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sexta-feira, janeiro 13, 2017

diggin'

Para um maluquinho por música como eu, não há nada mais saudável que uma visita regular a uma loja de cds/vinil usado(s). É uma rotina mensal, às vezes quinzenal, da qual não abdico: "perder-me", "perdendo" uma ou duas horas a procurar, a esgaravatar, a remexer, a escarafunchar prateleiras e caixotes de música. É uma felicidade, acreditem, principalmente depois de um dia de trabalho que não correu como esperava. Às vezes não sei o que procuro, mas procuro e procuro e (re)encontro o equilíbrio ali. E sei que vou sair com alguma coisa na mão, o que aumenta o frenesim da descoberta. Às vezes apenas quero ir de cd em cd ou de vinil em vinil. Ver "aquele" que já tenho, aqui a um preço proibitivo (e sorrir). Reparar naquele que na FNAC até está mais barato (e sorrir). Dar de caras com uma coletânea de 40 músicas dos anos 80, onde está "aquela" que me faltava (e sorrir). Pensar que o empregado, quando me vê entrar, já me olha com aquele ar "lá vem o doido que se põe a rir sozinho" (e sorrir por causa disto). Também me acontece trazer um disco para casa para chegar à conclusão de que já o tenho (e nem por isso deixo de sorrir).
Para quem não é do Porto e quiser um dia dedicar-se ao diggin' aqui, posso aconselhar a Louie Louie Porto, a Piranha - Loja de Música, a Porto Calling - Loja de Discos ou a Muzak Vinil. Já agora relembro aqui uma publicação de maio de 2011 sobre a minha aventura por lojas de música em Madrid.

segunda-feira, agosto 20, 2012

The Killing Moon

O destino marcou reencontro entre mim e o 12 polegadas de The Killing Moon, dos Echo & The Bunnymen. Foi no último sábado, na loja de discos Porto Calling, no Porto. Dez euros.
Mais do que a qualidade inegável da música, aqui havia uma questão sentimental mal resolvida. Tinha-lhe perdido o rasto em finais da década de 80, talvez inícios de 90, muito provavelmente em casa de um amigo, ou de um conhecido de um amigo, ou de um amigo de um conhecido. No tempo em que o vinil rodava de casa em casa para preencher fitas de cassetes crómio. Por isso, foi mágico este reencontro. Tal como mágica é a capa deste disco. Para a música, para esta versão extended, então, não tenho palavras. Toca cá dentro.
A Porto Calling abriu em março deste ano, estará ainda a procurar o seu espaço no já bem preenchido mercado de vinil da cidade do Porto, mas apresenta-se desde logo com um toque distinto de qualidade, ou não fosse o responsável pela loja - Pedro Branco - nas palavras do António Jorge (Soundfactory), que simpaticamente me atendeu, um dos melhores negociantes de vinil da web portuguesa. Uma visita à loja dispensa, no entanto, essa informação: de letra em letra, encontramos autênticas preciosidades "vinílicas" que fazem as delícias de qualquer discografia alternativa/indie. O espaço, como podem ver pela imagem, é bastante agradável, e até há ambiente para tomar um cafezinho ao som do vinil que estiver a rodar. Neste sábado, ouvia-se Seventh Dream Of Teenage Heaven, dos Love And Rockets, por certo antecipando a vinda ao nosso país, para três concertos, de David J.

domingo, maio 22, 2011

Madrid: uma mini-epopeia pelas lojas de discos

Estive em Madrid há cerca de um mês e dediquei algum do pouco tempo que tinha disponível a explorar as lojas de discos em segunda mão da cidade. Uma pesquisa prévia levou-me rapidamente à conclusão de que temos, na capital espanhola, à nossa espera, um autêntico paraíso musical no que toca a este género de comércio. A quantidade é enorme, a qualidade não lhe fica atrás. Estando lá, e maluquinho por música como me assumo, atirei-me à aventura e ao imprevisto, andei por becos e vielas, apanhei metros e autocarros, procurei raridades que não encontro por cá. É certo que não encontrei Clan of Xymox ou Xmal Deutschland, por exemplo. Ainda assim, gastei a quantia simpática de cerca de 70 euros em discos. O grosso dos discos que comprei é composto por colectâneas, daqueles packs com 3 e 4 CDs em que consegui descobrir "aquela" música que ainda me faltava. Adquiri ainda best of's da Janet Jackson, Madness, Sinead O'Connor e Level 42, aproveitando preços muito em conta. E fiz uma compra muito curiosa: a do CD dos Lucretia Divina (mal d'honor, 1993), uma banda de Viseu (se não estou enganado...) que me chegou aos ouvidos em finais dos anos 80, através do tema Maria. Já li por aí na net que este disco é uma raridade e que há quem dê bom dinheiro por ele. Eu dei 2 euros numa banquinha da feira mítica de Madrid, El Rastro. Vi muito vinil, como seria de esperar, mas pus à partida de parte a compra de discos deste tipo por razões de espaço na mala...

Deixo aqui uma tentativa de roteiro fotográfico da minha epopeia. Todas as fotos são minhas, excepto a primeira. Depois de ver esta ligação, fiquei com a sensação que não vi nada e ainda me falta muita coisa. E Madrid aqui tão perto...

discos killers



radio city



portobello



diskpol



la gramola (tem mais do que uma loja em Madrid. A que eu visitei não é a do link)



la metralleta



discos yunke



discos satelite

sábado, abril 30, 2011

A Jo-Jo's e o Lado B

Hoje chegou-me às mãos o CD Medusa dos Clan of Xymox. Encomendei-o via CDGO, uma loja de discos online que tem uma componente física no Porto chamada Jo-Jo's Music. Ora, se não estou em erro, a Jo-Jo's será a única loja de discos sobrevivente dos anos 80, na cidade invicta. No início situada no velhinho Centro Comercial de Cedofeita, agora podemos visitá-la, uns metros ao lado, no cruzamento com a Rua de Álvares Cabral. A loja evoluiu de uma forma fantástica e hoje apresenta dois pisos e um pequeno auditório para concertos. Entre CDs, vinil, livros e memorabilia, há muita coisa boa nesta lojinha pela qual tenho um carinho muito grande. E o serviço online é extremamente competente e rápido (eh pá, eles deviam oferecer-me qualquer coisa por esta publicidade). Como se não bastasse, após fazermos as nossas compras na loja, é-nos oferecido um talão que vale um cafezinho no Lado B, café inaugurado sensivelmente há um ano, que fica ao virar da esquina. É um espaço muito agradável e está cheio de referências musicais: três painéis com nomes de bandas/artistas, uma viola-baixo na parede, um vinil dobrado com uma chávena em cimo, logo à entrada... Bem, nada melhor do que ver. Deixo aqui algumas fotos que tirei hoje, depois de ter ido buscar a minha encomenda. Como curiosidade, posso dizer que, quando lá entrei, estava a dar Suedehead do Morrissey.