sexta-feira, julho 23, 2004

Quem é o cromo?



Estava eu deliciado a ver o Top 20 dos piores telediscos de sempre, quando me aparece este cromo em 11º lugar. Vamos lá a testar esse conhecimento da oily-pop dos eighties (também conhecida como a pop-azeiteira). Quem sabe o nome do cromo?

sexta-feira, julho 16, 2004

O e-mail e o pedido de ajuda

 
Recebi este e-mail do Pedro, mas infelizmente não o posso ajudar sobre o teledisco que ele procura. Será que algum de vós se lembra?
 
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Olá
 
Visitei recentemente o blog Dear80's, no ambito de uma pesquisa que ando há mais de um ano a tentar ver se descubro, será que me pode ajudar?
 
Trata-se de um teledisco da época que foi filmado nos açores na lagoa das sete cidades, em que se me recordo: uma personagem entrava dentro da lagoa e lá estabelecia contacto com uma civilizaçao habitante do centro da terra, ou atlante, mais ou menos por aí...enfim, lembro-me vagamente disso no antigo programa top disco.
 
Gostava se possivel de saber o nome da banda ou mesmo até desse tema, para além de amante da boa música que se fez nos anos 80, sou também investigador nas horas vagas de civilizaçoes antigas e desaparecidas, gostava de recordar um teledisco que sempre achei mto interessante com uma ideia genial, apesar de nao me lembrar nem da musica nem da banda que o fez.
 
Grato por qq atençao que possa ser dispensada a esta "pequena" questao.
 
Cumprimentos
 
Pedro
 
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quinta-feira, julho 15, 2004

Ian Curtis (48, se ainda estivesse por cá...)



O líder dos Joy Division faria hoje 48 anos se não se tivesse enforcado a 18 de Maio de 1980. Agora, digam-me lá umas coisas:

1. Como seria Ian Curtis com 48 anos? Um gordo viciado em comprimidos com um historial de sucessivos internamentos em hospitais psiquiátricos ou um cantor/compositor de culto bem ao estilo de um Leonard Cohen?

2. Que teria sido feito dos Joy Division? Um grupo com uma carreira sólida ao longo dos anos 80, cuja evolução iria dar a qualquer coisa parecida com os New Order ou mais uma das centenas de bandas cuja falta de ideias e excesso de conflitos acabaria por determinar o seu fim sem honra nem glória?

terça-feira, julho 13, 2004

LIVE AID: foi há 19 anos



O festival de música que marcou a nossa infância realizou-se há 19 anos. Estou a falar-vos do Live Aid. A partir de uma ideia de Bob Geldof (Boomtown Rats) e Midge Ure (Ultravox), este foi o festival que nos prendeu à TV durante largas horas. Na ausência de programas de telediscos, de estações televisivas de música, esta foi a primeira oportunidade de vermos os nossos ídolos ao vivo... e a preto-e-branco, no meu caso.



A história do Live Aid começa uns meses antes com a canção Do They Know It's Christmas. Depois de ter visto as imagens que horrorizaram o mundo - seres humanos a morrer de fome na Etiópia - Bob Geldof juntou-se a Midge Ure e ambos decidiram compor uma canção que seria interpretada pelos maiores nomes da música britânica da altura, entre os quais estavam nomes como Sting, Phil Collins, George Michael Bono, Duran Duran, Culture Club, Spandau Ballet e Bananarama. O objectivo era simples e grandioso ao mesmo tempo: angariar fundos para ajudar as vítimas da fome na Etiópia. Surgiu então o single Do They Know It's Christmas, que foi fenómeno mundial de vendas (8 milhões de libras) e é ainda hoje tema obrigatório na época natalícia.

O sucesso de DTKIC deverá ter incentivado Geldof a pensar mais alto. Havia que aproveitar a generosidade da música e só ao vivo ela poderia, com toda a sua força, fazer alertar o mundo para um problema tão real como distante. Decidiu-se então organizar um concerto que congregasse o que de melhor a música tinha nos anos 80. Foram escolhidos dois palcos - o Estádio de Wembley, onde teria lugar o desfile de artistas britânicos, e o Estádio JF Kennedy, em Filadélfia, onde os artistas americanos actuariam para o mundo. Esta regra não se aplicou na perfeição pois, por exemplo, os Duran Duran actuaram no palco americano.

Phil Collins foi o único artista que actuou nos dois palcos. Entrou no palco de Wembley às 15.18 para tocar com Sting durante cerca de meia-hora. Depois apanhou o Concorde para Filadélfia. Durante a viagem foi entrevistado em directo para a BBC, enquanto Carlos Santana actuava no Estádio JF Kennedy. Entrou no palco americano à 1.00 da manhã (hora inglesa) para cantar Against All Odds e In The Air Tonight.



Aqui encontram um quadro detalhado das actuações, horários e músicas interpretadas. A avaliar pela reacção do público e da imprensa da altura, as actuações mais conseguidas foram as dos U2 e dos Queen com Bono e Freddie Mercury em grande forma.

O Live Aid, nas suas duas vertentes, arrecadou cerca de 40 milhões de libras, dinheiro que foi canalizado para a ajuda aos mais necessitados em África. É claro que este evento não resolveu o problema, mas pelo menos aproximou-nos daqueles que até então eram "invisíveis" aos olhos do mundo desenvolvido.

Para mim, o Live Aid foi um momento mágico em que pude ver pela primeira vez os meus ídolos da música tocar ao vivo. Desde os U2 até aos Simple Minds, passando por Duran Duran, Nik Kershaw, Paul Young, Madonna, enfim tantos! Foi também o da desilusão de ver uma das minhas bandas preferidas da altura cancelar a sua participação - os Tears For Fears - ou de não poder acompanhar a parte americana do concerto até ao fim porque a minha mãe não deixou (o concerto acabou às 4 da manhã)!

Acreditando nesta notícia, lá para o Natal teremos finalmente a edição em DVD deste festival.

Convido-vos desde já a deixarem nos comentários as vossas memórias deste dia!

segunda-feira, julho 12, 2004

Sondagem QA 80: Wild Boys dominam


Foi talvez a mais longa sondagem realizada pelo QA 80. Foram oito semanas para saber quem afinal visita mais o blog que recorda a música dos anos 80 - os rapazes ou as meninas, por outras palavras, os Wild Boys ou as Material Girls.

Eis os resultados:
106 cliques
75 Wild Boys (71%)
31 Material Girls (29%)

Conclusões? Não há conclusões! Obrigado a todos por passarem por cá, em especial às meninas, que podem ser em menor número, mas são de qualidade!

domingo, julho 11, 2004

PETER MURPHY (47)



Peter Murphy faz hoje 47 anos. Parabéns!
Foi vocalista dos Bauhaus, mas foi a solo que a sua música atingiu todo o seu esplendor.
Um exemplo:

All Night Long
(do álbum Love Hysteria, 1988)

When the night is closing
Eyes are running wild
Then I hear you humming
All night long

The sign I see it
Tell me am I true
All I need from you is
All I see

This city's paved with cold
Playboys buying fun
Seems there is no hunter left
Without his hunting gun

Can you feel the light
The air is wild open
Oh you see the light it's coming through
It's there in the distance
Always offered to me
Always coming over a hill

Oh your see-saw smile
Lasts me all night long
Like a siren's curl
When the night is long

Now come hold my hand
No bad vibe hearts
Hold my hand you know
This journey could be long

Yeah the seasons come in
All the nights are woven
All the nights we'll see them through
Ahh no hundred men now
Would dare cut into us
We'll go on and see it through

Belle,
Une rose qui a joue son role
Mon Miroir,
Mon clef d'or
Mon cheval
Et mon gant sont les cinq secrets de ma puissance
Je voulais livrer
Il vous suffira de mettre ce gant
A votre main droite
Il vous transportera ou vous desirez l'etre

When the night has come in
Your eyes are running wild
Then I hear you humming
All night long

Yeah the sign I see it
Yeah the times I see it
All I need to know from you
Is all I see

Can you feel the light
The air is wild, open
Oh you see the light,
It's coming through
It's there in the distance
Always offered to me
Always coming over a hill
Yeah the seasons come in
All the nights are woven
All the nights we'll see them through
Ahh no hundred men now
Would dare cut into us
We'll go on and see it through

sábado, julho 10, 2004

Glenn Medeiros

If I had to live my life without you near me The days would all be empty



O fantasma de Glenn Medeiros sempre pairou sobre o Queridos Anos 80. Tentámos por diversas formas afastá-lo, exorcizá-lo, mas não conseguimos. Nem com ghostbusters lá foi. Agora, decidimos dedicar-lhe o seu espaço. Fomos para a rua. Falámos com as pessoas. Quisemos saber o que mais as intrigava na vida do jovem Glenn. Ficámos surpreendendidos, pois parece que o país vive, sombrio e angustiado, à espera do regresso do príncipe do romance na praia, do beijo salpicado da espuma do mar. Arriscamos mesmo a dizer que a crise que atravessamos se deve também em parte ao quase desaparecimento de Glenn Medeiros.

A partir de hoje tudo será diferente. Vamos desvendar tudo sobre a vida do nosso jovem. Vamos revelar cada aspecto da sua vida/carreira. Vamos esventrar o animal e analisar cada elemento da sua composição (esta metáfora podia ter sido mais feliz...).

Esta apresentação irá ser feita no modo pergunta-resposta. Curiosamente, todas as pessoas que nos fizeram as perguntas preferiram ficar no anonimato. Vamos a isto!

P- Lembro-me que o Glenn era muito "chabalo" quando apareceu... Que idade terá ele agora? 33 anos, taxista
R- O Glenn fez 34 anos no dia 24 de Junho. Quando gravou o seu primeiro single ainda não tinha completado 16 anos.

P- Ai, ele tinha uma música tão linda!!! Qual era o nome? Era assim um slow que a gente dançava nas manités da discoteca... Foi a dançar essa música que comecei a namorar com o meu Alfredo! (35, empregada de sapataria)
R- A música em questão só pode ser Nothing's Gonna Change My Love For You. A história dessa música começa quando Glenn, com apenas 16 anos, participa num concurso de jovens talentos das escolas do Havai (onde ele vivia), organizado por uma estação de rádio. O concurso chamava-se Brown Bags To Stardom e Glenn venceu-o. Levou para casa 500 dólares e ainda teve a oportunidade de gravar a canção em estúdio. Duas curiosidades:
1. a música foi originalmente gravada por George Benson em 1985.
2. Glenn Medeiros gravou uma versão em espanhol chamada Nada Cambiara Mi Amor Por Ti.

P- Medeiros? Glenn Medeiros? Ele nasceu em Portugal? Ou era filho de emigrantes portugueses? (36, sociólogo)
R- Glenn Alan Medeiros não nasceu em Portugal, mas sim numa ilha do Havai chamada Kaua'i, mais precisamente na cidade de Lihue. Os pais são de ascendência portuguesa. O pai, Robert Medeiros, é condutor de autocarros turísticos lá na ilha, uma espécie de guia turístico ao volante. Quando tinha 10 anos, Glenn era a atracção do autocarro ao cantar para os turistas. A mãe, Dorothy, é doméstica.

P- Qual a discografia de Glenn Medeiros? Tenho tido dificuldades em atender pessoas que constantemente me perguntam pelos álbuns do Glenn... (25, empregado em loja de música)
R- Glenn Medeiros gravou os seguintes álbuns:
Glenn Medeiros (1987)
Not Me (1988)
The Red Album (1990)
It's Alright To Love (1993)
The Glenn Medeiros Christmas Album (1993)
Sweet Island Music (1995)
Captured (1999)
Me (2003)

P- É verdade que Glenn Medeiros gravou duetos com muita gente conhecida? (38, polícia de trânsito)
R- É verdade que gravou duetos... mas não foram com muita gente conhecida (pelo menos na Europa)... a não ser que os seguintes nomes lhe digam alguma coisa: Lisa Miller, Elsa Lunghini, Ria Brieffies, Elisabeth Wolfgramm, Janey Clewer, Colleen Cua Nagasako, Kiyotaka Sugiyama e Ilona Irvine. O seu maior êxito em dueto foi com Bobby Brown, em She Ain't Worth It (1990). Registe-se ainda um dueto com Thomas Anders, vocalista dos Modern Talking, para a música Standing Alone (1992). Em 2002, uma girl-band havaiana chamada Forté convidou Glenn Medeiros a participar numa cover de Nothing's Gonna Change My Love For You.

P- Que é feito do Glennzinho actualmente? É casado? Tem filhos? Continua a gravar? Dedicou-se à pesca? (39, vendedora de peixe)
R- O Glennzinho é casado com Tammy, de quem tem dois filhos, um menino e uma menina. Ele chama-se Chord Kaleohone Medeiros, sendo que "Chord" é o inglês para "acorde de guitarra" e "Kaleohone" é havaiano e significa "suave, doce voz". A menina chama-se Lyric Leolani Medeiros, sendo que "Lyric" é o inglês para "letra de canção" e "Leolani" é havaiano e significa "voz celestial". Nomes originais, não? Imaginem o Figo chamar "Baliza Vanessa Figo" à sua filha
ou "Livre-Directo Miguel Figo" ao seu filho...
Glenn Medeiros continua a gravar. O seu último álbum chama-se Me (2003) e só está disponível no seu site oficial. Paralelamente, e preparando um futuro que pode não passar pela música, conseguiu concluir este ano o Mestrado em Educação Especial...

quinta-feira, julho 08, 2004

Andrew Fletcher (43)



Andy Fletcher, natural de Nottingham e membro fundador dos Depeche Mode (uma das maiores bandas à face da Terra, caso não saibam), completa hoje 43 anos. Parabéns!

Os momentos de paragem criativa dos Depeche Mode dão oportunidade aos seus membros de se envolverem em projectos a solo. Fletcher tem-se dedicado a participações como DJ em diversos festivais de música. A sua actividade musical estende-se ainda ao duo feminino Client, projecto de música elctrónica, através do qual Fletcher concretiza os seus dotes de DJ. As Client são ainda a única banda da editora Toast Hawaii, fundada recentemente pelo aniversáriante de hoje.

Andy Fletcher e as Client já passaram pelo nosso país, mais concretamente pelo Festival Dunas de S. Jacinto, que se realizou precisamente há um ano, em Julho de 2003. Fletcher e as meninas fecharam o dia que teve como cabeças-de-cartaz os magnifícos Roxy Music.

quarta-feira, julho 07, 2004

FAIRGROUND ATTRACTION

Too many people take second best But I won't take anything less



Foi numa conversa com colegas de trabalho sobre a vida, os amores e os desamores, que me lembrei do Perfect dos Fairground Attraction, música que apareceu em 1988 e permaneceu durante duas semanas no primeiro lugar do top britânico. Todos nos lembramos da vocalista, do seu chapéu e dos óculos e do teledisco que, salvo o erro, era todo filmado numa barcaça que ia deslizando nas águas calmas de um rio. Perfect ficou para sempre no nosso imaginário colectivo dos anos 80.

Os Fairground Attraction surgiram em 1987 e vinham cheios de boas intenções. Eddi Reader, a vocalista de nacionalidade escocesa, tinha já um percurso sólido de menina-de-coro de artistas como Gang Of Four, Alison Moyet e Eurythmics. A ela juntaram-se o guitarrista e compositor Mark Nevin, o baterista Roy Dodds e Simon Edwards, que, em vez da tradicional guitarra-baixo, tocava violão acústico.



O único álbum do grupo chama-se The First Of A Million Kisses e, para além do universal Perfect, contém a pérola Find My Love. Os Brits Awards de 1989 premiaram o seu estilo pop condimentado de elementos folk/jazz com o prémio para Melhor Álbum e Melhor Single. Nesse mesmo ano, durante o verão, após uma estrondosa digressão pelo Japão, os Fairground Attraction dissolveram o projecto, no que foi mais um episódio visto e revisto em tantos artistas dos anos 80. A editora do grupo lançou ainda uma colectânea de lados-B e canções não editadas sob o título Ay Fond Kiss.

Eddi Reader prosseguiu carreira a solo, mas não lhe conheço qualquer registo de destaque.

quarta-feira, junho 30, 2004

Noite revivalista rock alternativo pop-rock 80's

Sexta-feira, dia 2, é dia de revivalismo anos 80, na vertente rock alternativo. Tudo isto no Blá Blá, em Matosinhos (Rua Brito Capelo, 1085).

quarta-feira, junho 23, 2004

Novidades nos arquivos

Consegui finalmente introduzir arquivos temáticos para melhor orientação de quem aqui chega pela primeira vez ou daqueles que quiserem recordar algo que já leram por aqui. O arquivo mensal é bastante limitador neste aspecto, por isso, a partir de hoje têm à vossa disposição três áreas temáticas. Assim, temos na secção artistas todos os artigos de fundo já publicados sobre grupos, duos e cantores a solo. Depois de ter feito a listagem, fiquei surpreendido com a quantidade de artistas de que o QA80 já falou! A seguir, livros & revistas, ainda só com três artigos, mas com perspectivas de vir a aumentar proximamente. Em passado e presente, podem consultar os dois capítulos que mostram o que o tempo fez aos nossos heróis. O arquivo mensal foi "puxado" mais para cima, pois, com esta remodelação, não fazia sentido estar depois das restantes ligações.

Obrigado pela atenção e não se esqueçam: a rádio QA80 continua a dar-vos a melhor música dos anos 80! É só clicar ali ao lado...

terça-feira, junho 22, 2004

Voice Of The Beehive

i walk the earth my darling, this is my home



Olá, voltei. E hoje, enquanto vasculhava no disco do meu computador por um som bem disposto e de preferência cantado por uma voz feminina, dei de caras com uma pasta que dizia "Voice Of The Beehive".

Tracy Bryn e Melissa Brooke Belland são duas irmãs americanas, filhas de Bruce Belland, que, para os mais cotas, foi membro de um grupo dos anos 50 chamado The Four Preps. As duas meninas um dia decidiram radicar-se em Londres e fazer aquilo com que sempre sonharam: ter uma banda. A sua primeira aparição em disco foi a fazer coros no álbum a solo de Bill Drummond (KLF). Pouco tempo depois conheceram um guitarrista do País de Gales chamado Mike Jones e, com dois ex-Madness, Daniel Woodgate e Mark Bedford, completaram a formação inicial dos Voice Of The Beehive.

Ao contrário do que quase 99% da população mundial pensa, o nome do grupo não surgiu a partir de um filme de Bette Davis. Não. Fonte muito próxima das duas manas assegura que tudo surgiu da necessidade de preencher a expressão "Voice Of The..." com algo sugestivo e apelativo... e assim surgiu a colmeia. Beehive é também o nome dado àquele tipo de penteado tão próprio dos anos 60, em forma de colmeia.

Antes de surgir o primeiro álbum do grupo, e único nos anos 80, Mark Bedford saiu e foi substituído por Martin Brett. Março de 19897 marcou o lançamento do primeiro single, Just A City.

Em Outubro de 1987, o single I Say Nothing trouxe a dose suficiente de polémica para lhes dar a publicidade que desejavam. A questão tinha a ver com a letra da música que dizia a certa altura "she says I get it every night" e "he'll rip you right in two". A sempre puritana BBC pediu-lhes que alterassem estas partes da letra, ao que eles não se opuseram, ficando assim "she says I see him every night" e "he'll rip your heart in two". Em início de carreira, havia de fazer este tipo de concessões. Apesar disso, o single desapareceu das lojas, mas os Voice Of The Beehive pouco se importaram, chegando mesmo, nos seus concertos, a dar à primeira parte da letra uma outra versão: "she says I fuck him every night". É assim mesmo!

Em Fevereiro de 1988, surgiu I Walk The Earth, outra das minhas preferidas. Apesar de não conseguirem obter o reconhecimento em termos de tabelas de vendas, os Voice Of The Beehive conseguiam uma notável série de aparições televisivas, incluindo programas infantis... (onde por certo teriam de cantar as versões "light" das letras)

Em Maio do mesmo ano, lançaram talvez a sua canção mais conhecida entre nós e aquela que alncasou maior sucesso em vendas - Don't Call Me Baby (este título surge da frase que Ann-Margret diz a Elvis Presley no filme Viva Las Vegas). Um mês depois, surgiu finalmente o álbum Let It Bee, que aproveitou o sucesso do single que o precedeu para ocupar os primeiros lugares do top de vendas. Seguiu-se mais um single - Man On The Moon - que não teve tanto êxito como os que o precederam.

O sucesso europeu extendeu-se à América. Os Voice Of The Beehive entraram em digressão com os That Petrol Emotion (Steve Mack era namorado de Tracey Bryn), actuando nas suas primeiras partes, mas roubando autenticamente o destaque àqueles que deveriam ser os cabeças-de-cartaz.



Em termos de anos 80, os Voice Of The Beehive resumiram a sua actividade ao álbum Let It Bee. Em 1991, editaram o segundo longa-duração, Honey Lingers, que produziu singles como Monsters And Angels, I Think I Love You e Perfect Place. Uma curiosidade: o título originalmente proposto por Melissa para este álbum e imediatamente recusado pela editora era "Honey Lingus"...

A partir daqui, a colmeia deixou de produzir mel. A banda desagregou-se e apenas "sobreviveram" as duas irmãs. Em 1996, lançaram Sex & Misery, um álbum cujo título original era Disastrous Relationships, Disillusionment, Depression & Death. Por este título podemos saber os traumas que preencheram a primeira metade da década de 90 das duas manas...

Para saberem o que andam as manas a aprontar hoje em dia, podem visitar o site oficial.

segunda-feira, junho 21, 2004

Olá. Estou de volta.


O Queridos Anos 80 volta em força, depois de um período de hibernação forçado. E amanhã, os posts que recordam a melhor década de sempre da música voltam a atacar em força. Aguardem, que vem aí a voz da colmeia!

quinta-feira, junho 03, 2004

Russian Roulette



Foi há 14 anos. Stiv Bators foi atropelado por um automóvel num passeio de Paris. Imune à dor, o cantor caminhou até casa. Morreu durante o sono. Foi vocalista de uma das bandas pós-punk mais aliciantes dos 80's: The Lords Of The New Church.

sexta-feira, maio 21, 2004

You Are The Quarry



Era só para dizer que o novo álbum de Morrissey é uma delícia pop. Ponto final.

PS - Cuidado! Ele vem de metralhadora!

quarta-feira, maio 19, 2004

Comunicado


O Queridos Anos 80 vem por este meio comunicar que vai diminuir a frequência de actualizações durante cerca de um mês por motivos profissionais deste vosso criado.

Enquanto o QA 80 trabalha em safe-mode podem participar em mais uma sondagem. Depois de querer saber a idade dos visitantes do blog, venho agora vasculhar um pouco mais na vossa intimidade, se é que se pode dizer assim, e perguntar: serão mais os meninos ou as meninas por aqui? Já sabem, votem aqui ao lado onde diz SONDAGENS DEAR 80S.

E a melhor canção de Prince é...


Vocês votaram, vocês decidiram (onde é que eu já ouvi isto?). Purple Rain foi escolhida por 26% dos participantes da sondagem como a melhor música de Prince da década de 80. Não muito longe ficou When Doves Cry, talvez a música que deu o definitivo impulso à sua carreira. No terceiro lugar, Kiss, outro clássico incontornável. Foi uma sondagem sem surpresas. Aqui fica a classificação final:

1º lugar: Purple Rain - 26% (26 votos)
2º: When Doves Cry - 22% (22)
3º: Kiss - 18% (18)

4º: 1999 - 11% (11)
5º: Sign 'O' The Times - 6% (6)
6º: Raspberry Beret - 5% (5)
7º: U Got The Look e Alphabet St. - 4% (4)
9º: I Could Never Take The Place Of Your Man - 3% (3)
10º: Glam Slam - 2% (2)

quinta-feira, maio 13, 2004

O dia em que o Boss casou


Bruce e Julianne,
quando tudo ainda
eram Glory Days


A 13 de Maio de 1985 Bruce Springsteen casou-se com Julianne Phillips em Lake Oswego, Oregon. Faz hoje portanto 19 anos. Actriz e modelo, Julianne nunca se impôs no grande ecrã, tendo feito basicamente tele-filmes e algumas séries. O seu maior papel foi mesmo o de mulher do maior fenómeno de vendas americano da década de 80.

Foi um casamento curto, que apenas durou três anos. Isto tudo porque Julianne começou a achar estranhos aqueles telefonemas de uma tal Patti Scialfa lá para casa. Ainda não havia telemóveis, o que tornava as coisas muito mais difícieis. Difíceis para o Boss, claro. Nem mesmo a desculpa, que era real, de que a menina fazia parte da E-Street Band arrumou a questão. Ainda a piorou.

Julianne pediu o divórcio em 1988, na sequência deste envolvimento do marido com Patti, a menina a quem Bruce decidiu mostrar as partes pudibundas, depois do respectivo consentimento, claro. De resto, Bruce e Patti viriam a casar-se em 1991. Desta relação nasceram três pequeninos bosses.

Julianne Phillips aparece no teledisco da versão ao vivo de Born To Run, de 1986. Quanto a Patti, aparece em tudo quanto é imagem de Bruce a tocar. Se nunca a viram é porque andam demasiado distraídos!


O QA 80 não pode jurar,
mas pode ter sido assim que
tudo começou...

quarta-feira, maio 12, 2004

Duas desgraças nunca vêm só



O dia de hoje foi marcado por três desgraças no mundo da música. Duas delas atingiram os próprios. Uma outra afectou-nos a todos nós irremediavelmente.

1ª desgraça: em 1983, Meat Loaf declara falência após ultrapassar o milhão de dólares em dívidas. A avaliar pelo peso do senhor podemos considerar que o dinheiro foi bem empregue em comezainas que devem ter incluído todo o staff, roadies, groupies, etc... O QA 80 acha que cada um tem o que merece e ninguém mandou Marvin Lee escolher como designação artística Rolo de Carne.

2ª desgraça: em 1984, Lionel Richie atinge violentamente o primeiro lugar do top americano de singles com o tenebroso Hello, que, como todos sabem, é uma canção sobre invisuais que se dedicam à cerâmica.

3ª desgraça: em 1986, Joe Strummer, o malogrado vocalista dos The Clash, ficou sem carta de condução por ter sido apanhado a conduzir num assinalável estado de embriaguez. Should I Stay Or Should I Go?

terça-feira, maio 11, 2004

Aconteceu neste dia



1981 - Bob Marley morreu de doença cancerígena aos 36 anos. Segundo reza a triste história, Bob lesionou-se num dedo do pé a jogar futebol. A lesão, mal curada, desenvolveu um cancro que se espalhou pelo cérebro, pulmões e figado. A carreira do cantor jamaicano desenvolveu-se nos anos 70, mas prometia muito na década seguinte. O seu último álbum em vida foi editado em 1980 e dele fazem parte temas como Could You Be Loved e Redemption Song.

1985 - Madonna atinge o primeiro lugar da tabela de singles americana com Crazy For You, canção como mais tarde se veio a saber dedicada à minha pessoa. No Reino Unido era Paul Hardcastle que ia "à frente" com o single 19, cujo título se referia à média de idades dos soldados americanos no Vietname. Quem se lembra disto?

In World War II the average age of the combat soldier was 26
In Vietnam it was 19
In inininininin Vietnam it was 19
In inininininin Vietnam it was 19
In inininininin Vietnam it was 19
n n n n nineteen


segunda-feira, maio 10, 2004

Aconteceu neste dia


As Go-go's: then and now

1985 - As Go-go's anunciam o fim do grupo. Belinda Carlisle partirá em busca do céu que existe na Terra, enquanto Jane Wiedlin tentará evitar a hora de ponta. Em 1990 decidem voltar e parece que ainda andam por aí...

1986 - Falco está em primeiro lugar do topo britânico de singles com Rock Me Amadeus. Do outro lado do Atlântico são os Pet Shop Boys a realizar a mesma façanha com West End Girls. Ainda neste dia, Tommy Lee, dos Mötley Crue, casa-se com a actriz Heather Locklear, da série Dinastia. Pamela Anderson ainda vinha muito longe...

BONO (44)



Parabéns, Paul Hewson!

domingo, maio 09, 2004

DAVID GAHAN (42)



Dave Gahan faz hoje 42 anos. Parabéns àquele que o QA 80 considera o maior frontman da música pop-rock de todos os tempos. Os Depeche Mode sem ele simplesmente não fariam sentido.

O frontman é muito mais que o vocalista. É muito mais do que aquele que domina a técnica vocal na perfeição. Em Dave Gahan a música ao vivo faz sentido. Dave Gahan faz de cada um concerto um momento de partilha, de comunhão, de devoção.

David Gahan nasceu em Epping, Inglaterra, a 9 de Maio de 1962. Tem uma irmã e dois irmãos. Dos casamentos com Joanne e Jennifer nasceram, respectivamente, Jack e Stella Rose. Para saberem mais sobre a sua vida e os seus gostos visitem esta página.

Na década de 90 a dependência das drogas duras e uma tentativa falhada de suicídio quase puseram fim à sua vida. O ano de 2003 assistiu à edição de Paper Monsters, o seu primeiro disco a solo, em que Dave se revela também um excelente compositor.

Agora, uma viagem na história de Dave, em imagens:


Dave nos 80s


Dave depois dos 80s

quinta-feira, maio 06, 2004

Agradecimentos

Como já devem ter reparado, apenas incluo nos links da barra lateral blogs de conteúdo musical. É uma questão de princípio a que me mantive fiel ao longo destes 6 meses de Queridos Anos 80. Já me passou pela cabeça inserir outra categoria para links de blogs não muscais, ou generalistas, ou o que queiram chamar-lhes... A primeira razão que me leva a pensar em algo do género é a grande qualidade de alguns blogs que frequento e que mereciam uma presença ali ao lado, mas que o facto de não serem musicais os impede de aparecer por aqui. A segunda razão é a que se prende com o facto de haver muitos blogs que linkaram o QA 80, mas que não foram alvo da mesma cortesia da minha parte (pela razão acima referida). Enquanto não chego a uma decisão, queria dedicar este post a todos esses blogs que têm o Queridos Anos 80 nos seus links. Muito obrigado a todos!

http://unsmeridianos.blogspot.com/
http://menudobrasil.zip.net/
http://3tesas.weblog.com.pt/
http://ampola.blogspot.com/
http://acorneta.blogspot.com/
http://aformadojazz.blogspot.com/
http://atrompa.blogspot.com/
http://www.abril74.blogspot.com/
http://www.ad-libitum.blogspot.com/
http://agenda-electronica.blogspot.com/
http://tonicaginger.blogspot.com/
http://www.ao-sul.blogspot.com/
http://as-barbas-do-hernani.blogspot.com/
http://horasperdidas.blogspot.com/
http://audicoes.blogspot.com/
http://automaticstop.blog-city.com/
http://azia-do-dia.blogspot.com/
http://www.balta-zar.blogspot.com/
http://batataquente.blogspot.com/
http://clubedefansdojosecid.blogspot.com/
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Nesta listagem também incluí os blogs musicais. Se houver algum problema nos links, é favor avisar a gerência!




terça-feira, maio 04, 2004

Don't Move Closer, Phyllis!



Passam 19 anos sobre o primeiro lugar de Phyllis Nelson na tabela de singles do Reino Unido com a balada Move Closer, mais uma daquelas canções que ficam sempre a matar numa colectânea Romantic Balads qualquer.

Numa década em que o poder da imagem ditava leis e fazia uma selecção impiedosa, foi com naturalidade que Phyllis Nelson não alcançou a fama que por certo desejaria. Até prova em contrário, Phyllis Nelson era feia. Sim, Phyllis Nelson não era daqueles espécimes femininos de quem se pode dizer lá do alto de qualquer andaime "Eh, lá, Deus não estava de folga de certeza quando foste feita!" (eu sei, há piropos melhores). Se foi por isso ou não que a sua carreira não seguiu o caminho desejado não se sabe ao certo. O QA 80 aposta que sim.

No mesmo ano de Move Closer, em 1985, rezam as crónicas que Nelson teve outro êxito, desta vez dançável, sob o título I Like You. O QA 80 não tem qualquer pista sobre esta canção (nem está interessado em ter).

Agora, só para não dizerem que não gostamos da Phyllis, tomem lá um rebuçado com o gentil patrocínio do Top Of The Pops 2. Dá jeito terem o RealPlayer instalado, já agora.

domingo, maio 02, 2004

Aconteceu neste dia



1980 - Os Joy Division actuam ao vivo na Universidade de Birmingham. Facto importante: trata-se do seu último concerto, mas eles não sabem disso. Ian Curtis suicidar-se-à daqui a duas semanas.

1981 - A escocesa Sheena Easton inicia um período de duas semanas no primeiro lugar da tabela de singles americana com Morning Train (9 to 5). O título original desta canção era apenas 9 to 5, mas teve de ser alterado para não haver confusão com a música homónima de Dolly Parton.

1983 - Os Spandau Ballet ocupam o topo da tabela de singles inglesa com True.

1987 - Os Cutting Crew iniciam um período de duas semanas no primeiro lugar da tabela de singles americana com (I Just) Died In Your Arms.

1989 - Na loja Zales Jewellers, na Califórnia, um segurança alerta as autoridades para um homem com comportamento suspeito. Esse homem usa uma peruca, um bigode e dentes falsos. Três carros da polícia respondem prontamente e chegam ao local, prendendo, de seguida, o homem misterioso. Quem é ele? Michael Jackson! Beat It!

6 meses


Meio ano de Queridos Anos 80. Está a valer a pena! Obrigado a todos!

sábado, maio 01, 2004

Ray Parker Jr. (50)



O homem que não tem medo de fantasmas completa hoje 50 anos. Ray Parker Jr. Não é uma figura de proa da música dos 80s, mas teve a sorte e o mérito de compor e interpretar um dos temas mais marcantes da infância de toda uma geração: Ghostbusters.

Foi o tema principal do filme Ghostbusters (Ivan Reitman, 1984), que tinha nos principais papéis Bill Murray, Dan Aykroyd e Sigourney Weaver. Um clássico da comédia.

MEN AT WORK

Who can it be knocking at my door? Go 'way, don't come 'round here no more.



No Dia do Trabalhador o QA 80 dedica um espaço ao grupo que nunca descansa, os Men At Work. Oriundos da Austrália, os MAW deixaram a sua marca na história da pop através de canções como Who Can It Be Now, Down Under e Overkill.

A formação do grupo era composta por Colin Hay (voz e guitarra), John Strykert (guitarra), John Rees (baixo), Greg Ham (saxofone, flauta e teclas) e Jerry Speiser (bateria). Who Can It Be Now e Down Under fizeram parte do álbum de estreia, Business As Usual (1982), que, principalmente nos EUA, onde foi muito bem recebido, lhes rendeu uma pipa de massa. O segundo álbum, Cargo (1983), manteve a onda de sucesso do grupo. Ainda em 1983, receberam o Grammy para Best New Artist de 1982.

Grande parte do sucesso dos MAW deve ser creditada aos seus telediscos cheios humor e irreverência e que tiveram, numa MTV ainda a começar, espaço de divulgação massiva.

Em 1985, já sem John Rees e Jerry Speiser, o grupo editou o terceiro longa-duração Two Hearts mas nesta altura o público já não queria saber deles. A banda encerrou a sua actividade.

Os MAW foram "ressuscitados" por Clolin Hay e Greg Ham em 1998, tendo editado o álbum ao vivo Brazil. Colin iniciou carreira a solo logo após a dissolução da banda, em 1985, mas nunca atingiu grande destaque para além da Austrália.

Ainda na semana passada o QA 80 viu-o num dos episódios da hilariante série Scrubs (Médicos Estagiários, na SIC Radical) a cantar Overkill.

terça-feira, abril 27, 2004

Passado e Presente. Como eles mudaram (capítulo 2).

O QA 80 gosta de recordar os seus heróis. E ao recordá-los, sublima-os, presta-lhes a homenagem merecida. Segundo capítulo de Passado e Presente. Aqui podem conferir o primeiro capítulo.

1. Sheena Easton



Completa hoje 45 anos e canta em bares de Las Vegas (tal como lembrou a venon). Esta escocesa foi uma star dos eighties, contando no seu currículo com duetos com Kenny Pai Natal Rogers (We've Got Tonight) e Prince (U Got The Look). Está muito bem conservadinha.

2. Tony Hadley



O frontman dos Spandau Ballet, uma das melhores vozes de sempre da pop (ok, discutível...). O QA 80 sabe que o penteado de Tony Hadley serviu de inspiração para toda uma geração. Está um pouco gordito, mas ainda controla umas miúdas. Quem quer passar um fim-de-semana com o Tony?

3. Bonnie Tyler



O QA 80 tem um carinho especial por Bonnie Tyler. Afinal, não é todos os dias que uma estrela escolhe Portugal para viver durante a maior parte do tempo. Para além disso, Loving You's A Dirty Job But Somebody's Gotta Do It é um título longo, mas vale a pena o esforço porque se trata de uma bonita balada. Por fim, last but not least, Bonnie Tyler foi uma das primeiras estrelas pop-rock que este vosso servo viu ao vivo, corria o ano de 1987, num festival realizado no Estádio da Luz. O cabeça de cartaz era Mr. Bryan Summer of 69 Adams e o dueto com Bonnie em Straight From The Heart foi algo de inesquecível!

4. Joe Elliot



O vocalista dos Def Leppard, uma das maiores Hair Bands dos anos 80, que ainda andam por aí a distribuir fruta (leia-se baladas) a torto e a direito. Joe Elliot está um pouco mais gordo, mas continua a cantar Animal e Love Bites com a mesma energia dos primeiros tempos. O único comentário que se me oferece dizer sobre o penteado do Joe dos 80s é que me faz lembrar uma raça canina qualquer... Alguém ajuda?

5. Annie Lennox



Esta Senhora (com S grande, carago) é uma das grandes paixões do QA 80 e está tudo dito. There must be an angel playing with my heart...

6. Fabrice Morvan



Olha o-gajo-dos-milli-vanilli-aquele-grupo-que-afinal-não-cantava. É assim que Fabrice Morvan (o milli) é conhecido (Rob Pilatus, o vanilli, já não pode ouvir esta provocação, porque morreu em 1998). Contudo, o QA 80 está em condições de afirmar categoricamente e sem hesitações de qualquer espécie: ELE CANTA! Se o faz bem ou mal cabe-vos a vós, exigentes leitores deste blog, julgá-lo. Love Revolution! Dá-lhes Fabrício, amigo!

segunda-feira, abril 26, 2004

Sondagem: qual a melhor do Prince?


Aproveitando o regresso de Prince às edições discográficas com Musicology, o QA 80 abre a sondagem que pretende saber qual a vossa canção preferida do senhor artista de Minneapolis. Atenção que apenas estão "a concurso" as canções editadas nos eighties, o que elimina automaticamente Diamonds And Pearls, Cream, Gett Off, Sexy M.F., 7 e The Most Beautiful Girl In The World, entre outras.

Ringo & Barbara


Em 1981

Aconteceu nos anos 80 e por isso é notícia: a 27 de Abril de 1981 Ringo Starr casava-se com Barbara Bach, apenas, meus amigos, uma das melhores Bond girls de sempre. Não, não me estou a referir aos seus dotes de representação.

Já sei o que vocês estão a pensar. Com que então o tipo mais feio dos Beatles foi aquele que se "orientou" melhor. É verdade, o que só vem provar que nestas coisas do amor há argumentos que podem ultrapassar quaisquer sinais exteriores de pobreza estética como é o caso do Ringo.

Barbara Bach foi Bond Girl em The Spy Who Loved Me (1977), ao lado de Roger Moore, mas retirou-se da indústria cinematográfica alguns anos mais tarde. Dedicou-se, já nos anos 80 a obras de beneficiência como o Fashion Aid (decorrente do Live Aid) e o Romanian Angel (com Olivia Harrison, mulher de George, e Yoko Ono, mulher de John Lennon)

Amanhã, Ringo e Barbara completam 23 anos de casamento. Os dois vivem, felizes, no Mónaco.

domingo, abril 25, 2004

ERASURE

It's not the way you lead me by the hand into the bedroom



Uma das imagens musicais mais recorrentes dos anos 80 é a do duo composto por teclista e vocalista. O primeiro é geralmente mais recatado, adopta uma postura low-profile e não se importa se os focos incidem sobre aquele que está à sua frente e passa a vida de um lado para o outro à procura da câmara. Este, o vocalista, é bem extrovertido, tem uma relação "tu-cá-tu-lá" com a câmara, por vezes dança, salta e rebola no chão. Este estereótipo é confirmado em nomes como os Pet Shop Boys, os Naked Eyes, os Soft Cell ou, mais declaradamente, os Erasure.

Já aqui falámos de Vince Clarke, a propósito da sua parceria com Alison Moyet nos Yazoo, mas foi nos Erasure, com Andy Bell, que estabilizou todo o seu génio criativo. Fundou em 1980 os Depeche Mode, mas apenas gravou o primeiro álbum, Speak And Spell, saindo do grupo de seguida. Após dois áluns com Alison Moyet, chamou Paul Quinn para gravar um single que não ficou para a história. Clarke ainda participou num projecto chamado The Assembly, que envolvia o vocalista Feargal Sharkey e o produtor Eric Radcliffe.

A aventura Erasure começa com um anúncio no jornal a procurar vocalista e com a escolha de Andy Bell após dezenas de audições. Andy Bell, que completa hoje 40 anos, foi um dos primeiros artistas da música pop a nível mundial a declarar-se homossexual.

A vida não estava fácil para um duo de dance-pop electrónico em 1985 e os dois primeiros singles, Who Needs Love Like That e Heavenly Action tiveram pouco retorno da parte do público. O terceiro single, Oh l'Amour, apesar de já muito popular em vários países europeus, voltou a ter um fria recepção em Inglaterra. O álbum de estreia, Wonderland (1986), não fugiu à regra.

Tudo mudou com Sometimes, o single de apresentação do álbum seguinte, Circus (1987). Dotada de uma admirável vocalização por parte de Andy Bell e de um ritmo bem dançante, esta canção trouxe aos Erasure o reconhecimento a nível mundial. A partir daqui os Pet Shop Boys não estavam sozinhos. Até ao final da década seguiram-se uma série de êxitos que puseram em causa o reinado dos autores de West End Girls, de entre os quais destacaríamos Victim Of Love, Chains Of Love, Ship Of Fools, Drama, Star, You Surround Me, e o enorme A Little Respect, de que os nossos Silence 4 fizeram uma versão excelente.


Agnetha e Frida?

Também no palco o duo começou a construir uma identidade própria. Os seus concertos mostravam um teclista "afundado" em sintetizadores e um frontman que tinha tanto de excelente vocalista como de excêntrico, usando roupas de fazer furor em qualquer Love Parade. Em finais da década de 80, os Erasure tocavam para audiências de 60.000 pessoas no Japão.
Em inícios dos 90, a digressão The Phantasmogorical Entertainment arrastava finalmente Vince Clarke para a frente do palco para uma coreografia com Bell, os dois vestidos de mulher, de versões dos ABBA (Take A Chance On Me, entre outras.)

Há 4 anos que os Erasure não lançam um álbum de originais. Other People's Songs, de 2003, trouxe um conjunto de versões, umas melhores que outras, sendo de destacar Solsbury Hill (Peter Gabriel) e You've Lost That Loving Feeling (The Righteous Brothers). Aqui fica a discografia completa de álbuns:

Wonderland (1986)
Circus (1987)
The Innocents (1988)
Wild! (1989)
Chorus (1991)
ABBA-esque EP (1992)
Pop! The First 20 Hits (1992)
I Say I Say I Say (1994)
Erasure (1995)
Cowboy (1997)
Loveboat (2000)
Other People's Songs (2003)
Hits! The Very Best Of Erasure (2003)

sábado, abril 24, 2004

80s Weekend na VH1


Este fim-de-semana é dedicado aos eighties na VH1. Toca a ligar e a recordar!

Sábado - 24 de Abril de 2004
15:00 So 80's Music Mix
18:00 VH1 Presents The 80's Hip Hop/ R&B
19:00 VH1 Presents The 80's Impact
20:00 VH1 Presents The 80's Music Videos
21:00 Viva La Disco

Domingo - 25 de Abril de 2004
03:00 VH1 Hits
05:00 VH1 Hits
09:00 Then & Now
10:00 Top 10 Gold
11:00 So 80's
12:00 VH1 Presents The 80's Hip Hop/ R&B
13:00 VH1 Presents The 80's Impact
14:00 VH1 Presents The 80's Music Videos
15:00 So 80's Music Mix
19:00 VH1 Presents The 80's Heavy Metal
20:00 VH1 Presents The 80's Post Punk
21:00 So 80's Music Mix
22:00 Classic Hour
23:00 VH1 Hits

quinta-feira, abril 22, 2004

Dia da Terra



Hoje é o dia de todos nós. Não, não joga a selecção. É o dia ao qual ninguém se pode baldar. Dia da Terra. Andamos cá todos, mas nem todos queremos saber.

Pixies
Monkey Gone To Heaven (1989)

There was a guy
An under water guy who controlled the sea
Got killed by ten million pounds of sludge
From new york and new jersey
This monkey’s gone to heaven

The creature in the sky
Got sucked in a hole
Now there’s a hole in the sky
And the ground’s not cold
And if the ground’s not cold
Everything is gonna burn
We’ll all take turns
I’ll get mine, too
This monkey’s gone to haven

Rock me joe!

If man is 5
Then the devil is 6
Then God is 7
This monkey’s gone to heaven

quarta-feira, abril 21, 2004

Robert Smith (45)



Robert Smith é um herói na educação musical de qualquer adolescente de bom gosto nos anos 80. Acima dele e dos The Cure talvez apenas Morrissey e os The Smiths. Cabelos desgrenhados, baton propositadamente borratado, pose desleixada, sapatilhas sem atacadores – Robert Smith foi, é e será uma figura marcante, incontornável da história da música pop.

Completa hoje 45 anos. Robert James Smith nasceu em Blackpool, Inglaterra, a 21 de Abril de 1959. Os pais chamam-se Rita e Alex. Robert tem duas irmãs e um irmão, mas não usam o mesmo tipo de penteado.

Aos 14 anos conheceu a mulher da sua vida, Mary Poole, com quem se casou em Agosto de 1988. Parece que são muito felizes e tomaram a decisão de não ter filhos.

Robert gosta de comida indiana, futebol, chá Earl Grey, crispies de arroz, Robert De Niro, Taxi Driver, gatos, Joy Division, ler e dormir. Mas aqui têm uma olistagem exaustiva dos gostos do rapaz.

Em 1976, com apenas 17 anos, formou os Easy Cure, que depois passariam simplesmente a The Cure. Robert Smith achou que Easy Cure soava demasiado a uma banda hippie.

Fez parte dos Siouxsie & the Banshees entre 1983 e 1984 e formou com baixista Steve Severin e a vocalista Jeanette Landray o projecto The Glove, que produziu um álbum intitulado Blue Sunshine.

Robert Smith tem fama de gostar da pinga. Aliás, é conhecida a sua tendência, pelo menos, enquanto era mais novo, de tocar em palco sob a influência do álcool. Isto, de resto, ajudava-o a ultrapassar um dos seus grandes medos: o medo do palco.

Há mais de 15 anos que Robert Smith "ameaça" gravar um álbum a solo logo que os The Cure encerrem a sua actividade. Como os The Cure ainda andam por aí...

A discografia oficial dos The Cure:

Three Imaginary Boys (1979)
Boys Don't Cry (1980)
Seventeen Seconds (1980)
Faith (1981)
Pornography (1982)
Japanese Whispers (1983)
The Top (1984)
Concert (1984, ao vivo)
The Head On The Door (1985)
Standing On A Beach (1985, colectânea)
Kiss Me Kiss Me Kiss Me (1987)
Disintegration (1989)
Mixed Up (1990, remixes)
Entreat (1991, ao vivo)
Wish (1992)
Show (1993, ao vivo)
Paris (1993, ao vivo)
Wild Mood Swings (1996)
Galore (1997, colectânea)
Bloodflowers (2000)

terça-feira, abril 20, 2004

We are the world, we are the children



Há 19 anos, We Are The World (USA For Africa) alcançava o primeiro lugar do top britânico, sensivelmente quatro meses depois de Do They Know It's Christmas (Band Aid) ter alcançado feito idêntico. Era a época em que a música pop estava ao serviço da caridade, sendo também um tempo de polémica pelas dúvidas então levantadas por alguns sobre a eficácia de tais iniciativas e, indo mais longe, sobre as verdadeiras motivações dos promotores das mesmas.

Independentemente de tudo isso, os números oficiais revelaram que, no caso do projecto USA For Africa, o single reuniu mais de 50 milhões de dólares para a ajuda dos mais defavorecidos no continente africano. O projecto contou com a participação dos maiores nomes da música americana da altura (com a excepção de Prince e de Madonna), entre os quais Stevie Wonder, Tina Turner, Bruce Springsteen, Cindy Lauper, Diana Ross, Bob Dylan e, os autores do tema, Michael Jackson e Lionel Richie.

segunda-feira, abril 19, 2004

You don't have to be rich to be my girl



A frase acima transcrita como tópico deve constar do TOP 5 das palavras mais conhecidas da música pop de todos os tempos. Outros exemplos de pedaços de música "que-toda-a-gente-sabe-de-cor" poderão ser Love love me do You know I love you, dos Beatles, ou I can't believe the news today, dos U2, ou ainda eep yó ai ó the row, yó hands upon the weeou, dos Doors. São estas as canções que ficam na história. Kiss, de Prince é uma delas e surge aqui a propósito do facto de o rei de Minneapolis estar aí de volta com álbum novo (Musicology). Para além disso, o QA 80 assinala hoje os 18 anos sobre a presença de Kiss no primeiro lugar do top americano (no Reino Unido quem ocupava o topo era A Different Corner, do Jorge Miguel).

E agora, cinco verdades incontestáveis sobre Kiss:

Kiss é um marco na música de dança, sendo que cada um de nós já a dançou pelo menos umas 10 vezes.
Kiss é uma canção que já foi cantada por muitos outros artistas, de entre os quais se destaca Tom Jones, claro.
Kiss tem aquela parte do refrão em que ouvimos a voz de Prince atingir o limite num esganiçado Ain’t no particular sign I’m more compatible with, I just want your extra time and your . . . . . kiss. Todos nós, homens de barba rija, já tentámos imitá-lo, mas sem sucesso.
Kiss é o tipo de música capaz de levar-nos a fazer figuras tristes no karaoke, depois de uns vodkas para aquecer.
Kiss vale também pelo videoclip, em que surge a guitarrista Wendy Melvoin (do duo Wendy & Lisa) e uma personagem feminina com quem Prince dança e de quem, na altura, se dizia ser um homem. O mistério continua. Será?

segunda-feira, abril 12, 2004

Heaven Is a Girl Called Belinda



A gozar umas merecidas férias da Páscoa, o QA 80 dá uma escapadela até ao maravilhoso mundo da WWW para assinalar os 18 anos de casamento de Belinda Carlisle (ler "Carlail") ou, como um amigo meu diz, Carlinda Berlisle (ler "Berlail"). O casamento aconteceu no dia 12 de Abril de 1986 e o noivo... bem, perguntam vocês: QUEM FOI O PIOLHOSO DO NOIVO DA GAJA MAIS (BE)LINDA DA POP DOS ANOS 80??? QUEM FOI??? (É favor fazer um ar muito zangado).

Bem, o nome do sortudo foi Morgan Mason! Uh? Quem é Morgan Mason? Bem perguntado. O QA 80 foi investigar e soube que este rapaz está ligado ao cinema como produtor e, nos anos 60 representou dois papéis infantis em dois filmes completamente irrelevantes para o bom nome da sétima arte. Mais importante, se calhar, do que tudo isto é o facto de o rapaz ser filho do actor James Mason, esse sim, um monstro do grande ecrã.

O mais irónico disto tudo, caros Belinda's fans, é que temos de agradecer ao Sr. Morgan Mason o facto de a bela da Carlisle não ter dado cabo da sua vida em meados dos anos 80. Quando se conheceram, a nossa musa estava completamente afundada em cocaína, bebia até cair para o lado e pesava muito mais do que o aconselhável. Foi graças a Morgan Mason, tal como Belinda reconhece, que a sua vida entrou no caminho da felicidade (obrigado, Delfins!).

Isto tudo, ainda a menina fazia parte das Go-go's. Seguiu-se então a carreira a solo que nos trouxe canções decisivas para a evolução da música enquanto fenómeno "pastilha-elástica" tais como Heaven Is A Place On Earth, I Get Weak, Circle In The Sand ou Leave A Light On.

Para terminar, um esclarecimento formal, antes que nos invadam a caixa do correio com pedidos: O QA 80 não mostra, nem mostrará as fotos de Belinda Carlisle na Playboy. Fiquem-se com esta e considerem-se uns sortudos! Boas férias, se for o caso!

quinta-feira, abril 08, 2004

DESIRELESS

Voyage, voyage, plus loin que la nuit et le jour



O nome Claudie Fritsch-Mentrop não diz nada ao comum dos mortais que se interessam minimamente pelo fenómeno musical dos anos 80. Mas se dissermos que se trata da cantora de Voyage, Voyage, lembramo-nos imediatamente de Desireless, a francesa com penteado esquisito.

Ainda em inícios da década de 70, estudou design de moda e envolveu-se no mundo da moda, chegando a criar uma linha de vestuário para a mulher moderna, com o título "Pimenta e Sal ". Após uma viagem à India, em 1980, decide começar a cantar e, algum tempo mais tarde, o encontro com o compositor e produtor Jean Michel Rivat foi determinante para o início da sua carreira musical. Rivat era o produtor mais conceituado da altura, tendo trabalhado com grandes nomes franceses como Claude François ou Joe Dassin.



Em 1984, grava o primeiro single com o grupo Air 89, intitulado Cherchez L'Amour Fou, seguido de Qui Peut Savoir, em 1986, agora sob a designação de Air. Nesse mesmo ano, surge a canção que tornou Desireless conhecida à escala mundial: Voyage Voyage, um tema que foi número 1 em vários países europeus e chegou ao número 5 no Reino Unido, o que, tendo em conta que se trata de uma canção cantada em francês, é excelente. Aqui, 18 segundos de Voyage...
Em 1988, ainda atingiu relativo sucesso com John, mas a partir daí o caminho foi sempre a descer.

Após a edição do primeiro álbum, François (1989), cujo título devia ter uma "ligeira" relação com o facto de o seu namorado da altura e ainda actual companheiro se chamar... François, Desireless teve a sua filha e decidiu fazer uma pausa na sua carreira.

Álbuns:
François (1989)
I Love You (1994)
Se Plus Grands Succès (2003)
Un Brin De Paille (2004)

terça-feira, abril 06, 2004

George Michael de volta

George Michael está de volta aos álbuns de originais com Patience, depois de 8 anos passados sobre Older. A rodar com insistência no leitor do QA 80, Patience não surpreende, o que, no caso do ex-Wham, não é negativo. George Michael é um dos maiores compositores e intérpretes de sempre. Ponto final, parágrafo. Neste disco convivem todas as suas qualidades: canções de natureza intimista e canções para dançar.

Discografia - Álbuns a solo:
Faith (1987)
Listen Without Prejudice (1990)
Older (1996)
Ladies And Gentlemen: The Best Of Geroge Michael (1998)
Songs From The Last Century (1999)
Patience (2004)

Agora a história em imagens (ou, mostra-me o teu penteado e dir-te-ei de que época eras)





segunda-feira, abril 05, 2004

STAN RIDGWAY

Woah-oh-oh-oh, Camouflage, things are never quite the way they seem



Mais uma one hit wonder. Stan Ridgway (05/04/1954) cantou Camouflage, um tema que evoca cenários de guerra fantasmagóricos e, ao mesmo tempo, contém aquele tom patriótico à boa maneira americana. É uma daquelas músicas que se apagam facilmente da nossa memória colectiva, mas que rapidamente identificamos ao ouvir os primeiros acordes do refrão. E aí, soltamos um "Ah, lembras-te desta?"

Stan foi vocalista dos Wall Of Voodoo, banda que iniciou em finais dos anos 70. Um dos grandes êxitos do grupo foi Mexican Radio. A solo, Stan editou o álbum de estreia em 1986, The Big Heat, o qual incluiu o já referido Camouflage. Trata-se de uma canção que apaixona pelo tom épico da história que é narrada: um soldado americano no Vietname é salvo por um marine que, mais tarde veio a saber, morrera já há alguns dias.



Outros álbuns:
Mosquitos (1989)
Partyball (1991)
Songs That Made This Country Great (1992)
Black Diamond (1996)
Anatomy (1999)
Holiday In Dirt (2002)

domingo, abril 04, 2004

Pride (In The Name Of Love)


Martin Luther King (15-01-1929 / 04-04-1968)

One man come in the name of love
One man come and go.
One man come he to justify
One man to overthrow.

In the name of love
What more in the name of love.
In the name of love
What more in the name of love.

One man caught on a barbed wire fence
One man he resist
One man washed up on an empty beach
One man betrayed with a kiss.

In the name of love
What more in the name of love.
In the name of love
What more in the name of love.

Early morning, April four
Shot rings out in the Memphis sky.
Free at last, they took your life
They could not take your pride.

In the name of love
What more in the name of love.
In the name of love
What more in the name of love.

In the name of love
What more in the name of love.
In the name of love
What more in the name of love.

quinta-feira, abril 01, 2004

What's going on, Marvin?



No dia 1 de Abril de 1984, um pai envolvia-se em mais uma discussão violenta com o seu filho. A razão da discussão poderia ter sido a depressão por que este passava e a sua cada vez maior dependência da cocaína. Poderia ter sido sobre as suas cada vez mais abruptas alterações de humor. Poderia ter sido sobre as constantes ameaças de suicídio que anunciava a todos aqueles que o conheciam. Poderia ter sido sobre um pormenor sem qualquer importância. Nessa tarde, foi tudo em defesa da sua mãe. Nessa tarde, a discussão acabava da forma mais trágica: o Reverendo Marvin Gaye Sr. disparava sobre o seu próprio filho provocando-lhe a morte imediata. Dois anos depois da edição de Sexual Healing, morria Marvin Gaye, um dos principais ícones da soul music.

Citando os Commodores em Nightshift:

Marvin, he was a friend of mine
And he could sing a song
His heart in every line
Marvin sang of the joy and pain
He opened up our minds
And I still can hear him say
Aw, talk to me so you can see
What's going on
Say you will sing your songs
Forevermore, evermore