segunda-feira, julho 09, 2012

JIM KERR (53)

Nunca vi em Jim Kerr um cantor tecnicamente dotado, daqueles que são quase infalíveis ao vivo. No entanto, posso assegurar-vos que estamos perante um dos meus ídolos de infância, porque o vocalista dos Simple Minds tinha (e tem) aquilo que falta a muito bom cantor que anda por aí: presença (ou, se quiserem, carisma). Depois, há as canções. Someone Somewhere in Summertime, Don't You (Forget About Me), Alive And Kicking, Sanctify Yourself, entre muitas outras. Este escocês, que completa hoje 53 anos, foi casado com Chrissie Hynde (1984-1990) e com Patsy Kensit (1992-1996), duas cantoras de estilos completamente diferentes. Pudemos vê-lo, a ele e aos Simple Minds, há sensivelmente seis anos, num concerto realizado em Cantanhede, no âmbito da EXPOFACIC. Em 2008 celebraram 30 anos de carreira com uma grande digressão. O último álbum da banda chama-se Graffiti Soul. Quanto a Jim, lançou em 2010 o seu primeiro registo a solo: Lostboy! AKA Jim Kerr. No ano passado, lançou dois singles. Parabéns, Jim!

domingo, julho 08, 2012

ANDREW FLETCHER (51)

Andy Fletcher, natural de Nottingham e membro fundador dos Depeche Mode (uma das maiores bandas à face da Terra, caso ainda não se tenham apercebido), completa hoje 51 anos. Parabéns!
Apesar de nunca ter composto qualquer canção nos Depeche Mode e de a sua figura não ter o mesmo relevo mediático que Gore e Gahan, Andy Fletcher é uma espécie de consciência do grupo, alguém que possibilita o equilíbrio que nem sempre foi fácil entre Gore e Gahan... A importância de Fletcher estende-se ainda à gestão dos negócios da banda e à comunicação com os media.
Os momentos de paragem criativa dos Depeche Mode dão oportunidade aos seus membros de se envolverem em projetos a solo. Fletcher tem-se dedicado à atividade de DJ. A sua actividade musical esteve ligada também ao duo feminino Client, que passou por Portugal no Festival Dunas de S. Jacinto, em julho de 2003. As Client foram a razão da criação da editora Toast Hawaii, que agora se mantém um pouco adormecida. Mais uma vez, parabéns Andy!

quinta-feira, julho 05, 2012

HUEY LEWIS (62)

Huey Lewis faz-me lembrar aquele tio que nos visita de meio em meio ano e traz sempre uma namorada nova debaixo do braço. Tem aquele ar maroto e traquina, mas em quem podemos confiar. Esforça-se por manter uma aparência jovem, abusando da ganga e das sapatilhas, e dá-nos conselhos sobre a difícil arte de seduzir a miúda da carteira do lado. Gostamos do tio Huey, portanto.

Com os The News deixou marca no rock americano dos anos 80 com temas como If This Is It, Stuck With You, e obviamente, The Power of Love, a canção que os catapultou para a fama mundial, em grande parte graças ao filme Regresso Ao Futuro. O seu percurso na década de 80 ficou ainda marcado por uma questão judicial, quando pôs um processo a Ray Parker Jr por este ter alegadamente plagiado I Want A New Drug com o tema principal do filme Ghostbusters. A mim parece-me descarada a colagem. Vejam por vocês mesmos: aqui e aqui.

Os Huey Lewis and the News continuam a tocar ao vivo, e gravaram o seu nono álbum de estúdio em 2010, Soulsville, depois de um hiato de quase dez anos.

Hoje, Huey Lewis completa 62 anos. Parabéns, tio Huey!

quarta-feira, julho 04, 2012

Echo & the Bunnymen em V. N. de Gaia

Foi com uma magnífica vista sobre o rio Douro e a cidade do Porto como pano de fundo que os Echo & the Bunnymen regressaram aos palcos portugueses, trinta anos depois de terem atuado em Vilar de Mouros. A noite estava fria, mas o recinto na Serra do Pilar quase encheu com uma multidão de indefetíveis da onda rock alternativa dos anos 80. Da banda original restam Ian McCulloch e Will Sergeant, a força motriz da banda que, nos anos 80, contava ainda com Les Pattinson (agora membro dos Wild Swans) e Pete de Freitas (falecido em 1989).
Para mim, foi o completar de mais uma etapa dessa tarefa árdua de ainda conseguir ver ao vivo uma série de bandas que povoaram a minha adolescência. Por isso é fácil imaginar a alegria que me encheu a alma no sábado ao ver os Echo & The Bunnymen - estão naquele patamar onde convivem bandas como os The Smiths, os Jesus And Mary Chain ou os The Sound - desfilarem uma série de músicas que fazem parte da banda sonora da minha vida. De Do It Clean a The Cutter, passando por Bring On The Dancing Horses, The Killing Moon e Seven Seas, a setlist centrou-se no catálogo das banda dos anos 80 e a malta não se queixou. A voz de Ian McCulloch permanece angelical, como se o tempo não quisesse nada com ela, e o senhor até se mostrou mais comunicativo do que eu julgava. A setlist completa pode ser vista aqui. Para mais fotos, visitem a página do facebook do Queridos Anos 80.

segunda-feira, junho 25, 2012

GEORGE MICHAEL (49)

George Michael faz hoje 49 anos. Para mim, uma das grandes vozes da pop dos anos 80, e, atrever-me-ia a dizer, da música de sempre. Ao lado de Andrew Ridgeley deixou a sua marca em muitas paredes de quarto de meninas adolescentes, fazendo dos Wham um dos maiores fenómenos musicais da década. Quando a fórmula se esgotou, George Michael encetou uma carreira a solo com o álbum Faith (1987), do qual fazem parte clássicos como Father Figure, I Want Your Sex, Kissing A Fool, entre outros. Até ao presente, a sua discografia compreende os seguintes álbuns (sem contar com as compilações e o Five Live, no tributo a Freddie Mercury): Faith (1987), Listen Without Prejudice (1990), Older (1996), Songs From The Last Century (1999), Patience (2004).

Os anos 90 não foram fáceis para o cantor. O conflito desgastante com a Sony, a morte do seu companheiro, a detenção por atentado ao pudor, as múltiplas questões com os media e a sua orientação sexual, a morte da sua mãe, enfim, um sem-número de situações que fizeram da vida de Georgios-Kyriacos Panayiotou algo que certamente ele não planeara.

Em 12 de Maio de 2007, abriu a digressão Twentyfive em Portugal, no Estádio de Coimbra, naquele que foi um concerto memorável. Para quando o regresso? E para quando novo álbum? Já lá vão 8 anos!

terça-feira, junho 19, 2012

PAULA ABDUL (50)

E lá voltamos nós ao lugar comum do Vinho do Porto... Não sei se a Paula Abdul alguma vez bebeu do néctar produzido na maravilhosa região do Douro, mas olhando-se para ela tem-se a certeza que, quanto mais velha... melhor. A miúda de Straight Up (1988) e Rush Rush (1991) teve uma carreira musical curta, por isso foi obrigada a procurar a felicidade noutro sítio. Encontrou-a na televisão, como elemento do júri de American Idol, programa que deixou em 2009. E em Setembro de 2011, voltou a sentar-se ao lado do irascível Cowell para a versão americana de The X Factor. E agora, uma curiosidade: foi Paula Abdul quem coreografou o teledisco de Alone, dos Heart. Hoje, Paula faz 50 anos. Parabéns!

segunda-feira, junho 18, 2012

PAUL MCCARTNEY (70)

De Paul McCartney no anos 80 há mesmo muita coisa a dizer, só que não tenho pachorra para lhe dedicar um texto longo. Pá, é assim, tipo, 'tão a ver... não gosto do gajo, "prontos". Mas reconheço que sem ele as coisas seriam diferentes. Como, não sei, mas seriam diferentes de qualquer maneira. Assim de repente, quando penso no que ele andou a fazer nos anos 80, vêm-me à mente cinco canções:

1. Ebony & Ivory (1982), em dueto com Stevie Wonder. Uma canção bonitinha e ideal para abordar a temática "todos diferentes todos iguais". Fez parte do aclamado álbum Tug Of War, que se fartou de ganhar prémios.
2. The Girl Is Mine, em dueto com Michael Jackson, muitos anos antes de se saber que afinal, do ponto de vista de Jackson, o título deveria ser "The Boy Is Mine".
3. Say Say Say, em dueto com... Michael Jackson (outra vez!), cujo teledisco, se não me engano, mostrava-os a fazerem de uma espécie de saltimbancos trafulhas (esta palavra estranha quer dizer trapaceiros). Esta música fez parte de mais um álbum de sucesso, The Pipes Of Peace, cujo tema-título também provou do néctar do êxito (que linda metáfora...). O teledisco até ganhou um prémio.
4. No More Lonely Nights, canção que fez parte da banda sonora do filme Give My Regards To Broad Street (1984), um completo falhanço, apesar de nele figurarem McCartney, Ringo e as suas respetivas esposas. Ah, e ainda atores "a sério" como Bryan Brown e Tracey Ullman.
5. We All Stand Together, aquela musiquinha infantil que nos levava a fazer figuras tristes quando nos púnhamos a cantar "Pom, pom, pom, aíã! pom, pom, pom, aíã!" O teledisco era cómico.

Hoje, Paul completa 70 anos! Parabéns!

sábado, junho 16, 2012

LENA D'ÁGUA (56)

Lena D'Água faz parte, com Adelaide Ferreira e Xana (Rádio Macau) da santíssima trindade feminina da pop-rock portuguesa dos anos 80. Apesar de ter começado na música e no teatro nos anos 70, é com os Salada de Frutas e com o single Robot que vê o seu nome reconhecido em termos nacionais, um nome com um peso futebolístico já de si a não menosprezar, uma vez que o seu pai é José Águas, antiga glória do Benfica. A experiência seguinte chamou-se Banda Atlântida, sempre ao lado do produtor e compositor Luís Pedro Fonseca. Canções como Vígaro Cá Vígaro Lá, Perto de Ti, No Fundo Dos Teus Olhos De Água ou Jardim Zoológico fazem parte da fase pop-rock despretensioso que recordo com mais carinho. A fase de Sempre Que O Amor Me Quiser ou Dou-te Um Doce é menos interessante, ainda que seja a que maior sucesso comercial lhe trouxe. Hoje, Lena D'Água completa 56 anos. Parabéns!

quinta-feira, junho 07, 2012

PRINCE (54)

Há muitas palavras para qualificar Prince, mas só uma resume tudo aquilo que ele é na música dos anos 80: génio. Já exigiu ser conhecido por um símbolo, pela expressão The Artist Formerly Known as Prince, ou simplesmente por The Artist, pelo nome Victor, e nunca se sabe quando inventará outra. Para o comum amante da sua música, ele será sempre Prince, a designação sob a qual temas como Purple Rain, When Doves Cry ou Kiss viram a luz do dia. Não há muito que se possa dizer de Prince que já não se saiba. Editou o primeiro disco, For You, em 1978, e, mais de 30 anos depois, continua a editar regularmente. Todos sabemos que nem tudo na discografia de Prince vale a pena e que há momentos de alguma letargia criativa (principalmente a partir de Diamonds And Pearls). Mas o que de bom ele nos trouxe, e foi muito, faz dele um dos ícones incontornáveis da música pop de sempre. E os seus últimos álbuns são, na minha opinião, muito bons! O homem que há dois anos passou pelo Super Bock Super Rock completa hoje 54 anos. Parabéns!

terça-feira, junho 05, 2012

RICHARD BUTLER (56)

Richard Butler é o vocalista de uma das bandas mais apaixonantes dos anos 80, os Psychedelic Furs. Conquistaram-me a partir do álbum Mirror Moves, e, com Pretty In Pink, da banda sonora do filme homónimo, atingiram um reconhecimento mais alargado. A voz de Butler foi elemento distintivo numa banda que nunca hesitou em fazer-se acompanhar de um saxofone quente e melodioso. O último álbum de originais data de 1991 e contém o magnífico Until She Comes. Em 2001, a banda voltou a reunir-se e tem dado concertos por esse mundo fora, tendo mesmo contemplado Portugal com a sua presença há dois anos. Pelo meio, Richard Butler editou o seu primeiro registo a solo, homónimo, em 2006, e é senhor de uma carreira com sucesso na pintura (o quadro que figura na capa do seu álbum a solo é da sua autoria). Hoje, completa 56 anos. Parabéns!

sexta-feira, junho 01, 2012

ALAN WILDER (53)

Este senhor substituiu Vince Clarke quando este saiu dos Depeche Mode. Jamais iremos saber como seriam os DM se Clarke não tivesse saído. Mas sabemos que, com Alan Wilder, os DM formaram uma das maiores bandas de sempre. Pelo menos esta é a opinião do corpo redatorial do Queridos Anos 80, que é composto, como todos sabem, pela minha pessoa.

Alan Wilder sempre foi o músico mais experiente dos Depeche Mode e o único que, na realidade, teve aulas de piano. De 1983 a 1993, Wilder tocou sintetizador, fez segundas vozes (atenção à versão ao vivo de Everything Counts, no 101) e foi o responsável pelos efeitos sonoros e lado mais técnico do som da banda. Apesar de toda a tarefa de composição estar entregue a Martin Gore, ainda sobrou espaço para Wilder compor algumas canções, entre as quais Get The Balance Right (83), Work Hard (83), And Then... (83) e If You Want (84). Na digressão de Songs Of Faith And Devotion, Wilder surpreendeu ao aparecer a tocar bateria, mas após o final da digressão, saiu da banda. Não considero que a sua saída tenha causado grandes danos artísticos ao grupo (Gore continuou a compor como ninguém, Gahan a cantar bem e Fletcher... bem, Fletcher é Fletcher), mas perdeu-se um pouco aquele lado mais experimentalista que algumas canções apresentavam.

Em 1986 iniciou o seu projecto pessoal, Recoil. Alan Wilder completa hoje 53 anos. Parabéns!

domingo, maio 27, 2012

SIOUXSIE SIOUX (55)

A mulher mais carismática da música alternativa dos anos 80 faz hoje anos. Siouxsie Sioux (Susan Janet Ballion), a vocalista dos Siouxsie and the Banshees (e dos Creatures) completa hoje a bonita idade de 55 anos. Há tantos momentos bons desta diva dark nos anos 80 que é difícil selecionar os meus preferidos. Assim de repente, Israel ao vivo (álbum Nocturne), Cities In Dust, Candy Man, This Wheel's On Fire, The Killing JarThe Last Beat Of My Heart,... Parabéns!

terça-feira, maio 22, 2012

MORRISSEY (53)

everyday is like sunday, everyday is silent and grey

Morrissey completa hoje 53 anos. Vocalista dos The Smiths, foi uma das principais referências, senão a principal, da indie-pop-rock dos anos 80.

Steven Patrick Morrissey nasceu em Manchester, em Inglaterra. Aos 18 anos foi presidente do clube de fãs inglês dos New York Dolls. Desenvolveu também uma espécie de culto pela figura de James Dean, que culminou na autoria do livro James Dean Is Not Dead. Em finais dos anos 70 cantou numa banda chamada Nosebleeds, mas foi em 1982, quando conheceu o guitarrista Johnny Marr, que o seu futuro - e já agora o da música - ficou decididamente marcado. Começaram a escrever canções juntos e, em 1983, lançavam o single Hand In Glove, sob a designação de The Smiths. A partir daí foi todo um percurso de talento, culto e polémica. Em 1987, lançaram o seu último álbum de estúdio, Strangeways, Here We Come, após o qual, Marr deixou o grupo em conflito aberto com Morrissey.

O ano de 1988 marca o início da carreira a solo de Morrissey, já depois da dissolução dos The Smiths. Os dois singles que lançou nessa altura depressa se constituíram como duas das mais belas composições pop de sempre. Chamam-se Suedehead e Everyday Is Like Sunday. O álbum de estreia, Viva Hate, foi a melhor resposta de Morrissey àqueles que vaticinavam o seu fracasso sem a "muleta" Marr. Produzido por Stephen Street e contando com Vini Reilly (Durutti Column) na guitarra, Viva Hate revelou a face mais pop de Morrissey e até incluiu a presença do sintetizador, instrumento maldito para os The Smiths. Antes do final da década, surgiu o single The Last Of The Famous International Playboys, mais uma pérola pop, enriquecida por um dos títulos mais mordazes da música, na minha opinião.

Durante a década de 90, Morrissey teve dificuldades em atingir o nível de Viva Hate. Teríamos de esperar até 2004, ano em que surgiu aquele que é, para mim, um dos melhores álbuns de todos os tempos: You Are The Quarry. Logo de seguida, quase sem que contássemos, surgiu Ringleader Of The Tormentors, na minha opinião não tão forte como o seu antecessor. 2009 viu a edição de Years Of Refusal, álbum cuja capa fica para a história como uma das melhores que a indústria musical já viu. Ora vejam. Aos 53 anos, ele parece estar na melhor forma de sempre, e prepara-se para visitar o nosso país, no Cascais Music Festival, no dia 24 de julho. Eu juro que vou fazer tudo para estar lá! Parabéns, Moz!

segunda-feira, maio 14, 2012

IAN ASTBURY (50)

Considero o álbum Love (1985), dos The Cult, como um dos meus preferidos da década de 80. É um álbum rock que ouço com prazer do início ao fim, aqui e ali pincelado com uma vertente gótica que eles abandonariam no álbum seguinte, o poderoso Electric (1987). Ian Astbury, o vocalista, sempre foi uma personalidade algo enigmática para mim e apesar dos rumores sobre as suas más prestações ao vivo (pelo menos inferiores aos registos em estúdio), lamento o facto de nunca os ter visto ao vivo. E oportunidades não faltaram. Creio que, agora em 2012, no Festival Marés Vivas, finalmente terei oportunidade de colar este cromo na caderneta dos meus concertos. Entretanto, o último álbum está aí a rebentar e chama-se Choice Of Weapon. Ian Astbury, que "fez" de Jim Morrison aqui há uns anos, completa hoje 50 anos. Parabéns!

quinta-feira, maio 10, 2012

BONO (52)

Parabéns, Paul Hewson! Um grande cantor, uma grande figura, enfim, um ícone enorme da música pop-rock. O vocalista dos U2 faz hoje 52 anos. O ex-Presidente americano,George W Bush, associa-se ao Queridos Anos 80, numa homenagem singela ao vocalista dos U2:

sábado, maio 05, 2012

Sétima Legião na Casa da Música

O concerto da Sétima Legião em Lisboa deve ter acabado há alguns minutos e eu só lá não estou porque a crise não deixa. Esta crise que está a dar cabo das nossas finanças e nos impede de vivermos a vida na plenitude. Como, por exemplo, ir a Lisboa ver, outra vez, uma das bandas da minha vida.
Estive na Casa da Música no domingo passado, na companhia de um amigo de sempre, com quem tinha visto a Sétima em 1991, no Coliseu do Porto, num concerto que teve a primeira parte a cargo dos Diva. Quase vinte anos depois, este concerto soube-me a reencontro de melhores amigos, de gente que não se vê há uma porrada de anos, mas que sempre esteve perto, connosco, sempre nos acompanhou. A Sétima Legião reencontrou-se e reencontrou-nos, aos fãs, aos seus admiradores. E aquelas canções continuam bem vivas, bem fortes, com uma pujança admirável, própria das canções intemporais e incríveis. Porque aquelas canções são incríveis de belas. As melodias, os arranjos, as letras do Francisco, a voz nostálgica do Pedro, o acordeão do Gabriel, a gaita de foles do Paulo, tudo concorre para uma harmonia em palco que é única na música portuguesa.
E saímos de lá de alma cheia, com um sorriso da orelha a orelha, e com vontade de os ver outra vez o mais rapidamente possível, de os acompanhar para todo o lado, e, claro, de comprar a reedição da discografia que vem aí, que incluirá o DVD do concerto que a RTP2 transmitiu na altura (podem encontrar na página do Queridos Anos 80 no You Tube, excertos deste concerto que eu coloquei a partir de uma velhinha cassete VHS). Entretanto, já foi anunciada uma nova data para o Porto - 11 de outubro - desta feita para o Coliseu. A Casa da Música oferece outras garantias de qualidade sonora, mas será no Coliseu que o verdadeiro ambiente "Sétima Legião" fará sentido, livre de cadeiras que só atrapalham na hora de saltar e dançar.

sábado, abril 21, 2012

ROBERT SMITH (53)

Robert Smith é um herói na educação musical de qualquer adolescente de bom gosto nos anos 80. Acima dele e dos The Cure talvez apenas Morrissey e os The Smiths (e esta discussão é capaz de fazer muitas baixas dos dois lados da barricada...). Cabelos desgrenhados, baton propositadamente borratado, pose desleixada, sapatilhas sem atacadores – Robert Smith foi, é e será uma figura marcante, incontornável da história da música pop.

Robert James Smith completa hoje 53 anos. Nasceu em Blackpool, Inglaterra, a 21 de Abril de 1959. Os pais chamam-se Rita e Alex. Robert tem duas irmãs e um irmão, mas não usam o mesmo tipo de penteado. Aos 14 anos conheceu a mulher da sua vida, Mary Poole, com quem se casou em Agosto de 1988. Parece que são muito felizes e tomaram a decisão de não ter filhos.

Em 1976, com apenas 17 anos, formou os Easy Cure, que depois passariam simplesmente a The Cure. Robert Smith achou que Easy Cure soava demasiado a uma banda hippie.

Fez parte dos Siouxsie & the Banshees entre 1983 e 1984 e formou com o baixista Steve Severin e a vocalista Jeanette Landray o projecto The Glove, que deu origem a um álbum intitulado Blue Sunshine.

Robert Smith tem fama de gostar da pinga. Aliás, é conhecida a sua tendência, pelo menos, enquanto era mais novo, de tocar sob a influência do álcool. Isto, de resto, ajudava-o a ultrapassar um dos seus grandes medos: o medo do palco.

Os The Cure já atuaram em Portugal uma meia dúzia de vezes e preparam-se para nos visitar no Optimus Alive deste ano. Vamos lá ver se é desta que os vou ver!

segunda-feira, abril 09, 2012

SHE WANTS REVENGE em Portugal

Os SHE WANTS REVENGE tocam a 15 de junho no HARD CLUB (Porto) e a 16 de junho no espaço TMN AO VIVO (Lisboa). E o que é que estes norteamericanos, já com três álbuns em carteira, têm que ver com os QUERIDOS ANOS 80? Muito, digo eu, uma vez que a sua sonoridade vai beber a monstros sagrados do pós-punk dos anos 80 como Chameleons, The Sound, The Cure, Joy Division ou New Order... Por isso, um concerto a não perder! Bilhetes já à venda. Toda a info em: http://www.soundfactory.org/

sábado, abril 07, 2012

JOHN OATES (63)

John Oates pode ter perdido a bigodaça farfalhuda, mas não perdeu aquele ar desconfiado de quem se prepara para nos fazer a folha a qualquer momento. E com uma ponta-e-mola para facilitar as coisas. São já 63 anos para a outra metade da dupla Hall & Oates, responsável pelo tema Maneater. Esta dupla continua em intensa atividade como se pode verificar na página oficial. Parabéns, pá. E anima-te!

segunda-feira, abril 02, 2012

KEREN WOODWARD (51)

Esta era a morena ou a ruiva (depende da época) das Bananarama. Agora, está loura. E casada com o Andrew Ridgeley, dos Wham. Em 2005, juntou-se a Sara Dallin e fez renascer as Bananarama, agora como duo. Em 2009 lançaram o décimo álbum de originais, com o título Viva. E estão aí para as curvas. Keren faz hoje 51 anos. Parabéns!