Domingo, Julho 20, 2008
KIM CARNES (62)
Kim Carnes editou o álbum de estreia em 1971, mas seria apenas 10 anos mais tarde que subiria ao primeiro lugar da tabela americana de vendas, tudo graças a uma canção que nem era da sua autoria. Tratava-se Bette Davis Eyes, tema composto por Donna Weiss e Jackie DeShannon, e gravado por esta em 1974. Kim Carnes deu-lhe um toque mais pop dançável. Em 1984, gravou What About Me? com Kenny Rogers e James Ingram, e o dueto com Barbra Streisand, Make No Mistake, He's Mine, canções que ainda lhe trouxeram algum sucesso... Hoje, Kim completa 62 anos. Parabéns!
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Sábado, Julho 19, 2008
BRIAN MAY (61)
Quando, há cerca de 4 anos e meio, coloquei no blogue a eleição do melhor penteado masculino, faltou, na lista dos concorrentes, esse vulto da guitarra chamado Brian May. É impressionante a forma como o homem se mantém fiel ao seu penteado de sempre, à Luis XIV, como diz o bem disposto O Gémeo Malvado. É certo que os caracóis perderam um pouco de volume, mas o homem não se deixa derrotar pela passagem inexorável do tempo.
Brian May faz hoje 61 anos e a sua vida está marcada pela banda que ajudou a fundar em 1970 com Mercury, Deacon e Taylor. Os Queen deram-nos muitas canções memoráveis nos anos 80, sendo a guitarra de Brian May um dos seus elementos mais distintos. Em 1992, editou o seu primeiro álbum a solo, Back To The Light, mas é em 2008 que os Queen voltam a ser notícia pela edição do primeiro álbum de originais, 17 anos após a morte de Freddie. Parabéns, Brian!
Publicado por tarzanboy às 11:38 |
Sexta-feira, Julho 18, 2008
Festival Marés Vivas: Peter Murphy
Peter Murphy apresentou-se como o cabeça de cartaz (e era por ele que a maior parte do público ali estava) e correspondeu ao que dele se esperava dentro de um contexto de festival (o concerto foi mais curto do que todos queriam). Vocalmente irrepreensível, Murphy teve azar, já no final, quando o microfone falhou em She's In Parties. Foi apenas um pormenor, numa actuação enriquecida com Indigo Eyes e Crystal Wrists (que surpresa!), que não tinham sido tocadas em Novembro do ano passado.
Depois do concerto, ainda deu para ir até ao espaço de dança, onde a Soundfactory, através do seu Synergy DJ set, pôs os resistentes a curtir e a dançar ao som da música mais alternativa da noite.
Publicado por tarzanboy às 19:46 |
Festival Marés Vivas: Sisters Of Mercy
Hoje rodou, no leitor de CDs do meu carro, durante todo o dia, o álbum First And Last And Always, dos Sisters Of Mercy. Para além de já não ouvir este álbum há bastante tempo, esta foi uma maneira de esquecer a má impressão que o concerto que a banda de Andrew Eldritch me deixou no Festival Marés Vivas. Mau som, má atitude. É certo que um concerto de festival tem características próprias, nomeadamente limitações quanto ao tempo que as bandas estão em palco, mas também não era preciso fazer um concerto contra-relógio, sem qualquer interacção com o público à excepção de um "Hello", no início, e um "What the fuck was that?", no final de This Corrosion, tema do qual ouvimos apenas o instrumental e o refrão, assegurado pelos dois guitarristas. A voz de Eldritch por vezes não se ouvia (já nem falo em perceber-se o que ele dizia) e o som da banda, demasiado hard-rock, perdeu a magia gótica presente no primeiro álbum. O concerto acabou com Temple Of Love, com Eldritch a virar as costas e a ir-se embora. Algumas fotos:
Publicado por tarzanboy às 19:01 |
Quarta-feira, Julho 16, 2008
Rádio Macau: Xana e Flak agridem-se em palco
Contado ninguém acredita. Eu só acreditei depois de ver o vídeo. Os Rádio Macau tocavam O Anzol, num concerto em Vila Nova da Barquinha, quando, de repente, Flak passa uma rasteira a Xana, que se espalha autenticamente no palco. Esta levanta-se, dá uma bofetada no guitarrista e sai imediatamente do palco. O concerto acaba aí. A causa deste desentendimento (para usar um eufemismo...) está relacionada com a discordância por parte de Xana em relação à utilização deste tema numa campanha publicitária, o que a levou a alterar propositadamente uma parte da letra naquele momento. Flak não gostou e fez o que fez. Depois levou o troco. É óbvio que já muita coisa deve ter sucedido antes para se chegar a este extremo. Pelos vistos, o problema já está ultrapassado, dizem eles, mas ficará para sempre a recordação do episódio, creio que, inédito na música portuguesa, e que não fará nada bem à imagem do grupo. Bem, se calhar estou a ser demasiado rigoroso. Se já vimos jogadores de futebol da mesma equipa agredirem-se em campo... Aqui fica o vídeo (da autoria de RDIASLB), retirado do YouTube. A certa altura, Flak agarra no microfone e começa a cantar o refrão, enquanto Xana vai atirando umas bocas. Numa delas percebe-se a expressão "contas bancárias".
Publicado por tarzanboy às 22:15 |
Roger Hodgson em VN Gaia: a alegria da música
Todos os concertos deviam ser assim. Uma noite quente, um palco à beira-rio, uma vista fantástica para o Porto, música que nos enche o coração, um artista entregue ao público. O concerto de Roger Hodgson, ontem, no cais de VN Gaia, foi tudo isso. De Take The Long Way Home, a canção que abriu o concerto, a Give A Little Bit, a que fechou (em repetição), passaram pelo palco todos os êxitos dos Supertramp e alguns temas da discografia a solo de Roger, nomeadamente dos álbuns In The Eye Of The Storm (1984) e Open The Door (2000). Roger foi saltando sucessivamente do sintetizador para a guitarra e para o piano, enquanto Aaron McDonald assegurava os metais e as segundas vozes.
O que ficou de mais tocante, para além da música, neste concerto, foi a alegria e a simpatia do ex-vocalista dos Supertramp, muito comunicativo com o público, brincando com o facto de ver tantas máquinas fotográficas à sua frente (pediu mesmo que lhe enviassem as melhores fotos) e até mostrando-se surpreendido com a presença de tantas crianças no público (lembro-me de uma imagem de um miúdo de 12 ou 13 anos, no ecrã gigante, a cantar o The Logical Song).
Publicado por tarzanboy às 13:22 |
Segunda-feira, Julho 14, 2008
QA80 em obras
Como já devem ter reparado, o Queridos Anos 80 está a passar por uma pequena remodelação. Mudei o template porque estava um pouco cansado do anterior e porque havia queixas por parte de alguns visitantes em relação a dificuldades de visualização do blogue (basicamente por culpa minha, que andei a "inventar"...). Optei por manter as cores que fazem parte do blogue desde o início, mas não garanto que, neste aspecto as coisas fiquem assim. Aos poucos, e como muita coisa se "perdeu", estou também a reconstruir a barra lateral. Os comentários do haloscan são, para já, o que me está a dar mais dores de cabeça, porque não consigo incluí-los na sua forma anterior. Apesar de seguir todas as orientações do haloscan, a coisa acaba num erro do qual eu nada percebo. Vamos ver se consigo, nos próximos dias, resolver a questão. É certo que posso sempre activar os comentários do próprios blogger, mas não queria perder os comentários que estão com o QA80 desde o início e que são de um valor inestimável, como devem compreender. É que são "apenas" 3,651 comentários em quase cinco anos...
Publicado por tarzanboy às 00:31 |
TANYA DONELLY (42)
Tanya Donelly esteve a génese de três bandas importantes do circuito alternativo internacional. Fundou com Kristin Hersh os Throwing Muses, em 1982. Foram a primeira banda norte-americana a assinar pela mítica 4AD. Entretanto, numa altura em que questionava a sua permanência nos Muses, Tanya juntou-se a Kim Deal (Pixies) no projecto Breeders. A sua permanência nas Breeders produziu o álbum Pod, mas não foi além disso. Tanya necessitava de um projecto seu e então resolveu formar os Belly em 1991. Foi neste ano que Tanya participou, com Kim Deal, no projecto This Mortal Coil, através de You And Your Sister, canção incluída no álbum Blood. Com os Belly, atingiu o sucesso comercial graças ao álbum Star. Quando, em 1995, o segundo álbum não correspondeu às expectativas entretanto criadas, Tanya resolveu enveredar por uma carreira a solo, que mantém até aos dias de hoje. Editou até ao momento quatro álbuns a solo: Lovesongs For The Underdogs (1997), Beautysleep (2002), Whiskey Tango Ghosts (2004) e This Hungry Life (ao vivo, 2006)
A voz de Tanya Donelly é qualquer coisa de peculiar. Encontrei esta descrição no antigo site Indieworkshop. Acho que é difícil fazer melhor:
I’ve always had a thing for Tanya Donelly’s voice. Graced with vocal chords as smooth as butter and more solid than most, she manages to convey a sound that equally expresses youth and maturity. Her voice always makes me just want to close my eyes.
Tanya Donelly completa hoje 42 anosde idade. Parabéns!
Publicado por tarzanboy às 00:01 |
Sexta-feira, Julho 11, 2008
Roger Hodgson, terça (15), no cais de VN Gaia
Este senhor é dos anos 70, mas a sua música e a dos Supertramp estendeu-se, felizmente, pelos anos 80. The Logical Song é uma canção belíssima, de 1979, mas esta actuação de 2006, em Montreal, no Canadá, pode dar pistas sobre do que poderemos ver na terça-feira (15/07) no Cais de Gaia (Obrigado ao bigger pela info!). E à borla!
Publicado por tarzanboy às 20:26 |
SUZANNE VEGA (49)
Suzanne Vega entrou na minha vida, nos anos 80, com a canção Marlene On The Wall, que fez parte do seu álbum de estreia, o registo homónimo de 1985. Desse álbum, que mais tarde adquiri em CD, fazem parte outras pérolas, tais como Cracking e The Queen And The Soldier (a minha preferida!). O segundo álbum, cujo vinil a minha irmã teve a feliz ideia de adquirir em 1987, catapultou definitivamente a cantora para a fama mundial. Solitude Standing foi o seu momento mais alto em termos comerciais, com o tema Luka a varrer as tabelas de vendas. Desse álbum faz também parte Tom's Diner, um tema a capella que só atingiu a notoriedade merecida quando foi usado numa remix dos The DNA Disciples, em 1990. Suzanne Vega continuou a gravar, por vezes com grande espaçamento temporal entre os álbuns, mas nunca mais atingiu o sucesso que granjeou na década de 80. A cantora esteve por cá esta semana, actuando em Torres Novas, no dia 8 de Julho, e na Guarda, no dia seguinte. Alguém esteve lá? Hoje, esta cantora de voz doce e frágil completa 49 anos. Parabéns!
Publicado por tarzanboy às 09:06 |
PETER MURPHY (51)
Pára tudo! Todos a fazer uma vénia a este senhor. Peter Murphy faz hoje 51 anos. Parabéns!
Foi vocalista dos Bauhaus, banda que se extinguiu em 1983 (apesar de um regresso recente que culminou na edição do álbum Go Away White), deixando para a posteridade um registo importante naquilo que na altura se chamava música de vanguarda. Fundou os Dali's Car, com Mick Carn, ex-Japan. Chegaram a lançar um álbum, mas foi a solo que a música de Peter Murphy atingiu todo o seu esplendor. Data de 1986, a edição de Should The World Fail To Fall Apart, o seu primeiro longa-duração. Dois anos depois, surgiu o álbum que ainda hoje é uma referência para mim - Love Hysteria. Músicas como Indigo Eyes e All Night Long são tesouros a conservar muito bem e a revelar apenas a quem o fizer por merecer. Os álbuns Deep (1990) e Cascade (1995) estão, também, entre os meus preferidos.
Segue a lista discográfica de Peter Murphy a partir de 1990:
Deep (1990)
Holy Smoke (1992)
Cascade (1995)
Recall (1998, EP)
Wild Birds 1985-1995: The Best of the Beggars Banquet Years (2000)
Alive Just For Love (2001)
Dust (2002)
Unshattered (2004)
Peter Murphy (com ou sem Bauhaus) já passou várias vezes por Portugal, mas apenas pude vê-lo pela primeira vez no concerto de Gaia do ano passado, um momento sublime que poderemos repetir já no próximo dia 17, no Festival Marés Vivas. Até lá!
Publicado por tarzanboy às 08:00 |
Quinta-feira, Julho 10, 2008
NEIL TENNANT (54)
A música dos anos 80 não teria sido a mesma sem os Pet Shop Boys. Neil Tennant e Chris Lowe deram-nos o que de melhor houve na pop electrónica, mesmo num formato que produziu tanta coisa de qualidade (Soft Cell e Erasure, só para dar dois exemplos).
Licenciado em História, Neil trabalhou durante dois anos na subsidiária inglesa da Marvel Comics. Chegou também a trabalhar na revista musical Smash Hits, facto que, um dia, lhe permitiu ir aos EUA entrevistar os Police e conhecer Bobby Orlando, produtor que estaria na génese do aparecimento dos Pet Shop Boys, mais concretamente, através dos primeiro single, West End Girls. Em 1989, juntou-se a Johhny Marr e Bernard Sumner, numa mais que feliz colaboração. A banda chamava-se Electronic, o Tennant emprestou a sua voz no single Getting Away With It. Neil Tennant tem várias colcaborações com outros artistas, contribuindo com a sua voz inconfundível. Estou-me a lembrar, por exemplo, de No Regrets, de Robbie Williams.
Hoje, Neil Tennant, completa 54 anos. Parabéns!
Publicado por tarzanboy às 23:13 |
Quarta-feira, Julho 09, 2008
MARC ALMOND (51)
Marc Almond é um homem de sorte. Em 1994, foi hospitalizado devido ao consumo de drogas, o que, sendo mais ou menos situação recorrente no mundo da música, já levou desta para melhor muito artista consagrado. Dez anos depois, em Outubro de 2004, foi vítima de um quase fatal acidente de mota. Apesar de ter deixado o hospital três semanas depois do acidente, o cantor passou os anos seguintes a fazer várias cirurgias e em terapia contra stresse pós-traumático. Em Fevereiro do ano passado, cancelou uma vinda à Casa da Música, precisamente por razões de saúde.
Esta introdução mais ou menos sombria serve para dizer que a perda de Marc Almond seria uma grande... perda. Um homem que, ao lado de David Ball, nos deu uma magnífica versão de Tainted Love e canções como Say Hello Wave Goodbye, Torch ou What!, entre outras, é uma personalidade incontornável da música de dança electrónica dos anos 80. Quando os Soft Cell acabaram, em 1984, Almond iniciou uma carreira a solo que haveria de se estender até ao presente. Nos anos 80, destaque para as canções Stories of Johhny e Tears Run Rings. Para encerrar a década em beleza, recuperou Gene Pitney, ao lado do qual gravou uma versão de Something's Gotten Hold Of My Heart.
Quanto aos Soft Cell, voltaram à actividade em 2001, tendo gravado o álbum Cruelty Without Beauty (2002), que deu origem a uma digressão europeia.
Marc Almond voltou em força aos palcos em 2007, ano em que lançou o álbum Stardom Road, um registo de covers. Entretanto, o cantor comemora os seus 51 anos. Parabéns, Marc!
Publicado por tarzanboy às 23:34 |
JIM KERR (49)
Nunca vi em Jim Kerr um cantor tecnicamente dotado, daqueles que são quase infalíveis ao vivo. No entanto, posso assegurar-vos que estamos perante um dos meus ídolos de infância, porque o vocalista dos Simple Minds tinha (e tem) aquilo que falta a muito bom cantor que anda por aí: presença (ou aquilo que muita gente chama de carisma). Depois, há as canções. Someone Somewhere in Summertime, Don't You (Forget About Me), Alive And Kicking, Sanctify Yourself, entre muitas outras. Este escocês, que completa hoje 49 anos, foi casado com Chrissie Hynde (1984-1990) e com Patsy Kensit (1992-1996), duas cantoras de estilos completamente diferentes. Pudemos vê-lo, a ele e aos Simple Minds, há sensivelmente dois anos, num concerto realizado em Cantanhede, no âmbito da EXPOFACIC. Este ano celebram 30 anos de carreira com uma grande digressão. Prevê-se novo álbum para 2009.
Publicado por tarzanboy às 23:31 |
Terça-feira, Julho 08, 2008
ANDREW FLETCHER (47)
Andy Fletcher, natural de Nottingham e membro fundador dos Depeche Mode (uma das maiores bandas à face da Terra, caso não saibam), completa hoje 47 anos. Parabéns!
Apesar de nunca ter composto qualquer canção nos Depeche Mode e de a sua figura não ter o mesmo relevo mediático que Gore e Gahan, Andy Fletcher é uma espécie de consciência do grupo, alguém que possibilita o equilíbrio que por vezes Gore e Gahan se "esforçam" por desfazer... A importância de Fletcher estende-se ainda à gestão dos negócios da banda e à comunicação com os media.
Os momentos de paragem criativa dos Depeche Mode dão oportunidade aos seus membros de se envolverem em projectos a solo. Fletcher tem-se dedicado a participações como DJ em diversos festivais de música. A sua actividade musical esteve ligada também ao duo feminino Client, projecto de música elctrónica, através do qual Fletcher desenvolveu os seus dotes de DJ. Passaram por Portugal no Festival Dunas de S. Jacinto, que se realizou em Julho de 2003. As Client foram a razão da criação da editora Toast Hawaii, fundada pelo aniversariante de hoje. Andy tem uma agenda bem preenchida na actividade de DJ. Mais uma vez, parabéns Andy!
Publicado por tarzanboy às 00:01 |
Terça-feira, Julho 01, 2008
Debbie Harry (63)
Deborah Harry, a loira platinada, vocalista dos Blondie, nasceu há 63 anos. Ponham bem os olhos nas imagens e vejam só como se pode envelhecer com estilo. Nunca foi tecnicamente uma boa cantora, mas beneficiou daquele estatuto de sex-symbol que sempre a acompanhou ao longo dos anos e que faz esquecer tudo o resto. Basicamente uma banda dos anos 70 surgida da revolução new wave, os Blondie existiram até 1982, ano em que encerraram a actividade, em grande parte devido à doença que atingiu Chris Stein, membro fundador do grupo.
Debbie também teve carreira a solo. Insignificante, mas teve! Iniciou-a ainda cedo, em 1981, com o álbum Koo Koo, mas o desastre que constituiu o disco em termos comerciais, aliado à doença de Stein, fizeram-na retirar-se da cena musical durante cinco anos.
Em 1986 regressou com Rockbird e com a sua mais famosa canção a solo até hoje, a tal dos linguados nos States: French Kissin (In The USA). Em 1989 editou um álbum mais virado para o euro-dance, Def Dumb And Blonde, mas a sua estrelinha musical nunca brilhou ao mesmo nível do grupo de que fora vocalista.
Durante a década de 90, Debbie Harry investiu numa carreira musical muito pouco produtiva através do álbum Debravation (1993) e da participação no projecto The Jazz Passengers (1997). Entrou também no mundo da representação, tendo participado em algumas produções cinematográficas.
Em 1999, a grande novidade: os Blondie voltavam à actividade com o álbum No Exit - o primeiro em 17 anos - e o tema Maria, que animou muitas pistas de dança. O seu quinto álbum a solo surgiu em 2007 com o título Necessary Evil. A senhora ainda está aí para as curvas. Parabéns, Debbie!
Publicado por tarzanboy às 00:37 |
Domingo, Junho 29, 2008
COLIN HAY (55)
Who Can iT Be Knocking At My Door? deve ser uma das frases mais conhecidas da música dos anos 80. Colin Hay é o nome do senhor que canta Who Can It Be Now, êxito maior dos australianos Men At Work, a única banda que verdadeiramente merece descansar no 1º de Maio. Eu disse "australianos", apesar de Colin Hay ser escocês, tendo emigrado para a terra dos cangurus aos 14 anos. Aí fundou os Men At Work e... a sua história pode ser lida aqui. Colin Hay, que completa hoje 55 anos, mantém carreira a solo, tendo lançado o álbum Are You Looking At Me em 2007. O site oficial do músico tem as últimas novidades.
Publicado por tarzanboy às 23:35 |
Sexta-feira, Junho 27, 2008
28 de Junho - Club Mau Mau
Já estamos em contagem descrescente para a festa mais refrescantemente revivalista da cidade do Porto. É uma espécie de final countdown para a entrada em força do verão ao som das sonoridades que marcaram a década de 80. Quem já foi, conhece a qualidade do evento, aprimorado por esses magos do som - internacionalmente aclamados -, os colocadores-de-música Ivo T e tarzanboy. A décima-quinta noite Queridos Anos 80, no próximo sábado, no Club Mau Mau (Porto), conta com a vossa presença. Até sábado!
PS - Um grande agradecimento ao André Henriques, responsável pelo flyer do evento.
Publicado por tarzanboy às 09:50 |
Quinta-feira, Junho 26, 2008
MICK JONES (53)
Mick Jones foi guitarrista, vocalista e compositor dos The Clash, banda mítica do fenómeno punk de finais dos anos 70. Ao lado de Strummer e companhia, cantou temas como Should I Stay Or Should I Go ou Train In Vain. Em 1983 foi despedido pela banda, mas não ficou parado. Fundou os General Public e, mais tarde, os Big Audio Dynamite, dos quais podemos destacar os temas E=MC² e V Thirteen. Em 2002, fundou os Carbon/Silicon com o ex-Generation X e Sigue Sigue Sputnik, Tony James. Editaram já três álbuns, mas nenhum deles custou qualquer quantia de dinheiro pois foram... oferecidos aos fãs na Internet. A banda encorajou mesmo os fãs a partilharem os álbuns online em softwares P2P. Mick Jones faz hoje 53 anos. Parabéns!
Publicado por tarzanboy às 21:20 |
TERRI NUNN (47)
Terri Nunn apareceu nos nossos ecrãs, nos anos 80, a explorar os destroços de um avião. A canção ficou para a história como "a canção do Top Gun" e instituiu-se como um dos temas mais marcantes da década. Curiosamente, Take My Breath Away afastava-se da sonoridade da banda de que Terri era vocalista, os Berlin, mas nem por isso deixava de ser o tema de maior sucesso comercial que o grupo produziu. Terri Nunn não chegou a atingir o estatuto de outras louras da mesma década, mas aqui estamos nós para lhe fazer a referência mais do que justa. A lourinha dos Berlin completa hoje 47 anos. Parabéns!
Publicado por tarzanboy às 21:10 |
CHRIS ISAAK (52)
Wicked Game é uma bela canção, e é tão conhecida quanto o seu próprio teledisco. Nele, o artista passa o tempo todo a esfregar-se na modelo Helena Christensen, em plena praia, com o mar a beijar-lhes os corpos ardentes de desejo. O artista viu o seu nome catapultado para a fama mundial quando Wicked Game foi a referência musical do filme Wild At Heart (Um Coração Selvagem), de David Lynch. O artista, que também é actor, chama-se Chris Isaak e faz hoje 52 anos. Parabéns!
Publicado por tarzanboy às 20:33 |
Quarta-feira, Junho 25, 2008
GEORGE MICHAEL (45)
George Michael faz hoje 45 anos. Para mim, uma das grandes vozes da pop dos anos 80, e, atrever-me-ia a dizer, da música de sempre. Ao lado de Andrew Ridgeley deixou a sua marca em muitas paredes de quarto de meninas adolescentes, fazendo dos Whamum dos maiores fenómenos musicais da década. Quando a fórmula se esgotou, George Michael encetou uma carreira a solo com o álbum Faith (1987), do qual fazem parte clássicos como Father Figure, I Want Your Sex, Kissing A Fool, entre outros. Até ao presente, a sua discografia compreende os seguintes álbuns (sem contar com as compilações e o Five Live, no tributo a Freddie Mercury): Faith (1987), Listen Without Prejudice (1990), Older (1996), Songs From The Last Century (1999), Patience (2004).
Os anos 90 não foram fáceis para o cantor. O conflito desgastante com a Sony, a morte do seu companheiro, a detenção por atentado ao pudor, as múltiplas questões com os media e a sua orientação sexual, a morte da sua mãe, enfim, um sem-número de situações que fizeram da vida de Georgios-Kyriacos Panayiotou algo que certamente ele não planeara.
Em 12 de Maio de 2007, abriu a digressão Twentyfive em Portugal, no Estádio de Coimbra, naquele que foi um concerto memorável. Para quando o regresso?
Publicado por tarzanboy às 10:01 |
Segunda-feira, Junho 23, 2008
You're The Voice (IV)
As crianças são o melhor do mundo. E com uma guitarra na mão e a atitude certa de uma rock star podem conquistar o universo. O Matthew, que podemos ver no vídeo deste post, tem tudo para ser o próximo Bryan Adams. Aqui o vemos numa rendição apaixonante de Kids In America, de Kim Wilde. Não vejo a hora de pôr o meu tarzanbaby a fazer cenas destas!
Publicado por tarzanboy às 22:48 |
Sexta-feira, Junho 20, 2008
JOHN TAYLOR (48)
Há reclamações que não podemos ignorar. Deixar passar o aniversário de John Taylor seria, de facto, uma falha imperdoável. O baixista dos Duran Duran faz hoje 48 anos, mas, pelos vistos, continua a estar nas boas graças do público feminino. Não esqueçamos que ele foi eleito o mais charming dos homens da música dos anos 80, na sondagem do QA80 de há dois anos. Na outra sondagem que colocava a questão metafísica "Se eu fosse um Duran...", John Taylor voltou a verncer. Por tudo isto é incontornável a presença de Taylor neste espaço, ele que está em plena actividade com Simon, Nick e Roger, a promover o último álbum, Red Carpet Massacre. E é preciso não esquecer, eles estarão de volta a Portugal, no dia 10 de Julho! Faltam 20 dias!
Publicado por tarzanboy às 17:53 |
LIONEL RICHIE (59)
Ele prometeu amor eterno a Diana Ross com Endless Love, fez a festa durante toda a noite em All Night Long, fez do tecto uma pista de dança em Dancing On The Ceiling, apaixonou-se por uma menina invisual em Hello, ganhou um Oscar com Say You Say Me, foi o primeiro a cantar em We Are The World, e, finalmente, levou uma sova da sua mulher, Brenda Richie, quando esta o apanhou a fazer o que não devia com outra senhora. Tudo estes factos são memoráveis e dignos de referência neste blogue simpático. Lionel Richie completa hoje 59 anos.
Publicado por tarzanboy às 12:19 |
Quinta-feira, Junho 19, 2008
PAULA ABDUL (46)
E lá voltamos nós ao lugar comum do Vinho do Porto... Não sei se a Paula Abdul alguma vez bebeu do néctar produzido na maravilhosa região do Douro, mas olhando-se para ela tem-se a certeza que, quanto mais velha... melhor. A miúda de Straight Up (1988) e Rush Rush (1991) teve uma carreira musical curta, por isso teve de procurar a felicidade noutro sítio. Encontrou-a na televisão, quando fez parte do júri de American Idol, ao lado de Simon Cowley e Randy Jackson. E agora, só para verem que há coincidências do catano, foi Paula Abdul quem coreografou o teledisco de Alone, dos Heart! Hoje, Paula faz 46 anos. Parabéns!
Publicado por tarzanboy às 19:06 |
ANN WILSON (58)
Ann Wilson, vocalista dos Heart, deixou a sua marca nos anos 80 através de duas power ballads que fizeram (e fazem) as delícias de qualquer amante do género. Estou a falar, evidentemente, de What About Love e Alone. Foi nesta altura que o grupo (do qual também fazia parte a sua irmã Nancy) atingiu o maior sucesso comercial (eles que vinham dos seventies). Na década de 90, Ann lutou com um grave problema de obesidade, submetendo-se, em 2002, a uma intervenção cirúrgica para aplicação de uma banda gástrica. Em 2007, editou o seu primeiro álbum a solo, Hope & Glory. Hoje, completa 58 anos. Parabéns!
Publicado por tarzanboy às 18:32 |
Quarta-feira, Junho 18, 2008
It's a kind of magic (XV)
Na sequência do texto anterior, trago aqui a recordação de Behind The Wheel, que abriu o concerto 101, no Pasadena Rose Bowl. Para além da prestação da banda, podemos ver imagens do grupo de fãs que ganhou o passatempo. Nos rostos de Dave Gahan e Martin Gore transparece a felicidade de quem parece não acreditar estar ali, perante milhares de devotees, dançando, cantanto e gritando pelos seus nomes. A certa altura, o pano cai e Dave aproxima-se do limite do palco. Chovem peças de roupa. O maior frontman da história da música está entregue às massas. O vídeo que se segue é um momento mágico. Foi em 1988.
Momentos mágicos anteriores:
mike scott kim wilde wham milli vanilli bonjovi phil collins eurythmics new order duran duran bauhaus peter murphy band aid sabrina cure
Publicado por tarzanboy às 12:03 |
Depeche Mode 101 Live @ Rose Bowl - 20 anos
Como a Sara (obrigado pela lembrança!) muito bem referiu, na chat box, o concerto que os Depeche Mode deram no Pasadena Rose Bowl, em 18 de Junho de 1988, é um concerto mítico. Um fã dos Depeche Mode percebe o que quero dizer. Este concerto, sobre o qual passam hoje 20 anos, pertence à galeria dos grandes concertos da história da música. Ali se percebe como a música pode ser religião. 101 foi isso mesmo: o centésimo-primeiro concerto dos Depeche Mode da digressão que então promovia, na América, o álbum Music For The Masses.
É engraçado constatar como a história destes 20 anos em que este concerto acompanhou a minha vida é também a história resumida da evolução dos formatos áudio. Em finais da década de 80, o vinil de 101 passou pelas minhas mãos. Gravei-o numa cassete Maxell, mas, mais tarde, adquiri a cassete original que rodou vezes sem conta, lá na aldeia, durante o verão, no leitor de cassetes do velhinho Citroën Visa dos meus pais. Depois, já na década de 90, comprei o CD e a cassete de vídeo. Já no século XXI, ofereceram-me o DVD.
A versão é vídeo é também um documentário que acompanha as aventuras de um grupo de fãs que tinham ganho, num passatempo, a oportunidade de irem em digressão com os Depeche Mode. Ficou-me na memória a cena em que os membros da banda entram no autocarro dos fãs e os vão acordar à cama... Imperdível!
Publicado por tarzanboy às 00:02 |
PAUL MCCARTNEY (66)
De Paul McCartney no anos 80 há mesmo muita coisa a dizer, só que não tenho pachorra para lhe dedicar um texto longo. Pá, é assim, tipo, 'tão a ver... não gosto do gajo, "prontos". Mas reconheço que sem ele as coisas seriam diferentes. Como, não sei, mas seriam diferentes de qualquer maneira. Assim de repente, quando penso no que ele andou a fazer nos anos 80, vêm-me à mente cinco canções:
1. Ebony & Ivory (1982), em dueto com Stevie Wonder. Uma canção bonitinha e ideal para abordar a temática "todos diferentes todos iguais". Fez parte do aclamado álbum Tug Of War, que se fartou de ganhar prémios.
2. The Girl Is Mine, em dueto com Michael Jackson, muitos anos antes de se saber que afinal, do ponto de vista de Jackson, o título deveria ser "The Boy Is Mine".
3. Say Say Say, em dueto com... Michael Jackson (outra vez!), cujo teledisco, se não me engano, mostrava-os a fazerem de uma espécie de saltimbancos trafulhas (esta palavra estranha quer dizer trapaceiros). Esta música fez parte de mais um álbum de sucesso, The Pipes Of Peace, cujo tema-título também provou do néctar do êxito (que linda metáfora...). O teledisco até ganhou um prémio.
4. No More Lonely Nights, canção que fez parte da banda sonora do filme Give My Regards To Broad Street (1984), um completo falhanço, apesar de nele figurarem McCartney, Ringo e as suas respectivas esposas. Ah, e ainda actores "a sério" como Bryan Brown e Tracey Ullman.
5. We All Stand Together, aquela musiquinha infantil que nos levava a fazer figuras tristes quando nos púnhamos a cantar "Pom, pom, pom, aíã! pom, pom, pom, aíã!" O teledisco era cómico.
Hoje, Paul completa 66 anos! Parabéns!
Publicado por tarzanboy às 00:01 |
Quarta-feira, Junho 11, 2008
Portugal: a canção de 1984
Portugal faz hoje o segundo jogo do Euro 2008 e o Queridos Anos 80 traz aqui a recordação da canção que serviu de hino à prestação portuguesa no Euro 1984, aquele da meia-final dramática contra a França. A canção chama-se Selecção de Todos Nós, tem letra de António A. Pinho e música de Tó-Zé Brito. Podem recordá-la, aqui em baixo. Resta acrescentar que este post só foi possível dada a gentileza do blogue Pobo do Norte, que simpaticamente disponibilizou a canção e a respectiva imagem do single. Obrigado! E força Portugal!
Publicado por tarzanboy às 09:46 |
Terça-feira, Junho 10, 2008
MAXI PRIEST (48)
Maxi Priest gravou, em 1988, uma versão de Wild World, de Cat Stevens, de que eu gosto muito (apesar de não ser fã de reggae). Sempre que ouço esta música, penso em férias. Quanto a Maxi Priest, hoje completa 48 anos, o que é razão para figurar neste blogue. Parabéns!
Publicado por tarzanboy às 17:09 |
KIM DEAL (47)
A sua voz é marca imprescindível dos Pixies, quer por detrás de Black Francis, quer na doce interpretação de Gigantic (álbum Surfer Rosa, 1988). Kim Deal, baixista da banda mais apaixonante do indie-rock eighties, completa hoje 47 anos. Parabéns!
Publicado por tarzanboy às 02:58 |