sábado, outubro 08, 2016

And Also The Trees em Portugal

No momento em que escrevo estas linhas, os And Also The Trees estarão em pleno concerto, no Sabotage Club, em Lisboa. Já este sábado será a vez do Porto os receber, na sala 2 do Hard Club.
É a terceira vez que a banda dos irmãos Justin Jones e Simon Huw Jones pisa os palcos portugueses, depois de já terem passado pelos festivais Fadeinfestival, em 2010, e o Entremuralhas, no ano passado.
Os fãs do pós-punk dos anos 80 agradecem a presença de uma banda que se mantém ativa desde 1979, com treze álbuns editados, o último dos quais, já este ano de 2016. Chama-se Born Into The Waves e será certamente alvo de atenção nesta digressão de outono que chegará a países como a França, a Itália e a Grécia.
Este é mais um evento da Music Is My Oyster, que ainda nem há uma semana nos trouxe os Death In June, e que mantém o selo de qualidade na organização de concertos a que já nos habituou.
O evento de facebook para o concerto dos And Also The Trees no Porto, com todos os pormenores, está aqui. E chamo a atenção para a imperdível after-party do concerto que terá lugar no mítico Griffon's, com música a cargo de Ivo T e Ex Lion Tamer.
Deixo-vos com Slow Pulse Boy, do álbum Virus Meadow, de 1986.


quarta-feira, outubro 05, 2016

Rest In Peace (atualização 5.10.16)



Adam Yauch (Beastie Boys)
Adrian Borland (The Sound)
Alan Myers (Devo)
Andrew Gold (Wax)
Andy Gibb
António Variações
Ari Up (The Slits)
Benjamin Orr (The Cars)
Big Bank Hank (The Sugarhill Gang)
Billy Mackenzie (The Associates)
Bob Casale (Devo)
Bobby Womack
Brian Hibbard (Flying Pickets)
Carlos Paião
Caroline Crawley (Shelleyan Orphan)
Cecil Womack (Womack & Womack)
Chrissy Amphlett (Divinyls)
Clarence Clemons
Cliff Burton (Metallica)
Colin Vearncombe (Black)
Dan Hartman
David Bowie
David McComb (The Triffids)
Dee Dee Ramone
Donna Summer
Dusty Springfield
Eartha Kitt
Eric Carr (Kiss)
Eric Woolfson (Alan Parsons Project)
Falco
Francisco Ribeiro (Madredeus)
Frankie Knuckles
Freddie Mercury (Queen)
Gary Garcia (Buckner and Garcia)
Gary Moore
George Harrison
Glenn Frey
Graeme Kelling (Deacon Blue)
Grant McLennan (The Go-Betweens)
Greg Ham (Men At Work)
Gregory Isaacs
Ian Curtis (Joy Division)
Izora Armstead (The Weather Girls)
Jam-Master Jay (RUN DMC)
James Freud (Models)
James Honeyman-Scott (The Pretenders)
Jeff Hanneman (Slayer)
Jeff Porcaro (Toto)
James Brown
Jeffrey Lee Pierce (The Gun Club)
Jermaine Stewart
Jim Diamond
Jimi Jamison (Survivor)
Jimmy McShane (Baltimora)
João Aguardela (Sitiados)
Joe Cocker
John Balance (Coil)
John Lennon
Johnny Ramone
Joe Strummer (The Clash)
Joey Ramone
June Pointer (The Pointer Sisters)
Karen Carpenter (The Carpenters)
Kevin MacMichael (Cutting Crew)
Kirsty MaCcoll
Laura Branigan
Lemmy (Motorhead)
Lou Reed
Lux Interior (The Cramps)
Madi (Sérgio e Madi)
Marvin Gaye
Maurice Gibb (Bee Gees)
Matthew Ashman (Bow Wow Wow)
Maurice White (Earth Wind & Fire)
Mel (Mel & Kim)
Michael Hutchence (INXS)
Michael Jackson
Mick Karn (Japan)
Natalie Cole
Nick Marsh (Flesh For Lulu)
Nico (Velvet Underground)
Ofra Haza
Patrick Swayze
Paul Raven (Killing Joke)
Paul Young (Mike + The Mechanics)
Pete de Freitas (Echo & the Bunnymen)
Pete Farndon (Pretenders)
Peter Slaghuis (Video Kids)
Peter Tosh
Phil Chevron (The Pogues)
Phyllis Nelson
Poly Styrene
Prince
Renato Russo (Legião Urbana)
Rick James
Ricky Wilson (B-52's)
Rob Tyner (MC5)
Robert Fisher (Climie Fisher)
Robert Palmer
Robert Pilatus (Milli Vanilli)
Robert Young (Primal Scream)
Robin Gibb (Bee Gees)
Roland Howard (The Birthday Party)
Roy Orbison
Rozz Williams (Christian Death)
Scott Miller (Game Theory)
Sérgio Wonder (Sérgio e Madi)
Steve Clark (Def Leppard)
Steve Strange (Visage)
Stiv Bators (Lords Of The New Church)
Stuart Adamson (Big Country)
Teena Marie
Teddy Pendergrass
Van Stephenson
Whitney Houston
Willy DeVille

quinta-feira, setembro 29, 2016

Death In June tocam no Porto

Em mais uma produção louvável da Music Is My Oyster, o Hard Club, no Porto, vai ser palco do único concerto de Death In June que passará no nosso país por ocasião dos 35 anos da banda de Douglas Pearce. É na próxima segunda-feira, 3 de outubro, e vai ter na primeira parte o projeto português Homem em Catarse. Todos os pormenores, disponíveis no evento facebookiano criado para o efeito.
Os Death In June iniciaram a atividade em 1981 e, desde logo, marcaram terreno no âmbito do pós-punk, neofolk e industrial (isto para quem gosta de arrumar a música em gavetinhas herméticas). São cerca de duas dezenas de álbuns, cujos temas mais emblemáticos não deixarão, certamente, de ser revisitados em palco pelo carismático homem da máscara. Uma oportunidade única, segunda-feira, no Hard Club, no Porto.
Deixo aqui o poderoso The Calling (Mk II), do álbum Nada!, de 1985.



quinta-feira, maio 26, 2016

O Queridos Anos 80 encontra o Blog do Puto

Vai ser já neste sábado, dia 28, que a Casa de Ló, na cidade do Porto, vai receber a Batalha dos Blogues, nome pomposo e beligerante para algo tão inocente e pacífico como um dia de música para acompanhar finos ou outras bebidas mais exigentes.
O Queridos Anos 80 encontra, pela primeira vez, o Blog do Puto para cruzar os sons do passado presente com os sons do presente futuro. A cargo do tarzanboy, a música da década dourada da pop. À responsabilidade do Puto, os sons apaixonantes da modernidade.
Haverá matiné em tons suaves, a partir das 18 horas e até à hora de jantar. À noite, a soirée, mais agitada e imprevisível, pelas 23. Apareçam que vai valer a pena.


spotify - queridos_anos_80_#6

the pursuit of happiness | gene loves jezebel | peter murphy | the mission | this mortal coil | the house of love | siouxsie and the banshees | love and rockets | all about eve | balaam and the angel



domingo, abril 24, 2016

spotify - queridos_anos_80_#5

edie brickell & the new bohemians | the triffids | 10,000 maniacs | bruce springsteen | suzanne vega | the go-betweens | aztec camera | r.e.m. | stevie nicks | fleetwood mac

quinta-feira, abril 21, 2016

Prince (1958-2016)


Prince deixou-nos hoje. O mais criativo músico pop americano dos anos 80 - e um dos maiores de sempre - morreu aos 57 anos, deixando um legado musical impressionante: cinco décadas de música, múltiplos prémios, cerca de quarenta álbuns e, segundo reza a lenda (e, já se sabe, "génio" e "lenda" andam sempre de mãos dadas), à volta de mil canções escritas em nome próprio ou sob vários pseudónimos. A sua produção discográfica é tão extensa e prolífica como o foi o seu talento.

Um talento que se revelou logo nos finais dos anos 70, para atingir todo o esplendor nuns anos 80 que lhe assentaram tão bem e o projetaram à escala mundial. Foi impossível não sermos de alguma forma tocados pela sua música - mesmo quando nos movimentávamos, como era o meu caso, no espaço musical ocupado por bandas como The Smiths, Echo & the Bunnymen, Jesus and Mary Chain ou New Order. E essa inevitabilidade é o que distingue a genialidade da trivialidade. Prince entranhou-se em nós, mesmo antes de o estranharmos.

Celebremos, então, Prince Rogers Nelson. Celebremos aquela Purple Rain que dançámos num verão adolescente qualquer, agarrados à miúda que queríamos para toda a vida. Celebremos aquela When Doves Cry ou a I Could Never Take The Place Of Your Man que nos puxaram, tantas vezes, indefesos, desarmados, para a pista de dança. Celebremos a voz, a guitarra, o sorriso malicioso atirado às suas partenaires, fossem elas Wendy and Lisa, Sheila E, Sheena Easton ou aquelas duas miúdas do teledisco do Cream. Celebremos as incríveis espargatas em saltos altos que o víamos fazer como se fosse um desenho animado. Celebremos a sua música que nos vai acompanhar sempre.

quarta-feira, abril 13, 2016

spotify - queridos_anos_80_#4

orchestral manoeuvres in the dark | erasure | pet shop boys | soft cell | fiction factory | eurythmics | yazoo | a flock of seagulls | depeche mode | new order

 

sexta-feira, abril 01, 2016

spotify - queridos_anos_80_#3

the bolshoi | echo & the bunnymen | the mighty lemon drops | the parachute men | the church I lloyd cole & the commotions | wire | kitchens of distinction | the railway children | the stone roses

segunda-feira, março 28, 2016

spotify - queridos_anos_80_#2

duran duran | depeche mode | simple minds | bruce springsteen | u2 | talking heads | the sound | siouxsie and the banshees | the cure | the smiths




sábado, março 26, 2016

DIANA ROSS (72)

O facebook oficial de Diana Ross, que conta com quase dois milhões de fãs, não tem tido grande atividade. No ano de 2016, apresenta apenas duas publicações. Uma, de 2 de janeiro, que homenageia Natalie Cole dois dias após a sua morte. Outra, de 21 de março, que apresenta um vídeo de Rhonda Ross, filha de Diana, a dar uma palestra no Lehman College. Em termos musicais, nada a assinalar. O site oficial de Diana Ross está em remodelação e é apenas no site oficial do clube de fãs que ficamos a saber que há uma série de datas ao vivo nos próximos tempos, previstas para os Estados Unidos.
A exemplo do que fiz com Aretha Franklin, listei dez canções que marcaram o percurso de Diana Ross na década de 80. As canções estão disponíveis para audição no facebook QA80. Entretanto, fica aqui a listagem. Hoje, Diana completa 72 anos. Parabéns!

diana (1980)
upside down
i'm coming out
my old piano
endless love (bso, 1981)
endless love (com lionel richie)
why do fools fall in love (1981)
mirror mirror
silk electric (1982)
muscles
swept away (1984)
all of you (com julio iglesias)
missing you
eaten alive (1985)
eaten alive
chain reaction

sexta-feira, março 25, 2016

spotify - queridos_anos_80_#1

alison moyet | climie fisher | bryan ferry | spandau ballet | black | fine young cannibals | wham | cock robin | kim wilde | deacon blue



ARETHA FRANKLIN (74)

Com lugar de destaque na elite da soul durante os anos 60 e assistindo ao decair do seu sucesso comercial na segunda metade dos anos 70, não foi fácil, para Aretha Franklin, sobreviver ao impacto dos anos 80. A rainha da soul soube, porém, adaptar-se às sonoridades sintetizadas e à estética dos 80s e passou o teste com distinção. Confirmam-no cinco prémios Grammy e um conjunto de canções - a solo ou em dueto - que deixaram a marca da cantora na década dourada da pop. Aqui estão elas por ordem cronológica decrescente (e prontinhas a ouvir no facebook QA80), no dia em que Aretha Franklin completa 74 anos. Parabéns!

through the storm (1989)
through the storm (com elton john)
it isn't, it wasn't, it ain't never gonna be (com whitney houston)
gimme your love (com james brown)
aretha (1986)
i knew you were waiting (com george michael)
jimmy lee
jumpin' jack flash
who's zoomin' who? (1985)
freeway of love
who's zoomin' who
sisters are doin' it for themselves (com os eurythmics)
jump to it (1982)
jump to it

quinta-feira, março 24, 2016

NENA (56)

Gabriele Susanne Kerner, universalmente conhecida por Nena, completa hoje 56 anos (e que 56 anos bem conservados!). As últimas notícias dão conta da edição do seu sexto álbum ao vivo, registado no mítico clube berlinense SO36, em março de 2015. A cantora alemã que nos trouxe 99 Red Balloons fala deste concerto como um sonho tornado realidade.
No ano passado, Nena editou o seu mais recente álbum de originais, cujo título - Oldschool - parece ser uma espécie de pedido de desculpas aos fãs pela recusa, aquando das entrevistas promocionais ao álbum Du Bist Gut (2012), em falar dos anos 80. As críticas foram incisivas e agora, aí está Nena, celebrando o passado num álbum que, segundo rezam as crónicas, tem muito de dançável ou não tivesse sido produzido pelo rapper alemão Samy Deluxe. Para ouvir, o single Lieder von fruher.

terça-feira, março 22, 2016

GEORGE BENSON (73)

Pouca gente saberá que duas das maiores baladas dos anos 80, The Greatest Love Of All e Nothing's Gonna Change My Love For You, foram originalmente gravadas por George Benson. A primeira em 1977, como parte da banda sonora de The Greatest, filme em que o pugilista Muhammad Ali fazia de... pugilista Muhammad Ali. E a segunda, em 1984, para o álbum 20/20. Seria, porém, nas vozes de Whitney Houston e Glenn Medeiros que aquelas canções haveriam de varrer as tabelas de vendas mundiais, Portugal incluído.
George Benson, que começara a carreira ainda nos anos 60 como guitarrista de jazz, abriu a década de 80 com o dançável Give Me The Night, mas ficaram essencialmente nos meus ouvidos In Your Eyes e Kisses In The Moonlight, canções que muito fizeram certamente pelo aumento da taxa de natalidade. O Oceano Pacífico da RFM também agradeceu.
Aos 73 anos, que completa hoje, George Benson mantém uma agenda de concertos preenchida e continua a editar. No ano passado saiu uma coletânea dos seus maiores êxitos e em 2013 gravou Inspiration: A Tribute To Nat King Cole, cujo título dispensa quaisquer explicações.

quinta-feira, março 17, 2016

CHILDREN OF THE 80s' - Armazém do Chá (Porto) - 19 de março


No próximo sábado vai haver festa no Armazém do Chá (Porto). É a segunda edição da CHILDREN OF THE 80s', que, como o nome indica, nos vai fazer regressar ao tempo em que éramos crianças. E adolescentes e jovens, acrescento eu. A melhor música dos anos 80, a cargo deste vosso criado, e da Ana Crista e do Ivo T. Só não digo que vai ser a música da mãe de todas as décadas porque dia 19 é dia do Pai. É aparecer e trazer gente que a gente trata de a pôr a dançar.

sexta-feira, março 11, 2016

Psicopátria no Rivoli: 30 anos depois


Não fui ao Rivoli para ver um concerto dos GNR de há 30 anos. Fui ao Rivoli para ver amigos. Os GNR são aquela banda da nossa cidade que entra na nossa adolescência, nos acompanha na nossa vida e envelhece connosco. São aqueles tipos que encontramos num bar da Baixa ou num concerto em Paredes de Coura e apetece dizer "então, pá, tá tudo?". São aqueles que encontramos na concentração de mini-basquete do nosso filho (sim, e da próxima vez levo o CD para autógrafo). E são aqueles que fizeram o melhor pop-rock que Portugal ouviu e ouvirá, e de que Psicopátria é exemplo incontornável.

sábado, janeiro 16, 2016

SADE ADU (57)

As últimas novidades sobre a carreira de Sade Adu datam de junho de 2012, com a edição do DVD Bring Me Home | Live 2011, o registo do concerto na Citizens Business Bank Arena em Ontário, Califórnia. Este concerto fez parte da digressão Once In A Lifetime, que a levou à Europa (Portugal não incluído) e aos States em 2011.
O último registo de originais continua a ser Soldier Of Love, de 2010, álbum que teve direito a Grammy e tudo. Em 2012, o canal televisivo VH1 colocou esta nigeriana de nascimento que aos quatro anos foi com a mãe para Inglaterra na trigésima posição das 100 mulheres mais importantes na história da música. Nas ilhas britânicas não há nenhuma cantora que tenha obtido tanto sucesso como ela.
Sade não sente especial atração pelos holofotes da fama. Vive no campo, em Gloucestershire, Inglaterra, afastada dos olhares indiscretos da imprensa. Hoje, completa a bonita idade de 57 anos. Parabéns!

segunda-feira, janeiro 11, 2016

David Bowie (1947-2016)


David Bowie deixou-nos no dia 10 de janeiro de 2016, mas soubemos da sua morte no dia seguinte, 11 de janeiro, Dia Internacional do Obrigado. Uma feliz coincidência que é uma espécie de mensagem que o destino se encarregou de deixar ao camaleão do rock, onde quer que ele esteja. Uma mensagem de gratidão que todos nós, certamente com um sorriso no rosto, testemunhamos de cada vez que ouvimos Life On Mars, Starman, Young Americans, ou, para nos cingirmos à década de 80, Let's Dance, China Girl ou Absolute Beginners. Obrigado, David Bowie. Pelo carisma, pela originalidade, pela música. E obrigado por aquele dueto com Annie Lennox, em 20 de abril de 1992, que, ainda hoje, permanece como o minha atuação preferida de sempre em cima de um palco:

sábado, novembro 21, 2015

BJORK (50)

Nos anos 80, Bjork Guðmundsdóttir e os Sugarcubes ultrapassaram a barreira natural do Atlântico Norte para atingirem alguma notoriedade no circuito alternativo europeu. Em 1992, e ao fim de três álbuns de originais, a banda islandesa encerrou a sua atividade e Bjork - que já tinha gravado um álbum com apenas 11 anos - iniciou carreira a solo com assinalável sucesso mundial.
O seu nono álbum foi editado ainda este ano. Chama-se Vulnicura e já foi eleito pela Rough Trade como o melhor do ano.
Hoje, Bjork festeja 50 anos. Parabéns!

segunda-feira, novembro 02, 2015

Rest In Peace - versão 4

Deixaram-nos fisicamente, mas a sua música continua a preencher-nos a alma. A versão atualizada de Rest In Peace -  versão 4 - já está no You Tube. É mais uma homenagem à música e àqueles que no-la trouxeram nos anos 80, mas que já cá não estão. Para lembrar com saudade, mas sem saudosismos.

domingo, outubro 11, 2015

Jim Diamond morre aos 64 anos

As notícias mais recentes sobre Jim Diamond davam-nos conta da edição de City of Soul, em 2011, um álbum de versões soul cuja receita reverte para uma instituição de apoio às crianças. Neste trabalho, Jim juntou-se a nomes como Tommy Cunningham dos Wet Wet Wet e Greg Kane dos Hue & Cry. Podemos ver aqui uma interpretação de Morning Glory, de Mac Gayden.
Em 28 de setembro, dia em que completou 64 anos, fez uma declaração no facebook sobre a morte da mãe, algumas semanas antes. Nesta declaração, dizia que "Se olharem para cima e virem um casal a dançar numa nuvem ao som de Count Basie, são os meus pais."
Na passada quinta-feira, faleceu em casa, durante o sono, segundo declaração da família no site oficial.

sábado, setembro 26, 2015

BRYAN FERRY (70)

O último álbum de Bryan Ferry chama-se Avonmore e foi lançado em novembro de 2014. É o décimo quarto trabalho a solo deste senhor que continua a ocupar um lugar muito especial no coração deste blogue. Este longa duração inclui uma deliciosa versão de Johnny and Mary, o clássico de Robert Palmer. Aqui, Ferry entra em parceria com o norueguês Todd Terje. A ouvir, com urgência.
Hoje, Bryan Ferry completa a bonita idade de 70 anos. Parabéns!

segunda-feira, setembro 14, 2015

MORTEN HARKET (56)

Os a-ha encerraram a atividade em 2010, mas não aguentaram muito tempo separados. Cinco anos volvidos, reuniram-se e... eis um álbum fresquinho, acabadinho de sair. Chama-se Cast In Steel e é o décimo trabalho deste trio norueguês que povoou o imaginário - e as paredes do quarto - de muito adolescente nos anos 80.
Morten Harket, o vocalista, também tem álbum recente a solo. Foi editado no ano passado e tem por título Brother. É o sexto trabalho (o quarto cantado em inglês) do rapaz que um dia saiu da banda desenhada para se apaixonar pela miúda do café. Morten faz hoje 56 anos. Parabéns!

terça-feira, setembro 08, 2015

AIMEE MANN (55)

Aimee Mann deu os primeiros passo dignos de registo na música através da banda punk, os The Young Snakes (editaram o EP Bark Along With The Young Snakes em 1983), mas só atingiu a notoriedade como vocalista dos Til Tuesday, banda que produziu duas canções de assinalável qualidade: What About Love e, principalmente, Voices Carry. Nos anos 90, esta loira de Richmond, na Virgínia, iniciou uma carreira a solo que haveria de produzir oito álbuns, o último dos quais de 2012.
Atualmente, Aimee Mann forma com Ted Leo o duo The Both, cujo álbum de estreia homónimo saiu em 2014. Uma atuação inteirinha - e muito bem disposta - dos The Both na KEXP pode ser vista aqui. É caso para dizer que Aimee Mann está a saber envelhecer muito bem. Hoje, completa 55 anos. Parabéns!

segunda-feira, setembro 07, 2015

CHRISSIE HYNDE (64)

Chrissie Hynde, a voz dos Pretenders, editou o seu primeiro álbum a solo em junho de 2014. Chama-se Stockholm (adivinhem onde foi gravado?) e tem muitos convidados, entre os quais emergem os nomes de Neil Young e... John McEnroe, esse mesmo, o irascível génio do ténis, que mostra predicados na guitarra elétrica. O Queridos Anos 80 já teve a oportunidade de ouvir este álbum e assegura que Hynde está em grande forma.
As últimas novidades revelam-nos que, precisamente amanhã, dia 8 de setembro, sairá para as bancas o seu livro de memórias. Reckless, My Life As a Pretender leva-nos a acompanhar todo um percurso de vida desde sempre ligado à música, desde a adolescência no Ohio até à cena punk de Londres. Um percurso ao qual sobreviveu, nas suas próprias palavras, por milagre. Quem a quiser ouvir falar sobre esta aventura no mundo dos livros, pode aceder à BBC Radio 4, amanhã, às 10 horas da manhã, no programa Woman's Hour.
Hoje, Chrissie Hynde completa 64 anos. Parabéns!

quinta-feira, agosto 13, 2015

FEARGAL SHARKEY (57)

O ex-vocalista dos Undertones e voz que celebrizou A Good Heart, completa hoje 57 anos. Depois de tudo o que já referi no artigo do ano passado, não há muito mais a acrescentar, excetuando uma descoberta que fiz hoje no you tube. Trata-se de uma rara aparição em palco de Feargal Sharkey, em 2011, ao lado de Vince Clarke (com Andy Bell, a outra metade dos Erasure, nos coros), revisitando Never Never, a canção que colocou o projeto The Assembly no mapa dos anos 80 e que não teve, digo eu, infelizmente, a merecida continuação. A ver, então:

segunda-feira, agosto 03, 2015

JAMES HETFIELD (52)

As últimas notícias sobre os Metallica dizem-nos que eles regressaram, neste passado fim de semana, ao Lollapalooza, eles que há já quase vinte anos não eram convidados para este que é um dos maiores festivais à escala mundial. Foi no sábado, dia 1 de agosto, e aqui está um vídeo muito bom, publicado por um fã no tubo.
Em 14 de junho passado, James Hetfield e Kirk Hammett tocaram o hino nacional americano antes do quinto jogo da final da NBA, entre os Golden State Warriors, equipa de que os Metallica são fãs, e os Cleveland Cavaliers. Podem ver a atuação aqui.
Nesta altura, a banda está em fase de produção do décimo álbum de estúdio, que sucederá a Death Magnetic (2008).
Hoje, James Hetfield, vocalista, guitarrista e um dos fundadores de uma das mais aclamadas bandas de heavy metal do mundo, completa 52 anos. Parabéns!

segunda-feira, março 30, 2015

ERIC CLAPTON (70)

Mais de cinquenta anos de músico profissional. Vinte e dois álbuns a solo. Este é Eric Clapton, considerado por muitos o melhor guitarrista à face do planeta. Um monstro, portanto, que hoje completa 70 anos e mantém uma vitalidade musical assinalável, como é prova a edição de The Breeze: An Appreciation of JJ Cale, o último álbum de originais, editado em 2014, e que constituiu uma homenagem ao amigo J.J. Cale, falecido no ano anterior.
Dos anos 80, retenho a prestação competente no Live Aid e a contribuição para a banda sonora de The Color Of Money, com It's In The Way That You Use It. É, porém, nos anos 70, que podemos situar o trabalho mais marcante de Clapton, com uma série de canções que ficaram para a história, das quais emerge, obviamente, a balada Wonderful Tonight, escrita para Pattie Boyd. Em 1991, outra balada, Tears In Heaven, levou Clapton ao primeiro lugar de diversas tabelas mundiais. Esta canção foi composta após a perda do filho de quatro anos.
Para maio próximo está programado o lançamento de Forever Man, uma compilação de 51 temas abrangendo três décadas da carreira a solo de Clapton na Reprise Records. Toda a informação no sítio oficial do músico.

TRACY CHAPMAN (51)

Tracy Chapman não edita algo de novo há sete anos. O seu último registo data de 2008 e chama-se Our Bright Future, álbum recebeu mesmo uma nomeação para os prémios Grammy. No entanto, desde então nada mais saiu de veia criativa desta norte-americana natural do Ohio que um dia surpreendeu o mundo com um álbum homónimo do qual foram extraídos os singles Fast Car, Talkin' 'bout A Revolution e Baby Can I Hold You.
O sítio oficial da cantora encontra-se aparentemente estagnado no que diz respeito a notícias recentes, mas quem o visita sempre pode dar largas à sua veia mais plástica enquanto ouve excertos do último álbum.
Hoje, Tracy completa 51 anos. Parabéns!

domingo, março 08, 2015

USA for Africa - 30 anos


O tema We Are The World fez ontem 30 anos. Quantos de nós, com 12, 13 ou 14 anos, não decorámos cada verso daquela canção? Quantos de nós não imitámos, em frente ao espelho, as vozes dos participantes no projeto? Ninguém? Só eu, portanto. E vivo bem com isso.
Vamos então homenagear os participantes no USA For Africa, agrupando-os numa espécie de categorias que, de certo modo, justificam a sua presença atrás dos microfones. Esta classificação é inspirada num artigo do livro Totally Awesome 80s, de Matthew Rettenmund.

ESTÃO-ME A ROUBAR A IDEIA ORIGINAL, MAS, VÁ LÁ, É POR UMA BOA CAUSA
Bob Geldof (bem, este não participa, mas há que fazer aqui a referência)

JÁ QUE FUI EU QUE COMPUS, É BOM QUE ENTRE NISTO
Michael Jackson
Lionel Richie

SOU UMA LENDA NO MEU PRÓPRIO TEMPO
Ray Charles
Bob Dylan
Smokey Robinson
Diana Ross (pode também inserir-se na próxima categoria)
Paul Simon
Bruce Springsteen
Tina Turner
Stevie Wonder

SOU UMA LENDA NO MEU PRÓPRIO CÉREBRO
Lindsey Buckingham
Waylon Jennings
Billy Joel
Bette Midler
Kenny Rogers
Dionne Warwick

SOU RICO, FAMOSO E VELHO E NÃO TINHA MAIS NADA PARA FAZER
Harry Belafonte

O MEU IRMÃO DISSE QUE EU PODIA ENTRAR
Jackie Jackson
La Toya Jackson
Marlon Jackson
Randy Jackson
Tito Jackson

ACREDITE-SE OU NÃO, VENDEMOS MAIS DISCOS QUE DEUS
Hall and Oates
Kenny Loggins

SÓ ESTOU AQUI PARA O CASO DO WAYLON JENNINGS NÃO APARECER
Willie Nelson

ESTE FOI UM ANO MUITO BOM PARA MIM
Cyndi Lauper
Huey Lewis & the News
The Pointer Sisters

EU CONHEÇO O PRINCE
Sheila E.

ALGUÉM ME DEVE FAVORES
Kim Carnes
James Ingram
Al Jarreau
Jeffrey Osborne
Steve Perry

É SURPREENDENTE COMO O SEGURANÇA SE DISTRAIU NAQUELE DIA
Dan Aykroyd

NÓS NÃO ENTRÁMOS PORQUE JÁ NÃO HAVIA ESPAÇO NO PARQUE DE ESTACIONAMENTO
Prince
Madonna
Janet Jackson
Pat Benatar
Donna Summer
James Brown
Grace Jones
Frank Sinatra
Rebbie Jackson
Dolly Parton

quinta-feira, janeiro 29, 2015

RODDY FRAME (51)

Os fãs portugueses dos Aztec Camera e do seu fundador e frontman, Roddy Frame, têm motivos para sorrir: o músico lançou o quarto álbum a solo em maio de 2014. Chama-se Seven Dials, e foi editado via iTunes.
Os fãs mais hardcore podem mesmo rejubilar de êxtase: Roddy vai estar a tocar ao vivo, em formato acústico, já em fevereiro, por essa Europa fora, com duas datas agendadas para Espanha. É um saltinho. Façam o favor de conferir aqui.
Após a dissolução dos Aztec Camera - que nos deixaram  maravilhas pop como All I Need Is Everything e Somewhere In My Heart -, em 1996, Roddy Frame iniciou uma carreira a solo que já produziu quatro álbuns de originais. Para quando a vinda deste senhor a Portugal?
Hoje, Roddy Frame completa 51 anos. Parabéns!

domingo, janeiro 04, 2015

tarzan_mix_3: use your faults, use your defects

use your faults, use your defects by Queridos Anos 80 on Mixcloud

MICHAEL STIPE (55)

Michael Stipe regressou em 30 de dezembro passado aos palcos para fazer a primeira parte do concerto de Patti Smith, no Webster Hall, em Nova Iorque. Podem ver aqui a interpretação de New York New York, a segunda canção de um set que incluiu ainda Lucinda Williams de Vic Chesnutt (com People Have The Power no início), Wing de Patti Smith, Saturn Return dos R.E.M., Hood de Perfume Genius, e New Test Leper, dos R.E.M. (com Oh Holy Night pelo meio). Foi uma atuação especial - porque, também, não anunciada - de quem - à parte uma ou outra colaboração esporádica - não aparecia em palco desde 2008.
Duas semanas antes desta aparição, em entrevista à CBS, Stipe disse que voltará a cantar e que o regresso dos R.E.M. está posto de parte. "Nunca irá acontecer", diz. Podem ver, em baixo, o vídeo.
Apesar de terem cessado a ativdade em 2011, os R.E.M. continuam no mercado. REMTV, um documentário e conjunto de seis discos de entrevistas e atuações raras, está aí para os fãs mais hardcore.
Hoje, uma das vozes mais fascinantes da música completa 55 anos. Parabéns, Michael Stipe!

 

quinta-feira, dezembro 25, 2014

SHANE MACGOWAN (57)

No dia de Natal, nasceu Shane MacGowan. Há 57 anos. O vocalista dos The Pogues, que deu voz a temas inesquecíveis como A Pair Of Brown Eyes (1985), Dirty Old Town (1985), Fairytale Of New York (1987, em dueto com Kirsty MacColl), Fiesta (1988) ou Misty Morning Albert Bridge (1989), contribuiu como poucos para a vitalidade da indústria vinícola em Inglaterra. Em palco, dizia-se que Shane era tanto melhor quanto maior era o seu estado de embriaguez. Infelizmente, nunca pude ver os Pogues ao vivo, apesar de terem passado por cá várias vezes. Nos anos 90, já depois de ter saído dos Pogues por razões... alcoólicas, formou os Shane MacGowan And The Popes. O que pouca gente talvez saiba é que Shane fez parte, ainda nos anos 70, de uma banda punk com o sugestivo nome de The Nipple Erectors, (The Nips, para facilitar as coisas). No YouTube, onde mais poderia ser, encontram coisas deles.
Os Pogues regressaram em 2001, com Shane ao leme das operações (dentro dos possíveis), por isso a esperança de os ver ao vivo ainda não morreu.

ANNIE LENNOX (60)

Comecemos pelo mais recente. Em outubro deste ano, Annie Lennox editou o sexto álbum a solo, um conjunto de clássicos soul, jazz e blues que a cantora ouvia em criança. Com o título Nostalgia, inclui temas como Georgia On My Mind, Summertime ou I Put A Spell On You, e está nomeado para um grammy.
Depois do regresso em 2005 em formato Eurythmics, Annie e Dave Stewart voltaram a tocar juntos em 2014 no concerto tributo aos Beatles - The Night That Changed America: A Grammy Salute to The Beatles - no qual interpretaram A Fool On The Hill.
Hoje, Annie Lennox completa 60 anos. Parabéns!

segunda-feira, dezembro 08, 2014

SINÉAD O'CONNOR (48)

Sinead O'Connor chegou ao estrelato mundial com a versão de Nothing Compares 2 U (1990), já tinha lançado um álbum a solo três anos antes. The Lion And The Cobra produziu como singles os temas Mandinka e I Want Your (Hands on Me). Em 1990, a tal versão do original de Prince colocou-a no topo das tabelas de vendas e o álbum do qual foi retirada, I Do Not Want What I Haven't Got, na altura comprado a meias com a minha tarzansister, foi completamente devorado lá em casa... Depois disso, perdi o rasto a esta irlandesa, mas a sua atividade musical não abrandou. O seu último álbum, o décimo, saiu este ano e chama-se I'm Not Bossy, I'm The Boss. Hoje, Sinead O'Connor completa 48 anos. Parabéns!
Quando

Duas curiosidades:

1. Em finais da década de 90, Sinead foi ordenada sacerdotiza por um grupo católico que se autodenomina como independente. O Vaticano não reconheceu a ação e lembrou que a excomunhão existe...

2. Em 2000, denunciou Shane MacGowan à polícia por posse de droga numa tentativa de o salvar da dependência da heroína. Pelos vistos, Shane ficou, na altura, furioso, mas já agradeceu publicamente a Sinead por tê-lo feito ver a luz...

domingo, dezembro 07, 2014

CLAUDIA BRÜCKEN (51)

Chama-se Where Else e é o terceiro álbum a solo de Claudia Brücken, a voz que, nos anos 80, com os Propaganda, nos pôs a dançar ao som de Duel.
Lançado este ano pela Cherry Records, Where Else é um conjunto de originais - excetuando a versão de Day Is Done, de Nick Drake - cuja produção ficou a cargo de John Williams.
Há uma entrevista recente de Claudia Brücken, para a Cherry Red TV, na qual a cantora dos "Abba from hell" (designação que, um dia, um crítico musicla colou aos Propaganda) faz a restropetiva da sua carreira. Hoje, Claudia completa 51 anos. Parabéns!

quarta-feira, novembro 26, 2014

TINA TURNER (75)

Miss Hot Legs faz hoje 75 anos. Tina Turner, pois claro, a mulher que é um exemplo de vida para todos nós.
Nos anos 60 e 70 fez carreira com o marido, Ike Turner, de quem se divorciou em 1974, depois de algumas nódoas negras. Ressurgiu em toda a sua energia e pujança nos anos 80 e por isso tem lugar de destaque no Queridos Anos 80.
Let’s Stay Together, What Love’s Got To Do With It, Private Dancer, It's Only Love (com Bryan Adams), We Don’t Need Another Hero, Typical Male e The Best são grandes sucessos que fizeram dela uma das mais bem sucedidas cantoras dos eighties.
As últimas notícias dão conta da edição de um conjunto de Love Songs (assim se chama o álbum) que reúne alguns dos seus maiores êxitos. Parabéns!

domingo, novembro 23, 2014

BRUCE HORNSBY (60)

Os anos 80 são fertéis em exemplos assim: artistas que iniciam a carreira musical com aquele que viria a ser o seu maior êxito. Alguns conseguem aguentar-se minimamente à tona do mercado, outros entram em queda vertiginosa até ao desaparecimento. Bruce Hornsby é dos que se aguentou, depois do sucesso mundial que The Way It Is provou ser.
Em 1984, fundou os Bruce Hornsby & the Range e logo com o álbum de estreia, The Way It Is (1986), foi um dos maiores fenómenos de vendas nos EUA. Os Grammy galardoaram-nos com o prémio para Best New Artist. E tudo isto graças a três singles que são, até aos dias de hoje, a sua assinatura: o já referido The Way It Is, e ainda Mandolin Rain e Every Little Kiss.
Paralelamente a este projeto, Bruce Hornsby chegou a atuar assiduamente com os The Grateful Dead, desde finais da década de 80 até à morte Jerry Garcia, em 1995. Bruce não era propriamente um estreante no que diz respeito a colaborações com outros artistas uma vez que já tinha surgido, em 1984, no teledisco de Strut de Sheena Easton.
Os The Range encerraram a sua actividade em 1991, após três álbuns de originais, mas Bruce manteve uma atividade musical bastante intensa e variada, quer a solo, quer ao serviço de outros projetos. Hoje, Bruce Hornsby completa 60 anos. Parabéns!

quinta-feira, novembro 20, 2014

António Sérgio: o documentário

O documentário Uivo, a que tive o privilégio de assistir  (e aqui a palavra "privilégio" assenta que nem uma luva porque foram muitos os que não o puderam fazer, ontem, no bar Passos Manuel, no Porto) é a mais que justa homenagem a António Sérgio, o radialista que nos deixou em novembro de 2009.

Como leigo na matéria que sou, abstenho-me de tecer comentários sobre quaisquer aspetos ligados à técnica cinematográfica. A minha visão é a do fã que gosta de música. A minha visão é a do rapaz dos seus 17 ou 18 anos que ouvia aquela Voz apresentar-me música nova todos os dias (ou quase) no Som da Frente. E devo dizer que foi um enorme prazer ver este trabalho de Eduardo Morais. Ele procurou as pessoas certas para falar de António Sérgio. E elas disseram tudo (ou quase tudo, porque, como disse Ana Cristina Ferrão, há muitas histórias por dizer e que, provavelmente, nunca poderão ser ditas nem escritas). Elas disseram aquilo de que estávamos à espera e que fez daquela voz uma presença tão enorme e tão decisiva nas nossas vidas de consumidores de música. E foi engraçado sair com aquela sensação de que nada do que ali foi dito constituiu propriamente uma surpresa. A presença de António Sérgio nos nossos rádios era tão forte que era como se o conhecêssemos, como se privássemos com ele através do rádio. É curioso que, atualmente, a partilha de música numa plataforma como o facebook, e mais especificamente nos grupos, também nos aproxima das pessoas e nos faz criar afinidades que, em muitos casos, nos leva a traçar-lhes um certo perfil embora não as conheçamos pessoalmente. Com António Sérgio acontecia qualquer coisa de semelhante. Pela música que passava e pelos comentários que fazia dava-se a conhecer, não só como profissional da rádio, mas também como pessoa. E por isso sentiamo-nos próximos dele.

Uivo vai voltar ao Porto, por ocasião do porto/post/doc, um festival internacional de cinema, com particular incidência na área do documentário, que acontecerá de 4 a 13 de dezembro. Quem não pôde estar ontem terá a sua oportunidade, novamente no Passos Manuel, no dia 3 de dezembro. A não perder.

terça-feira, novembro 18, 2014

KIM WILDE (54)

Kim Wilde foi companheira de quarto durante alguns anos da minha adolescência. Não foi a única, certamente, a ocupar aquelas paredes, mas foi das mais assíduas. Pela música, claro, mas também pela questão sex-symbol, estatuto que a própria Kim Wilde nunca explorou em demasia. Sempre com o irmão e o pai por perto, nunca se aproximou sequer de algum limite menos convencional nesta coisas das poses para as revistas ou dos gestos insinuantes em concertos. Era uma menina bem comportada, portanto.
Há cerca de um ano, em declarações ao Metro britânico, Kim Wilde afirmou que não acredita nesta coisa dos modelos, dos exemplos que os artistas podem constituir para os mais jovens... Isto a propósito dos críticos de Miley Cyrus, que acham que os seus comportamentos, nomeadamente aqueles que podemos ver nos telediscos, podem ser emulados pelas camadas mais jovens. Kim revela que, na sua juventude, ouvia o Lou Reed, que cantava sobre consumir drogas, e nem por isso se sentiu tentada a experimentar.
Hoje, Kim Wilde completa 54 anos. A cantora prepara-se para dar alguns concertos de Natal na Knebworth House, onde, certamente, aproveitará para passar por Wilde Winter Songbook, o último longa-duração, editado em novembro do ano passado, composto por um conjunto de versões de clássicos natalícios.

tarzan_mix_1: a glass of wine by the fireplace

Tarzan_mix_1: a glass of wine by the fireplace by Queridos Anos 80 on Mixcloud

terça-feira, novembro 11, 2014

Morreu Big Bank Hank (Sugarhill Gang)

Morreu hoje Big Bank Hank (à esquerda na foto), um dos membros dos Sugarhill Gang, o coletivo que colocou o rap no primeiro lugar das tabelas de vendas com o aclamado Rapper's Delight.
Aos 57 anos, Henry Jackson não resistiu a um cancro.
Os dois restantes membros da banda, Wonder Mike e Master Gee já expressaram, para a Rolling Stone, o que a morte do amigo significou: "Estamos muito tristes. Fizemos História no mundo da música com o Rapper's Delight e jamais esqueceremos as viagens que fizemos juntos pelo mundo inteiro".

playlist temática: from germany with love

Num fim de semana em que se falou dos vinte e cinco anos da queda do Muro de Berlim, lembrei-me de trazer ao Queridos Anos 80 uma playlist composta por temas de artistas alemães. O país da Srª. Merkel produziu, durante a década dourada da pop, alguns dos grandes êxitos europeus da altura. Da pop eletrónica one-hit wonder dos Trio até ao hard-rock de estádio do Scorpions, passando pelo inevitável euro-disco de Fancy ou dos Modern Talking, a Alemanha sempre se posicionou bem nas tabelas de vendas de discos, mas nunca cheirou sequer aos calcanhares da indústria britânica (no futebol, levou, sem dúvida, a melhor...). Ainda assim, fez o suficiente para ficar na história da música dos anos 80. E aqui estão dez propostas que podem ouvir, já sabem, no facebook oficial do Queridos Anos 80.

Alphaville - Big In Japan 
Os Alphaville, que começaram por se chamar... Forever Young, tiveram em Big In Japan o seu grande sucesso. Há quem diga que o título da música que os levou à fama mundial era uma homenagem a uma banda, com os mesmo nome, que Marion Gold, o vocalista, tinha ouvido em finais dos anos 70. Dessa banda fazia parte um tal de Holly Johnson...
A canção varreu o primeiro lugar de muitos tops europeus, inlcuindo Portugal, mas no Reino Unido ficou-se pelo oitavo lugar. O teledisco foi realizado por Dieter Meier, dos Yello.
Sandra, a menina Maria Magdalena, gravou, em 1984, uma versão em alemão de Big In Japan, com o título Japan Ist Weit. Os Guano Apes têm também uma versão, de 2000.


Camouflage - The Great Commandment
Os Camouflage formaram-se em 1983 e ainda estão em atividade. Este The Great Commandment é o seu único êxito, digamos, internacionalmente sólido. A colagem aos Depeche Mode é evidente o que talvez explique o êxito algo inesperado que esta música obteve nos Estados Unidos. Em 2001, a banda resolveu regravar a música, numa versão 2.0 tipo carrinhos de choque. Não gostei.


Fancy - Bolero
Chama-se Manfred Alois Segieth, tem 68 anos e ainda faz discotecas, entendendo-se este "faz" como o saltar para um pequeno recinto chamado pista de dança e cantar em playback total três ou quatro êxitos que fizeram de Fancy um dos expoentes máximos da vertente alemã do italo-disco. Bolero estará sempre presente numa setlist de Fancy, ele que nos anos 70, era Tess Teiges e cantava "Eu voltarei, pequena geisha"...


Kraftwerk - Computer Love
O normal é olharmos para os Kraftwerk como uma banda dos anos 70, década em que editaram seis álbuns e estabeleceram a base que haveria de influenciar toda uma galáxia de bandas de cariz eletrónico (alô, Depeche Mode!) que se desenvolveram nos anos 80. Mas estes alemães muito bem penteadinhos e tão sorridentes gravaram dois álbuns nos anos 80, o que os torna imediatamente elegíveis para esta lista. Escolhi Computer Love, que foi o primeiro single extraído do álbum Computer World, de 1981, e em cujo lado B surge The Model, que tinha sido editado como single em 1978.
Os Camouflage, de que falo ali acima, têm uma versão desta música, mas quem usou com mais proveito a melodia deste tema foram os Coldplay no tema Talk. Vá lá que pediram autorização aos Kraftwerk...


Modern Talking - Cheri Cheri Lady
Eu sei que estavam à espera do You're My Heart You're My Soul mas os Modern Talking são muito mais do que essa canção. Eles são Atlantis Is Calling, eles são You Can Win If You Want, eles são Brother Louie, eles são Geronimo's Cadillac, eles são... Cheri Cheri Lady. E agora, que captei de forma notável a vossa atenção, apenas acrescento que eles são, na realidade, Dieter Bohlen, o loiro, e Thomas Anders, o moreno.


Nena - 99 Red Balloons
Originalmente lançada em língua alemã, com o título 99 Luftballons, esta foi uma canção de protesto anti-nuclear. O texto conta a história de 99 balões que são confundidos com OVNIs, o que leva a uma pronta reação por parte das autoridades militares. São enviados caças que, após perceberem o engano, se dedicam a brincar ao tiro ao balão. Isto irrita os líderes dos países vizinhos, que decidem reagir a esta demonstração de poder bélico com... poder bélico. Tudo acaba numa devastadora guerra de 99 anos. O texto da versão inglesa tem ligeiras modificações na estrutura narrativa, mas a objetivos são os mesmos.
Curiosamente, a versão alemã foi a preferida dos americanos e dos australianos, sendo que é, ainda hoje, um dos maiores êxitos de sempre em língua não inglesa nos EUA. No Reino Unido, a versão inglesa chegou o primeiro lugar das tabelas.


Propaganda - Duel
Esta faz parte da minha banda sonora pessoal da década de 80 e é sempre um prazer passá-la em eventos de botadisquismo. Duel foi o single de maior sucesso dos Propaganda e integra esse álbum de estreia fabuloso, A Secret Wish (1985), do qual também fazem parte Dr. Mabuse e P-Machinery.
Duel tem sido utilizada em vários eventos desportivos.

Sandra - Maria Magdalena
Antes de ter uma carreira a solo, Sandra fez parte de uma girl band chamada Arabesque. Em 1985, sob orientação do marido Michael Cretu, Sandra editou o álbum de estreia cujo primeiro single se revelou um estrondoso sucesso em toda a Europa, Portugal incluído, onde chegou ao primeiro lugar das tabelas de vendas. Maria Magdalena apresentava uma sonoridade synth-pop um pouco a entrar pelo meandros do euro-disco com uma melodia suficientemente catchy para conquistar os ouvidos dos amantes do género. Depois, havia a figura, diria, estimulante, de Sandra, cujas imagens ocuparam muitas paredes de quartos adolescentes. Pelo meu quarto passou um poster de Sandra, retirado da revista Bravo.


Scorpions - Still Loving You
Esta é, com pouca margem de erro, muito provavelmente a power ballad que maior sucesso obteve no nosso país. Lembro-me de ver, semanas a fio, o teledisco da música que ocupava o primeiro lugar da tabelas de singles. Os Scorpions perceberam isso e estabeleceram com Portugal uma relação muito próxima. Um dos pontos altos desta relação foi a gravação de um álbum acústico no Convento do Beato, em Lisboa (2001).


Trio - Da Da Da
Termino esta playlist com os Trio, uma banda da new wave alemã que teve apenas cinco anos de existência, mas que inscreveu o seu nome da história da música pop através deste Da da da, ich lieb dich nicht, du liebst mich nicht, aha aha aha, mais convenientemente conhecido por apenas Da Da Da. A música tem sido utilizada em muita publicidade televisiva. Em Portugal, Herman José gravou uma versão, em português, em 1982.

quarta-feira, agosto 13, 2014

FEARGAL SHARKEY (56)

Depois de ter liderado os The Undertones, de 1976 a 1983, e de ter alcançado sucesso mundial a solo com o tema A Good Heart, Feargal Sharkey decidiu deixar os palcos e os estúdios de gravação. Estávamos no início dos anos 90, mas a sua ligação ao mundo da música far-se-ia, a partir de então, de um outro modo: Feargal trabalhou no apoio aos direitos de autor na música britânica, tendo ocupado vários cargos a nível institucional.
Recentemente, surgiu no programa Needle Time, do The Telegraph, assegurando que não tem qualquer vontade ou intenção de voltar aos palcos ou sequer de vislumbrar um regresso dos Undertones. Se continua a cantar? Sim, mas para os filhos, "porque os deixa furiosos", e para que vejam que já houve quem pagasse para ouvir o pai cantar e que eles, uns felizardos, o podem fazer de graça. Podem ver o vídeo da entrevista em baixo. Hoje, Feargal completa 56 anos. Parabéns!

domingo, dezembro 29, 2013

playlist temática: let it snow (ou "telediscos-com-neve")

Depois der ver pela enésima vez o teledisco de Last Christmas, dei por mim a elaborar mentalmente uma lista de telediscos em que aparece neve. Cheguei ao número simpático de dez, contando, obviamente, com o tema dos Wham. Aqui estão eles por ordem perfeitamente aleatória.

wham! - last christmas

Começamos esta viagem pelas curtas-metragens musicais nevosas com um dos principais êxitos de sempre da pop natalícia. Os Wham! (ou a máquina promocional por trás deles) acertaram em cheio no argumento e respetivo cenário do teledisco de Last Christmas, apontando para um público sedento de dramas passionais impossíveis: o rapaz reencontra a rapariga, um ano após terem andado embrulhados um no outro, só que, ao que parece, nada volta a ser como dantes. O resto da história é conhecida, mas podem recordá-la no primeiro texto que escrevi para a rubrica "A miúda do teledisco". O cenário é uma estância de inverno na Suiça chamada Saas-Fee, como se pode ver na inscrição do teleférico que o grupo apanha para chegar à casa no meio do bosque. A imagem aqui reproduzida mostra George Michael em perseguição da miúda, no inverno anterior, quando rebolar na neve ainda valia como prova de amor.

u2 - new year's day

Para filmar New Year's Day, os U2 - ou o realizador Meiert Avis - escolheram Salen, uma das mais populares estâncias de ski na Suécia. Foi aí que raparam um frio do catano, segundo afirma The Edge na biografia oficial do grupo, ao ponto de os quatro cavaleiros que surgem no início do video não serem o quatro rapazes de Dublin, mas sim umas meninas corajosas que não se importaram de servir de "duplos" para que os meninos não tivessem frio. Fraquinhos. As únicas imagens em que são eles mesmos são as do primeiro dia de rodagem em que aparecem a interpretar o tema. Este teledisco foi alvo de rotação intensa numa MTV que tinha pouco mais de um ano de vida.

elton john - nikita

Em Nikita, Elton John enfrenta os pouco simpáticos soldados da antiga RDA, o arame farpado e um frio de congelar a alma, tudo por uma mulher com nome de homem russo. Não estou a brincar: leiam tudo o que descobri sobre este teledisco num texto deste blogue com cerca de sete anos.
Ken Russell foi o realizador do vídeo, que tem lugar muito perto do Muro de Berlim, e cujo objetivo foi o de mostrar como era difícil para um homem do ocidente chegar perto de uma mulher do mundo comunista nos anos 80. Principalmente, usando um chapéu e um penteado daqueles, acrescento eu.

secret service - flash in the night

Os Secret Service eram suecos e, por isso, não precisaram de sair de casa para filmarem um teledisco com neve. Rodado na capital, Estocolmo, A Flash In The Night mostra-nos a banda numa alegre e bem agasalhada caminhada pela margem do lago Mälaren. E há neve, claro, muita neve. Mais adiante, quando surge uma miúda loura a patinar no gelo enquanto da sua boca saem não só um belo sorriso, mas também o ar condensado da sua respiração, o teledisco ganha uma fugaz centelha de interesse, não a suficiente, porém, para afastar a atmosfera de sensaboria gelada que atravessa o teledisco.

bryan adams - run to you

"Eh, pá, podemos filmar isto com esferovite?", terá perguntado Bryan Adams ao perceber que tinha de expor a sua guitarra a temperaturas abaixo de zero. A história não terá sido bem assim, mas lá que aquela neve parece esferovite, lá isso parece. O teledisco foi filmado entre Londres e Los Angeles e ainda contou com imagens ao vivo de um concerto grátis que Bryan deu em Vancouver, no Canadá. A história, esta verdadeira, diz-nos que Bryan e o empresário compraram pizzas e café para oferecer aos fãs que, desde as primeiras horas da madrugada, esperaram na fila para obter o bilhetinho para o concerto. Este vídeo conta com a participação da bela Lysette Anthony, motivo pelo qual escrevi um texto para a rubrica "A miúda do teledisco".

echo & the bunnymen - the cutter

Os Echo & the Bunnymen foram à Islândia para gravar o teledisco, ou parte dele, de The Cutter. O local chama-se Gullfoss ("catarata de ouro", numa tradução à letra) e é basicamente um conjunto de cataratas, algumas das quais chegam a congelar completamente. A capa do álbum Porcupine é uma fotografia da banda presente nesse local. Li aqui que um dos membros (não é especificado qual) quase caiu na catarata. A ligação a que me refiro publica imensos recortes de jornal da época, dando conta da presença da banda de Ian McCulloch no país do fogo e do gelo. Boa sorte com o vosso islandês, já agora.

the cure - pictures of you

Pictures Of You foi filmado no norte da Escócia, num local chamado Glencoe. Roger O'Donnell diz, no seu sítio oficial, que nunca sentiu tanto frio na sua vida, chegando mesmo a lamentar a gravação do vídeo (facto para o qual toda a atmosfera negativa que se vivia entre alguns membros da banda deverá também ter contribuído). Mas o realizador, Tim Pope, decidiu que a localização seria aquela e quando Tim Pope decidia, a banda aceitava. Tal como aceitou o facto de Pope ter colocado um conjunto de palmeiras artificiais para abrilhantar a performance da banda.

a-ha - hunting high and low

E chegamos a um dos telediscos que mais me fascinou nos anos 80: Hunting High And Low, dos noruegueses A-ha. No início, vemos alguém - supostamente o vocalista, Morten Harket, - a caminhar por uma paisagem de neve. Mais tarde, Morten transforma-se em águia, em tubarão e em leão através da técnica, muito avançada na altura (e fascinante para um puto de 12 ou 13 anos), do morphing. A ideia era fazer crer que o amor de um homem pode assumir várias formas só para chegar à mulher que deseja. Realizado por Steve Barron, este foi um teledisco que vi vezes sem conta sempre com o prazer da eterna novidade.

orchestral manoeuvres in the dark - maid of orleans

O cenário para o teledisco de Maid Of Orleans, dos OMD, foi Aldfield, no norte de Inglaterra, mais concretamente em dois sítios chamados Brimham Rocks e Fountains Abbey. As filmagens ocorreram no inverno rigoroso de 1981 e o realizador foi Steve Barron (sim, o mesmo de Hunting High And Low), que convidou Julia Tobin, atriz da Royal Shakespeare Company, para representar o papel de Joana D'Arc. É ela que passeia candidamente a cavalo através de uma paisagem branca e inóspita e é também ela quem joga xadrez com Paul Humphreys, junto à lareira, enquanto Andy McCluskey, à janela, olha a paisagem, interrogando-se "Se Joana D'Arc tivesse um coração, dá-lo-ia a alguém como eu?". Acho que não, Andy.

morrissey - suedehead

O vídeo para o primeiro single a solo de Morrissey foi filmado em Fairmount, no estado norteamericano de Indiana. Morrissey percorre, em autêntica peregrinação turística, a cidade que viu nascer James Dean, uma das suas maiores influências. Vêmo-lo na escola secundária que Dean frequentou, num cruzamento a ler Le Petit Prince e em muitos outros locais que transportam consigo o fantasma do ator. O teledisco está cheio de pormenores deliciosos, desde o tapete que diz "There Is A Light That Never Goes Out" à imagem de um Moz, sorridente, em cima de uma belíssima Indian Chief (para quem é leigo na matéria, como eu, trata-se de uma mota). O último minuto do vídeo mostra um Morrissey sentado junto à lápide do ator que faleceu aos 24 anos, deixando um culto mundial de enorme relevância na cultura popular.