Sexta-feira, Novembro 13, 2009

Amanhã... Just Can't Get Enough!

Amanhã por esta hora devo estar a encaminhar-me para o Pavilhão Atlântico para ver a maior banda do mundo. Depois da frustração do cancelamento do concerto no Porto o que eles mereciam era que eu boicotasse este concerto, mas o Martin Gore era capaz de amuar por isso lá vou eu ver os Depeche Mode pela terceira vez ao vivo. Em 2006 foi assim: texto e fotos. Pelo que podemos ler no Zombie Room, parece que Peace e In Sympathy, do último álbum, vão ficar de fora, bem como a mítica Strangelove e a belíssima Waiting For The Night. Aqui fica o possível, quase certo, alinhamento:

1-In Chains
2-Wrong
3-Hole To Feed
4-Walking In My Shoes
5-A Question Of Time
6-Precious
7-World In My Eyes
8-Fly On The Windscreen
9-Sister Of Night (ou Freelove, ou Clean) - Acústico de Martin Gore
10-Home - Acústico de Martin Gore
11-Miles Away
12-Policy Of Truth
13-It's No Good
14-In Your Room
15-I Feel You
16-Enjoy The Silence
17-Never Let Me Down Again
18-Dressed In Black (ou Shake The Disease, ou Somebody) - Acústico do Martin Gore
19-Stripped
20-Behind the Wheel
21-Personal Jesus

Domingo, Novembro 08, 2009

45 rotações (V)

Tó Maria Vinhas
Formiga Formiguinha (1980)

Tó Maria Vinhas ficou na história da música portuguesa quando, em 1980, decidiu dar atenção às formigas. Numa altura em que meio mundo dirigia a sua atenção para leões, tigres, cobras e lobos, só para referir alguma da bicharada que foi tema na música pop-rock internacional, em Portugal, alguém lembrava o insecto que não voa, mas que é chato como o catano (já agora, ficam a saber que há mais de doze mil espécies em todo o mundo). Formiga, Formiguinha foi, pois, um fenómeno, em inícios dos anos 80, tendo mesmo dado origem a versões inglesa (Ant, Little Ant), francesa (Fourmi, Petite Fourmi) e italiana (Formica, Piccola Formica). Bem, esta parte foi inventada por mim, mas acho que a canção merecia projecção internacional, não só pela homenagem que o autor faz à existência sempre laboriosa e empreendedora da formiga (convém relembrar que de infantil, como muita gente pensava, esta música não tem nada, sendo mais uma espécie de hino sindicalista de elogio ao trabalhador), mas também porque a própria voz de Tó Maria Vinhas sugere o esgotamento de alguém que passou as últimas 24 horas a trabalhar sem descanso.

O lado B merece também alguma reflexão porque esta poderá muito bem ser a pior música portuguesa de todos os tempos. Meu Amigo, Meu Amigo é aquele tipo de música capaz de nos deixar zangados com o mundo. Aquilo que é suposto ser um hino à amizade torna-se, a meu ver, numa arma de destruição massiva dos nossos ouvidos. E não há amigo que resista depois de ouvir algo como isto: já nem ouves o que digo/nem sequer me dás razão/larga o peso de mendigo/que este mundo é aldrabão. Ou isto: meu amigo, meu amigo/que feitiço te mordeu?/uma seta mal armada/que na boca te gemeu. (Toda a letra aqui).

Actualmente, Tó Maria Vinhas encontra-se afastado, tanto quanto sei, das gravações (em 1992, editou um álbum de fábulas de La Fontaine musicadas), mas escreve para muitos artistas pimba.


tó maria vinhas - formiga formiguinha

tó maria vinhas - meu amigo meu amigo

Sábado, Novembro 07, 2009

Geração 70 80 90 - AR D'MAR - 7/Novembro


Este sábado, 7 de Novembro, marcamos encontro no Ar D’Mar. O motivo é nobre: o primeiro aniversário do novo espaço à beira-mar. Para celebrar o momento, a dupla de DJs do costume, Pedro Mineiro e tarzanboy, que põe toda a gente a dançar ao som das melhores músicas da década de 80 (com alguns toques da anos 70 e 90 também…). O momento exige festa e o champanhe e o bolo não faltarão, tudo isto temperado pela nova climatização que o Ar D'Mar vai inaugurar. Próximo sábado: a ordem é dançar e festejar. Apareçam!

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

BRYAN ADAMS (50)

Falar de Bryan Adams é falar de um dos meus ídolos de adolescência. Senão, o maior ídolo enquanto artista individual masculino. E é falar do álbum Reckless, que ouvi vezes sem conta, por volta dos meus 14/15 anos. Um álbum que produziu nada mais nada menos do que seis singles, o que é obra, mesmo para aqueles tempos em que este formato reinava nas lojas de discos. Numa década de excessos visuais, em que a imagem do artista pop era exponenciada ao máximo, mesmo quando a sua música não o justificava, Bryan Adams foi sempre o tipo simples, de casaco e calças de ganga, voz rouca e sorriso tímido. A sua música chegava a todos nós como um pop-rock directo e sem artifícios. E foi assim que se tornou referência para muito miúdo da década de 80.

Bryan Adams já visitou o nosso país diversas vezes, mas eu posso orgulhar-me de o ter visto ao vivo no seu primeiro concerto em Portugal. Foi no Estádio da Luz, em 9 de Julho de 1988, no então denominado Festival Rock Benfica. Aqui está o bilhete, que ganhei num passatempo de rádio. Sempre deu para poupar dois contos e oitocentos.

Bryan Adams completa hoje 50 anos. Parabéns!


bryan adams - hearts on fire

Terça-feira, Novembro 03, 2009

ADAM ANT (55)

Tenham medo, tenham muito medo. Adam Ant faz 55 anos. Sinistro é o mínimo que posso dizer deste cavalheiro, cujo nome verdadeiro é Stuart Leslie Goddard e cuja importância na música dos anos 80 se resume à primeira metade da década, primeiro com os Ants, depois a solo. Há alguns anos foi-lhe diagnosticada a doença bipolar (chegou mesmo a estar internado numa unidade hospitalar psiquiátrcia). Devo confessar que nunca me senti atraído pela música de Adam Ant. De qualquer forma, os parabéns pelo aniversário!

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

Este homem ensinou-me a ouvir música

Entre as referências da nossa infância ou adolescência, para além da nossa família e professores, há aqueles nomes que, a dada altura se cruzaram no nosso caminho, com quem eventualmente até nunca falámos, mas que, por alguma razão, deixaram uma marca duradoura no nosso crescimento. No meu caso, António Sérgio, o jornalista de rádio que faleceu anteontem, está nesse grupo de pessoas sem as quais, se calhar, uma parte de mim não seria o que é hoje. Refiro-me, claro, à parte que gosta de música. Com Sérgio aprendi a ouvir música. Com o Som da Frente, percebi que havia muito mais música para além das tabelas de vendas que o TOP Disco mostrava, muita coisa que valia a pena ser escutada, ouvida, devorada. Nomes como Wire, Band Of Susans, The Pursuit Of Happiness, Ultra Vivid Scene, Pale Saints chegaram-me através da voz grave e intensa de António Sérgio. E curiosamente, no meu caso, "Som da Frente" foi, durante algum tempo, nos anos 80, uma designação para um estilo de música, dita de vanguarda, e que nos anos 90 tomaria a importação de indie. Só depois percebi que se tratava de um programa de rádio que dava a más horas, mas que, e se calhar por isso mesmo, valia a pena ouvir e sacrificar tempo de descanso.

Sexta-feira, Outubro 30, 2009

GRACE SLICK (70)

Setenta anos são setenta anos e Grace Slick não escapa à inexorável passagem do tempo. Esta senhora, que vem dos anos 60, formou com Mickey Thomas o duo de vocalistas dos Starship de 1985 a 1988, já depois de a banda ser rebaptizada a partir de Jefferson Starship (designação que, por sua vez, tinha subtituído a de Jefferson Airplane). Em 1989, gravou com os originais Jefferson Airplane um álbum homónimo (a história desta banda é um autêntico puzzle de entradas e saídas...). Naquilo que interessa para este blogue, os Starship foram a banda responsável por temas como We Built This City, Sara ou Nothing's Gonna Stop Us Now. É este último que podem escutar a seguir. A solo, Grace editou três álbuns ainda na primeira metade da década de 80. Resta-me dar-lhe os parabéns pela bonita idade que completa hoje. 70 anos!


starship - nothing's gonna stop us now

Quarta-feira, Outubro 28, 2009

Novo teledisco: D.A.D. - Sleeping My Day Away

Os fãs de hard 'n' heavy têm no próximo dia 6 de Novembro um apetitoso prato a ser servido no Campo Pequeno. Na ementa, os dinamarqueses D.A.D. (sigla de Disneyland After Dark) e os escoceses Gun. É precisamente dos primeiros que recupero um tema potentíssimo que qualquer pista de dança rock não enjeita: Sleeping My Day Away. Editado mesmo no final da década de 80, este é o tema mais famoso dos D.A.D. e faz parte do terceiro álbum da banda, No Fuel Left For The Pilgrims. O teledisco, que podemos ver na barra lateral, foi realizado por Andy Morahan cujo trabalho foi bastante profícuo nos anos 80, tanto no rock como na pop. Aqui, a banda surge a tocar numa espécie de claustros com o símbolo da banda em fundo. Por entre as colunas e as arcadas, os músicos caminham de um lado para o outro com as suas cabeleiras ao vento e, no refrão, surgem numa cama ora retorcendo-se ora brincando às almofadas. Ao contrário de muitas outras bandas similares da altura, aqui não aparecem miúdas jeitosas a perguntarem qual o shampô que mantém aquelas cabeleiras em tão bom estado. É uma pena. O teledisco só tinha a ganhar com o elemento feminino, vulgo, gajedo. Como se não bastasse esta ausência, um dos rapazes anda ali de um lado para o outro com um fato verde-alface e, na cabeça, um capacete com o símbolo da cruz vermelha (que a certa altura entra em erupção), numa opção estética no mínimo discutível. O solo de guitarra traz-nos o toque "it's-a-kind-of-magic", com o aparecimento de figuras animadas ao estilo do teledisco dos Queen. Já agora, e porque vocês estão mortinhos por saber, a animação é da responsabilidade do senhor Torleif Hoppe.


PS - Mais informações sobre o concerto aqui.

Terça-feira, Outubro 27, 2009

SIMON LEBON (51)

Simon Lebon, vocalista dos Duran Duran, que, nos anos 80, fundou também os Arcadia (com Nick Rhodes e Roger Taylor), completa hoje 51 anos. Com os Arcadia, lançou apenas um álbum, So Red The Rose (1985), cujo single Election Day foi o que obteve maior sucesso. Com os Duran Duran, Simon assumiu-se como um dos principais frontmen da pop dos anos 80. Pode dizer-se que o rapaz está a envelhecer com estilo. Parabéns, sr. LeBon!


duran duran - save a prayer

Domingo, Outubro 25, 2009

Morrissey hospitalizado - Actualização

A Sky News adianta que Morrissey foi hospitalizado depois de ter desmaiado em palco, durante um concerto em Swindon, esta noite. A sua situação é estável. Get well, Moz!

Morrissey já saiu do hospital, depois de ontem à noite ter desmaiado em palco. Todos os pormenores na Sky News.

Sexta-feira, Outubro 23, 2009

45 rotações (IV) / Tempo dos Mais Novos (I)

Magda Teresa
A Era dos Super Heróis (1980)

O capítulo quatro da rubrica "45 rotações" é também o primeiro de uma nova secção a que resolvi dar o nome de "Tempo dos Mais Novos", nome do programa infanto-juvenil da RTP que punha a miudagem a ver televisão ao fim da tarde em vez de fazer os Tê Pê Cês (para os brasileiros que visitam o QA80, TPC são as iniciais de Trabalho Para Casa que os alunos trazem da escola).

Então para inaugurar este espaço, trago a pequenita Magda Teresa e o seu A Era dos Super Heróis. Alguém se lembra desta canção? Eu tenho uma leve memória do refrão, mas da pequena Magda, nada. Aliás, a vasta equipa que compõe o corpo redactorial do QA80 (que é constituída, como todos sabem, por mim) vasculhou, vasculhou e nada conseguiu encontrar da menina Magda Teresa. Para adensar o mistério, o single apresenta o tema principal cantado com sotaque brasileiro e o lado B com sotaque português de Portugal.

Aquilo que sei é o que está na contra-capa do single. O tema principal foi composto por Sérgio Lopes e Paulo Coelho, sim, ele mesmo, o escritor, na altura apenas um letrista para canções. A Era dos Super Heróis é uma espécie de desmistificação dos homens e mulheres com superpoderes, e, apesar de canção infantil, tem um toque de consciência social quando se ouve, a partir de certa altura, "Passar o dia sem se aborrecer / Nem é possível com super poder / Pois o perigo de ser agredido / Tá por todo o lado". Mas o que mais me surpreendeu na letra de Paulo Coelho, recordo, numa canção para crianças, é o momento "Maiores de 18" que a determinado momento nos é dado a ouvir: "Lanterna Verde gastou sua pilha / Transando a Mulher Maravilha". Não sei, não, mas da última vez que vi uma novela brasileira, o verbo "transar" queria dizer aquilo-que-todos-sabemos... Quanto à metáfora da "pilha", o melhor é não fazer comentários... Consegui apurar que este tema teve uma versão dos Dominó, uma boy-band brasileira dos anos 80.

O lado B chama-se A Canção Que Anda No Ar e foi composta por Cristiana Kopke e Mike Sergeant (Green Windows e Gemini). Aliás, Mike é o responsável pelos arranjos e direcção de orquestra dos dois temas, de onde se conclui que a mocinha deve ser portuguesa. Mas chega de paleio e vamos ao que interessa:


magda teresa - a era dos super herois


magda teresa - a canção que anda no ar

David Lee Roth ou Sammy Hagar? - SONDAGEM ENCERRADA

O público votou e o público decidiu: Sammy Hagar é o vocalista preferido para os Van Halen. Foram 47 cliques que deram a Hagar 53% (25 votos). David Lee Roth não ficou muito longe, com 42% (20 votos), enquanto que duas pessoas expressaram a sua indiferença face ao grupo. Obrigado a todos pela participação de todos.

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Questão existencial para fãs de Van Halen: naqueles vossos sonhos em que aparecem em palco de guitarra ao ombro, perante 20 ou 30 mil groupies a gritar pelo vosso nome (Eddie, pois claro), quem surge à vossa direita agarrado ao microfone? David Lee Roth? Ou Sammy Hagar? O sucesso da banda com um ou com outro faz adivinhar um dilema de difícil resolução. Vamos lá a votar. Quem simplesmente não gosta de Van Halen, tem também direito a voto! É na barra lateral. Obrigado!


van halen (com david lee roth) - jump


van halen (com sammy hagar) - when it's love

Quarta-feira, Outubro 21, 2009

JULIAN COPE (52)

Em 1987 chegou às minhas mãos, via cassete, um álbum de um tal Julian Cope de quem eu nunca inha ouvido falar. O álbum chamava-se Saint Julian e foi completamente devorado pelo leitor de cassetes lá de casa. Dele faziam parte os temas World Shut Your Mouth e Trampolene, mostrando uma faceta mais pop do ex-vocalista dos Teardrop Explodes. Ainda hoje ouço esse álbum com grande prazer. Cope, esse está fisicamente irreconhecível, como se pode ver através da imagem. Continua a gravar, mas deixou por iniciativa própria o circuito comercial. Hoje, completa 52 anos. Parabéns!


julian cope - world shut your mouth

Terça-feira, Outubro 20, 2009

MARK KING (51)

Mark King faz hoje 51 anos. King não foi só o vocalista de voz nasalada dos Level 42, grupo que nos deu canções pop tão boas como Something About You, Lessons In Love, Leaving Me Now ou Running In The Family. King ficou também conhecido como "o-gajo-que-toca-baixo-de-uma-maneira-engraçada". Para muitos, ele revolucionou o modo de tocar o baixo através do seu estilo muito peculiar de bater nas cordas a um ritmo muito acelerado. Se houver por aí algum especialista nestas coisas da guitarra-baixo, faça o favor de se pronunciar... Entretanto, os Level 42 mantêm a actividade (com Mike Lindup nas teclas) depois de alguns hiatos. O último álbum data de 2006 e chama-se Retroglide. Parabéns, Mark King!


level 42 - lessons in love

Sábado, Outubro 17, 2009

A-ha

There's no end to the lengths I'll go to

Vieram do país dos fiordes (não confundir com "filhozes"), a Noruega. Os nomes dos três "marmanjos" são Pal Waaktaar, Magne "Mags" Furuholmen e o vocalista Morten Harket e eram muito mais que uma banda caras larocas. Tinham talento e deixaram-nos um conjunto de canções que documentam alguma da melhor pop que se fez na década de 80.

Take On Me (1985) trouxe-nos um dos melhores telediscos de sempre, apresentando um crossover entre a banda desenhada e a vida real. Esta música ainda hoje é um dos ícones dos anos 80 com o início de batida forte e rápida e depois a entrada da inconfundível melodia das teclas. O refrão, bom, quem é que não sabe cantar o refrão? E quem é que consegue?

The Sun Always Shines On TV (1986) seguiu-se a Take On Me com grande sucesso. Os dois temas fazem parte do álbum de estreia, o magnífico Hunting High And Low, que inclui ainda a balada do mesmo nome, promovida por mais um teledisco fantástico.

Em 1986, surgiu Scoundrel Days, o segundo LP, do qual fazem parte I've Been Losing You e Cry Wolf. A receita era a mesma, o sucesso também. Após a participação, não muito feliz, na minha opinião, na banda sonora de 007 - The Living Daylights (1987), editaram Stay On These Roads, terceiro álbum, que, apesar de uma bonita balada como tema-título do álbum, encarregou-se de demonstrar que este jovens noruegueses tinham já esticado demasiado a corda. Por outras palavras, o declínio, gradual, começara.

Durante a década de 90, e apesar da edição de três álbuns, um deles sendo a compilação dos maiores âxitos, os A-ha decidiram encerrar a sua actividade (por outras palavras: fazer uma pausa por tempo indeterminado) e os seus três elementos procuraram novos objectivos na música. Pal formou os Savoy, Mags fundou o Timbersound e Morten gravou três álbuns, dois deles cantados em norueguês. Para uma listagem completa da discografia dos vários projectos cliquem aqui.

Em 2000 regressaram com Minor Earth, Major Sky. Este segundo fôlego durou precisamente nove anos: esta semana os A-ha anunciaram a despedida, que será marcada por uma digressão mundial em 2010 (será que Portugal poderá vê-los ao vivo?). Lifelines (2002), Analogue (2005) e Foot of the Mountain (2009) completam uma discografia de nove álbuns com que oa A-ha tornaram as nossas existências mais felizes. Pal, Mags e Morten, obrigado!

PS - Há dois anos, os leitores do QA80 elegeram a sua música favorita dos A-ha. Vê aqui qual foi.

Quarta-feira, Outubro 14, 2009

45 rotações (III)

Amália Rodrigues
O Senhor Extraterrestre (1981)

A passagem dos dez anos sobre a morte de Amália Rodrigues motivou-me a recuperar uma aventura pop em que a maior fadista portuguesa de sempre embarcou nos anos 80. Foi pela mão genial de Carlos Paião, em 1981, que surgiu um maxi-single de vinil amarelo com duas canções. No lado A, O Senhor Extraterrestre, a fazer lembrar marchas populares, cuja letra chegou a fazer parte de um manual escolar da primária. No lado B, Amigo Brasileiro, com ritmos latinos como pano de fundo. A voz, a da inconfundível Amália Rodrigues. Os Arranjos e a direcção de orquestra pelo maestro Gaya. A produção foi de Mário Martins. Não faço ideia do impacto que este disco teve na altura (tinha apenas dez anos), mas hoje é considerado por alguns como uma preciosidade. Há uns tempos, o Blitz considerou-o mesmo uma relíquia, e há lojas de discos online a vendê-lo por vinte euros. Eu comprei o meu exemplar por cinquenta cêntimos. Sim, leram bem. Foi, como não podia deixar de ser, na feira da Vandoma. A capa do disco apresenta-nos uma banda desenhada cujas personagens são Amália e o senhor ET. Se clicarem nas imagens acima, poderão vê-la em pormenor.

Amalia Rodrigues - Sr. Extraterrestre

Amalia Rodrigues - Amigo Brasileiro

Terça-feira, Outubro 13, 2009

SAMMY HAGAR (62)

Substituir o vocalista principal de uma banda, seja por que motivo for, é sempre tarefa difícil, levando, não raramente, à própria extinção do grupo. Se esse vocalista for carismático, um autêntico símbolo do rock, digamos, se ele se chamar David Lee Rock, então temos um problema praticamente impossível de resolver. Os Van Halen são das poucas bandas - talvez mesmo a única - que conseguiram ultrapassar esse problema com sucesso, quando, após a saída de Roth, em 1985, recrutaram Sammy Hagar, cuja voz está presente em temas como Dreams, Why Can't This Be Love, When It's Love ou Love Walks In. Hagar saiu em 1996, mas entre 2003 e 2005 voltou a juntar-se à família Van Halen para a edição do best of e consequente digressão. Eu não sou um fã de Van Halen e muito menos conheço sequer o trabalho de Sammy Hagar a solo (que conta com mais de dez álbuns em nome próprio), mas por vezes sabe bem ouvir, dentro do carro, bem alto, aquele rock musculado. Hoje, Sammy Hagar faz 62 anos. Parabéns!


van halen - dreams

PAUL SIMON (68)

De vez em quando, recupero este disco para me acompanhar na viagem para o trabalho. A paz de espírito que isto transmite é o ideal para começar bem o dia. Paul Simon, que hoje faz 68 anos, deixou a sua marca nos anos 80 com um grande álbum, Graceland, que recuperou Simon de um estado de relativo esquecimento a que a sua música tinha sido sujeita nos anos 80. Deste álbum, cujas influências africanas são evidentes, foram extraídos os singles Graceland, You Can Call Me Al e The Boy In The Bubble. Todos nos lembramos do vídeo de You Can Call Me All, com a presença do actor Chevy Chase fazendo playback da canção, enquanto que, a seu lado, um Paul Simon em estado de profundo amuo vai aturando a lata do seu comparsa em roubar-lhe a canção.


paul simon - you can call me al

Sábado, Outubro 10, 2009

Cock Robin: alguém esteve lá?

Será que alguém poderia deixar aqui o seu testemunho sobre o que se passou ontem? Thanks in advance...

MARTIN KEMP (48)

Martin Kemp é o baixista dos Spandau Ballet. Eu digo "é" porque eles estão de volta, e com concerto marcado para Março de 2010 em Portugal (depois de abortada a data de Novembro). Irmão do guitarrista da banda, Gary Kemp, Martin casou-se com Shirlie Holliman, uma das metades das Pepsi & Shirlie. Quanto aos irmãos, logo após a dissolução da banda, em finais dos anos 80, e da consequente decadência do penteado, dedicaram-se a sério ao cinema, obtendo os maiores elogios pela prestação como irmãos gémeos que limpavam o cebo a tudo o que mexesse. O filme chamava-se The Krays (que eram eles).
Agora, num registo mais sério, fiquei a saber que Martin é o patrono da Encephalitis Society em Inglaterra. Esta questão está relacionada, segundo explica ele, com o facto de já ter passado por duas situações complicadas, nos anos 90, relacionadas com tumores cerebrais. Um deles chegou mesmo a retirar-lhe, ainda que temporariamente, toda a acção numa perna e a visão num olho. O que interessa neste momento é que tudo isto já pertence ao passado, e espero, no dia 10 de Março de 2010, poder ver Martin Kemp e o resto da banda, no Pavilhão Atlântico, tocarem Only When You Leave, Gold e todas as outras. Hoje, Martin Kemp completa 48 anos. Parabéns!

DAVID LEE ROTH (54)

David Lee Roth saltou fora dos Van Halen após o rotumbante sucesso de Jump. Em 1985, editou a solo o EP Crazy from the Heat, constituído apenas por versões, das quais se destacaram California Girls e Just A Gigolo. Just Like Paradise foi outro tema a merecer referência nos anos 80. Após uma experiência recente como locutor de rádio, David voltou à sua banda de sempre. Hoje, David completa 54 anos. Parabéns!


david lee roth - just a gigolo

MIDGE URE (56)

Querem new wave do melhor? Ultravox. Querem um compositor de eleição? Midge Ure. Sinto-me tentado a dizer que ainda não se fez verdadeira justiça à banda de Vienna, Hymn ou Dancing With Tears In My Eyes. Talvez porque nunca teve um vocalista louro, de carinha laroca a atirar beijinhos às fãs nas capas da Bravo. Ficou a música dos Ultravox e de Midge Ure, que, a solo, produziu temas como No Regrets (1982) e o fabuloso If I Was (1985, com Mark King, dos Level 42 no baixo). Midge Ure foi ainda destaque nos anos 80 pela co-autoria de Do They Know It's Christmas e co-organização do Live Aid, ao lado de Bob Geldof. Hoje, o senhor Ultravox faz 56 anos. Parabéns!


midge ure - if i was

Sexta-feira, Outubro 09, 2009

JOÃO LOUREIRO (46)

Os Ban foram uma das minhas bandas pop preferidas dos anos 80. Tinham melodias catchy, tinham uma Ana Deus que enchia as canções com a sua voz cheia de soul, tinham um conjunto muito competente de músicos. E tinham João Loureiro, que, sem ser um portento de técnica vocal, encaixava bem no estilo pop limpinho e sofisticado que os Ban faziam. Estou, obviamente, a reportar-me à fase mainstream, à fase do Coliseu do Porto "à pinha" para os ver tocar Irreal Social, Num Filme Sempre Pop, Desnexos (Essenciais) e Dias Atlânticos, entre muitas outras. É que os Ban tiveram uma primeira fase, pouco conhecida do público geral, que se caracterizou por uma colagem à onda urbano-depressiva de uns Joy Division ou Echo & the Bunnymen. Essa fase ficou bem marcada pelo mini-LP Alma Dorida, cuja canção-título é das coisas mais belas alguma vez feitas em Portugal. Em 1992 foi editado o CD Documento 83-86, que contém esta e outras primeiras gravações dos Ban, ainda longe da sonoridade comercial que os viria a caracterizar. Depois da dissolução da banda, Loureiro junta-se a Alexandre Soares para formar os Zero, projecto que obteve pouco reconhecimento comercial. Loureiro passou então a dedicar-se à advocacia e a negócios empresariais, antes de se aventurar na presidência do Boavista. Agora que a aventura clubista terminou mal, Loureiro prepara o regresso surpreendente dos BAN (sem Ana Deus...). Estou muito curioso para ver o que vai sair daqui... Para já, endereçamos os parabéns a João Loureiro, que completa 46 anos.


ban - irreal social

Cock Robin

Things aren't quite as they seem inside my domain

Falar dos Cock Robin (nome de pássaro chamado “pisco” ou “tordo americano”) é lembrar quatro canções que marcaram os anos 80: When Your Heart Is Weak, The Promise You Made, Thought You Were On My Side e, a preferida do QA80, Just Around The Corner.

O grupo surgiu em 1983 e foi composto pelo vocalista/compositor/baixista Peter Kingsberry, um rapaz de boa voz, ainda que um pouco chorona, assim a atirar para a country; a cantora Anne Lacazio (de ascendência italo-chinesa), uma mocinha que gostava de ser a Stevie Nicks quando fosse grande, mas que não lhe chegou aos calcanhares, ainda que se tenha portoado à altura do exigido nos Cock Robin; o guitarrista Clive Wright; e o baterista Louis Molino III.

A curta carreira do grupo produziu três álbuns. O primeiro, Cock Robin (1985), lançou-os imediatamente para o estrelato, principalmente na Europa, graças aos temas Thought Your Were On My Side, The Promise You Made e When Your Heart Is Weak.

Por alturas do segundo álbum, After Here, Through Midland (1987), o grupo apresenta-se já como um duo Peter e Anne. Este LP produziu a sua melhor canção, na minha opinião: Just Around The Corner.

O último álbum dos Cock Robin, First Love/Last Rites (1989), ainda lançou o single It’s Only Make Believe, mas o destino do grupo estava traçado e os Cock Robin não sobreviveram à viragem da década. Para quem quer o essencial da sua carreira, o QA80 recomenda o Best Of editado pela Sony. Existe uma boa meia dúzia (!!!) de best ofs dos Cock Robin, por isso hipóteses de escolha não faltam.

Peter Kingsberry enveredou por carreira a solo, tendo gravado quatro álbuns: A Different Man (1991), Once In A Million (1994), Pretty Ballerina (1997) e Mon Inconnue (2002). O título do seu último álbum indicia que é cantado em francês, o que não é estranho se levarmos em linha de conta que Peter vive em França há muitos anos. Quanto a Anne Lacazio, gravou em 2000 o álbum Eat Life, cuja edição física não chegou a existir. No entanto, e porque a Internet tem destas coisas maravilhosas, consegui aceder a algumas músicas desse álbum, neste site.

Grandes novidades trouxe o ano de 2006. Seguindo o exemplo de muitas outras bandas 80s, os Cock Robin voltaram a reunir-se, e, com três dos fundadores originais (Louis Molino III ficou de fora), editaram mesmo o seu quarto álbum de originais, de nome I Don't Want To Save The World. Hoje, estão no Coliseu doas Recreios, para uma prestação que irá incluir uma festa dos anos 80.

Quarta-feira, Outubro 07, 2009

JOHN MELLENCAMP (58)

Há pessoas que nunca estão bem como estão. No início era John Cougar, depois passou a John Cougar Mellencamp, e finalmente deixou cair o Cougar para ficar apenas John Mellencamp. Estamos a falar de um American Fool, que, nos anos 80 teve um êxito de conteúdo masoquista chamado Hurts So Good (1982), que ainda hoje faz parte de qualquer noite de dança revivalista, incluindo as grandiosas e já famosas festas GERAÇÃO 70 80 90. Jack & Diane (1982) e Small Town (1985) são também dignos de referência. O homem faz 58 anos hoje e há que lhe dar os parabéns, pois passar tanto tempo a apanhar e a gostar não é para todos. Vai no terceiro casamento, com um total de cinco filhos. Aquilo é que vai ser uma festa!


john mellencamp - hurts so good

Segunda-feira, Outubro 05, 2009

BOB GELDOF (58)

Bob Geldof não terá tido a carreira musical com que sempre sonhou, mas a organização de um evento com o nome de Live Aid deu-lhe a fama (e o proveito) que os Boomtown Rats, banda de que foi fundador e vocalista, de 1975 a 1986, não conseguiram dar. Pelo menos na mesma proporção. Nem mesmo a sua carreira a solo fez grande coisa por ele. É certo que vendeu razoavelmente bem o primeiro álbum, Deep In The Heart Of Nowhere, do qual faz parte a bonita This Is The World Calling, mas nunca conseguiu arrancar para uma carreira sólida, preferindo investir num percurso político sempre em defesa dos mais desfavorecidos. Essa opção porporcionou-lhe, ao longo dos anos, inúmeros prémios, condecorações e reconhecimentos, entre os quais a nomeação, por duas vezes, para o Nobel da Paz. Conhecido pelo carácter desafiador das cúpulas governamentais (ficaram na História as suas críticas a Margaret Thatcher, nos anos 80...), criou polémica em Portugal, quando, em Maio 2008, na conferência sobre Desenvolvimento Sustentável, afimou que Angola é um país "gerido por criminosos". Polémicas à parte, hoje é dia de dar os parabéns a Bob Geldof pelos seus 58 anos!


boomtown rats - i don`t like mondays

BRIAN JOHNSON (61)

Aqui está uma voz que não encontramos todos os dias. Brian Johnson, o vocalista dos AC/DC, desafia qualquer tratamento às cordas vocais com uma voz que é pura potência e energia em palco. Mas o homem não desafina como podemos comprovar através dos magníficos Back In Black, You Shook Me All Night Long ou Thunderstruck... Hoje damos os parabéns a Brian Johnson, que completa 61 anos. Parabéns!


acdc - back in black