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terça-feira, dezembro 28, 2010

LARA LI (52)

Com três álbuns nos anos 80 - Água Na Boca (1981), Vem (1984) e Quimera (1987), e uma dezena de singles, dos quais se destaca, inevitavelmente, Telepatia (já agora, uma das mais belas canções que a música portuguesa produziu), Lara Li é uma personalidade incontornável da nossa música. Já aqui lhe dediquei um artigo extenso, por isso, hoje, resta-me falar da sua actualidade, que, em termos musicais, é marcada pela edição, em 2010, do álbum Levemente, em parceira com o músico Miguel Braga. Todos os pormenores sobre este regresso, aqui. Ainda hoje a ouvi na Antena 1 a interpretar  Sol de Inverno (popularizado por Simone de Oliveira), num registo jazzístico muito interessante.

No que diz respeito à actividade musical desta voz fantástica da música portuguesa, deixo aqui alguns factos relevantes. Em 2000, participou em dois temas do CD da Campanha Pirilampo Mágico, no tema conjunto e no dueto com Paulo de Carvalho (Talvez em Algum Lugar). O mesmo Paulo de Carvalho convidou-a para um espectáculo em Abidjan (Costa do Marfim). Em 2001 actuou no espectáculo de encerramento do Ano Internacional do Voluntariado, na Aula Magna, e, no ano seguinte, colaborou numa nova versão de Telepatia incluída no disco de Mico da Câmara Pereira e Rui Melo. Em Fevereiro de 2003 foi um dos nomes convidados do espectáculo comemorativo dos 45 anos de carreira de Simone Oliveira (cantou Adeus e Fala da Mulher Sozinha). Em 2005, foi convidada pelo músico Miguel Braga para ao seu trabalho Secreta Passagem, no qual interpretou o tema como o mesmo nome. Podemos ouvi-la, também, a interpretar temas para várias telenovelas.

Hoje, Lara Li completa 52 anos. Parabéns!

lara li - telepatia

domingo, dezembro 28, 2008

LARA LI (50)

Lara Li completa hoje 50 anos e o Queridos Anos 80 não podia deixar passar a data em claro. E por duas razões. Em primeiro lugar, porque Telepatia é uma das canções-chave que atravessa a música portuguesa da década de 80. E em segundo lugar, porque o país ainda deve o justo reconhecimento a uma das vozes femininas mais doces da sua música. Este texto também só é possível porque a Kimberly lembrou, no ano passado, numa caixa de comentários, a data do aniversário de Lara Li. Obrigado, Kim!

Lara Li começa por ser feliz no nome artístico que adopta - bonito, simples, catchy, e, acima de tudo, bastante musical. De nome verdadeiro Ilídia Maria Pires de Amendoeira, nasce em Lisboa, mas a sua infância e adolescência serão passadas em Moçambique. É mesmo lá, que, em 1975, se estreia com a edição do seu primeiro single. Até ao final da década de 70, edita apenas 45 rotações. O primeiro álbum data de 1981, chama-se Água Na Boca e inclui os temas Telepatia e O Rapaz Do Cubo Mágico que foram editados em single.

A parceira artística com Ana Zanatti e Nuno Rodrgigues é já evidente, com a primeira a ser responsável pelas letras e o segundo pela produção. O Rapaz Do Cubo Mágico contou também com a produção de Victor Perdigão e Danny Antonelli. Este último disponibiliza o tema no seu sítio oficial (ligação directa: aqui).

Em 1984, Lara Li edita o seu segundo longa-duração, intitulado Vem, o qual não obteve o sucesso do LP de estreia. Dois anos mais tarde, participa no Festival RTP da Canção, conquistando o Prémio de Interpretação com o tema Rapidamente, composto por Luis Represas e João Gil (A vencedora desta edição do festival é Dora, com Não Sejas Mau P'ra Mim).

O terceiro LP, e último, de Lara Li na década de 80 chega em 1988, intitulado Quimera. Trata-se de um longa-duração composto maioritariamente por versões de clássicos da música portuguesa, tais como Nem às Paredes Confesso, Quimera de Ouro, Barco Negro ou Sol de Inverno. Eu digo "maioritariamente" porque dele fazem parte os inéditos Jura da dupla Carlos Tê/Rui Veloso e Quarto Crescente de Ana Zanatti e Cris Kopke.

E sua actividade discográfica sofre um hiato até ao ano de 1995, em que é editado o quarto e último álbum de originais até à data. Intitulado Consequências, este álbum é dominado tanto ao nível da composição como da produção pela figura de Fernando Girão. A partir deste momento, Lara Li intensifica um conjunto de colaborações musicais tanto ao nível televisivo (telenovelas) como da beneficência (Pirilampo Mágico). É também, ocasionalmente, convidada de outros artistas nos seus trabalhos de estúdio ou espectáculos ao vivo. Recentemente vimo-la no programa Canta Por Mim, no qual interpretou Telepatia ao lado do locutor Júlio Magalhães. Por falar em Telepatia, gosto muito da versão que foi cantada no programa Operação Triunfo, há uns anos, pelos concorrentes Rui e Sofia.

Resta-me encerrar este artigo (não costuma ser tão longo no caso dos aniversariantes...) endereçando, mais uma vez, os parabéns a Lara Li e desejando que um dia possa regressar em força à música pop portuguesa. Parabéns!