sábado, outubro 15, 2011

The Mission no Hard Club - 14.10.11

Quase 23 anos depois, voltei a ver em palco Wayne Hussey, Craig Adams e Simon Hinkler, três dos membros fundadores dos The Mission. Foi no Hard Club, no Porto, ontem. Só faltou Mick Brown, na bateria, que foi magistralmente ocupada por um miúdo de enorme talento, chamado Mike Kelly. O alinhamento percorreu o catálogo mais antigo da banda, com destaque para o álbum The First Chapter. De resto, não faria sentido de outra forma, tendo em conta a presença de Adams e Hinkler. Wayne Hussey, que vive no Brasil há alguns anos, disse umas palavras em Português, e mostrou-se bem disposto, facto ao qual não foi estranha a companhia de uma garrafa de vinho ao longo do concerto. A certa altura disse "Eu tenho gripe", mas a sua prestação vocal não se ressentiu. O que se ressentiu, no final do concerto, foram os meus ouvidos. O som estava excessivamente alto, sem que se percebesse a razão (não quero acreditar que o engenheiro de som é incompetente). Podem confirmar isso mesmo no vídeo de Tower of Strength que coloquei na página do Queridos Anos 80 no Facebook. Apesar da questão do som, o facto de podermos ver os verdadeiros Mission em palco e, claro, as canções e a magnífica prestação dos músicos fizeram deste concerto um momento para recordar para sempre.

Aqui fica o alinhamento do concerto:

beyond the pale (children)
serpents kiss (the first chapter)
over the hills and far away (the first chapter)
naked and savage (the first chapter)
into the blue (carved in sand)
severina (god's own medicine)
butterfly on a wheel (carved in sand)
the grip of disease (grains of sand)
wake (the first chapter)
wasteland (god's own medicine)
the crystal ocean (the first chapter)
deliverance (carved in sand)
(encore)
like a child again (masque)
like a hurricane (the first chapter)
tower of strength (children)
(encore)
blood brother (god's own medicine)
1969 (cover de Iggy Pop)

terça-feira, outubro 11, 2011

THE MISSION (parte 2)


A década de 90 marca uma viragem na sonoridade da banda – o rock de ambiências góticas dá agora lugar ao pop mais direto, mais melodioso, ainda que com a marca distintiva que só a voz de Hussey podia dar. O que para alguns é o início da decadência, para outros trata-se de uma evolução brilhante. O álbum Carved In Sand é a ponte entre dois estilos. Deliverance, Into The Blue, Sea Of Love e, principalmente, o magnífico Butterfly On A Wheel mostram aos fãs o caminho a seguir. Este caminho fica marcado, em Abril de 1990, pelo abandono de Simon Hinkler em pleno início de digressão pelo Canadá e EUA. O início do fim, para alguns.

Em Outubro de 1990 é editado Grains Of Sand, uma reunião de todos os temas que tinham ficado de fora de Carved In Sand e ainda de vários B-sides. Hands Across The Ocean faz parte deste grupo de canções e é ainda hoje um dos temas preferidos do Queridos Anos 80.

O ano de 1992 marca definitivamente a mudança de sonoridade do grupo com a edição de Masque. Por muitos considerado o álbum maldito dos Mission, Masque é uma aposta descarada na pop e um abandono definitivo do rock gótico dos primeiros tempos. Dele fazem parte Never Again e Like A Child Again, este último uma aposta de muita pista de dança por esse país fora. Ainda assim, estes são tempos difíceis para o grupo. O álbum revela-se um flop de vendas, Craig Adams abandona e, para compor o ramalhete, a Polygram rescinde o contrato com a banda.

O período turbulento termina com a entrada no grupo de Mark Thwaite (guitarra) e Andy Cousins (baixo), os dois vindos dos All About Eve. A partir daqui, dificilmente podemos encontrar momentos de destaque na vida dos The Mission. Após as edições de Sum & Substance (1994, o sempre obrigatório best of) e Neverland (1995), Mick deixa a banda, ficando apenas Wayne Hussey como membro fundador. Entretanto, segue-se mais um falhanço, desta vez com o título de Blue (1996).


Hussey decide então mudar-se com a família para os EUA e é na terra do tio Sam que reencontra Craig Adams (que entretanto tinha feito parte dos The Cult) para decidirem revitalizar a banda. Aos dois e a Mark Thwaite junta-se o baterista Scott Garret (ex-The Cult). O resultado deste comeback chama-se Ressurection, um greatest hits lançado em 1999 com novos arranjos para os temas de maior sucesso do grupo. Arranjos, uns melhores que outros, como já se sabe. Like A Child Again surge aqui numa lindíssima versão em piano, enquanto que o novo Wasteland é um verdadeiro atentado ao original.

Restantes edições até ao presente: Ever After Live (2000), Aura (2001), God Is A Bullet (2007) e Dum Dum Bullets (2010)


Em 2002, Wayne Hussey entra em digressão europeia a solo, acompanhado da sua guitarra e de um sitetizador. Foi neste registo intimista que o Queridos Anos 80 o foi ver ao O Meu Mercedes É Maior Que o Teu, em 2003. Um concerto memorável, que confirmou Wayne como um grande cantor e um ótimo comunicador.

Há muito para explorar no site oficial da banda em http://themissionuk.com/wp/, enquanto nos preparamos para os receber esta sexta e sábado, respetivamente, no Porto e em Lisboa. Trata-se da digressão que celebra os 25 anos da banda, com o regresso de Craig Adams e Simon Hinkler, faltando apenas Mick Brown para reeditar o quarteto fantástico que pude ver ao vivo, em 1988, no memorável concerto do Pavilhão das Antas (Porto). Após o concerto do Porto, que decorrerá no Hard Club, haverá uma after show party, organizada pela Soundfactory. O Queridos Anos 80 não faltará! Todos os detalhes >>>> aqui!

DARYL HALL (65)

Daryl Hall é metade do duo Hall & Oates. Ao lado de John Oates, foi responsável por vários êxitos, dos quais se destaca esse hino ao canibalismo feminino, Maneater, uma canção que fica bem em qualquer pista de dança dos anos 80. E ainda há "aquela-música-que-toda-a-gente-pensa-que-pertence-ao-Paul-Young". Com efeito, Everytime You Go Away é um original destes senhores. Hoje, Daryl Hall faz 65 anos. Parabéns!

segunda-feira, outubro 10, 2011

THE MISSION (parte 1)

She believes in angels, she believes in the will of the gods


Falar dos The Mission é quase, para mim, uma questão religiosa. É por isso que escrevo estas linhas com a emoção de um adolescente armado em gótico. É que os Mission estão umbilicalmente ligados à minha história musical. Foi deles o primeiro concerto internacional a que assisti, no dia 12 de Novembro de 1988, no já extinto Pavilhão das Antas. São muitas as memórias que guardo daquele momento mágico, mas nenhuma assume o destaque do início do concerto com The Crystal Ocean. Muito fumo no palco, primeiro as teclas já programadas, depois todos os instrumentos numa entrada gradual, a bateria de Mick Brown, o baixo de Craig Adams, a guitarra de Simon Hinkler, e finalmente a entrada de Wayne Hussey em palco. Chapéu, cabelo comprido e óculos escuros. Como se fosse hoje.


As origens dos The Mission remontam aos finais de 1985, quando Wayne Hussey e Craig Adams decidem deixar os Sisters Of Mercy, em conflito aberto com o líder, Andrew Eldritch. Não perdem muito tempo até convidar Mick Brown e Simon Hinkler para fazerem parte de um novo projecto chamado The Sisterhood. Com esta designação, chegam a entrar em digressão europeia com os The Cult, mas problemas judiciais obrigam-nos a mudar de nome. Nascem assim os The Mission.
Os dois primeiros singles apresentam, desde logo, a identidade musical da banda. Stay With Me e Severina possuíam a força e a melodia de um rock gótico a que não estávamos habituados e mostravam o lirismo pungente das letras de Wayne Hussey. Severina conta com a voz angelical de Julianne Regan (All About Eve) nos coros, e é graças ao sucesso deste single que os Mission conseguem a sua primeira atuação no mítico Top Of The Pops, da BBC.


Editam o primeiro álbum em Novembro de 1986. Chama-se God's Own Medicine e é, ainda hoje, um marco no rock gótico dos anos 80, com temas como Wasteland, Stay With Me, Severina e Love Me To Death. Um álbum obrigatório.

Em Junho de 1987 segue-se-lhe The First Chapter, um álbum que reúne todos os sons da banda anteriores à assinatura de contrato com a Phonogram. Deste disco fazem parte Like A Hurricane (um original de Neil Young), The Crystal Ocean e Dancing Barefoot (um original de Patti Smith).

Os concertos da banda começam a tornar-se objeto de culto em todo o mundo e a passagem por Portugal acontece em clima de histeria. Lembro-me de um Pavilhão das Antas a abarrotar para os receber em êxtase. Aqui fica o alinhamento do concerto: The Crystal Ocean, Beyond The Pale, Severina, Belief, Stay With Me, Kingdom Come, Deliverance, Tower Of Strength, Wasteland, The Grip Of Disease, Hymn (For America), Sacrilege, Dream On, Love Me To Death, 1969, Dancing Barefoot e Shelter From The Storm. Este ultimo tema incluiu um medley com Light My Fire (The Doors) e Satisfaction (Rolling Stones).
Em Fevereiro de 1988 surge Children, um absoluto sucesso, produzido por John Paul Jones (ex-Led Zeppelin). Um dos melhores momentos deste álbum é sem dúvida o incomparável Tower Of Strength, que inclusivé cria o ritual da torre humana nos concertos do grupo. Outros grandes temas deste álbum são Beyond The Pale, Heaven On Earth e Kingdom Come.

Em finais da década de 80, o mundo rende-se aos The Mission. As votações dos leitores das revistas Sounds e Melody Maker dão-lhes a vitória em quase todas as categorias, incluindo Melhor Banda, Melhor Álbum, Melhor Single e Melhor Banda Ao Vivo, ultrapassando mesmo os U2 e o seu Rattle And Hum.

Continua...

MIDGE URE (58)

Querem new wave do melhor? Ultravox. Querem um compositor de eleição? Midge Ure. Sinto-me tentado a dizer que ainda não se fez verdadeira justiça à banda de Vienna, Hymn ou Dancing With Tears In My Eyes. Talvez porque nunca teve um vocalista louro, de carinha laroca a atirar beijinhos às fãs nas capas da Bravo. Ficou a música dos Ultravox e de Midge Ure, que, a solo, produziu temas como No Regrets (1982) e o fabuloso If I Was (1985, com Mark King, dos Level 42 no baixo). Midge Ure foi ainda destaque nos anos 80 pela co-autoria de Do They Know It's Christmas e co-organização do Live Aid, ao lado de Bob Geldof. Hoje, o senhor Ultravox faz 58 anos. Parabéns!

domingo, outubro 09, 2011

Os meus queridos anos 80 (*)


(* O seguinte texto foi-me enviado por uma leitora do Queridos Anos 80. Fala da vida e da música. Caminhos cruzados. Foi sempre assim e assim será sempre.)

Corria o ano de 1984 quando o vi pela primeira vez… Quando reparei nele, estava a observar-me com o sorriso mais lindo e mais sincero que vi até hoje. Acho que não existe olhar com mais brilho que o dele. Eu era uma miúda, ele era um homenzinho com 16 anos. Ficamos a sorrir e a olhar um para o outro. Para quê falar quando somos criança e ainda nos guiamos por instintos? Os meus pais eram emigrantes em França, ele perguntou-me quando vínhamos de vez, respondi-lhe talvez daqui a dois anos, ao que ele me respondeu “então pode ser que a gente se encontre”.

Regressei a França e pensava nele ao som dos Foreigner, “I want to know what love is”, esperando ansiosamente pelo mês de agosto. Encontrávamo-nos às escondidas, nunca estive mais de quinze minutos seguidos com ele, porque os meus pais controlavam-me por eu ser muito nova, mas o pouco tempo juntos era de uma intensidade desmedida. O resto do ano, escrevíamos cartas que hoje classificaríamos de lamechas, mas no fundo, eram tão puras e tão sinceras. A Cyndi Lauper cantava “time after time” e eu ficava com o coração apertado de tantas saudades do meu amor. No seu aniversário, enviei-lhe o disco do Ken Lazlo “don´t cry”. Ele ofereceu-me o “you´re my heart, you´re my soul” dos Modern Talking.

O tempo foi passando, fui crescendo, deixei-o… Pura criancice. A distância era muita, os meus pais não me deixavam sair de casa por causa dele, passava a vida a esconder (mal) as cartas… Se eu tivesse sido paciente! Mas quem consegue ter paciência com 16 anos e ter força para lutar contra tudo e todos?

O tempo foi passando, cresci… Casei, ele também. Tive um filho, ele também. Tenho um casamento feliz, mas o meu coração nunca voltou a saltar como no dia em que o vi pela primeira vez. Porque há coisas que só acontecem uma vez na vida… A minha vez foi em 1984.

De vez em quando cruzávamo-nos e cumprimentávamo-nos cordialmente. Há dois anos, ficamos virados um para o outro num carrossel, ambos estávamos acompanhados dos nossos filhos. Quando me viu, voltei a ver o mesmo sorriso que tinha visto há mais de 20 anos.

No mês passado, ele faleceu com um ataque cardíaco fulminante. Arrependo-me de não ter partilhado estas recordações com ele.

How could I watch you walk away?
I'd give anything to have you here today
But now I stand alone with my pride
And dream that you're still by my side

Dele só me resta um disco dos Modern Talking, o recorte da necrologia, e a recordação dos melhores anos da minha vida … Os meus queridos anos 80.

Goodbye yesterday
Now it's over and done
Still I hope somewhere deep in your heart
Yesterday will live on

(Autora identificada)

sexta-feira, outubro 07, 2011

Top of the Pops! - TRIPLEX - 8.outubro.2011


No próximo sábado, 8 de outubro, todos os caminhos vão dar ao TRIPLEX (Porto). eu serei o gajo por detrás dos leitores de CD. A melhor música da década de 80, mais coisa menos coisa, espera por vós. Até sábado!

terça-feira, outubro 04, 2011

Nova playlist: animais amigos da pop (*)

(*Texto originalmente criado em 13/02/2007, e agora atualizado com mais músicas. Porque hoje é o Dia Mundial dos Animais)

Foi a propósito do regresso de Rocky Balboa aos ecrãs do cinema que me lembrei de Eye Of The Tiger, dos Survivor, canção "musculada", com teledisco do tipo "pessoal-a-andar-pela-rua-fora". Daí foi um instante até me listar um conjunto de canções com animais no título, para colocar na nova playlist da radio.blog (barra lateral). Há de tudo, para todos os gostos. Cavalos, lobos, gatos, pombos, um macaco, etc... Até há uma vaca. Uma pobre vaca, na visão de Tanita Tikaram. Se fizéssemos um ranking de bicharada, teríamos em primeira mão o cavalo, com três referências (entre as quais está a única participação portuguesa), seguido do gato e do lobo, com duas cada. E atenção: há aqui grandes canções. Vamos à lista:

A-ha - Cry Wolf
Adam and the Ants - Dog Eat Dog
Bros - Cats Among the Pigeons
The Cure The Love Cats
The Cure - All Cats Are Grey
Duran Duran - Hungry Like The Wolf
Duran Duran - Union of the Snake
Echo & the Bunnymen - Bring on the Dancing Horses
The Fools - Psycho Chicken
George Michael - Monkey
Housemartins - Sheep
Lloyd Cole & the Commotions - Rattlesnakes
Neneh Cherry - Buffalo Stance
Peter Gabriel - Shock the Monkey
Pink Floyd - The Dogs of War
Pink Floyd - When the Tigers Broke Free
Pixies - Monkey Gone To Heaven
Prince - When Doves Cry
Survivor - The Eye of the Tiger
Siouxsie & the Banshees - Swimming Horses
Stone Roses - Elephant Stone
Tanita Tikaram - Poor Cow
Tight Fit - The Lion Sleeps Tonight
UB40 - Rat In My Kitchen
UHF - Cavalos de Corrida

PS - Os Bros conseguem entrar pela segunda vez consecutiva numa playlist, facto que pode irritar muito boa gente. Lembrem-se, no entanto, que não há duas sem três, e nunca se sabe se a próxima playlist não poderá ser sobre "bandas cujo nome tem quatro letrinhas apenas"...

domingo, outubro 02, 2011

Peter Murphy - Hard Club (Porto) - 1.outubro.2011

Ao quarto concerto de Peter Murphy, como foi o meu caso, não se vai propriamente à procura da novidade. Vai-se porque se gosta e porque Peter Murphy é um ídolo.
Ontem, o ex-vocalista dos Bauhaus iniciou no Porto a digressão que promove o seu oitavo álbum de originais, intitulado Ninth, e foi mesmo deste álbum que saíram sete das canções que fizeram parte do alinhamento de vinte e cinco que Murphy tocou. A outra grande fatia dos temas que surgiram na set list pertenceu aos Bauhaus. Em jeito de balanço, mais de 50% do alinhamento foi ocupado pelos Bauhaus e pelo último álbum, numa tentativa de equílibrio entre a necessidade de dar a conhecer o novo trabalho (por sinal, um regresso em grande, na minha opinião, depois do falhanço chamado Unshattered) e a obrigatoriedade quase dogmática de não defraudar os die-hard fans dos Bauhaus. Foi um concerto típico de início de digressão, com alguns problemas de som, alguns desencontros e hesitações entre os elementos em palco e um Peter Murphy ainda à procura do melhor desempenho dramático para algumas canções. A certa altura, Peter Murphy revelou-se bastante comunicativo, falando ao público por alguns minutos e, surpreendentemente, para mim, tentando os seus dotes de stand-up comedy (ainda que, por vezes, sem grandes resultados...). Em jeito de crítica à margem da banda, fica a pouca força do público, no momento do segundo encore. Como se não bastasse, via-se algumas pessoas a sair - quando se percebia nitidamente que eles iam voltar - com aquele ar "eu-que-vim-ver-a-cuts you up-e-ele-toca-aquelas-músicas-esquisitas-dos-bauhaus"... Enfim, pérolas a porcos como diz a expressão...
O momento alto da noite foi, em termos pessoais, All Night Long, que Murphy nunca tinha tocado nos três concertos anteriores a que tive oportunidade de assistir (VN Gaia, Marés Vivas e Anadia). Fica aqui o alinhamento. Hoje, é em Lisboa.

Início: 21h50 - Fim: 00h00
Setlist:
1. velocity bird (ninth)
2. peace to each (ninth)
3. seesaw sway (ninth)
4. disappearing (cascade)
5. silent hedges (bauhaus, the sky's gone out)
6. subway (cascade)
7. a strange kind of love (deep)
8. black stone heart (bauhaus, go away white)
9. his circle and hers meet (love hysteria)
10. gaslit (Ninth, edição japonesa)
11. i'll fall with your knife (cascade)
12. i spit roses (ninth)
13. she's in parties (bauhaus, burning from the inside)
14. in the flat field (bauhaus, in the flat field)
15. raw power (iggy pop cover)
16. stigmata martyr (bauhaus, in the flat field)
17. memory go (ninth)
18. cuts you up (deep)
19. all night long (love hysteria)
ENCORE
20. the passion of lovers (bauhaus, mask)
21. the prince and old lady shade (ninth)
22. uneven & brittle (ninth)
ENCORE
23. cool cool breeze (alive just for love)
24. hurt (nine inch nails cover)
25. all we ever wanted was everything (bauhaus, the sky's gone out)

segunda-feira, setembro 26, 2011

OLIVIA NEWTON-JOHN (63)

Dez factos sobre Olivia Newton-John que você sempre quis saber:
1. É filha de um Nobel da Física, o Professor Brin Newton-John.
2. Editou o primeiro single em 1966. Tinha 18 anos.
3. Em 1973, ganhou o primeiro de quatro prémios Grammy: Melhor Cantora Country.
4. Em 1978, entrou na história do cinema-musical ao protagonizar Grease, ao lado de John Travolta.
5. Em 1979, foi agraciada com a Ordem do Império Britânico pela Rainha Isabel II, de Inglaterra.
6. Em 1981, lançou Physical, o álbum de maior sucesso da sua carreira, do qual faz parte o tema-título que foi um êxito à escala mundial.
7. Em 1986, nasceu a sua filha, Chloe Rose Lattanzi, que haveria de seguir as pisadas da mãe quer na arte dramática quer na música.
8. Sobreviveu a um cancro da mama, diagnosticado na primeira metade dos anos 90. A partir de então tem sido uma voz activa na consciencialização para o problema.
9. Continua a gravar assiduamente, alternando entre a pop e a música de cariz mais espiritual e contemplativo.
10. Hoje, completa 63 anos. Parabéns!

BRYAN FERRY (66)

Numa futura encarnação, quando me perguntarem que cantor dos anos 80 eu quero ser, não hesitarei: Bryan Ferry. Ele é um dos cantores mais carismáticos dos anos 80 e tem uma carreira a solo recheada de momentos espantosos, como Slave To Love, Windswept, Don't Stop The Dance ou Kiss And Tell. Esta última transporta-me para uma fase em que frequentava a mítica Swing. Muito dancei eu Kiss And Tell em finais da década de 80!

O mais recente álbum de originais chama-se Olympia. No site oficial é possível ouvi-lo.

Em 22 de Julho de 2010, cumpri o sonho de o ver em palco, com os Roxy Music, em Oeiras. Resta-me dizer que Bryan Ferry completa hoje 66 anos. Parabéns!

sábado, setembro 10, 2011

SIOBHAN FAHEY (53)

Com Keren Woodward e Sara Dallin fundou, em 1982, as Bananarama, muito provavelmente a girl band mais bem sucedida dos anos 80. Em 1988, saiu do grupo para formar com Marcella Detroit as Shakespears Sister cujo êxito foi residual comparado com o do trio anterior. Falo-vos de Siobhan Fahey, a miúda mais gira das três Bananarama. O Dave Stewart (Eurythmics) achou o mesmo e casou-se com ela em 1987, uma ligação que durou nove anos e "produziu" dois filhos. Nesta foto do casamento, dá para constatar que o penteado do Dave ficaria bem em qualquer das três Bananarama. Hoje, Siobhan Fahey completa 53 anos. Parabéns!

CAROL DECKER (54)

Fica o querido leitor desde já a saber que China In Your Hand nunca foi uma canção sobre o país do Mao Tsé Tung ("china" quer dizer porcelana). Depois desta informação que deve ter caído que nem uma bomba nas vossas vidas, cumpre-me assinalar o aniversário número 54 de Carol Decker, a vocalista dos T'Pau, que tinha um vozeirão do catano. De vez em quando, Carol ainda sobe ao palco, em festivais revivalistas, sob a designação da banda que liderou nos anos 80 (já agora, T'Pau era o nome de uma personagem de Star Trek, uma espécie de sacerdotisa nascida no planeta Vulcano). Parabéns, Carol!

quinta-feira, setembro 08, 2011

As capas da escola (parte 2)

A capa apresentada no texto anterior corresponde ao período dos meus 14 anos, mais coisa, menos coisa. Agora, trago-vos uma capa dos meus 15/16 anos. É curioso verificar, passado tanto tempo, que elas mostram fielmente a evolução dos meus gostos musicais enquanto adolescente, da pop para consumo imediato ao rock mais adulto e alternativo.


A frente desta capa é dominada pelos Xutos & Pontapés, com recortes feitos a partir do jornal Blitz. São fotografias, pedaços de texto, uma descrição dos instrumentos usados na altura por Tim, Zé Pedro, João Cabeleira, Kalú e Gui, e uma definição do que é ser punk por Zé Pedro. No fundo da capa coloquei um pensamento retirado dos Pregões e Declarações. Era uma secção que me divertia muito. Lembro-me, por exemplo, das guerras entre metaleiros e rockabillies. Hilariante. Cheguei a escrever para a a secção das mensagens de amor, mas acho que a miúda em causa nem sabia o que era o Blitz...



A contracapa mantém a presença dos Xutos, mas já mostra outras das minhas fixações da altura. Uma delas era a chamada música moderna portuguesa, que eu ouvia via Luso Clube (acho que era assim que se chamava, mas o Jorge aqui pode dar uma ajuda), um programa de rádio sobre a novas tendências do rock português. E ali estão os nomes como Essa Entente, Linha Geral, Mata Ratos, entre outros. Outro destaque da capa é feito aos The Pogues, com Shane MacGowan e as suas cáries em grande estilo. E agora, um desafio: todos os grupos desta capa estão identificados exceto um, logo por cima de Billy Idol. Alguém advinha quem são?


PS - Para ver em pormenor é só clicar na imagem.

As capas da escola


Setembro é mês de regresso às aulas e eu aproveito o facto para lembrar aquele hábito tão saudável e criativo de colar nas capas dos cadernos diários as fotos de tudo quanto era banda, cantor/cantora, retirados da Bravo, essa revista que não fez nada pelo nosso alemão, porque o que interessava mesmo eram as imagens. Tratava-se de coisa muito séria, diria mesmo, um dos mais importantes atos de afirmação pessoal perante a turma e uma ótima estratégia para convencer a miúda da carteira do lado de que éramos mesmo "tótil fixes". O que realmente interessava não era colocarmos lá aquilo que nós ouviamos ou a música de que verdeiramente gostávamos. O importante era seguir a tendência geral e arranjar imagens tão raras quanto possível (o pessoal que tinha jeito para o desenho "faturava" bastante com as miúdas).

Aqui está a frente de uma das minhas capas da escola. Está ali a Sandrinha, o Boss, o Bryan Adams e o Paul Young. A presença dos Modern Talking é um erro de casting, aliás, se repararem bem, existe uma cruz bem marcada por cima da foto deles, o que me iliba de quaisquer juízos de valor sobre os meus gostos musicais. No canto inferior direito, um dos heróis do ténis da altura, o Boris Becker, apesar de o meu ídolo ter sido sempre John Mcenroe. A menina que está descascada na foto a preto e branco é a actriz Apollonia Kotero do filme Purple Rain. Na altura não fazia a mais ínfima ideia de quem ela era, mas achei que a sua inclusão na capa se justificava plenamente.

Qualquer capa que se preze tem o chamado "outro lado da capa". Esta não fugia à regra. Aqui introduzi a paixão pelo "futebol", que era tão importante naquela altura (e ainda é). Eram os tempos de uma super-seleção da Alemanha, em que pontificavam jogadores como Jakobs, Herget e Briegel. Se reparararem, no canto inferior direito falta uma imagem que foi retirada por mim para a incluir numa outra capa. Tratava-se do meu grande ídolo da altura: Madjer. Quem segue minimanente o fenómeno futebolístico sabe de quem estou a falar. Em termos desportivos ainda houve espaço para uma foto do Boris Becker "in action".

A música, claro, volta a fazer parte desta capa, mas com menos destaque. Mesmo assim repetem-se as presenças de Springsteen (eu era doido pelo Born In The USA, álbum) e Paul Young, cujo refrão "Sempre que bazas da minha beira, levas um coche de mim contigo", me fartei de dizer a uma chavala, que nunca me deu troco. Mas adiante. Há ainda espaço para os enormes Tears For Fears, uma das minhas paranóias da altura.

Para terminar, duas referências ao cinema, uma por motivos puramente cinéfilos - Indiana Jones, a grande referência do filme de ação dos anos 80 - e outra por motivos puramente estéticos - Brooke Shields, a grande referência de alguns sonhos erótico-artísticos de muitos adolescentes.

Para juntar dois lados de uma capa, existe sempre uma lombada. Aqui vinham mesmo a calhar uns autocolantezinhos que vinham na Bravo, que funcionavam um pouco como a "chicla" no fundo do gelado Epá. Ora cá estão eles, para completar a apresentação da minha capa escolar de mil novecentos e oitenta e qualquer-coisa... Podem clicar para verem "em maior". Ei, atenção às bocas por causa dos Modern Talking, ok?

quarta-feira, setembro 07, 2011

CHRISSIE HYNDE (60)

Chrissie Hynde fundou os Pretenders em 1978 e desde logo se afirmou como uma das mais carismáticas frontwomen do rock. Ao longo da década de 80, os Pretenders gravaram quatro álbuns e deram-nos canções como Brass In Pocket ou Don't Get Me Wrong. Como curiosidade, refira-se que, de 1984 a 1990, Chrissie foi casada com Jim Kerr (Simple Minds). Em 2007, inaugurou o seu restaurante veganista, ela que é uma empenhada activista dos direitos dos animais. No ano seguinte, os Pretenders lançaram o seu nono álbum de estúdio, intitulado Break Up The Concrete. Hoje, Chrissie Hynde completa 60 anos. Parabéns!

terça-feira, setembro 06, 2011

ROGER WATERS (68)

Olha, olha, que faz um gajo dos anos 60 e 70 num blogue sobre os anos 80? A resposta vem à boleia: The Pros And Cons Of Hitchiking. Esta foi a canção que colocou o fundador dos Pink Floyd no mapa dos anos 80. O LP com o mesmo nome e Radio K.A.O.S. foram os seus dois primeiros álbuns a solo e foram editados nessa mesma década, em 1984 e 1987, respectivamente. Esteve em Portugal em Março deste ano, trazendo até nós a digressão que recupera na íntegra o álbum The Wall, dos seus Pink Floyd. Hoje, Rogério Águas completa 68 anos. Parabéns!

segunda-feira, setembro 05, 2011

Sondagem: qual o melhor single dos Queen nos anos 80?

No dia em que passam 65 anos sobre o nascimento de Freddie Mercury, o Queridos Anos 80 realiza a sondagem que pretende saber qual foi o melhor single dos Queen nos anos 80. São dez canções selecionadas por mim, segundo um critério pessoal, que também tem que ver com o sucesso que estas canções tiveram no top UK singles. Façam o favor de votar na vossa preferida, ali ao lado, na barra lateral. Ou então, na página do QA80 no facebook, onde esta sondagem está a decorrer, também, em paralelo. Façamos, assim, a devida homenagem a um homem que tanto marcou a história da música pop-rock.

A lista das canções a concurso, por ordem cronológica:
another one bites the dust
under pressure
radio ga ga
i want to break free
hammer to fall
one vision
a kind of magic
friends will be friends
who wants to live forever
i want it all

quarta-feira, agosto 31, 2011

A Paixão do Rock - sexta, 2 - V5 bar


Descargas eléctricas. Melodias intemporais. Noite de rock. Apareçam!

playlist temática: covers nos anos 80

A noite de hoje na página do QA80 no Facebook foi animada com algumas das minhas covers preferidas dos anos 80. Entenda-se bem: covers gravadas nos anos 80, cujos originais são de décadas anteriores. São treze canções que, por um motivo ou outro, me dizem muito. Aqui está a lista, por ordem de aparição no mural:

1. The Damned - Alone Again Or
Uma das muitas canções que devo a António Sérgio e ao seu Som da Frente. E um dos telediscos mais bonitos que vi nos anos 80. Os The Damned têm ainda outra versão de que gosto muito: Eloise. O original desta Alone Again Or é dos Love.

2. Heart - Alone
Talvez seja uma surpresa para algumas pessoas o facto de a canção que os Heart popularizaram não ser original deles, mas o original dos I-Ten é tão fraquinho e passou tão despercebido que nem vale a pena perder tempo com ele.

3. Soft Cell - Tainted Love
Esta já é um clássico de dança dos anos 80 e eu não a dispenso nos meus sets de DJ. Os Soft Cell fazem aqui um trabalho, no mínimo, admirável com o original de Gloria Jones.

4. Maxi Priest - Wild World
Acho esta versão de uma frescura tão saudável, tão soalheira, tão mar, praia, que tinha de a incluir. Arriscando ser fuzilado por alguns, afirmo que prefiro mil vezes esta versão ao original do chato do Cat Stevens.

5. Love And Rockets - Ball Of Confusion
Hipnotizante é o adjetivo que me ocorre quando penso nesta versão do original dos The Temptations.

6. Kim Carnes - Bette Davis Eyes
Mais um caso de gritante upgrade em relação ao original. Kim Carnes vai muito bem, ao contrário de Jackie DeShannon, na minha opinião.

7. Siouxsie And The Banshees - Dear Prudence
Os beatlemaníacos que me perdoem (ó prá mim a pôr-me a jeito para um apedrejamento em praça pública), mas o original desta canção é tão chato, tão enfadonho, tão cinzento, que fica a milhas da maravilha em que Siouxsie e os seus Banshees o transformaram.

8. Laura Branigan - Gloria
O original de Umberto Tozzi tem aquela carga dramática que só a língua italiana consegue dar à música, mas a versão da malograda Laura bate aquela aos pontos. Que vozeirão o desta mulher que o destino levou cedo de mais!

9. Roxy Music - Jealous Guy
Eu tenho uma definição para Jealous Guy (e, já agora, mais uma tentativa da minha parte de ser alvo de enforcamento em Auto de Fé): aquela canção chata, cansativa e remelosa de John Lennon que os Roxy Music conseguiram um dia salvar. E não é preciso dizer mais nada. Também gosto muito da versão de In The Midnight Hour.

10. Tina Turner - Let's Stay Together
Pensei em I Can't Stay The Rain, mas prefiro esta. Uma Tina Turner a caminhar para a sua melhor forma de sempre e fazendo inteira justiça ao original, também ele grande, de Al Green.

11. Echo & the Bunnymen - People Are Strange
Para quem, como eu, sempre teve uma aversão especial aos The Doors, acho que já estou a ir longe de mais ao incluir o nome da banda de Jim Morrison neste blogue (neste momento, tenho um navio de guerra a apontar os canhões na minha direção). Gosto muito dos Echo & the Bunnymen e isso é razão suficiente para os incluir aqui.

12. Depeche Mode - Route 66
Os Depeche Mode não sabem fazer música má. Nem sequer música assim-assim. Neles tudo é grandioso, e esta versão não escapa ao paradigma. Bobby Troup, o compositor, e Nat King Cole, a primeira pessoa a gravar a canção, haveriam de gostar desta versão. Quem não gosta?

13. Fine Young Cannibals - Suspicious Minds
Para terminar a lista em grande nível, uma versão excelente do não menos excelente original de Elvis Presley. Os Fine Young Cannibals têm aqui, na minha opinião, um dos pontos mais altos da sua carreira.

segunda-feira, agosto 29, 2011

ELIZABETH FRASER (48)

Elizabeth Fraser tem uma voz que não existe. E, no entanto, ela está lá, nos Cocteau Twins, do magnífico Treasure; no projecto This Mortal Coil, que nos trouxe a etérea e bela versão de Song To The Siren; ou então em diversas colaborações como Ian McCulloch (nos dois primeiro álbuns a solo do vocalista dos Echo & the Bunnymen), Peter Gabriel ou os Massive Attack. Liz Fraser completa hoje 48 anos. Parabéns!

terça-feira, agosto 23, 2011

Nickolas Ashford (1942-2011)

Nickolas Ashford faleceu ontem, aos 69 anos, vítima de doença prolongada. Formou, com a mulher, Valerie Simpson, uma das mais bem sucedidas e duradouras parcerias da música soul (e atrever-me-ia a dizer, da música em geral), principalmente ao nível da composição. Em 2002, o duo entrou para o Songwriters Hall Of Fame, consequência natural de um percurso recheado de tantos e tantos êxitos: Ain't No Mountain High Enough (Marvin Gaye), Reach Out and Touch (Somebody's Hand) (Diana Ross) ou I'm Every Woman (Chaka Khan), só pata referir três exemplos. Como intérpretes, reconhecê-los-emos sempre como a dupla de Solid, canção que conquistou o mundo em 1984, e ainda hoje surge em campanhas comerciais. Apesar do desaparecimento do marido, Valerie continuará certamente a celebrar o amor que os uniu há quase 50 anos. Mais do que nunca: "And now it's solid. Solid as a rock. That's what this love is."

sexta-feira, agosto 19, 2011

JOEY TEMPEST (48)

Rolf Magnus Joakim Larsson completa hoje 48 anos! É verdade, Joey Tempest, o vocalista dos suecos Europe celebra hoje o seu aniversário. O QA80 não podia deixar passar em claro esta data, até porque sou da opinião que todos nós, mais cedo ou mais tarde, devemos enfrentar os nossos fantasmas e encarar de frente os nossos terríveis traumas de infância. Não podemos fugir às evidências: este senhor existiu mesmo e foi vocalista de uma das maiores bandas de pop-metal (isto existe?) à face da terra, os Europe, os tais de The Final Countdown, Rock The Night, Carrie ou Cherokee. Numa entrevista à BBC, nos tempos áureos da banda, Tempest disse que foi buscar o nome artístico ao poema (sic) A Tempestade, de William Shakespeare. Recusou revelar o seu nome verdadeiro, apesar da insistência do jornalista, o qual, por sua vez, não teve a coragem de lhe dizer que A Tempestade não é um poema, mas sim um texto dramático. Questões de literatura inglesa à parte, o certo é que Joey Tempest viveu momentos de glória com os seus Europe, durante os anos 80. Após a separação do grupo, em 1992, Tempest gravou três álbuns a solo. Em 2003, a banda oficializou o seu regresso. Desde então, já editaram três álbuns de originais. É verdade, eles estão aí, e estiveram em Vila Real na semana passada! Parabéns, Joey!

quarta-feira, agosto 17, 2011

MARIA MCKEE (47)

Em 1982, fundou os Lone Justice, banda que gravaria apenas dois álbuns, porém, o suficiente para criar uma espécie de culto em seu redor. Shelter é uma das grandes canções do grupo. No finalzinho da década de 80, lançou o primeiro álbum a solo, do qual fez parte a canção Show Me Heaven (incluída na banda sonora do flop cinematográfico Days Of Thunder, com Tom Cruise). Maria McKee tornou-se ainda célebre por ter escrito A Good Heart, a canção que Feargal Sharkey levou ao primeiro lugar das tabelas de vendas mundiais. E ainda merece referência pela participação na banda sonora de Pulp Fiction. Actualmente, Maria McKee mantém uma carreira de edições a solo regular. Hoje, completa 47 anos. Parabéns!

Madonna: crazy for you!

Ontem foi dia de aniversário da Rainha da Pop e eu lembrei-me de repetir a sondagem - já realizada em 2004, aqui, no blogue - sobre qual a nossa canção preferida de Madonna, nos anos 80, mas, desta vez, na página do Queridos Anos 80 no facebook. Com 65 votantes, os resultados levam-nos rapidamente à conclusão de que a malta gosta é de baladas. Crazy For You e Live To Tell, apenas separadas por um voto, ocuparam as duas primeiras posições, com avanço considerável sobre a terceira classificada, a surpreendente La Isla Bonita. Surpreendente, digo eu, que não esperava uma tão boa classificação desta canção. Mas, se calhar, a sugestão latina, quente, soalheira, que o tema transporta, talvez tenha tido influência, nesta altura, de férias para muita gente, digo eu. Outra surpresa, esta pela negativa, foi a relativa má classificação de Like A Virgin, afinal, a canção que catapultou Madonna para o sucesso mundial. Algumas canções importantes ficaram de fora, tais como Into The Groove, Holiday, True Blue, mas foi uma questão de critério pessoal na elaboração da lista das dez sujeitas a votação. Aqui ficam os resultados e o meu agradecimento a todos os participantes.

1. Crazy For You - 18
2. Live To Tell - 17
3. La Isla Bonita - 8
4. Borderline - 7
5. Like a Prayer e Like a Virgin - 6
7. Papa Don't Preach - 4
8. Open Your Heart - 3
9. Material Girl - 2
10. Who's That Girl - 0

BELINDA CARLISLE (53)


Comecemos pelo mais recente: nos últimos quatro anos, Belinda Carlisle fez parte do alinhamento da Regeneration Tour e do Here And Now, espécies de festival de música 80s que também incluiram nomes como The Human League, Rick Astley, Kim Wilde, ABC, A Flock Of Seagulls e Naked Eyes, entre outros. Para além disso, o seu álbum mais recente, editado em Fevereiro de 2007, tem por título Voilà. Ao fim de 11 anos sem gravar material original, Belinda decidiu-se por um álbum de versões de clássicos... franceses. Não deixa de constituir um passo arriscado por parte de alguém que já perdeu todo o embalo pop dos eighties e se dedicou, nos últimos anos, a participar em concursos televisivos e a aparecer na Playboy. Na semana passada, mais precisamente no dia 11 de Agosto, teve direito, juntamente com as Go-Go's - a banda que ajudou a fundar em 1978 e com a qual se mantém atualmente em digressão - à estrelinha no Passeio da Fama de Hollywood. Belinda Heaven Is a Place On Earth Carlisle faz hoje 53 anos, curiosamente, um dia depois de Madonna completar a mesma idade. Parabéns!

terça-feira, agosto 16, 2011

MADONNA (53)

Escrever sobre Madonna não é fácil. Longe de gerar consensos (e se os gerasse seria mau sinal, digo eu...), Madonna Louise Ciccone  marca de tal forma a década de oitenta (e as seguintes, já agora), que tudo o que eu puder dizer sobre ela saberá sempre a pouco. Não tenho dúvidas de que estamos perante a mulher mais influente na geração de adolescentes dos anos 80, a todos os níveis. OK, deixemos o cinema de lado, arte em que fracassou, acabando também por ser vítima de um tempo em que a indústria não poupava quem, vinda do meio musical, se atrevesse a pisar os mesmos caminhos de deusas sagradas como Meryll Streep, Jessica Lange ou Glenn Close. A sua influência desenhou-se, claro, na música que compôs, cantou e dançou, nas modas que impôs, nos estilos que criou, nas polémicas em que se envolveu. E a presença nas nossas vidas de consumidores de música (mesmo daqueles que nunca gostaram dela) foi tão determinante que, calculo, estaremos a falar dela daqui a 40 ou 50 anos, tal como hoje falamos dos Beatles e de Elvis Presley. Estarei a exagerar?

As minhas memórias de adolescente transportam-me para um concerto da Virgin Tour, que, salvo o erro, a RFM transmitiu em direto e que, na altura, foi gravado por uma prima minha que era fãzérrima da cantora (calculo que ainda seja). Naquele tempo, Madonna era tida para alguns como um fenómeno pop passageiro que o tempo se encarregaria de chutar para canto. Para mim, era apenas uma miúda que cantava Like A Virgin em lingerie num teledisco cheio de sugestões marotas, e Crazy For You, canção que dava muito jeito nas matinés das discotecas... Estávamos longe de imaginar sequer que, passados mais de 25 anos, esta senhora estaria no topo, intocável, e imune às teen-idols do nosso tempo...

Hoje, a Raínha da Pop completa 53 anos. Eu disse 53?

Em Outubro de 2004, o QA80 realizou uma sondagem sobre a melhor canção de Madonna, no período dos anos 80. Os resultados podem ser vistos aqui. O meu voto foi para Live To Tell.

segunda-feira, agosto 15, 2011

MATT JOHNSON (50)

Matt Johnson fundou os The The em 1979 e, até ao presente, foi o único membro permanente da banda (que contou, entre 1988 e 1994, com a presença de Johnny Marr). Soul Mining (1983) é uma pequena maravilha em forma de álbum, incluindo duas grandes canções dos anos 80 - This Is The Day e Uncertain Smile. Recentemente, a canção This Is The Day foi utilizada num anúncio televisivo aos M&M's. Pelos vistos, há um M&M em cada um de nós. Quanto ao Matt, completa hoje 50 anos. Parabéns!


sábado, agosto 13, 2011

FEARGAL SHARKEY (53)

Há 25 anos, Feargal Sharkey cantava "um bom coração, hoje em dia, é difícil de encontrar". As palavras não eram dele, mas sim de Maria McKee, autora da canção. A Good Heart foi o único êxito da carreira do ex-vocalista dos Undertones, e ficou para a eternidade como uma das canções pop mais fortes da década. Este senhor, que foi o vocalista dos Undertones, já trabalhou para o governo inglês e agora está na área dos direitos autorais da música, completa hoje 53 anos. Parabéns!

sexta-feira, agosto 12, 2011

MARK KNOPFLER (62)

Não sou nem nunca fui fã dos Dire Straits, mas tenho o CD de Brothers In Arms (1985), comprado há cerca de quatro anos. Como explicar esta aparente contradição? Não sei, digam-me vocês. Um álbum com temas como So Far Away, Money for Nothing, Your Latest Trick, Why Worry, e o tema-título, Brothers in Arms, tem de ser um grande álbum. E deixei de fora um dos singles de maior sucesso, Walk Of Life, pelo qual não tenho grande simpatia. O vocalista, o já lendário Mark Knopfler, é o homem com o dedo polegar mais talentoso do mundo. Na minha memória de adolescente perdura aquele momento após o telejornal da tarde, em que surgia, creio eu, a informação sobre a bolsa ao som do tema Road, da banda sonora de Cal (1984), uma das várias compostas por Knopfler. No dia em que completa 62 anos só nos resta dar-lhe os parabéns!

Dire Straits - Brothers in Arms por MovieFanQS

quinta-feira, agosto 11, 2011

A Paixão do Rock - V5 - sexta (12/Ago)


A Paixão do Rock volta ao V5 bar pela mão do DJ tarzanboy. É na sexta feira, 12 de Agosto, a partir das 23 horas. Conto convosco! Até amanhã!

tarzanboy - 13.Agosto - Triplex


Vamos então marcar na agenda: dia 13 de Agosto, no TRIPLEX, abrimos espaço ao revivalismo saudável para celebrar a melhor música de sempre.

A Studio Mazz Produções assegura uma noite com os maiores êxitos da pop-rock dos melhores tempos das nossas vidas. Quem esteve nas edições anteriores repete a dose. Quem nao esteve já ouviu falar e promete comparecer. Contamos convosco! Ate sábado!

::::::::::::::::::::::: Entrada: €5 (Consumíveis) :::::::::::::::::::::::::

dj tarzanboy (Queridos Anos Oitenta)
www.facebook.com/queridosanosoitenta
www.queridosanos80.com

Triplex - Avª da Boavista, 911 - Porto
www.triplex.com.pt

terça-feira, agosto 09, 2011

WHITNEY HOUSTON (48)

Whitney Houston dominou o R&B dos anos 80 fundamentalmente graças a um conjunto de baladas épicas que, ainda hoje, fazem furor nos bares de karaoke. Saving All My Love For You, Greatest Love Of All e I Will Always Love You são apenas três exemplos de uma longa lista que pôs à prova a saúde dos nossos tímpanos. A Whitney em versão dançável teve mais piada, na minha opinião, com How Will I Know e I Wanna Dance With Somebody à cabeça.
Sabemos que, nestas coisas do sucesso na música, nem todos têm a capacidade de manter o juízo nas melhores condições e, infelizmente para ela, Whitney foi apenas mais um exemplo desse estereotipo. Como se não bastasse ter casado com o desmiolado Bobby Brown, Whitney meteu-se nas drogas e passou um mau bocado nos anos 90 e parte já da primeira década do século XXI. Quando tudo isso parecia ter sido ultrapassado com o lançamento do álbum I Look To You (2009) e da respectiva digressão mundial que se lhe seguiu, em Maio deste ano, Whiyney voltou à rehab. Pode ser que o exemplo de Amy Winehouse faça alguma coisa por Whitney. Hoje, Whitney Houston completa 48 anos. Parabéns!

domingo, agosto 07, 2011

KRISTIN HERSH (47)

Kristin Hersh é fundadora dos Throwing Muses, banda referência da música indie dos anos 80, da qual fez também parte Tanya Donelly. Iniciou carreira a solo nos anos 90, com a edição do álbum Hips And Makers, uma abordagem mais acústica em relação ao seu trabalho com os Muses.
Em 2010, Kristin lançou o seu livro de memórias, intitulado Rat Girl, no qual aborda fundamentalmente os anos da adolescência e a fase mais embrionária dos Throwing Muses. Ainda nos livros, descobri que Kristin Hersh escreveu e ilustrou um livro infantil chamado Toby Snax, uma tentativa, segundo a autora, de aliviar os problemas sentidos pelo seu filho mais novo (ela tem quatro)em ter de sair de casa e andar em digressões com a mamã. Um espectáculo, esta mamã, não?
Voltando à música, Kristin Hersh, atualmente, faz parte de uma banda de rock alternativo chamada 50 Foot Wave, para além de manter uma agenda preenchida de concertos acústicos e edições em nome próprio (o seu último trabalho chama-se Crooked e foi editado no ano passado). Hoje, Kristin Hersh completa 47 anos. Parabéns!

BRUCE DICKINSON (53)

Há quem diga que os Iron Maiden são a maior banda de heavy-metal do mundo. Eu não tenho opinião formada sobre isso, até porque não sou fã do estilo, mas habituei-me a ouvir falar deles desde a minha adolescência e achava curiosa a personagem do bonequinho assustador que aparecia em todas as capas de discos da banda. Tinha um amigo de escola que adorava o álbum Seventh Son Of A Seventh Son (1988), e fazia questão de o pôr a tocar sempre que ia a casa dele apesar das minha ameaças à sua integridade física. Não era mesmo a minha onda. Bruce Dickinson, o vocalista, completa hoje 53 anos e tivemos oportunidade de o ver, com os seus Iron Maiden, na mais recente concentração motard em Faro. Parabéns!

terça-feira, julho 26, 2011

MICK JAGGER (68)

Mick Jagger faz hoje 68 anos. O tempo passa, mas o homem está aí para as curvas. No caso do vocalista dos míticos Rolling Stones, só se aplica mesmo a primeira parte da frase live fast, die young. Mas o que fez Mick Jagger de tão relevante nos anos 80 que mereça ter aqui lugar de destaque? Para além do trabalho com os Rolling Stones (que não foi pouco), Mick fez umas coisas por sua conta e risco... E não se saiu nada mal. Ora agarrem lá umas datas!

1984
Maio - Gravação com Michael Jackson da canção State Of Shock.

1985
Fevereiro - Lançamento do primeiro álbum a solo, She's The Boss, cujo primeiro single a ser extraído é Just Another Night. O vídeo apresenta Mick em cenas escaldantes com a actriz Rae Dawn Chong. Para ver na barra lateral.
Maio - Lançamento do segundo single, Lucky In Love.
Junho - Gravação com David Bowie de Dancing In The Street.
Julho - Participação no Live Aid, em Philadelphia. Tina Turner junta-se-lhe em palco. Miss Hot Legs é apontada como a mulher que ensinou Jagger a dançar; lançamento do terceiro single de She's The Boss, intitulado Hard Woman.

1987
Março - Mick Jagger grava aquele que irá ser o seu segundo álbum a solo, Primitive Cool.
Setembro - Lançamento do single Let's Work.
Novembro - Lançamento de Throwaway, segundo single a ser extraído de Primitive Cool.

1988
Janeiro - Lançamento de Say You Will, terceiro single a ser extraído de Primitive Cool.
Março - A primeira digressão a solo no Japão, onde os Stones nunca tinham tocado devido à conotação do grupo com as drogas. Acompanha-o nesta digressão o guitarrista Joe Satriani. Tina Turner também aparece num ou dois concertos.
Setembro - Digressão a solo na Austrália, onde toca o original nunca gravado What Kind Of World Is This?


sábado, julho 23, 2011

Há vida para além dos 27

A morte de Amy Winehouse, hoje, surpreende, não tanto pela novidade - no processo de auto-destruição em que se encontrava, era uma questão de tempo... - mas pela coincidência de ter ocorrido aos 27 anos, precisamente a idade com que grandes ícones da música internacional nos deixaram. O peso desta coincidência é tanto que até existe a designação de "Clube dos 27" para este conjunto dos artistas. Nesse "clube" estão, entre outros, Brian Jones (Rolling Stones), Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison e Kurt Cobain. E agora, Amy Winehouse. Com esta morte, lembrei-me das vozes femininas que povoaram os anos 80. E lembrei-me de que os 27 anos não têm de ser - nem devem ser - capítulo final de uma existência. O trabalho que se segue situa algumas das principais vozes femininas dos anos 80 aos 27 anos. Algumas faltarão aqui, mas, para que a lista não se tornasse demasiado longa, impus o critério de que o vigésimo sétimo aniversário teria de ter sido celebrado durante a década dourada da pop, o que, desde logo, eliminou nomes como Tina Turner, Debbie Harry, Kylie Minogue ou Samantha Fox (entre outras).

Aos 27 anos, Adelaide Ferreira vem de editar o seu primeiro álbum, Entre Um Coco E Um Adeus (1986), que inclui temas como Papel Principal e Coqueirando. No ano anterior, tinha vencido o Festival RTP da Canção, com Penso Em Ti, mas na Eurovisão, o tema não fora além do... 18º lugar e último. Entre Um Coco E Um Adeus confirma Adelaide como uma cantora sólida, capaz de suplantar a mera sucessão de singles em que a sua carreira se tinha tornado.

Aos 27 anos, Alison Moyet ganha o Brit Award para Melhor Artista Feminina. Um ano antes, em 1987, lança Raindancing, o seu segundo álbum a solo, que mostra uma sonoridade mais light-pop, já muito distanciada das aventuras electrónicas com Vince Clarke (nos Yazoo). Canções como Is This Love, Weak In The Presence Of Beauty e Ordinary Girl, fazem parte deste álbum, que apenas verá sucessor em 1991 (Hoodoo). Ainda em 1987, Alison Moyet grava Love Letters, uma versão do original de 1945.

Aos 27 anos, Annie Lennox integra os Eurythmics, que acabam de lançar o primeiro álbum, In The Garden. Produzido em parceria com Conny Plank (que já vem do tempo dos The Tourists), In The Garden produz dois singles, Never Gonna Cry Again e Belinda, e tem um desempenho discreto nas tabelas de vendas. O sucesso comercial para os Eurythmics surgirá dois anos depois, com o segundo LP, Sweet Dreams (Are Made Of This).

Aos 27 anos, Belinda Carlisle encontra-se numa fase decisiva da sua carreira musical. As Go-Go's acabam em Maio de 1985 e Belinda inicia, ainda nesse ano, as gravações do seu primeiro álbum a solo, intitulado Belinda (1986). O futuro é uma incógnita (Heaven Is A Place On Earth virá mais tarde), mas as participações de gente como Mick Fleetwood (Fleetwood Mac), Susanna Hoffs (Bangles), Andy Taylor (Duran Duran) e Tim Finn (Split Enz), neste álbum de estreia, asseguram um início auspicioso. Deste álbum são extraídos os singles Mad About You, I Feel The Magic e Band Of Gold.

Aos 27 anos, Cyndi Lauper ainda está longe do sucesso que obterá como cantora a solo. Em 1980, faz parte de uma banda retro-rockabilly chamada Blue Angel, que editam, no mesmo ano, um álbum homónimo, de resto, o único. Deste álbum, fazem parte temas como I'm Gonna Be Strong (gravada, nos anos 60, por Gene Pitney, na sua versão mais conhecida) e Maybe He'll Know (que regravará para o álbum a solo True Colours).

Aos 27 anos, Gloria Estefan faz parte dos Miami Sound Machine, que lançam, em Agosto de 1984, o primeiro álbum cantado em inglês, de uma carreira que, até então, apenas tinha como alvo a comunidade latina de Miami e arredores. Este álbum inclui Dr. Beat, uma cançãozinha tão irritante quanto o airplay que teve, na altura, por tudo quanto era rádio.

Aos 27 anos, Kate Bush prepara-se para lançar Hounds Of Love (1985), o quinto álbum da sua carreira e aquele que virá a constituir-se como o seu mais bem sucedido trabalho em termos comerciais. Em 2002, a revista Q considera-o mesmo o terceiro melhor álbum feminino da história da música. Dele fazem parte temas como Running Up That Hill, Hounds Of Love e Cloudbusting.

Aos 27 anos, Kim Wilde grava Close (1988), o seu sexto álbum, que inclui um dos seus mais bem sucedidos singles de sempre, You Came. Produzido por Ricky Wilde (irmão de Kim) e Tony Swain, Close é o último álbum em que Marty Wilde (o pai) participa como compositor. Este LP produz os singles Hey Mister Heartache, You Came, Four Letter Word, Love In The Natural Way e Never Trust a Stranger.

Aos 27 anos, Madonna vem da sua primeira digressão, a Virgin Tour, que promove os primeiros dois álbuns, Madonna (1983) e Like A Virgin (1984), e se estende pelos Estados Unidos e Canadá (apesar de, inicialmente, ter sido planeada como mundial). Lembro-me de uma prima ter gravado um dos concertos, que passou numa rádio portuguesa (RFM? Já havia?), e de termos devorado aquilo nas férias. Na altura, não havia qualquer hipótese de as imagens chegarem até nós, mas, pelos relatos, soubemos que foi um sucesso de bilheteira. Mal sabíamos nós que madonna estava ainda no dealbar de uma carreira a todos os títulos única na história de música pop...

Aos 27 anos, Nena vê o seu projecto como banda chegar ao fim, dando início a uma carreira a solo que nunca virá a recuperar o sucesso mundial de 99 Red Balloons. Na Alemanha, será sempre muito grande.

Aos 27 anos, Pat Benatar está no início da sua carreira a solo, com álbum de estreia editado em Outubro de 1979, e preparando-se para lançar aquele que será o álbum de maior sucesso comercial da sua carreira: Crimes Of Passion. Este LP inclui Hit Me With Your Best Shot e Wuthering Heights, numa versão do original de Kate Bush.

Aos 27 anos, Paula Abdul goza ainda os dividendos de um álbum de estreia, Forever Your Girl (1988), que produziu seis singles e a consituiu como um fenómeno na música pop de dança americana. Straight Up, Forever Your Girl e Opposites Attract são alguns dos temas deste álbum.

Aos 27 anos, Sade Adu vence um Grammy para Melhor Novo Artista, e encontra-se em digressão mundial (a sua primeira) para promoção de Promise, o segundo álbum da banda (que tem o seu nome). Com dois álbuns na carteira, Diamond Life e Promise, Sade Adu é, aos 27 anos, uma das maiores artistas britânicas dos anos 80, preparando-se para gravar Stronger Than Pride, o seu terceiro LP.

Aos 27 anos, Sandra encontra-se a promover o seu terceiro álbum, Into A Secret Land (1988), do qual são extraídos cinco singles: Heaven Can Wait, Secret Land, We'll Be Together, Around My Heart e La Vista De Luna. Produzido pelo marido, Michael Cretu, Into a Secret Land antecede Paintings In Yellow, que será editado em 1990. Nesta altura já vão longe os tempos de Maria Magdalena ou In The Heat Of The Night, pelo que estes álbuns me passam completamente ao lado.

Aos 27 anos, Sheena Easton já conta com sete álbuns. A sua carreira atravessa alguma indefinição, o que a leva a optar pela música de dança, em detrimento da pop que lhe tinha granjeado sucesso no início da década. Em 1986, prepara-se para gravar No Sound But A Heart, o seu oitavo longa-duração. No ano seguinte, voltará à ribalta pela mão de Prince (U Got The Look).

Aos 27 anos, Siouxsie Sioux lança, com os Banshees, o sexto LP da banda, Hyaena (1984), que inclui Dazzle, Swimming Horses e, na edição americana, a fantástica versão de Dear Prudence (The Beatles). Paralelamente, mantém em actividade os The Creatures, com Budgie (baterista dos Banshees), com quem lançou, em Maio de 1983, o primeiro álbum.

Aos 27 anos, Suzanne Vega aprecia, certamente, a forma entusiástica como a crítica e o público acolheram o seu álbum de estreia (1985), que contém pérolas como Marlene On The Wall, Cracking e The Queen And The Soldier. Nesta altura, estará já em processo de composição dos temas que farão parte de Solitude Standing, o segundo LP, a lançar no ano seguinte.

Aos 27 anos, Tracey Thorn tem já uma carreira consolidada com os Everything But The Girl, que se preparam para lançar The Language Of Life (1990). Este é o quinto álbum do projecto que surge em 1982 com Tracey e Ben Watt, o seu companheiro de sempre.

sexta-feira, julho 22, 2011

Playlist temática: títulos começados por "don't"

A playlist temática de hoje apresenta um conjunto de canções cujos títulos remetem para uma ordem, um pedido ou um conselho e têm como característica comum serem iniciados pela palavra "don't". Todos? Não. Na verdade, de todos estes títulos, apenas o dos Human League não encaixa no perfil. É mais uma pergunta angustiada de quem se sente rejeitado. Ainda assim, incluí-o na listagem porque está lá o "don't" obrigatório no início. Esta lista é limitada, por isso peço a vossa colaboração no sentido de a ampliar.


human league - don't you want me
yazoo - don't go
simple minds - don't you forget about me
glass tiger - don't forget me when i'm gone
police - don't stand so close to me
ub40 - don't break my heart
vaya con dios - don't cry for louie
journey - don't stop believin
communards - don't leave me this way
everything but the girl - don't leave me behind
voice of the beehive - don't call me baby
pretenders - don't get me wrong
bobby mcferrin - don't worry be happy
peter gabriel & kate bush - don't give up.
ken lazlo - don't cry
isley brothers - don't say goodnight (it's time for love)
crowded house - don't dream it's over
fine young cannibals - don't look back
danger danger - don't walk away
dennis edwards - don't look any further
matt bianco - don't blame it on that girl
johnny hates jazz - don't say it's love

Apareçam amanhã, depois do jantar, no mural do Queridos Anos 80 no facebook. Esta playlist vai passar. Vemos os telediscos e trocamos cromos. E, como de costume, divertimo-nos a valer! :)

sexta-feira, julho 15, 2011

Ian Curtis (15.07.1956)


Se fosse vivo, completaria, hoje, 55 anos. Como seria a música com os Joy Division? Como seria a música sem os New Order?