sexta-feira, agosto 17, 2012

MARIA MCKEE (48)

Um dos visitantes assíduos da página do Queridos Anos 80 no facebook escreveu, hoje de tarde, que em 1985 se apaixonou pela capa do LP de estreia dos Lone Justice. Caro Rodrigo, como eu te compreendo. Não se pode dizer que os Lone Justice tenham sido uma banda influente dos anos 80, mas que tiveram em Maria McKee uma das vocalistas mais bonitas da década, lá isso tiveram. Antes que me comecem a apelidar de machista superficial e coisas do género, devo dizer que também gosto da música dos Lone Justice. Sweet Sweet Baby e Shelter são grandes canções. Gosto particularmente da segunda, que fez parte do álbum com o mesmo nome.
Neste momento, Maria McKee está envolvida no filme After The Triumph Of Our Birth, realizado pelo marido, Jim Akin, com estreia agendada para setembro. Maria McKee faz parte do elenco e, claro, contribuiu com a música. Podemos ver a preview aqui.
Hoje, Maria McKee completa 48 anos. Parabéns!

quinta-feira, agosto 16, 2012

JAMES "J.T." TAYLOR (59)

Quando James "J.T." Taylor entrou para os Kool & The Gang e assumiu a função de vocalista, em 1979, já a banda tinha um percurso de respeito de mais de dez anos de existência. Para um adolescente nos anos 80 como eu, que pouca ou nenhuma atenção tinha dado aos seventies, é natural que a fase de JT tenha sido a mais marcante, até porque temas como Ladies' Night, Celebration, Fresh e a balada Cherish tiveram muito air play nas rádios da altura, sem falar das pistas de dança, que os passavam insistentemente (e ainda passam...).
Os Kool & The Gang ainda existem, mas JT já não faz parte. O cantor, que foi professor antes de assumir a música como profissão, tem uma carreira a solo com quatro álbuns em carteira, o último dos quais editado no ano 2000. O sítio oficial do cantor dá conta do lançamento do single Showdown, em maio de 2011, canção que faria parte de um próximo álbum do qual ainda nada se sabe.
Hoje, JT Taylor completa 59 anos. Parabéns!

MADONNA (54)

Os últimos tempos de Madonna têm sido ocupados basicamente com duas tarefas: (1) promover o álbum MDNA, que saiu em março deste ano e (2) arranjar confusão aqui e ali.
A mim faz-me alguma espécie quando um artista começa a ser falado tanto pela música que faz como pela polémica que gera. Não sei se Madonna está numa fase "desesperadamente procurando problemas" ou se as perspetivas de vendas do seu álbum não são as melhores, o que é certo é que a rainha da pop tem visto o seu nome envolvido em algumas questões políticas. E só no espaço de um mês temos duas bem fresquinhas.
Em 14 de julho, a Frente Nacional, partido francês de extrema-direita, anunciou que ia processar a cantora, depois de, no concerto em Paris, ter surgido no ecrã gigante a foto de Marine LePen, a líder do partido, com uma cruz suástica colocada sobre a face. Já este mês, foi a vez das autoridades russas terem sido alvo da cantora: em pleno concerto em Moscovo, Madonna pediu a libertação das Pussy Riot, uma banda punk feminina que, em fevereiro, escolheu uma igreja ortodoxa para protestar contra a reeleição de Putin. Resultado: todas na prisão. Ainda hoje, li um artigo de opinião no Moscow Times, em que o autor arrasa Madonna e aquilo que, na sua opinião, está por detrás disto tudo: a máquina propagandística ocidental anti-rússia, liderada pelos media.
Onde fica a música, no meio disto tudo, pergunto eu? Obviamente que fica no lugar onde a quisermos colocar, mas será necessário todo este ruído lateral para se chegar ao que é realmente essencial?
Madonna completa hoje 54 anos. Parabéns!

quarta-feira, agosto 15, 2012

MATT JOHNSON (51)

Dos The The tem-se ouvido falar pouco - ou quase nada. O último álbum de originais data do ano 2000 (Nakedself) e Matt Johnson parece não querer saber do circuito comercial para nada (o que não implica que o circuito comercial queira saber dele para alguma coisa). As suas duas últimas ações musicais dignas de registo são as bandas sonoras para o filme Tony (2010) e para o documentário Moonbug (2012).
O sítio oficial dos The The, que é como quem diz Matt Johnson, traz como mais recente novidade o lançamento do livro Tales Of The Two Puddings, um conjunto de memórias de Eddie Johnson (pai de Matt), sobre o tempo em que geria o pub Two Puddings (Londres), um local por onde passou muita gente conhecida. Esta é a primeira edição da editora criada pelo próprio Matt Johnson, que continua muito empenhado em divulgar, através do seu sítio, os seus pensamentos políticos, muito críticos em relação ao capitalismo ocidental e à globalização.
Hoje, o autor dessas maravilhas pop que são This Is The Day ou The Beat(en) Generation, completa 51 anos. Parabéns!

segunda-feira, agosto 13, 2012

FEARGAL SHARKEY (54)

Não conheço praticamente nada dos Undertones, banda que Feargal Sharkey ajudou a fundar em 1976. Pesquisando aqui e ali, fiquei a saber que eles deixaram um punhado de canções que atingiram alguma relevância nas tabelas britânicas. Em 1983 encerraram a atividade, alguns membros criaram os That Petrol Emotion e Feargal iniciou carreira a solo (não sem antes se juntar a Vince Clarke, nos The Assembly, para produzirem o êxito Never Never).

Toda a gente conhece o maior êxito - e único à escala global, digo eu - de Feargal Sharkey, mas pouca gente saberá que A Good Heart foi escrita por Maria McKee, e que à volta desta música há uma história engraçada. Ora, um ano após A Good Heart ter varrido os tops mundiais, Feargal Sharkey teve outro relativo êxito com You Little Thief, tema composto por Benmont Tench, membro da banda de Tom Petty, que escreveu a canção como resposta a A Good Heart, com cuja autora - Maria McKee - ele tinha tido um relacionamento. Feargal Sharkey achou por bem dar uma oportunidade aos dois, nesta troca de galhardetes, cantando as músicas respetivas. Bonito, sim senhor.
O nosso homem cedo abandonou a música do ponto de vista dos palcos e dos estúdios, dedicando-se a defender os direitos de autor na música britânica, ao serviço dos quais ocupa atualmente uma posição de respeito.

Hoje, Feargal completa 54 anos. Parabéns!

domingo, agosto 12, 2012

TANITA TIKARAM (43)

Há dois anos, escrevia neste blogue que Tanita Tikaram se encontrava a gravar o seu oitavo álbum. Ora, dois anos é muito tempo para uma artista que teve o seu ponto alto no final da década de 80, com canções como Good Tradition e Twist In My Sobriety, e que, daí para cá, quase desapareceu do circuito. Mas a rapariga tem alma persistente e o lançamento desse longa duração, cujo título é Can't Go Back, está agendado para o final deste mês/início de setembro. O primeiro avanço para este trabalho, Dust On My Shoes, pode ser visto e ouvido aqui. No facebook oficial de Tanita, podemos espreitar o pressing deste álbum e interagir com a cantautora. Mas a sua presença na Net não se resume à página no facebook: Tanita mantém um blogue, digamos, mais ou menos atualizado (a última entrada data de junho) e um sítio oficial muito aconhegadinho, com uma secção de podcasts que vale a pena visitar.
Hoje, Tanita Tikaram completa 43 anos. Parabéns!

MARK KNOPFLER (63)

A Rolling Stone considerou-o o vigésimo sétimo melhor guitarrista de todos os tempos, posição de respeito num universo tão povoado como é esse dos homens (e mulheres, já agora) que tratam a guitarra por tu. No caso de Mark Knopfler, fomos surpreendidos por um estilo muito próprio de dedilhar as cordas, ao serviço da sua banda de sempre, os Dire Straits.
As últimas notícias de Mark dão-nos conta do lançamento, agendado para 3 de setembro, do seu sétimo álbum a solo, o primeiro duplo da sua carreira. Chama-se Privateering e contém um total de vinte canções. Uma delas, Redbud Tree, pode ser ouvida aqui.
Ao nível de concertos, o antigo líder dos Dire Straits vai partilhar o palco com Bob Dylan numa digressão que vai cobrir o território americano em outubro e novembro deste ano.
Hoje, Mark Knopfler completa 63 anos. Parabéns!

sexta-feira, agosto 03, 2012

JAMES HETFIELD (49)

Os Metallica estão para o heavy-metal assim como Pelé ou Maradona para o futebol. Não sendo um fã e muito menos um expert deste estilo musical, não me é difícil perceber o estatuto destes norte-americanos no heavy. O vocalista, James Hetfield, foi um dos fundadores, no longínquo ano de 1981, e compõe a maior parte do material da banda. Este senhor disse um dia que a principal razão que o levou a aprender a tocar guitarra foram os Aerosmith. Hoje, faz 49 anos. Parabéns!

terça-feira, julho 31, 2012

DANIEL ASH (55)

Daniel Ash é o responsável por aquele que será, provavelmente, o melhor instrumental de sempre. Chama-se Saudade, assim mesmo, em português, e faz parte do álbum de estreia dos Love And Rockets, banda que Ash fundou em 1985 (já depois da pequena aventura chamada Tones On Tail) com David J e Kevin Haskins, todos eles ex-membros dos míticos Bauhaus. Com os Love and Rockets gravou sete álbuns. A solo editou quatro (um deles ao vivo), o primeiro dos quais em 1991. Em 2008, voltou ao activo com os Bauhaus (álbum Go Away White) e reuniu os Love and Rockets para uma actuação no festival Coachella. Hoje, Daniel Ash completa 55 anos. Parabéns!

segunda-feira, julho 30, 2012

KATE BUSH (54)

A minha música preferida de Kate Bush chama-se Wuthering Heights e é dos anos 70. Adoro esta canção não só pela melodia, mas também pela carga dramática que transporta consigo ao remeter-nos para o universo literário da obra de Emily Brontë (O Monte dos Vendavais). Confesso que o trabalho de Kate Bush nunca me atraiu, mas também nunca me esforcei por conhecê-lo em profundidade. Fiquei-me pelos êxitos Babooshka (1980), Running Up That Hill (1985), Cloudbusting (1985) e os fabulosos Don't Give Up (1986), que foi gravado para o álbum So de Peter Gabriel, e This Woman's Work (1989). Após os anos 80, Kate gravou pouco. A sua actividade discográfica resumiu-se, no últimos 15 anos a quatro álbuns: The Red Shoes (1993), Aerial (2005), Director's Cut (2011, um conjunto de novas roupagens para canções dos álbuns The Sensual World (1989) e The Red Shoes (1993)) e 50 Words For Snow (2011). Antes de Director's Cut, Kate Bush tinha gravado o tema Lyra para a banda sonora de The Golden Compass (A Bússola Dourada, 2007). Kate Bush faz hoje 54 anos! Parabéns!

quinta-feira, julho 26, 2012

Justin is to blame

Justin Vernon e os seus Bon Iver foram os responsáveis pelo melhor concerto a que pude assistir este ano. Faltam as palavras, muitas palavras, todas as palavras, para expressar o que senti ontem, num Coliseu do Porto a abarrotar. A "nota 80s" surgiu na música ambiente que antecedeu o concerto. A certa altura ouviu-se "No One Is To Blame", de Howard Jones. Fico sempre na dúvida. A escolha destes momentos musicais, debitados pela instalação sonora, será da responsabilidade de quem vai tocar? Fica a cargo das preferências do pessoal do som? Dúvida perfeitamente circunstancial e inócua, mas para a qual nunca encontrei resposta. Ficaria, porém, contente se Justin Vernon gostasse do dito tema de Howard Jones, que é um dos meus preferidos de sempre.

terça-feira, julho 24, 2012

Morrissey cancelado

Por esta hora, o Hipódromo Manuel Possolo, em Cascais, poderia estar a viver uma noite mágica, com milhares de pessoas a cantar em uníssono everyday is like Sunday, everyday is silent and grey... Mas não está. O concerto de Morrissey, integrado no tão badalado Cascais Music Festival, foi cancelado, alegadamente - e nisto eu sou um desconfiado do caraças - devido a uma súbita dor de costas (assumo o itálico) do baixista Solomon Walker. A nótícia, já de si, é má, mas torna-se péssima porque o anúncio surgiu a poucas horas do início do concerto, com muito boa gente - conheço pelo menos duas - a ser surpreendida já a meio de uma viagem de 300 kms só para ver aquele que ainda é uma referência musical na vida de toda uma geração. A boa notícia é que eu não fui uma dessas pessoas. Estive a pontos de me fazer à estrada, mas outras obrigações tomaram a dianteira.
Uma amiga minha aponta a hipótese de Morrissey não ter gostado do facto de ir tocar num hipódromo, conhecendo todos nós a sua luta persistente pelos direitos dos animais. Eu cá vou mais pela escassa procura de bilhetes. Na semana passada, quando passei pela FNAC, ainda havia mais de mil bilhetes disponíveis, facto que estranhei. Para além disso, não será de menosprezar o possível dano que o concerto de Bon Iver, marcado para Lisboa para o mesmo dia, à mesma hora, poder ter causado à venda de bilhetes para Morrissey. São tudo especulações, eu sei, mas aquela da dor nas costas, sinceramente... That joke isn't funny anymore, Moz!

domingo, julho 22, 2012

DON HENLEY (65)

Grande música, grande teledisco. Quem não se lembra de The Boys Of Summer, que começava com "nobody on the road, nobody on the beach..." e por aí fora? Pois bem, o senhor que a canta faz hoje 65 anos e chama-se Don Henley. Para além desse sucesso, bem cravado nas minhas memórias eighties, este senhor fez parte dos Eagles, banda dos anos 70 que se tornou mundialmente famosa por ser proprietária de um empreendimento de hotelaria na Califórnia... Parabéns, Don!

quarta-feira, julho 11, 2012

PETER MURPHY (55)

Pára tudo! Todos a fazer uma vénia a este senhor. Peter Murphy faz hoje 55 anos. Parabéns!

Foi vocalista dos Bauhaus, banda que se extinguiu em 1983 (apesar de um regresso recente que culminou na edição do álbum Go Away White), deixando para a posteridade um registo importante naquilo que na altura se chamava música de vanguarda. Fundou os Dali's Car, com Mick Carn, ex-Japan. Chegaram a lançar um álbum, mas foi a solo que a música de Peter Murphy atingiu todo o seu esplendor. Data de 1986, a edição de Should The World Fail To Fall Apart, o seu primeiro longa-duração. Dois anos depois, surgiu o álbum que ainda hoje é uma referência para mim - Love Hysteria. Músicas como Indigo Eyes e All Night Long são tesouros a conservar muito bem e a revelar apenas a quem o fizer por merecer. Os álbuns Deep (1990) e Cascade (1995) estão, também, entre os meus preferidos.

Segue a lista discográfica de Peter Murphy a partir de 1990: Deep (1990), Holy Smoke (1992), Cascade (1995), Recall (1998, EP), Wild Birds 1985-1995: The Best of the Beggars Banquet Years (2000), Alive Just For Love (2001), Dust (2002), Unshattered (2004) e Ninth (2011).

Peter Murphy (com ou sem Bauhaus) já passou várias vezes por Portugal, mas apenas pude vê-lo pela primeira vez no concerto de Gaia de 2007.

terça-feira, julho 10, 2012

NEIL TENNANT (58)

A música dos anos 80 não teria sido a mesma sem os Pet Shop Boys. Neil Tennant e Chris Lowe deram-nos o que de melhor houve na pop electrónica, mesmo num formato que produziu tanta coisa de qualidade.

Licenciado em História, Neil trabalhou durante dois anos na subsidiária inglesa da Marvel Comics. Chegou também a trabalhar na revista musical Smash Hits, facto que, um dia, lhe permitiu ir aos EUA entrevistar os Police e conhecer Bobby Orlando, produtor que estaria na génese do aparecimento dos Pet Shop Boys, mais concretamente, através dos primeiro single, West End Girls. Em 1989, juntou-se a Johhny Marr e Bernard Sumner, numa mais que feliz colaboração. A banda chamava-se Electronic, o Tennant emprestou a sua voz no single Getting Away With It. Neil Tennant tem várias colcaborações com outros artistas, contribuindo com a sua voz inconfundível. Estou-me a lembrar, por exemplo, de No Regrets, de Robbie Williams. Os Pet Shop Boys estão de boa saúde e ainda estiveram em Portugal, em 2010, no festival SBSR, aproveitando para promover o seu décimo álbum de estúdio, Yes. Hoje, Neil completa 58 anos. Parabéns!

segunda-feira, julho 09, 2012

MARC ALMOND (55)

Marc Almond é um homem de sorte. Em 1994, foi hospitalizado devido ao consumo de drogas. Dez anos depois, em outubro de 2004, sofreu um quase fatal acidente de mota. Apesar de ter deixado o hospital três semanas depois do acidente, o cantor passou os anos seguintes na mesa de operações e em terapia contra stresse pós-traumático. Em fevereiro de 2008, cancelou uma vinda à Casa da Música, precisamente por razões de saúde.

Esta introdução mais ou menos sombria serve para dizer que a perda de Marc Almond seria uma grande... perda. Um homem que, ao lado de David Ball, nos deu uma magnífica versão de Tainted Love e canções como Say Hello Wave Goodbye, Torch ou What!, entre outras, é uma personalidade incontornável da synth-pop dos anos 80. Quando os Soft Cell acabaram, em 1984, Almond iniciou uma carreira a solo que haveria de se estender até ao presente. Nos anos 80, destaque para as canções Stories of Johnny e Tears Run Rings. Para encerrar a década em beleza, recuperou Gene Pitney, ao lado do qual gravou uma versão de Something's Gotten Hold Of My Heart.

Quanto aos Soft Cell, voltaram à actividade em 2001, tendo gravado o álbum Cruelty Without Beauty (2002), que deu origem a uma digressão europeia.

Marc Almond voltou em força aos palcos em 2007, ano em que lançou o álbum Stardom Road, um registo de covers. EM 2010, Almond editou o seu primeiro álbum de originais a solo em quase dez anos. Chama-se Varieté. O cantor comemora hoje 55 anos. Parabéns, Marc!

JIM KERR (53)

Nunca vi em Jim Kerr um cantor tecnicamente dotado, daqueles que são quase infalíveis ao vivo. No entanto, posso assegurar-vos que estamos perante um dos meus ídolos de infância, porque o vocalista dos Simple Minds tinha (e tem) aquilo que falta a muito bom cantor que anda por aí: presença (ou, se quiserem, carisma). Depois, há as canções. Someone Somewhere in Summertime, Don't You (Forget About Me), Alive And Kicking, Sanctify Yourself, entre muitas outras. Este escocês, que completa hoje 53 anos, foi casado com Chrissie Hynde (1984-1990) e com Patsy Kensit (1992-1996), duas cantoras de estilos completamente diferentes. Pudemos vê-lo, a ele e aos Simple Minds, há sensivelmente seis anos, num concerto realizado em Cantanhede, no âmbito da EXPOFACIC. Em 2008 celebraram 30 anos de carreira com uma grande digressão. O último álbum da banda chama-se Graffiti Soul. Quanto a Jim, lançou em 2010 o seu primeiro registo a solo: Lostboy! AKA Jim Kerr. No ano passado, lançou dois singles. Parabéns, Jim!

domingo, julho 08, 2012

ANDREW FLETCHER (51)

Andy Fletcher, natural de Nottingham e membro fundador dos Depeche Mode (uma das maiores bandas à face da Terra, caso ainda não se tenham apercebido), completa hoje 51 anos. Parabéns!
Apesar de nunca ter composto qualquer canção nos Depeche Mode e de a sua figura não ter o mesmo relevo mediático que Gore e Gahan, Andy Fletcher é uma espécie de consciência do grupo, alguém que possibilita o equilíbrio que nem sempre foi fácil entre Gore e Gahan... A importância de Fletcher estende-se ainda à gestão dos negócios da banda e à comunicação com os media.
Os momentos de paragem criativa dos Depeche Mode dão oportunidade aos seus membros de se envolverem em projetos a solo. Fletcher tem-se dedicado à atividade de DJ. A sua actividade musical esteve ligada também ao duo feminino Client, que passou por Portugal no Festival Dunas de S. Jacinto, em julho de 2003. As Client foram a razão da criação da editora Toast Hawaii, que agora se mantém um pouco adormecida. Mais uma vez, parabéns Andy!

quinta-feira, julho 05, 2012

HUEY LEWIS (62)

Huey Lewis faz-me lembrar aquele tio que nos visita de meio em meio ano e traz sempre uma namorada nova debaixo do braço. Tem aquele ar maroto e traquina, mas em quem podemos confiar. Esforça-se por manter uma aparência jovem, abusando da ganga e das sapatilhas, e dá-nos conselhos sobre a difícil arte de seduzir a miúda da carteira do lado. Gostamos do tio Huey, portanto.

Com os The News deixou marca no rock americano dos anos 80 com temas como If This Is It, Stuck With You, e obviamente, The Power of Love, a canção que os catapultou para a fama mundial, em grande parte graças ao filme Regresso Ao Futuro. O seu percurso na década de 80 ficou ainda marcado por uma questão judicial, quando pôs um processo a Ray Parker Jr por este ter alegadamente plagiado I Want A New Drug com o tema principal do filme Ghostbusters. A mim parece-me descarada a colagem. Vejam por vocês mesmos: aqui e aqui.

Os Huey Lewis and the News continuam a tocar ao vivo, e gravaram o seu nono álbum de estúdio em 2010, Soulsville, depois de um hiato de quase dez anos.

Hoje, Huey Lewis completa 62 anos. Parabéns, tio Huey!

quarta-feira, julho 04, 2012

Echo & the Bunnymen em V. N. de Gaia

Foi com uma magnífica vista sobre o rio Douro e a cidade do Porto como pano de fundo que os Echo & the Bunnymen regressaram aos palcos portugueses, trinta anos depois de terem atuado em Vilar de Mouros. A noite estava fria, mas o recinto na Serra do Pilar quase encheu com uma multidão de indefetíveis da onda rock alternativa dos anos 80. Da banda original restam Ian McCulloch e Will Sergeant, a força motriz da banda que, nos anos 80, contava ainda com Les Pattinson (agora membro dos Wild Swans) e Pete de Freitas (falecido em 1989).
Para mim, foi o completar de mais uma etapa dessa tarefa árdua de ainda conseguir ver ao vivo uma série de bandas que povoaram a minha adolescência. Por isso é fácil imaginar a alegria que me encheu a alma no sábado ao ver os Echo & The Bunnymen - estão naquele patamar onde convivem bandas como os The Smiths, os Jesus And Mary Chain ou os The Sound - desfilarem uma série de músicas que fazem parte da banda sonora da minha vida. De Do It Clean a The Cutter, passando por Bring On The Dancing Horses, The Killing Moon e Seven Seas, a setlist centrou-se no catálogo das banda dos anos 80 e a malta não se queixou. A voz de Ian McCulloch permanece angelical, como se o tempo não quisesse nada com ela, e o senhor até se mostrou mais comunicativo do que eu julgava. A setlist completa pode ser vista aqui. Para mais fotos, visitem a página do facebook do Queridos Anos 80.