domingo, novembro 24, 2013

playlist temática: partes da casa

Esta é uma playlist com partes da casa no título. Temos cozinhas, janelas, jardim, teto, salão de baile (a minha casa tem, a vossa não?), hall e quartos. Qualquer outra lembrança é bem-vinda na caixa de comentários. Os vídeos passam daqui a pouco na página do Queridos Anos 80 no Facebook. Até já.

the colonel - too many cooks in the kitchen
The Colonel é Colin Moulding, membro fundador dos XTC, que, em 1980, sob este pseudónimo, editou Too Many Cooks In The Kitchen, single que não fez história. O título remete para a expressão "muitos cozinheiros estragam a sopa".

a flock of seagulls - windows
Em maio de 1982, os A Flock Of Seagulls lançavam o terceiro single do álbum homónimo de estreia. Chamava-se Space Age Love Song e, no lado B, apresentava Windows, em cujo refrão Mike Score pede, até à exaustão, que olhemos para a sua janela. Três anos depois surgia a primeira versão do sistema operativo com o mesmo nome.

missing persons - windows
É também sobre janelas que os Missing Persons decidem escrever, neste single retirado do álbum de estreia Spring Session M (1982). É através da janela que Dale Bozzio (a precursora de Lady Gaga) quer ver um mundo perigoso no qual é difícil confiar.

soft cell - kitchen sink drama
Kitchen Sink Drama faz parte do segundo álbum dos Soft Cell, The Art Of Falling Apart (1983). O título remete para o movimento cultural dos anos 50 e 60 (também conhecido por Kitchen Sink Realism), empenhado em retratar os problemas sociais da classe operária britânica.

wang chung - dance hall days
Em janeiro de 1984, os Wang Chung apresentavam Dance Hall Days, aquele que viria a constituir-se como um dos seus dois maiores sucessos a par de Everybody Have Fun Tonight. Dance Hall Days faz parte do álbum Points On The Curve (o primeiro com a designação "Wang" em vez de "Huang").

al corley - square rooms
Ainda em 1984, o actor de Dinastia, Al Corley, decidiu aventurar-se na música. O primeiro single chamava-se Square Rooms e obtinha razoável sucesso na Europa, nomeadamente em França e na Suiça. A canção tem aquele refrão catchy "Ooooohhh, Square Roooooooms", que invadiu muita pista de dança e pôs muita gente a cantar sem saber bem o que estava a dizer.

the mission - garden of delight
Garden of Delight (1986) tem duas versões: uma mais rock, outra de sonoridade mais clássica (constituída por violinos e violoncelos). A primeira é um dos lados do single que inclui Like A Hurricane (versão do original de Neil Young). A segunda, com "(Hereafter)" acrescentado ao título, surge no állbum Gods Own Medicine. Eu prefiro esta.

ub40 - rat in mi kitchen
Rat In Mi Kitchen (assim mesmo, "mi") é um dos temas mais conhecidos que fizeram dos UB40 um fenómeno mundial da música reggae. Fez parte do álbum Rat In The Kitchen (1986) e conta com Herb Alpert no trompete. A canção foi composta por Astro, que um dia perguntou a Ali Campbell se tinha ideias para novas canções ao que o vocalista respondeu que não queria saber porque tinha um rato na cozinha.

lionel richie - dancing on the ceiling
Lionel Richie lançou o álbum Dancing On The Ceiling em 1986 e o teledisco do primeiro single pôs-nos todos a pensar como é que ele conseguia fazer tudo aquilo, incluindo dançar, no teto. Agora todos sabemos que Lionel Richie é um mutante com ventosas nos dedos dos pés que resultou de uma experiência científica falhada na década de 80.

siouxsie and the banshees - hall of mirrors
Em 1987, Siouxsie And The Banshees editaram um álbum de versões chamado Through The Looking Glass. Dele faz parte Hall Of Mirrors, um original dos Kraftwerk. Siouxsie no seu melhor.

prefab sprout - the venus of the soup kitchen
Esta é a última canção do alinhamento do álbum From Langley Park To Memphis (1988), que levou os Prefab Sprout ao sucesso à escala mundial.  Este é o álbum dos singles The King Of Rock n' Roll e Cars And Girls, entre outros.

segunda-feira, novembro 18, 2013

JOHN PARR (59)

John Parr foi mais uma no imenso conjunto de one-hit wonders que povoaram o espectro musical dos anos 80. O seu hit, St. Elmo's Fire, vendeu que se fartou e foi o tema título do filme de um tal Joel Schumacher, que, em 1985, dava os primeiros passos na realização cinematográfica. O tema foi composto pelo canadiano David Foster, produtor de uma miríade de músicos consagrados. Curiosamente, a canção não fez parte de qualquer dos álbuns de John Parr dos anos 80 (gravou dois). Foi preciso esperar até 2011 para a vermos incluída no longa-duração Letter To America.
Hoje, John completa 59 anos. Parabéns!

KIM WILDE (53)

Existe a Kim Wilde e depois existem as outras (desculpem, Sandra, Belinda, Debbie, Laura, etc...). A loira de Cambodia ocupou, anos a fio, a parede do meu quarto, em posters cuidadosamente retirados das Bravo e Pop Corn da minha meninice (como eu gosto de dizer "meninice"). A minha mãe vociferava: que a fita cola arrancava o papel de parede e depois era ela quem me ia arrancar as orelhas. Vivi sob esta constante ameaça e sobrevivi para contar. Nem um centímetro de papel de parede danificado. Nem um.
Hoje já tenho idade para ter juízo, vivo numa casa sem papel de parede, mas a adoração por esta mulher mantém-se. Vi-a ao vivo no Here And Now, em 2009, e não me importava de a ver novamente, ela que tem uma agenda de concertos preenchidíssima, como se pode verificar no sítio oficial.
Há precisamente uma semana, Wilde lançou o álbum Wilde Winter Songbook, que é basicamente um álbum de Natal, composto por quatro clássicos da quadra natalícia, duas versões e seis originais. Wilde canta duetos com o marido, o pai, e ainda Nik Kershaw e Rick Astley. Aqui está o vídeo para um original: New Life.
Hoje, Kim Wilde completa 53 anos. Parabéns!

sábado, novembro 02, 2013

rest in peace (v. 3)

No dia em que o Queridos Anos 80 completa 10 anos, trago-vos a terceira versão do vídeo "Rest In Peace", que homenageia os músicos e os cantores que já não estão entre nós. Estamos a falar de 61 nomes que, nos anos 80, atingiram um mínimo de notoriedade que os faz estarem presentes neste vídeo. Em relação às duas versões anteriores, para além da natural maior extensão do vídeo - são 20 minutos -, surgem agora os nomes acompanhados do ano de nascimento e do ano da morte, o que vem satisfazer um pedido que alguém fez no you tube. They may no longer be with us but their music will always be. Enjoy.


quinta-feira, outubro 31, 2013

RUSS BALLARD (68)

Este é o homem para quem o fogo nunca se extingue. The Fire Still Burns fica para mim como a maior recordação de Russ Ballard nos anos 80. Mas há mais: Voices, Two Silhouettes e o clássico das declarações de... divórcio - I Can't Hear You No More. Na primeira metade dos anos 70, foi vocalista dos Argent. Saiu em 1973, e conjugou uma carreira a solo bem sucedida com a de compositor para vários nomes da cena rock. Nos últimos cinco anos passou por palcos portugueses umas três vezes... Hoje, completa 68 anos. Parabéns!

JOHNNY MARR (50)

Um hipotético top 5 dos mais geniais músicos dos anos 80 não pode deixar de incluir Johnny Marr, que faz hoje 50 anos.
Em 1982, fundou com Morrissey os The Smiths, banda da qual foi compositor e guitarrista. Desde o primeiro álbum homónimo (1984) até aos último, Strangeways Here We Come (1987) os The Smiths “educaram” toda uma geração de adolescentes urbanos aborrecidos com o mundo em geral e com o seu umbigo em particular.
Depois dos The Smiths, e durante dois anos, Johnny Marr trabalhou com Bryan Ferry, Talking Heads, The The, Kirsty MacColl, Pretenders e Pet Shop Boys, até formar, em 1989, os Electronic, com Bernard Sumner (New Order).
Em 2000 apareceram os Johnny Marr & The Healers, que editaram em 2002 o álbum Boomslang, mas as coisas não evoluíram. Depois fez parte dos Modest Mouse, quem gravou dois álbuns. Depois, fez parte dos The Cribs. Este ano de 2013 viu, finalmente, o tão esperado primeiro álbum a solo: chama-se The Messenger.
Em Abril de 2001 foi incluído pelo Channel 4 na listagem dos 10 maiores guitarristas de sempre ao lado de nomes como Jimmy Page, Eric Clapton e Jimi Hendrix. Bem merecido! Parabéns, Mr. Marr!

sexta-feira, outubro 25, 2013

CHRIS NORMAN (62)

Como fazer um texto minimamente neutro quando se abomina o cantor? Não sei. Não vem nos manuais. Por isso, que dizer sobre Chris Norman? Não sei. Ou melhor, sei, mas não quero ferir suscetibilidades.
Uma canção: Midnight Lady. Procurei o vídeo no You Tube. Encontrei-o. Ouvi a canção. E foi todo um passado que eu já tinha arrumado nas masmorras dos meus pesadelos que regressou para me assombrar, para me levar daqui para o reino das viscosidades infernais.
Já sei que vai aparecer, na caixa de comentários, um fã inveterado dos Smokie, a banda de que Norman foi vocalista, nos anos 70 e metade dos 80, a chamar-me imbecil e que a Midnight Lady foi um êxito retumbante em Portugal e que foi composta por Dieter Bohlen (o louro dos Modern Talking) e que a malta orientou muita catraia ao som deste slow... E vai-me chamar ignorante porque não referi Some Hearts Are Like Diamonds, a outra balada de cortar os pulsos que tivemos a honra de ver e ouvir, semanas a fio, no Top Mais. Estou preparado. Venha ele, o fã. Entretanto, damos os parabéns ao Chris Norman, que faz hoje 62 anos.

JON ANDERSON (69)

Jon Anderson é o vocalista dos Yes, banda de rock progressivo que construiu carreira na década de 70. Acontece que o rock progressivo a mim diz-me tanto como o divórcio litigioso de Bárbara Guimarães e Manuel Maria Carrilho. Simplesmente não quero saber. Também acontece, porém, que os anos 80 viram os Yes dar uma cambalhota na sua sonoridade e entrar na arena mais pop/rock com um tema que chocou os die-hard fans das canções-de-20-e-tal-minutos. Falo-vos de Owner Of A Lonely Heart, que fez parte do álbum 90125, o primeiro longa-duração a ser lançado após a dissolução da banda, em 1981, e posterior renascimento, em 1982.
Jon Anderson tem uma produção discográfica a solo considerável, contando com quatro álbuns gravados nos anos 80. Hoje, completa 69 anos. Parabéns!

segunda-feira, outubro 21, 2013

JULIAN COPE (56)

Em 1987 chegou às minhas mãos, via cassete, um álbum de um tal Julian Cope de quem eu nunca inha ouvido falar. O registo chamava-se Saint Julian e foi completamente devorado pelo leitor de cassetes lá de casa. Dele faziam parte os temas World Shut Your Mouth e Trampolene, mostrando uma faceta mais pop do ex-vocalista dos Teardrop Explodes. Ainda hoje ouço esse álbum com grande prazer. Cope, esse está fisicamente irreconhecível, como se pode ver pela imagem. Continua a gravar, mas deixou por iniciativa própria o circuito comercial. O último registo - o 29º!!! - saiu este ano e chama-se Revolutionary Suicide. Hoje, Cope completa 56 anos. Parabéns!

domingo, outubro 20, 2013

MARK KING (55)

O homem que toca baixo como se estivesse a esbofetear o instrumento faz hoje 55 anos. Chama-se Mark King e é o frontman dos Level 42.
Eu, que faço parte daqueles 5% de pessoas, vivas e nascidas em Portugal, que é capaz de ir à estante, pegar no best of dos Level 42 e pô-lo a tocar numa tarde de domingo, perdi o concerto recente que deram em Cascais, no dia 6 de setembro, quando foram chamados para substituir os OMD. Mas perdi-o por opção e por uma certa desilusão pela ausência dos senhores de Souvenir...
Os Level 42 mantêm a atividade, depois de um hiato de mais ou menos sete anos, entre 1994 e 2001, e contam atualmente, para além de King, com outro dos membros fundadores, o teclista Mike Lindup, que faz segundas vozes e tem direito a alguns segundos a solo em canções como Something About You ou Lessons In Love.
Mark King é embaixador para o turismo na sua ilha de Wight, onde reside e onde se realizam anualmente dois dos principais festivais de música do Reino Unido, o festival com o nome da ilha e o Bestival. Visitem-nos, visitem-nos, tragam o vosso dinheiro, diz ele. Talvez, um dia, quem sabe.

segunda-feira, outubro 14, 2013

THOMAS DOLBY (55)

Devo confessar que a música de Thomas Dolby me passou um bocadinho ao lado na década de 80. Foi um nome que me habituei a encontrar nas páginas do saudoso Blitz, mas que, à exceção dos temas She Blinded Me With Science ou Hyperactive!, pouco ou nada prendeu a minha atenção. A Sabrina ou a Samantha Fox fizeram mais por me prender a atenção. Adiante. Dolby, diga-se em abono da verdade, nunca se impôs de forma sólida no mercado musical português. O último álbum, e quinto da sua carreira, data de outubro de 2011 e chama-se A Map Of The Floating City e foi concebido em associação a um jogo online com o mesmo nome. Parece que há uma comunidade dedicada a este senhor e ao seu jogo, uma espécie de rede social e assim. O sítio oficial do músico apresenta, como última novidade, um filme da sua lavra chamado The Invisible Lighthouse. Outra notícia que me chamou a atenção é o facto de Dolby ter sido, de 2001 a 2012, o diretor musical das TED conferences, na Califórnia. Muito bem. Hoje, o senhor completa 55 anos. Parabéns!

quarta-feira, outubro 02, 2013

'80s & other stuff - Casa de Ló - 4/outubro


É já nesta sexta-feira que a Casa de Ló, no Porto, recebe a terceira edição da festa '80s & other stuff. Será uma noite povoada de sons dos anos 80, mas não só. E aí entra o "other stuff", que é, basicamente, tudo o que possam imaginar. Com dois DJs de excelência, "reconhecidos pelos quatro cantos do mundo e galardoados nos mais prestigiados certames do DJ-ing internacional" (citação do The Guardian, UK), a noite promete múltiplos clímaxes de transbordantes sensações. A não perder.

quinta-feira, setembro 26, 2013

BRYAN FERRY (68)

O mais recente álbum de Bryan Ferry é um álbum especial. Chama-se The Jazz Age (2012) e é composto por uma série de reinterpretações jazzísticas, chamemos-lhes assim, de clássicos da carreira do vocalista dos Roxy Music. Desenganem-se, queridos fãs de Mr. Ferry: neste álbum não ouvirão a voz aveludada do senhor, não, uma vez que ele é exclusivamente composto por versões instrumentais pela Bryan Ferry Orchestra. Coproduzido pelo próprio Bryan Ferry, The Jazz Age celebra 40 anos de uma maravilhosa carreira que inspirou as nossas vidas como poucos artistas o fizeram.
Bryan Ferry completa hoje 68 anos e mantém aquele ar charmoso que derruba qualquer coração feminino em questão de segundos. A vantagem de se envelhecer com estilo, como é o caso deste senhor, é que se pode sempre iniciar uma relação com alguém, por exemplo, 37 anos mais novo. Alguém, por exemplo, que já andou com um dos nossos filhos. Sim, é essa a vantagem de Mr. Ferry, que casou com Amanda Sheppard, uma ex-namorada de um dos seus filhos, em janeiro de 2012. A ligação, entretanto, já chegou ao fim, segundo o Daily Mail.

sábado, setembro 14, 2013

MORTEN HARKET (54)

Morten Harket encontra-se, por estes dias, na Grécia, onde participa nas gravações de Scorpions & Friends MTV Unplugged live in Athens. São três datas, 11, 12 e 14, e já se podem ver alguns vídeos no You Tube, como, por exemplo, esta interpretação de Wind of Change, na quarta-feira passada.
O antigo vocalista dos A-ha editou, em abril de 2012, o seu quinto álbum a solo, Out Of My Hands, o terceiro cantado em inglês, que inclui um tema composto pelos Pet Shop Boys, e que o duo britânico também editou, em outubro do mesmo ano. Pode ser escutado aqui.
Hoje, a voz de Take On Me ou Hunting High And Low completa 54 anos. Parabéns!

sábado, agosto 24, 2013

Linda Ronstadt anuncia fim de carreira

Linda Ronstadt é um nome incontornável da folk norte-americana dos anos 60 e 70. Na década de 80, obteve um razoável sucesso em Portugal com duas baladas, curiosamente, em formato dueto.
Em 1987, cantou com James Ingram o tema Somewhere Out There, que fez parte da banda sonora do filme de animação An American Tail (a história do ratinho Fievel que emigra da Rússia para os EUA em busca do sonho americano). Na trigésima cerimónia dos prémios Grammy, a canção, composta por James Horner, Barry Mann e Cynthia Weil arrebatou dois prémios, um deles para Melhor Canção do Ano.
Já no finalzinho da década, foi a vez de Aaron Neville contar com a voz angelical de Linda a seu lado na balada Don't Know Much, que já tinha sido gravada por outros artistas, mas sem o sucesso que esta versão viria a alcançar.
Esta recordação vem a propósito do facto de Linda Ronstadt ter revelado ao sítio da AARP que sofre da doença de Parkinson, o que a impossibilita de continuar a sua já longa carreira.

quinta-feira, agosto 22, 2013

ROLAND ORZABAL (52)

Roland Orzabal, compositor e vocalista dos Tears For Fears completa hoje 52 anos. Shout, Head Over Hills, Sowing The Seeds Of Love e Woman In Chains são algumas das canções que marcaram a carreira do grupo e que têm na voz de Orzabal marca distintiva (Curt Smith, a outra metade, assegura a voz principal noutros sucessos da banda). O seu único álbum a solo, Tomcats Screaming Outside, foi editado em 2001, apesar de ser mais ou menos aceite que os álbuns que se seguiram à partida de Curt Smith - Elemental (1993) e Raoul And The Kings Of Spain (1998) - são praticamente álbuns a solo de Orzabal. Entretanto, Curt Smith regressou e com ele surgiu álbum novo dos TfF em 2004. Quanto a mim, ainda considero este álbum um dos melhores da década. E não esquecer que os Tears For Fears estão aí em força com uma versão bastante curiosa (e boa!) de Ready To Start, dos Arcade Fire. Entretanto, para quando uma visitinha a Portugal?

quarta-feira, agosto 21, 2013

KENNY ROGERS (75)

Kenny Rogers é uma instituição da country music norte-americana, mas a sua vastíssima carreira, que teve início nos anos 50, não se limitou a este género musical. Temas como Lady (composto por Lionel Richie) ou We've Got Tonight (em dueto com Sheena Easton) são exemplos de um percurso que se impôs na pop mainstream e, obviamente, mereceu um lugar de referência neste blogue, o que é sempre uma honra para qualquer artista.
Aos 75 anos, completados hoje, Kenny Rogers mantém uma atividade musical impressionante, sendo de destacar a presença em Glastonbury - sim leram bem - no Festival de Glastonbury em junho deste ano, no mesmo palco onde atuaram, por exemplo, Nick Cave & the Bad Seeds. Para fãs e curiosos, aqui fica a totalidade da atuação. O sorriso de Kenny e o constante diálogo com o público atestam a alegria com que este senhor continua a pisar os palcos. Parabéns, Kenny!

quinta-feira, agosto 08, 2013

THE EDGE (52)

Há guitarristas bons e há guitarristas assim-assim. Depois há aqueles que estão para lá de qualquer tipo de classificação. Guitarristas que criaram um estilo próprio. Identificamo-los aos primeiros acordes. Dave Evans, mais conhecido por The Edge, é um desses exemplos. Desde os primórdios, com I Will Follow ou Sunday Bloody Sunday até aos mais recentes trabalhos, The Edge está lá com a sua maneira inconfundível de tratar a guitarra. Para além disto, o senhor canta e bem, como podemos verificar em Van Diemen's Land. The Edge é um herói dos anos 80. É um herói de sempre. Parabéns pelos 52 anos!

terça-feira, agosto 06, 2013

Julianne Regan volta a "Martha's Harbour"

Julianne Regan, vocalista dos já extintos - e saudosos - All About Eve, decidiu voltar a gravar Martha's Harbour, o tema que revelou a banda inglesa ao mundo em 1988.  O motivo é nobre e contou com a concordância de Andy Cousin e Tim Bricheno: todo o lucro obtido com esta regravação irá para um fundo de ajuda a uma família irlandesa de pescadores que perdeu três irmãos num naufrágio em junho passado.
Esta versão - de que pode ser escutado um bocadinho no bandcamp da cantora - abandona a guitarra acústica e tem como base instrumental o piano. Ouvem-se, também, um acordeão e violinos. A voz, essa continua angelical. Assim à primeira vista - ou audição - continuo a preferir o original, com o entrelaçado das guitarras de Bricheno e a voz de Regan, quase aqui, ao nosso lado, a cantar-nos ao ouvido, mas esta regravação não deixa de ser um exercício curioso, bonito, com uma nova roupagem a apelar, talvez, a novos públicos.
A capa alusiva a esta regravação é belíssima. Mostra a escultura de uma mulher, de braços estendidos na direção do mar, esperando - ou desesperando por - aqueles que nele se aventuraram. O monumento chama-se Waiting On Shore, fica em Rosses Point no norte da Irlanda e tem inscritas na sua base, numa placa, as seguintes palavras:

 Lost at sea, lost at sea
 Or in the evening tide
 We loved you, we miss you
 May God with you abide