Geneviève Alison Jane Moyet parte da galeria das minha cantoras de eleição dos anos 80. Primeiro ao lado de
Vince Clarke, nos
Yazoo, depois a solo. Com os
Yazoo eternizou aquela que é, para mim, a melhor canção dos anos 80:
Only You. A sua voz quente e um pouco
jazzy deu à electrónica de Vince Clarke o complemento ideal para se afirmar em todo o seu esplendor. Houve ainda
Don't Go,
Situation e
Nobody's Diary, só para citar algumas. Quando o duo se separou, Alison converteu-se à pop mais
mainstream, mas nem por isso perdeu qualidade. O seu primeiro álbum a solo,
Alf (1984) é qualquer coisa de arrepiante.
Love Ressurection,
Invisible, e
All Cried Out são momentos de intensidade vocal inigualáveis. Ainda desta era, mas não fazendo parte do álbum, surgiu
That Ole Devil Called Love, mostrando toda a versatilidade
jazzy de Moyet. O segundo álbum,
Raindancing (1987), manteve-a nos primeiros lugares dos tops europeus, insistindo na vertente pop, diria eu, ainda mais pop do que o álbum anterior. Fazem parte deste álbum, as pérolas
Is This Love e
Weak In The Presence Of Beauty.
Os anos 90 não trouxeram boas notícias a
Alison Moyet. Com uma relação difícil com a editora, os seus dois álbuns gravados nesta década -
Hoodoo (1991) e
Essex (1994) - nunca estiveram à altura do sucesso dos anos 80. Foi preciso chegar a 2002 para vermos o quinto álbum de originais da cantora,
Hometime. Seguiram-se-lhe
Voice (2004), um álbum de versões, e
The Turn (2007), até à data, o último álbum de originais da cantora. Entretanto, os
Yazoo regressaram ao activo em 2008 e entraram em digressão europeia que, infelizmente, não passou por Portugal. Hoje,
Alison Moyet completa
50 anos. Parabéns!