Fica o querido leitor desde já a saber que China In Your Hand nunca foi uma canção sobre o país do Mao Tsé Tung ("china" quer dizer porcelana). Depois desta informação que deve ter caído que nem uma bomba nas vossas vidas, cumpre-me assinalar o aniversário número 54 de Carol Decker, a vocalista dos T'Pau, que tinha um vozeirão do catano. De vez em quando, Carol ainda sobe ao palco, em festivais revivalistas, sob a designação da banda que liderou nos anos 80 (já agora, T'Pau era o nome de uma personagem de Star Trek, uma espécie de sacerdotisa nascida no planeta Vulcano). Parabéns, Carol!abc bangles billy idol bruce springsteen cyndi lauper classix nouveaux climie fisher cult cure erasure depeche mode duran duran echo & the bunnymen gazebo housemartins human league industry jesus and mary chain kim wilde lloyd cole madonna mission new order nik kershaw omd prince sandra sigue sigue sputnik sisters of mercy smiths sound spandau ballet time bandits u2 voice of the beehive waterboys wham yazoo e... muitos mais!
sábado, setembro 10, 2011
CAROL DECKER (54)
Fica o querido leitor desde já a saber que China In Your Hand nunca foi uma canção sobre o país do Mao Tsé Tung ("china" quer dizer porcelana). Depois desta informação que deve ter caído que nem uma bomba nas vossas vidas, cumpre-me assinalar o aniversário número 54 de Carol Decker, a vocalista dos T'Pau, que tinha um vozeirão do catano. De vez em quando, Carol ainda sobe ao palco, em festivais revivalistas, sob a designação da banda que liderou nos anos 80 (já agora, T'Pau era o nome de uma personagem de Star Trek, uma espécie de sacerdotisa nascida no planeta Vulcano). Parabéns, Carol!
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quinta-feira, setembro 08, 2011
As capas da escola (parte 2)
A capa apresentada no texto anterior corresponde ao período dos meus 14 anos, mais coisa, menos coisa. Agora, trago-vos uma capa dos meus 15/16 anos. É curioso verificar, passado tanto tempo, que elas mostram fielmente a evolução dos meus gostos musicais enquanto adolescente, da pop para consumo imediato ao rock mais adulto e alternativo.

A frente desta capa é dominada pelos Xutos & Pontapés, com recortes feitos a partir do jornal Blitz. São fotografias, pedaços de texto, uma descrição dos instrumentos usados na altura por Tim, Zé Pedro, João Cabeleira, Kalú e Gui, e uma definição do que é ser punk por Zé Pedro. No fundo da capa coloquei um pensamento retirado dos Pregões e Declarações. Era uma secção que me divertia muito. Lembro-me, por exemplo, das guerras entre metaleiros e rockabillies. Hilariante. Cheguei a escrever para a a secção das mensagens de amor, mas acho que a miúda em causa nem sabia o que era o Blitz...

A contracapa mantém a presença dos Xutos, mas já mostra outras das minhas fixações da altura. Uma delas era a chamada música moderna portuguesa, que eu ouvia via Luso Clube (acho que era assim que se chamava, mas o Jorge aqui pode dar uma ajuda), um programa de rádio sobre a novas tendências do rock português. E ali estão os nomes como Essa Entente, Linha Geral, Mata Ratos, entre outros. Outro destaque da capa é feito aos The Pogues, com Shane MacGowan e as suas cáries em grande estilo. E agora, um desafio: todos os grupos desta capa estão identificados exceto um, logo por cima de Billy Idol. Alguém advinha quem são?
PS - Para ver em pormenor é só clicar na imagem.
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As capas da escola

Setembro é mês de regresso às aulas e eu aproveito o facto para lembrar aquele hábito tão saudável e criativo de colar nas capas dos cadernos diários as fotos de tudo quanto era banda, cantor/cantora, retirados da Bravo, essa revista que não fez nada pelo nosso alemão, porque o que interessava mesmo eram as imagens. Tratava-se de coisa muito séria, diria mesmo, um dos mais importantes atos de afirmação pessoal perante a turma e uma ótima estratégia para convencer a miúda da carteira do lado de que éramos mesmo "tótil fixes". O que realmente interessava não era colocarmos lá aquilo que nós ouviamos ou a música de que verdeiramente gostávamos. O importante era seguir a tendência geral e arranjar imagens tão raras quanto possível (o pessoal que tinha jeito para o desenho "faturava" bastante com as miúdas).
Aqui está a frente de uma das minhas capas da escola. Está ali a Sandrinha, o Boss, o Bryan Adams e o Paul Young. A presença dos Modern Talking é um erro de casting, aliás, se repararem bem, existe uma cruz bem marcada por cima da foto deles, o que me iliba de quaisquer juízos de valor sobre os meus gostos musicais. No canto inferior direito, um dos heróis do ténis da altura, o Boris Becker, apesar de o meu ídolo ter sido sempre John Mcenroe. A menina que está descascada na foto a preto e branco é a actriz Apollonia Kotero do filme Purple Rain. Na altura não fazia a mais ínfima ideia de quem ela era, mas achei que a sua inclusão na capa se justificava plenamente.
Qualquer capa que se preze tem o chamado "outro lado da capa". Esta não fugia à regra. Aqui introduzi a paixão pelo "futebol", que era tão importante naquela altura (e ainda é). Eram os tempos de uma super-seleção da Alemanha, em que pontificavam jogadores como Jakobs, Herget e Briegel. Se reparararem, no canto inferior direito falta uma imagem que foi retirada por mim para a incluir numa outra capa. Tratava-se do meu grande ídolo da altura: Madjer. Quem segue minimanente o fenómeno futebolístico sabe de quem estou a falar. Em termos desportivos ainda houve espaço para uma foto do Boris Becker "in action".A música, claro, volta a fazer parte desta capa, mas com menos destaque. Mesmo assim repetem-se as presenças de Springsteen (eu era doido pelo Born In The USA, álbum) e Paul Young, cujo refrão "Sempre que bazas da minha beira, levas um coche de mim contigo", me fartei de dizer a uma chavala, que nunca me deu troco. Mas adiante. Há ainda espaço para os enormes Tears For Fears, uma das minhas paranóias da altura.
Para terminar, duas referências ao cinema, uma por motivos puramente cinéfilos - Indiana Jones, a grande referência do filme de ação dos anos 80 - e outra por motivos puramente estéticos - Brooke Shields, a grande referência de alguns sonhos erótico-artísticos de muitos adolescentes.
Para juntar dois lados de uma capa, existe sempre uma lombada. Aqui vinham mesmo a calhar uns autocolantezinhos que vinham na Bravo, que funcionavam um pouco como a "chicla" no fundo do gelado Epá. Ora cá estão eles, para completar a apresentação da minha capa escolar de mil novecentos e oitenta e qualquer-coisa... Podem clicar para verem "em maior". Ei, atenção às bocas por causa dos Modern Talking, ok?
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quarta-feira, setembro 07, 2011
CHRISSIE HYNDE (60)
Chrissie Hynde fundou os Pretenders em 1978 e desde logo se afirmou como uma das mais carismáticas frontwomen do rock. Ao longo da década de 80, os Pretenders gravaram quatro álbuns e deram-nos canções como Brass In Pocket ou Don't Get Me Wrong. Como curiosidade, refira-se que, de 1984 a 1990, Chrissie foi casada com Jim Kerr (Simple Minds). Em 2007, inaugurou o seu restaurante veganista, ela que é uma empenhada activista dos direitos dos animais. No ano seguinte, os Pretenders lançaram o seu nono álbum de estúdio, intitulado Break Up The Concrete. Hoje, Chrissie Hynde completa 60 anos. Parabéns!
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terça-feira, setembro 06, 2011
ROGER WATERS (68)
Olha, olha, que faz um gajo dos anos 60 e 70 num blogue sobre os anos 80? A resposta vem à boleia: The Pros And Cons Of Hitchiking. Esta foi a canção que colocou o fundador dos Pink Floyd no mapa dos anos 80. O LP com o mesmo nome e Radio K.A.O.S. foram os seus dois primeiros álbuns a solo e foram editados nessa mesma década, em 1984 e 1987, respectivamente. Esteve em Portugal em Março deste ano, trazendo até nós a digressão que recupera na íntegra o álbum The Wall, dos seus Pink Floyd. Hoje, Rogério Águas completa 68 anos. Parabéns!
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segunda-feira, setembro 05, 2011
Sondagem: qual o melhor single dos Queen nos anos 80?
No dia em que passam 65 anos sobre o nascimento de Freddie Mercury, o Queridos Anos 80 realiza a sondagem que pretende saber qual foi o melhor single dos Queen nos anos 80. São dez canções selecionadas por mim, segundo um critério pessoal, que também tem que ver com o sucesso que estas canções tiveram no top UK singles. Façam o favor de votar na vossa preferida, ali ao lado, na barra lateral. Ou então, na página do QA80 no facebook, onde esta sondagem está a decorrer, também, em paralelo. Façamos, assim, a devida homenagem a um homem que tanto marcou a história da música pop-rock.
A lista das canções a concurso, por ordem cronológica:
another one bites the dust
under pressure
radio ga ga
i want to break free
hammer to fall
one vision
a kind of magic
friends will be friends
who wants to live forever
i want it all
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quarta-feira, agosto 31, 2011
playlist temática: covers nos anos 80
A noite de hoje na página do QA80 no Facebook foi animada com algumas das minhas covers preferidas dos anos 80. Entenda-se bem: covers gravadas nos anos 80, cujos originais são de décadas anteriores. São treze canções que, por um motivo ou outro, me dizem muito. Aqui está a lista, por ordem de aparição no mural:
1. The Damned - Alone Again Or
Uma das muitas canções que devo a António Sérgio e ao seu Som da Frente. E um dos telediscos mais bonitos que vi nos anos 80. Os The Damned têm ainda outra versão de que gosto muito: Eloise. O original desta Alone Again Or é dos Love.
2. Heart - Alone
Talvez seja uma surpresa para algumas pessoas o facto de a canção que os Heart popularizaram não ser original deles, mas o original dos I-Ten é tão fraquinho e passou tão despercebido que nem vale a pena perder tempo com ele.
3. Soft Cell - Tainted Love
Esta já é um clássico de dança dos anos 80 e eu não a dispenso nos meus sets de DJ. Os Soft Cell fazem aqui um trabalho, no mínimo, admirável com o original de Gloria Jones.
4. Maxi Priest - Wild World
Acho esta versão de uma frescura tão saudável, tão soalheira, tão mar, praia, que tinha de a incluir. Arriscando ser fuzilado por alguns, afirmo que prefiro mil vezes esta versão ao original do chato do Cat Stevens.
5. Love And Rockets - Ball Of Confusion
Hipnotizante é o adjetivo que me ocorre quando penso nesta versão do original dos The Temptations.
6. Kim Carnes - Bette Davis Eyes
Mais um caso de gritante upgrade em relação ao original. Kim Carnes vai muito bem, ao contrário de Jackie DeShannon, na minha opinião.
7. Siouxsie And The Banshees - Dear Prudence
Os beatlemaníacos que me perdoem (ó prá mim a pôr-me a jeito para um apedrejamento em praça pública), mas o original desta canção é tão chato, tão enfadonho, tão cinzento, que fica a milhas da maravilha em que Siouxsie e os seus Banshees o transformaram.
8. Laura Branigan - Gloria
O original de Umberto Tozzi tem aquela carga dramática que só a língua italiana consegue dar à música, mas a versão da malograda Laura bate aquela aos pontos. Que vozeirão o desta mulher que o destino levou cedo de mais!
9. Roxy Music - Jealous Guy
Eu tenho uma definição para Jealous Guy (e, já agora, mais uma tentativa da minha parte de ser alvo de enforcamento em Auto de Fé): aquela canção chata, cansativa e remelosa de John Lennon que os Roxy Music conseguiram um dia salvar. E não é preciso dizer mais nada. Também gosto muito da versão de In The Midnight Hour.
10. Tina Turner - Let's Stay Together
Pensei em I Can't Stay The Rain, mas prefiro esta. Uma Tina Turner a caminhar para a sua melhor forma de sempre e fazendo inteira justiça ao original, também ele grande, de Al Green.
11. Echo & the Bunnymen - People Are Strange
Para quem, como eu, sempre teve uma aversão especial aos The Doors, acho que já estou a ir longe de mais ao incluir o nome da banda de Jim Morrison neste blogue (neste momento, tenho um navio de guerra a apontar os canhões na minha direção). Gosto muito dos Echo & the Bunnymen e isso é razão suficiente para os incluir aqui.
12. Depeche Mode - Route 66
Os Depeche Mode não sabem fazer música má. Nem sequer música assim-assim. Neles tudo é grandioso, e esta versão não escapa ao paradigma. Bobby Troup, o compositor, e Nat King Cole, a primeira pessoa a gravar a canção, haveriam de gostar desta versão. Quem não gosta?
13. Fine Young Cannibals - Suspicious Minds
Para terminar a lista em grande nível, uma versão excelente do não menos excelente original de Elvis Presley. Os Fine Young Cannibals têm aqui, na minha opinião, um dos pontos mais altos da sua carreira.
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segunda-feira, agosto 29, 2011
ELIZABETH FRASER (48)
Elizabeth Fraser tem uma voz que não existe. E, no entanto, ela está lá, nos Cocteau Twins, do magnífico Treasure; no projecto This Mortal Coil, que nos trouxe a etérea e bela versão de Song To The Siren; ou então em diversas colaborações como Ian McCulloch (nos dois primeiro álbuns a solo do vocalista dos Echo & the Bunnymen), Peter Gabriel ou os Massive Attack. Liz Fraser completa hoje 48 anos. Parabéns!
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terça-feira, agosto 23, 2011
Nickolas Ashford (1942-2011)
Nickolas Ashford faleceu ontem, aos 69 anos, vítima de doença prolongada. Formou, com a mulher, Valerie Simpson, uma das mais bem sucedidas e duradouras parcerias da música soul (e atrever-me-ia a dizer, da música em geral), principalmente ao nível da composição. Em 2002, o duo entrou para o Songwriters Hall Of Fame, consequência natural de um percurso recheado de tantos e tantos êxitos: Ain't No Mountain High Enough (Marvin Gaye), Reach Out and Touch (Somebody's Hand) (Diana Ross) ou I'm Every Woman (Chaka Khan), só pata referir três exemplos. Como intérpretes, reconhecê-los-emos sempre como a dupla de Solid, canção que conquistou o mundo em 1984, e ainda hoje surge em campanhas comerciais. Apesar do desaparecimento do marido, Valerie continuará certamente a celebrar o amor que os uniu há quase 50 anos. Mais do que nunca: "And now it's solid. Solid as a rock. That's what this love is."
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sexta-feira, agosto 19, 2011
JOEY TEMPEST (48)
Rolf Magnus Joakim Larsson completa hoje 48 anos! É verdade, Joey Tempest, o vocalista dos suecos Europe celebra hoje o seu aniversário. O QA80 não podia deixar passar em claro esta data, até porque sou da opinião que todos nós, mais cedo ou mais tarde, devemos enfrentar os nossos fantasmas e encarar de frente os nossos terríveis traumas de infância. Não podemos fugir às evidências: este senhor existiu mesmo e foi vocalista de uma das maiores bandas de pop-metal (isto existe?) à face da terra, os Europe, os tais de The Final Countdown, Rock The Night, Carrie ou Cherokee. Numa entrevista à BBC, nos tempos áureos da banda, Tempest disse que foi buscar o nome artístico ao poema (sic) A Tempestade, de William Shakespeare. Recusou revelar o seu nome verdadeiro, apesar da insistência do jornalista, o qual, por sua vez, não teve a coragem de lhe dizer que A Tempestade não é um poema, mas sim um texto dramático. Questões de literatura inglesa à parte, o certo é que Joey Tempest viveu momentos de glória com os seus Europe, durante os anos 80. Após a separação do grupo, em 1992, Tempest gravou três álbuns a solo. Em 2003, a banda oficializou o seu regresso. Desde então, já editaram três álbuns de originais. É verdade, eles estão aí, e estiveram em Vila Real na semana passada! Parabéns, Joey!
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quarta-feira, agosto 17, 2011
MARIA MCKEE (47)
Em 1982, fundou os Lone Justice, banda que gravaria apenas dois álbuns, porém, o suficiente para criar uma espécie de culto em seu redor. Shelter é uma das grandes canções do grupo. No finalzinho da década de 80, lançou o primeiro álbum a solo, do qual fez parte a canção Show Me Heaven (incluída na banda sonora do flop cinematográfico Days Of Thunder, com Tom Cruise). Maria McKee tornou-se ainda célebre por ter escrito A Good Heart, a canção que Feargal Sharkey levou ao primeiro lugar das tabelas de vendas mundiais. E ainda merece referência pela participação na banda sonora de Pulp Fiction. Actualmente, Maria McKee mantém uma carreira de edições a solo regular. Hoje, completa 47 anos. Parabéns!
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Madonna: crazy for you!
Ontem foi dia de aniversário da Rainha da Pop e eu lembrei-me de repetir a sondagem - já realizada em 2004, aqui, no blogue - sobre qual a nossa canção preferida de Madonna, nos anos 80, mas, desta vez, na página do Queridos Anos 80 no facebook. Com 65 votantes, os resultados levam-nos rapidamente à conclusão de que a malta gosta é de baladas. Crazy For You e Live To Tell, apenas separadas por um voto, ocuparam as duas primeiras posições, com avanço considerável sobre a terceira classificada, a surpreendente La Isla Bonita. Surpreendente, digo eu, que não esperava uma tão boa classificação desta canção. Mas, se calhar, a sugestão latina, quente, soalheira, que o tema transporta, talvez tenha tido influência, nesta altura, de férias para muita gente, digo eu. Outra surpresa, esta pela negativa, foi a relativa má classificação de Like A Virgin, afinal, a canção que catapultou Madonna para o sucesso mundial. Algumas canções importantes ficaram de fora, tais como Into The Groove, Holiday, True Blue, mas foi uma questão de critério pessoal na elaboração da lista das dez sujeitas a votação. Aqui ficam os resultados e o meu agradecimento a todos os participantes.
1. Crazy For You - 18
2. Live To Tell - 17
3. La Isla Bonita - 8
4. Borderline - 7
5. Like a Prayer e Like a Virgin - 6
7. Papa Don't Preach - 4
8. Open Your Heart - 3
9. Material Girl - 2
10. Who's That Girl - 0
BELINDA CARLISLE (53)

Comecemos pelo mais recente: nos últimos quatro anos, Belinda Carlisle fez parte do alinhamento da Regeneration Tour e do Here And Now, espécies de festival de música 80s que também incluiram nomes como The Human League, Rick Astley, Kim Wilde, ABC, A Flock Of Seagulls e Naked Eyes, entre outros. Para além disso, o seu álbum mais recente, editado em Fevereiro de 2007, tem por título Voilà. Ao fim de 11 anos sem gravar material original, Belinda decidiu-se por um álbum de versões de clássicos... franceses. Não deixa de constituir um passo arriscado por parte de alguém que já perdeu todo o embalo pop dos eighties e se dedicou, nos últimos anos, a participar em concursos televisivos e a aparecer na Playboy. Na semana passada, mais precisamente no dia 11 de Agosto, teve direito, juntamente com as Go-Go's - a banda que ajudou a fundar em 1978 e com a qual se mantém atualmente em digressão - à estrelinha no Passeio da Fama de Hollywood. Belinda Heaven Is a Place On Earth Carlisle faz hoje 53 anos, curiosamente, um dia depois de Madonna completar a mesma idade. Parabéns!
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terça-feira, agosto 16, 2011
MADONNA (53)
Escrever sobre Madonna não é fácil. Longe de gerar consensos (e se os gerasse seria mau sinal, digo eu...), Madonna Louise Ciccone marca de tal forma a década de oitenta (e as seguintes, já agora), que tudo o que eu puder dizer sobre ela saberá sempre a pouco. Não tenho dúvidas de que estamos perante a mulher mais influente na geração de adolescentes dos anos 80, a todos os níveis. OK, deixemos o cinema de lado, arte em que fracassou, acabando também por ser vítima de um tempo em que a indústria não poupava quem, vinda do meio musical, se atrevesse a pisar os mesmos caminhos de deusas sagradas como Meryll Streep, Jessica Lange ou Glenn Close. A sua influência desenhou-se, claro, na música que compôs, cantou e dançou, nas modas que impôs, nos estilos que criou, nas polémicas em que se envolveu. E a presença nas nossas vidas de consumidores de música (mesmo daqueles que nunca gostaram dela) foi tão determinante que, calculo, estaremos a falar dela daqui a 40 ou 50 anos, tal como hoje falamos dos Beatles e de Elvis Presley. Estarei a exagerar?
As minhas memórias de adolescente transportam-me para um concerto da Virgin Tour, que, salvo o erro, a RFM transmitiu em direto e que, na altura, foi gravado por uma prima minha que era fãzérrima da cantora (calculo que ainda seja). Naquele tempo, Madonna era tida para alguns como um fenómeno pop passageiro que o tempo se encarregaria de chutar para canto. Para mim, era apenas uma miúda que cantava Like A Virgin em lingerie num teledisco cheio de sugestões marotas, e Crazy For You, canção que dava muito jeito nas matinés das discotecas... Estávamos longe de imaginar sequer que, passados mais de 25 anos, esta senhora estaria no topo, intocável, e imune às teen-idols do nosso tempo...
Hoje, a Raínha da Pop completa 53 anos. Eu disse 53?
Em Outubro de 2004, o QA80 realizou uma sondagem sobre a melhor canção de Madonna, no período dos anos 80. Os resultados podem ser vistos aqui. O meu voto foi para Live To Tell.
As minhas memórias de adolescente transportam-me para um concerto da Virgin Tour, que, salvo o erro, a RFM transmitiu em direto e que, na altura, foi gravado por uma prima minha que era fãzérrima da cantora (calculo que ainda seja). Naquele tempo, Madonna era tida para alguns como um fenómeno pop passageiro que o tempo se encarregaria de chutar para canto. Para mim, era apenas uma miúda que cantava Like A Virgin em lingerie num teledisco cheio de sugestões marotas, e Crazy For You, canção que dava muito jeito nas matinés das discotecas... Estávamos longe de imaginar sequer que, passados mais de 25 anos, esta senhora estaria no topo, intocável, e imune às teen-idols do nosso tempo...
Hoje, a Raínha da Pop completa 53 anos. Eu disse 53?
Em Outubro de 2004, o QA80 realizou uma sondagem sobre a melhor canção de Madonna, no período dos anos 80. Os resultados podem ser vistos aqui. O meu voto foi para Live To Tell.
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segunda-feira, agosto 15, 2011
MATT JOHNSON (50)
Matt Johnson fundou os The The em 1979 e, até ao presente, foi o único membro permanente da banda (que contou, entre 1988 e 1994, com a presença de Johnny Marr). Soul Mining (1983) é uma pequena maravilha em forma de álbum, incluindo duas grandes canções dos anos 80 - This Is The Day e Uncertain Smile. Recentemente, a canção This Is The Day foi utilizada num anúncio televisivo aos M&M's. Pelos vistos, há um M&M em cada um de nós. Quanto ao Matt, completa hoje 50 anos. Parabéns!
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sábado, agosto 13, 2011
FEARGAL SHARKEY (53)
Há 25 anos, Feargal Sharkey cantava "um bom coração, hoje em dia, é difícil de encontrar". As palavras não eram dele, mas sim de Maria McKee, autora da canção. A Good Heart foi o único êxito da carreira do ex-vocalista dos Undertones, e ficou para a eternidade como uma das canções pop mais fortes da década. Este senhor, que foi o vocalista dos Undertones, já trabalhou para o governo inglês e agora está na área dos direitos autorais da música, completa hoje 53 anos. Parabéns!
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sexta-feira, agosto 12, 2011
MARK KNOPFLER (62)
Não sou nem nunca fui fã dos Dire Straits, mas tenho o CD de Brothers In Arms (1985), comprado há cerca de quatro anos. Como explicar esta aparente contradição? Não sei, digam-me vocês. Um álbum com temas como So Far Away, Money for Nothing, Your Latest Trick, Why Worry, e o tema-título, Brothers in Arms, tem de ser um grande álbum. E deixei de fora um dos singles de maior sucesso, Walk Of Life, pelo qual não tenho grande simpatia. O vocalista, o já lendário Mark Knopfler, é o homem com o dedo polegar mais talentoso do mundo. Na minha memória de adolescente perdura aquele momento após o telejornal da tarde, em que surgia, creio eu, a informação sobre a bolsa ao som do tema Road, da banda sonora de Cal (1984), uma das várias compostas por Knopfler. No dia em que completa 62 anos só nos resta dar-lhe os parabéns! Dire Straits - Brothers in Arms por MovieFanQS
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quinta-feira, agosto 11, 2011
A Paixão do Rock - V5 - sexta (12/Ago)
A Paixão do Rock volta ao V5 bar pela mão do DJ tarzanboy. É na sexta feira, 12 de Agosto, a partir das 23 horas. Conto convosco! Até amanhã!
tarzanboy - 13.Agosto - Triplex
Vamos então marcar na agenda: dia 13 de Agosto, no TRIPLEX, abrimos espaço ao revivalismo saudável para celebrar a melhor música de sempre.
A Studio Mazz Produções assegura uma noite com os maiores êxitos da pop-rock dos melhores tempos das nossas vidas. Quem esteve nas edições anteriores repete a dose. Quem nao esteve já ouviu falar e promete comparecer. Contamos convosco! Ate sábado!
::::::::::::::::::::::: Entrada: €5 (Consumíveis) :::::::::::::::::::::::::
dj tarzanboy (Queridos Anos Oitenta)
www.facebook.com/queridosanosoitenta
www.queridosanos80.com
Triplex - Avª da Boavista, 911 - Porto
www.triplex.com.pt
terça-feira, agosto 09, 2011
WHITNEY HOUSTON (48)
Whitney Houston dominou o R&B dos anos 80 fundamentalmente graças a um conjunto de baladas épicas que, ainda hoje, fazem furor nos bares de karaoke. Saving All My Love For You, Greatest Love Of All e I Will Always Love You são apenas três exemplos de uma longa lista que pôs à prova a saúde dos nossos tímpanos. A Whitney em versão dançável teve mais piada, na minha opinião, com How Will I Know e I Wanna Dance With Somebody à cabeça.
Sabemos que, nestas coisas do sucesso na música, nem todos têm a capacidade de manter o juízo nas melhores condições e, infelizmente para ela, Whitney foi apenas mais um exemplo desse estereotipo. Como se não bastasse ter casado com o desmiolado Bobby Brown, Whitney meteu-se nas drogas e passou um mau bocado nos anos 90 e parte já da primeira década do século XXI. Quando tudo isso parecia ter sido ultrapassado com o lançamento do álbum I Look To You (2009) e da respectiva digressão mundial que se lhe seguiu, em Maio deste ano, Whiyney voltou à rehab. Pode ser que o exemplo de Amy Winehouse faça alguma coisa por Whitney. Hoje, Whitney Houston completa 48 anos. Parabéns!
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domingo, agosto 07, 2011
KRISTIN HERSH (47)
Kristin Hersh é fundadora dos Throwing Muses, banda referência da música indie dos anos 80, da qual fez também parte Tanya Donelly. Iniciou carreira a solo nos anos 90, com a edição do álbum Hips And Makers, uma abordagem mais acústica em relação ao seu trabalho com os Muses.Em 2010, Kristin lançou o seu livro de memórias, intitulado Rat Girl, no qual aborda fundamentalmente os anos da adolescência e a fase mais embrionária dos Throwing Muses. Ainda nos livros, descobri que Kristin Hersh escreveu e ilustrou um livro infantil chamado Toby Snax, uma tentativa, segundo a autora, de aliviar os problemas sentidos pelo seu filho mais novo (ela tem quatro)em ter de sair de casa e andar em digressões com a mamã. Um espectáculo, esta mamã, não?
Voltando à música, Kristin Hersh, atualmente, faz parte de uma banda de rock alternativo chamada 50 Foot Wave, para além de manter uma agenda preenchida de concertos acústicos e edições em nome próprio (o seu último trabalho chama-se Crooked e foi editado no ano passado). Hoje, Kristin Hersh completa 47 anos. Parabéns!
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BRUCE DICKINSON (53)
Há quem diga que os Iron Maiden são a maior banda de heavy-metal do mundo. Eu não tenho opinião formada sobre isso, até porque não sou fã do estilo, mas habituei-me a ouvir falar deles desde a minha adolescência e achava curiosa a personagem do bonequinho assustador que aparecia em todas as capas de discos da banda. Tinha um amigo de escola que adorava o álbum Seventh Son Of A Seventh Son (1988), e fazia questão de o pôr a tocar sempre que ia a casa dele apesar das minha ameaças à sua integridade física. Não era mesmo a minha onda. Bruce Dickinson, o vocalista, completa hoje 53 anos e tivemos oportunidade de o ver, com os seus Iron Maiden, na mais recente concentração motard em Faro. Parabéns!
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terça-feira, julho 26, 2011
MICK JAGGER (68)
Mick Jagger faz hoje 68 anos. O tempo passa, mas o homem está aí para as curvas. No caso do vocalista dos míticos Rolling Stones, só se aplica mesmo a primeira parte da frase live fast, die young. Mas o que fez Mick Jagger de tão relevante nos anos 80 que mereça ter aqui lugar de destaque? Para além do trabalho com os Rolling Stones (que não foi pouco), Mick fez umas coisas por sua conta e risco... E não se saiu nada mal. Ora agarrem lá umas datas!1984
Maio - Gravação com Michael Jackson da canção State Of Shock.
1985
Fevereiro - Lançamento do primeiro álbum a solo, She's The Boss, cujo primeiro single a ser extraído é Just Another Night. O vídeo apresenta Mick em cenas escaldantes com a actriz Rae Dawn Chong. Para ver na barra lateral.
Maio - Lançamento do segundo single, Lucky In Love.
Junho - Gravação com David Bowie de Dancing In The Street.
Julho - Participação no Live Aid, em Philadelphia. Tina Turner junta-se-lhe em palco. Miss Hot Legs é apontada como a mulher que ensinou Jagger a dançar; lançamento do terceiro single de She's The Boss, intitulado Hard Woman.
1987
Março - Mick Jagger grava aquele que irá ser o seu segundo álbum a solo, Primitive Cool.
Setembro - Lançamento do single Let's Work.
Novembro - Lançamento de Throwaway, segundo single a ser extraído de Primitive Cool.
1988
Janeiro - Lançamento de Say You Will, terceiro single a ser extraído de Primitive Cool.
Março - A primeira digressão a solo no Japão, onde os Stones nunca tinham tocado devido à conotação do grupo com as drogas. Acompanha-o nesta digressão o guitarrista Joe Satriani. Tina Turner também aparece num ou dois concertos.
Setembro - Digressão a solo na Austrália, onde toca o original nunca gravado What Kind Of World Is This?
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sábado, julho 23, 2011
Há vida para além dos 27
A morte de Amy Winehouse, hoje, surpreende, não tanto pela novidade - no processo de auto-destruição em que se encontrava, era uma questão de tempo... - mas pela coincidência de ter ocorrido aos 27 anos, precisamente a idade com que grandes ícones da música internacional nos deixaram. O peso desta coincidência é tanto que até existe a designação de "Clube dos 27" para este conjunto dos artistas. Nesse "clube" estão, entre outros, Brian Jones (Rolling Stones), Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison e Kurt Cobain. E agora, Amy Winehouse. Com esta morte, lembrei-me das vozes femininas que povoaram os anos 80. E lembrei-me de que os 27 anos não têm de ser - nem devem ser - capítulo final de uma existência. O trabalho que se segue situa algumas das principais vozes femininas dos anos 80 aos 27 anos. Algumas faltarão aqui, mas, para que a lista não se tornasse demasiado longa, impus o critério de que o vigésimo sétimo aniversário teria de ter sido celebrado durante a década dourada da pop, o que, desde logo, eliminou nomes como Tina Turner, Debbie Harry, Kylie Minogue ou Samantha Fox (entre outras).
Aos 27 anos, Adelaide Ferreira vem de editar o seu primeiro álbum, Entre Um Coco E Um Adeus (1986), que inclui temas como Papel Principal e Coqueirando. No ano anterior, tinha vencido o Festival RTP da Canção, com Penso Em Ti, mas na Eurovisão, o tema não fora além do... 18º lugar e último. Entre Um Coco E Um Adeus confirma Adelaide como uma cantora sólida, capaz de suplantar a mera sucessão de singles em que a sua carreira se tinha tornado.
Aos 27 anos, Alison Moyet ganha o Brit Award para Melhor Artista Feminina. Um ano antes, em 1987, lança Raindancing, o seu segundo álbum a solo, que mostra uma sonoridade mais light-pop, já muito distanciada das aventuras electrónicas com Vince Clarke (nos Yazoo). Canções como Is This Love, Weak In The Presence Of Beauty e Ordinary Girl, fazem parte deste álbum, que apenas verá sucessor em 1991 (Hoodoo). Ainda em 1987, Alison Moyet grava Love Letters, uma versão do original de 1945.
Aos 27 anos, Annie Lennox integra os Eurythmics, que acabam de lançar o primeiro álbum, In The Garden. Produzido em parceria com Conny Plank (que já vem do tempo dos The Tourists), In The Garden produz dois singles, Never Gonna Cry Again e Belinda, e tem um desempenho discreto nas tabelas de vendas. O sucesso comercial para os Eurythmics surgirá dois anos depois, com o segundo LP, Sweet Dreams (Are Made Of This).
Aos 27 anos, Belinda Carlisle encontra-se numa fase decisiva da sua carreira musical. As Go-Go's acabam em Maio de 1985 e Belinda inicia, ainda nesse ano, as gravações do seu primeiro álbum a solo, intitulado Belinda (1986). O futuro é uma incógnita (Heaven Is A Place On Earth virá mais tarde), mas as participações de gente como Mick Fleetwood (Fleetwood Mac), Susanna Hoffs (Bangles), Andy Taylor (Duran Duran) e Tim Finn (Split Enz), neste álbum de estreia, asseguram um início auspicioso. Deste álbum são extraídos os singles Mad About You, I Feel The Magic e Band Of Gold.
Aos 27 anos, Cyndi Lauper ainda está longe do sucesso que obterá como cantora a solo. Em 1980, faz parte de uma banda retro-rockabilly chamada Blue Angel, que editam, no mesmo ano, um álbum homónimo, de resto, o único. Deste álbum, fazem parte temas como I'm Gonna Be Strong (gravada, nos anos 60, por Gene Pitney, na sua versão mais conhecida) e Maybe He'll Know (que regravará para o álbum a solo True Colours).
Aos 27 anos, Gloria Estefan faz parte dos Miami Sound Machine, que lançam, em Agosto de 1984, o primeiro álbum cantado em inglês, de uma carreira que, até então, apenas tinha como alvo a comunidade latina de Miami e arredores. Este álbum inclui Dr. Beat, uma cançãozinha tão irritante quanto o airplay que teve, na altura, por tudo quanto era rádio.
Aos 27 anos, Kate Bush prepara-se para lançar Hounds Of Love (1985), o quinto álbum da sua carreira e aquele que virá a constituir-se como o seu mais bem sucedido trabalho em termos comerciais. Em 2002, a revista Q considera-o mesmo o terceiro melhor álbum feminino da história da música. Dele fazem parte temas como Running Up That Hill, Hounds Of Love e Cloudbusting.
Aos 27 anos, Kim Wilde grava Close (1988), o seu sexto álbum, que inclui um dos seus mais bem sucedidos singles de sempre, You Came. Produzido por Ricky Wilde (irmão de Kim) e Tony Swain, Close é o último álbum em que Marty Wilde (o pai) participa como compositor. Este LP produz os singles Hey Mister Heartache, You Came, Four Letter Word, Love In The Natural Way e Never Trust a Stranger.
Aos 27 anos, Madonna vem da sua primeira digressão, a Virgin Tour, que promove os primeiros dois álbuns, Madonna (1983) e Like A Virgin (1984), e se estende pelos Estados Unidos e Canadá (apesar de, inicialmente, ter sido planeada como mundial). Lembro-me de uma prima ter gravado um dos concertos, que passou numa rádio portuguesa (RFM? Já havia?), e de termos devorado aquilo nas férias. Na altura, não havia qualquer hipótese de as imagens chegarem até nós, mas, pelos relatos, soubemos que foi um sucesso de bilheteira. Mal sabíamos nós que madonna estava ainda no dealbar de uma carreira a todos os títulos única na história de música pop...
Aos 27 anos, Nena vê o seu projecto como banda chegar ao fim, dando início a uma carreira a solo que nunca virá a recuperar o sucesso mundial de 99 Red Balloons. Na Alemanha, será sempre muito grande.
Aos 27 anos, Pat Benatar está no início da sua carreira a solo, com álbum de estreia editado em Outubro de 1979, e preparando-se para lançar aquele que será o álbum de maior sucesso comercial da sua carreira: Crimes Of Passion. Este LP inclui Hit Me With Your Best Shot e Wuthering Heights, numa versão do original de Kate Bush.
Aos 27 anos, Paula Abdul goza ainda os dividendos de um álbum de estreia, Forever Your Girl (1988), que produziu seis singles e a consituiu como um fenómeno na música pop de dança americana. Straight Up, Forever Your Girl e Opposites Attract são alguns dos temas deste álbum.
Aos 27 anos, Sade Adu vence um Grammy para Melhor Novo Artista, e encontra-se em digressão mundial (a sua primeira) para promoção de Promise, o segundo álbum da banda (que tem o seu nome). Com dois álbuns na carteira, Diamond Life e Promise, Sade Adu é, aos 27 anos, uma das maiores artistas britânicas dos anos 80, preparando-se para gravar Stronger Than Pride, o seu terceiro LP.
Aos 27 anos, Sandra encontra-se a promover o seu terceiro álbum, Into A Secret Land (1988), do qual são extraídos cinco singles: Heaven Can Wait, Secret Land, We'll Be Together, Around My Heart e La Vista De Luna. Produzido pelo marido, Michael Cretu, Into a Secret Land antecede Paintings In Yellow, que será editado em 1990. Nesta altura já vão longe os tempos de Maria Magdalena ou In The Heat Of The Night, pelo que estes álbuns me passam completamente ao lado.
Aos 27 anos, Sheena Easton já conta com sete álbuns. A sua carreira atravessa alguma indefinição, o que a leva a optar pela música de dança, em detrimento da pop que lhe tinha granjeado sucesso no início da década. Em 1986, prepara-se para gravar No Sound But A Heart, o seu oitavo longa-duração. No ano seguinte, voltará à ribalta pela mão de Prince (U Got The Look).
Aos 27 anos, Siouxsie Sioux lança, com os Banshees, o sexto LP da banda, Hyaena (1984), que inclui Dazzle, Swimming Horses e, na edição americana, a fantástica versão de Dear Prudence (The Beatles). Paralelamente, mantém em actividade os The Creatures, com Budgie (baterista dos Banshees), com quem lançou, em Maio de 1983, o primeiro álbum.
Aos 27 anos, Suzanne Vega aprecia, certamente, a forma entusiástica como a crítica e o público acolheram o seu álbum de estreia (1985), que contém pérolas como Marlene On The Wall, Cracking e The Queen And The Soldier. Nesta altura, estará já em processo de composição dos temas que farão parte de Solitude Standing, o segundo LP, a lançar no ano seguinte.
Aos 27 anos, Tracey Thorn tem já uma carreira consolidada com os Everything But The Girl, que se preparam para lançar The Language Of Life (1990). Este é o quinto álbum do projecto que surge em 1982 com Tracey e Ben Watt, o seu companheiro de sempre.
sexta-feira, julho 22, 2011
Playlist temática: títulos começados por "don't"
A playlist temática de hoje apresenta um conjunto de canções cujos títulos remetem para uma ordem, um pedido ou um conselho e têm como característica comum serem iniciados pela palavra "don't". Todos? Não. Na verdade, de todos estes títulos, apenas o dos Human League não encaixa no perfil. É mais uma pergunta angustiada de quem se sente rejeitado. Ainda assim, incluí-o na listagem porque está lá o "don't" obrigatório no início. Esta lista é limitada, por isso peço a vossa colaboração no sentido de a ampliar.
human league - don't you want me
yazoo - don't go
simple minds - don't you forget about me
glass tiger - don't forget me when i'm gone
police - don't stand so close to me
ub40 - don't break my heart
vaya con dios - don't cry for louie
journey - don't stop believin
communards - don't leave me this way
everything but the girl - don't leave me behind
voice of the beehive - don't call me baby
pretenders - don't get me wrong
bobby mcferrin - don't worry be happy
peter gabriel & kate bush - don't give up.
ken lazlo - don't cry
isley brothers - don't say goodnight (it's time for love)
crowded house - don't dream it's over
fine young cannibals - don't look back
danger danger - don't walk away
dennis edwards - don't look any further
matt bianco - don't blame it on that girl
johnny hates jazz - don't say it's love
Apareçam amanhã, depois do jantar, no mural do Queridos Anos 80 no facebook. Esta playlist vai passar. Vemos os telediscos e trocamos cromos. E, como de costume, divertimo-nos a valer! :)
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sexta-feira, julho 15, 2011
Ian Curtis (15.07.1956)
Se fosse vivo, completaria, hoje, 55 anos. Como seria a música com os Joy Division? Como seria a música sem os New Order?
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quarta-feira, julho 13, 2011
LIVE AID: vinte e seis anos!
O festival de música que marcou a minha adolescência realizou-se há 26 anos. O Live Aid, a partir de uma ideia de Bob Geldof (Boomtown Rats) e Midge Ure (Ultravox), foi o festival que me prendeu à TV durante largas horas. Na ausência de programas de telediscos, de estações televisivas de música, esta foi a primeira oportunidade de ver os meus ídolos ao vivo... e a preto-e-branco, no meu caso.
A história do Live Aid começa uns meses antes com a canção Do They Know It's Christmas. Depois de ter visto as imagens que horrorizaram o mundo - seres humanos a morrer de fome na Etiópia - Bob Geldof juntou-se a Midge Ure e ambos decidiram compor uma canção que seria interpretada pelos maiores nomes da música britânica da altura, entre os quais estavam Sting, Phil Collins, George Michael, Bono, Duran Duran, Culture Club, Spandau Ballet e Bananarama. O objectivo era simples e ambicioso ao mesmo tempo: angariar fundos para ajudar as vítimas da fome na Etiópia. Surgiu então o single Do They Know It's Christmas, que foi fenómeno mundial de vendas (8 milhões de libras) e é ainda hoje tema obrigatório na época natalícia.
O sucesso de DTKIC deverá ter levado Geldof a pensar mais alto. Havia que aproveitar a generosidade da música e só ao vivo ela poderia, com toda a sua força, fazer alertar o mundo para um problema tão real como distante. Decidiu-se então organizar um concerto que congregasse o que de melhor a música tinha nos anos 80. Foram escolhidos dois palcos - o Estádio de Wembley, onde teria lugar o desfile de artistas britânicos, e o Estádio JF Kennedy, em Filadélfia, onde os artistas americanos actuariam para o mundo. Esta regra não se aplicou na perfeição pois, por exemplo, os Duran Duran actuaram no palco americano.
Phil Collins foi o único artista que actuou nos dois palcos. Entrou em Wembley às 15.18 para tocar com Sting durante cerca de meia-hora. Depois apanhou o Concorde para Filadélfia. Durante a viagem foi entrevistado em directo para a BBC, enquanto Carlos Santana actuava no Estádio JF Kennedy. Entrou no palco americano à 1.00 da manhã (hora inglesa) para cantar Against All Odds e In The Air Tonight.
Aqui pode ver-se um quadro detalhado das actuações, horários e músicas interpretadas. A avaliar pela reacção do público e da imprensa da altura, as actuações mais conseguidas foram as dos U2 e dos Queen com Bono e Freddie Mercury em grande forma.
O Live Aid, nas suas duas vertentes, arrecadou cerca de 40 milhões de libras, dinheiro que foi canalizado para a ajuda aos mais necessitados em África. É claro que este evento não resolveu o problema, mas pelo menos aproximou-nos daqueles que até então eram "invisíveis" aos olhos do mundo desenvolvido.
Para mim, o Live Aid foi um momento mágico em que pude ver pela primeira vez os meus ídolos da música tocar ao vivo. Desde os U2 até aos Simple Minds, passando por Duran Duran, Nik Kershaw, Paul Young, Madonna, enfim tantos! Foi também o da desilusão de ver uma das minhas bandas preferidas da altura cancelar a sua participação - os Tears For Fears - ou de não poder acompanhar a parte americana do concerto até ao fim porque a minha mãe não deixou (o concerto acabou às 4 da manhã)!
Hoje, 26 anos depois, e com a edição do DVD, disponível já há seis anos, podemos recordar todo este fantástico evento. Convido-vos desde já a deixarem nos comentários as vossas memórias deste dia!
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segunda-feira, julho 11, 2011
RICHIE SAMBORA (52)
Richie Sambora era o ídolo de uma antiga namorada de verão que eu tive quando era adolescente. Chamava-se Margarida e, por uns dias, pensou mais em mim do que no Richie. Acho eu. Por isso merece, hoje, referência no Queridos Anos 80, dia em que completa 52 anos.
Um dos fundadores dos Bon Jovi, Richie Sambora é o seu guitarrista de sempre, parceiro de John Bon Jovi na composição da maior parte das composições do grupo, e segunda voz, que complementa na perfeição, a voz principal de John. Marcou uma época no heavy-rock, ou pop-metal, como lhe queiramos chamar, com aquele efeito vocal, em que liga um tubo à guitarra e faz aquele "uuwwrooo-uuwwrooo-uuwwrooo-uuwwrooo" em Livin On A Prayer. Quem perceber de guitarras e técnica que me explique aquilo que ele faz, se faz favor.
A história recente de Richie Sambora não tem sido fácil. Em Março de 2008, o QA80 já dava conta dos seus problemas com o álcool, os mesmos problemas que o perseguiram até há bem pouco tempo, e que puseram em causa a sua participação na digressão europeia da banda para este ano. Felizmente, as últimas notícias dão-no como acabadinho de sair do rehab e pronto para se juntar aos seus colegas de sempre em palco, o que é uma excelente notícia para todos aqueles que, no próximo dia 31 os vão aplaudir ao Parque da Bela Vista. Parabéns, Richie!
SUZANNE VEGA (52)
Suzanne Vega entrou na minha vida, nos anos 80, com a canção Marlene On The Wall, que fez parte do seu álbum de estreia, o registo homónimo de 1985. Desse álbum, que mais tarde adquiri em CD, fazem parte outras pérolas, tais como Cracking e The Queen And The Soldier (a minha preferida!).O segundo álbum, cujo vinil a minha irmã teve a feliz ideia de adquirir em 1987, catapultou definitivamente a cantora para a fama mundial. Solitude Standing foi o seu momento mais alto em termos comerciais, com o tema Luka a varrer as tabelas de vendas. Desse álbum faz também parte Tom's Diner, um tema a capella que só atingiu a notoriedade merecida quando foi usado numa remix dos The DNA Disciples, em 1990.
Suzanne Vega continuou a gravar, por vezes com grande espaçamento temporal entre os álbuns, mas nunca mais atingiu o sucesso que granjeou na década de 80. A cantora esteve por cá há três anos, actuando em Torres Novas e na Guarda, e em 2009, em Sintra. Hoje, esta menina de voz doce e frágil completa 52 anos. Parabéns!
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quarta-feira, julho 06, 2011
Sábado (9), no Triplex (Porto)
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terça-feira, julho 05, 2011
A Paixão do Rock - Anos 70/80/90
Na próxima sexta-feira, as guitarras vorazes e as melodias intemporais, no V5 bar (Porto). Eu vou lá estar a misturar CDs. Aparece!
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segunda-feira, julho 04, 2011
JOHN WAITE (59)
John Waite faz hoje anos. Já são 59. E que posso eu dizer-vos sobre este inglês que vós já não saibais? (pugnemos pelo regresso da segunda pessoal do plural!). Bom, praticamente nada. Todos vós sabeis que ele canta o Missing You (1984), canção que se fartou de vender em todo o mundo, e que tem uma versão de Tina Turner de 1996. Ter-vos-á talvez escapado que foi precisamente a Tina a destronar o John do primeiro lugar do top da Billboard, em 1984, com um tal de What's Love Got To Do With It...
Todos vós devereis ainda saber que John Waite fez parte dos The Babys, banda cuja actividade ocorreu na segunda metade da década de 70. Mas será com os Bad English que a vossa memória vos fará sorrir com mais celeridade! Com efeito, apesar da curta existência desta banda (88-91), ficou certamente nos vossos ouvidos uma balada chamada When I See You Smile, ao som da qual tereis porventura passado alguns momentos bonitos na companhia da vossa cara metade.
John Waite esteve em Portugal, pela primeira vez, em 2010, no Cinema S. Jorge, em Lisboa. Fostes ver?
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domingo, julho 03, 2011
Para gostar e divulgar
Com a transformação da página do Queridos Anos 80 no Facebook de perfil pessoal em perfil de produto ou marca, agora a coisa funciona com "Gostos" e já não com amigos. Ainda que se perca alguma interactividade (de mim para vocês, principalmente), esta transformação era inevitável. O essencial é que o espírito de comunidade se mantém e a partilha de gostos musicais, alicerçada, por vezes, em relatos de uma adolescência perdida ou em discussões do tipo "a-minha-banda-é-melhor-que-a-tua" transforma o mural do Queridos Anos 80 em espaço de emoções à flor da pele. Como se fossemos teenagers. Fica o convite para quem ainda não passou por lá. Juntem-se à malta e vamos celebrar a música da década dourada da pop.
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VINCE CLARKE (51)
Se este senhor não existisse, os anos 80 teriam sido, provavelmente, um longo bocejo no que à música electrónica diz respeito. Há quem lhe chame talento, eu chamo-lhe génio. Tudo o que Vince Clarke tocou foi ouro, ou andou perto disso.A primeira amostra de visibilidade, teve-a nos Depeche Mode, e com o álbum Speak And Spell. O imortal Just Can't Get Enough é da sua autoria. Jamais se saberá que rumo os DM tomariam se Clarke não tivesse saído da banda logo após a edição deste primeiro álbum...
O que se sabe é que o compositor se juntou à magnífica Alison Moyet, com quem gravou dois álbuns e deixou para a história aquela que eu considero a melhor canção dos anos 80: Only You. Mas, para além deste pedacinho de pop magistralmente belo, há ainda Nobody's Diary, Situation ou Don't Go, por exemplo.
Logo após o fim do grupo, Clarke juntou-se a Eric Radcliff, nos Assembly, que, recrutando Feargal Sharkey tiveram relativo êxito com o tema Never Never. Depois, com Paul Quinn, gravou o single One Day.
Mas Vince Clarke precisava de um projecto que lhe proporcionasse uma experiência mais sólida e duradoura, um novo fôlego que o projectasse definitivamente em termos comerciais. E esse projecto nasceu em 1985 com o nome Erasure. Após um anúncio no Melody Maker, que procurava um vocalista para dar corpo à genialidade electrónica de Clarke, surgiu Andy Bell, e o resto foi história. Temas como Sometimes, Chains of Love, Ship Of Fools, A Little Respect, Chorus, ou o EP Abba-esque, fizeram dos Erasure uma das bandas da pop electrónica mais fascinantes da década. E continuam de boa saúde, preparando a edição do nono álbum de originais para o próximo outono, com o título Tomorrow's World.
m 2008, Clarke e Moyet reformaram os Yazoo para celebrarem os 25 anos da banda. Por toda uma carreira cheia de momentos brilhantes, e porque hoje completa 51 anos, Vince Clarke merece os nossos parabéns. E o nosso obrigado!
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sexta-feira, julho 01, 2011
DEBBIE HARRY (66)
Deborah Harry, a loira platinada, vocalista dos Blondie, nasceu há 66 anos. Ponham bem os olhos nas imagens e vejam só como se pode envelhecer com estilo. Nunca foi tecnicamente uma boa cantora, mas beneficiou daquele estatuto de sex-symbol que sempre a acompanhou ao longo dos anos e que faz esquecer tudo o resto. Basicamente uma banda dos anos 70 surgida da revolução new wave, os Blondie existiram até 1982, ano em que encerraram a actividade, em grande parte devido à doença que atingiu Chris Stein, membro fundador do grupo.Debbie também teve carreira a solo. Insignificante, mas teve! Iniciou-a ainda cedo, em 1981, com o álbum Koo Koo, mas o desastre que constituiu o disco em termos comerciais, aliado à doença de Stein, fizeram-na retirar-se da cena musical durante cinco anos.
Em 1986 regressou com Rockbird e com a sua mais famosa canção a solo até hoje, a tal dos linguados nos States: French Kissin (In The USA). Em 1989 editou um álbum mais virado para o euro-dance, Def Dumb And Blonde, mas a sua estrelinha musical nunca brilhou ao mesmo nível do grupo de que fora vocalista.
Durante a década de 90, Debbie Harry investiu numa carreira musical muito pouco produtiva através do álbum Debravation (1993) e da participação no projecto The Jazz Passengers (1997). Entrou também no mundo da representação, tendo participado em algumas produções cinematográficas.
Em 1999, a grande novidade: os Blondie voltavam à actividade com o álbum No Exit - o primeiro em 17 anos - e o tema Maria, que animou muitas pistas de dança. O seu quinto álbum a solo surgiu em 2007 com o título Necessary Evil. E o nono longa-duração dos Blondie acabou de ver a luz do dia: chama-se Panic of Girls. A senhora ainda está aí para as curvas. Parabéns, Debbie!
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quinta-feira, junho 30, 2011
JULIANNE REGAN (49)
Tomei contacto com a voz doce e angelical de Julianne Regan através de Severina, dos The Mission, música para a qual contribuiu com coros de arrepiar, elevando o tema a um nível quase transcendente. Como vocalista principal dos All About Eve, ouvi-a pela primeira vez no single Martha's Harbour, a balada que lhes deu visibilidade mundial. Este single tinha, no lado B, uma fantástica versão ao vivo de outra das minhas preferidas: In The Meadow.
Os All About Eve gravaram quatro álbuns no período entre 1988 e 1992, situando-se musicalmente na área de uns The Mission, The Cult (fase Love), Balaam and the Angel ou até mesmo Gene Loves Jezebel. Aliás, não por acaso, Julianne foi viola-baixo destes últimos, numa fase ainda inicial da banda dos irmãos Aston, e ainda antes dos All About Eve. Nos anos 90, após a saída da banda, Julianne chegou a trabalhar como empregada de limpeza, mas a música voltou a cruzar-se no seu caminho, através dos projectos Mice e Jules & Jim.
Em 1999, os All About Eve voltaram à actividade, muito por influência de um Wayne Hussey que também ressuscitara os The Mission, mas em 2006 voltaram a encerrar a actividade, após a saída do best of Keepsakes. Rezam as crónicas que existe um álbum de originais inacabado... A ver vamos se um dia vê a luz do dia. Em 2009, Wayne Hussey revelou que iria gravar um álbum a meias com Julianne Regan e que esse álbum incluiria versões de Enjoy The Silence (Depeche Mode) e Ordinary World (Duran Duran). A sua colcaboração com os The Mission parece ter uma duração vitalícia (não me oponho!): voltou a fazer coros para a banda, desta vez para o álbum God Is A Bullet (2007).
Hoje, Julianne Regan completa 49 anos! Parabéns!
TOP OF THE POPS, na BBC. Os All About Eve preparam-se para "interpretar" Martha's Harbour, em playback, no entanto, apenas os telespectadores têm direito a som. No estúdio é o silêncio total. Vejam o que acontece: aqui. Uma semana depois, a BBC voltou a chamá-los ao programa... Os All About Eve aceitaram e Julianne Regan exigiu cantar ao vivo... Eis o vídeo:
TOP OF THE POPS, na BBC. Os All About Eve preparam-se para "interpretar" Martha's Harbour, em playback, no entanto, apenas os telespectadores têm direito a som. No estúdio é o silêncio total. Vejam o que acontece: aqui. Uma semana depois, a BBC voltou a chamá-los ao programa... Os All About Eve aceitaram e Julianne Regan exigiu cantar ao vivo... Eis o vídeo:
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quarta-feira, junho 29, 2011
COLIN HAY (58)
Who Can iT Be Knocking At My Door? deve ser uma das frases mais conhecidas da música dos anos 80. Colin Hay é o nome do senhor que canta Who Can It Be Now, êxito maior dos australianos Men At Work, a única banda que verdadeiramente merece descansar no 1º de Maio. Eu disse "australianos", apesar de Colin Hay ser escocês, tendo emigrado para a terra dos cangurus aos 14 anos. Aí fundou os Men At Work e... a sua história pode ser lida aqui. Colin Hay, que completa hoje 58 anos, mantém carreira a solo, tendo lançado Gathering Mercury ainda este ano. O site oficial do músico traz as últimas novidades.
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domingo, junho 26, 2011
HARRIET WHEELER (48)
Foi em Janeiro de 1989, mesmo no ocaso da década dourada da pop, que Can't Be Sure viu a luz do dia. A banda chamava-se The Sundays, vinha de Londres e a voz angelical que nos seduzia era a de Harriet Wheeler. A canção tornou-se num fenómeno das tabelas indie e viria a fazer parte do magnífico álbum de estreia, Reading, Writing and Arithmetic, editado em Abril de 1990. Deste longa-duração faz ainda parte a deliciosa Here's Where The Story Ends. Os Sundays apenas editaram mais dois álbuns (Blind, em 1992, e Static and Silence, em 1997) e o mundo pouco mais ouviu falar deles. Harriet e o guitarrista David Gavurin casaram-se e tiveram uma filha. Hoje, Harriet completa 48 anos, e pela primeira vez na história deste blogue, não consegui encontrar uma foto actual da aniversariante. Parabéns!
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CHRIS ISAAK (55)
Wicked Game é uma bela canção, e é tão conhecida quanto o seu próprio teledisco. Nele, o artista passa o tempo todo a esfregar-se na modelo Helena Christensen, em plena praia, com o mar a beijar-lhes os corpos ardentes de desejo. O artista viu o seu nome catapultado para a fama mundial quando Wicked Game foi a referência musical do filme Wild At Heart (Um Coração Selvagem), de David Lynch. O artista, que também é actor, chama-se Chris Isaak e faz hoje 55 anos. Parabéns!
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MICK JONES (56)
Mick Jones foi guitarrista, vocalista e compositor dos The Clash, banda mítica do fenómeno punk de finais dos anos 70. Ao lado de Strummer e companhia, cantou temas como Should I Stay Or Should I Go ou Train In Vain. Em 1983 foi despedido pela banda, mas não ficou parado. Fundou os General Public e, mais tarde, os Big Audio Dynamite, dos quais podemos destacar os temas E=MC² e V Thirteen. Em 2002, fundou os Carbon/Silicon com o ex-Generation X e Sigue Sigue Sputnik, Tony James. Editaram já três álbuns, mas nenhum deles custou qualquer quantia de dinheiro pois foram... oferecidos aos fãs na Internet. A banda encorajou mesmo os seguidores a partilharem os álbuns online em softwares P2P. As últimas notícias dão-no presente na banda de suporte dos Gorillaz (aliás, tal como Paul Simonon, outro ex-Clash) e a preparar um filme sobre a edição do álbum London Calling, também com Simonon. Mick Jones faz hoje 56 anos. Parabéns!
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TERRI NUNN (50)
Terri Nunn apareceu nos nossos ecrãs, nos anos 80, a explorar os destroços de um avião. A canção ficou para a história como "a canção do Top Gun" e instituiu-se como um dos temas mais marcantes da década. Curiosamente, Take My Breath Away afastava-se da sonoridade da banda de que Terri era vocalista, os Berlin, mas nem por isso deixava de ser o tema de maior sucesso comercial que o grupo produziu. Terri Nunn não chegou a atingir o estatuto de outras louras da mesma década, mas aqui estamos nós para lhe fazer a referência mais do que justa. A lourinha dos Berlin completa hoje 50 anos. Parabéns!
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sábado, junho 25, 2011
CARLY SIMON (66)
Falar de Carly Simon é, para mim, tarefa ingrata porque a senhora simplesmente nada me diz, no sentido de que a sua música provoca em mim pouco mais do que um longo bocejo. Sei que a sua carreira está basicamente identificada com os anos 70, altura em que casou com James Taylor (outro que tal...), e que os anos 80 assistiram a uma queda acentuada no seu sucesso comercial. Ainda assim, são dignos de registo os singles Why (1981), Coming Around Again (1987), e Let The River Run (1988), canção com a qual Carly Simon conseguiu o que ninguém a solo tinha até então conseguido - ganhar Oscar, Globo de Ouro e Grammy. Hoje, Carly Simon completa 66 anos. Parabéns!
Deixo-vos com Coming Around Again:
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sexta-feira, junho 24, 2011
ANDY MCCLUSKEY (52)
Fundador dos Orchestral Manoeuvres in the Dark, ao lado de Paul Humphreys, Andy McCluskey completa hoje 52 anos. Na sua voz, temas como Enola Gay, Mais of Orleans, Joan of Arc ou If You Leave construiram a história de uma das bandas synth-pop mais fascinantes dos anos 80. Para além de vocalista e compositor, Andy toca baixo e é conhecido por tocar com a viola-baixo ao contrário, ou seja, com as cordas mais grossas em baixo. E porquê? Porque, apesar de ser destro, Andy aprendeu a tocar baixo num modelo destinado a esquerdinos... Em 1989, Humphreys e a restante banda abandonaram o projecto, mas McCluskey prosseguiu sob a designação OMD, tendo gravado, nesta condição, ainda três álbuns. Em 1998, foi o responsável pelo aparecimento da girl band Atomic Kitten, após cuja colaboração, tentou repetir a fórmula com umas tais The Genie Queen, mas sem o mesmo sucesso do grupo anterior. Em 2005, Paul e Andy voltaram a juntar-se e, desde então, os OMD têm percorrido diversos palcos internacionais.
O novo site da banda foi lançado no ano passado, servindo de apoio ao lançamento de History Of Modern (2010), o décimo primeiro álbum de estúdio dos OMD. É lamentável que, com tanto regresso ao nosso país, ainda ninguém se tenha lembrado de trazer a Portugal esta banda. Nos próximos tempos, o mais próximo que estarão do nosso país é na Bélgica, a 30 de Julho.
Em 20 de Junho de 2009, o duo actuou com a Royal Philarmonic Orquestra. É dessa prestação que podem visualizar o seguinte vídeo. A canção interpretada é Joan of Arc.
O novo site da banda foi lançado no ano passado, servindo de apoio ao lançamento de History Of Modern (2010), o décimo primeiro álbum de estúdio dos OMD. É lamentável que, com tanto regresso ao nosso país, ainda ninguém se tenha lembrado de trazer a Portugal esta banda. Nos próximos tempos, o mais próximo que estarão do nosso país é na Bélgica, a 30 de Julho.
Em 20 de Junho de 2009, o duo actuou com a Royal Philarmonic Orquestra. É dessa prestação que podem visualizar o seguinte vídeo. A canção interpretada é Joan of Arc.
Repito: para quando os OMD em Portugal?
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CURT SMITH (50)
Quando Curt Smith se juntou a Rolando Orzabal para formar os Tears For Fears, nascia uma das mais apaixonantes bandas pop dos anos 80, e que marcou a minha adolescência. Ainda hoje estou para ultrapassar o trauma de não terem participado no Live Aid. Curt Smith foi a voz do maior êxito de sempre do grupo - Everybody Wants To Rule The World - para além de ter desempenhado a função de baixista, teclista e até de compositor. Em 1991, deixou o grupo, tendo iniciado carreira a solo com Soul On Board, um álbum que passou despercebido. O século XXI viu o regresso dos Tears For Fears com Smith e Orzabal lado a lado pela primeira vez em dez anos. Gravaram o álbum Everybody Love A Happy Ending (2004) e, desde então, têm actuado nos mais diversos palcos do mundo. E Portugal? Para quando? Curt Smith faz hoje 50 anos. Parabéns!Deixo-vos com Mad World:
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GLENN MEDEIROS (41)
Vai fazer 7 anos que escrevi um texto sobre Glenn Medeiros, exorcizando de vez um fantasma que me atormentava havia muitos anos. Esse texto chegou mesmo a ser traduzido por uma fã portuguesa para um site não-oficial do cantor. Hoje, o rapaz de Nothing's Gonna Change My Love For You completa 41 anos. Em 2003 gravou um álbum intitulado Me e em 2005 lançou um álbum de Natal, mas a sua vida é quase totalmente dedicada à profissão com que sonhou desde miúdo: professor de História. Parabéns, Glenn! Para os fãs do cantor luso-descendente, e eu sei que há muitos fãs brasileiros que visitam o QA80, podem ver uma entrevista de 2009, dada à KHNL: aqui.Deixo-vos, como não podia deixar de ser, com a sua signature ballad:
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