Sábado, Fevereiro 06, 2010

RICK ASTLEY (44)

E às tantas dei comigo a dançar "à Rick Astley". Foi assim durante parte do final da década, graças a este jovem que um dia apareceu do nada com Never Gonna Give You Up. E o mais engraçado é que esta música ainda hoje exerce um poder enigmático sobre mim, capaz de me levar a fazer as piores figurinhas onde quer que esteja. Depois, há o Together Forever e mais uma ou outra...

Rick Astley foi descoberto pela equipa de produtores mais vorazes e selvagens dos anos 80 - sim, Stock, Aitken e Waterman (quase ninguém lhes escapou) — e foi um instantinho até vermos este rapaz, que cantava numa banda soul inglesa chamada FBI, invadir os tops europeus à custa de uma voz sólida e um ritmo "discónáite" para todas as idades.

Rick faz hoje 44 anos e está aí para as curvas, não só em termos de aspecto (é do mais limpinho e asseado que se tem visto por aqui, apesar de aquela poupa já ter tido melhores dias...), mas também em termos musicais. Em 2005 editou o álbum Portrait (versões de clássicos soul), do qual podem ter uma ideia se visitarem o site oficial do cantor. Recentemente, pudemos vê-lo a encerrar o Here And Now, no Pavilhão Atlântico, com muito humor à mistura. Parabéns, Rick!

Quinta-feira, Fevereiro 04, 2010

Novo teledisco: FIELDS OF THE NEPHILIM - Moonchild

Já roda na barra lateral o teledisco de Moonchild, dos ingleses Fields of the Nephilim. Conheci-os em finais da década de 80, através desta Moonchild, tendo tido acesso, através de um amigo, ao álbum de estreia, Dawnrazor (1987), e fiquei logo fã deste gótico musculado e obscuro. No sábado, estarão no Coliseu do Porto, mas a minha presença no Ar D'Mar, impossibilita a ida a este concerto. A banda de Carl McCoy tem sete álbuns editados, o último dos quais data de 2005 - Mourning Sun. Com um percurso acidentado - McCoy saiu da banda nos anos 90 para formar os... The Nephilim, enquanto os restantes membros continuavam sob a designação de Rubicon - os Fields apresentam-se agora aos fãs portugueses do gótico mais duro. Bom concerto!

Geração 70 80 90 - AR D'MAR - 6/Fevereiro

Requerimento:

Exmo./a. leitor/a do Queridos Anos 80

Tarzanboy e Pedro Mineiro, DJs, vêm requerer a V.ª Ex.ª que se digne estar presente no Ar D'Mar, bar situado na praia de Canide-Norte, em Vila Nova de Gaia, no sábado, dia 6 de Fevereiro a fim de poder dançar até cair para o lado ao som das grandes malhas da pop/rock dos anos 80. Mais se informa que os anos 70 e 90 estarão também contemplados ainda que de forma mais discreta.

Mais se solicita que a referida presença de V.ª Ex.ª seja acompanhada de amigos, familiares, próximos ou distantes, que, consigo partilhem o gosto pela boa música e não dispensem o acompanhamento refrescante de uma cerveja, caipirinha ou, quem sabe, de uma bebida branca magistralmente servida pelo staff do Ar D'Mar.

Pedem deferimento

Porto, 31 de Janeiro de 2010

Os Requerentes,

_____________________________
(tarzanboy)
_____________________________
(pedro mineiro)

Quarta-feira, Fevereiro 03, 2010

O que há de errado nesta notícia do Público*?

(*) Todos erramos, obviamente, e não é por isto que o Público deixa de ser o meu jornal preferido.

Terça-feira, Fevereiro 02, 2010

What the f***?


Tenho então duas escolhas: ou faço o upgrade para um serviço pago ou exporto todos os comentários, sendo que, neste momento, não há qualquer serviço que possibilite a importação dos mesmos. Damn it! E agora?

Sábado, Janeiro 30, 2010

TARZANBABY (2)

Someone I know is staring at me
And when I look into his eyes
I see a boy that I used to be
I hardly recognise
Cos in the space of a year
I've watched the old me disappear
All of the things I once held precious
Just don't mean anything anymore
Cos suddenly

You came, and changed the way I feel
No one could love you more
Because you came and turned my life around
No one could take your place

I've never felt good with permanent things
Now I don't want anything to change
You can't imagine the joy you bring
My life won't be the same
And I'll be there when you call
I'll pick you up if you should fall
Cos I have never felt such inspiration
Nobody else ever gave me more because

You came, and changed the way I feel
No one could love you more
Because you came and turned my life around
No one could take your place

I watch you sleep in the still of the night
You look so pretty when you dream
So many people just go through life
Holding back, they don't say what they mean
But it's easy for me
Since you came
No one could love you more
Because you came and turned my life around
No one could take your place
You came, and changed the way I feel
No one could love you more
Because you came and turned my life around
No one could take your place


(ligeiramente adaptado)


kim wilde - you came

Quinta-feira, Janeiro 28, 2010

Almeirim celebra os anos 80


Mais precisamente o bar QB. No sábado, dia 6 de Fevereiro, com o lendário Rui Remix como convidado. Pessoal do sul, estão convocados! Mais informações aqui.

Terça-feira, Janeiro 26, 2010

ANDREW RIDGELEY (47)

Um dia far-se-á a devida justiça a este homem. Um dia saber-se-á o peso real que este homem teve na carreira dos Wham!, dizem alguns, o maior grupo pop dos anos 80.

Os Wham! foram talvez a dupla de maior sucesso dos anos 80, mas dizem as más línguas que o mérito desse sucesso não foi repartido igualmente pelos dois rapazes, George Michael e Andrew Ridgeley. O primeiro seria responsável por toda a vertente musical do grupo, enquanto o segundo mandava "uns bitaites" e fingia que cantava e tocava guitarra nos espectáculos ao vivo. As boas línguas dizem que ele era responsável pela orientação artística da banda. E entendam por "orientação artística" aquilo que quiserem. Cabe lá tudo, vão ver.

Depois dos Wham!, Andrew tentou carreira a solo na música e nos carros, mas nem numa nem noutra foi bem sucedido. Gravou o álbum Son of Albert, que, tenho a impressão, foi apenas escutado pelo seu próprio pai (e, mesmo assim, terá sido obrigado). Na Fórmula 3, estampou-se tantas vezes que o dono da equipa lhe propôs fazer dupla musical nas festas de Natal da escuderia (Andy não terá aceitado). A sua existência fica ainda marcada pelo facto relevante de ter casado com uma das moçoilas das Bananarama. Cliquem aqui para verem o casalinho e as botas do Andrew. Eu tenho umas iguaizinhas, juro.

Andrew faz hoje 47 anos. Parabéns, Andy, podes ter sido injustiçado, mas o QA80 faz aqui a tua homenagem! Para nós, serás sempre muito mais do que "o outro gajo dos Wham!". Os Black Box Recorder são da mesma opinião e até gravaram um tema com o teu nome.

Quinta-feira, Janeiro 21, 2010

BILLY OCEAN (60)

Sim, é mesmo Billy Ocean na imagem da direita. Parece que, depois de um período em que esteve envolvido em drogas, agora está mais espiritual e dedica-se à jardinagem, a tocar flauta de pan e a dar formação vocal.

Tobaguenho de nascimento, Leslie Charles mudou-se para o Reino Unido aos 8 anos e foi lá que, em 1974, já com o nome artístico que conhecemos, gravou o seu primeiro single. O sucesso mundial chegou nos anos 80, com Caribbean Queen, uma canção que via o seu título modificado de acordo com o continente em que era editada. Por isso, foi "African Queen" e também "European Queen".

Mas o tema que guardo como referência é Loverboy, se bem que o seu êxito em Portugal não se tenha resumido a esta canção. Basta recordarmos títulos como Suddenly, When The Going Gets Tough, The Tough Get Going (tema principal do filme A Joia do Nilo), e There’ll Be Sad Songs (To Make You Cry). O canto do cisne da carreira de Billy Ocean chegou em 1988 com o tema Get Outta My Dreams, Get Into My Car.

Billy Ocean completa hoje 60 anos. Parabéns!


billy ocean - lover boy

Segunda-feira, Janeiro 18, 2010

Um dilema inesperado

Ele há coisas do catano. Há uns dias encomendei, a partir do sítio que tem o nome de uma floresta tropical na América do Sul, o CD Bang!... The Greatest Hits of Frankie Goes To Hollywood. Ontem, recebi um e-mail da parte do vendedor que diz o seguinte:

"Olá,

Devido a um grave erro informático irá provavelmente receber muitos CDs que não encomendou juntamente com aquele que encomendou. Não é obrigado a devolver os CDs; pode fazer o que quiser com eles.

Peço desculpa pelo incómodo,
(nome do senhor)
(nome da empresa)"


Isto contado quase que não dá para acreditar, mas aconteceu mesmo. E agora, tenho um dilema pela frente. Se, por um lado, não gosto de ficar com algo que não é meu e moralmente devo fazer a devolução, por outro, essa devolução irá custar-me dinheiro, tudo devido a um erro pelo qual não sou responsável. Falando com linguagem contextualizada: se o Power of Love pelo próximo me incentiva a ser bom e a devolver a coisas que não me pertence, há uma voz na minha consciência que diz Relax, don't do it. Que devo fazer? Podem ajudar-me ali na barra lateral?

Duel (XI): Human League vs. Orchestral Manoeuvres in the Dark - ENCERRADO

Os leitores do QA80 preferem os OMD! Concordo que se tratava de um duel complicado (como alguns se queixaram nos comentários), mas assim é que tem piada. Eu próprio votei nos rapazes de Souvenir, mas com uma lágrima no canto do olho, porque também gosto muito dos Human League. De qualquer maneira, a diferença não foi muito acentuada:

1. omd - 32 (56%)
2. human league - 25 (43%)


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Um duelo de pesos-pesados! Difícil escolha! Árdua tarefa! Confronto titânico! (esgotei os lugares-comuns).
Para votar e ouvir (clicar no player com o botão direito do rato para escolher as músicas). Tudo na barra lateral! Thanks!

Sábado, Janeiro 16, 2010

SADE (51)

Helen Folasade Adu, conhecida no mundo musical por Sade, nasceu na Nigéria, mas aos 4 anos foi para Inglaterra quando a mãe (inglesa) se divorciou do pai (nigeriano). Fez parte de uma banda funk dos anos 80 chamada Pride, mas foi a solo que se impôs na música. O primeiro de muitos êxitos chamou-se Smooth Operator, que fez parte do álbum de estreia, Diamond Life (1984). O próximo álbum de originais chama-se Soldier of Love e será editado no prósimo mês. Parece mentira, mas aquelas duas imagens de Sade distam pelo menos 20 anos. Hoje, completa 51! Parabéns!


sade - smooth operator

Sexta-feira, Janeiro 15, 2010

It's a kind of magic (XXVII)

Se fosse vivo, Martin Luther King completaria hoje 81 anos. De entre todos os tributos que a música já lhe dedicou, talvez seja Pride (In The Name Of Love), dos U2, aquela que mais facilmente recordamos. Mas, do mesmo álbum de Pride, o magnífico The Unforgettable Fire, faz parte um outro tributo ao político assassinado em 1968. Chama-se MLK a canção que encerra este LP e que hoje trago aqui num registo ao vivo em Dortmund, na Alemanha. Bono, The Edge, Larry Mullen e Adam Clayton preparavam-se para conquistar o mundo e a voz de Bono nunca soou tão bela. O vídeo que se segue é um momento mágico. Foi em 1984.

Quinta-feira, Janeiro 14, 2010

ANTÓNIO SALA (61)

Os meus anos 80 estão irremediavelmente associados à figura do locutor de rádio António Sala. Todas as manhãs - sem exagero - o meu despertador era o rádio que a minha mãezinha religiosamente sintonizava na Rádio Renascença, onde António Sala e Olga Cardoso animavam, das 6 da matina às 10, o programa Despertar. Não havia volta a dar: "Renascença, canal 1 está no ar, Renascença, é o programa Despertar!" e lá ia eu para a escola. Mas a fixação lá em casa por este mítico programa não ficava por aqui. A minha mãe fazia questão de marcar presença nos espectáculos do "Despertar ao Vivo", uma espécie de Natal dos Hospitais, mas fora da época do Natal. Lembro-me perfeitamente de ir a um no Pavilhão do Académico, ali na Rua Costa Cabral, e a outro nos jardins do Palácio de Cristal, e recordo a enchente que era, a loucura que se apoderava daquelas donas de casa desesperadas por ver o Salinha mandar umas larachas ou o incontornável Marco Paulo passar o microfone de mão para mão. Na altura, não achava piada nenhuma àquilo, claro, mas hoje, como em tudo, recordo com alguma nostalgia aqueles encontros de massas, quase religiosos. Um fenómeno. Eram tempos de uma rádio diferente. Ó Jorge, diz aí qualquer coisa.

Em 2007, a RTP mostrou um documentário sobre António Sala, abordando as várias facetas do actual director geral do grupo Renascença. Nos anos 80, ele foi uma espécie de faz-tudo. Para além de radialista, produziu e compôs para inúmeros artistas da então chamada Música Ligeira Portuguesa, apresentou programas de TV (eu era viciado no concurso Palavra Puxa Palavra), editou livros (quem não se lembra das famosas Anedotas do Sala?), e construiu uma carreira musical quer como elemento do grupo Maranata, quer em nome próprio. Em 1983 num inquérito realizado pelo Expresso foi mesmo considerado a personalidade portuguesa mais popular.

No que diz respeito à música, em 1985 lançou o álbum Segredos, que, creio (mas não tenho a certeza) ser um registo ao vivo. No mesmo ano, lançou o já clássico (na sua versão) Parabéns A Você, em dueto com o filho. Mas é o tema que levou ao Festival da Canção de 1984 que vos deixo aqui. Quem se lembra disto?


antónio sala - uma canção amiga

António Sala completa hoje 61 anos. Parabéns!

LL COOL J (42)

I Need Love é conhecida como a primeira balada da música rap. Apareceu em 1987 (numa altura em que o rap ainda não era hip-hop), e o responsável por esse êxito mundial foi um miúdo de 19 anos chamado LL Cool J ("chamado" é como quem diz, porque o seu nome verdadeiro é James Todd Smith III), ele que já tinha iniciado carreira em 1985, surpreendendo meio mundo com um rap de cariz mais pop e melodioso. LL Cool J nunca deixou de gravar (o seu último álbum é de 2008), mas construiu no cinema uma carreira também ela sólida. Hoje, o Sr. Ladies Love Cool James completa 42 anos. Parabéns! Agora toca a agarrar a miúda ai em casa e pôr este som bem alto.


ll cool j - i need love

Quarta-feira, Janeiro 13, 2010

SUGGS (49)

De nome verdadeiro Graham McPherson, Suggs é o vocalista dos bem dispostos Madness. No que me diz respeito, estes britânicos são aqueles do Our House e One Step Beyond. Para além disso, não me lembro de mais nada. Quanto a Suggs, tem dois álbuns a solo gravados nos anos 90, é actor e animador de rádio. Em finais dos anos 80 colaborou com Morrissey e produziu o álbum Spartacus, dos The Farm, que no início dos anos 90 nos trouxeram All Together Now. Suggs completa hoje 49 anos. Parabéns!


madness - our house

Ah, OK.

Anteontem, recebi o seguinte e-mail, do editor da revista O Grito! (isto a propósito do caso do plágio):

"Prezado Tarzanboy,
Peço desculpas, em nome da redação da Revista O Grito! pelo erro cometido. A essa época em que foi publicado o texto, costumávamos publicar posts em Creative Commons divulgando o link para a matéria original.
O post foi retirado do ar e já tomamos as providências internas em relação a isso.
Agradeço o contato. Grande abraço."


Então, está bem.

Terça-feira, Janeiro 12, 2010

Stevie Wonder - a minha primeira compra no e-bay


A colectânea dos number ones de Stevie Wonder foi a minha primeira compra no ebay. Apesar de ser já um veterano nestas coisas da Internet, só agora me dei ao trabalho (e ao risco) de comprar alguma coisa neste mercado fantástico que está apenas à distância de uns cliques. Consegui este CD, como novo, por um total de 6.27€, já com custos de envio. E já encomendei outras coisas que procurava, mas que não encontrava a um preço que considerava justo (só em situações excepcionais é que dou mais de dez euros por um CD). Os livros também valem muito a pena, especialmente aquelas edições inglesas e americanas que cá custam para cima de 30 euros. Também já mandei vir umas coisas giras sobre música, que depois partilho aqui no QA80. Quanto ao CD do Stevie Wonder, esta faz parte (música linda pra caramba):


stevie wonder - overjoyed

Domingo, Janeiro 10, 2010

PAT BENATAR (57)

Pat Benatar, uma das musas dos anos 80, faz hoje 57 anos. De nome vedadeiro Patricia Andrzejewski, esta rockeira foi protagonista de dois sons marcantes dos anos 80: Love Is a Battlefield e We Belong. Actualmente, continua a gravar, juntamente com o marido Neil Giraldo. Construiu ainda carreira mediana como actriz, participando em várias sitcoms. Aqui podem ver e ouvir muitas cenas tótil fixes sobre a Pat.



pat benatar - we belong

ROD STEWART (65)

O velho Rod já cá anda há uma porrada de anos. Verdade seja dita que estive quase para não fazer este post. Um homem que faz o que ele fez à Rachel Hunter não merece ser lembrado no blogue sobre a música dos anos 80 mais visitado na área metropolitana do Porto, mais precisamente na área compreendida entre S. Mamede Infesta e a Invicta! Mas, enfim, em homenagem a todos os que têm a coragem de ter um penteado daqueles, lá me decidi. Young Turks, Baby Jane, People Get Ready (em dueto com Jeff Beck) e Every Beat Of My Heart são momentos altos da sua carreira na década de 80. Parabéns, ó Rod! 65 anos!



rod stewart - young turks

Quinta-feira, Janeiro 07, 2010

9 de Janeiro - AR D'MAR - Geração 70 80 90

Estamos apenas a dois dias da primeira festa de 2010 da Geração 70 80 90, curiosamente, a edição DEZ dum projecto que já tem uma história bonita para contar e que reúne uma legião de seguidores que já não dispensam dançar, beber uma caipirinha ou simplesmente bater o pé ao som da melhor música de outros tempos. O bar Ar D'Mar é o cenário perfeito para esta festa. E como tudo se desenrola sob o signo do DEZ, os DJs de serviço irão revezar-se a cada DEZ músicas. Quanto a vocês, podem juntar-se à ideia e trazer DEZ amigos/as, que, por sua vez, beberão DEZ shots durante a noite (bem, esta é capaz de não ser uma boa ideia...). Aceitam o desafio? Até sábado!

Alphaville - Lisboa - 26 de Março


Forever Young, Big In Japan, Sounds Like A Melody e Dance With Me são boas razões para ir ver os alemães Alphaville ao Campo Pequeno. Este é o poster oficial e é da autoria do Nuno.

Segunda-feira, Janeiro 04, 2010

Eu plagio, logo existo

Tenho duas formas de encarar o plágio. Por um lado, envaidece-me que alguém tenha achado que aquilo que eu escrevi é tão bom que merece ser apropriado indevidamente. Para além disso, satisfaz-me o facto de a situação ser afinal um atestado de incompetência, de incapacidade, de ignorância, de falta de talento, etc, inconscientemente auto-infligido pelo plagiador. Por outro lado, tratando-se de um roubo - puro gamanço, como se diz na minha rua - custa-me ver aquilo que é produto da minha competência, do meu tempo, dos meus sacrifícios, publicado noutro sítio e assinado por alguém que mais não fez do que pôr em prática os comandos copy/paste que aprendeu num curso de informática lá da associação recreativa do bairro (com todo o respeito pelos bairros, até porque nasci num).

Vem toda esta conversa a propósito de ter encontrado mais um site a plagiar conteúdo do QA80. E digo "mais um" porque não é caso virgem como podem ver por esta pequena resenha histórica:

1. Um blog de um locutor de uma rádio do Marco de Canaveses começou a publicar textos meus sem a devida referência à fonte. A coisa funcionava bem, até porque esse locutor tinha (tem) um programa de rádio dedicado aos êxitos de outros tempos e ficava-lhe bem remeter os ouvintes para os "seus" textos no blog. Felizmente esse blog foi extinto e substituído por outro que, pelo que já verifiquei, não tem lá nada meu.

2. Outro caso é o daquele jovem que tem todo o seu blog copiado de outras fontes, sejam elas a wikipédia ou outros blogues. Existe o "rei dos leitões", ali na Bairrada. Existe o "rei da pop", que Deus o tenha. A este eu chamo o "rei do plágio". Querem um exemplo? Este é o meu texto sobre o Nik Kershaw. Este é texto do plagiador. O mais engraçado é que o "autor" continua, impávido e sereno, com a sua política apesar de algumas chamadas de atenção nos comentários.

3. Como já aqui referi há atrasado, o QA80 também já foi alvo de uma tentativa de plágio na Wikipédia. Alguém achou que devia criar um artigo sobre a Taylor Dayne e copiar o meu texto para lá. Assim também eu. Só que a referida pessoa teve azar porque o esquema foi detectado. Há poucos minutos, quando fazia uma pesquisa na Wikipédia para encontrar o "caso" Taylor Dayne, dei de caras com outra tentativa de "aproprianço", desta vez dum artigo meu sobre os The Buggles. É caso para dizer: Wikipédia, I love you.

A mais recente história de plágio ao QA80 foi descoberta por mim na semana passada e leva-nos até ao Brasil, mais propriamente à cidade do Recife, onde existe uma revista online chamada O Grito. Como podem verificar, aqui o caso pia mais fino (outra expressão utilizada na minha rua) pois não se trata de um blogue pessoal, mas de uma coisa mais à séria. Uma revista que aborda, segundo as suas próprias palavras, "Cultura Pop Sem Contra-Indicação". E até tem muita qualidade a dita revista, não fosse um dos seus editores (apenas um dos responsáveis máximos pela publicação) ter caído na tentação de utilizar o meu texto sobre a Desireless, escrito em Abril de 2004, "formatá-lo" para a variante brasileira do português (a esse trabalho tenho dar algum mérito...) e apresentar o texto como seu, ainda por cima - e esta é a cereja no topo do bolo - dando o sub-título de "Queridos Anos 80" ao texto. Como é que se diz "é preciso ter lata" em português-brasileiro?

Quero finalizar deixando claro que contactei sempre os autores dos textos antes de divulgar publicamente a situação. Acho que as pessoas têm sempre o direito à sua defesa, dentro duma perspectiva de diálogo que eu privilegio. No entanto, em nenhum destes casos obtive qualquer resposta. E assim só me resta denunciá-los aqui, no meu espaço. Tenho dito. Obrigado pela vossa paciência.

Sexta-feira, Janeiro 01, 2010

45 rotações (VII)

Ana Faria e Pedro
É Natal (1988)

O Queridos Anos 80 abre as hostilidades no novo ano com um single de Natal. Sim, o Natal já passou, mas, como o adágio costuma lembrar, "Natal é quando um homem quiser". E eu sou um homem e quero que hoje se fale do Natal (ó soares, acrescenta este à lista). Para além disso, este single é da responsabilidade de Ana Faria, a cantora favorita do tarzanbaby, que conhece de trás para a frente os álbuns Brincando Aos Clássicos.

O lado A chama-se É Natal, e é constituido por um dueto entre Ana Faria e um dos seus filhos, o Pedro. A canção tem uma melodia bonita, uma letra apropriada à idade do público-alvo a que se destina. O arranjo instrumental é da responsabilidade de Ramon Galarza, um homem que trabalhou com meio-mundo da música portuguesa nos anos 80. Só me faz alguma espécie aquele vibratto um tanto forçado do Pedro, talvez resultado de orientações maternas (já agora, não há, na música portuguesa, um vibratto tão forte como o da Ana Faria...).

O lado B é a Canção do Vasco e foi retirada do CD Brincando Aos Clássicos, o tal disco em que Ana Faria cria versões infantis - cada uma com um nome próprio - a partir de clássicos. Nesta caso, a Canção do Vasco é uma adaptção de Pizzicati-Schettino do Ballet "Sylvia" de Leo Delibes. O arranjo e a letra são de Ana Faria.


ana faria e pedro - é natal


ana faria - a canção do vasco

Quarta-feira, Dezembro 30, 2009

Onde estavas tu no final da década de 80?

Há vinte anos o mundo despedia-se da década de 80. Dez anos de descoberta, evolução, libertação, mas também de ruptura, caos, morte. Eu, nos meus esplendorosos dezoito anos, aguardava ainda em Dezembro, o início do meu percurso na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, que haveria de chegar apenas em Janeiro de 1990. Porque nesse longínquo ano de 1989 tive as férias mais longas da história da Humanidade (acho eu). Após a atribulada implementação de uma PGA (Prova Global de Acesso) que ninguém compreendia, ponto nevrálgico de uma reforma educativa que nada ficava a dever às Marias de Lurdes deste mundo, todos os futuros caloiros universitários do ano lectivo 89-90 tiveram direito a seis meses de boa vida. Devo ter feito tão pouca coisa de relevante durante esses seis meses que não me lembro de nada. Calculo que a minha vida se dividisse entre sair com os amigos até ao Brasília ou ao Dallas (os dois centros comerciais que a malta jovem frequentava), cuja distância permitia ir a pé, e apanhar o autocarro até às esplanadas da Foz, onde podíamos alimentar a vista com as catraias da Foz (o pessoal desta zona do Porto sempre primou pela higiénica distinção de se cumprimentar apenas com um beijo, o que me deixava fascinado). Ao fim-de-semana, as saídas à noite tinham como destinos mais que prováveis o Swing ou a Indústria. Eram os tempos do girl-hunting (sim, eu sei que a expressão é infeliz), em que uns tinham mais sorte do que outros. Eu, que não era nenhum Tom Cruise ou Richard Gere, não me posso queixar. É claro que havia sempre o lado da música, dos concertos dos Xutos, das tardes em casa de amigos a ouvir o novo dos Jesus And Mary Chain ou a reflectir dolorosamente sobre o razão do fim dos The Smiths. Mas o mais importante eram mesmo as miúdas e ai daquele que criticar opção!

O motivo deste texto tem também a ver com uma revista que guardei no dia 30 de Dezembro de 1989 - a Revista do Expresso. Nessa edição, a revista dedicou todas as suas páginas à década de 80. O título é "Para acabar de vez com os anos 80". Já não sei porquê, mas na altura achei engraçado guardá-la, sem sonhar sequer que, vinte anos volvidos, estaria a escrever sobre ela na Internet (hã?), mais concretamente num blogue (o quê?).

A capa da revista mostra um desenho do caricaturista António, que assina António 89 Dali. Percebe-se porquê (clicar na imagem para ver em pormenor). Logo na página 3 surge o texto "A década da grande promessa", da responsabilidade do então director-adjunto Joaquim Vieira. É um texto que digitalizei e publico aqui porque merece ser lido pelo seu testemunho de época. (Gostava de ter tempo e, já agora, um scanner do tamanho da revista que me permitisse digitalizá-la toda, mas tal não é possível.) Do ponto de vista mundial, Joaquim Vieira ocupa as páginas seguintes com aqueles que, na sua opinião, são as "catorze personagens da década". E lá estão os seguintes nomes, acompanhados de imagem, citação e texto do jornalista: Mikhail Gorbatchov, Deng Xiaoping, Lech Walesa, Andrei Sakharov, João Paulo II, Akio Morita, Margaret Thatcher, François Miterrand, Ronald Reagan, Muammar Kadhafy, Nelson Mandela, Yasser Arafat, Fidel Castro e o Ayatollah Ruhollah Khomeiny.

Segue-se, talvez, a secção mais divertida da revista. Ao longo de seis páginas, com o título "Flesh/Flash", Clara Ferreira Alves, Luís Coelho, Paulo Varela Gomes, Abílio Leitão, Alexandre Melo e Inês Pedrosa apresentam uma galáxia de ícones culturais da década de 80, da ciência à moda, passando pela música, pelo cinema, etc..., com imagens e comentários que traçam o perfil de toda uma década.

Nas páginas 16 e 17, a revista apresenta o artigo "Medos", não assinado, através do qual nos são apresentadas as grandes fobias (ou paranóias, se quisermos) daquele tempo: Aditivos, Cidade, Clima, Crash, Droga, Nuclear, Sexo, Sida, Solidão, Tabaco, Terceiro Mundo, e Terrorismo.

A partir daqui, e após um artigo de Eduardo Lourenço intitulado "A década mágica (do Afeganistão à anti-Comuna)", a edição apresenta a visão que várias vertentes da sociedade e do conhecimento tiveram da década que então finalizava. Em cada texto, há uma frase em detaque numa caixinha à parte. Não resisto a transcrever algumas, e a respectiva secção (eo nome do autor):

ECONOMIA INTERNACIONAL (Clara Teixeira): "Os japoneses não resistiram ao convite e lançaram-se em autênticos raids sobre empresas norte-americanas."
CIÊNCIA (José Mariano Gago): "Implícita na ciência está a esperança de exorcizar a morte, individual e planetária, através da busca do princípio de tudo."
POLÍTICA (José António Saraiva e Fernando Madrinha): Esta secção é dedicada à política portuguesa e não qualquer frase em destaque. Neste artigo, faz-se naturalmente o retrato político nacional e há nomes que não podem deixar de aparecer: Sá Carneiro, Freitas do Amaral, Ramalho Eanes, Francisco Balsemão, Mário Soares, Mota Pinto, Hermínio Martinho, Vítor Constâncio, Cavaco Silva, Álvaro Cunhal e Jorge Sampaio.
FILOSOFIA (Manuel Maria Carrilho): "O conceito não passa de uma palavra a funcionar no âmbito de um determindo jogo de linguagem."
FILMES (João Lopes): "A televisão irrompeu no terreno do cinema, disputando-lhe a condição de grande imaginário colectivo."
MEDIA (Francisco Rui Cádima): "São os media que criam os acontecimentos, são eles que regulam a ordem do mundo: uma ordem de restos e simulacros."
ARQUITECTURA (João Vieira Caldas e Paulo Varela Gomes): "Os grandes encomendadores são ignorantes, apáticos ou pouco inteligentes."

Pelo meio, entre outros artigos, pode ler-se um texto interessantíssimo, da responsabilidade de António Guerreiro e Paulo Varela Gomes, com o título "Ideias Feitas", que parte dos conceitos-chave à volta dos quais a década de 80 se desenvolveu: Anos 80 (a expressão em si), Comunicação, Diferença, Ecologia, Fim da História, Fraco (Pensamento), Futuro, Imagem, Liberalismo, Optimismo, Pós e Neo, Saúde, Sucesso, Tecnologia.

E a música? Deixei a secção que diz mais a este blogue para o fim. Os responsáveis pela mesma são João Lisboa e Ricardo Saló, que apresentam o resumo da década através de um jogo intitulado "O Caminho da Glória", cuja estratégia é apresentada pelos dois jornalistas da seguinte forma: "(...) pilhar, sem cerimónia, os procedimentos e objectivos de dois jogos de tabuleiro - "glória" e "trivial pursuit" - e, depois de devidamente desfigurados, ensaiar sobre eles o "plano Frankenstein" de enxerto-e-choque-eléctrico". Podem verificar em pormenor clicando nas imagens e jogar, porque não, com os amigos ou família. Como se fazia nos anos 80.

Este é o último texto do ano, aqui no QA80. Desejo-vos um óptimo 2010 e, porque não, uma década fantástica (ou pelo menos melhor do que a que agora termina).

PATTI SMITH (63)

A edição discográfica de Patti Smith nos anos 80 reduz-se a apenas um álbum: Dream Of Life. Com quatro álbuns editados nos anos setenta com o seu Patti Smith Group (o magnífico Because The Night, de 1978, foi o primeiro single comprado lá em casa, pela minha irmã), Smith foi importante na cena punk nova-iorquina (não por acaso, chamaram-lhe a Madrinha do Punk). O álbum Dream Of Life produziu um single que tocou bastante em Portugal, no final da década. Chama-se People Have The Power e, em 2004, foi recuperada por Bruce Springsteen (co-autor de Because The Night) para os concertos da campanha Vote For Change, que exortavam ao voto nas eleições americanas. Em 2007, Patti Smith teve direito ao seu lugar no Rock and Roll Hall of Fame e, no ano seguinte, surgiu um documentário, realizado por Steven Sebring, sobre a vida da cantora-compositora. O título foi buscar a designação do seu único álbum gravado nos anos 80: Patti Smith: Dream of Life. Hoje completa 63 anos. Parabéns!


patti smith - people have the power

TRACEY ULLMAN (50)

Vimo-la em Love You To Death (Amar-te-ei Até Te Matar), em Prêt-à-Porter, em Bullets Over Broadway (Balas Sobre A Broadway), na série Ally MacBeal, e ouvimo-la em Corpse Bride (A Noiva Cadáver). O que não sabíamos é que Tracey Ullman teve uma carreira musical com bastante sucesso na primeira metade dos anos 80. Com efeito, logo após ser ter notabilizado no Reino Unido como actriz de comédias para televisão, Tracey invadiu as tabelas de vendas com a canção Breakaway, seguindo-se-lhe mais seis singles de sucesso em pouco menos de dois anos. A partir de 1985, não mais se ouviu falar musicalmente de Tracey, mas ganhou-se uma actriz de cinema a fazer comédia a sério. Hoje, Tracey Ullman completa 50 anos. Parabéns!


tracey ullman - breakaway

Terça-feira, Dezembro 29, 2009

JIM REID (48)

No início era o cabelo desgrenhado e aparentemente caótico (digo aparentemente pois desconfio que cada fiozinho de cabelo era estrategicamente colocado no sítio certo de modo a produzir o efeito desejado). Estávamos na década de 80 e os irmãos Reid, Jim e William, dominavam a vida musical de qualquer adolescente de bom gosto como Jesus and Mary Chain. A banda encerrou oficialmente a actividade em Outubro de 1998 (já sem William Reid) e um ano mais tarde, Jim formou os Freeheat, que duraram uns três anitos. Após esse período, Jim Reid, foi dando o seu concerto a solo aqui e ali (acompanhado de pessoal dos Lush e dos Ride) e preparou material para o seu primeiro álbum a solo, que nunca chegou a ver a luz do dia. Para além disso, ainda encontrou tempo para co-produzir um álbum dos portugueses The Parkinsons e ajudar a irmã mais nova na edição do álbum de estreia da sua banda.

As boas notícias para os fãs dos Jesus And Mary Chain chegaram em 2007, quando os irmãos Reid resolveram ressuscitar a banda. Houve passagem por Portugal (festival Super Bock Super Rock), em Julho, e, na forja está já o primeiro álbum de originais desde Munki (1998). Em Março de 2008, a banda lançou All Things Must Pass, canção incluída na banda sonora da série Heroes. Foi o primeiro inédito desde 1998. Em Setembro do mesmo ano surgiu The Power Of Negative Thinking: B-Sides and Rarities, que fez as delícias dos fãs mais hard-core.

Jim Reid completa hoje 48 anos. Parabéns!


the jesus and mary chain - just like honey