimento do marido, Valerie continuará certamente a celebrar o amor que os uniu há quase 50 anos. Mais do que nunca: "And now it's solid. Solid as a rock. That's what this love is."

sexta-feira, agosto 19, 2011

JOEY TEMPEST (48)

Rolf Magnus Joakim Larsson completa hoje 48 anos! É verdade, Joey Tempest, o vocalista dos suecos Europe celebra hoje o seu aniversário. O QA80 não podia deixar passar em claro esta data, até porque sou da opinião que todos nós, mais cedo ou mais tarde, devemos enfrentar os nossos fantasmas e encarar de frente os nossos terríveis traumas de infância. Não podemos fugir às evidências: este senhor existiu mesmo e foi vocalista de uma das maiores bandas de pop-metal (isto existe?) à face da terra, os Europe, os tais de The Final Countdown, Rock The Night, Carrie ou Cherokee. Numa entrevista à BBC, nos tempos áureos da banda, Tempest disse que foi buscar o nome artístico ao poema (sic) A Tempestade, de William Shakespeare. Recusou revelar o seu nome verdadeiro, apesar da insistência do jornalista, o qual, por sua vez, não teve a coragem de lhe dizer que A Tempestade não é um poema, mas sim um texto dramático. Questões de literatura inglesa à parte, o certo é que Joey Tempest viveu momentos de glória com os seus Europe, durante os anos 80. Após a separação do grupo, em 1992, Tempest gravou três álbuns a solo. Em 2003, a banda oficializou o seu regresso. Desde então, já editaram três álbuns de originais. É verdade, eles estão aí, e estiveram em Vila Real na semana passada! Parabéns, Joey!

quarta-feira, agosto 17, 2011

MARIA MCKEE (47)

Em 1982, fundou os Lone Justice, banda que gravaria apenas dois álbuns, porém, o suficiente para criar uma espécie de culto em seu redor. Shelter é uma das grandes canções do grupo. No finalzinho da década de 80, lançou o primeiro álbum a solo, do qual fez parte a canção Show Me Heaven (incluída na banda sonora do flop cinematográfico Days Of Thunder, com Tom Cruise). Maria McKee tornou-se ainda célebre por ter escrito A Good Heart, a canção que Feargal Sharkey levou ao primeiro lugar das tabelas de vendas mundiais. E ainda merece referência pela participação na banda sonora de Pulp Fiction. Actualmente, Maria McKee mantém uma carreira de edições a solo regular. Hoje, completa 47 anos. Parabéns!

Madonna: crazy for you!

Ontem foi dia de aniversário da Rainha da Pop e eu lembrei-me de repetir a sondagem - já realizada em 2004, aqui, no blogue - sobre qual a nossa canção preferida de Madonna, nos anos 80, mas, desta vez, na página do Queridos Anos 80 no facebook. Com 65 votantes, os resultados levam-nos rapidamente à conclusão de que a malta gosta é de baladas. Crazy For You e Live To Tell, apenas separadas por um voto, ocuparam as duas primeiras posições, com avanço considerável sobre a terceira classificada, a surpreendente La Isla Bonita. Surpreendente, digo eu, que não esperava uma tão boa classificação desta canção. Mas, se calhar, a sugestão latina, quente, soalheira, que o tema transporta, talvez tenha tido influência, nesta altura, de férias para muita gente, digo eu. Outra surpresa, esta pela negativa, foi a relativa má classificação de Like A Virgin, afinal, a canção que catapultou Madonna para o sucesso mundial. Algumas canções importantes ficaram de fora, tais como Into The Groove, Holiday, True Blue, mas foi uma questão de critério pessoal na elaboração da lista das dez sujeitas a votação. Aqui ficam os resultados e o meu agradecimento a todos os participantes.

1. Crazy For You - 18
2. Live To Tell - 17
3. La Isla Bonita - 8
4. Borderline - 7
5. Like a Prayer e Like a Virgin - 6
7. Papa Don't Preach - 4
8. Open Your Heart - 3
9. Material Girl - 2
10. Who's That Girl - 0

BELINDA CARLISLE (53)


Comecemos pelo mais recente: nos últimos quatro anos, Belinda Carlisle fez parte do alinhamento da Regeneration Tour e do Here And Now, espécies de festival de música 80s que também incluiram nomes como The Human League, Rick Astley, Kim Wilde, ABC, A Flock Of Seagulls e Naked Eyes, entre outros. Para além disso, o seu álbum mais recente, editado em Fevereiro de 2007, tem por título Voilà. Ao fim de 11 anos sem gravar material original, Belinda decidiu-se por um álbum de versões de clássicos... franceses. Não deixa de constituir um passo arriscado por parte de alguém que já perdeu todo o embalo pop dos eighties e se dedicou, nos últimos anos, a participar em concursos televisivos e a aparecer na Playboy. Na semana passada, mais precisamente no dia 11 de Agosto, teve direito, juntamente com as Go-Go's - a banda que ajudou a fundar em 1978 e com a qual se mantém atualmente em digressão - à estrelinha no Passeio da Fama de Hollywood. Belinda Heaven Is a Place On Earth Carlisle faz hoje 53 anos, curiosamente, um dia depois de Madonna completar a mesma idade. Parabéns!