terça-feira, fevereiro 13, 2018

PETER GABRIEL (68 anos)

A agora cinco factos importantes sobre Peter Gabriel que provavelmente não sabia ou esqueceu:

1. Foi membro fundador dos Genesis e vocalista principal da banda até à sua saída em 1975. O último álbum em que participa é The Lamb Lies Down On Broadway.

2. Fundou em 1982 o WOMAD (World of Music, Artes and Dance), festival internacional de artes cuja próxima edição tem lugar já neste fim de semana no Chile.

3. Em 11 de junho de 1988, participou no concerto de homenagem a Nelson Mandela pelo 70º aniversário do político sul-africano, evento na altura entendido como uma forma de pressão política mundial para a libertação do ativista sul-africano. Gabriel surgiu no palco de Wembley para interpretar Biko, ao lado dos Simple Minds.

4. Nos anos 80, os três singles de maior sucesso foram Games Without Frontiers (1980), Sledgehammer (1986) e Don't Give Up, em dueto com Kate Bush (1986). Apesar de nunca ter colocado um single no primeiro lugar da tabela de vendas britânica, conseguiu chegar ao topo com os álbuns Peter Gabriel/Melt (1980) e So (1986).

5. Hoje, Peter Gabriel completa 68 anos. Parabéns!


sexta-feira, fevereiro 09, 2018

HOLLY JOHNSON (58)

Entrar a matar é uma expressão idiomática que se aplica na perfeição aos Frankie Goes To Hollywood. Estávamos em 1983, e este grupo de rapazes de Liverpool via Relax, o seu primeiro single, ser banido da BBC por, na opinião da estação britânica, conter palavras e ser acompanhado de um teledisco com algum conteúdo homossexual explícito que ofendia a moral e os bons costumes da terra de Sua Majestade. A história é sempre a mesma: quanto maior é a polémica, maior é a atenção e, provavelmente, o sucesso. E foi o que sucedeu aos Frankie, que, liderados pela voz peculiar de Holly Johnson, marcaram de forma indelével a primeira metade dos anos 80. Da heresia à redenção foi um pequeno passo e logo em novembro de1984, ouvimo-lo cantar a balada romântica - transformada por via das circunstâncias em single de Natal - The Power of Love, cujo maior azar foi ter coincidido no tempo com uma tal de Do They Know It's Christmas. Resultado: o single dos Frankie apenas se aguentou uma semana no 1.º lugar da tabela de vendas.
Após a dissolução da banda, Holly Johnson iniciou uma carreira a solo, com os singles Love Train e Americanos a conseguirem algum sucesso. Atualmente, o músico mantém a atividade musical, marcando presença em festivais um pouco por toda a Europa. O mais recente álbum de estúdio data de 2014 e chama-se Europa. Hoje, Holly Johnson completa 58 anos. Parabéns! 

Queridos Anos 80 - A Festa - 17 de fevereiro


A festa do blogue Queridos Anos 80 está de volta. O espaço é o Garden Bar, em plena baixa do Porto, e os DJs de serviço são o Ivo T e o P Cardoso (o tal de tarzanboy). E já merecíamos uma noite assim. Porquê? Porque quem foi tão feliz a partir de dezembro de 2006 e durante duas dezenas de edições - fosse no Swing Club ou noutra pista qualquer - só pode querer voltar a essa atmosfera e a esse espírito. Contamos com todos os amigos numa noite de pop-rock sem complexos, com muitos discos perdidos no tempo e alguns pedidos na hora. Até dia 17!

quarta-feira, janeiro 24, 2018

Nomes de bandas: Sonic Youth, Dead or Alive, Orchestral Manoeuvres In The Dark

Sonic Youth
Foi o líder dos Sonic Youth, Thurston Moore quem teve a ideia de combinar a palavra Sonic, alcunha de Fred Smith, dos MC5, com Youth, um termo muito em voga na altura, principalmente em bandas reggae, e que remete, desde logo, para o DJ jamaicano Big Youth.



Dead Or Alive
Depois de ter pertencido aos The Mystery Girls, que apenas realizaram um concerto, Pete Burns fundou os Rainbows Over Nagasaki, que rapidamente se fixaram como Nightmares in Wax (editarem um EP de três músicas).
Em maio de 1980, momentos antes duma sessão de gravação na rádio, Burns decidiu mudar o nome da banda para Dead Or Alive, invocando o desejo de não ver o seu grupo associado a um certo movimento de bandas arty que, então, florescia em Liverpool e que tinha nos Echo & the Bunnymen ou nos Orchestral Manoeuvres in the Dark dois dos seus maiores exemplos.


Orchestral Manoeuvres In The Dark
Numa entrevista ao The New York Times Magazine, de 10 de maio de 2013, Andy McCluskey revela que o nome da banda surgiu de um conjunto de letras e ideias para canções que tinha rabiscadas nas paredes do seu quarto. Avessos ao rock inspirado nas guitarras, os OMD queriam, acima de tudo, uma designação que os afastasse da cena punk da altura. E é com algum humor à mistura que Andy diz que teriam pensado um pouco melhor se soubessem que iriam carregar este "nome estúpido" durante 35 anos.

quarta-feira, janeiro 17, 2018

PAUL YOUNG (62)

Pode um artista construir uma carreira mundial de sucesso tendo por base quase única e exclusivamente versões? Pode, pois claro. E esse artista chama-se Paul Young, o mesmo que preencheu capas da Bravo e paredes de muitos quartos adolescentes nos anos 80, convivendo certamente com George Michael , Limahl ou Morten Harket. A receita era absolutamente eficaz: um sorriso cheio de saúde, um cabelo "à espanador" com o respetivo mullet tão na moda, uma voz a piscar o olho à soul e um abanar de anca em palco irrepreensível.

Depois, há aquele momento icónico: é ele quem inicia Do They Know It's Christmas, com o inesquecível It's Christmas Time, there's no need to be afraid... Em 1992, haveria de estar no concerto-tributo a Freddie Mercury, interpretando Radio Ga Ga (talvez a escolha menos óbvia...).

Voltando aos êxitos-versões, podemos referir, por exemplo, Love Of The Common People, Come Back And Stay, Wherever I Lay My Hat (That's My Home) e aquele que é e será sempre o seu cartão de visita: Everytime You Go Away - um original de Daryl Hall e John Oates. O último álbum data de 2016 e chama-se Good Thing.

Hoje, o rapaz que um dia disse ser muito tímido e que entrar numa banda foi a melhor coisa que lhe podia ter acontecido para combater essa mesma timidez faz 62 anos. Parabéns, Paul!

quarta-feira, janeiro 10, 2018

PAT BENATAR (65)

Pat Benatar, cujo nome verdadeiro é Patricia Mae Andrzejewski, deixou marca na década de 80 graças a canções como Love Is A Battlefield e We Belong. Esta nova-iorquina nunca foi um fenómeno na Europa, sobretudo se comparada com as Cyndi Laupers desta vida, mas a sua carreira assumiu uma dimensão bastante interessante nos EUA, onde foi galardoada com quatro prémios Grammy e atingiu a marca do ouro e da platina por diversas vezes.
Nos dias que correm, Pat mantém o seu percurso musical ao lado do marido Neil Giraldo, com quem se casou em 1982. O último álbum de originais - Go - já tem catorze anos, mas em 2017, Pat e Neil lançaram um DVD com um set acústico dos principais temas da carreira da cantora.
Hoje, Pat Benatar faz 65 anos. Parabéns!

ROD STEWART (73)

Esqueçamos as calças apertadinhas de licra, as t-shirts de rede ou os calções de cetim. Esqueçamos aquele cabelo permanentemente a desafiar a lógica (e uma escova decente, já agora). Esqueçamos o look com fita na cabeça que, a partir de certa altura, parecia mais a Olivia Newton-John. Sempre vi em Rod Stewart um tipo porreiro, com quem valia a pena beber umas cervejas num pub londrino, falar de gajas e de futebol. Ele que é adepto do Celtic de Glasgow, que tem uma das mais apaixonantes e loucas falanges de apoio no mundo. A sua paixão pelo futebol apenas tem rival na fixação por loiras, ou não tivesse o tio Rod, no seu rol de relações  - as conhecidas, note-se -, uma galáxia de blonde girls de fazer inveja a qualquer ser humano do sexo masculino. Ainda por cima, com oito filhos para contar a história e, já agora, herdar uma fortuna avaliada em 170 milhões de libras que faz dele uma das celebridades mais ricas da música do Reino Unido.

Por falar em música, e é para isso que aqui estamos, Stewart foi um daqueles artistas que, vindos dos anos 60 e 70, integrados em bandas que deixaram marca - falamos dos Faces e do Jeff Beck Group, neste caso - conseguiram construir uma carreira a solo de bastante sucesso nos anos 80, adaptando-se, claro está, a todo um imaginário pop cuja receita era garantia de sucesso. Os êxitos desta fase são muitos e extremamente dançáveis, como por exemplo Tonight I'm Yours (Don't Hurt Me), Young Turks, Baby Jane ou Some Guys Have All The Luck. Depois há aquela balada com Jeff Beck: People Get Ready.

As últimas notícias dão conta de uma digressão norte-americana de 22 datas a iniciar em junho deste ano, com Cyndi Lauper como artista convidada. O homem está aí para as curvas e hoje completa 73 anos. Parabéns, Rod!

segunda-feira, janeiro 01, 2018

Um grande 2018 para todos os seguidores do QA80

Esta coisa do playback requer uma certa competência. E no dia 1 de janeiro só podia ser a New Year's Day, dos U2.




sábado, dezembro 30, 2017

TRACEY ULLMAN (58)

Vimo-la em Love You To Death (Amar-te-ei Até Te Matar), em Prêt-à-Porter, em Bullets Over Broadway (Balas Sobre A Broadway), na série Ally MacBeal, e ouvimo-la em Corpse Bride (A Noiva Cadáver). O que não sabíamos é que Tracey Ullman teve uma carreira musical com bastante sucesso na primeira metade dos anos 80. Com efeito, logo após se ter notabilizado no Reino Unido como atriz de comédias para televisão, esta britânica nascida em Slough, no sul de Inglaterra, invadiu as tabelas de vendas com a canção Breakaway, seguindo-se-lhe ainda seis singles de sucesso em pouco menos de dois anos. A partir de 1985, não mais se ouviu falar musicalmente de Tracey, mas ganhou-se uma atriz de cinema a fazer comédia a sério. Hoje, Tracey Ullman completa 58 anos. Parabéns!

sexta-feira, dezembro 29, 2017

JIM REID (56)

Se em finais de 87 ou inícios de 88 déssemos uma voltinha ali pelo Centro Comercial Brasília (ou pelo Dallas), no Porto, e nos cruzássemos com um espécimen masculino, aí entre os 16 e os 20 anos, de cabelo desgrenhado, pálido, talvez com um eyelinerzito tímido, vestido de preto e com um ar muito chateado com o mundo, era muito, mas muito provável que um dos dois, senão mesmo os dois álbuns até então editados pelos Jesus & Mary Chain fizessem parte da sua coleção de vinis lá de casa. E era provável que a mãe lhe impusesse uma ordem de apenas tocar aqueles discos quando ela estivesse ausente. Eu tinha um amigo assim (excetuando a parte da mãe e do eyeliner). Era o Rui. Juntávamo-nos em casa dele, com grupo de colegas de escola, para ouvir o Psychocandy (1985) e o Darklands (1987). E éramos felizes.

Serve este flashback fofinho para assinalar o 56.º aniversário de Jim Reid, fundador dos Jesus (apenas Jesus, como os verdadeiros fãs se referiam a eles) com o irmão William Reid, o baixista Douglas Hart e o baterista Bobby Gillespie.

Depois de uma passagem memorável por Vilar de Mouros, em agosto passado, os Jesus voltam a Portugal para dois concertos em 28 e 29 de maio de 2018, no Coliseu de Lisboa e na Casa da Música, no Porto, respetivamente. Mas estejamos descansados: longe vão os tempos dos primeiros concertos, que duravam 10-15 minutos, com a banda de costas para o público, e que terminavam, frequentemente, com distúrbios entre os fãs. É claro que atirar com o microfone à assistência - ato pelo qual Jim passou duas noites numa esquadra de Toronto em 1987 - também não ajudava nada. Aos 56 anos, o rapaz está mais maduro e sensato.

Jim Reid disse um dia com um ar certamente muito zangado: "They write encyclopedias on the eighties and we're not even mentioned . We WERE the fucking eighties." Pronto, Jim, terás sempre um espaço especial para ti e para a banda no Queridos Anos 80, pá. E parabéns pelo aniversário.

segunda-feira, dezembro 25, 2017

SHANE MACGOWAN (60)

No dia de Natal, Shane MacGowan completa 60 anos e prepara-se para festejar com amigos, no próximo dia 15 de janeiro, em Dublin, no National Concert Hall. Entre esse amigos que se lhe vão juntar em palco estão nomes como Nick Cave, Bobby Gillespie e Johnny Depp. Os bilhetes custam entre 65 e 85 euros. Toda a informação aqui, caso ainda possam lá dar um salto.

No concerto, Shane deverá deslocar-se em cadeira de rodas, o meio de locomoção que usa desde a queda que sofreu em 2015 e que lhe provocou a fratura do osso da pélvis. Shane tem tido uma vida complicada em termos de saúde e já fintou o destino que o poderia levar à morte por várias vezes. Em 2001 foi Sinead O'Connor quem o denunciou à polícia por posse de heroína, numa ação, mais tarde vista pelo próprio Shane, como determinante para evitar que se envolvesse nas drogas duras.

2017 não foi um ano bom para Shane. Para além dos seus problemas de saúde, no primeiro dia do ano, a sua mãe, de 87 anos, morreu num acidente de automóvel e alguns dias depois foi a vez do seu ex-empresário, Frank Murray. Esperemos que 2018 traga paz e saúde ao homem que tão felizes nos fez com temas como A Pair of Brown Eyes, Dirty Old Town ou Misty Morning Albert Bridge. Parabéns, Shane!

ANNIE LENNOX (63)

As notícias mais recentes sobre Annie Lennox dão testemunho do prestígio de que a vocalista dos Eurythmics e ativista contra a pobreza goza atualmente na sociedade britânica: em novembro deste ano foi nomeada reitora da Universidade Caledoniana de Glasgow, cargo de que irá tomar posse em 2018, sucedendo a Muhammad Yunus, Prémio Nobel da Paz.

Eu tenho uma paixão incomensurável por esta mulher, devo confessar. Já dos tempos dos The Tourists, com a versão fantástica de I Only Want To Be With You (Dusty Springfield) até ao duo Eurythmics, com Dave Stewart, ao lado do qual cantou e compôs uma série de canções absolutamente geniais, Annie Lennox é exemplo de que era possível conjugar, nos anos 80, uma imagem pop atraente, sem entrar no paradigma da sex-symbol efémera, a um talento musical incomparável, tanto a nível vocal como instrumental. Annie, natural de Aberdeen, na Escócia, e com formação musical ao mais alto nível (estudou flauta, cravo e piano na Academia Real de Música, em Londres), constituiu, com Dave Stewart, a dupla mais consistente e apaixonante da pop dos anos 80.

Em 1990, a RTP 2 transmitiu um concerto dos Eurythmics em Roma, Itália, do ano anterior, que ainda tenho ali guardado numa VHS velhinha, um concerto que vi repetidas vezes e que mostra a banda no seu auge artístico. Mas para que preciso da cassete de vídeo velhinha quando o concerto está no YouTube?

Hoje, Annie Lennox completa 63 anos. Parabéns!

quarta-feira, dezembro 20, 2017

ALAN PARSONS (69)

Quando era miúdo gostava muito da canção Let's Talk About Me, de Alan Parsons Project, o projeto do senhor Alan Parsons, iniciado em 1975, em parceria com Eric Woolfson. A vocalização de Let's Talk About Me era de David Paton, mas a banda não tinha um vocalista, digamos, titular. As vozes, e foram muitas, eram escolhidas tendo em conta a canção, produto da dupla Parsons-Woolfson. Ainda assim, foi o próprio Eric Woolfson (falecido em 2009) quem cantou o tema que trouxe mais sucesso à dupla: Eye In The Sky, canção que completou 35 anos no passado novembro.
Alan Parsons, que antes de ser artista com nome próprio, trabalhou com os Beatles e os Pink Floyd, completa hoje 69 anos. Parabéns!

terça-feira, dezembro 19, 2017

LIMAHL (59)

Só nos anos 80 poderíamos ouvir uma banda com um nome tão estranho como Kajagoogoo e só nos anos 80 poderíamos perceber que um nome deste calibre não poderia estar associado a outro tipo de penteados que não os de Limahl, Nick Beggs e companhia. E amar aqueles penteados (...ou talvez não).

Hoje trago aqui os Kajagoogoo porque o vocalista Limahl faz 59 anose eu gosto de assinalar estas coisas. Limahl, que, na realidade, se chama Christopher Hammil (Hammil-Limahl.. perceberam?) e um dia decidiu responder ao anúncio de jornal de uma banda chamada Art Nouveau que procurava um vocalista e um penteado. Não sei se o cabelo impressionou mais do que voz, mas obviamente que foi amor à primeira vista. E a alteração do nome da banda para o, na minha humilde opinião, lamentável Kajagoogoo só foi um problema até ao rebentar desse êxito colossal chamado Too Shy, que eternizou esse refrão de engate fulminante que todos conhecemos de cor: hey girl, move a little closer... 'cause you're too shy shy, hush hush, eye to eye... Aposto que muita adolescente da altura não se importaria de explorar um eye to eye com Limahl, ele que fazia regularmente parte dos posters das revistas teen da altura.

Quando a banda despediu Limahl - de uma forma algo indecente, diga-se de passagem, ao pedirem ao manager que lhe desse uma palavrinha em vez de o fazerem eles próprios -, milhões de fãs em todo o mundo ficaram em choque. Até porque havia uma dívida de gratidão em jogo: tinha sido Limahl a convencer Nick Rhodes (Duran Duran) a ouvir uma demo da banda e a produzir o primeiro álbum, White Feathers, isto enquanto lhe servia uma bebida no Embassy Club, onde trabalhava como barman (havia que fazer pela vida, claro, enquanto a banda ainda se mostrava too shy para o sucesso).
Estávamos em 1983 e, depois disto, a banda nunca mais se encontrou, mas Limahl viria a conseguir uma espécie de vingançazinha, ao alcançar sucesso global com o tema-título do filme Never Ending Story, do realizador Wolfgang Petersen.

E atualmente, que é feito de Limahl? As últimas notícias dão conta de um concerto de há sensivelmente um mês, bem, uma meia horinha em palco, para apadrinhar o acender das luzes natalícias e consequente início das compras de Natal da localidade de Evesham, no Reino Unido.
Hoje é tempo de celebrar. Parabéns, Limahl!

segunda-feira, dezembro 18, 2017

MARTHA JOHNSON (67)

Os canadianos Martha and the Muffins são uma das one-hit wonders dos anos 80 que este blogue guarda no coração, precisamente graças a essa preciosidade das pistas de dança chamada Echo Beach. Gravada para o álbum de estreia, ainda em 1979, Echo Beach saiu como single já em 1980 e ganhou o Juno Award para single do ano.
Martha Johnson, a vocalista, completa hoje 67 anos, e, apesar de viver com a doença de Parkinson desde 2000, mantém uma atividade musical regular ao lado do marido Mark Gane (membro fundador da banda e compositor de Echo Beach). Ambos lançaram ainda em agosto de 2017 um novo single chamado Summer of Song, uma canção lindíssima que vale muito a pena ouvir.
Hoje é dia de celebrar: parabéns, Martha!

sábado, dezembro 16, 2017

Zé Pedro entrevistado por Pita (Luso Clube)

Esta é uma gravação que fiz em finais de 1987 ou inícios de 1988, não posso precisar com absoluta certeza, em plena afirmação nacional dos Xutos & Pontapés, após terem lançado o álbum Circo de Feras. O programa era o Luso Clube e o jornalista era o Pita, que conversa com Zé Pedro durante cerca de 20 minutos.
É um Zé Pedro com 31, 32 anos, ainda algo inebriado com o sucesso colossal que Circo de Feras trouxe à banda e que permitiu aos Xutos passarem da condição de banda de culto, seguida por uma imensa minoria, a grande referência do rock nacional que esgotava pavilhões e entrava decisivamente nas tabelas de vendas nacionais.
É um Zé Pedro talvez ainda sem saber muito bem como lidar com todo aquele êxito que apanhou a banda desprevenida, mas com a consciência de estar a liderar um movimento que permitiria um segundo impulso ao rock português (através da aposta das multinacionais) e com objetivos bem vincados para o futuro, como, por exemplo, esse desejo, algo utópico, de querer a afirmação dos Xutos no estrangeiro, mas sempre a cantar em português. Não é minha intenção antecipar aqui tudo o que ele diz na entrevista, mas digo-vos que este é um documento sonoro histórico muito importante, até para percebermos o quanto importantes foram os Xutos para a evolução da indústria musical portuguesa.
Posso destacar uma frase do Zé Pedro? Cá vai: "Não sou muito de dar conselhos, porque acho que a minha vida não pode ser exemplo para as outras pessoas".
O som, por vezes, não está nas melhores condições porque a fita da cassete onde está já sofreu o dano irreparável do tempo. Este som é dedicado ao Zé Pedro, ao Tim, ao Kalú, ao João Cabeleira, ao Gui e a todos os fãs dos Xutos & Pontapés.


terça-feira, julho 11, 2017

The Stranglers + Ecos da Cave ao vivo em Santo Tirso

As Festas de São Bento, em Santo Tirso, reservaram o dia de ontem para um regresso musical ao passado.
Primeiro com os Ecos da Cave, filhos da terra, cujos 30 anos de grupo foram celebrados em comunhão com um público entusiasta e a saber de cor o já clássico Desejo, tema principal que levou a banda a figurar entre as oito melhores do concurso do Rock Rendez-Vous em 1988. O vocalista Alfredo, sempre muito dialogante com o público, estava visivelmente emocionado pelo momento histórico que se estava a viver no palco instalado na Praça 25 de Abril. No final, ninguém diria que já se passaram três décadas, e ficou no ar a ideia de um regresso da banda ao ativo.
Depois vieram os The Stranglers, instituição punk e pós-punk já com várias passagens por Portugal, e que atualmente apresenta o baixista/vocalista Jean-Jacques Burnel e o teclista Dave Greenfield como membros da formação original. Um duplo arranque em falso, por problemas técnicos, não condicionou uma atuação que se mostrou segura e competente, maioritariamente centrada no catálogo inicial da carreira, a que a maioria do público respondeu com entusiasmo... moderado - estariam à espera de ver Hugh Cornwell na voz principal, que agora é assegurada por Baz Warne? A exceção foram, como seria de prever, os hits Golden Brown e Always The Sun, tocados de seguida, como podemos verificar na setlist publicada aqui. As músicas foram-se sucedendo a um ritmo quase vertiginoso ou não estivesse em causa o fogo de artifício prometido para a meia-noite e depois adiado para as 00:30. Mas daí não podia passar. De modo que o encore que estava previsto com Go Buddy Go não foi tocado, deixando um sabor amargo naquele final de concerto às centenas que ainda esperavam ouvir, quem sabe, um La Folie ou um Strange Little Girl.
Deixo aqui cinco vídeos gravados pela câmara do Queridos Anos 80, dentro do que a emoção e a tremideira do braço permitiram.






sexta-feira, junho 02, 2017

TONY HADLEY (57)

Uma das grandes vozes da pop masculina dos anos 80 faz hoje 57 anos. Chama-se Tony Hadley, foi o frontman dos Spandau Ballet e ainda teve tempo para derreter uma quantidade considerável de corações adolescentes. O que pouca gente sabe é que o nosso good old Tony, antes de fazer vida na música, foi estrela de fotonovelas de uma revista teen chamada My Guy. Ora espreitem aqui.
Os tempos da agitação New Romantic já lá vão e os Spandau Ballet construíram uma carreira suficientemente sólida para ainda hoje serem idolatrados por esse mundo fora e considerados, pelo menos por mim, como membros, por direito próprio, da nata da pop dos anos 80. E a dar-me razão temos a receção entusiástica que tiveram em 2009 aquando da Reformation Tour, que voltou a juntá-los nos palcos de uma série de países, incluindo Portugal. Ainda estou para perceber como fui capaz de falhar o concerto de Lisboa em 10 novembro de 2009.