Steve Perry foi o vocalista dos Journey de 1977 a 1987 e, depois, entre 1995 e 1998. É dele a voz em Don't Stop Believin', canção de 1981 que foi, quase trinta anos depois, ressuscitada pela série televisiva Glee. Não sou fã do estilo dos Journey, nem conheço qualquer outra canção da banda, mas vejo em Steve Perry um vocalista de eleição, um daqueles vozeirões de arrepiar. No currículo de Perry podemos encontrar várias colaborações com nomes dos anos 80 como Kenny Loggins, Sammy Haggar, Sheena Easton ou Jon Bonjovi. Ele foi a única voz que, na altura, não conhecia no projeto USA For Africa com We Are The World. Hoje, Steve Perry completa 63 anos. Parabéns!
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domingo, janeiro 22, 2012
STEVE PERRY (63)
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A miúda do teledisco (5)
Não podia passar ao lado deste teledisco dos The Cars. Para além de ser um tema marcante dos anos 80, que deve figurar em qualquer coletânea pop da década, Drive conta, no seu video promocional, com a presença da bela e frágil Paulina Porizkova, uma super modelo de origem checa que, na altura, me deixou de queixo caído, colado ao ecrã da TV.
Paulina é a personagem principal de uma história que parece ter lugar numa instituição de doenças do foro psiquiátrico e Rik Ocasek parece ser o homem que avalia o seu comportamento, ou pelo menos, a observa atentamente, com um ar sinistro q.b.. A menina chora, sorri, volta a chorar, volta a sorrir e, em cada expressão, é de uma beleza estonteante. Estávamos em 1984, ela tinha 19 anos, ele 35, não imaginando que, cinco anos depois, estariam a jurar amor eterno ao altar, relação que dura até ao presente e da qual resultaram dois filhos.
Por isso, este é um teledisco que se insere na categoria "vocalista-casa-com-miúda-do-teledisco", de que também faz parte este, dos Whitesnake, que já tinha sido apresentado aqui há atrasado. Neste caso concreto, não foi exatamente o cantor de Drive, Benjamin Orr, quem se casou com ela, apesar da insistência em querer levá-la de carro para casa, mas sim Ocasek, o vocalista, digamos, oficial da banda.
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sábado, janeiro 21, 2012
BILLY OCEAN (62)
Sim, é mesmo Billy Ocean na imagem da direita. Parece que, depois de um período em que esteve envolvido em drogas, agora está mais espiritual e dedica-se à jardinagem, a tocar flauta de pan e a dar formação vocal.
Tobaguenho de nascimento, Leslie Charles mudou-se para o Reino Unido aos 8 anos e foi lá que, em 1974, já com o nome artístico que conhecemos, gravou o seu primeiro single. O sucesso mundial chegou nos anos 80, com Caribbean Queen, uma canção que via o seu título modificado de acordo com o continente em que era editada. Por isso, foi "African Queen" e também "European Queen".
O tema que guardo como referência é Loverboy, se bem que o seu êxito em Portugal não se tenha resumido a esta canção. Basta recordarmos títulos como Suddenly, When The Going Gets Tough, The Tough Get Going (tema principal do filme A Joia do Nilo), e There’ll Be Sad Songs (To Make You Cry). O canto do cisne da carreira de Billy Ocean chegou em 1988 com o tema Get Outta My Dreams, Get Into My Car.
Billy Ocean completa hoje 62 anos. Parabéns!
Tobaguenho de nascimento, Leslie Charles mudou-se para o Reino Unido aos 8 anos e foi lá que, em 1974, já com o nome artístico que conhecemos, gravou o seu primeiro single. O sucesso mundial chegou nos anos 80, com Caribbean Queen, uma canção que via o seu título modificado de acordo com o continente em que era editada. Por isso, foi "African Queen" e também "European Queen".
O tema que guardo como referência é Loverboy, se bem que o seu êxito em Portugal não se tenha resumido a esta canção. Basta recordarmos títulos como Suddenly, When The Going Gets Tough, The Tough Get Going (tema principal do filme A Joia do Nilo), e There’ll Be Sad Songs (To Make You Cry). O canto do cisne da carreira de Billy Ocean chegou em 1988 com o tema Get Outta My Dreams, Get Into My Car.
Billy Ocean completa hoje 62 anos. Parabéns!
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WENDY JAMES (46)
Era uma vez uma loira na minha TV a gritar I don't want your money, honey, I want your love. Estávamos em 1988. Chamava-se Wendy James e era vocalista dos Transvision Vamp. Hoje, estamos em 2012 e Wendy James completa 46 anos.Dois álbuns - Pop Art (1988) e Velveteen (1989) - ficaram para a história, mas muito do sucesso dos Transvision Vamp foi alicerçado na imagem pin-up de Wendy James. Em 1991, a editora do grupo recuou na intenção de lançar o terceiro álbum uma vez que os singles de apresentação tinham sido autenticamente linchados pela crítica e, já agora, pelo público, que lhes virou literalmente as costas. Em 1993, Wendy gravou o seu primeiro e único álbum a solo, todo ele composto por Elvis Costello. Porém, sem retorno comercial, Wendy desapareceu do mapa. Seria preciso um salto de 11 anos para voltarmos a ter notícias suas. Em 2004, regressou à atividade musical com nova banda, Racine, tendo editado dois álbuns com este projeto (estiveram em Portugal há quatro anos). Após a dissolução da banda, Wendy James lançou um trabalho a solo intitulado I Came Here To Blow Minds, de que podemos ouvir alguns temas no myspace da menina.
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quinta-feira, janeiro 19, 2012
Loving Rockets
(na FNAC do Marshopping, dirigindo-me a DOIS funcionários da secção de música)
- Boa tarde, o que tem de Love and Rockets?
- Desculpe? Disse...
- Love And Rockets, queria saber o que tem deles...
- Hmmm... não conheço (vira-se para o outro, que encolhe os ombros) Um momento, vou fazer a pesquisa (no computador) Disse... Loving Rockets?
- Love ..... AND ..... Rockets.
- Se me quiser dizer um título, talvez seja mais fácil e apareça logo...
- Tente "Best of"...
- Não, não temos nada...
- Obrigado.
Ora bem, quer-me parecer que um funcionário da secção de MÚSICA de uma loja tão conceituada como a FNAC tem de saber quem são os Love And Rockets. Ou, pelo menos, tem de ter ouvido falar neles. Estarei a ser demasiado exigente? Falo de uma banda que partilha a árvore genealógica de nomes como Bauhaus e Peter Murphy (sem falar nas carreiras a solo dos seus próprios membros, mas isso já era pedir de mais...), que produziu aquele que é, talvez, o melhor instrumental da música pop-rock - falo de Saudade -, que é responsável por temas como Ball Of Confusion, Kundalini Express e, principalmente, So Alive, que escalou muitas tabelas de vendas por esse mundo fora e invadiu muitas pistas de dança alternativas. Sem querer fazer disto um escândalo mundial, acho que a FNAC e os seus funcionários têm de estar à altura de um cota como eu.
terça-feira, janeiro 17, 2012
PAUL YOUNG (56)
Não, este Paul Young não morreu. Sim, este Paul Young merece a eternidade. Em primeiro lugar, é ele que abre Do They Know It's Christmas, com aquela frase que todos já cantámos pelo menos umas 300 vezes, mesmo que o resto da letra seja completamente irrelevante. Em segundo lugar, é dele uma das canções mais representativas desse nobre estado d'alma de um apaixonado que é a famosa dor de coto. A canção chama-se Everytime You Go Away (You Take A Piece Of Me With You) e aquele começo é inconfundível (ding, ding, ding, ding...). Em terceiro lugar foi ele o escolhido para "fazer" de Freddie Mercury no concerto de tributo ao vocalista dos Queen. A voz, está claro, fica a anos-luz de distância, mas valeu pela entrega nesse momento sublime.
Todo este paleio serve para introduzir a informação mais relevante: Paul Antony Young faz hoje 56 anos e, confesso, ele foi um dos meus heróis da juventude. Para quem não quer perder tempo e pretende conhecer o essencial, aconselho From Time To Time, The Singles Collection. Está lá tudo o que vale a pena (e o que não vale). O seu último longa-duração chama-se Rock Swings e apresenta um conjunto de clássicos do pop/rock com roupagem swing. Parabéns, Paul!
Todo este paleio serve para introduzir a informação mais relevante: Paul Antony Young faz hoje 56 anos e, confesso, ele foi um dos meus heróis da juventude. Para quem não quer perder tempo e pretende conhecer o essencial, aconselho From Time To Time, The Singles Collection. Está lá tudo o que vale a pena (e o que não vale). O seu último longa-duração chama-se Rock Swings e apresenta um conjunto de clássicos do pop/rock com roupagem swing. Parabéns, Paul!
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segunda-feira, janeiro 16, 2012
Nomes de bandas: The Bangles, Simply Red, The Stone Roses
The Bangles
As nossas queridas Bangles começaram como The Colours, mas rapidamente alteraram a sua designação para The Supersonic Bangs, um nome que foram buscar a um artigo da Esquire sobre penteados. Depois, resolveram abreviar para The Bangs, só que tiveram azar porque já existia uma banda norte-americana com esse nome. Finalmente chegaram à atual designação, que é o título de uma música do álbum homónimo de estreia dos Electric Punes (1967).
As nossas queridas Bangles começaram como The Colours, mas rapidamente alteraram a sua designação para The Supersonic Bangs, um nome que foram buscar a um artigo da Esquire sobre penteados. Depois, resolveram abreviar para The Bangs, só que tiveram azar porque já existia uma banda norte-americana com esse nome. Finalmente chegaram à atual designação, que é o título de uma música do álbum homónimo de estreia dos Electric Punes (1967).
Simply Red
Mick Hucknall fez parte, durante sete anos, de uma banda chamada The Frantic Elevators (foi assim que editaram o original de Holding Back The Years). Em 1985, fundou os Red, numa alusão à cor do seu cabelo. Reza a história que o promotor de um concerto resolveu esclarecer junto de Mick o nome da banda ao que o vocalista respondeu "Red, simply red". E assim apareceu no cartaz do concerto: "Simply Red". Há quem diga que o nome da banda também tem a ver com o Manchester United, o clube preferido de Mick Hucknall.
Mick Hucknall fez parte, durante sete anos, de uma banda chamada The Frantic Elevators (foi assim que editaram o original de Holding Back The Years). Em 1985, fundou os Red, numa alusão à cor do seu cabelo. Reza a história que o promotor de um concerto resolveu esclarecer junto de Mick o nome da banda ao que o vocalista respondeu "Red, simply red". E assim apareceu no cartaz do concerto: "Simply Red". Há quem diga que o nome da banda também tem a ver com o Manchester United, o clube preferido de Mick Hucknall.
The Stone Roses
Os The Stone Roses foram buscar a sua denominação ao título de uma novela de espionagem de Sarah Gainham, escritora britânica que cultivou o género. Esta informação não é cem por cento fidedigna, mas pode muito bem ser verdade, segundo este senhor.
Os The Stone Roses foram buscar a sua denominação ao título de uma novela de espionagem de Sarah Gainham, escritora britânica que cultivou o género. Esta informação não é cem por cento fidedigna, mas pode muito bem ser verdade, segundo este senhor.
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SADE (53)
Helen Folasade Adu, conhecida no mundo musical por Sade, nasceu na Nigéria, mas aos 4 anos foi para Inglaterra quando a mãe (inglesa) se divorciou do pai (nigeriano). Fez parte de uma banda funk dos anos 80 chamada Pride, mas foi a solo que se impôs na música. O primeiro de muitos êxitos chamou-se Smooth Operator, que fez parte do álbum de estreia, Diamond Life (1984). O último álbum de originais chama-se Soldier of Love. Parece mentira, mas aquelas duas imagens de Sade distam pelo menos 20 anos. Hoje, completa 53! Parabéns!
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domingo, janeiro 15, 2012
Blogs do Ano 2011
O Aventar organiza pela primeira vez um concurso de blogs com o objetivo de promover e divulgar o que de mais interessante se faz na blogosfera portuguesa e de língua portuguesa. O Queridos Anos 80 decidiu participar na categoria "Música". A votação começou hoje e estender-se-á até 21 de janeiro (1ª eliminatória). Gostava de contar com o vosso voto, mas também gostava que esse voto fosse o mais justo possível. Por isso, aqui têm a lista dos outros blogues a concurso (com respetiva ligação). Visitem-nos e decidam em consciência. Obrigado!
A certeza da musica
A música portuguesa a gostar dela própria
A trompa
Bairro do Vinil
Crónicas da Terra
Diz que não gosta de música clássica
Músicas dos Anos 60
Ouve-se
Portugal Rebelde
Provas de Contacto
Queridos Anos 80 (acho que não é preciso link para este, pois não?)
Raízes e Antenas
rodobalho
Santos da Casa
sound + vision
Spinning in air
Vai uma gasosa?
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sábado, janeiro 14, 2012
Bowie: a preferida é...
1. absolute beginners - 16 (29%)
2. let's dance - 12 (22%)
3. ashes to ashes - 11 (20%)
4. modern love - 5 (9%)
5. this is not america e china girl - 3 (5%)
7. blue jean - 2 (3%)
8.loving the alien e fashion - 1 (1%)
10. day-in day-out - 0 (0%)
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LL COOL J (44)
I Need Love é conhecida como a primeira balada da música rap. Apareceu em 1987 (numa altura em que o rap ainda não era hip-hop), e o responsável por esse êxito mundial foi um miúdo de 19 anos chamado LL Cool J ("chamado" é como quem diz, porque o seu nome verdadeiro é James Todd Smith III), ele que já tinha iniciado carreira em 1985, surpreendendo meio mundo com um rap de cariz mais pop e melodioso. LL Cool J nunca deixou de gravar (o seu último álbum é de 2008), mas construiu no cinema uma carreira também ela sólida. Na TV podemos vê-lo na série NCIS: Los Angeles. Hoje, o Sr. Ladies Love Cool James completa 44 anos. Parabéns! Agora toca a agarrar a miúda aí em casa e pôr este som bem alto.
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domingo, janeiro 08, 2012
DAVID BOWIE (65)
O camaleão completa hoje a bonita idade de 65 anos e o QA80 não podia deixar passar a data sem referência. Com uma carreira a despontar em finais dos anos 60, David Robert Jones entrou definitivamente pelos meandros da pop na década de 80, durante a qual nos deu canções que fizeram parte de qualquer alinhamento de discoteca. Ou será que nunca "abanaram o capacete" ao som de Let's Dance, China Girl, Modern Love ou Blue Jean?
É importante referir que David Bowie está presente em alguns dos duetos mais marcantes da década, ao lado de Mick Jagger (Dancing In The Street), Queen (Under Pressure) e Tina Turner (Tonight).
Para além do seu contributo inestimável à música, Bowie também "fez uma perninha" na sétima arte. Podemos vê-lo, na década de 80, em filmes como Merry Christmas Mr. Lawrence (1983), Into The Night (1985), Absolute Beginners (1986), Labyrinth (1986) e The Last Temptation Of Christ (1988). Já no século XXI, surgiu na comédia Zoolander (2001) naquela cena hilariante do combate de manequins. Parabéns, Mr. Bowie!
É importante referir que David Bowie está presente em alguns dos duetos mais marcantes da década, ao lado de Mick Jagger (Dancing In The Street), Queen (Under Pressure) e Tina Turner (Tonight).
Para além do seu contributo inestimável à música, Bowie também "fez uma perninha" na sétima arte. Podemos vê-lo, na década de 80, em filmes como Merry Christmas Mr. Lawrence (1983), Into The Night (1985), Absolute Beginners (1986), Labyrinth (1986) e The Last Temptation Of Christ (1988). Já no século XXI, surgiu na comédia Zoolander (2001) naquela cena hilariante do combate de manequins. Parabéns, Mr. Bowie!
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sábado, janeiro 07, 2012
KENNY LOGGINS (64)
Kenny Loggins ficou para sempre ligado ao nosso imaginário musical quando cantou Footlose, a música principal do filme com o mesmo nome. Lembro-me que o teledisco misturava imagens de Loggins a cantar e de Kevin Bacon a dançar. No filme, Bacon era o miúdo que chegava a uma cidade onde a música e a dança eram proibidas. Eu nunca vi o filme, diga-se em abono da verdade. Footlose era o tema principal da banda sonora, mas nela constavam outros temas fortes como Holding out for a Hero (Bonnie Tyler) ou Hurts So Good (John Cougar).
É curioso o facto de os principais êxitos de Kenny Loggins não fazerem parte da sua discografia própria. É que, para além de Footlose, o outro grande sucesso da sua carreira também fez parte de uma banda sonora original. Trata-se do filme Top Gun e a música chama-se Danger Zone. O site oficial de Loggins fala de um artista multi-planita, multi-ouro, multi-não-sei-quê, mas sinceramente, aqui a este cantinho apenas chegaram duas músicas. Que não são más de todo, dentro do género "casa-de-máquinas-de-jogos".
Resta-me dar os parabéns a Kenny Loggins, que completa hoje 64 anos. É bom não esquecer que ele vem dos inícios dos anos 70, quando cantava com Jim Messina. A sua exuberância capilar também já vem dessa altura como podem facilmente perceber através das imagens.
É curioso o facto de os principais êxitos de Kenny Loggins não fazerem parte da sua discografia própria. É que, para além de Footlose, o outro grande sucesso da sua carreira também fez parte de uma banda sonora original. Trata-se do filme Top Gun e a música chama-se Danger Zone. O site oficial de Loggins fala de um artista multi-planita, multi-ouro, multi-não-sei-quê, mas sinceramente, aqui a este cantinho apenas chegaram duas músicas. Que não são más de todo, dentro do género "casa-de-máquinas-de-jogos".
Resta-me dar os parabéns a Kenny Loggins, que completa hoje 64 anos. É bom não esquecer que ele vem dos inícios dos anos 70, quando cantava com Jim Messina. A sua exuberância capilar também já vem dessa altura como podem facilmente perceber através das imagens.
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A miúda do teledisco (4)
A miúda do teledisco que hoje trago ao Queridos Anos 80 é Tawny Kitaen, também conhecida como "O avião que o David Coverdale afiambrou". De facto, os dois foram marido e mulher entre 1989 e 1991, portanto dois longos anos de muito amor, sexo (Ó David, não me deixes ficar mal) e consumo de shampô naquela casa. Assim de memória, temo-la presente nos telediscos de Is This Love, Here I Go Again e The Deeper The Love.
Se em Is This Love, a ação atinge uma intensidade dramática de assinalar, com o casal a separar-se e a reconciliar-se no final, em Here I Go Again, é o regabofe total. O teledisco de HIGA é um verdadeiro tratado de irresponsabilidade na estrada. Tawny Kitaen começa por se colocar de joelhos à janela do carro, depois senta-se na janela, debruça-se sobre o vidro frontal, abraça David Coverdale, mete-lhe o pernil à frente, come-lhe a orelha. Entre uma lambidela aqui e outra acolá, David Coverdale vai estando atento à estrada, na medida do possível, até ao moimento final do teledisco, em que a marota da Tawny o arrasta para o banco traseiro, isto sempre com o Jaguar XJ em movimento, imperturbável. Este carro era mesmo muito fiável.
Tawny Kitaen não nasceu Tawny, nasceu Julie Kitaen, mas aos doze anos começou a usar o "Tawny" e toda a gente foi atrás. Na sua longa lista de namorados podemos encontrar nomes como Tommy Lee, O.J. Simpson, Jerry Seinfeld e Jon Stewart, ligações que lhe devem ter valido alguma notoriedade, já que a carreira de atriz de papéis secundários em séries televisivas de segunda nunca lhe trouxe grandes proveitos.
Se queria voltar à ribalta, conseguiu-o no século XXI mas não pelos melhores motivos. Em 2002 foi acusada de violência doméstica sobre o marido, um jogador de baseball que lhe deu dois filhos, e de quem se divorciou logo a seguir à porradinha. Em 2006, foi apanhada na posse de umas gramas de cocaína. E como não há duas sem três, em 2009, foi presa por condução sob o efeito do álcool. Não sei se estaria a pôr o pernil fora do carro para o polícia ver, mas não me admirava nada que assim fosse.
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domingo, janeiro 01, 2012
A miúda do teledisco (3)
Falar desta catraia não é fácil. Por motivos factuais e por motivos sentimentais. Comecemos pelos menos dolorosos. Como já se devem ter apercebido, ela é a miúda de Sign Your Name, de Terence Trent D'Arby (que agora responde pelo nome de Sananda Maitreya). O seu nome é Kelly Brennan e era modelo quando filmou este teledisco. A partir daí, nada mais tenho sobre esta menina. Nicles. Procurei, vasculhei, e nada. Imagino que agora seja uma bem conservada quarentona, talvez com família, e a exercer design de interiores, curso que provavelmente tirou quando a carreira de modelo deixou de dar. O facto de ela proferir, no início do teledisco, aquele "Au revoir, Terence" indicia que seja francesa, mas, lá está, nada me garante que a voz coincida com a personagem. E se formos pelo nome... eu inclinar-me-ia para alguém nascido num país anglo-saxónico.
As razões sentimentais que tornam difícil escrever este texto é que a Kelly foi uma paixão de um adolescente de 16/17 anos que ficava colado ao ecrã sempre que o teledisco passava no Top Disco, desejando que a ficção se tornasse realidade (à maneira do Take On Me, dos A-Ha) e pudesse entrar na história, esmurrar o Terence e trazer a miúda pela mão. Esse adolescente era eu, e consegui sobreviver para contar. O que me atraiu em Kelly foi aquela beleza frágil, quase filigrana, o olhar suspenso, a madeixa a cair para a frente do rosto, e aqueles lábios para os quais não encontro adjetivos. Entretanto, Kelly Brennan, se estiveres a ler isto, diz qualquer coisa para o e-mail.

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sexta-feira, dezembro 30, 2011
PATTI SMITH (65)
A edição discográfica de Patti Smith nos anos 80 reduz-se a apenas um álbum: Dream Of Life. Com quatro álbuns editados nos anos setenta, obra e graça do seu Patti Smith Group (o magnífico Because The Night, de 1978, foi o primeiro single comprado lá em casa, pela minha irmã), Smith foi importante na cena punk nova-iorquina (não por acaso, chamaram-lhe a Madrinha do Punk). O álbum Dream Of Life produziu um single que tocou bastante em Portugal, no final da década. Chama-se People Have The Power e, em 2004, foi recuperada por Bruce Springsteen (co-autor de Because The Night) para os concertos da campanha Vote For Change, que exortavam ao voto nas eleições americanas. Em 2007, Patti Smith teve direito ao seu lugar no Rock and Roll Hall of Fame e, no ano seguinte, surgiu um documentário, realizado por Steven Sebring, sobre a vida da cantora-compositora. O título foi buscar a designação do seu único álbum gravado nos anos 80: Patti Smith: Dream of Life. Hoje completa 65 anos. Parabéns!
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terça-feira, dezembro 27, 2011
A miúda do teledisco (2)
Em Run To You, corre com determinação para os braços de Bryan Adams, faça chuva, faça esferovite (que é aquilo que eles acharam que podia passar por neve). Em Summer of 69, deixa o marido à beirinha de um ataque de nervos ao passar de automóvel pelo local onde a banda interpreta a canção. Em Somebody (este teledisco começa exatamente no mesmo ponto em que Summer of 69 acaba), deixa o marido embriagado nas mãos da polícia para ir ver o concerto de Bryan Adams mesmo do outro lado da rua (algo que já aconteceu a todas as mulheres pelo menos uma vez na vida). Em Heaven, faz parte da multidão que assiste ao concerto, obrigando o pobre Bryan, no final, a sair a correr atrás dela. Ela chama-se Lysette Anthony e é a miúda dos telediscos de Bryan Adams.
Quando foi contactada para participar nestes vídeos, Lysette já era uma cara conhecida no Reino Unido. Para além de, em 1980, com apenas 16 anos, ter sido, digamos, oficiosamente anunciada como a "Face of the Eighties", por um fotógrafo chamado David Bailey, esta britânica nascida em Londres já contava com uma série de participações em séries e filmes produzidos para TV. Em 1992, fez parte do magnífico filme de Woody Allen, Husbands and Wives, naquele talvez tenha sido o trabalho que lhe granjeou maior reconhecimento. Mas a comunidade cinéfila poderá pronunciar-se com mais autoridade sobre isso do que eu. No que diz respeito à música, Lysette Anthony participou ainda em outros telediscos, sendo o mais célebre I Feel You dos Depeche Mode (do magnífico Songs of Faith and Devotion). Pela fotografia que vos trago, aqui do lado direito, podemos verificar que, aos 48 anos, Lysette Anthony mantém os seus atributos no seu devido lugar. Falo, evidentemente, dos seus lindos olhos azuis.
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domingo, dezembro 25, 2011
A miúda do teledisco (1)
A miúda do teledisco de Last Christmas, dos Wham, chama-se Kathy Hill e foi escolhida após um casting intensivo que procurava uma mocinha com aspeto mais velho do que o George Michael. Sinceramente, no teledisco, não dá para ver essa diferença de idades, mas, na realidade, Kathy filmou o vídeo com 29 anos, enquanto que George tinha apenas 21.
A história da coisa é por demais sabida: os dois têm uma relação no Natal anterior, altura em que George Michael lhe oferece o seu coração, metaforicamente concretizado num broche muito bonito; um ano depois, encontram-se numa estância de inverno (o teledisco foi filmado na Suiça), cada um com o seu respetivo mais-que-tudo, fazendo parte de um grupo de amigos alargado; Andrew Ridgeley é o atual namorado de Kathy e traz na lapela o broche que George tinha dado à menina um ano antes. Não se faz. Por entre olhares e memórias, conseguimos perceber que ainda há ali um sentimento qualquer entre os dois.

Kathy Hill era uma modelo de anúncios publicitários e assim continuou ao longo da sua vida, tendo Last Christmas dado um impulso inestimável à sua carreira. Atualmente com 55 anos - eu diria, os 55 anos mais conservadinhos que vi até hoje - Kathy aproveita o facto de o mercado procurar fifty plus com regularidade. Podemos ver alguns dos seus ensaios aqui e aqui. E um anúncio televisivo aqui, em que apreciamos Kathy Hill em todo o seu esplendor.
Voltando ao teledisco, foi através de uma entrevista de Kathy Hill a um site alemão, (e graças ao tradutor do google chrome), que consegui saber algumas curiosidades sobre aquele que é talvez o mais popular video pop de Natal do mundo. Por exemplo, o broche que passa para a lapela de Andrew Ridgeley era uma joia que pertencia à sua avó e que foi a certa altura perdida nas filmagens, fazendo assim movimentar meio mundo na procura do objeto. Acabaram por encontrá-lo no casaco de Kathy, dentro de uma mala, facto que a fez morrer de vergonha.
Supostamente, e segundo o diretor do hotel onde ficaram hospedados, George e Andrew não queriam ser fotografados juntos, tendo mesmo ficado hospedados em quartos bem longe um do outro. O entrevistador pergunta a Kathy se sentiu, na altura, alguma tensão entre os dois - lembre-se que os Wham se separariam dois anos depois - ao que ela respondeu que não, que os dois se portavam como amigos de escola, Andrew mais divertido e expansivo, e George mais perfecionista e concentrado no trabalho.
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segunda-feira, dezembro 19, 2011
LIMAHL (53)
Limahl faz hoje 53 anos! Foi barman numa das mais reputadas discotecas londrinas da altura (The Embassy Club), antes de ser vocalista dos Kajagoogoo, grupo que produziu esse clássico dos eigthies chamado Too Shy, produzido por Nick Rhodes. Há uns anos, o canal VH1 dedicou-lhes um Bands Reunited. A solo, cantou Never Ending Story, canção principal do filme com o mesmo nome. Ultimamente, foi um dos apresentadores do programa 100 Greatest Songs Of The 80s, a que fiz referência "aqui há atrasado". Limahl continua a cantar ao vivo e a participar em tudo quanto é programa de televisão. Entretanto, os Kajagoogoo estão de regresso e até ofereceram gratuitamente, via net, o seu último álbum de originais, Gone To The Moon, em 2008, gravado apenas pelo trio Nick Beggs, Stuart Neale e Steve Askew, antes de Limahl e Jez Strode se juntarem à banda. Limahl não canta no álbum, mas entrou em acordo com Nick para dividir as despesas da voz nos concertos... As últimas notícias dão-no com novo single a ser editado no próximo ano: chama-se 1983. Parabéns, Limahl!
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domingo, dezembro 11, 2011
JERMAINE JACKSON (57)
Por muito que nos esforcemos, há sempre um Jackson que nos escapa. É uma espécie de síndrome-Kelly-Family, mas em menor escala. Desta vez, trata-se de Jermaine Jackson (que hoje completa 57 anos), irmão de Michael, Janet e La Toya, e de, ao que parece, mais alguns. Jermaine Jackson nunca chegou aos calcanhares do falecido mai'novo, mas teve direito a um tórrido dueto com uma cantora e actriz de terceiro escalão de nome Pia Zadora. A canção chamava-se When The Rain Begins To Fall e granjeou (como eu gosto deste verbo) grande sucesso na Europa. Acho eu. Em 1989, o JJ virou-se para o islamismo, mudou o nome para Muhammad Abdul-Aziz, e agora vive entre Los Angeles, o Dubai e o Barhein, com a sua terceira mulher (em termos cronológicos, não ao mesmo tempo), que (ainda) não lhe deu quaisquer filhos. Os dois casamentos anteriores, esses sim, deram-lhe uma porrada de catraiada, ao todo oito. Parabéns, Jermaine!
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