sábado, abril 21, 2012

ROBERT SMITH (53)

Robert Smith é um herói na educação musical de qualquer adolescente de bom gosto nos anos 80. Acima dele e dos The Cure talvez apenas Morrissey e os The Smiths (e esta discussão é capaz de fazer muitas baixas dos dois lados da barricada...). Cabelos desgrenhados, baton propositadamente borratado, pose desleixada, sapatilhas sem atacadores – Robert Smith foi, é e será uma figura marcante, incontornável da história da música pop.

Robert James Smith completa hoje 53 anos. Nasceu em Blackpool, Inglaterra, a 21 de Abril de 1959. Os pais chamam-se Rita e Alex. Robert tem duas irmãs e um irmão, mas não usam o mesmo tipo de penteado. Aos 14 anos conheceu a mulher da sua vida, Mary Poole, com quem se casou em Agosto de 1988. Parece que são muito felizes e tomaram a decisão de não ter filhos.

Em 1976, com apenas 17 anos, formou os Easy Cure, que depois passariam simplesmente a The Cure. Robert Smith achou que Easy Cure soava demasiado a uma banda hippie.

Fez parte dos Siouxsie & the Banshees entre 1983 e 1984 e formou com o baixista Steve Severin e a vocalista Jeanette Landray o projecto The Glove, que deu origem a um álbum intitulado Blue Sunshine.

Robert Smith tem fama de gostar da pinga. Aliás, é conhecida a sua tendência, pelo menos, enquanto era mais novo, de tocar sob a influência do álcool. Isto, de resto, ajudava-o a ultrapassar um dos seus grandes medos: o medo do palco.

Os The Cure já atuaram em Portugal uma meia dúzia de vezes e preparam-se para nos visitar no Optimus Alive deste ano. Vamos lá ver se é desta que os vou ver!

segunda-feira, abril 09, 2012

SHE WANTS REVENGE em Portugal

Os SHE WANTS REVENGE tocam a 15 de junho no HARD CLUB (Porto) e a 16 de junho no espaço TMN AO VIVO (Lisboa). E o que é que estes norteamericanos, já com três álbuns em carteira, têm que ver com os QUERIDOS ANOS 80? Muito, digo eu, uma vez que a sua sonoridade vai beber a monstros sagrados do pós-punk dos anos 80 como Chameleons, The Sound, The Cure, Joy Division ou New Order... Por isso, um concerto a não perder! Bilhetes já à venda. Toda a info em: http://www.soundfactory.org/

sábado, abril 07, 2012

JOHN OATES (63)

John Oates pode ter perdido a bigodaça farfalhuda, mas não perdeu aquele ar desconfiado de quem se prepara para nos fazer a folha a qualquer momento. E com uma ponta-e-mola para facilitar as coisas. São já 63 anos para a outra metade da dupla Hall & Oates, responsável pelo tema Maneater. Esta dupla continua em intensa atividade como se pode verificar na página oficial. Parabéns, pá. E anima-te!

segunda-feira, abril 02, 2012

KEREN WOODWARD (51)

Esta era a morena ou a ruiva (depende da época) das Bananarama. Agora, está loura. E casada com o Andrew Ridgeley, dos Wham. Em 2005, juntou-se a Sara Dallin e fez renascer as Bananarama, agora como duo. Em 2009 lançaram o décimo álbum de originais, com o título Viva. E estão aí para as curvas. Keren faz hoje 51 anos. Parabéns!

segunda-feira, março 26, 2012

DIANA ROSS (68)

Quando Diana Ross chegou aos anos 80 já era um dos maiores nomes de sempre da música, com carreira sólida na Motown, quer com as Supremes, quer a solo. O início da década de 80 marca mesmo a sua despedida da lendária editora de Berry Gordy, através do álbum Diana, que incluiu os adoravelmente dançáveis Upside Down e I'm Coming Out. Do resto da década, recordo o dueto com Lionel Richie, em Endless Love; o outro dueto com Julio Iglesias, em All Of You; e, claro, o magnífico Chain Reaction, obra dos Bee Gees, que fica como um dos sons mais deliciosamente dançáveis da década. Hoje, Diana Ross completa 68 anos. Parabéns!

sexta-feira, março 16, 2012

NANCY WILSON (58)

As irmãs Wilson fundaram os Heart ainda nos anos 70, construíndo uma carreira de respeito no âmbito do hard-rock norte-americano. Nos anos 80, atingiram o sucesso à escala mundial graças a temas como Alone e What About Love. Apesar de não ser a vocalista principal - a sua principal ocupação é a guitarra - , Nancy Wilson canta algumas canções, das quais se destaca These Dreams. Foi casada com o realizador Cameron Crowe durante 24 anos. Divorciaram-se em 2010. Hoje completa 58 anos. Parabéns!

quinta-feira, março 15, 2012

TERENCE TRENT D'ARBY (50)

No dia em que vi o teledisco de Sign Your Name pela primeira vez, apaixonei-me pela miúda que o protagoniza e que termina, para mal dos meus pecados, a beijar longa e apaixonadamente o senhor que canta (sim, que eu ganhei-lhe um ódio visceral). Como se não bastasse o teledisco desta linda balada, a menina em questão ainda tinha de aparecer no video de Wishing Well. Conclusão: passei muito tempo assombrado por aquela figura angélica e frágil. Coisas de adolescente. Sobre Terence Trent D'Arby, ou melhor, Sananda Maitreya, apenas me apetece dizer que completa hoje 50 anos. Quem quiser saber mais, pode ler o texto que escrevi há 8 anos, neste mesmo blogue. OITO ANOS??? Oh, God...

sábado, março 10, 2012

EDIE BRICKELL (46)

Há duas coisas pelas quais Edie Brickell é conhecida: duas musiquinhas inofensivas, mas com alma do tamanho do mundo, chamadas What I Am e Circle, e o facto de ser casada com Paul Simon. Com os The New Bohemians, editou em 1988 Shooting Rubberbands at the Stars, álbum que marcaria a sua carreira porque simplesmente não voltou a ter o sucesso que obteve com esse LP. Em 1990, gravou uma versão bem catita de Walk On The Wild Side (Lou Reed) para o filme Flashback. Actualmente integra o grupo The Gaddabouts. Hoje completa 46 anos. Parabéns!

NENEH CHERRY (48)

Não me lembro assim de muitas meninas rappers que tenham atingido grande destaque em Portugal nos anos 80. As Salt n' Pepa são referência obrigatória, mas é de Neneh Cherry que guardo as melhores recordações. Aquele jeito de menininha gira com ar de "qu'é que queres, pá?" sempre me fascinou. Pouca gente saberá disto (ou se calhar sou eu a armar-me ao "gajo-que-sabe"), mas, apesar daquele ar exótico, Neneh Cherry tem nacionalidade sueca, o que se explica pelo facto de o pai ser da Serra Leoa e a mãe do país dos Abba. O que muita gente já deve saber é que a sua contribuição para a música dos anos 80 surgiu em 1989 com duas grandes canções - Buffalo Stance e Manchild - inseridas no álbum de estreia, o magnífico Raw Like Sushi. Em abono da verdade, é importante dizer que Cherry não era exclusivamente uma rapper, tal como podemos comprovar, por exemplo, através dos temas ManchildKisses On The Wind. Foi peciso esperar sete anos (pelo meio, o álbum Homebrew falhou) para vermos o nome novamente no mapa mundial da música, basicamente graças aos temas Woman e 7 seconds (dueto com Youssou N'Dour). Hoje, Neneh Cherry faz 48 anos. Parabéns!

sexta-feira, março 09, 2012

MARTIN FRY (54)

Martin Fry, vocalista dos ABC, completa hoje 54 anos. Os ABC animaram a cena new romantic com temas como Poison Arrow, The Look of Love, Be Near Me e When Smokey Sings, através dos quais a voz de Martin Fry se afirmou como uma das mais inconfundíveis dos anos 80. E nem mesmo o facto de ter sido diagnosticado com cancro (Linfoma de Hodgkin), ainda nos anos 80, o levou a abandonar a música. A banda encerrou a actividade em inícios dos anos 90, mas em 1997 Fry ressuscitou o nome (ainda que sem os restantes membros originais) e é assim que continua a gravar: os ABC editaram ainda em 2008 o álbum Traffic. Pop music with a touch of style... Parabéns!

sábado, março 03, 2012

TONE LOC (46)

Na reta final da década de 80, surgiu um rapper de voz de bagaço que invadiu as pistas de dança com dois temas: Wild Thing e Funky Cold Medina. Esse rapper chamava-se Anthony Terrell Smith e tinha como nome de guerra Tone Loc. "Tone" de Anthony e "Loc" da palavra espanhola "loco". Não há muito para contar sobre este homem que passou de forma fugaz pela música. Gravou dois álbuns que produziram ao todo quatro singles. Mas ficou na história da música com aqueles dois temas. E isso ninguém lhe pode tirar. Hoje, completa 46 anos. Parabéns, ó Tone!

sexta-feira, março 02, 2012

JON BON JOVI (50)

Jon Bon Jovi nasceu em Perth Amboy, New Jersey, nos EUA, há 50 anos. Vocalista dos Bonjovi, é uma das principais referências do rock fm norte-americano há quase três décadas. Entre as suas principais influências estão nomes como Bruce Springsteen, Bob Dylan, Thin Lizzy, Alice Cooper e Aerosmith. Desenvolveu também carreira como actor, sendo de destacar tanto as suas aparições no cinema, como na televisão (apareceu nas séries Ally McBeal e Sexo e a Cidade). É casado há mais de 20 anos com Dorothea Hurley, o seu amor da escola secundária, de quem tem os filhos Stephanie, Jesse, Jake e Romeo. O super-homem está mais velho. Mas as gajas continuam a gostar dele. Parabéns!

quinta-feira, março 01, 2012

NIK KERSHAW (54)

Nik Kershaw completa hoje 54 anos de idade. Nik foi um dos meus heróis pop da adolescência e ainda hoje guardo religiosamente a colectânea The Collection (1991), da qual fazem parte Wouldn't It Be Good, I Won't Let The Sun Go Down On Me e The Riddle, entre outras. Atualmente, mantém uma agenda de concertos bastante preenchida, nomeadamente em festivais revivalistas como aquele em que tivemos a felicidade de o rever ao vivo, em Lisboa há três anos. Em 2008, perguntei aos estimados visitantes do QA80 qual era a vossa música preferida de Nik Kershaw. Podem ver os resultados aqui. O site oficial está bastante atrativo e lá podemos conhecer o seu mais recente registo, de 2010, chamado No Frills. Parabéns, Nik!

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

PETER GABRIEL (62)

Caro Pedro Gabriel, nunca fui teu grande fã (o teu trabalho, na década de 70, com os Genesis, é-me totalmente desconhecido), mas reconheço o papel importante que desempenhaste na música dos anos 80. Mais: apesar de nunca te incluir nos meus favoritos, consigo listar uma série de músicas de que realmente gosto: Here Comes The Flood (1977), Games Without Frontiers (1980), Biko (1980), Solsbury Hill (1983, ao vivo), Sledgehammer (1986), Don't Give Up (1986, com Kate Bush), Big Time (1986), Steam (1992) e Digging The Dirt (1992). Parabéns pelas 62 primaveras!

domingo, fevereiro 12, 2012

WHITNEY HOUSTON (1963-2012)

Whitney Houston foi a cantora soul mais bem sucedida dos anos 80. Correção: Whitney Houston foi a cantora mais bem sucedida de todos os tempos. As suas baladas inspiraram uma geração que se identificou com o estilo. Ontem, o corpo da miúda que queria dançar com alguém que a amasse foi encontrado sem vida no quarto de um hotel de Beverly Hills. 

Retirado da Wikipédia, deixo 12 factos que talvez tenham escapado ao fã mais distraído.

1. Nasceu numa família com fortes ligações à música. A sua mãe, Cissy Houston, fez coros para gente como Elvis Presley ou Aretha Franklin. Outra diva da soul, Dionne Warwick, era sua prima. A própria Aretha Franklin era sua madrinha.

2. Whitney é a cantora mais galardoada de sempre: 2 Emmy, 6 Grammy, 30 Billboard Music Awards e 22 American Music Awards.

3. Whitney é a única a conseguir sete números UM consecutivos nas tabelas de vendas: Saving All My Love for You, How Will I Know, Greatest Love of All, I Wanna Dance with Somebody, Didn’t We Almost Have It All, So Emotional e Where Do Broken Hearts Go.

4. O seu álbum de estreia, homónimo, de 1985, tornou-se, na altura, o mais vendido álbum de estreia de uma cantora a solo.

5. Com apenas 15 anos, fez coros para o êxito de Chaka Khan, I'm Every Woman, tema que a própria Whitney haveria de gravar para a banda sonora do filme The Bodyguard.

6. Antes de iniciar a carreira musical, Whitney era uma das mais requisitadas manequins adolescentes de sempre, tendo sido a primeira manequim de raça negra a surgir na capa da revista Seventeen.

7. Whitney esteve sempre na primeira linha da luta contra o regime sul-africano do apartheid. Enquanto modelo, recusou trabalhar com agências que tinham negócios com a África do Sul. Em 1988, cantou no concerto comemorativo dos 70 anos de Nelson Mandela.

8. Em 1989, nos Soul Train Music Awards, Whitney foi vaiada pela assistência. Os críticos achavam que o mega sucesso da cantora a tinha desviado da verdadeira soul que tinha caracterizado as suas primeiras gravações.

9. Em 1992, casou-se com o cantor Bobby Brown, que tinha feito parte dos New Edition, e tinha em My Prerrogative o seu tema a solo de maior destaque. Antes de Bobby, Whitney tinha sido namorada de Randall Cunningham (futebol americano) e Eddie Murphy. Do casamento com Brown, resultou uma filha, Bobbi Kristina.

10. O tema I Will Always Love You, canção principal da banda sonora do filme The Bodyguard, é uma versão do original de Dolly Parton.

11. A entrevista que deu a Diane Sawyer em 2002 foi a entrevista de maior sucesso na história de televisão americana.

12. Whitney teve uma vida atribulada. O casamento com Bobby Brown nunca navegou em águas calmas e a droga foi, a certa altura - e, quem sabe, até ao presente -, o refúgio para uma existência plena de sofrimento e dor.

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

AXL ROSE (50)

Os Guns 'n' Roses já foram a maior banda do mundo. Pelo menos assim a apregoaram, em inícios da década de 90, quando saíram os álbuns Use Your Illusion I e II. Eu gostava muito das baladas Don't Cry e November Rain, mas a vertente hard rock nunca me entusiasmou. Depois vim a conhecer o trabalho deles nos anos 80, que na altura me passou ao lado, e aí surgiram as referências principais de Sweet Child Of Mine, Patience e Used To Love Her. Axl Rose formou com Slash uma das duplas mais carismáticas do rock daqueles tempos, que Portugal teve oportunidade de ver ao vivo, pela primeira vez, em Alvalade, em 2 de Julho de 1992 (com primeira parte assegurada por Soundgarden e Faith No More). Reza a história que as coisas não correram bem naquele concerto, e o jornal Público dava conta disso mesmo: "Monumental seca foi o que apanharam os 60 mil fãs dos Guns 'n' Roses, (...) O supervedetismo de Axl Rose e comparsas chegou e sobrou para estragar uma noite que todos esperavam de delírio total." Podem recordar toda a polémica nesta página de fãs portugueses dos Guns. Em Outubro de 2010, Axl Rose regressou a Portugal, com uma formação completamente diferente, e diz quem viu que a coisa está complicada. E a passagem do tempo não perdoou. Hoje, Axl Rose completa a singela idade de 50 anos. Parabéns!

RICK ASTLEY (46)

E às tantas dei comigo a dançar "à Rick Astley". Foi assim durante parte do final da década, graças a este jovem que um dia apareceu do nada com Never Gonna Give You Up. E o mais engraçado é que esta música ainda hoje exerce um poder enigmático sobre mim, capaz de me levar a fazer as piores figurinhas onde quer que esteja. Depois, há o Together Forever e mais uma ou outra...

Rick Astley foi descoberto pela equipa de produtores mais vorazes e selvagens dos anos 80 - Stock, Aitken e Waterman (quase ninguém lhes escapou) — e foi um instantinho até vermos este rapaz, que cantava numa banda soul inglesa chamada FBI, invadir os tops europeus à custa de uma voz sólida e um ritmo "discónáite" para todas as idades.

Rick faz hoje 46 anos e está aí para as curvas, não só em termos de aspeto (é do mais limpinho e asseado que se tem visto por aqui, apesar de aquela poupa já ter tido melhores dias...), mas também em termos musicais. Em 2005 editou o álbum Portrait (versões de clássicos soul), do qual podem ter uma ideia se visitarem o site oficial do cantor. Recentemente, pudemos vê-lo a encerrar o Here And Now, no Pavilhão Atlântico, com muito humor à mistura. Há dois anos, e após 17 anos sem editar, Rick Astley lançou o single Lights Out. Parabéns, Rick!

domingo, fevereiro 05, 2012

BOBBY BROWN (43)

They say I'm crazy 
I really don't care 
That's my prerogative 
They say I'm nasty 
But I don't give a damn 
Gettin' girls is how I live

Quando, em Julho de 1992, Whitney Houston casou com o senhor da foto, já tinha obrigação de saber no que se ia meter. A canção My Prerogative tinha quatro anos e aquele pedaço de letra era um sério aviso. Mas a pequena Whitney não quis saber. Podia, ainda assim, ter-se aconselhado com Janet Jackson, que, quatro anos antes, tivera um relacionamento amoroso fugaz com o cantor. Nem por isso. Whitney e Bobby estiveram casados durante catorze anos, numa relação tipo montanha-russa que envolveu droga, álcool e violência doméstica. Bobby surgiu mais nas páginas dos jornais pelas entradas e saídas da prisão do que pela música, que nos anos 80 o catapultou para o estrelato: foi membro da boy-band New Edition, cujo tema mais conhecido talvez seja Candy Girl, e os êxitos a solo Don't Be Cruel (1988) e My Prerogative (1988). Ainda todos nos lembramos da canção Two Can Play That Game, que, em 1994, pôs toda a gente a dançar como se não houvesse amanhã. As últimas notícias dão Bobby Brown como tendo um álbum novo - The Masterpiece - mas o sítio oficial já não é actualizado em termos de notícias desde Abril de 2009. Hoje, o cantor completa 43 anos. Parabéns!

sábado, fevereiro 04, 2012

E o Queridos Anos 80 ficou em 1º lugar!

A votação já terminou há mais de uma semana, mas só agora me deu para fazer o texto respetivo. O Queridos Anos 80 foi o blogue mais votado, na categoria "Música", do concurso de blogs do ano 2011, organizado pelo Aventar. É um resultado que me enche de satisfação porque é sinal de que as pessoas reconheceram a qualidade deste blogue. Ainda assim, tenho consciência que houve muitos outros blogues sobre música que não estiveram no concurso e que, o facto de o Queridos Anos 80 ter uma página no facebook, onde houve divulgação do concurso, deu um considerável impulso ao resultado final do QA80. Para tentar dar um tom de justiça a esta escolha, publiquei sempre a ligação para os outros blogues a concurso de modo a que as pessoas pudessem visitá-los e votar em consciência.
Quero ainda dizer que não deixa de ser curioso o facto de, entre os 30 temas a concurso, o tema da "Música" ter sido um dos três que obteve menos participação de votantes, o que vem confirmar a minha ideia de que, nesta coisa da blogosfera, a maioria das pessoas que visitam blogues de música chegam aos mesmos através de motores de pesquisa e não pelo hábito diário de os consultarem à procura de novidades. A exceção deste caso são os blogues que facultam o download de música, o que não acontece com o Queridos Anos 80.
Não me quero ir embora sem deixar um agradecimento do tamanho do mundo a todos os que votaram neste blogue. Aqui ficam os resultados finais:

Queridos Anos 80 - 230 votos (25%)
sound + vision - 190 votos (21%)
A certeza da musica - 100 votos (11%
A trompa - 98 votos (11%)
Vai uma gasosa? - 86 votos (9%)

terça-feira, janeiro 31, 2012

JOHN LYDON (56)

Nos anos 70, ele era Johnny Rotten e, com os Sex Pistols, deu consistência e visibilidade ao punk. Nos anos 80, foi John Lydon (o seu nome verdadeiro) e comandou um projecto interessante chamado P.I.L. - Public Image Limited. This Is Not A Love Song e Rise são exemplos da qualidade deste grupo, que encerrou a atividade na década de 90, mas voltou ao ativo recentemente.

Os Sex Pistols voltaram a reunir-se em 1996 para uma série de concertos sob o lema "We're fat, we're forty and we're back" (Estamos gordos, quarentões e de volta). Numa próxima eventual reunião do grupo, o slogan terá de sofrer uma ligeira alteração, pois Lydon já está no clube dos cinquentões - hoje completa 56 anos. Há quatro anos passaram por cá e foram cabeças-de-cartaz do Festival de Paredes de Coura.

Em 2005, foi editada uma coletânea dos maiores êxitos de John Lydon, quer ao serviço dos Sex Pistols, quer com os P.I.L.. Chama-se The Best Of British £1 Notes. O ano de 2008 não fez muito bem à imagem do cantor (como se ele estivesse preocupado com a sua imagem...). Num festival em Barcelona, em Julho de 2008, foi acusado de ataque racista pelo vocalista do Bloc Party, e no mês seguinte, foi a vez da cantora Duffy sentir na pele a fúria do senhor Lydon. Quando tentava abraçá-lo, Duffy foi empurrada e insultada pelo vocalista dos Sex Pistols. Muito mau. Ó homem, tem juízo nessa cabeça!

LLOYD COLE (51)

Lloyd Cole faz hoje 51 anos. O QA80 presta a devida homenagem a um dos maiores compositores britânicos dos anos 80, alguém cuja voz parece resistir ao passar do tempo (apesar de as imagens serem reveladoras dos mais de 20 anos que medeiam entre elas). Primeiro com os Commotions, depois a solo, Lloyd Cole pertence àquele grupo restrito de artistas que marcaram uma geração. Geração que, ainda hoje, não perde uma oportunidade para o ouvir e ver ao vivo. 2006 trouxe a homenagem musical dos escoceses Camera Obscura através do refrescante Lloyd, Are You Ready To Be Heartbroken? A ver. Eu já o vi ao vivo um bom punhado de vezes e nunca me canso! O seu último álbum data de Setembro de 2010 e chama-se Broken Record. Parabéns, Lloyd!

domingo, janeiro 29, 2012

RODDY FRAME (48)

Somewhere In My Heart (1988) é o êxito maior dos escoceses Aztec Camera, que têm ainda All I Need Is Everything (1984) e Oblivious (1983). A banda já passou à história, mas Roddy Frame, o vocalista e compositor de inegável qualidade, mantém carreira a solo, com três álbuns de originais (o último de 2006) e dois ao vivo. Hoje, completa 48 anos. Parabéns!

sábado, janeiro 28, 2012

Silvano

Ontem, um colega de trabalho apareceu com um Silvano, o meu primeiro gira-discos. Não resisti a tirar-lhe uma foto, no momento em que pôs a tocar Paulo de Carvalho, numa edição chamada "Superestrelas da Música Portuguesa". Foi num aparelho igualzinho a este que ouvi os meus primeiros vinis. Lembro-me de um modo especial das muitas noites em que colocava os singles Homem do Leme e Remar Remar, dos Xutos, com o gira-discos em silêncio (era hora de toda a gente dormir), só a escutar o ruído da agulha a percorrer as estrias do vinil. O Silvano era um compacto fabricado no Japão desde 1977 que incluía, para além de gira-discos, um leitor de cassetes e um rádio. Tinha uma tampa em plástico duro preto e podia ser transportado como se fosse uma mala de negócios. O meu perdeu-se com o tempo, muito deteriorado pelo constante e nem sempre cuidado uso. Este, do meu colega, fez-me viajar no tempo!

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Blogs do ano - 2ª fase


O Queridos Anos 80 ficou classificado na terceira posição, em dezassete blogs a concurso na categoria "Música", na primeira fase do concurso de blogs que o Aventar está a organizar. A votação para a segunda fase começou hoje e estender-se-á até 28 de janeiro. A iniciativa é fantástica e atesta a dedicação que o Aventar presta a este fenómeno - que alguns diziam estar a morrer devido às redes sociais (leia-se Facebook - da blogosfera.
Mais uma vez, gostava de contar com o vosso voto, mas também gostava que esse voto fosse merecido. Por isso, aqui têm a lista dos outros cinco blogues apurados para esta final. O meu muito obrigado a quem votou e a quem visita este espaço.

A certeza da musica
A música portuguesa a gostar dela própria
A trompa
Queridos Anos 80
sound + vision
Vai uma gasosa?

domingo, janeiro 22, 2012

STEVE PERRY (63)

Steve Perry foi o vocalista dos Journey de 1977 a 1987 e, depois, entre 1995 e 1998. É dele a voz em Don't Stop Believin', canção de 1981 que foi, quase trinta anos depois, ressuscitada pela série televisiva Glee. Não sou fã do estilo dos Journey, nem conheço qualquer outra canção da banda, mas vejo em Steve Perry um vocalista de eleição, um daqueles vozeirões de arrepiar. No currículo de Perry podemos encontrar várias colaborações com nomes dos anos 80 como Kenny Loggins, Sammy Haggar, Sheena Easton ou Jon Bonjovi. Ele foi a única voz que, na altura, não conhecia no projeto USA For Africa com We Are The World. Hoje, Steve Perry completa 63 anos. Parabéns!

A miúda do teledisco (5)

Não podia passar ao lado deste teledisco dos The Cars. Para além de ser um tema marcante dos anos 80, que deve figurar em qualquer coletânea pop da década, Drive conta, no seu video promocional, com a presença da bela e frágil Paulina Porizkova, uma super modelo de origem checa que, na altura, me deixou de queixo caído, colado ao ecrã da TV.

Paulina é a personagem principal de uma história que parece ter lugar numa instituição de doenças do foro psiquiátrico e Rik Ocasek parece ser o homem que avalia o seu comportamento, ou pelo menos, a observa atentamente, com um ar sinistro q.b.. A menina chora, sorri, volta a chorar, volta a sorrir e, em cada expressão, é de uma beleza estonteante. Estávamos em 1984, ela tinha 19 anos, ele 35, não imaginando que, cinco anos depois, estariam a jurar amor eterno ao altar, relação que dura até ao presente e da qual resultaram dois filhos.

Por isso, este é um teledisco que se insere na categoria "vocalista-casa-com-miúda-do-teledisco", de que também faz parte este, dos Whitesnake, que já tinha sido apresentado aqui há atrasado. Neste caso concreto, não foi exatamente o cantor de Drive, Benjamin Orr, quem se casou com ela, apesar da insistência em querer levá-la de carro para casa, mas sim Ocasek, o vocalista, digamos, oficial da banda.

A carreira de Paulina nas passerelles dos anos 80 atingiu grande sucesso. Em 1988, conseguiu o maior contrato de sempre no mundo da moda: 6 milhões de dólares com a marca Estée Lauder. E chegou a ter oportunidades na TV e no cinema, embora sem grande destaque. Paulina continua fantástica, aos 46 anos, como podem ver pela imagem do lado direito, e recentemente surgiu na imprensa norte-americana queixando-se de que já ninguém a convida para eventos de moda. Querida Paulina, que não seja por isso. Fala-se ao Manuel Serrão e és minha convidada no Portugal Fashion. Mostro-te a linda cidade do Porto e levo-te a uns sítios que eu cá sei.

sábado, janeiro 21, 2012

BILLY OCEAN (62)

Sim, é mesmo Billy Ocean na imagem da direita. Parece que, depois de um período em que esteve envolvido em drogas, agora está mais espiritual e dedica-se à jardinagem, a tocar flauta de pan e a dar formação vocal.

Tobaguenho de nascimento, Leslie Charles mudou-se para o Reino Unido aos 8 anos e foi lá que, em 1974, já com o nome artístico que conhecemos, gravou o seu primeiro single. O sucesso mundial chegou nos anos 80, com Caribbean Queen, uma canção que via o seu título modificado de acordo com o continente em que era editada. Por isso, foi "African Queen" e também "European Queen".

O tema que guardo como referência é Loverboy, se bem que o seu êxito em Portugal não se tenha resumido a esta canção. Basta recordarmos títulos como Suddenly, When The Going Gets Tough, The Tough Get Going (tema principal do filme A Joia do Nilo), e There’ll Be Sad Songs (To Make You Cry). O canto do cisne da carreira de Billy Ocean chegou em 1988 com o tema Get Outta My Dreams, Get Into My Car.

Billy Ocean completa hoje 62 anos. Parabéns!

WENDY JAMES (46)

Era uma vez uma loira na minha TV a gritar I don't want your money, honey, I want your love. Estávamos em 1988. Chamava-se Wendy James e era vocalista dos Transvision Vamp. Hoje, estamos em 2012 e Wendy James completa 46 anos.

Dois álbuns - Pop Art (1988) e Velveteen (1989) - ficaram para a história, mas muito do sucesso dos Transvision Vamp foi alicerçado na imagem pin-up de Wendy James. Em 1991, a editora do grupo recuou na intenção de lançar o terceiro álbum uma vez que os singles de apresentação tinham sido autenticamente linchados pela crítica e, já agora, pelo público, que lhes virou literalmente as costas. Em 1993, Wendy gravou o seu primeiro e único álbum a solo, todo ele composto por Elvis Costello. Porém, sem retorno comercial, Wendy desapareceu do mapa. Seria preciso um salto de 11 anos para voltarmos a ter notícias suas. Em 2004, regressou à atividade musical com nova banda, Racine, tendo editado dois álbuns com este projeto (estiveram em Portugal há quatro anos). Após a dissolução da banda, Wendy James lançou um trabalho a solo intitulado I Came Here To Blow Minds, de que podemos ouvir alguns temas no myspace da menina.

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Loving Rockets

(na FNAC do Marshopping, dirigindo-me a DOIS funcionários da secção de música)
- Boa tarde, o que tem de Love and Rockets?
- Desculpe? Disse...
- Love And Rockets, queria saber o que tem deles...
- Hmmm... não conheço (vira-se para o outro, que encolhe os ombros) Um momento, vou fazer a pesquisa (no computador) Disse... Loving Rockets?
- Love ..... AND ..... Rockets.
- Se me quiser dizer um título, talvez seja mais fácil e apareça logo...
- Tente "Best of"...
- Não, não temos nada...
- Obrigado.

Ora bem, quer-me parecer que um funcionário da secção de MÚSICA de uma loja tão conceituada como a FNAC tem de saber quem são os Love And Rockets. Ou, pelo menos, tem de ter ouvido falar neles. Estarei a ser demasiado exigente? Falo de uma banda que partilha a árvore genealógica de nomes como Bauhaus e Peter Murphy (sem falar nas carreiras a solo dos seus próprios membros, mas isso já era pedir de mais...), que produziu aquele que é, talvez, o melhor instrumental da música pop-rock - falo de Saudade -, que é responsável por temas como Ball Of Confusion, Kundalini Express e, principalmente, So Alive, que escalou muitas tabelas de vendas por esse mundo fora e invadiu muitas pistas de dança alternativas. Sem querer fazer disto um escândalo mundial, acho que a FNAC e os seus funcionários têm de estar à altura de um cota como eu.

terça-feira, janeiro 17, 2012

PAUL YOUNG (56)

Não, este Paul Young não morreu. Sim, este Paul Young merece a eternidade. Em primeiro lugar, é ele que abre Do They Know It's Christmas, com aquela frase que todos já cantámos pelo menos umas 300 vezes, mesmo que o resto da letra seja completamente irrelevante. Em segundo lugar, é dele uma das canções mais representativas desse nobre estado d'alma de um apaixonado que é a famosa dor de coto. A canção chama-se Everytime You Go Away (You Take A Piece Of Me With You) e aquele começo é inconfundível (ding, ding, ding, ding...). Em terceiro lugar foi ele o escolhido para "fazer" de Freddie Mercury no concerto de tributo ao vocalista dos Queen. A voz, está claro, fica a anos-luz de distância, mas valeu pela entrega nesse momento sublime.

Todo este paleio serve para introduzir a informação mais relevante: Paul Antony Young faz hoje 56 anos e, confesso, ele foi um dos meus heróis da juventude. Para quem não quer perder tempo e pretende conhecer o essencial, aconselho From Time To Time, The Singles Collection. Está lá tudo o que vale a pena (e o que não vale). O seu último longa-duração chama-se Rock Swings e apresenta um conjunto de clássicos do pop/rock com roupagem swing. Parabéns, Paul!

segunda-feira, janeiro 16, 2012

Nomes de bandas: The Bangles, Simply Red, The Stone Roses

The Bangles
As nossas queridas Bangles começaram como The Colours, mas rapidamente alteraram a sua designação para The Supersonic Bangs, um nome que foram buscar a um artigo da Esquire sobre penteados. Depois, resolveram abreviar para The Bangs, só que tiveram azar porque já existia uma banda norte-americana com esse nome. Finalmente chegaram à atual designação, que é o título de uma música do álbum homónimo de estreia dos Electric Punes (1967).

Simply Red
Mick Hucknall fez parte, durante sete anos, de uma banda chamada The Frantic Elevators (foi assim que editaram o original de Holding Back The Years). Em 1985, fundou os Red, numa alusão à cor do seu cabelo. Reza a história que o promotor de um concerto resolveu esclarecer junto de Mick o nome da banda ao que o vocalista respondeu "Red, simply red". E assim apareceu no cartaz do concerto: "Simply Red". Há quem diga que o nome da banda também tem a ver com o Manchester United, o clube preferido de Mick Hucknall.



The Stone Roses
Os The Stone Roses foram buscar a sua denominação ao título de uma novela de espionagem de Sarah Gainham, escritora britânica que cultivou o género. Esta informação não é cem por cento fidedigna, mas pode muito bem ser verdade, segundo este senhor.

SADE (53)

Helen Folasade Adu, conhecida no mundo musical por Sade, nasceu na Nigéria, mas aos 4 anos foi para Inglaterra quando a mãe (inglesa) se divorciou do pai (nigeriano). Fez parte de uma banda funk dos anos 80 chamada Pride, mas foi a solo que se impôs na música. O primeiro de muitos êxitos chamou-se Smooth Operator, que fez parte do álbum de estreia, Diamond Life (1984). O último álbum de originais chama-se Soldier of Love. Parece mentira, mas aquelas duas imagens de Sade distam pelo menos 20 anos. Hoje, completa 53! Parabéns!

domingo, janeiro 15, 2012

Blogs do Ano 2011


O Aventar organiza pela primeira vez um concurso de blogs com o objetivo de promover e divulgar o que de mais interessante se faz na blogosfera portuguesa e de língua portuguesa. O Queridos Anos 80 decidiu participar na categoria "Música". A votação começou hoje e estender-se-á até 21 de janeiro (1ª eliminatória). Gostava de contar com o vosso voto, mas também gostava que esse voto fosse o mais justo possível. Por isso, aqui têm a lista dos outros blogues a concurso (com respetiva ligação). Visitem-nos e decidam em consciência. Obrigado!

A certeza da musica
A música portuguesa a gostar dela própria
A trompa
Bairro do Vinil
Crónicas da Terra
Diz que não gosta de música clássica
Músicas dos Anos 60
Ouve-se
Portugal Rebelde
Provas de Contacto
Queridos Anos 80 (acho que não é preciso link para este, pois não?)
Raízes e Antenas
rodobalho
Santos da Casa
sound + vision
Spinning in air
Vai uma gasosa?

sábado, janeiro 14, 2012

Bowie: a preferida é...

... Absolute Beginners! A propósito do aniversário de David Bowie, no domingo passado, o Queridos Anos 80 indagou, assim à laia de sondagem, os seus leitores sobre a sua música preferida do camaleão, dentro, claro está, dos limites da década de 80. A classificação final aqui está:

1. absolute beginners - 16 (29%)
2. let's dance - 12 (22%)
3. ashes to ashes - 11 (20%)
4. modern love - 5 (9%)
5. this is not america e china girl - 3 (5%)
7. blue jean - 2 (3%)
8.loving the alien e fashion - 1 (1%)
10. day-in day-out - 0 (0%)

LL COOL J (44)

I Need Love é conhecida como a primeira balada da música rap. Apareceu em 1987 (numa altura em que o rap ainda não era hip-hop), e o responsável por esse êxito mundial foi um miúdo de 19 anos chamado LL Cool J ("chamado" é como quem diz, porque o seu nome verdadeiro é James Todd Smith III), ele que já tinha iniciado carreira em 1985, surpreendendo meio mundo com um rap de cariz mais pop e melodioso. LL Cool J nunca deixou de gravar (o seu último álbum é de 2008), mas construiu no cinema uma carreira também ela sólida. Na TV podemos vê-lo na série NCIS: Los Angeles. Hoje, o Sr. Ladies Love Cool James completa 44 anos. Parabéns! Agora toca a agarrar a miúda aí em casa e pôr este som bem alto.

domingo, janeiro 08, 2012

DAVID BOWIE (65)

O camaleão completa hoje a bonita idade de 65 anos e o QA80 não podia deixar passar a data sem referência. Com uma carreira a despontar em finais dos anos 60, David Robert Jones entrou definitivamente pelos meandros da pop na década de 80, durante a qual nos deu canções que fizeram parte de qualquer alinhamento de discoteca. Ou será que nunca "abanaram o capacete" ao som de Let's Dance, China Girl, Modern Love ou Blue Jean?

É importante referir que David Bowie está presente em alguns dos duetos mais marcantes da década, ao lado de Mick Jagger (Dancing In The Street), Queen (Under Pressure) e Tina Turner (Tonight).

Para além do seu contributo inestimável à música, Bowie também "fez uma perninha" na sétima arte. Podemos vê-lo, na década de 80, em filmes como Merry Christmas Mr. Lawrence (1983), Into The Night (1985), Absolute Beginners (1986), Labyrinth (1986) e The Last Temptation Of Christ (1988). Já no século XXI, surgiu na comédia Zoolander (2001) naquela cena hilariante do combate de manequins. Parabéns, Mr. Bowie!

sábado, janeiro 07, 2012

KENNY LOGGINS (64)

Kenny Loggins ficou para sempre ligado ao nosso imaginário musical quando cantou Footlose, a música principal do filme com o mesmo nome. Lembro-me que o teledisco misturava imagens de Loggins a cantar e de Kevin Bacon a dançar. No filme, Bacon era o miúdo que chegava a uma cidade onde a música e a dança eram proibidas. Eu nunca vi o filme, diga-se em abono da verdade. Footlose era o tema principal da banda sonora, mas nela constavam outros temas fortes como Holding out for a Hero (Bonnie Tyler) ou Hurts So Good (John Cougar).

É curioso o facto de os principais êxitos de Kenny Loggins não fazerem parte da sua discografia própria. É que, para além de Footlose, o outro grande sucesso da sua carreira também fez parte de uma banda sonora original. Trata-se do filme Top Gun e a música chama-se Danger Zone. O site oficial de Loggins fala de um artista multi-planita, multi-ouro, multi-não-sei-quê, mas sinceramente, aqui a este cantinho apenas chegaram duas músicas. Que não são más de todo, dentro do género "casa-de-máquinas-de-jogos".

Resta-me dar os parabéns a Kenny Loggins, que completa hoje 64 anos. É bom não esquecer que ele vem dos inícios dos anos 70, quando cantava com Jim Messina. A sua exuberância capilar também já vem dessa altura como podem facilmente perceber através das imagens.

A miúda do teledisco (4)

A miúda do teledisco que hoje trago ao Queridos Anos 80 é Tawny Kitaen, também conhecida como "O avião que o David Coverdale afiambrou". De facto, os dois foram marido e mulher entre 1989 e 1991, portanto dois longos anos de muito amor, sexo (Ó David, não me deixes ficar mal) e consumo de shampô naquela casa. Assim de memória, temo-la presente nos telediscos de Is This Love, Here I Go Again e The Deeper The Love.
Se em Is This Love, a ação atinge uma intensidade dramática de assinalar, com o casal a separar-se e a reconciliar-se no final, em Here I Go Again, é o regabofe total. O teledisco de HIGA é um verdadeiro tratado de irresponsabilidade na estrada. Tawny Kitaen começa por se colocar de joelhos à janela do carro, depois senta-se na janela, debruça-se sobre o vidro frontal, abraça David Coverdale, mete-lhe o pernil à frente, come-lhe a orelha. Entre uma lambidela aqui e outra acolá, David Coverdale vai estando atento à estrada, na medida do possível, até ao moimento final do teledisco, em que a marota da Tawny o arrasta para o banco traseiro, isto sempre com o Jaguar XJ em movimento, imperturbável. Este carro era mesmo muito fiável.
Tawny Kitaen não nasceu Tawny, nasceu Julie Kitaen, mas aos doze anos começou a usar o "Tawny" e toda a gente foi atrás. Na sua longa lista de namorados podemos encontrar nomes como Tommy Lee, O.J. Simpson, Jerry Seinfeld e Jon Stewart, ligações que lhe devem ter valido alguma notoriedade, já que a carreira de atriz de papéis secundários em séries televisivas de segunda nunca lhe trouxe grandes proveitos.
Se queria voltar à ribalta, conseguiu-o no século XXI mas não pelos melhores motivos. Em 2002 foi acusada de violência doméstica sobre o marido, um jogador de baseball que lhe deu dois filhos, e de quem se divorciou logo a seguir à porradinha. Em 2006, foi apanhada na posse de umas gramas de cocaína. E como não há duas sem três, em 2009, foi presa por condução sob o efeito do álcool. Não sei se estaria a pôr o pernil fora do carro para o polícia ver, mas não me admirava nada que assim fosse.

domingo, janeiro 01, 2012

A miúda do teledisco (3)

Falar desta catraia não é fácil. Por motivos factuais e por motivos sentimentais. Comecemos pelos menos dolorosos. Como já se devem ter apercebido, ela é a miúda de Sign Your Name, de Terence Trent D'Arby (que agora responde pelo nome de Sananda Maitreya). O seu nome é Kelly Brennan e era modelo quando filmou este teledisco. A partir daí, nada mais tenho sobre esta menina. Nicles. Procurei, vasculhei, e nada. Imagino que agora seja uma bem conservada quarentona, talvez com família, e a exercer design de interiores, curso que provavelmente tirou quando a carreira de modelo deixou de dar. O facto de ela proferir, no início do teledisco, aquele "Au revoir, Terence" indicia que seja francesa, mas, lá está, nada me garante que a voz coincida com a personagem. E se formos pelo nome... eu inclinar-me-ia para alguém nascido num país anglo-saxónico.
As razões sentimentais que tornam difícil escrever este texto é que a Kelly foi uma paixão de um adolescente de 16/17 anos que ficava colado ao ecrã sempre que o teledisco passava no Top Disco, desejando que a ficção se tornasse realidade (à maneira do Take On Me, dos A-Ha) e pudesse entrar na história, esmurrar o Terence e trazer a miúda pela mão. Esse adolescente era eu, e consegui sobreviver para contar. O que me atraiu em Kelly foi aquela beleza frágil, quase filigrana, o olhar suspenso, a madeixa a cair para a frente do rosto, e aqueles lábios para os quais não encontro adjetivos. Entretanto, Kelly Brennan, se estiveres a ler isto, diz qualquer coisa para o e-mail.

sexta-feira, dezembro 30, 2011

PATTI SMITH (65)

A edição discográfica de Patti Smith nos anos 80 reduz-se a apenas um álbum: Dream Of Life. Com quatro álbuns editados nos anos setenta, obra e graça do seu Patti Smith Group (o magnífico Because The Night, de 1978, foi o primeiro single comprado lá em casa, pela minha irmã), Smith foi importante na cena punk nova-iorquina (não por acaso, chamaram-lhe a Madrinha do Punk). O álbum Dream Of Life produziu um single que tocou bastante em Portugal, no final da década. Chama-se People Have The Power e, em 2004, foi recuperada por Bruce Springsteen (co-autor de Because The Night) para os concertos da campanha Vote For Change, que exortavam ao voto nas eleições americanas. Em 2007, Patti Smith teve direito ao seu lugar no Rock and Roll Hall of Fame e, no ano seguinte, surgiu um documentário, realizado por Steven Sebring, sobre a vida da cantora-compositora. O título foi buscar a designação do seu único álbum gravado nos anos 80: Patti Smith: Dream of Life. Hoje completa 65 anos. Parabéns!

terça-feira, dezembro 27, 2011

A miúda do teledisco (2)

Em Run To You, corre com determinação para os braços de Bryan Adams, faça chuva, faça esferovite (que é aquilo que eles acharam que podia passar por neve). Em Summer of 69, deixa o marido à beirinha de um ataque de nervos ao passar de automóvel pelo local onde a banda interpreta a canção. Em Somebody (este teledisco começa exatamente no mesmo ponto em que Summer of 69 acaba), deixa o marido embriagado nas mãos da polícia para ir ver o concerto de Bryan Adams mesmo do outro lado da rua (algo que já aconteceu a todas as mulheres pelo menos uma vez na vida). Em Heaven, faz parte da multidão que assiste ao concerto, obrigando o pobre Bryan, no final, a sair a correr atrás dela. Ela chama-se Lysette Anthony e é a miúda dos telediscos de Bryan Adams.
Quando foi contactada para participar nestes vídeos, Lysette já era uma cara conhecida no Reino Unido. Para além de, em 1980, com apenas 16 anos, ter sido, digamos, oficiosamente anunciada como a "Face of the Eighties", por um fotógrafo chamado David Bailey, esta britânica nascida em Londres já contava com uma série de participações em séries e filmes produzidos para TV. Em 1992, fez parte do magnífico filme de Woody Allen, Husbands and Wives, naquele talvez tenha sido o trabalho que lhe granjeou maior reconhecimento. Mas a comunidade cinéfila poderá pronunciar-se com mais autoridade sobre isso do que eu. No que diz respeito à música, Lysette Anthony participou ainda em outros telediscos, sendo o mais célebre I Feel You dos Depeche Mode (do magnífico Songs of Faith and Devotion). Pela fotografia que vos trago, aqui do lado direito, podemos verificar que, aos 48 anos, Lysette Anthony mantém os seus atributos no seu devido lugar. Falo, evidentemente, dos seus lindos olhos azuis.

domingo, dezembro 25, 2011

A miúda do teledisco (1)

A miúda do teledisco de Last Christmas, dos Wham, chama-se Kathy Hill e foi escolhida após um casting intensivo que procurava uma mocinha com aspeto mais velho do que o George Michael. Sinceramente, no teledisco, não dá para ver essa diferença de idades, mas, na realidade, Kathy filmou o vídeo com 29 anos, enquanto que George tinha apenas 21.
A história da coisa é por demais sabida: os dois têm uma relação no Natal anterior, altura em que George Michael lhe oferece o seu coração, metaforicamente concretizado num broche muito bonito; um ano depois, encontram-se numa estância de inverno (o teledisco foi filmado na Suiça), cada um com o seu respetivo mais-que-tudo, fazendo parte de um grupo de amigos alargado; Andrew Ridgeley é o atual namorado de Kathy e traz na lapela o broche que George tinha dado à menina um ano antes. Não se faz. Por entre olhares e memórias, conseguimos perceber que ainda há ali um sentimento qualquer entre os dois.

Kathy Hill era uma modelo de anúncios publicitários e assim continuou ao longo da sua vida, tendo Last Christmas dado um impulso inestimável à sua carreira. Atualmente com 55 anos - eu diria, os 55 anos mais conservadinhos que vi até hoje - Kathy aproveita o facto de o mercado procurar fifty plus com regularidade. Podemos ver alguns dos seus ensaios aqui e aqui. E um anúncio televisivo aqui, em que apreciamos Kathy Hill em todo o seu esplendor.
Voltando ao teledisco, foi através de uma entrevista de Kathy Hill a um site alemão, (e graças ao tradutor do google chrome), que consegui saber algumas curiosidades sobre aquele que é talvez o mais popular video pop de Natal do mundo. Por exemplo, o broche que passa para a lapela de Andrew Ridgeley era uma joia que pertencia à sua avó e que foi a certa altura perdida nas filmagens, fazendo assim movimentar meio mundo na procura do objeto. Acabaram por encontrá-lo no casaco de Kathy, dentro de uma mala, facto que a fez morrer de vergonha.
Supostamente, e segundo o diretor do hotel onde ficaram hospedados, George e Andrew não queriam ser fotografados juntos, tendo mesmo ficado hospedados em quartos bem longe um do outro. O entrevistador pergunta a Kathy se sentiu, na altura, alguma tensão entre os dois - lembre-se que os Wham se separariam dois anos depois - ao que ela respondeu que não, que os dois se portavam como amigos de escola, Andrew mais divertido e expansivo, e George mais perfecionista e concentrado no trabalho.