And when it hurts, you know they love to tell you how they warned you
Da esq. para a dir.: Susanne Suley, Adrian Wright, Jeanne Cutherall, Philip Oakey, Jo Cullis e Ian Burden
Quando se fala de
synth-pop (pop electrónico, se quiserem) não se pode passar ao lado dos
Human League. Surgiram em Sheffield (Inglaterra), em 1977, através de Martyn Ware (sintetizador), Ian Marsh (sintetizador) e
Philip Oakey (voz). Estrearam-se com a edição do single
Being Boiled e chegaram a fazer as primeiras partes de Siouxsie & the Banshees. Em seguida contrataram
Adrian Wright, que se tornou responsável pela vertente visual do grupo. A projecção de slides durante os concertos ficou como imagem de marca desta primeira fase.
O primeiro álbum, Reproduction, soava muito a Kraftwerk, e, em 1980, o projecto desintegrou-se. Oakey e Wright viram partir Ware e Marsh e começaram a fazer pela vida. Wright decidiu aprender a tocar sintetizador e Oakey recrutou o baixista
Ian Burden e, facto mais significativo, duas miúdas acabadinhas de sair da escola secundária, uma loira, chamada
Susanne Suley e outra morena,
Jeanne Cutherall.
São muitos os êxitos dos
Human League. Há um que normalmente se considera ser o grande
hit do grupo. Chama-se
Don’t You Want Me e alegra noites de karaoke e pistas de dança. Podemos ainda destacar
Love Action (1981),
Open Your Heart (1982, já com a participação do novo membro
Joe Cullis),
Mirror Man e
(Keep Feeling) Fascination.
A letra de
Open Your Heart encontra-se
aqui.
No que diz respeito a álbuns,
Dare! e
Fascination! (pormenor fundamental para o sucesso: os pontos de exclamação), serão, seguramente, as melhores apostas.
Em meados dos 80's e com a popularidade do grupo em perda, foi fora do âmbito dos Human League que
Phil Oakey, em parceira com o produtor
Giorgio Moroder, conseguiu um êxito estrondoso com
Together In Electric Dreams (1985). Esta canção constitui, sem dúvida, um marco na pop dos 80.
Apesar do álbum
Crash, de 1986, e do magnífico tema
Human (
I’m only human, of flesh and blood I’m made…), os Human League desapareceram das tabelas de vendas. Os anos 90 ainda viram o grupo ressurgir com
One Man In My Heart, canção bastante jeitosinha, assim para ouvir no verão, numa qualquer esplanada em frente ao mar. Hoje, os Human League estão reduzidos a três elementos, Phil Oakey e as duas mocinhas.