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domingo, janeiro 22, 2012

A miúda do teledisco (5)

Não podia passar ao lado deste teledisco dos The Cars. Para além de ser um tema marcante dos anos 80, que deve figurar em qualquer coletânea pop da década, Drive conta, no seu video promocional, com a presença da bela e frágil Paulina Porizkova, uma super modelo de origem checa que, na altura, me deixou de queixo caído, colado ao ecrã da TV.

Paulina é a personagem principal de uma história que parece ter lugar numa instituição de doenças do foro psiquiátrico e Rik Ocasek parece ser o homem que avalia o seu comportamento, ou pelo menos, a observa atentamente, com um ar sinistro q.b.. A menina chora, sorri, volta a chorar, volta a sorrir e, em cada expressão, é de uma beleza estonteante. Estávamos em 1984, ela tinha 19 anos, ele 35, não imaginando que, cinco anos depois, estariam a jurar amor eterno ao altar, relação que dura até ao presente e da qual resultaram dois filhos.

Por isso, este é um teledisco que se insere na categoria "vocalista-casa-com-miúda-do-teledisco", de que também faz parte este, dos Whitesnake, que já tinha sido apresentado aqui há atrasado. Neste caso concreto, não foi exatamente o cantor de Drive, Benjamin Orr, quem se casou com ela, apesar da insistência em querer levá-la de carro para casa, mas sim Ocasek, o vocalista, digamos, oficial da banda.

A carreira de Paulina nas passerelles dos anos 80 atingiu grande sucesso. Em 1988, conseguiu o maior contrato de sempre no mundo da moda: 6 milhões de dólares com a marca Estée Lauder. E chegou a ter oportunidades na TV e no cinema, embora sem grande destaque. Paulina continua fantástica, aos 46 anos, como podem ver pela imagem do lado direito, e recentemente surgiu na imprensa norte-americana queixando-se de que já ninguém a convida para eventos de moda. Querida Paulina, que não seja por isso. Fala-se ao Manuel Serrão e és minha convidada no Portugal Fashion. Mostro-te a linda cidade do Porto e levo-te a uns sítios que eu cá sei.

sábado, janeiro 07, 2012

A miúda do teledisco (4)

A miúda do teledisco que hoje trago ao Queridos Anos 80 é Tawny Kitaen, também conhecida como "O avião que o David Coverdale afiambrou". De facto, os dois foram marido e mulher entre 1989 e 1991, portanto dois longos anos de muito amor, sexo (Ó David, não me deixes ficar mal) e consumo de shampô naquela casa. Assim de memória, temo-la presente nos telediscos de Is This Love, Here I Go Again e The Deeper The Love.
Se em Is This Love, a ação atinge uma intensidade dramática de assinalar, com o casal a separar-se e a reconciliar-se no final, em Here I Go Again, é o regabofe total. O teledisco de HIGA é um verdadeiro tratado de irresponsabilidade na estrada. Tawny Kitaen começa por se colocar de joelhos à janela do carro, depois senta-se na janela, debruça-se sobre o vidro frontal, abraça David Coverdale, mete-lhe o pernil à frente, come-lhe a orelha. Entre uma lambidela aqui e outra acolá, David Coverdale vai estando atento à estrada, na medida do possível, até ao moimento final do teledisco, em que a marota da Tawny o arrasta para o banco traseiro, isto sempre com o Jaguar XJ em movimento, imperturbável. Este carro era mesmo muito fiável.
Tawny Kitaen não nasceu Tawny, nasceu Julie Kitaen, mas aos doze anos começou a usar o "Tawny" e toda a gente foi atrás. Na sua longa lista de namorados podemos encontrar nomes como Tommy Lee, O.J. Simpson, Jerry Seinfeld e Jon Stewart, ligações que lhe devem ter valido alguma notoriedade, já que a carreira de atriz de papéis secundários em séries televisivas de segunda nunca lhe trouxe grandes proveitos.
Se queria voltar à ribalta, conseguiu-o no século XXI mas não pelos melhores motivos. Em 2002 foi acusada de violência doméstica sobre o marido, um jogador de baseball que lhe deu dois filhos, e de quem se divorciou logo a seguir à porradinha. Em 2006, foi apanhada na posse de umas gramas de cocaína. E como não há duas sem três, em 2009, foi presa por condução sob o efeito do álcool. Não sei se estaria a pôr o pernil fora do carro para o polícia ver, mas não me admirava nada que assim fosse.

domingo, janeiro 01, 2012

A miúda do teledisco (3)

Falar desta catraia não é fácil. Por motivos factuais e por motivos sentimentais. Comecemos pelos menos dolorosos. Como já se devem ter apercebido, ela é a miúda de Sign Your Name, de Terence Trent D'Arby (que agora responde pelo nome de Sananda Maitreya). O seu nome é Kelly Brennan e era modelo quando filmou este teledisco. A partir daí, nada mais tenho sobre esta menina. Nicles. Procurei, vasculhei, e nada. Imagino que agora seja uma bem conservada quarentona, talvez com família, e a exercer design de interiores, curso que provavelmente tirou quando a carreira de modelo deixou de dar. O facto de ela proferir, no início do teledisco, aquele "Au revoir, Terence" indicia que seja francesa, mas, lá está, nada me garante que a voz coincida com a personagem. E se formos pelo nome... eu inclinar-me-ia para alguém nascido num país anglo-saxónico.
As razões sentimentais que tornam difícil escrever este texto é que a Kelly foi uma paixão de um adolescente de 16/17 anos que ficava colado ao ecrã sempre que o teledisco passava no Top Disco, desejando que a ficção se tornasse realidade (à maneira do Take On Me, dos A-Ha) e pudesse entrar na história, esmurrar o Terence e trazer a miúda pela mão. Esse adolescente era eu, e consegui sobreviver para contar. O que me atraiu em Kelly foi aquela beleza frágil, quase filigrana, o olhar suspenso, a madeixa a cair para a frente do rosto, e aqueles lábios para os quais não encontro adjetivos. Entretanto, Kelly Brennan, se estiveres a ler isto, diz qualquer coisa para o e-mail.

terça-feira, dezembro 27, 2011

A miúda do teledisco (2)

Em Run To You, corre com determinação para os braços de Bryan Adams, faça chuva, faça esferovite (que é aquilo que eles acharam que podia passar por neve). Em Summer of 69, deixa o marido à beirinha de um ataque de nervos ao passar de automóvel pelo local onde a banda interpreta a canção. Em Somebody (este teledisco começa exatamente no mesmo ponto em que Summer of 69 acaba), deixa o marido embriagado nas mãos da polícia para ir ver o concerto de Bryan Adams mesmo do outro lado da rua (algo que já aconteceu a todas as mulheres pelo menos uma vez na vida). Em Heaven, faz parte da multidão que assiste ao concerto, obrigando o pobre Bryan, no final, a sair a correr atrás dela. Ela chama-se Lysette Anthony e é a miúda dos telediscos de Bryan Adams.
Quando foi contactada para participar nestes vídeos, Lysette já era uma cara conhecida no Reino Unido. Para além de, em 1980, com apenas 16 anos, ter sido, digamos, oficiosamente anunciada como a "Face of the Eighties", por um fotógrafo chamado David Bailey, esta britânica nascida em Londres já contava com uma série de participações em séries e filmes produzidos para TV. Em 1992, fez parte do magnífico filme de Woody Allen, Husbands and Wives, naquele talvez tenha sido o trabalho que lhe granjeou maior reconhecimento. Mas a comunidade cinéfila poderá pronunciar-se com mais autoridade sobre isso do que eu. No que diz respeito à música, Lysette Anthony participou ainda em outros telediscos, sendo o mais célebre I Feel You dos Depeche Mode (do magnífico Songs of Faith and Devotion). Pela fotografia que vos trago, aqui do lado direito, podemos verificar que, aos 48 anos, Lysette Anthony mantém os seus atributos no seu devido lugar. Falo, evidentemente, dos seus lindos olhos azuis.

domingo, dezembro 25, 2011

A miúda do teledisco (1)

A miúda do teledisco de Last Christmas, dos Wham, chama-se Kathy Hill e foi escolhida após um casting intensivo que procurava uma mocinha com aspeto mais velho do que o George Michael. Sinceramente, no teledisco, não dá para ver essa diferença de idades, mas, na realidade, Kathy filmou o vídeo com 29 anos, enquanto que George tinha apenas 21.
A história da coisa é por demais sabida: os dois têm uma relação no Natal anterior, altura em que George Michael lhe oferece o seu coração, metaforicamente concretizado num broche muito bonito; um ano depois, encontram-se numa estância de inverno (o teledisco foi filmado na Suiça), cada um com o seu respetivo mais-que-tudo, fazendo parte de um grupo de amigos alargado; Andrew Ridgeley é o atual namorado de Kathy e traz na lapela o broche que George tinha dado à menina um ano antes. Não se faz. Por entre olhares e memórias, conseguimos perceber que ainda há ali um sentimento qualquer entre os dois.

Kathy Hill era uma modelo de anúncios publicitários e assim continuou ao longo da sua vida, tendo Last Christmas dado um impulso inestimável à sua carreira. Atualmente com 55 anos - eu diria, os 55 anos mais conservadinhos que vi até hoje - Kathy aproveita o facto de o mercado procurar fifty plus com regularidade. Podemos ver alguns dos seus ensaios aqui e aqui. E um anúncio televisivo aqui, em que apreciamos Kathy Hill em todo o seu esplendor.
Voltando ao teledisco, foi através de uma entrevista de Kathy Hill a um site alemão, (e graças ao tradutor do google chrome), que consegui saber algumas curiosidades sobre aquele que é talvez o mais popular video pop de Natal do mundo. Por exemplo, o broche que passa para a lapela de Andrew Ridgeley era uma joia que pertencia à sua avó e que foi a certa altura perdida nas filmagens, fazendo assim movimentar meio mundo na procura do objeto. Acabaram por encontrá-lo no casaco de Kathy, dentro de uma mala, facto que a fez morrer de vergonha.
Supostamente, e segundo o diretor do hotel onde ficaram hospedados, George e Andrew não queriam ser fotografados juntos, tendo mesmo ficado hospedados em quartos bem longe um do outro. O entrevistador pergunta a Kathy se sentiu, na altura, alguma tensão entre os dois - lembre-se que os Wham se separariam dois anos depois - ao que ela respondeu que não, que os dois se portavam como amigos de escola, Andrew mais divertido e expansivo, e George mais perfecionista e concentrado no trabalho.