Nunca vi em Jim Kerr um cantor tecnicamente dotado, daqueles que são quase infalíveis ao vivo. No entanto, posso assegurar-vos que estamos perante um dos meus ídolos de infância, porque o vocalista dos Simple Minds tinha (e tem) aquilo que falta a muito bom cantor que anda por aí: presença (ou, se quiserem, carisma). Depois, há as canções. Someone Somewhere in Summertime, Don't You (Forget About Me), Alive And Kicking, Sanctify Yourself, entre muitas outras. Este escocês, que completa hoje 53 anos, foi casado com Chrissie Hynde (1984-1990) e com Patsy Kensit (1992-1996), duas cantoras de estilos completamente diferentes. Pudemos vê-lo, a ele e aos Simple Minds, há sensivelmente seis anos, num concerto realizado em Cantanhede, no âmbito da EXPOFACIC. Em 2008 celebraram 30 anos de carreira com uma grande digressão. O último álbum da banda chama-se Graffiti Soul. Quanto a Jim, lançou em 2010 o seu primeiro registo a solo: Lostboy! AKA Jim Kerr. No ano passado, lançou dois singles. Parabéns, Jim!abc bangles billy idol bruce springsteen cyndi lauper classix nouveaux climie fisher cult cure erasure depeche mode duran duran echo & the bunnymen gazebo housemartins human league industry jesus and mary chain kim wilde lloyd cole madonna mission new order nik kershaw omd prince sandra sigue sigue sputnik sisters of mercy smiths sound spandau ballet time bandits u2 voice of the beehive waterboys wham yazoo e... muitos mais!
segunda-feira, julho 09, 2012
JIM KERR (53)
Nunca vi em Jim Kerr um cantor tecnicamente dotado, daqueles que são quase infalíveis ao vivo. No entanto, posso assegurar-vos que estamos perante um dos meus ídolos de infância, porque o vocalista dos Simple Minds tinha (e tem) aquilo que falta a muito bom cantor que anda por aí: presença (ou, se quiserem, carisma). Depois, há as canções. Someone Somewhere in Summertime, Don't You (Forget About Me), Alive And Kicking, Sanctify Yourself, entre muitas outras. Este escocês, que completa hoje 53 anos, foi casado com Chrissie Hynde (1984-1990) e com Patsy Kensit (1992-1996), duas cantoras de estilos completamente diferentes. Pudemos vê-lo, a ele e aos Simple Minds, há sensivelmente seis anos, num concerto realizado em Cantanhede, no âmbito da EXPOFACIC. Em 2008 celebraram 30 anos de carreira com uma grande digressão. O último álbum da banda chama-se Graffiti Soul. Quanto a Jim, lançou em 2010 o seu primeiro registo a solo: Lostboy! AKA Jim Kerr. No ano passado, lançou dois singles. Parabéns, Jim!
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domingo, julho 08, 2012
ANDREW FLETCHER (51)

Andy Fletcher, natural de Nottingham e membro fundador dos Depeche Mode (uma das maiores bandas à face da Terra, caso ainda não se tenham apercebido), completa hoje 51 anos. Parabéns!
Apesar de nunca ter composto qualquer canção nos Depeche Mode e de a sua figura não ter o mesmo relevo mediático que Gore e Gahan, Andy Fletcher é uma espécie de consciência do grupo, alguém que possibilita o equilíbrio que nem sempre foi fácil entre Gore e Gahan... A importância de Fletcher estende-se ainda à gestão dos negócios da banda e à comunicação com os media.
Os momentos de paragem criativa dos Depeche Mode dão oportunidade aos seus membros de se envolverem em projetos a solo. Fletcher tem-se dedicado à atividade de DJ. A sua actividade musical esteve ligada também ao duo feminino Client, que passou por Portugal no Festival Dunas de S. Jacinto, em julho de 2003. As Client foram a razão da criação da editora Toast Hawaii, que agora se mantém um pouco adormecida. Mais uma vez, parabéns Andy!
Apesar de nunca ter composto qualquer canção nos Depeche Mode e de a sua figura não ter o mesmo relevo mediático que Gore e Gahan, Andy Fletcher é uma espécie de consciência do grupo, alguém que possibilita o equilíbrio que nem sempre foi fácil entre Gore e Gahan... A importância de Fletcher estende-se ainda à gestão dos negócios da banda e à comunicação com os media.
Os momentos de paragem criativa dos Depeche Mode dão oportunidade aos seus membros de se envolverem em projetos a solo. Fletcher tem-se dedicado à atividade de DJ. A sua actividade musical esteve ligada também ao duo feminino Client, que passou por Portugal no Festival Dunas de S. Jacinto, em julho de 2003. As Client foram a razão da criação da editora Toast Hawaii, que agora se mantém um pouco adormecida. Mais uma vez, parabéns Andy!
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quinta-feira, julho 05, 2012
HUEY LEWIS (62)
Huey Lewis faz-me lembrar aquele tio que nos visita de meio em meio ano e traz sempre uma namorada nova debaixo do braço. Tem aquele ar maroto e traquina, mas em quem podemos confiar. Esforça-se por manter uma aparência jovem, abusando da ganga e das sapatilhas, e dá-nos conselhos sobre a difícil arte de seduzir a miúda da carteira do lado. Gostamos do tio Huey, portanto.
Com os The News deixou marca no rock americano dos anos 80 com temas como If This Is It, Stuck With You, e obviamente, The Power of Love, a canção que os catapultou para a fama mundial, em grande parte graças ao filme Regresso Ao Futuro. O seu percurso na década de 80 ficou ainda marcado por uma questão judicial, quando pôs um processo a Ray Parker Jr por este ter alegadamente plagiado I Want A New Drug com o tema principal do filme Ghostbusters. A mim parece-me descarada a colagem. Vejam por vocês mesmos: aqui e aqui.
Os Huey Lewis and the News continuam a tocar ao vivo, e gravaram o seu nono álbum de estúdio em 2010, Soulsville, depois de um hiato de quase dez anos.
Hoje, Huey Lewis completa 62 anos. Parabéns, tio Huey!
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quarta-feira, julho 04, 2012
Echo & the Bunnymen em V. N. de Gaia
Foi com uma magnífica vista sobre o rio Douro e a cidade do Porto como pano de fundo que os Echo & the Bunnymen regressaram aos palcos portugueses, trinta anos depois de terem atuado em Vilar de Mouros. A noite estava fria, mas o recinto na Serra do Pilar quase encheu com uma multidão de indefetíveis da onda rock alternativa dos anos 80. Da banda original restam Ian McCulloch e Will Sergeant, a força motriz da banda que, nos anos 80, contava ainda com Les Pattinson (agora membro dos Wild Swans) e Pete de Freitas (falecido em 1989).
Para mim, foi o completar de mais uma etapa dessa tarefa árdua de ainda conseguir ver ao vivo uma série de bandas que povoaram a minha adolescência. Por isso é fácil imaginar a alegria que me encheu a alma no sábado ao ver os Echo & The Bunnymen - estão naquele patamar onde convivem bandas como os The Smiths, os Jesus And Mary Chain ou os The Sound - desfilarem uma série de músicas que fazem parte da banda sonora da minha vida. De Do It Clean a The Cutter, passando por Bring On The Dancing Horses, The Killing Moon e Seven Seas, a setlist centrou-se no catálogo das banda dos anos 80 e a malta não se queixou. A voz de Ian McCulloch permanece angelical, como se o tempo não quisesse nada com ela, e o senhor até se mostrou mais comunicativo do que eu julgava. A setlist completa pode ser vista aqui. Para mais fotos, visitem a página do facebook do Queridos Anos 80.
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segunda-feira, junho 25, 2012
GEORGE MICHAEL (49)
George Michael faz hoje 49 anos. Para mim, uma das grandes vozes da pop dos anos 80, e, atrever-me-ia a dizer, da música de sempre. Ao lado de Andrew Ridgeley deixou a sua marca em muitas paredes de quarto de meninas adolescentes, fazendo dos Wham um dos maiores fenómenos musicais da década. Quando a fórmula se esgotou, George Michael encetou uma carreira a solo com o álbum Faith (1987), do qual fazem parte clássicos como Father Figure, I Want Your Sex, Kissing A Fool, entre outros. Até ao presente, a sua discografia compreende os seguintes álbuns (sem contar com as compilações e o Five Live, no tributo a Freddie Mercury): Faith (1987), Listen Without Prejudice (1990), Older (1996), Songs From The Last Century (1999), Patience (2004).
Os anos 90 não foram fáceis para o cantor. O conflito desgastante com a Sony, a morte do seu companheiro, a detenção por atentado ao pudor, as múltiplas questões com os media e a sua orientação sexual, a morte da sua mãe, enfim, um sem-número de situações que fizeram da vida de Georgios-Kyriacos Panayiotou algo que certamente ele não planeara.
Em 12 de Maio de 2007, abriu a digressão Twentyfive em Portugal, no Estádio de Coimbra, naquele que foi um concerto memorável. Para quando o regresso? E para quando novo álbum? Já lá vão 8 anos!
Os anos 90 não foram fáceis para o cantor. O conflito desgastante com a Sony, a morte do seu companheiro, a detenção por atentado ao pudor, as múltiplas questões com os media e a sua orientação sexual, a morte da sua mãe, enfim, um sem-número de situações que fizeram da vida de Georgios-Kyriacos Panayiotou algo que certamente ele não planeara.
Em 12 de Maio de 2007, abriu a digressão Twentyfive em Portugal, no Estádio de Coimbra, naquele que foi um concerto memorável. Para quando o regresso? E para quando novo álbum? Já lá vão 8 anos!
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terça-feira, junho 19, 2012
PAULA ABDUL (50)
E lá voltamos nós ao lugar comum do Vinho do Porto... Não sei se a Paula Abdul alguma vez bebeu do néctar produzido na maravilhosa região do Douro, mas olhando-se para ela tem-se a certeza que, quanto mais velha... melhor. A miúda de Straight Up (1988) e Rush Rush (1991) teve uma carreira musical curta, por isso foi obrigada a procurar a felicidade noutro sítio. Encontrou-a na televisão, como elemento do júri de American Idol, programa que deixou em 2009. E em Setembro de 2011, voltou a sentar-se ao lado do irascível Cowell para a versão americana de The X Factor. E agora, uma curiosidade: foi Paula Abdul quem coreografou o teledisco de Alone, dos Heart. Hoje, Paula faz 50 anos. Parabéns!
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segunda-feira, junho 18, 2012
PAUL MCCARTNEY (70)
De Paul McCartney no anos 80 há mesmo muita coisa a dizer, só que não tenho pachorra para lhe dedicar um texto longo. Pá, é assim, tipo, 'tão a ver... não gosto do gajo, "prontos". Mas reconheço que sem ele as coisas seriam diferentes. Como, não sei, mas seriam diferentes de qualquer maneira. Assim de repente, quando penso no que ele andou a fazer nos anos 80, vêm-me à mente cinco canções:
1. Ebony & Ivory (1982), em dueto com Stevie Wonder. Uma canção bonitinha e ideal para abordar a temática "todos diferentes todos iguais". Fez parte do aclamado álbum Tug Of War, que se fartou de ganhar prémios.
2. The Girl Is Mine, em dueto com Michael Jackson, muitos anos antes de se saber que afinal, do ponto de vista de Jackson, o título deveria ser "The Boy Is Mine".
3. Say Say Say, em dueto com... Michael Jackson (outra vez!), cujo teledisco, se não me engano, mostrava-os a fazerem de uma espécie de saltimbancos trafulhas (esta palavra estranha quer dizer trapaceiros). Esta música fez parte de mais um álbum de sucesso, The Pipes Of Peace, cujo tema-título também provou do néctar do êxito (que linda metáfora...). O teledisco até ganhou um prémio.
4. No More Lonely Nights, canção que fez parte da banda sonora do filme Give My Regards To Broad Street (1984), um completo falhanço, apesar de nele figurarem McCartney, Ringo e as suas respetivas esposas. Ah, e ainda atores "a sério" como Bryan Brown e Tracey Ullman.
5. We All Stand Together, aquela musiquinha infantil que nos levava a fazer figuras tristes quando nos púnhamos a cantar "Pom, pom, pom, aíã! pom, pom, pom, aíã!" O teledisco era cómico.
Hoje, Paul completa 70 anos! Parabéns!
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sábado, junho 16, 2012
LENA D'ÁGUA (56)
Lena D'Água faz parte, com Adelaide Ferreira e Xana (Rádio Macau) da santíssima trindade feminina da pop-rock portuguesa dos anos 80. Apesar de ter começado na música e no teatro nos anos 70, é com os Salada de Frutas e com o single Robot que vê o seu nome reconhecido em termos nacionais, um nome com um peso futebolístico já de si a não menosprezar, uma vez que o seu pai é José Águas, antiga glória do Benfica. A experiência seguinte chamou-se Banda Atlântida, sempre ao lado do produtor e compositor Luís Pedro Fonseca. Canções como Vígaro Cá Vígaro Lá, Perto de Ti, No Fundo Dos Teus Olhos De Água ou Jardim Zoológico fazem parte da fase pop-rock despretensioso que recordo com mais carinho. A fase de Sempre Que O Amor Me Quiser ou Dou-te Um Doce é menos interessante, ainda que seja a que maior sucesso comercial lhe trouxe. Hoje, Lena D'Água completa 56 anos. Parabéns!
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quinta-feira, junho 07, 2012
PRINCE (54)
Há muitas palavras para qualificar Prince, mas só uma resume tudo aquilo que ele é na música dos anos 80: génio. Já exigiu ser conhecido por um símbolo, pela expressão The Artist Formerly Known as Prince, ou simplesmente por The Artist, pelo nome Victor, e nunca se sabe quando inventará outra. Para o comum amante da sua música, ele será sempre Prince, a designação sob a qual temas como Purple Rain, When Doves Cry ou Kiss viram a luz do dia. Não há muito que se possa dizer de Prince que já não se saiba. Editou o primeiro disco, For You, em 1978, e, mais de 30 anos depois, continua a editar regularmente. Todos sabemos que nem tudo na discografia de Prince vale a pena e que há momentos de alguma letargia criativa (principalmente a partir de Diamonds And Pearls). Mas o que de bom ele nos trouxe, e foi muito, faz dele um dos ícones incontornáveis da música pop de sempre. E os seus últimos álbuns são, na minha opinião, muito bons! O homem que há dois anos passou pelo Super Bock Super Rock completa hoje 54 anos. Parabéns!
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terça-feira, junho 05, 2012
RICHARD BUTLER (56)
Richard Butler é o vocalista de uma das bandas mais apaixonantes dos anos 80, os Psychedelic Furs. Conquistaram-me a partir do álbum Mirror Moves, e, com Pretty In Pink, da banda sonora do filme homónimo, atingiram um reconhecimento mais alargado. A voz de Butler foi elemento distintivo numa banda que nunca hesitou em fazer-se acompanhar de um saxofone quente e melodioso. O último álbum de originais data de 1991 e contém o magnífico Until She Comes. Em 2001, a banda voltou a reunir-se e tem dado concertos por esse mundo fora, tendo mesmo contemplado Portugal com a sua presença há dois anos. Pelo meio, Richard Butler editou o seu primeiro registo a solo, homónimo, em 2006, e é senhor de uma carreira com sucesso na pintura (o quadro que figura na capa do seu álbum a solo é da sua autoria). Hoje, completa 56 anos. Parabéns!
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sexta-feira, junho 01, 2012
ALAN WILDER (53)
Este senhor substituiu Vince Clarke quando este saiu dos Depeche Mode. Jamais iremos saber como seriam os DM se Clarke não tivesse saído. Mas sabemos que, com Alan Wilder, os DM formaram uma das maiores bandas de sempre. Pelo menos esta é a opinião do corpo redatorial do Queridos Anos 80, que é composto, como todos sabem, pela minha pessoa.Alan Wilder sempre foi o músico mais experiente dos Depeche Mode e o único que, na realidade, teve aulas de piano. De 1983 a 1993, Wilder tocou sintetizador, fez segundas vozes (atenção à versão ao vivo de Everything Counts, no 101) e foi o responsável pelos efeitos sonoros e lado mais técnico do som da banda. Apesar de toda a tarefa de composição estar entregue a Martin Gore, ainda sobrou espaço para Wilder compor algumas canções, entre as quais Get The Balance Right (83), Work Hard (83), And Then... (83) e If You Want (84). Na digressão de Songs Of Faith And Devotion, Wilder surpreendeu ao aparecer a tocar bateria, mas após o final da digressão, saiu da banda. Não considero que a sua saída tenha causado grandes danos artísticos ao grupo (Gore continuou a compor como ninguém, Gahan a cantar bem e Fletcher... bem, Fletcher é Fletcher), mas perdeu-se um pouco aquele lado mais experimentalista que algumas canções apresentavam.
Em 1986 iniciou o seu projecto pessoal, Recoil. Alan Wilder completa hoje 53 anos. Parabéns!
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domingo, maio 27, 2012
SIOUXSIE SIOUX (55)
A mulher mais carismática da música alternativa dos anos 80 faz hoje anos. Siouxsie Sioux (Susan Janet Ballion), a vocalista dos Siouxsie and the Banshees (e dos Creatures) completa hoje a bonita idade de 55 anos. Há tantos momentos bons desta diva dark nos anos 80 que é difícil selecionar os meus preferidos. Assim de repente, Israel ao vivo (álbum Nocturne), Cities In Dust, Candy Man, This Wheel's On Fire, The Killing Jar, The Last Beat Of My Heart,... Parabéns!
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terça-feira, maio 22, 2012
MORRISSEY (53)
everyday is like sunday, everyday is silent and grey
Morrissey completa hoje 53 anos. Vocalista dos The Smiths, foi uma das principais referências, senão a principal, da indie-pop-rock dos anos 80.
Steven Patrick Morrissey nasceu em Manchester, em Inglaterra. Aos 18 anos foi presidente do clube de fãs inglês dos New York Dolls. Desenvolveu também uma espécie de culto pela figura de James Dean, que culminou na autoria do livro James Dean Is Not Dead. Em finais dos anos 70 cantou numa banda chamada Nosebleeds, mas foi em 1982, quando conheceu o guitarrista Johnny Marr, que o seu futuro - e já agora o da música - ficou decididamente marcado. Começaram a escrever canções juntos e, em 1983, lançavam o single Hand In Glove, sob a designação de The Smiths. A partir daí foi todo um percurso de talento, culto e polémica. Em 1987, lançaram o seu último álbum de estúdio, Strangeways, Here We Come, após o qual, Marr deixou o grupo em conflito aberto com Morrissey.
O ano de 1988 marca o início da carreira a solo de Morrissey, já depois da dissolução dos The Smiths. Os dois singles que lançou nessa altura depressa se constituíram como duas das mais belas composições pop de sempre. Chamam-se Suedehead e Everyday Is Like Sunday. O álbum de estreia, Viva Hate, foi a melhor resposta de Morrissey àqueles que vaticinavam o seu fracasso sem a "muleta" Marr. Produzido por Stephen Street e contando com Vini Reilly (Durutti Column) na guitarra, Viva Hate revelou a face mais pop de Morrissey e até incluiu a presença do sintetizador, instrumento maldito para os The Smiths. Antes do final da década, surgiu o single The Last Of The Famous International Playboys, mais uma pérola pop, enriquecida por um dos títulos mais mordazes da música, na minha opinião.
Durante a década de 90, Morrissey teve dificuldades em atingir o nível de Viva Hate. Teríamos de esperar até 2004, ano em que surgiu aquele que é, para mim, um dos melhores álbuns de todos os tempos: You Are The Quarry. Logo de seguida, quase sem que contássemos, surgiu Ringleader Of The Tormentors, na minha opinião não tão forte como o seu antecessor. 2009 viu a edição de Years Of Refusal, álbum cuja capa fica para a história como uma das melhores que a indústria musical já viu. Ora vejam. Aos 53 anos, ele parece estar na melhor forma de sempre, e prepara-se para visitar o nosso país, no Cascais Music Festival, no dia 24 de julho. Eu juro que vou fazer tudo para estar lá! Parabéns, Moz!
Morrissey completa hoje 53 anos. Vocalista dos The Smiths, foi uma das principais referências, senão a principal, da indie-pop-rock dos anos 80.Steven Patrick Morrissey nasceu em Manchester, em Inglaterra. Aos 18 anos foi presidente do clube de fãs inglês dos New York Dolls. Desenvolveu também uma espécie de culto pela figura de James Dean, que culminou na autoria do livro James Dean Is Not Dead. Em finais dos anos 70 cantou numa banda chamada Nosebleeds, mas foi em 1982, quando conheceu o guitarrista Johnny Marr, que o seu futuro - e já agora o da música - ficou decididamente marcado. Começaram a escrever canções juntos e, em 1983, lançavam o single Hand In Glove, sob a designação de The Smiths. A partir daí foi todo um percurso de talento, culto e polémica. Em 1987, lançaram o seu último álbum de estúdio, Strangeways, Here We Come, após o qual, Marr deixou o grupo em conflito aberto com Morrissey.
O ano de 1988 marca o início da carreira a solo de Morrissey, já depois da dissolução dos The Smiths. Os dois singles que lançou nessa altura depressa se constituíram como duas das mais belas composições pop de sempre. Chamam-se Suedehead e Everyday Is Like Sunday. O álbum de estreia, Viva Hate, foi a melhor resposta de Morrissey àqueles que vaticinavam o seu fracasso sem a "muleta" Marr. Produzido por Stephen Street e contando com Vini Reilly (Durutti Column) na guitarra, Viva Hate revelou a face mais pop de Morrissey e até incluiu a presença do sintetizador, instrumento maldito para os The Smiths. Antes do final da década, surgiu o single The Last Of The Famous International Playboys, mais uma pérola pop, enriquecida por um dos títulos mais mordazes da música, na minha opinião.
Durante a década de 90, Morrissey teve dificuldades em atingir o nível de Viva Hate. Teríamos de esperar até 2004, ano em que surgiu aquele que é, para mim, um dos melhores álbuns de todos os tempos: You Are The Quarry. Logo de seguida, quase sem que contássemos, surgiu Ringleader Of The Tormentors, na minha opinião não tão forte como o seu antecessor. 2009 viu a edição de Years Of Refusal, álbum cuja capa fica para a história como uma das melhores que a indústria musical já viu. Ora vejam. Aos 53 anos, ele parece estar na melhor forma de sempre, e prepara-se para visitar o nosso país, no Cascais Music Festival, no dia 24 de julho. Eu juro que vou fazer tudo para estar lá! Parabéns, Moz!
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segunda-feira, maio 14, 2012
IAN ASTBURY (50)
Considero o álbum Love (1985), dos The Cult, como um dos meus preferidos da década de 80. É um álbum rock que ouço com prazer do início ao fim, aqui e ali pincelado com uma vertente gótica que eles abandonariam no álbum seguinte, o poderoso Electric (1987). Ian Astbury, o vocalista, sempre foi uma personalidade algo enigmática para mim e apesar dos rumores sobre as suas más prestações ao vivo (pelo menos inferiores aos registos em estúdio), lamento o facto de nunca os ter visto ao vivo. E oportunidades não faltaram. Creio que, agora em 2012, no Festival Marés Vivas, finalmente terei oportunidade de colar este cromo na caderneta dos meus concertos. Entretanto, o último álbum está aí a rebentar e chama-se Choice Of Weapon. Ian Astbury, que "fez" de Jim Morrison aqui há uns anos, completa hoje 50 anos. Parabéns!
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quinta-feira, maio 10, 2012
sábado, maio 05, 2012
Sétima Legião na Casa da Música
O concerto da Sétima Legião em Lisboa deve ter acabado há alguns minutos e eu só lá não estou porque a crise não deixa. Esta crise que está a dar cabo das nossas finanças e nos impede de vivermos a vida na plenitude. Como, por exemplo, ir a Lisboa ver, outra vez, uma das bandas da minha vida.
Estive na Casa da Música no domingo passado, na companhia de um amigo de sempre, com quem tinha visto a Sétima em 1991, no Coliseu do Porto, num concerto que teve a primeira parte a cargo dos Diva. Quase vinte anos depois, este concerto soube-me a reencontro de melhores amigos, de gente que não se vê há uma porrada de anos, mas que sempre esteve perto, connosco, sempre nos acompanhou. A Sétima Legião reencontrou-se e reencontrou-nos, aos fãs, aos seus admiradores. E aquelas canções continuam bem vivas, bem fortes, com uma pujança admirável, própria das canções intemporais e incríveis. Porque aquelas canções são incríveis de belas. As melodias, os arranjos, as letras do Francisco, a voz nostálgica do Pedro, o acordeão do Gabriel, a gaita de foles do Paulo, tudo concorre para uma harmonia em palco que é única na música portuguesa.
E saímos de lá de alma cheia, com um sorriso da orelha a orelha, e com vontade de os ver outra vez o mais rapidamente possível, de os acompanhar para todo o lado, e, claro, de comprar a reedição da discografia que vem aí, que incluirá o DVD do concerto que a RTP2 transmitiu na altura (podem encontrar na página do Queridos Anos 80 no You Tube, excertos deste concerto que eu coloquei a partir de uma velhinha cassete VHS). Entretanto, já foi anunciada uma nova data para o Porto - 11 de outubro - desta feita para o Coliseu. A Casa da Música oferece outras garantias de qualidade sonora, mas será no Coliseu que o verdadeiro ambiente "Sétima Legião" fará sentido, livre de cadeiras que só atrapalham na hora de saltar e dançar.
Estive na Casa da Música no domingo passado, na companhia de um amigo de sempre, com quem tinha visto a Sétima em 1991, no Coliseu do Porto, num concerto que teve a primeira parte a cargo dos Diva. Quase vinte anos depois, este concerto soube-me a reencontro de melhores amigos, de gente que não se vê há uma porrada de anos, mas que sempre esteve perto, connosco, sempre nos acompanhou. A Sétima Legião reencontrou-se e reencontrou-nos, aos fãs, aos seus admiradores. E aquelas canções continuam bem vivas, bem fortes, com uma pujança admirável, própria das canções intemporais e incríveis. Porque aquelas canções são incríveis de belas. As melodias, os arranjos, as letras do Francisco, a voz nostálgica do Pedro, o acordeão do Gabriel, a gaita de foles do Paulo, tudo concorre para uma harmonia em palco que é única na música portuguesa.
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sábado, abril 21, 2012
ROBERT SMITH (53)
Robert James Smith completa hoje 53 anos. Nasceu em Blackpool, Inglaterra, a 21 de Abril de 1959. Os pais chamam-se Rita e Alex. Robert tem duas irmãs e um irmão, mas não usam o mesmo tipo de penteado. Aos 14 anos conheceu a mulher da sua vida, Mary Poole, com quem se casou em Agosto de 1988. Parece que são muito felizes e tomaram a decisão de não ter filhos.
Em 1976, com apenas 17 anos, formou os Easy Cure, que depois passariam simplesmente a The Cure. Robert Smith achou que Easy Cure soava demasiado a uma banda hippie.Fez parte dos Siouxsie & the Banshees entre 1983 e 1984 e formou com o baixista Steve Severin e a vocalista Jeanette Landray o projecto The Glove, que deu origem a um álbum intitulado Blue Sunshine.
Robert Smith tem fama de gostar da pinga. Aliás, é conhecida a sua tendência, pelo menos, enquanto era mais novo, de tocar sob a influência do álcool. Isto, de resto, ajudava-o a ultrapassar um dos seus grandes medos: o medo do palco.
Os The Cure já atuaram em Portugal uma meia dúzia de vezes e preparam-se para nos visitar no Optimus Alive deste ano. Vamos lá ver se é desta que os vou ver!
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segunda-feira, abril 09, 2012
SHE WANTS REVENGE em Portugal
Os SHE WANTS REVENGE tocam a 15 de junho no HARD CLUB (Porto) e a 16 de junho no espaço TMN AO VIVO (Lisboa). E o que é que estes norteamericanos, já com três álbuns em carteira, têm que ver com os QUERIDOS ANOS 80? Muito, digo eu, uma vez que a sua sonoridade vai beber a monstros sagrados do pós-punk dos anos 80 como Chameleons, The Sound, The Cure, Joy Division ou New Order... Por isso, um concerto a não perder!
Bilhetes já à venda. Toda a info em: http://www.soundfactory.org/
sábado, abril 07, 2012
JOHN OATES (63)
John Oates pode ter perdido a bigodaça farfalhuda, mas não perdeu aquele ar desconfiado de quem se prepara para nos fazer a folha a qualquer momento. E com uma ponta-e-mola para facilitar as coisas. São já 63 anos para a outra metade da dupla Hall & Oates, responsável pelo tema Maneater. Esta dupla continua em intensa atividade como se pode verificar na página oficial. Parabéns, pá. E anima-te!
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segunda-feira, abril 02, 2012
KEREN WOODWARD (51)
Esta era a morena ou a ruiva (depende da época) das Bananarama. Agora, está loura. E casada com o Andrew Ridgeley, dos Wham. Em 2005, juntou-se a Sara Dallin e fez renascer as Bananarama, agora como duo. Em 2009 lançaram o décimo álbum de originais, com o título Viva. E estão aí para as curvas. Keren faz hoje 51 anos. Parabéns!
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segunda-feira, março 26, 2012
DIANA ROSS (68)
Quando Diana Ross chegou aos anos 80 já era um dos maiores nomes de sempre da música, com carreira sólida na Motown, quer com as Supremes, quer a solo. O início da década de 80 marca mesmo a sua despedida da lendária editora de Berry Gordy, através do álbum Diana, que incluiu os adoravelmente dançáveis Upside Down e I'm Coming Out. Do resto da década, recordo o dueto com Lionel Richie, em Endless Love; o outro dueto com Julio Iglesias, em All Of You; e, claro, o magnífico Chain Reaction, obra dos Bee Gees, que fica como um dos sons mais deliciosamente dançáveis da década. Hoje, Diana Ross completa 68 anos. Parabéns!
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sexta-feira, março 16, 2012
NANCY WILSON (58)
As irmãs Wilson fundaram os Heart ainda nos anos 70, construíndo uma carreira de respeito no âmbito do hard-rock norte-americano. Nos anos 80, atingiram o sucesso à escala mundial graças a temas como Alone e What About Love. Apesar de não ser a vocalista principal - a sua principal ocupação é a guitarra - , Nancy Wilson canta algumas canções, das quais se destaca These Dreams. Foi casada com o realizador Cameron Crowe durante 24 anos. Divorciaram-se em 2010. Hoje completa 58 anos. Parabéns!
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quinta-feira, março 15, 2012
TERENCE TRENT D'ARBY (50)
No dia em que vi o teledisco de Sign Your Name pela primeira vez, apaixonei-me pela miúda que o protagoniza e que termina, para mal dos meus pecados, a beijar longa e apaixonadamente o senhor que canta (sim, que eu ganhei-lhe um ódio visceral). Como se não bastasse o teledisco desta linda balada, a menina em questão ainda tinha de aparecer no video de Wishing Well. Conclusão: passei muito tempo assombrado por aquela figura angélica e frágil. Coisas de adolescente. Sobre Terence Trent D'Arby, ou melhor, Sananda Maitreya, apenas me apetece dizer que completa hoje 50 anos. Quem quiser saber mais, pode ler o texto que escrevi há 8 anos, neste mesmo blogue. OITO ANOS??? Oh, God...
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sábado, março 10, 2012
EDIE BRICKELL (46)
Há duas coisas pelas quais Edie Brickell é conhecida: duas musiquinhas inofensivas, mas com alma do tamanho do mundo, chamadas What I Am e Circle, e o facto de ser casada com Paul Simon. Com os The New Bohemians, editou em 1988 Shooting Rubberbands at the Stars, álbum que marcaria a sua carreira porque simplesmente não voltou a ter o sucesso que obteve com esse LP. Em 1990, gravou uma versão bem catita de Walk On The Wild Side (Lou Reed) para o filme Flashback. Actualmente integra o grupo The Gaddabouts. Hoje completa 46 anos. Parabéns!
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NENEH CHERRY (48)
Não me lembro assim de muitas meninas rappers que tenham atingido grande destaque em Portugal nos anos 80. As Salt n' Pepa são referência obrigatória, mas é de Neneh Cherry que guardo as melhores recordações. Aquele jeito de menininha gira com ar de "qu'é que queres, pá?" sempre me fascinou. Pouca gente saberá disto (ou se calhar sou eu a armar-me ao "gajo-que-sabe"), mas, apesar daquele ar exótico, Neneh Cherry tem nacionalidade sueca, o que se explica pelo facto de o pai ser da Serra Leoa e a mãe do país dos Abba. O que muita gente já deve saber é que a sua contribuição para a música dos anos 80 surgiu em 1989 com duas grandes canções - Buffalo Stance e Manchild - inseridas no álbum de estreia, o magnífico Raw Like Sushi. Em abono da verdade, é importante dizer que Cherry não era exclusivamente uma rapper, tal como podemos comprovar, por exemplo, através dos temas Manchild e Kisses On The Wind. Foi peciso esperar sete anos (pelo meio, o álbum Homebrew falhou) para vermos o nome novamente no mapa mundial da música, basicamente graças aos temas Woman e 7 seconds (dueto com Youssou N'Dour). Hoje, Neneh Cherry faz 48 anos. Parabéns!
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sexta-feira, março 09, 2012
MARTIN FRY (54)
Martin Fry, vocalista dos ABC, completa hoje 54 anos. Os ABC animaram a cena new romantic com temas como Poison Arrow, The Look of Love, Be Near Me e When Smokey Sings, através dos quais a voz de Martin Fry se afirmou como uma das mais inconfundíveis dos anos 80. E nem mesmo o facto de ter sido diagnosticado com cancro (Linfoma de Hodgkin), ainda nos anos 80, o levou a abandonar a música. A banda encerrou a actividade em inícios dos anos 90, mas em 1997 Fry ressuscitou o nome (ainda que sem os restantes membros originais) e é assim que continua a gravar: os ABC editaram ainda em 2008 o álbum Traffic. Pop music with a touch of style... Parabéns!
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sábado, março 03, 2012
TONE LOC (46)
Na reta final da década de 80, surgiu um rapper de voz de bagaço que invadiu as pistas de dança com dois temas: Wild Thing e Funky Cold Medina. Esse rapper chamava-se Anthony Terrell Smith e tinha como nome de guerra Tone Loc. "Tone" de Anthony e "Loc" da palavra espanhola "loco". Não há muito para contar sobre este homem que passou de forma fugaz pela música. Gravou dois álbuns que produziram ao todo quatro singles. Mas ficou na história da música com aqueles dois temas. E isso ninguém lhe pode tirar. Hoje, completa 46 anos. Parabéns, ó Tone!
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sexta-feira, março 02, 2012
JON BON JOVI (50)
Jon Bon Jovi nasceu em Perth Amboy, New Jersey, nos EUA, há 50 anos. Vocalista dos Bonjovi, é uma das principais referências do rock fm norte-americano há quase três décadas. Entre as suas principais influências estão nomes como Bruce Springsteen, Bob Dylan, Thin Lizzy, Alice Cooper e Aerosmith. Desenvolveu também carreira como actor, sendo de destacar tanto as suas aparições no cinema, como na televisão (apareceu nas séries Ally McBeal e Sexo e a Cidade). É casado há mais de 20 anos com Dorothea Hurley, o seu amor da escola secundária, de quem tem os filhos Stephanie, Jesse, Jake e Romeo. O super-homem está mais velho. Mas as gajas continuam a gostar dele. Parabéns!
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quinta-feira, março 01, 2012
NIK KERSHAW (54)
Nik Kershaw completa hoje 54 anos de idade. Nik foi um dos meus heróis pop da adolescência e ainda hoje guardo religiosamente a colectânea The Collection (1991), da qual fazem parte Wouldn't It Be Good, I Won't Let The Sun Go Down On Me e The Riddle, entre outras. Atualmente, mantém uma agenda de concertos bastante preenchida, nomeadamente em festivais revivalistas como aquele em que tivemos a felicidade de o rever ao vivo, em Lisboa há três anos. Em 2008, perguntei aos estimados visitantes do QA80 qual era a vossa música preferida de Nik Kershaw. Podem ver os resultados aqui. O site oficial está bastante atrativo e lá podemos conhecer o seu mais recente registo, de 2010, chamado No Frills. Parabéns, Nik!
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segunda-feira, fevereiro 13, 2012
PETER GABRIEL (62)
Caro Pedro Gabriel, nunca fui teu grande fã (o teu trabalho, na década de 70, com os Genesis, é-me totalmente desconhecido), mas reconheço o papel importante que desempenhaste na música dos anos 80. Mais: apesar de nunca te incluir nos meus favoritos, consigo listar uma série de músicas de que realmente gosto: Here Comes The Flood (1977), Games Without Frontiers (1980), Biko (1980), Solsbury Hill (1983, ao vivo), Sledgehammer (1986), Don't Give Up (1986, com Kate Bush), Big Time (1986), Steam (1992) e Digging The Dirt (1992). Parabéns pelas 62 primaveras!
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domingo, fevereiro 12, 2012
WHITNEY HOUSTON (1963-2012)
Whitney Houston foi a cantora soul mais bem sucedida dos anos 80. Correção: Whitney Houston foi a cantora mais bem sucedida de todos os tempos. As suas baladas inspiraram uma geração que se identificou com o estilo. Ontem, o corpo da miúda que queria dançar com alguém que a amasse foi encontrado sem vida no quarto de um hotel de Beverly Hills.
Retirado da Wikipédia, deixo 12 factos que talvez tenham escapado ao fã mais distraído.
1. Nasceu numa família com fortes ligações à música. A sua mãe, Cissy Houston, fez coros para gente como Elvis Presley ou Aretha Franklin. Outra diva da soul, Dionne Warwick, era sua prima. A própria Aretha Franklin era sua madrinha.
2. Whitney é a cantora mais galardoada de sempre: 2 Emmy, 6 Grammy, 30 Billboard Music Awards e 22 American Music Awards.
3. Whitney é a única a conseguir sete números UM consecutivos nas tabelas de vendas: Saving All My Love for You, How Will I Know, Greatest Love of All, I Wanna Dance with Somebody, Didn’t We Almost Have It All, So Emotional e Where Do Broken Hearts Go.
4. O seu álbum de estreia, homónimo, de 1985, tornou-se, na altura, o mais vendido álbum de estreia de uma cantora a solo.
5. Com apenas 15 anos, fez coros para o êxito de Chaka Khan, I'm Every Woman, tema que a própria Whitney haveria de gravar para a banda sonora do filme The Bodyguard.
6. Antes de iniciar a carreira musical, Whitney era uma das mais requisitadas manequins adolescentes de sempre, tendo sido a primeira manequim de raça negra a surgir na capa da revista Seventeen.
7. Whitney esteve sempre na primeira linha da luta contra o regime sul-africano do apartheid. Enquanto modelo, recusou trabalhar com agências que tinham negócios com a África do Sul. Em 1988, cantou no concerto comemorativo dos 70 anos de Nelson Mandela.
8. Em 1989, nos Soul Train Music Awards, Whitney foi vaiada pela assistência. Os críticos achavam que o mega sucesso da cantora a tinha desviado da verdadeira soul que tinha caracterizado as suas primeiras gravações.
9. Em 1992, casou-se com o cantor Bobby Brown, que tinha feito parte dos New Edition, e tinha em My Prerrogative o seu tema a solo de maior destaque. Antes de Bobby, Whitney tinha sido namorada de Randall Cunningham (futebol americano) e Eddie Murphy. Do casamento com Brown, resultou uma filha, Bobbi Kristina.
10. O tema I Will Always Love You, canção principal da banda sonora do filme The Bodyguard, é uma versão do original de Dolly Parton.
11. A entrevista que deu a Diane Sawyer em 2002 foi a entrevista de maior sucesso na história de televisão americana.
12. Whitney teve uma vida atribulada. O casamento com Bobby Brown nunca navegou em águas calmas e a droga foi, a certa altura - e, quem sabe, até ao presente -, o refúgio para uma existência plena de sofrimento e dor.
4. O seu álbum de estreia, homónimo, de 1985, tornou-se, na altura, o mais vendido álbum de estreia de uma cantora a solo.
5. Com apenas 15 anos, fez coros para o êxito de Chaka Khan, I'm Every Woman, tema que a própria Whitney haveria de gravar para a banda sonora do filme The Bodyguard.
6. Antes de iniciar a carreira musical, Whitney era uma das mais requisitadas manequins adolescentes de sempre, tendo sido a primeira manequim de raça negra a surgir na capa da revista Seventeen.
7. Whitney esteve sempre na primeira linha da luta contra o regime sul-africano do apartheid. Enquanto modelo, recusou trabalhar com agências que tinham negócios com a África do Sul. Em 1988, cantou no concerto comemorativo dos 70 anos de Nelson Mandela.
8. Em 1989, nos Soul Train Music Awards, Whitney foi vaiada pela assistência. Os críticos achavam que o mega sucesso da cantora a tinha desviado da verdadeira soul que tinha caracterizado as suas primeiras gravações.
9. Em 1992, casou-se com o cantor Bobby Brown, que tinha feito parte dos New Edition, e tinha em My Prerrogative o seu tema a solo de maior destaque. Antes de Bobby, Whitney tinha sido namorada de Randall Cunningham (futebol americano) e Eddie Murphy. Do casamento com Brown, resultou uma filha, Bobbi Kristina.
10. O tema I Will Always Love You, canção principal da banda sonora do filme The Bodyguard, é uma versão do original de Dolly Parton.
11. A entrevista que deu a Diane Sawyer em 2002 foi a entrevista de maior sucesso na história de televisão americana.
12. Whitney teve uma vida atribulada. O casamento com Bobby Brown nunca navegou em águas calmas e a droga foi, a certa altura - e, quem sabe, até ao presente -, o refúgio para uma existência plena de sofrimento e dor.
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segunda-feira, fevereiro 06, 2012
AXL ROSE (50)
Os Guns 'n' Roses já foram a maior banda do mundo. Pelo menos assim a apregoaram, em inícios da década de 90, quando saíram os álbuns Use Your Illusion I e II. Eu gostava muito das baladas Don't Cry e November Rain, mas a vertente hard rock nunca me entusiasmou. Depois vim a conhecer o trabalho deles nos anos 80, que na altura me passou ao lado, e aí surgiram as referências principais de Sweet Child Of Mine, Patience e Used To Love Her. Axl Rose formou com Slash uma das duplas mais carismáticas do rock daqueles tempos, que Portugal teve oportunidade de ver ao vivo, pela primeira vez, em Alvalade, em 2 de Julho de 1992 (com primeira parte assegurada por Soundgarden e Faith No More). Reza a história que as coisas não correram bem naquele concerto, e o jornal Público dava conta disso mesmo: "Monumental seca foi o que apanharam os 60 mil fãs dos Guns 'n' Roses, (...) O supervedetismo de Axl Rose e comparsas chegou e sobrou para estragar uma noite que todos esperavam de delírio total." Podem recordar toda a polémica nesta página de fãs portugueses dos Guns. Em Outubro de 2010, Axl Rose regressou a Portugal, com uma formação completamente diferente, e diz quem viu que a coisa está complicada. E a passagem do tempo não perdoou. Hoje, Axl Rose completa a singela idade de 50 anos. Parabéns!
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RICK ASTLEY (46)
E às tantas dei comigo a dançar "à Rick Astley". Foi assim durante parte do final da década, graças a este jovem que um dia apareceu do nada com Never Gonna Give You Up. E o mais engraçado é que esta música ainda hoje exerce um poder enigmático sobre mim, capaz de me levar a fazer as piores figurinhas onde quer que esteja. Depois, há o Together Forever e mais uma ou outra...
Rick Astley foi descoberto pela equipa de produtores mais vorazes e selvagens dos anos 80 - Stock, Aitken e Waterman (quase ninguém lhes escapou) — e foi um instantinho até vermos este rapaz, que cantava numa banda soul inglesa chamada FBI, invadir os tops europeus à custa de uma voz sólida e um ritmo "discónáite" para todas as idades.
Rick faz hoje 46 anos e está aí para as curvas, não só em termos de aspeto (é do mais limpinho e asseado que se tem visto por aqui, apesar de aquela poupa já ter tido melhores dias...), mas também em termos musicais. Em 2005 editou o álbum Portrait (versões de clássicos soul), do qual podem ter uma ideia se visitarem o site oficial do cantor. Recentemente, pudemos vê-lo a encerrar o Here And Now, no Pavilhão Atlântico, com muito humor à mistura. Há dois anos, e após 17 anos sem editar, Rick Astley lançou o single Lights Out. Parabéns, Rick!
Rick Astley foi descoberto pela equipa de produtores mais vorazes e selvagens dos anos 80 - Stock, Aitken e Waterman (quase ninguém lhes escapou) — e foi um instantinho até vermos este rapaz, que cantava numa banda soul inglesa chamada FBI, invadir os tops europeus à custa de uma voz sólida e um ritmo "discónáite" para todas as idades.
Rick faz hoje 46 anos e está aí para as curvas, não só em termos de aspeto (é do mais limpinho e asseado que se tem visto por aqui, apesar de aquela poupa já ter tido melhores dias...), mas também em termos musicais. Em 2005 editou o álbum Portrait (versões de clássicos soul), do qual podem ter uma ideia se visitarem o site oficial do cantor. Recentemente, pudemos vê-lo a encerrar o Here And Now, no Pavilhão Atlântico, com muito humor à mistura. Há dois anos, e após 17 anos sem editar, Rick Astley lançou o single Lights Out. Parabéns, Rick!
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domingo, fevereiro 05, 2012
BOBBY BROWN (43)
They say I'm crazy
I really don't care
That's my prerogative
They say I'm nasty
But I don't give a damn
Gettin' girls is how I live
I really don't care
That's my prerogative
They say I'm nasty
But I don't give a damn
Gettin' girls is how I live
Quando, em Julho de 1992, Whitney Houston casou com o senhor da foto, já tinha obrigação de saber no que se ia meter. A canção My Prerogative tinha quatro anos e aquele pedaço de letra era um sério aviso. Mas a pequena Whitney não quis saber. Podia, ainda assim, ter-se aconselhado com Janet Jackson, que, quatro anos antes, tivera um relacionamento amoroso fugaz com o cantor. Nem por isso. Whitney e Bobby estiveram casados durante catorze anos, numa relação tipo montanha-russa que envolveu droga, álcool e violência doméstica. Bobby surgiu mais nas páginas dos jornais pelas entradas e saídas da prisão do que pela música, que nos anos 80 o catapultou para o estrelato: foi membro da boy-band New Edition, cujo tema mais conhecido talvez seja Candy Girl, e os êxitos a solo Don't Be Cruel (1988) e My Prerogative (1988). Ainda todos nos lembramos da canção Two Can Play That Game, que, em 1994, pôs toda a gente a dançar como se não houvesse amanhã. As últimas notícias dão Bobby Brown como tendo um álbum novo - The Masterpiece - mas o sítio oficial já não é actualizado em termos de notícias desde Abril de 2009. Hoje, o cantor completa 43 anos. Parabéns!
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sábado, fevereiro 04, 2012
E o Queridos Anos 80 ficou em 1º lugar!
A votação já terminou há mais de uma semana, mas só agora me deu para fazer o texto respetivo. O Queridos Anos 80 foi o blogue mais votado, na categoria "Música", do concurso de blogs do ano 2011, organizado pelo Aventar. É um resultado que me enche de satisfação porque é sinal de que as pessoas reconheceram a qualidade deste blogue. Ainda assim, tenho consciência que houve muitos outros blogues sobre música que não estiveram no concurso e que, o facto de o Queridos Anos 80 ter uma página no facebook, onde houve divulgação do concurso, deu um considerável impulso ao resultado final do QA80. Para tentar dar um tom de justiça a esta escolha, publiquei sempre a ligação para os outros blogues a concurso de modo a que as pessoas pudessem visitá-los e votar em consciência.
Quero ainda dizer que não deixa de ser curioso o facto de, entre os 30 temas a concurso, o tema da "Música" ter sido um dos três que obteve menos participação de votantes, o que vem confirmar a minha ideia de que, nesta coisa da blogosfera, a maioria das pessoas que visitam blogues de música chegam aos mesmos através de motores de pesquisa e não pelo hábito diário de os consultarem à procura de novidades. A exceção deste caso são os blogues que facultam o download de música, o que não acontece com o Queridos Anos 80.
Não me quero ir embora sem deixar um agradecimento do tamanho do mundo a todos os que votaram neste blogue. Aqui ficam os resultados finais:
Queridos Anos 80 - 230 votos (25%)
A música portuguesa a gostar dela própria - 204 votos (22%)
sound + vision - 190 votos (21%)
A certeza da musica - 100 votos (11%
A trompa - 98 votos (11%)
Vai uma gasosa? - 86 votos (9%)
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terça-feira, janeiro 31, 2012
JOHN LYDON (56)
Nos anos 70, ele era Johnny Rotten e, com os Sex Pistols, deu consistência e visibilidade ao punk. Nos anos 80, foi John Lydon (o seu nome verdadeiro) e comandou um projecto interessante chamado P.I.L. - Public Image Limited. This Is Not A Love Song e Rise são exemplos da qualidade deste grupo, que encerrou a atividade na década de 90, mas voltou ao ativo recentemente.
Os Sex Pistols voltaram a reunir-se em 1996 para uma série de concertos sob o lema "We're fat, we're forty and we're back" (Estamos gordos, quarentões e de volta). Numa próxima eventual reunião do grupo, o slogan terá de sofrer uma ligeira alteração, pois Lydon já está no clube dos cinquentões - hoje completa 56 anos. Há quatro anos passaram por cá e foram cabeças-de-cartaz do Festival de Paredes de Coura.
Em 2005, foi editada uma coletânea dos maiores êxitos de John Lydon, quer ao serviço dos Sex Pistols, quer com os P.I.L.. Chama-se The Best Of British £1 Notes. O ano de 2008 não fez muito bem à imagem do cantor (como se ele estivesse preocupado com a sua imagem...). Num festival em Barcelona, em Julho de 2008, foi acusado de ataque racista pelo vocalista do Bloc Party, e no mês seguinte, foi a vez da cantora Duffy sentir na pele a fúria do senhor Lydon. Quando tentava abraçá-lo, Duffy foi empurrada e insultada pelo vocalista dos Sex Pistols. Muito mau. Ó homem, tem juízo nessa cabeça!
Em 2005, foi editada uma coletânea dos maiores êxitos de John Lydon, quer ao serviço dos Sex Pistols, quer com os P.I.L.. Chama-se The Best Of British £1 Notes. O ano de 2008 não fez muito bem à imagem do cantor (como se ele estivesse preocupado com a sua imagem...). Num festival em Barcelona, em Julho de 2008, foi acusado de ataque racista pelo vocalista do Bloc Party, e no mês seguinte, foi a vez da cantora Duffy sentir na pele a fúria do senhor Lydon. Quando tentava abraçá-lo, Duffy foi empurrada e insultada pelo vocalista dos Sex Pistols. Muito mau. Ó homem, tem juízo nessa cabeça!
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LLOYD COLE (51)
Lloyd Cole faz hoje 51 anos. O QA80 presta a devida homenagem a um dos maiores compositores britânicos dos anos 80, alguém cuja voz parece resistir ao passar do tempo (apesar de as imagens serem reveladoras dos mais de 20 anos que medeiam entre elas). Primeiro com os Commotions, depois a solo, Lloyd Cole pertence àquele grupo restrito de artistas que marcaram uma geração. Geração que, ainda hoje, não perde uma oportunidade para o ouvir e ver ao vivo. 2006 trouxe a homenagem musical dos escoceses Camera Obscura através do refrescante Lloyd, Are You Ready To Be Heartbroken? A ver. Eu já o vi ao vivo um bom punhado de vezes e nunca me canso! O seu último álbum data de Setembro de 2010 e chama-se Broken Record. Parabéns, Lloyd!
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domingo, janeiro 29, 2012
RODDY FRAME (48)
Somewhere In My Heart (1988) é o êxito maior dos escoceses Aztec Camera, que têm ainda All I Need Is Everything (1984) e Oblivious (1983). A banda já passou à história, mas Roddy Frame, o vocalista e compositor de inegável qualidade, mantém carreira a solo, com três álbuns de originais (o último de 2006) e dois ao vivo. Hoje, completa 48 anos. Parabéns!
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sábado, janeiro 28, 2012
Silvano
Ontem, um colega de trabalho apareceu com um Silvano, o meu primeiro gira-discos. Não resisti a tirar-lhe uma foto, no momento em que pôs a tocar Paulo de Carvalho, numa edição chamada "Superestrelas da Música Portuguesa". Foi num aparelho igualzinho a este que ouvi os meus primeiros vinis. Lembro-me de um modo especial das muitas noites em que colocava os singles Homem do Leme e Remar Remar, dos Xutos, com o gira-discos em silêncio (era hora de toda a gente dormir), só a escutar o ruído da agulha a percorrer as estrias do vinil. O Silvano era um compacto fabricado no Japão desde 1977 que incluía, para além de gira-discos, um leitor de cassetes e um rádio. Tinha uma tampa em plástico duro preto e podia ser transportado como se fosse uma mala de negócios. O meu perdeu-se com o tempo, muito deteriorado pelo constante e nem sempre cuidado uso. Este, do meu colega, fez-me viajar no tempo!
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segunda-feira, janeiro 23, 2012
Blogs do ano - 2ª fase
O Queridos Anos 80 ficou classificado na terceira posição, em dezassete blogs a concurso na categoria "Música", na primeira fase do concurso de blogs que o Aventar está a organizar. A votação para a segunda fase começou hoje e estender-se-á até 28 de janeiro. A iniciativa é fantástica e atesta a dedicação que o Aventar presta a este fenómeno - que alguns diziam estar a morrer devido às redes sociais (leia-se Facebook - da blogosfera.
Mais uma vez, gostava de contar com o vosso voto, mas também gostava que esse voto fosse merecido. Por isso, aqui têm a lista dos outros cinco blogues apurados para esta final. O meu muito obrigado a quem votou e a quem visita este espaço.
Mais uma vez, gostava de contar com o vosso voto, mas também gostava que esse voto fosse merecido. Por isso, aqui têm a lista dos outros cinco blogues apurados para esta final. O meu muito obrigado a quem votou e a quem visita este espaço.
A certeza da musica
A música portuguesa a gostar dela própria
A trompa
Queridos Anos 80
sound + vision
Vai uma gasosa?
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domingo, janeiro 22, 2012
STEVE PERRY (63)
Steve Perry foi o vocalista dos Journey de 1977 a 1987 e, depois, entre 1995 e 1998. É dele a voz em Don't Stop Believin', canção de 1981 que foi, quase trinta anos depois, ressuscitada pela série televisiva Glee. Não sou fã do estilo dos Journey, nem conheço qualquer outra canção da banda, mas vejo em Steve Perry um vocalista de eleição, um daqueles vozeirões de arrepiar. No currículo de Perry podemos encontrar várias colaborações com nomes dos anos 80 como Kenny Loggins, Sammy Haggar, Sheena Easton ou Jon Bonjovi. Ele foi a única voz que, na altura, não conhecia no projeto USA For Africa com We Are The World. Hoje, Steve Perry completa 63 anos. Parabéns!
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A miúda do teledisco (5)
Não podia passar ao lado deste teledisco dos The Cars. Para além de ser um tema marcante dos anos 80, que deve figurar em qualquer coletânea pop da década, Drive conta, no seu video promocional, com a presença da bela e frágil Paulina Porizkova, uma super modelo de origem checa que, na altura, me deixou de queixo caído, colado ao ecrã da TV.
Paulina é a personagem principal de uma história que parece ter lugar numa instituição de doenças do foro psiquiátrico e Rik Ocasek parece ser o homem que avalia o seu comportamento, ou pelo menos, a observa atentamente, com um ar sinistro q.b.. A menina chora, sorri, volta a chorar, volta a sorrir e, em cada expressão, é de uma beleza estonteante. Estávamos em 1984, ela tinha 19 anos, ele 35, não imaginando que, cinco anos depois, estariam a jurar amor eterno ao altar, relação que dura até ao presente e da qual resultaram dois filhos.
Por isso, este é um teledisco que se insere na categoria "vocalista-casa-com-miúda-do-teledisco", de que também faz parte este, dos Whitesnake, que já tinha sido apresentado aqui há atrasado. Neste caso concreto, não foi exatamente o cantor de Drive, Benjamin Orr, quem se casou com ela, apesar da insistência em querer levá-la de carro para casa, mas sim Ocasek, o vocalista, digamos, oficial da banda.
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sábado, janeiro 21, 2012
BILLY OCEAN (62)
Sim, é mesmo Billy Ocean na imagem da direita. Parece que, depois de um período em que esteve envolvido em drogas, agora está mais espiritual e dedica-se à jardinagem, a tocar flauta de pan e a dar formação vocal.
Tobaguenho de nascimento, Leslie Charles mudou-se para o Reino Unido aos 8 anos e foi lá que, em 1974, já com o nome artístico que conhecemos, gravou o seu primeiro single. O sucesso mundial chegou nos anos 80, com Caribbean Queen, uma canção que via o seu título modificado de acordo com o continente em que era editada. Por isso, foi "African Queen" e também "European Queen".
O tema que guardo como referência é Loverboy, se bem que o seu êxito em Portugal não se tenha resumido a esta canção. Basta recordarmos títulos como Suddenly, When The Going Gets Tough, The Tough Get Going (tema principal do filme A Joia do Nilo), e There’ll Be Sad Songs (To Make You Cry). O canto do cisne da carreira de Billy Ocean chegou em 1988 com o tema Get Outta My Dreams, Get Into My Car.
Billy Ocean completa hoje 62 anos. Parabéns!
Tobaguenho de nascimento, Leslie Charles mudou-se para o Reino Unido aos 8 anos e foi lá que, em 1974, já com o nome artístico que conhecemos, gravou o seu primeiro single. O sucesso mundial chegou nos anos 80, com Caribbean Queen, uma canção que via o seu título modificado de acordo com o continente em que era editada. Por isso, foi "African Queen" e também "European Queen".
O tema que guardo como referência é Loverboy, se bem que o seu êxito em Portugal não se tenha resumido a esta canção. Basta recordarmos títulos como Suddenly, When The Going Gets Tough, The Tough Get Going (tema principal do filme A Joia do Nilo), e There’ll Be Sad Songs (To Make You Cry). O canto do cisne da carreira de Billy Ocean chegou em 1988 com o tema Get Outta My Dreams, Get Into My Car.
Billy Ocean completa hoje 62 anos. Parabéns!
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WENDY JAMES (46)
Era uma vez uma loira na minha TV a gritar I don't want your money, honey, I want your love. Estávamos em 1988. Chamava-se Wendy James e era vocalista dos Transvision Vamp. Hoje, estamos em 2012 e Wendy James completa 46 anos.Dois álbuns - Pop Art (1988) e Velveteen (1989) - ficaram para a história, mas muito do sucesso dos Transvision Vamp foi alicerçado na imagem pin-up de Wendy James. Em 1991, a editora do grupo recuou na intenção de lançar o terceiro álbum uma vez que os singles de apresentação tinham sido autenticamente linchados pela crítica e, já agora, pelo público, que lhes virou literalmente as costas. Em 1993, Wendy gravou o seu primeiro e único álbum a solo, todo ele composto por Elvis Costello. Porém, sem retorno comercial, Wendy desapareceu do mapa. Seria preciso um salto de 11 anos para voltarmos a ter notícias suas. Em 2004, regressou à atividade musical com nova banda, Racine, tendo editado dois álbuns com este projeto (estiveram em Portugal há quatro anos). Após a dissolução da banda, Wendy James lançou um trabalho a solo intitulado I Came Here To Blow Minds, de que podemos ouvir alguns temas no myspace da menina.
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quinta-feira, janeiro 19, 2012
Loving Rockets
(na FNAC do Marshopping, dirigindo-me a DOIS funcionários da secção de música)
- Boa tarde, o que tem de Love and Rockets?
- Desculpe? Disse...
- Love And Rockets, queria saber o que tem deles...
- Hmmm... não conheço (vira-se para o outro, que encolhe os ombros) Um momento, vou fazer a pesquisa (no computador) Disse... Loving Rockets?
- Love ..... AND ..... Rockets.
- Se me quiser dizer um título, talvez seja mais fácil e apareça logo...
- Tente "Best of"...
- Não, não temos nada...
- Obrigado.
Ora bem, quer-me parecer que um funcionário da secção de MÚSICA de uma loja tão conceituada como a FNAC tem de saber quem são os Love And Rockets. Ou, pelo menos, tem de ter ouvido falar neles. Estarei a ser demasiado exigente? Falo de uma banda que partilha a árvore genealógica de nomes como Bauhaus e Peter Murphy (sem falar nas carreiras a solo dos seus próprios membros, mas isso já era pedir de mais...), que produziu aquele que é, talvez, o melhor instrumental da música pop-rock - falo de Saudade -, que é responsável por temas como Ball Of Confusion, Kundalini Express e, principalmente, So Alive, que escalou muitas tabelas de vendas por esse mundo fora e invadiu muitas pistas de dança alternativas. Sem querer fazer disto um escândalo mundial, acho que a FNAC e os seus funcionários têm de estar à altura de um cota como eu.
terça-feira, janeiro 17, 2012
PAUL YOUNG (56)
Não, este Paul Young não morreu. Sim, este Paul Young merece a eternidade. Em primeiro lugar, é ele que abre Do They Know It's Christmas, com aquela frase que todos já cantámos pelo menos umas 300 vezes, mesmo que o resto da letra seja completamente irrelevante. Em segundo lugar, é dele uma das canções mais representativas desse nobre estado d'alma de um apaixonado que é a famosa dor de coto. A canção chama-se Everytime You Go Away (You Take A Piece Of Me With You) e aquele começo é inconfundível (ding, ding, ding, ding...). Em terceiro lugar foi ele o escolhido para "fazer" de Freddie Mercury no concerto de tributo ao vocalista dos Queen. A voz, está claro, fica a anos-luz de distância, mas valeu pela entrega nesse momento sublime.
Todo este paleio serve para introduzir a informação mais relevante: Paul Antony Young faz hoje 56 anos e, confesso, ele foi um dos meus heróis da juventude. Para quem não quer perder tempo e pretende conhecer o essencial, aconselho From Time To Time, The Singles Collection. Está lá tudo o que vale a pena (e o que não vale). O seu último longa-duração chama-se Rock Swings e apresenta um conjunto de clássicos do pop/rock com roupagem swing. Parabéns, Paul!
Todo este paleio serve para introduzir a informação mais relevante: Paul Antony Young faz hoje 56 anos e, confesso, ele foi um dos meus heróis da juventude. Para quem não quer perder tempo e pretende conhecer o essencial, aconselho From Time To Time, The Singles Collection. Está lá tudo o que vale a pena (e o que não vale). O seu último longa-duração chama-se Rock Swings e apresenta um conjunto de clássicos do pop/rock com roupagem swing. Parabéns, Paul!
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segunda-feira, janeiro 16, 2012
Nomes de bandas: The Bangles, Simply Red, The Stone Roses
The Bangles
As nossas queridas Bangles começaram como The Colours, mas rapidamente alteraram a sua designação para The Supersonic Bangs, um nome que foram buscar a um artigo da Esquire sobre penteados. Depois, resolveram abreviar para The Bangs, só que tiveram azar porque já existia uma banda norte-americana com esse nome. Finalmente chegaram à atual designação, que é o título de uma música do álbum homónimo de estreia dos Electric Punes (1967).
As nossas queridas Bangles começaram como The Colours, mas rapidamente alteraram a sua designação para The Supersonic Bangs, um nome que foram buscar a um artigo da Esquire sobre penteados. Depois, resolveram abreviar para The Bangs, só que tiveram azar porque já existia uma banda norte-americana com esse nome. Finalmente chegaram à atual designação, que é o título de uma música do álbum homónimo de estreia dos Electric Punes (1967).
Simply Red
Mick Hucknall fez parte, durante sete anos, de uma banda chamada The Frantic Elevators (foi assim que editaram o original de Holding Back The Years). Em 1985, fundou os Red, numa alusão à cor do seu cabelo. Reza a história que o promotor de um concerto resolveu esclarecer junto de Mick o nome da banda ao que o vocalista respondeu "Red, simply red". E assim apareceu no cartaz do concerto: "Simply Red". Há quem diga que o nome da banda também tem a ver com o Manchester United, o clube preferido de Mick Hucknall.
Mick Hucknall fez parte, durante sete anos, de uma banda chamada The Frantic Elevators (foi assim que editaram o original de Holding Back The Years). Em 1985, fundou os Red, numa alusão à cor do seu cabelo. Reza a história que o promotor de um concerto resolveu esclarecer junto de Mick o nome da banda ao que o vocalista respondeu "Red, simply red". E assim apareceu no cartaz do concerto: "Simply Red". Há quem diga que o nome da banda também tem a ver com o Manchester United, o clube preferido de Mick Hucknall.
The Stone Roses
Os The Stone Roses foram buscar a sua denominação ao título de uma novela de espionagem de Sarah Gainham, escritora britânica que cultivou o género. Esta informação não é cem por cento fidedigna, mas pode muito bem ser verdade, segundo este senhor.
Os The Stone Roses foram buscar a sua denominação ao título de uma novela de espionagem de Sarah Gainham, escritora britânica que cultivou o género. Esta informação não é cem por cento fidedigna, mas pode muito bem ser verdade, segundo este senhor.
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