quarta-feira, dezembro 20, 2017

ALAN PARSONS (69)

Quando era miúdo gostava muito da canção Let's Talk About Me, de Alan Parsons Project, o projeto do senhor Alan Parsons, iniciado em 1975, em parceria com Eric Woolfson. A vocalização de Let's Talk About Me era de David Paton, mas a banda não tinha um vocalista, digamos, titular. As vozes, e foram muitas, eram escolhidas tendo em conta a canção, produto da dupla Parsons-Woolfson. Ainda assim, foi o próprio Eric Woolfson (falecido em 2009) quem cantou o tema que trouxe mais sucesso à dupla: Eye In The Sky, canção que completou 35 anos no passado novembro.
Alan Parsons, que antes de ser artista com nome próprio, trabalhou com os Beatles e os Pink Floyd, completa hoje 69 anos. Parabéns!

terça-feira, dezembro 19, 2017

LIMAHL (59)

Só nos anos 80 poderíamos ouvir uma banda com um nome tão estranho como Kajagoogoo e só nos anos 80 poderíamos perceber que um nome deste calibre não poderia estar associado a outro tipo de penteados que não os de Limahl, Nick Beggs e companhia. E amar aqueles penteados (...ou talvez não).

Hoje trago aqui os Kajagoogoo porque o vocalista Limahl faz 59 anose eu gosto de assinalar estas coisas. Limahl, que, na realidade, se chama Christopher Hammil (Hammil-Limahl.. perceberam?) e um dia decidiu responder ao anúncio de jornal de uma banda chamada Art Nouveau que procurava um vocalista e um penteado. Não sei se o cabelo impressionou mais do que voz, mas obviamente que foi amor à primeira vista. E a alteração do nome da banda para o, na minha humilde opinião, lamentável Kajagoogoo só foi um problema até ao rebentar desse êxito colossal chamado Too Shy, que eternizou esse refrão de engate fulminante que todos conhecemos de cor: hey girl, move a little closer... 'cause you're too shy shy, hush hush, eye to eye... Aposto que muita adolescente da altura não se importaria de explorar um eye to eye com Limahl, ele que fazia regularmente parte dos posters das revistas teen da altura.

Quando a banda despediu Limahl - de uma forma algo indecente, diga-se de passagem, ao pedirem ao manager que lhe desse uma palavrinha em vez de o fazerem eles próprios -, milhões de fãs em todo o mundo ficaram em choque. Até porque havia uma dívida de gratidão em jogo: tinha sido Limahl a convencer Nick Rhodes (Duran Duran) a ouvir uma demo da banda e a produzir o primeiro álbum, White Feathers, isto enquanto lhe servia uma bebida no Embassy Club, onde trabalhava como barman (havia que fazer pela vida, claro, enquanto a banda ainda se mostrava too shy para o sucesso).
Estávamos em 1983 e, depois disto, a banda nunca mais se encontrou, mas Limahl viria a conseguir uma espécie de vingançazinha, ao alcançar sucesso global com o tema-título do filme Never Ending Story, do realizador Wolfgang Petersen.

E atualmente, que é feito de Limahl? As últimas notícias dão conta de um concerto de há sensivelmente um mês, bem, uma meia horinha em palco, para apadrinhar o acender das luzes natalícias e consequente início das compras de Natal da localidade de Evesham, no Reino Unido.
Hoje é tempo de celebrar. Parabéns, Limahl!

segunda-feira, dezembro 18, 2017

MARTHA JOHNSON (67)

Os canadianos Martha and the Muffins são uma das one-hit wonders dos anos 80 que este blogue guarda no coração, precisamente graças a essa preciosidade das pistas de dança chamada Echo Beach. Gravada para o álbum de estreia, ainda em 1979, Echo Beach saiu como single já em 1980 e ganhou o Juno Award para single do ano.
Martha Johnson, a vocalista, completa hoje 67 anos, e, apesar de viver com a doença de Parkinson desde 2000, mantém uma atividade musical regular ao lado do marido Mark Gane (membro fundador da banda e compositor de Echo Beach). Ambos lançaram ainda em agosto de 2017 um novo single chamado Summer of Song, uma canção lindíssima que vale muito a pena ouvir.
Hoje é dia de celebrar: parabéns, Martha!

sábado, dezembro 16, 2017

Zé Pedro entrevistado por Pita (Luso Clube)

Esta é uma gravação que fiz em finais de 1987 ou inícios de 1988, não posso precisar com absoluta certeza, em plena afirmação nacional dos Xutos & Pontapés, após terem lançado o álbum Circo de Feras. O programa era o Luso Clube e o jornalista era o Pita, que conversa com Zé Pedro durante cerca de 20 minutos.
É um Zé Pedro com 31, 32 anos, ainda algo inebriado com o sucesso colossal que Circo de Feras trouxe à banda e que permitiu aos Xutos passarem da condição de banda de culto, seguida por uma imensa minoria, a grande referência do rock nacional que esgotava pavilhões e entrava decisivamente nas tabelas de vendas nacionais.
É um Zé Pedro talvez ainda sem saber muito bem como lidar com todo aquele êxito que apanhou a banda desprevenida, mas com a consciência de estar a liderar um movimento que permitiria um segundo impulso ao rock português (através da aposta das multinacionais) e com objetivos bem vincados para o futuro, como, por exemplo, esse desejo, algo utópico, de querer a afirmação dos Xutos no estrangeiro, mas sempre a cantar em português. Não é minha intenção antecipar aqui tudo o que ele diz na entrevista, mas digo-vos que este é um documento sonoro histórico muito importante, até para percebermos o quanto importantes foram os Xutos para a evolução da indústria musical portuguesa.
Posso destacar uma frase do Zé Pedro? Cá vai: "Não sou muito de dar conselhos, porque acho que a minha vida não pode ser exemplo para as outras pessoas".
O som, por vezes, não está nas melhores condições porque a fita da cassete onde está já sofreu o dano irreparável do tempo. Este som é dedicado ao Zé Pedro, ao Tim, ao Kalú, ao João Cabeleira, ao Gui e a todos os fãs dos Xutos & Pontapés.


terça-feira, julho 11, 2017

The Stranglers + Ecos da Cave ao vivo em Santo Tirso

As Festas de São Bento, em Santo Tirso, reservaram o dia de ontem para um regresso musical ao passado.
Primeiro com os Ecos da Cave, filhos da terra, cujos 30 anos de grupo foram celebrados em comunhão com um público entusiasta e a saber de cor o já clássico Desejo, tema principal que levou a banda a figurar entre as oito melhores do concurso do Rock Rendez-Vous em 1988. O vocalista Alfredo, sempre muito dialogante com o público, estava visivelmente emocionado pelo momento histórico que se estava a viver no palco instalado na Praça 25 de Abril. No final, ninguém diria que já se passaram três décadas, e ficou no ar a ideia de um regresso da banda ao ativo.
Depois vieram os The Stranglers, instituição punk e pós-punk já com várias passagens por Portugal, e que atualmente apresenta o baixista/vocalista Jean-Jacques Burnel e o teclista Dave Greenfield como membros da formação original. Um duplo arranque em falso, por problemas técnicos, não condicionou uma atuação que se mostrou segura e competente, maioritariamente centrada no catálogo inicial da carreira, a que a maioria do público respondeu com entusiasmo... moderado - estariam à espera de ver Hugh Cornwell na voz principal, que agora é assegurada por Baz Warne? A exceção foram, como seria de prever, os hits Golden Brown e Always The Sun, tocados de seguida, como podemos verificar na setlist publicada aqui. As músicas foram-se sucedendo a um ritmo quase vertiginoso ou não estivesse em causa o fogo de artifício prometido para a meia-noite e depois adiado para as 00:30. Mas daí não podia passar. De modo que o encore que estava previsto com Go Buddy Go não foi tocado, deixando um sabor amargo naquele final de concerto às centenas que ainda esperavam ouvir, quem sabe, um La Folie ou um Strange Little Girl.
Deixo aqui cinco vídeos gravados pela câmara do Queridos Anos 80, dentro do que a emoção e a tremideira do braço permitiram.






sexta-feira, junho 02, 2017

TONY HADLEY (57)

Uma das grandes vozes da pop masculina dos anos 80 faz hoje 57 anos. Chama-se Tony Hadley, foi o frontman dos Spandau Ballet e ainda teve tempo para derreter uma quantidade considerável de corações adolescentes. O que pouca gente sabe é que o nosso good old Tony, antes de fazer vida na música, foi estrela de fotonovelas de uma revista teen chamada My Guy. Ora espreitem aqui.
Os tempos da agitação New Romantic já lá vão e os Spandau Ballet construíram uma carreira suficientemente sólida para ainda hoje serem idolatrados por esse mundo fora e considerados, pelo menos por mim, como membros, por direito próprio, da nata da pop dos anos 80. E a dar-me razão temos a receção entusiástica que tiveram em 2009 aquando da Reformation Tour, que voltou a juntá-los nos palcos de uma série de países, incluindo Portugal. Ainda estou para perceber como fui capaz de falhar o concerto de Lisboa em 10 novembro de 2009.

sábado, maio 20, 2017

JANE WIEDLIN (58)

Foi uma das Go-Go's (voltaram aos concertos em 2016!) e faz hoje 58 anos, mas é graças a uma canção chamada Rush Hour que o Queridos Anos 80 tem Jane Wiedlin no seu coração. A canção do teledisco dos golfinhos  respira verão, água, sol, praia e é capaz de me pôr aos saltos numa qualquer pista de dança. Não lhe conheço nenhum outro hit, a Jane Wiedlin, mas este chega e sobra para lhe dar o merecido destaque.
A solo, editou quatro álbuns, o segundo dos quais, Fur (1988), teve um impacto razoável no Reino Unido, em grande parte graças à canção supracitada. Também no cinema, a moça já revelou os seus talentos e é uma voz habitual em filmes de animação. E tem uma coleção de banda desenhada cuja personagem principal é... ela mesma, mas respondendo por Lady Robotika. Já disse que hoje faz anos? Parabéns!

sexta-feira, maio 19, 2017

GRACE JONES (69)

Uma pessoa distrai-se e a Grace Jones faz isto. Aos 67 anos. Sim, subiu ao palco, no Afropunk Festival, em 2015, em topless, pintura corporal e apenas com um corpete e cuecas. Dois anos antes, o The Guardian incluiu-a nas cinquenta personalidades acima dos 50 anos mais bem vestidas. Ela que, nos anos 70, ainda antes de se dedicar a sério à música e ao cinema, já tinha percorrido as passerelles mais importantes do mundo da moda.
Quanto à música, é inevitável falar de Slave To The Rhythm e das versões de La Vie En Rose (esta de 1977) ou Private Life. Em 2008 editou, Hurricane, aquele que é, até à data, o seu último trabalho discográfico.
Mas há novidades no grande ecrã. O biopic Grace Jones: Bloodlight and Bami, com realização de Sophie Fiennes, será por estes dias lançado no Festival de Cannes. Com cinco anos de produção, este documentário é a oportunidade de entrarmos no mundo bizarro deste ícone da pop.
Hoje Grace Jones completa 69 anos. Parabéns!

sábado, março 25, 2017

ARETHA FRANKLIN (75)

Aos 75 anos, completados hoje, Aretha Franklin encontra-se a gravar um novo álbum. Ainda não há título para o novo registo, mas já se sabe que terá Stevie Wonder a produzir e a compor. Outra novidade são as presenças do filho e da neta da rainha da soul no disco. Todas as novidades, incluindo um vídeo com entrevista em estúdio, aqui.
Com lugar de destaque na elite da soul durante os anos 60 e assistindo ao decair do seu sucesso comercial na segunda metade dos anos 70, não foi fácil, para Aretha, sobreviver ao impacto dos anos 80. A rainha da soul soube, porém, adaptar-se às sonoridades sintetizadas e à estética dos 80s e passou o teste com distinção. Confirmam-no cinco prémios Grammy e um conjunto de canções - a solo ou em dueto - que deixaram a marca da cantora na década dourada da pop. Aqui estão elas por ordem cronológica decrescente. Parabéns, Aretha!

through the storm (1989)
through the storm (com elton john)
it isn't, it wasn't, it ain't never gonna be (com whitney houston)
gimme your love (com james brown)
aretha (1986)
i knew you were waiting (com george michael)
jimmy lee
jumpin' jack flash
who's zoomin' who? (1985)
freeway of love
who's zoomin' who
sisters are doin' it for themselves (com os eurythmics)
jump to it (1982)
jump to it

ELTON JOHN (70)

Sir Elton John faz hoje 70 anos. De nome verdadeiro Reginald Kenneth Dwight, é um dos ícones da música britânica, e atrever-me-ia mesmo a dizer, da cultura britânica dos últimos 50 anos. A sua parceria com Bernie Taupin também está de parabéns: são cinco décadas de trabalho conjunto para trazer ao mundo alguns dos melhores temas da piano-pop de sempre.
Hoje há festa nos Red Studios, em Los Angeles, com a celebração do aniversário dos 70 anos do cantor e dos 50 anos da colaboração com o letrista a contar com a presença de Lady Gaga entre outros convidados surpresa. George Michael estaria, certamente, presente no evento, não fosse o seu falecimento há três meses. Este evento servirá, também, para a angariação de fundos com destino à Elton John AIDS Foundation e o UCLA Hammer Musem.
Quanto a discos, o homem não para: o mais recente registo tem um ano e chama-se Wonderful Crazy Tonight. É apenas o trigésimo-terceiro álbum de estúdio. Nós, portugueses, tivemos a oportunidade de ver Elton John, em Julho de 2016, no Festival Marés Vivas.
Parabéns, Elton John!

sexta-feira, março 24, 2017

NENA (57)

Praticamente esquecida nos media internacionais dedicados à música, Nena não se tem saído mal no seu país de origem nessa tentativa, quase sempre inglória para uma ex-estrela dos 80s, de manter um grau de popularidade minimamente aceitável.
Nesta altura faz parte do júri da versão alemã do The Voice Kids, juntamente com a filha, Larissa Kerner. Talvez não seja um mero acaso a presença num programa deste tipo. É que Nena já é avó. E teve um filho já depois de ser avó. E aquilo deve ser uma alegria em casa, digo eu. Muita coisa a acontecer na família Kerner, portanto.
No que a este blogue diz respeito, a música, a última edição de estúdio de Nena ainda é álbum Oldschool, editado em 2015,  do qual já aqui falei aquando do 56.ª aniversário da miúda dos 99 Red Balloons.
Hoje completa 57 anos. Parabéns!

sexta-feira, janeiro 27, 2017

spotify - queridos_anos_80_#8

bill pritchard | the lilac time | microdisney | the weather prophets | the mighty lemon drops | the jazz butcher | the go-betweens | the woodentops | the icicle works | modern english

 

spotify - queridos_anos_80_#7

bryan adams | bonnie tyler | toto | chicago | reo speedwagon | heart | foreigner | richard marx | starship | adrian gurvitz

 

sexta-feira, janeiro 13, 2017

diggin'

Para um maluquinho por música como eu, não há nada mais saudável que uma visita regular a uma loja de cds/vinil usado(s). É uma rotina mensal, às vezes quinzenal, da qual não abdico: "perder-me", "perdendo" uma ou duas horas a procurar, a esgaravatar, a remexer, a escarafunchar prateleiras e caixotes de música. É uma felicidade, acreditem, principalmente depois de um dia de trabalho que não correu como esperava. Às vezes não sei o que procuro, mas procuro e procuro e (re)encontro o equilíbrio ali. E sei que vou sair com alguma coisa na mão, o que aumenta o frenesim da descoberta. Às vezes apenas quero ir de cd em cd ou de vinil em vinil. Ver "aquele" que já tenho, aqui a um preço proibitivo (e sorrir). Reparar naquele que na FNAC até está mais barato (e sorrir). Dar de caras com uma coletânea de 40 músicas dos anos 80, onde está "aquela" que me faltava (e sorrir). Pensar que o empregado, quando me vê entrar, já me olha com aquele ar "lá vem o doido que se põe a rir sozinho" (e sorrir por causa disto). Também me acontece trazer um disco para casa para chegar à conclusão de que já o tenho (e nem por isso deixo de sorrir).
Para quem não é do Porto e quiser um dia dedicar-se ao diggin' aqui, posso aconselhar a Louie Louie Porto, a Piranha - Loja de Música, a Porto Calling - Loja de Discos ou a Muzak Vinil. Já agora relembro aqui uma publicação de maio de 2011 sobre a minha aventura por lojas de música em Madrid.

quinta-feira, dezembro 29, 2016

JIM REID (55)

Jim Reid, a voz dos Jesus And Mary Chain, completa hoje 55 anos, mas, profissionalmente, os festejos já começaram há mais tempo: a banda dos irmãos Reid prepara-se para lançar, já no primeiro trimestre de 2017, o sétimo álbum de estúdio. Foram precisos quase vinte anos, desde o álbum Munki (1998), para que os fãs vissem material novo da banda que espalhou, nos anos 80 e 90, aquilo a que eu chamo de noise-rock-fofinho (sem qualquer sentido pejorativo, atenção).
Damage And Joy é o nome do álbum, cuja produção ficou a cargo de Youth, fundador e atual baixista dos Killing Joke.
Em termos de concertos, a The Damage And Joy Tour, marcada para o próximo ano, chegará até Madrid e Barcelona. Para já, portanto, o nosso país (que pôde vê-los no Alive '15) fica de fora.
Parabéns, Jim Reid!

segunda-feira, dezembro 26, 2016

George Michael (1963-2016)

As últimas notícias que o site e a página no facebook oficiais de George Michael apresentam datam de novembro deste ano e dão conta da azáfama do músico na preparação do documentário Freedom, cuja estreia estará apontada para março de 2017, e da intenção, tanto por parte da Sony como do ex-vocalista dos Wham, em fazer coincidir esse momento com a reedição de Listen Without Prejudice. Não há, não havia notícias de quaisquer problemas de saúde que nos pudessem preparar para a notícia da sua morte. Mas aconteceu, neste dia de Natal de 2016.
A morte de George Michael é o desaparecimento de um pedaço da infância ou adolescência de cada um de nós, que pertencemos a uma geração que guardava e guarda uma imagem, tanto estética como musical, muito nítida deste ícone da pop dos anos 80. E que a revisitava, e revisita, assiduamente no leitor de CDs lá de casa ou no DJ set ao som do qual dançamos frequentemente. É o desaparecimento do ídolo teen pop, cujos posters da revista Bravo preenchiam as paredes dos quartos femininos, ao lado do seu companion Andrew Ridgeley, enquanto no gira-discos rodavam os Wake Me Up Before You Go-Go ou os Last Christmas de que os rapazes negavam gostar na escola. Mas também é o desaparecimento do compositor de obras magistrais a solo como os álbuns Faith ou Listen Without Prejudice, que mostraram que a liberdade - a Freedom - de George Michael era também a nossa de podermos admitir que um dia tínhamos gostado daquele ídolo pop. Agora já muito tempo passou. Os Wham acabaram há 30 anos e George Michael deixou-nos hoje. Fica a música e ficam as memórias, em jeito de homenagem, do concerto em Coimbra, em 12 de maio de 2007.

sábado, outubro 08, 2016

And Also The Trees em Portugal

No momento em que escrevo estas linhas, os And Also The Trees estarão em pleno concerto, no Sabotage Club, em Lisboa. Já este sábado será a vez do Porto os receber, na sala 2 do Hard Club.
É a terceira vez que a banda dos irmãos Justin Jones e Simon Huw Jones pisa os palcos portugueses, depois de já terem passado pelos festivais Fadeinfestival, em 2010, e o Entremuralhas, no ano passado.
Os fãs do pós-punk dos anos 80 agradecem a presença de uma banda que se mantém ativa desde 1979, com treze álbuns editados, o último dos quais, já este ano de 2016. Chama-se Born Into The Waves e será certamente alvo de atenção nesta digressão de outono que chegará a países como a França, a Itália e a Grécia.
Este é mais um evento da Music Is My Oyster, que ainda nem há uma semana nos trouxe os Death In June, e que mantém o selo de qualidade na organização de concertos a que já nos habituou.
O evento de facebook para o concerto dos And Also The Trees no Porto, com todos os pormenores, está aqui. E chamo a atenção para a imperdível after-party do concerto que terá lugar no mítico Griffon's, com música a cargo de Ivo T e Ex Lion Tamer.
Deixo-vos com Slow Pulse Boy, do álbum Virus Meadow, de 1986.


quinta-feira, setembro 29, 2016

Death In June tocam no Porto

Em mais uma produção louvável da Music Is My Oyster, o Hard Club, no Porto, vai ser palco do único concerto de Death In June que passará no nosso país por ocasião dos 35 anos da banda de Douglas Pearce. É na próxima segunda-feira, 3 de outubro, e vai ter na primeira parte o projeto português Homem em Catarse. Todos os pormenores, disponíveis no evento facebookiano criado para o efeito.
Os Death In June iniciaram a atividade em 1981 e, desde logo, marcaram terreno no âmbito do pós-punk, neofolk e industrial (isto para quem gosta de arrumar a música em gavetinhas herméticas). São cerca de duas dezenas de álbuns, cujos temas mais emblemáticos não deixarão, certamente, de ser revisitados em palco pelo carismático homem da máscara. Uma oportunidade única, segunda-feira, no Hard Club, no Porto.
Deixo aqui o poderoso The Calling (Mk II), do álbum Nada!, de 1985.



quinta-feira, maio 26, 2016

O Queridos Anos 80 encontra o Blog do Puto

Vai ser já neste sábado, dia 28, que a Casa de Ló, na cidade do Porto, vai receber a Batalha dos Blogues, nome pomposo e beligerante para algo tão inocente e pacífico como um dia de música para acompanhar finos ou outras bebidas mais exigentes.
O Queridos Anos 80 encontra, pela primeira vez, o Blog do Puto para cruzar os sons do passado presente com os sons do presente futuro. A cargo do tarzanboy, a música da década dourada da pop. À responsabilidade do Puto, os sons apaixonantes da modernidade.
Haverá matiné em tons suaves, a partir das 18 horas e até à hora de jantar. À noite, a soirée, mais agitada e imprevisível, pelas 23. Apareçam que vai valer a pena.


spotify - queridos_anos_80_#6

the pursuit of happiness | gene loves jezebel | peter murphy | the mission | this mortal coil | the house of love | siouxsie and the banshees | love and rockets | all about eve | balaam and the angel