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terça-feira, julho 23, 2013

MARTIN GORE (52)

Martin Gore é o cérebro por detrás da música dos Depeche Mode, o que, por si só, o torna num dos grandes génios da música de todos os tempos. Em 1981, após a saída de Vince Clark, e num período de indefinição quanto ao destino dos Depeche Mode, Gore (que já tinha composto duas músicas do primeiro álbum, Speak & Spell) tomou as rédeas do grupo. É ele quem compõe a maioria das canções e é ele também quem canta algumas das mais belas canções dos Depeche Mode.
Tentei fazer uma espécie de "inventário", por álbuns, de todas as músicas cantadas por Martin Gore nos Depeche Mode. Espero não ter deixado nenhuma de fora:

Speak & Spell (1981): Any Second Now
A Broken Frame (1982): Shouldn't Have Done That
Construction Time Again (1983): Pipeline
Some Great Reward (1984): It Doesn't Matter / Somebody
Black Celebration (1986): A Question Of Lust / Sometimes / It Doesn't Matter Two / World Full Of Nothing / Black Day
Music For The Masses (1987): The Things You Said / I Want You Now
Violator (1990): The Sweetest Perfection / Blue Dress
Songs Of Faith And Devotion (1993): Judas / One Caress
Ultra (1997): Home / The Bottom Line
Exciter (2001): Comatose / Breathe
Playing The Angel (2005): Macro / Damaged People
Sounds Of The Universe (2009): Jezebel
Delta Machine (2013): The Child Inside / Always (bonus track)

Martin também canta Route 66 e Death's Door. A primeira faz parte do single Behind The Wheel(1987) e a segunda está incluída na banda sonora original de Until The End Of The World(1991), de Wim Wenders.
A solo, Martin Gore editou dois trabalhos. É curioso que um grande compositor como é Gore tenha optado por editar dois conjuntos de versões. O primeiro, um EP, surgiu em 1989 com o título "Counterfeit". O segundo foi lançado em 2003, com o título de "Counterfeit 2"
Em 2012, trinta anos depois de terem colaborado pela primeira vez, Martin Gore e Vince Clarke juntaram-se para gravar um álbum de sonoridades techno. O duo editou sob a designação VCMG, numa alusão às inicias dos respetivos nomes.
Martin Lee Gore nasceu há 52 anos em Basildon. Parabéns!

quinta-feira, maio 09, 2013

DAVE GAHAN (51)

Dave Gahan celebra hoje 51 anos e o mais provável é que o faça em Nova Iorque, junto da atual mulher, Jennifer, e da filha de ambos, Stella Rose. Ele que, depois de uns anos 90 muito problemáticos, que quase o levaram à morte, conseguiu encontrar na família e na sua banda de sempre razões mais do que suficientes para ser feliz.
No passado sábado, os Depeche Mode atuaram em Nice, França, apresentando em palco algumas das canções que compõem Delta Machine, o magnífico último álbum de originais, lançado há poucas semanas. Podem observar a setlist aqui. No dia 13 de julho, será a vez de Portugal receber, mais uma vez - e nunca são de mais estas visitas - a banda de Strangelove ou Just Can't Get Enough, mais precisamente no palco do Optimus Alive.
No que diz respeito à carreira a solo, Gahan já não grava em nome próprio desde 2007, altura em que lançou Hourglass. Mas isso não quer dizer que não haja novidades recentes. Em 2012, colaborou no álbum The Light The Dead See, do projeto Soulsavers, no qual assume a vocalização e a composição das letras.

domingo, julho 08, 2012

ANDREW FLETCHER (51)

Andy Fletcher, natural de Nottingham e membro fundador dos Depeche Mode (uma das maiores bandas à face da Terra, caso ainda não se tenham apercebido), completa hoje 51 anos. Parabéns!
Apesar de nunca ter composto qualquer canção nos Depeche Mode e de a sua figura não ter o mesmo relevo mediático que Gore e Gahan, Andy Fletcher é uma espécie de consciência do grupo, alguém que possibilita o equilíbrio que nem sempre foi fácil entre Gore e Gahan... A importância de Fletcher estende-se ainda à gestão dos negócios da banda e à comunicação com os media.
Os momentos de paragem criativa dos Depeche Mode dão oportunidade aos seus membros de se envolverem em projetos a solo. Fletcher tem-se dedicado à atividade de DJ. A sua actividade musical esteve ligada também ao duo feminino Client, que passou por Portugal no Festival Dunas de S. Jacinto, em julho de 2003. As Client foram a razão da criação da editora Toast Hawaii, que agora se mantém um pouco adormecida. Mais uma vez, parabéns Andy!

sexta-feira, junho 01, 2012

ALAN WILDER (53)

Este senhor substituiu Vince Clarke quando este saiu dos Depeche Mode. Jamais iremos saber como seriam os DM se Clarke não tivesse saído. Mas sabemos que, com Alan Wilder, os DM formaram uma das maiores bandas de sempre. Pelo menos esta é a opinião do corpo redatorial do Queridos Anos 80, que é composto, como todos sabem, pela minha pessoa.

Alan Wilder sempre foi o músico mais experiente dos Depeche Mode e o único que, na realidade, teve aulas de piano. De 1983 a 1993, Wilder tocou sintetizador, fez segundas vozes (atenção à versão ao vivo de Everything Counts, no 101) e foi o responsável pelos efeitos sonoros e lado mais técnico do som da banda. Apesar de toda a tarefa de composição estar entregue a Martin Gore, ainda sobrou espaço para Wilder compor algumas canções, entre as quais Get The Balance Right (83), Work Hard (83), And Then... (83) e If You Want (84). Na digressão de Songs Of Faith And Devotion, Wilder surpreendeu ao aparecer a tocar bateria, mas após o final da digressão, saiu da banda. Não considero que a sua saída tenha causado grandes danos artísticos ao grupo (Gore continuou a compor como ninguém, Gahan a cantar bem e Fletcher... bem, Fletcher é Fletcher), mas perdeu-se um pouco aquele lado mais experimentalista que algumas canções apresentavam.

Em 1986 iniciou o seu projecto pessoal, Recoil. Alan Wilder completa hoje 53 anos. Parabéns!

terça-feira, dezembro 27, 2011

A miúda do teledisco (2)

Em Run To You, corre com determinação para os braços de Bryan Adams, faça chuva, faça esferovite (que é aquilo que eles acharam que podia passar por neve). Em Summer of 69, deixa o marido à beirinha de um ataque de nervos ao passar de automóvel pelo local onde a banda interpreta a canção. Em Somebody (este teledisco começa exatamente no mesmo ponto em que Summer of 69 acaba), deixa o marido embriagado nas mãos da polícia para ir ver o concerto de Bryan Adams mesmo do outro lado da rua (algo que já aconteceu a todas as mulheres pelo menos uma vez na vida). Em Heaven, faz parte da multidão que assiste ao concerto, obrigando o pobre Bryan, no final, a sair a correr atrás dela. Ela chama-se Lysette Anthony e é a miúda dos telediscos de Bryan Adams.
Quando foi contactada para participar nestes vídeos, Lysette já era uma cara conhecida no Reino Unido. Para além de, em 1980, com apenas 16 anos, ter sido, digamos, oficiosamente anunciada como a "Face of the Eighties", por um fotógrafo chamado David Bailey, esta britânica nascida em Londres já contava com uma série de participações em séries e filmes produzidos para TV. Em 1992, fez parte do magnífico filme de Woody Allen, Husbands and Wives, naquele talvez tenha sido o trabalho que lhe granjeou maior reconhecimento. Mas a comunidade cinéfila poderá pronunciar-se com mais autoridade sobre isso do que eu. No que diz respeito à música, Lysette Anthony participou ainda em outros telediscos, sendo o mais célebre I Feel You dos Depeche Mode (do magnífico Songs of Faith and Devotion). Pela fotografia que vos trago, aqui do lado direito, podemos verificar que, aos 48 anos, Lysette Anthony mantém os seus atributos no seu devido lugar. Falo, evidentemente, dos seus lindos olhos azuis.

domingo, novembro 20, 2011

Sweat a la mode

Esta coisa de se ser fã de uma banda ou artista tem vários níveis de dedicação. Podemos ficar pelos discos, pelos concertos, pelo saltar frenético para a pista de dança quando começa a tal música da nossa banda favorita. Podemos colecionar, aqui e ali, objetos ou recortes de jornais e revistas, gravar programas de rádio, de TV, ter aquele toque especial no telemóvel. Podemos, voltando aos concertos, abrir os nossos horizontes (e, já agora, os cordões à bolsa) e ir ao encontro da banda ou do artista preferido em palcos estrangeiros, mais ou menos longínquos. E podemos, também, vestir-nos com a música de que gostamos, autênticas billboards ambulantes que transmitem uma mensagem musical a quem olha (e inveja, esperamos nós). Nunca me incluí neste último tipo, o fã-da-tshirt, não porque tivesse algum tipo de preconceito ou vergonha em relação a mostrar aquilo de que gosto, mas pela simples razão de que este mercado, quando eu era adolescente, era caro e muitas vezes inacessível.
Nos últimos anos, dei por mim a contrariar esta tendência. Ainda esta semana, chegou-me via CTT a sweat que adquiri ao Depeche Mode Fanclub de Portugal. De cor preta, esta sweat tem, à frente, o verso Take Me In Your Arms, retirado do tema Black Celebration, e atrás a referência ao clube de fãs. É muito confortável e fica-me muitíssimo bem, já agora, como se pode constatar nas imagens. Uma prenda de Natal antecipada que me ofereci a mim mesmo.

domingo, julho 03, 2011

VINCE CLARKE (51)

Se este senhor não existisse, os anos 80 teriam sido, provavelmente, um longo bocejo no que à música electrónica diz respeito. Há quem lhe chame talento, eu chamo-lhe génio. Tudo o que Vince Clarke tocou foi ouro, ou andou perto disso.

A primeira amostra de visibilidade, teve-a nos Depeche Mode, e com o álbum Speak And Spell. O imortal Just Can't Get Enough é da sua autoria. Jamais se saberá que rumo os DM tomariam se Clarke não tivesse saído da banda logo após a edição deste primeiro álbum...

O que se sabe é que o compositor se juntou à magnífica Alison Moyet, com quem gravou dois álbuns e deixou para a história aquela que eu considero a melhor canção dos anos 80: Only You. Mas, para além deste pedacinho de pop magistralmente belo, há ainda Nobody's Diary, Situation ou Don't Go, por exemplo.

Logo após o fim do grupo, Clarke juntou-se a Eric Radcliff, nos Assembly, que, recrutando Feargal Sharkey tiveram relativo êxito com o tema Never Never. Depois, com Paul Quinn, gravou o single One Day.

Mas Vince Clarke precisava de um projecto que lhe proporcionasse uma experiência mais sólida e duradoura, um novo fôlego que o projectasse definitivamente em termos comerciais. E esse projecto nasceu em 1985 com o nome Erasure. Após um anúncio no Melody Maker, que procurava um vocalista para dar corpo à genialidade electrónica de Clarke, surgiu Andy Bell, e o resto foi história. Temas como Sometimes, Chains of Love, Ship Of Fools, A Little Respect, Chorus, ou o EP Abba-esque, fizeram dos Erasure uma das bandas da pop electrónica mais fascinantes da década. E continuam de boa saúde, preparando a edição do nono álbum de originais para o próximo outono, com o título Tomorrow's World.

m 2008, Clarke e Moyet reformaram os Yazoo para celebrarem os 25 anos da banda. Por toda uma carreira cheia de momentos brilhantes, e porque hoje completa 51 anos, Vince Clarke merece os nossos parabéns. E o nosso obrigado!

segunda-feira, maio 09, 2011

DAVID GAHAN (49)

Dave Gahan faz hoje 49 anos. Parabéns àquele que o QA80 considera o maior frontman da música pop-rock de todos os tempos. Os Depeche Mode sem ele simplesmente não fariam sentido. Porque o frontman é muito mais que o vocalista. É muito mais do que aquele que domina a técnica vocal na perfeição. Em Dave Gahan a música ao vivo faz sentido. Dave Gahan faz de cada um concerto um momento de partilha, de comunhão, de devoção. E é também por ele que os Depeche Mode são, ainda hoje, uma das maiores bandas à face do planeta.

Na década de 90 a dependência das drogas duras e uma tentativa falhada de suicídio quase puseram fim à sua vida. O ano de 2003 assistiu à edição de Paper Monsters, o seu primeiro disco a solo, através do qual se revela também um excelente compositor. 2007 assistiu à edição de Hourglass, o segundo registo a solo. Alguns temas dos dois últimos dos DM também são da sua responsabilidade. Parabéns, Dave! 

segunda-feira, novembro 23, 2009

Os maiores "of the universe"

O título deste artigo transborda de euforia, mesmo mais de uma semana depois do concerto dos Depeche Mode no Pavilhão Atlântico. Foi como se fosse o primeiro, apesar de já ter sido o terceiro. A devoção de um fã a uma banda como os DM ultrapassa qualquer álbum menos conseguido, qualquer desacerto vocal do Dave Gahan, qualquer reminiscência nostálgica dos tempos de Alan Wilder, qualquer grau de previsibilidade que um concerto destes possa ter.

Ao contrário do que acha o André, para mim, o álbum Sounds of the Universe é um grande álbum, e lamento que a banda apenas tenha investido em quatro canções para esta apresentação em Lisboa (lamentavelmente ficaram de fora Fragile Tension, Peace, Come Back e Perfect). In Chains serviu de abertura, um pouco à imagem de Higher Love, canção que abria os concertos da digressão de Songs Of Faith And Devotion. Seguiu-se o hit Wrong e o não-hit Hole To Feed. Três canções de Sounds of the Universe para fazer o warm-up do que estava para vir. E o que veio foi a sucessão previsível (isto de saber antecipadamente a set list não tem piada nenhuma) de alguns dos grandes temas da banda. O último álbum teria apenas mais uma visita, através da poderosa Miles Away/The Truth Is, que não esteve a mais, não senhor, caro Gonçalo Sá.

Dave Gahan mantém os movimentos de anca que tanta popularidade têm no público feminino e entrega-se ao momento como poucos o fazem. Se a voz não corresponde aqui e ali, pouco importa. Dave é muito mais do que isso. A certa altura fartou-se de enviar beijos para um local específico da plateia, sendo esse o único momento de comunicação efectiva com o público (para além do usual thank you, Lisboa).

Os "momentos-Gore" foram dois e aquilo que o Davide Pinheiro vê como "excesso de ego", eu vejo como a natural expressão de um génio que merece o seu momento (para além de dar oportunidade ao descanso de Gahan). O primeiro momento trouxe Sister Of Night e Home (impressionante esta versão apenas acompanhada a piano). O segundo foi completamente inesperado pois as crónicas dos recentes concertos não incluiam a canção que Gore cantou: One Caress, uma das minhas preferidas de sempre do "catálogo-Gore". No concerto fiquei com a nítida sensação de que esta escolha surpreendeu mesmo os restantes membros da banda.

Relativamente ao palco, adorei a sucessão de vídeos que acompanhavam cada canção, no enorme ecrã gigante por detrás da banda, e a sua conjugação com o globo que, como um olho, parecia observar cada movimento do público.

Uma última palavra para a organização. Entrei no pavilhão às 20:45, convencido de que iria assistir ao concerto de Gomo às 21:00h, hora que o bilhete apontava como sendo a do início do espectáculo. Qual não foi a minha surpresa quando apanhei Gomo a meio e, por consequência, já não consegui chegar-me à frente na plateia. Fui só eu que fui enganado pela hora no bilhete?

sábado, novembro 21, 2009

Depeche Mode / 14-11-09 / Lisboa

Uma semana depois, aqui estão as minhas fotos do concerto. Não estão particularmente famosas, mas, tendo em conta a distância a que fiquei do palco, foi o que se pôde arranjar.





















sexta-feira, novembro 13, 2009

Amanhã... Just Can't Get Enough!

Amanhã por esta hora devo estar a encaminhar-me para o Pavilhão Atlântico para ver a maior banda do mundo. Depois da frustração do cancelamento do concerto no Porto o que eles mereciam era que eu boicotasse este concerto, mas o Martin Gore era capaz de amuar por isso lá vou eu ver os Depeche Mode pela terceira vez ao vivo. Em 2006 foi assim: texto e fotos. Pelo que podemos ler no Zombie Room, parece que Peace e In Sympathy, do último álbum, vão ficar de fora, bem como a mítica Strangelove e a belíssima Waiting For The Night. Aqui fica o possível, quase certo, alinhamento:

1-In Chains
2-Wrong
3-Hole To Feed
4-Walking In My Shoes
5-A Question Of Time
6-Precious
7-World In My Eyes
8-Fly On The Windscreen
9-Sister Of Night (ou Freelove, ou Clean) - Acústico de Martin Gore
10-Home - Acústico de Martin Gore
11-Miles Away
12-Policy Of Truth
13-It's No Good
14-In Your Room
15-I Feel You
16-Enjoy The Silence
17-Never Let Me Down Again
18-Dressed In Black (ou Shake The Disease, ou Somebody) - Acústico do Martin Gore
19-Stripped
20-Behind the Wheel
21-Personal Jesus

terça-feira, agosto 11, 2009

Depeche Mode: o cartaz do Nuno


Apresento-vos mais um excelente trabalho do Nuno, desta vez tendo como base o concerto de 14 de Novembro dos Depeche Mode em Lisboa. O poster não foi aceite pela promotora, uma vez que, e passo a citar, "a imagem do referido espectáculo obedece a normas específicas e vigentes para toda a digressão." Aceita-se, mas é pena. Façam o favor de clicar na imagem se a quiserem ver em tamanho superior.

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Prendaça


Para quem julga que sabe tudo sobre os Depeche Mode (como eu). Espero ser surpreendido. Obrigado, Rui!