terça-feira, outubro 09, 2018

You're a Friend of Mine - a amizade de Clarence e Browne

Clarence Clemons, o saxofonista de Bruce Springtseen, está listado nas 100 melhores 'one-hit wonders' dos anos 80 pelo canal VH-1, graças a este dueto com Jackson Browne.

'You're a Friend of Mine' é uma verdadeira celebração da amizade, com os dois músicos a surgirem no teledisco em alegre confraternização, cantando quase nariz com nariz. No vídeo aparecem também o produtor Narada Michael Walden, a tocar bateria, e a atriz Daryl Hannah, à altura namorada de Browne, e que contribuiu com coros para esta canção.

Hoje, Jackson Browne faz 70 anos, Clarence Clemons, infelizmente, já nos deixou, e Daryl Hannah namora com Neil Young (que está prestes a completar 73).


sexta-feira, outubro 05, 2018

Bob Geldof (67)


Pouco mais de um ano depois do Live Aid, Bob Geldof lançou Deep In The Heart Of Nowhere, o primeiro álbum a solo. Estávamos em novembro de 1986, Mário Soares era Presidente da República, Cavaco Silva ocupava o cargo de Primeiro-Ministro e eu trocava correspondência ardente e apaixonada com a miúda que roubara o meu primeiro beijo de sempre nas férias desse ano.

Voltando a Geldof, como pessoa muito bem relacionada que era - ou não tivesse sido capaz de reunir o mais fantástico conjunto de estrelas da pop rock para o concerto que marcou a nossa adolescência - Bob Geldof fez-se rodear, para o seu longa-duração, de uma série de individualidades de alto gabarito.

E um exemplo disso mesmo é o single que abriu as hostilidades - This Is The World Calling - escrito em parceria com David Stewart (Eurythmics) e em cujos coros surgem as maravilhosas Annie Lennox, Maria McKee e Alison Moyet. Pelo menos é o que diz a Wikipedia, e eu quero muito acreditar na Wikipedia. A canção é muito bonita e já está a anos-luz do rock arrebatado dos The Boomtown Rats. É, para mim, uma das pérolas da pop dos anos 80.

Decidi trazer aqui este single, que faz parte da minha coleção privada (sempre quis escrever isto, "a minha coleção privada"...), no dia em que Sir Bob Geldof completa 67 anos. Parabéns!

sexta-feira, setembro 14, 2018

MORTEN HARKET (59)

É um dos mistérios mais inexplicáveis do agenciamento de concertos em Portugal: os A-ha nunca atuaram ao vivo no nosso país. Talvez não haja qualquer mistério, mas apenas um preconceito estúpido por parte dos nossos promotores de concertos que, por certo, duvidaram sempre que o trio norueguês lhes pudesse trazer algum tipo de lucro. O que é um erro, na minha opinião.
A banda anunciou o fim da atividade em 2010 (tal como o Planeta Pop anunciou na altura), mas em 2015 voltaram ao palco do Rock In Rio, comemorando os 30 anos da banda e do próprio evento. Cast In Steel, o décimo álbum, foi editado no mesmo ano, e teve direito a digressão mundial que, claro, não passou por cá.
Já este ano, os A-ha fartaram-se de atuar por esses palcos fora. Primeiro num MTV Unplugged, depois, de junho a agosto, na Electric Summer Tour. Eles andam aí, senhores promotores. Cheguem-se à frente.
Hoje, Morten Harket completa hoje 59 anos e, nesta altura, prepara a segunda participação como mentor na versão norueguesa do programa The Voice. Parabéns, Morten!

quarta-feira, setembro 05, 2018

SAL SOLO (57)

Em 1981, aparecia na TV uma personagem tão fascinante quanto assustadora (pelo menos aos meus olhos de 10 anos de idade). Vestia de preto, tinha a cabeça completamente rapada, usava maquilhagem e projetava a voz nuns agudos espantosos. Uma versão mais apresentável de Nosferatu, mas mesmo assim tenebrosa. Isto digo eu agora, que na altura não fazia a mais pequena ideia de quem era Nosferatu.
Afinal, tratava-se de Sal Solo (de nome verdadeiro, Christopher Scott Stevens), o vocalista dos Classix Nouveaux, um rapaz inofensivo, cujo contributo para a definição do estilo New Romantic não pode passar sem referência. Temas como Never Again, Guilty e Is It A Dream foram momentos altos de uma carreira que teve Portugal como país de culto para os Classix Nouveaux.
Em Outubro de 1983, Sal Solo e o amigo Nick Beggs (Kajagoogoo) decidiram fazer uma peregrinação a Itália, mais precisamente a um local sagrado chamado San Damiano. Sal chegou mesmo a pensar em abandonar a música e entrar para um mosteiro, mas alguém lhe disse que a música seria o seu instrumento privilegiado para mostrar a verdade divina aos fãs. A partir daí enveredou pela música de inspiração cristã, contando já com mais de uma dezena de álbuns. O single San Damiano foi o primeiro resultado disso mesmo. Sal viu a luz.
Hoje, completa 57 anos! Parabéns!

sexta-feira, julho 27, 2018

Rest In Peace (atualização 27.07.18)


Adam Yauch (Beastie Boys)
Adrian Borland (The Sound)
Al Jarreau
Alan Myers (Devo)
Andrew Gold (Wax)
Andy Gibb
António Variações
Ari Up (The Slits)
Benjamin Orr (The Cars)
Big Bank Hank (The Sugarhill Gang)
Billy Mackenzie (The Associates)
Bob Casale (Devo)
Bobby Womack
Brian Hibbard (Flying Pickets)
Carlos Paião
Caroline Crawley (Shelleyan Orphan)
Cecil Womack (Womack & Womack)
Chrissy Amphlett (Divinyls)
Clarence Clemons
Cliff Burton (Metallica)
Colin Vearncombe (Black)
Dan Hartman
David Bowie
David McComb (The Triffids)
Dee Dee Ramone
Donna Summer
Dusty Springfield
Eartha Kitt
Eric Carr (Kiss)
Eric Woolfson (Alan Parsons Project)
Falco
Francisco Ribeiro (Madredeus)
Frankie Knuckles
Freddie Mercury (Queen)
Gary Garcia (Buckner and Garcia)
Gary Moore
George Harrison
George Michael (Wham)
Glenn Frey
Graeme Kelling (Deacon Blue)
Grant McLennan (The Go-Betweens)
Greg Ham (Men At Work)
Gregory Isaacs
Ian Curtis (Joy Division)
Izora Armstead (The Weather Girls)
Jam-Master Jay (RUN DMC)
James Freud (Models)
James Honeyman-Scott (The Pretenders)
Jeff Hanneman (Slayer)
Jeff Porcaro (Toto)
James Brown
Jeffrey Lee Pierce (The Gun Club)
Jermaine Stewart
Jim Diamond
Jimi Jamison (Survivor)
Jimmy McShane (Baltimora)
João Aguardela (Sitiados)
Joe Cocker
John Balance (Coil)
John Lennon
Johnny Ramone
Joe Strummer (The Clash)
Joey Ramone
June Pointer (The Pointer Sisters)
Karen Carpenter (The Carpenters)
Kevin MacMichael (Cutting Crew)
Kirsty MaCcoll
Laura Branigan
Lemmy (Motorhead)
Leonard Cohen
Lou Reed
Lux Interior (The Cramps)
Madi (Sérgio e Madi)
Marvin Gaye
Maurice Gibb (Bee Gees)
Matthew Ashman (Bow Wow Wow)
Maurice White (Earth Wind & Fire)
Mel (Mel & Kim)
Michael Hutchence (INXS)
Michael Jackson
Mick Karn (Japan)
Natalie Cole
Nick Marsh (Flesh For Lulu)
Nico (Velvet Underground)
Ofra Haza
Patrick Swayze
Paul Raven (Killing Joke)
Paul Young (Mike + The Mechanics)
Pete Burns (Dead Or Alive)
Pete de Freitas (Echo & the Bunnymen)
Pete Farndon (Pretenders)
Peter Slaghuis (Video Kids)
Peter Tosh
Phil Chevron (The Pogues)
Phyllis Nelson
Poly Styrene
Prince
Renato Russo (Legião Urbana)
Ricardo Camacho (Sétima Legião)
Rick James
Rick Parfitt (Status Quo)
Ricky Wilson (B-52's)
Rob Tyner (MC5)
Robert Fisher (Climie Fisher)
Robert Palmer
Robert Pilatus (Milli Vanilli)
Robert Young (Primal Scream)
Robin Gibb (Bee Gees)
Roland Howard (The Birthday Party)
Roy Orbison
Rozz Williams (Christian Death)
Scott Miller (Game Theory)
Sérgio Wonder (Sérgio e Madi)
Steve Clark (Def Leppard)
Steve Strange (Visage)
Stiv Bators (Lords Of The New Church)
Stuart Adamson (Big Country)
Teena Marie
Teddy Pendergrass
Van Stephenson
Whitney Houston
Willy DeVille
Zé Pedro (Xutos & Pontapés)

quarta-feira, julho 25, 2018

Avalon: uma má notícia


Chamava-se Lucy Helmore e foi, durante 21 anos, a mulher de Bryan Ferry, de cuja relação nasceram quatro filhos. Faleceu anteontem, durante um período de férias na Irlanda, com o seu atual marido, Robin Birley. É ela surge na icónica capa do álbum Avalon, dos Roxy Music, envergando um capacete e segurando um falcão, numa imagem alusiva à lenda do Rei Artur e à sua última viagem até à ilha mítica. Recorde-se que Bryan Ferry esteve há poucos dias em Portugal, para um grande concerto no NOS Alive.

terça-feira, fevereiro 20, 2018

IAN BROWN (55)

Foi preciso esperar pelo finalzinho da década, mais concretamente por 1989, para termos o privilégio de ouvir um dos mais fascinantes álbuns dos anos 80. A pérola que os The Stone Roses conseguiram produzir mostrou que, após a dissolução dos Smiths, ainda havia esperança na redenção da pop indie.
Ian Brown, o vocalista, construiu uma carreira a solo de bastante qualidade nos anos 90, contando já com seis álbuns gravados. No site oficial do música, apresenta-se uma caixa que reúne todas as edições a solo de Brown.
Entretanto, os Stone Roses voltaram ao ativo em 2011 para gáudio dos fãs, que tiveram a oportunidade de os ver em palco por esse mundo fora, Portugal incluído.
Hoje Ian Brown completa 55 anos. Parabéns!

terça-feira, fevereiro 13, 2018

PETER GABRIEL (68 anos)

A agora cinco factos importantes sobre Peter Gabriel que provavelmente não sabia ou esqueceu:

1. Foi membro fundador dos Genesis e vocalista principal da banda até à sua saída em 1975. O último álbum em que participa é The Lamb Lies Down On Broadway.

2. Fundou em 1982 o WOMAD (World of Music, Artes and Dance), festival internacional de artes cuja próxima edição tem lugar já neste fim de semana no Chile.

3. Em 11 de junho de 1988, participou no concerto de homenagem a Nelson Mandela pelo 70º aniversário do político sul-africano, evento na altura entendido como uma forma de pressão política mundial para a libertação do ativista sul-africano. Gabriel surgiu no palco de Wembley para interpretar Biko, ao lado dos Simple Minds.

4. Nos anos 80, os três singles de maior sucesso foram Games Without Frontiers (1980), Sledgehammer (1986) e Don't Give Up, em dueto com Kate Bush (1986). Apesar de nunca ter colocado um single no primeiro lugar da tabela de vendas britânica, conseguiu chegar ao topo com os álbuns Peter Gabriel/Melt (1980) e So (1986).

5. Hoje, Peter Gabriel completa 68 anos. Parabéns!


sexta-feira, fevereiro 09, 2018

HOLLY JOHNSON (58)

Entrar a matar é uma expressão idiomática que se aplica na perfeição aos Frankie Goes To Hollywood. Estávamos em 1983, e este grupo de rapazes de Liverpool via Relax, o seu primeiro single, ser banido da BBC por, na opinião da estação britânica, conter palavras e ser acompanhado de um teledisco com algum conteúdo homossexual explícito que ofendia a moral e os bons costumes da terra de Sua Majestade. A história é sempre a mesma: quanto maior é a polémica, maior é a atenção e, provavelmente, o sucesso. E foi o que sucedeu aos Frankie, que, liderados pela voz peculiar de Holly Johnson, marcaram de forma indelével a primeira metade dos anos 80. Da heresia à redenção foi um pequeno passo e logo em novembro de1984, ouvimo-lo cantar a balada romântica - transformada por via das circunstâncias em single de Natal - The Power of Love, cujo maior azar foi ter coincidido no tempo com uma tal de Do They Know It's Christmas. Resultado: o single dos Frankie apenas se aguentou uma semana no 1.º lugar da tabela de vendas.
Após a dissolução da banda, Holly Johnson iniciou uma carreira a solo, com os singles Love Train e Americanos a conseguirem algum sucesso. Atualmente, o músico mantém a atividade musical, marcando presença em festivais um pouco por toda a Europa. O mais recente álbum de estúdio data de 2014 e chama-se Europa. Hoje, Holly Johnson completa 58 anos. Parabéns! 

Queridos Anos 80 - A Festa - 17 de fevereiro


A festa do blogue Queridos Anos 80 está de volta. O espaço é o Garden Bar, em plena baixa do Porto, e os DJs de serviço são o Ivo T e o P Cardoso (o tal de tarzanboy). E já merecíamos uma noite assim. Porquê? Porque quem foi tão feliz a partir de dezembro de 2006 e durante duas dezenas de edições - fosse no Swing Club ou noutra pista qualquer - só pode querer voltar a essa atmosfera e a esse espírito. Contamos com todos os amigos numa noite de pop-rock sem complexos, com muitos discos perdidos no tempo e alguns pedidos na hora. Até dia 17!

quarta-feira, janeiro 24, 2018

Nomes de bandas: Sonic Youth, Dead or Alive, Orchestral Manoeuvres In The Dark

Sonic Youth
Foi o líder dos Sonic Youth, Thurston Moore quem teve a ideia de combinar a palavra Sonic, alcunha de Fred Smith, dos MC5, com Youth, um termo muito em voga na altura, principalmente em bandas reggae, e que remete, desde logo, para o DJ jamaicano Big Youth.



Dead Or Alive
Depois de ter pertencido aos The Mystery Girls, que apenas realizaram um concerto, Pete Burns fundou os Rainbows Over Nagasaki, que rapidamente se fixaram como Nightmares in Wax (editarem um EP de três músicas).
Em maio de 1980, momentos antes duma sessão de gravação na rádio, Burns decidiu mudar o nome da banda para Dead Or Alive, invocando o desejo de não ver o seu grupo associado a um certo movimento de bandas arty que, então, florescia em Liverpool e que tinha nos Echo & the Bunnymen ou nos Orchestral Manoeuvres in the Dark dois dos seus maiores exemplos.


Orchestral Manoeuvres In The Dark
Numa entrevista ao The New York Times Magazine, de 10 de maio de 2013, Andy McCluskey revela que o nome da banda surgiu de um conjunto de letras e ideias para canções que tinha rabiscadas nas paredes do seu quarto. Avessos ao rock inspirado nas guitarras, os OMD queriam, acima de tudo, uma designação que os afastasse da cena punk da altura. E é com algum humor à mistura que Andy diz que teriam pensado um pouco melhor se soubessem que iriam carregar este "nome estúpido" durante 35 anos.

quarta-feira, janeiro 17, 2018

PAUL YOUNG (62)

Pode um artista construir uma carreira mundial de sucesso tendo por base quase única e exclusivamente versões? Pode, pois claro. E esse artista chama-se Paul Young, o mesmo que preencheu capas da Bravo e paredes de muitos quartos adolescentes nos anos 80, convivendo certamente com George Michael , Limahl ou Morten Harket. A receita era absolutamente eficaz: um sorriso cheio de saúde, um cabelo "à espanador" com o respetivo mullet tão na moda, uma voz a piscar o olho à soul e um abanar de anca em palco irrepreensível.

Depois, há aquele momento icónico: é ele quem inicia Do They Know It's Christmas, com o inesquecível It's Christmas Time, there's no need to be afraid... Em 1992, haveria de estar no concerto-tributo a Freddie Mercury, interpretando Radio Ga Ga (talvez a escolha menos óbvia...).

Voltando aos êxitos-versões, podemos referir, por exemplo, Love Of The Common People, Come Back And Stay, Wherever I Lay My Hat (That's My Home) e aquele que é e será sempre o seu cartão de visita: Everytime You Go Away - um original de Daryl Hall e John Oates. O último álbum data de 2016 e chama-se Good Thing.

Hoje, o rapaz que um dia disse ser muito tímido e que entrar numa banda foi a melhor coisa que lhe podia ter acontecido para combater essa mesma timidez faz 62 anos. Parabéns, Paul!

quarta-feira, janeiro 10, 2018

PAT BENATAR (65)

Pat Benatar, cujo nome verdadeiro é Patricia Mae Andrzejewski, deixou marca na década de 80 graças a canções como Love Is A Battlefield e We Belong. Esta nova-iorquina nunca foi um fenómeno na Europa, sobretudo se comparada com as Cyndi Laupers desta vida, mas a sua carreira assumiu uma dimensão bastante interessante nos EUA, onde foi galardoada com quatro prémios Grammy e atingiu a marca do ouro e da platina por diversas vezes.
Nos dias que correm, Pat mantém o seu percurso musical ao lado do marido Neil Giraldo, com quem se casou em 1982. O último álbum de originais - Go - já tem catorze anos, mas em 2017, Pat e Neil lançaram um DVD com um set acústico dos principais temas da carreira da cantora.
Hoje, Pat Benatar faz 65 anos. Parabéns!

ROD STEWART (73)

Esqueçamos as calças apertadinhas de licra, as t-shirts de rede ou os calções de cetim. Esqueçamos aquele cabelo permanentemente a desafiar a lógica (e uma escova decente, já agora). Esqueçamos o look com fita na cabeça que, a partir de certa altura, parecia mais a Olivia Newton-John. Sempre vi em Rod Stewart um tipo porreiro, com quem valia a pena beber umas cervejas num pub londrino, falar de gajas e de futebol. Ele que é adepto do Celtic de Glasgow, que tem uma das mais apaixonantes e loucas falanges de apoio no mundo. A sua paixão pelo futebol apenas tem rival na fixação por loiras, ou não tivesse o tio Rod, no seu rol de relações  - as conhecidas, note-se -, uma galáxia de blonde girls de fazer inveja a qualquer ser humano do sexo masculino. Ainda por cima, com oito filhos para contar a história e, já agora, herdar uma fortuna avaliada em 170 milhões de libras que faz dele uma das celebridades mais ricas da música do Reino Unido.

Por falar em música, e é para isso que aqui estamos, Stewart foi um daqueles artistas que, vindos dos anos 60 e 70, integrados em bandas que deixaram marca - falamos dos Faces e do Jeff Beck Group, neste caso - conseguiram construir uma carreira a solo de bastante sucesso nos anos 80, adaptando-se, claro está, a todo um imaginário pop cuja receita era garantia de sucesso. Os êxitos desta fase são muitos e extremamente dançáveis, como por exemplo Tonight I'm Yours (Don't Hurt Me), Young Turks, Baby Jane ou Some Guys Have All The Luck. Depois há aquela balada com Jeff Beck: People Get Ready.

As últimas notícias dão conta de uma digressão norte-americana de 22 datas a iniciar em junho deste ano, com Cyndi Lauper como artista convidada. O homem está aí para as curvas e hoje completa 73 anos. Parabéns, Rod!

segunda-feira, janeiro 01, 2018

Um grande 2018 para todos os seguidores do QA80

Esta coisa do playback requer uma certa competência. E no dia 1 de janeiro só podia ser a New Year's Day, dos U2.




sábado, dezembro 30, 2017

TRACEY ULLMAN (58)

Vimo-la em Love You To Death (Amar-te-ei Até Te Matar), em Prêt-à-Porter, em Bullets Over Broadway (Balas Sobre A Broadway), na série Ally MacBeal, e ouvimo-la em Corpse Bride (A Noiva Cadáver). O que não sabíamos é que Tracey Ullman teve uma carreira musical com bastante sucesso na primeira metade dos anos 80. Com efeito, logo após se ter notabilizado no Reino Unido como atriz de comédias para televisão, esta britânica nascida em Slough, no sul de Inglaterra, invadiu as tabelas de vendas com a canção Breakaway, seguindo-se-lhe ainda seis singles de sucesso em pouco menos de dois anos. A partir de 1985, não mais se ouviu falar musicalmente de Tracey, mas ganhou-se uma atriz de cinema a fazer comédia a sério. Hoje, Tracey Ullman completa 58 anos. Parabéns!

sexta-feira, dezembro 29, 2017

JIM REID (56)

Se em finais de 87 ou inícios de 88 déssemos uma voltinha ali pelo Centro Comercial Brasília (ou pelo Dallas), no Porto, e nos cruzássemos com um espécimen masculino, aí entre os 16 e os 20 anos, de cabelo desgrenhado, pálido, talvez com um eyelinerzito tímido, vestido de preto e com um ar muito chateado com o mundo, era muito, mas muito provável que um dos dois, senão mesmo os dois álbuns até então editados pelos Jesus & Mary Chain fizessem parte da sua coleção de vinis lá de casa. E era provável que a mãe lhe impusesse uma ordem de apenas tocar aqueles discos quando ela estivesse ausente. Eu tinha um amigo assim (excetuando a parte da mãe e do eyeliner). Era o Rui. Juntávamo-nos em casa dele, com grupo de colegas de escola, para ouvir o Psychocandy (1985) e o Darklands (1987). E éramos felizes.

Serve este flashback fofinho para assinalar o 56.º aniversário de Jim Reid, fundador dos Jesus (apenas Jesus, como os verdadeiros fãs se referiam a eles) com o irmão William Reid, o baixista Douglas Hart e o baterista Bobby Gillespie.

Depois de uma passagem memorável por Vilar de Mouros, em agosto passado, os Jesus voltam a Portugal para dois concertos em 28 e 29 de maio de 2018, no Coliseu de Lisboa e na Casa da Música, no Porto, respetivamente. Mas estejamos descansados: longe vão os tempos dos primeiros concertos, que duravam 10-15 minutos, com a banda de costas para o público, e que terminavam, frequentemente, com distúrbios entre os fãs. É claro que atirar com o microfone à assistência - ato pelo qual Jim passou duas noites numa esquadra de Toronto em 1987 - também não ajudava nada. Aos 56 anos, o rapaz está mais maduro e sensato.

Jim Reid disse um dia com um ar certamente muito zangado: "They write encyclopedias on the eighties and we're not even mentioned . We WERE the fucking eighties." Pronto, Jim, terás sempre um espaço especial para ti e para a banda no Queridos Anos 80, pá. E parabéns pelo aniversário.

segunda-feira, dezembro 25, 2017

SHANE MACGOWAN (60)

No dia de Natal, Shane MacGowan completa 60 anos e prepara-se para festejar com amigos, no próximo dia 15 de janeiro, em Dublin, no National Concert Hall. Entre esse amigos que se lhe vão juntar em palco estão nomes como Nick Cave, Bobby Gillespie e Johnny Depp. Os bilhetes custam entre 65 e 85 euros. Toda a informação aqui, caso ainda possam lá dar um salto.

No concerto, Shane deverá deslocar-se em cadeira de rodas, o meio de locomoção que usa desde a queda que sofreu em 2015 e que lhe provocou a fratura do osso da pélvis. Shane tem tido uma vida complicada em termos de saúde e já fintou o destino que o poderia levar à morte por várias vezes. Em 2001 foi Sinead O'Connor quem o denunciou à polícia por posse de heroína, numa ação, mais tarde vista pelo próprio Shane, como determinante para evitar que se envolvesse nas drogas duras.

2017 não foi um ano bom para Shane. Para além dos seus problemas de saúde, no primeiro dia do ano, a sua mãe, de 87 anos, morreu num acidente de automóvel e alguns dias depois foi a vez do seu ex-empresário, Frank Murray. Esperemos que 2018 traga paz e saúde ao homem que tão felizes nos fez com temas como A Pair of Brown Eyes, Dirty Old Town ou Misty Morning Albert Bridge. Parabéns, Shane!

ANNIE LENNOX (63)

As notícias mais recentes sobre Annie Lennox dão testemunho do prestígio de que a vocalista dos Eurythmics e ativista contra a pobreza goza atualmente na sociedade britânica: em novembro deste ano foi nomeada reitora da Universidade Caledoniana de Glasgow, cargo de que irá tomar posse em 2018, sucedendo a Muhammad Yunus, Prémio Nobel da Paz.

Eu tenho uma paixão incomensurável por esta mulher, devo confessar. Já dos tempos dos The Tourists, com a versão fantástica de I Only Want To Be With You (Dusty Springfield) até ao duo Eurythmics, com Dave Stewart, ao lado do qual cantou e compôs uma série de canções absolutamente geniais, Annie Lennox é exemplo de que era possível conjugar, nos anos 80, uma imagem pop atraente, sem entrar no paradigma da sex-symbol efémera, a um talento musical incomparável, tanto a nível vocal como instrumental. Annie, natural de Aberdeen, na Escócia, e com formação musical ao mais alto nível (estudou flauta, cravo e piano na Academia Real de Música, em Londres), constituiu, com Dave Stewart, a dupla mais consistente e apaixonante da pop dos anos 80.

Em 1990, a RTP 2 transmitiu um concerto dos Eurythmics em Roma, Itália, do ano anterior, que ainda tenho ali guardado numa VHS velhinha, um concerto que vi repetidas vezes e que mostra a banda no seu auge artístico. Mas para que preciso da cassete de vídeo velhinha quando o concerto está no YouTube?

Hoje, Annie Lennox completa 63 anos. Parabéns!

quarta-feira, dezembro 20, 2017

ALAN PARSONS (69)

Quando era miúdo gostava muito da canção Let's Talk About Me, de Alan Parsons Project, o projeto do senhor Alan Parsons, iniciado em 1975, em parceria com Eric Woolfson. A vocalização de Let's Talk About Me era de David Paton, mas a banda não tinha um vocalista, digamos, titular. As vozes, e foram muitas, eram escolhidas tendo em conta a canção, produto da dupla Parsons-Woolfson. Ainda assim, foi o próprio Eric Woolfson (falecido em 2009) quem cantou o tema que trouxe mais sucesso à dupla: Eye In The Sky, canção que completou 35 anos no passado novembro.
Alan Parsons, que antes de ser artista com nome próprio, trabalhou com os Beatles e os Pink Floyd, completa hoje 69 anos. Parabéns!

terça-feira, dezembro 19, 2017

LIMAHL (59)

Só nos anos 80 poderíamos ouvir uma banda com um nome tão estranho como Kajagoogoo e só nos anos 80 poderíamos perceber que um nome deste calibre não poderia estar associado a outro tipo de penteados que não os de Limahl, Nick Beggs e companhia. E amar aqueles penteados (...ou talvez não).

Hoje trago aqui os Kajagoogoo porque o vocalista Limahl faz 59 anose eu gosto de assinalar estas coisas. Limahl, que, na realidade, se chama Christopher Hammil (Hammil-Limahl.. perceberam?) e um dia decidiu responder ao anúncio de jornal de uma banda chamada Art Nouveau que procurava um vocalista e um penteado. Não sei se o cabelo impressionou mais do que voz, mas obviamente que foi amor à primeira vista. E a alteração do nome da banda para o, na minha humilde opinião, lamentável Kajagoogoo só foi um problema até ao rebentar desse êxito colossal chamado Too Shy, que eternizou esse refrão de engate fulminante que todos conhecemos de cor: hey girl, move a little closer... 'cause you're too shy shy, hush hush, eye to eye... Aposto que muita adolescente da altura não se importaria de explorar um eye to eye com Limahl, ele que fazia regularmente parte dos posters das revistas teen da altura.

Quando a banda despediu Limahl - de uma forma algo indecente, diga-se de passagem, ao pedirem ao manager que lhe desse uma palavrinha em vez de o fazerem eles próprios -, milhões de fãs em todo o mundo ficaram em choque. Até porque havia uma dívida de gratidão em jogo: tinha sido Limahl a convencer Nick Rhodes (Duran Duran) a ouvir uma demo da banda e a produzir o primeiro álbum, White Feathers, isto enquanto lhe servia uma bebida no Embassy Club, onde trabalhava como barman (havia que fazer pela vida, claro, enquanto a banda ainda se mostrava too shy para o sucesso).
Estávamos em 1983 e, depois disto, a banda nunca mais se encontrou, mas Limahl viria a conseguir uma espécie de vingançazinha, ao alcançar sucesso global com o tema-título do filme Never Ending Story, do realizador Wolfgang Petersen.

E atualmente, que é feito de Limahl? As últimas notícias dão conta de um concerto de há sensivelmente um mês, bem, uma meia horinha em palco, para apadrinhar o acender das luzes natalícias e consequente início das compras de Natal da localidade de Evesham, no Reino Unido.
Hoje é tempo de celebrar. Parabéns, Limahl!

segunda-feira, dezembro 18, 2017

MARTHA JOHNSON (67)

Os canadianos Martha and the Muffins são uma das one-hit wonders dos anos 80 que este blogue guarda no coração, precisamente graças a essa preciosidade das pistas de dança chamada Echo Beach. Gravada para o álbum de estreia, ainda em 1979, Echo Beach saiu como single já em 1980 e ganhou o Juno Award para single do ano.
Martha Johnson, a vocalista, completa hoje 67 anos, e, apesar de viver com a doença de Parkinson desde 2000, mantém uma atividade musical regular ao lado do marido Mark Gane (membro fundador da banda e compositor de Echo Beach). Ambos lançaram ainda em agosto de 2017 um novo single chamado Summer of Song, uma canção lindíssima que vale muito a pena ouvir.
Hoje é dia de celebrar: parabéns, Martha!

sábado, dezembro 16, 2017

Zé Pedro entrevistado por Pita (Luso Clube)

Esta é uma gravação que fiz em finais de 1987 ou inícios de 1988, não posso precisar com absoluta certeza, em plena afirmação nacional dos Xutos & Pontapés, após terem lançado o álbum Circo de Feras. O programa era o Luso Clube e o jornalista era o Pita, que conversa com Zé Pedro durante cerca de 20 minutos.
É um Zé Pedro com 31, 32 anos, ainda algo inebriado com o sucesso colossal que Circo de Feras trouxe à banda e que permitiu aos Xutos passarem da condição de banda de culto, seguida por uma imensa minoria, a grande referência do rock nacional que esgotava pavilhões e entrava decisivamente nas tabelas de vendas nacionais.
É um Zé Pedro talvez ainda sem saber muito bem como lidar com todo aquele êxito que apanhou a banda desprevenida, mas com a consciência de estar a liderar um movimento que permitiria um segundo impulso ao rock português (através da aposta das multinacionais) e com objetivos bem vincados para o futuro, como, por exemplo, esse desejo, algo utópico, de querer a afirmação dos Xutos no estrangeiro, mas sempre a cantar em português. Não é minha intenção antecipar aqui tudo o que ele diz na entrevista, mas digo-vos que este é um documento sonoro histórico muito importante, até para percebermos o quanto importantes foram os Xutos para a evolução da indústria musical portuguesa.
Posso destacar uma frase do Zé Pedro? Cá vai: "Não sou muito de dar conselhos, porque acho que a minha vida não pode ser exemplo para as outras pessoas".
O som, por vezes, não está nas melhores condições porque a fita da cassete onde está já sofreu o dano irreparável do tempo. Este som é dedicado ao Zé Pedro, ao Tim, ao Kalú, ao João Cabeleira, ao Gui e a todos os fãs dos Xutos & Pontapés.


terça-feira, julho 11, 2017

The Stranglers + Ecos da Cave ao vivo em Santo Tirso

As Festas de São Bento, em Santo Tirso, reservaram o dia de ontem para um regresso musical ao passado.
Primeiro com os Ecos da Cave, filhos da terra, cujos 30 anos de grupo foram celebrados em comunhão com um público entusiasta e a saber de cor o já clássico Desejo, tema principal que levou a banda a figurar entre as oito melhores do concurso do Rock Rendez-Vous em 1988. O vocalista Alfredo, sempre muito dialogante com o público, estava visivelmente emocionado pelo momento histórico que se estava a viver no palco instalado na Praça 25 de Abril. No final, ninguém diria que já se passaram três décadas, e ficou no ar a ideia de um regresso da banda ao ativo.
Depois vieram os The Stranglers, instituição punk e pós-punk já com várias passagens por Portugal, e que atualmente apresenta o baixista/vocalista Jean-Jacques Burnel e o teclista Dave Greenfield como membros da formação original. Um duplo arranque em falso, por problemas técnicos, não condicionou uma atuação que se mostrou segura e competente, maioritariamente centrada no catálogo inicial da carreira, a que a maioria do público respondeu com entusiasmo... moderado - estariam à espera de ver Hugh Cornwell na voz principal, que agora é assegurada por Baz Warne? A exceção foram, como seria de prever, os hits Golden Brown e Always The Sun, tocados de seguida, como podemos verificar na setlist publicada aqui. As músicas foram-se sucedendo a um ritmo quase vertiginoso ou não estivesse em causa o fogo de artifício prometido para a meia-noite e depois adiado para as 00:30. Mas daí não podia passar. De modo que o encore que estava previsto com Go Buddy Go não foi tocado, deixando um sabor amargo naquele final de concerto às centenas que ainda esperavam ouvir, quem sabe, um La Folie ou um Strange Little Girl.
Deixo aqui cinco vídeos gravados pela câmara do Queridos Anos 80, dentro do que a emoção e a tremideira do braço permitiram.






sexta-feira, junho 02, 2017

TONY HADLEY (57)

Uma das grandes vozes da pop masculina dos anos 80 faz hoje 57 anos. Chama-se Tony Hadley, foi o frontman dos Spandau Ballet e ainda teve tempo para derreter uma quantidade considerável de corações adolescentes. O que pouca gente sabe é que o nosso good old Tony, antes de fazer vida na música, foi estrela de fotonovelas de uma revista teen chamada My Guy. Ora espreitem aqui.
Os tempos da agitação New Romantic já lá vão e os Spandau Ballet construíram uma carreira suficientemente sólida para ainda hoje serem idolatrados por esse mundo fora e considerados, pelo menos por mim, como membros, por direito próprio, da nata da pop dos anos 80. E a dar-me razão temos a receção entusiástica que tiveram em 2009 aquando da Reformation Tour, que voltou a juntá-los nos palcos de uma série de países, incluindo Portugal. Ainda estou para perceber como fui capaz de falhar o concerto de Lisboa em 10 novembro de 2009.

sábado, maio 20, 2017

JANE WIEDLIN (58)

Foi uma das Go-Go's (voltaram aos concertos em 2016!) e faz hoje 58 anos, mas é graças a uma canção chamada Rush Hour que o Queridos Anos 80 tem Jane Wiedlin no seu coração. A canção do teledisco dos golfinhos  respira verão, água, sol, praia e é capaz de me pôr aos saltos numa qualquer pista de dança. Não lhe conheço nenhum outro hit, a Jane Wiedlin, mas este chega e sobra para lhe dar o merecido destaque.
A solo, editou quatro álbuns, o segundo dos quais, Fur (1988), teve um impacto razoável no Reino Unido, em grande parte graças à canção supracitada. Também no cinema, a moça já revelou os seus talentos e é uma voz habitual em filmes de animação. E tem uma coleção de banda desenhada cuja personagem principal é... ela mesma, mas respondendo por Lady Robotika. Já disse que hoje faz anos? Parabéns!

sexta-feira, maio 19, 2017

GRACE JONES (69)

Uma pessoa distrai-se e a Grace Jones faz isto. Aos 67 anos. Sim, subiu ao palco, no Afropunk Festival, em 2015, em topless, pintura corporal e apenas com um corpete e cuecas. Dois anos antes, o The Guardian incluiu-a nas cinquenta personalidades acima dos 50 anos mais bem vestidas. Ela que, nos anos 70, ainda antes de se dedicar a sério à música e ao cinema, já tinha percorrido as passerelles mais importantes do mundo da moda.
Quanto à música, é inevitável falar de Slave To The Rhythm e das versões de La Vie En Rose (esta de 1977) ou Private Life. Em 2008 editou, Hurricane, aquele que é, até à data, o seu último trabalho discográfico.
Mas há novidades no grande ecrã. O biopic Grace Jones: Bloodlight and Bami, com realização de Sophie Fiennes, será por estes dias lançado no Festival de Cannes. Com cinco anos de produção, este documentário é a oportunidade de entrarmos no mundo bizarro deste ícone da pop.
Hoje Grace Jones completa 69 anos. Parabéns!

sábado, março 25, 2017

ARETHA FRANKLIN (75)

Aos 75 anos, completados hoje, Aretha Franklin encontra-se a gravar um novo álbum. Ainda não há título para o novo registo, mas já se sabe que terá Stevie Wonder a produzir e a compor. Outra novidade são as presenças do filho e da neta da rainha da soul no disco. Todas as novidades, incluindo um vídeo com entrevista em estúdio, aqui.
Com lugar de destaque na elite da soul durante os anos 60 e assistindo ao decair do seu sucesso comercial na segunda metade dos anos 70, não foi fácil, para Aretha, sobreviver ao impacto dos anos 80. A rainha da soul soube, porém, adaptar-se às sonoridades sintetizadas e à estética dos 80s e passou o teste com distinção. Confirmam-no cinco prémios Grammy e um conjunto de canções - a solo ou em dueto - que deixaram a marca da cantora na década dourada da pop. Aqui estão elas por ordem cronológica decrescente. Parabéns, Aretha!

through the storm (1989)
through the storm (com elton john)
it isn't, it wasn't, it ain't never gonna be (com whitney houston)
gimme your love (com james brown)
aretha (1986)
i knew you were waiting (com george michael)
jimmy lee
jumpin' jack flash
who's zoomin' who? (1985)
freeway of love
who's zoomin' who
sisters are doin' it for themselves (com os eurythmics)
jump to it (1982)
jump to it

ELTON JOHN (70)

Sir Elton John faz hoje 70 anos. De nome verdadeiro Reginald Kenneth Dwight, é um dos ícones da música britânica, e atrever-me-ia mesmo a dizer, da cultura britânica dos últimos 50 anos. A sua parceria com Bernie Taupin também está de parabéns: são cinco décadas de trabalho conjunto para trazer ao mundo alguns dos melhores temas da piano-pop de sempre.
Hoje há festa nos Red Studios, em Los Angeles, com a celebração do aniversário dos 70 anos do cantor e dos 50 anos da colaboração com o letrista a contar com a presença de Lady Gaga entre outros convidados surpresa. George Michael estaria, certamente, presente no evento, não fosse o seu falecimento há três meses. Este evento servirá, também, para a angariação de fundos com destino à Elton John AIDS Foundation e o UCLA Hammer Musem.
Quanto a discos, o homem não para: o mais recente registo tem um ano e chama-se Wonderful Crazy Tonight. É apenas o trigésimo-terceiro álbum de estúdio. Nós, portugueses, tivemos a oportunidade de ver Elton John, em Julho de 2016, no Festival Marés Vivas.
Parabéns, Elton John!

sexta-feira, março 24, 2017

NENA (57)

Praticamente esquecida nos media internacionais dedicados à música, Nena não se tem saído mal no seu país de origem nessa tentativa, quase sempre inglória para uma ex-estrela dos 80s, de manter um grau de popularidade minimamente aceitável.
Nesta altura faz parte do júri da versão alemã do The Voice Kids, juntamente com a filha, Larissa Kerner. Talvez não seja um mero acaso a presença num programa deste tipo. É que Nena já é avó. E teve um filho já depois de ser avó. E aquilo deve ser uma alegria em casa, digo eu. Muita coisa a acontecer na família Kerner, portanto.
No que a este blogue diz respeito, a música, a última edição de estúdio de Nena ainda é álbum Oldschool, editado em 2015,  do qual já aqui falei aquando do 56.ª aniversário da miúda dos 99 Red Balloons.
Hoje completa 57 anos. Parabéns!

sexta-feira, janeiro 27, 2017

spotify - queridos_anos_80_#8

bill pritchard | the lilac time | microdisney | the weather prophets | the mighty lemon drops | the jazz butcher | the go-betweens | the woodentops | the icicle works | modern english

 

spotify - queridos_anos_80_#7

bryan adams | bonnie tyler | toto | chicago | reo speedwagon | heart | foreigner | richard marx | starship | adrian gurvitz

 

sexta-feira, janeiro 13, 2017

diggin'

Para um maluquinho por música como eu, não há nada mais saudável que uma visita regular a uma loja de cds/vinil usado(s). É uma rotina mensal, às vezes quinzenal, da qual não abdico: "perder-me", "perdendo" uma ou duas horas a procurar, a esgaravatar, a remexer, a escarafunchar prateleiras e caixotes de música. É uma felicidade, acreditem, principalmente depois de um dia de trabalho que não correu como esperava. Às vezes não sei o que procuro, mas procuro e procuro e (re)encontro o equilíbrio ali. E sei que vou sair com alguma coisa na mão, o que aumenta o frenesim da descoberta. Às vezes apenas quero ir de cd em cd ou de vinil em vinil. Ver "aquele" que já tenho, aqui a um preço proibitivo (e sorrir). Reparar naquele que na FNAC até está mais barato (e sorrir). Dar de caras com uma coletânea de 40 músicas dos anos 80, onde está "aquela" que me faltava (e sorrir). Pensar que o empregado, quando me vê entrar, já me olha com aquele ar "lá vem o doido que se põe a rir sozinho" (e sorrir por causa disto). Também me acontece trazer um disco para casa para chegar à conclusão de que já o tenho (e nem por isso deixo de sorrir).
Para quem não é do Porto e quiser um dia dedicar-se ao diggin' aqui, posso aconselhar a Louie Louie Porto, a Piranha - Loja de Música, a Porto Calling - Loja de Discos ou a Muzak Vinil. Já agora relembro aqui uma publicação de maio de 2011 sobre a minha aventura por lojas de música em Madrid.

quinta-feira, dezembro 29, 2016

JIM REID (55)

Jim Reid, a voz dos Jesus And Mary Chain, completa hoje 55 anos, mas, profissionalmente, os festejos já começaram há mais tempo: a banda dos irmãos Reid prepara-se para lançar, já no primeiro trimestre de 2017, o sétimo álbum de estúdio. Foram precisos quase vinte anos, desde o álbum Munki (1998), para que os fãs vissem material novo da banda que espalhou, nos anos 80 e 90, aquilo a que eu chamo de noise-rock-fofinho (sem qualquer sentido pejorativo, atenção).
Damage And Joy é o nome do álbum, cuja produção ficou a cargo de Youth, fundador e atual baixista dos Killing Joke.
Em termos de concertos, a The Damage And Joy Tour, marcada para o próximo ano, chegará até Madrid e Barcelona. Para já, portanto, o nosso país (que pôde vê-los no Alive '15) fica de fora.
Parabéns, Jim Reid!

segunda-feira, dezembro 26, 2016

George Michael (1963-2016)

As últimas notícias que o site e a página no facebook oficiais de George Michael apresentam datam de novembro deste ano e dão conta da azáfama do músico na preparação do documentário Freedom, cuja estreia estará apontada para março de 2017, e da intenção, tanto por parte da Sony como do ex-vocalista dos Wham, em fazer coincidir esse momento com a reedição de Listen Without Prejudice. Não há, não havia notícias de quaisquer problemas de saúde que nos pudessem preparar para a notícia da sua morte. Mas aconteceu, neste dia de Natal de 2016.
A morte de George Michael é o desaparecimento de um pedaço da infância ou adolescência de cada um de nós, que pertencemos a uma geração que guardava e guarda uma imagem, tanto estética como musical, muito nítida deste ícone da pop dos anos 80. E que a revisitava, e revisita, assiduamente no leitor de CDs lá de casa ou no DJ set ao som do qual dançamos frequentemente. É o desaparecimento do ídolo teen pop, cujos posters da revista Bravo preenchiam as paredes dos quartos femininos, ao lado do seu companion Andrew Ridgeley, enquanto no gira-discos rodavam os Wake Me Up Before You Go-Go ou os Last Christmas de que os rapazes negavam gostar na escola. Mas também é o desaparecimento do compositor de obras magistrais a solo como os álbuns Faith ou Listen Without Prejudice, que mostraram que a liberdade - a Freedom - de George Michael era também a nossa de podermos admitir que um dia tínhamos gostado daquele ídolo pop. Agora já muito tempo passou. Os Wham acabaram há 30 anos e George Michael deixou-nos hoje. Fica a música e ficam as memórias, em jeito de homenagem, do concerto em Coimbra, em 12 de maio de 2007.

sábado, outubro 08, 2016

And Also The Trees em Portugal

No momento em que escrevo estas linhas, os And Also The Trees estarão em pleno concerto, no Sabotage Club, em Lisboa. Já este sábado será a vez do Porto os receber, na sala 2 do Hard Club.
É a terceira vez que a banda dos irmãos Justin Jones e Simon Huw Jones pisa os palcos portugueses, depois de já terem passado pelos festivais Fadeinfestival, em 2010, e o Entremuralhas, no ano passado.
Os fãs do pós-punk dos anos 80 agradecem a presença de uma banda que se mantém ativa desde 1979, com treze álbuns editados, o último dos quais, já este ano de 2016. Chama-se Born Into The Waves e será certamente alvo de atenção nesta digressão de outono que chegará a países como a França, a Itália e a Grécia.
Este é mais um evento da Music Is My Oyster, que ainda nem há uma semana nos trouxe os Death In June, e que mantém o selo de qualidade na organização de concertos a que já nos habituou.
O evento de facebook para o concerto dos And Also The Trees no Porto, com todos os pormenores, está aqui. E chamo a atenção para a imperdível after-party do concerto que terá lugar no mítico Griffon's, com música a cargo de Ivo T e Ex Lion Tamer.
Deixo-vos com Slow Pulse Boy, do álbum Virus Meadow, de 1986.


quinta-feira, setembro 29, 2016

Death In June tocam no Porto

Em mais uma produção louvável da Music Is My Oyster, o Hard Club, no Porto, vai ser palco do único concerto de Death In June que passará no nosso país por ocasião dos 35 anos da banda de Douglas Pearce. É na próxima segunda-feira, 3 de outubro, e vai ter na primeira parte o projeto português Homem em Catarse. Todos os pormenores, disponíveis no evento facebookiano criado para o efeito.
Os Death In June iniciaram a atividade em 1981 e, desde logo, marcaram terreno no âmbito do pós-punk, neofolk e industrial (isto para quem gosta de arrumar a música em gavetinhas herméticas). São cerca de duas dezenas de álbuns, cujos temas mais emblemáticos não deixarão, certamente, de ser revisitados em palco pelo carismático homem da máscara. Uma oportunidade única, segunda-feira, no Hard Club, no Porto.
Deixo aqui o poderoso The Calling (Mk II), do álbum Nada!, de 1985.



quinta-feira, maio 26, 2016

O Queridos Anos 80 encontra o Blog do Puto

Vai ser já neste sábado, dia 28, que a Casa de Ló, na cidade do Porto, vai receber a Batalha dos Blogues, nome pomposo e beligerante para algo tão inocente e pacífico como um dia de música para acompanhar finos ou outras bebidas mais exigentes.
O Queridos Anos 80 encontra, pela primeira vez, o Blog do Puto para cruzar os sons do passado presente com os sons do presente futuro. A cargo do tarzanboy, a música da década dourada da pop. À responsabilidade do Puto, os sons apaixonantes da modernidade.
Haverá matiné em tons suaves, a partir das 18 horas e até à hora de jantar. À noite, a soirée, mais agitada e imprevisível, pelas 23. Apareçam que vai valer a pena.


spotify - queridos_anos_80_#6

the pursuit of happiness | gene loves jezebel | peter murphy | the mission | this mortal coil | the house of love | siouxsie and the banshees | love and rockets | all about eve | balaam and the angel



domingo, abril 24, 2016

spotify - queridos_anos_80_#5

edie brickell & the new bohemians | the triffids | 10,000 maniacs | bruce springsteen | suzanne vega | the go-betweens | aztec camera | r.e.m. | stevie nicks | fleetwood mac

quinta-feira, abril 21, 2016

Prince (1958-2016)


Prince deixou-nos hoje. O mais criativo músico pop americano dos anos 80 - e um dos maiores de sempre - morreu aos 57 anos, deixando um legado musical impressionante: cinco décadas de música, múltiplos prémios, cerca de quarenta álbuns e, segundo reza a lenda (e, já se sabe, "génio" e "lenda" andam sempre de mãos dadas), à volta de mil canções escritas em nome próprio ou sob vários pseudónimos. A sua produção discográfica é tão extensa e prolífica como o foi o seu talento.

Um talento que se revelou logo nos finais dos anos 70, para atingir todo o esplendor nuns anos 80 que lhe assentaram tão bem e o projetaram à escala mundial. Foi impossível não sermos de alguma forma tocados pela sua música - mesmo quando nos movimentávamos, como era o meu caso, no espaço musical ocupado por bandas como The Smiths, Echo & the Bunnymen, Jesus and Mary Chain ou New Order. E essa inevitabilidade é o que distingue a genialidade da trivialidade. Prince entranhou-se em nós, mesmo antes de o estranharmos.

Celebremos, então, Prince Rogers Nelson. Celebremos aquela Purple Rain que dançámos num verão adolescente qualquer, agarrados à miúda que queríamos para toda a vida. Celebremos aquela When Doves Cry ou a I Could Never Take The Place Of Your Man que nos puxaram, tantas vezes, indefesos, desarmados, para a pista de dança. Celebremos a voz, a guitarra, o sorriso malicioso atirado às suas partenaires, fossem elas Wendy and Lisa, Sheila E, Sheena Easton ou aquelas duas miúdas do teledisco do Cream. Celebremos as incríveis espargatas em saltos altos que o víamos fazer como se fosse um desenho animado. Celebremos a sua música que nos vai acompanhar sempre.

quarta-feira, abril 13, 2016

spotify - queridos_anos_80_#4

orchestral manoeuvres in the dark | erasure | pet shop boys | soft cell | fiction factory | eurythmics | yazoo | a flock of seagulls | depeche mode | new order

 

sexta-feira, abril 01, 2016

spotify - queridos_anos_80_#3

the bolshoi | echo & the bunnymen | the mighty lemon drops | the parachute men | the church I lloyd cole & the commotions | wire | kitchens of distinction | the railway children | the stone roses

segunda-feira, março 28, 2016

spotify - queridos_anos_80_#2

duran duran | depeche mode | simple minds | bruce springsteen | u2 | talking heads | the sound | siouxsie and the banshees | the cure | the smiths




sábado, março 26, 2016

DIANA ROSS (72)

O facebook oficial de Diana Ross, que conta com quase dois milhões de fãs, não tem tido grande atividade. No ano de 2016, apresenta apenas duas publicações. Uma, de 2 de janeiro, que homenageia Natalie Cole dois dias após a sua morte. Outra, de 21 de março, que apresenta um vídeo de Rhonda Ross, filha de Diana, a dar uma palestra no Lehman College. Em termos musicais, nada a assinalar. O site oficial de Diana Ross está em remodelação e é apenas no site oficial do clube de fãs que ficamos a saber que há uma série de datas ao vivo nos próximos tempos, previstas para os Estados Unidos.
A exemplo do que fiz com Aretha Franklin, listei dez canções que marcaram o percurso de Diana Ross na década de 80. As canções estão disponíveis para audição no facebook QA80. Entretanto, fica aqui a listagem. Hoje, Diana completa 72 anos. Parabéns!

diana (1980)
upside down
i'm coming out
my old piano
endless love (bso, 1981)
endless love (com lionel richie)
why do fools fall in love (1981)
mirror mirror
silk electric (1982)
muscles
swept away (1984)
all of you (com julio iglesias)
missing you
eaten alive (1985)
eaten alive
chain reaction

sexta-feira, março 25, 2016

spotify - queridos_anos_80_#1

alison moyet | climie fisher | bryan ferry | spandau ballet | black | fine young cannibals | wham | cock robin | kim wilde | deacon blue



ARETHA FRANKLIN (74)

Com lugar de destaque na elite da soul durante os anos 60 e assistindo ao decair do seu sucesso comercial na segunda metade dos anos 70, não foi fácil, para Aretha Franklin, sobreviver ao impacto dos anos 80. A rainha da soul soube, porém, adaptar-se às sonoridades sintetizadas e à estética dos 80s e passou o teste com distinção. Confirmam-no cinco prémios Grammy e um conjunto de canções - a solo ou em dueto - que deixaram a marca da cantora na década dourada da pop. Aqui estão elas por ordem cronológica decrescente (e prontinhas a ouvir no facebook QA80), no dia em que Aretha Franklin completa 74 anos. Parabéns!

through the storm (1989)
through the storm (com elton john)
it isn't, it wasn't, it ain't never gonna be (com whitney houston)
gimme your love (com james brown)
aretha (1986)
i knew you were waiting (com george michael)
jimmy lee
jumpin' jack flash
who's zoomin' who? (1985)
freeway of love
who's zoomin' who
sisters are doin' it for themselves (com os eurythmics)
jump to it (1982)
jump to it

quinta-feira, março 24, 2016

NENA (56)

Gabriele Susanne Kerner, universalmente conhecida por Nena, completa hoje 56 anos (e que 56 anos bem conservados!). As últimas notícias dão conta da edição do seu sexto álbum ao vivo, registado no mítico clube berlinense SO36, em março de 2015. A cantora alemã que nos trouxe 99 Red Balloons fala deste concerto como um sonho tornado realidade.
No ano passado, Nena editou o seu mais recente álbum de originais, cujo título - Oldschool - parece ser uma espécie de pedido de desculpas aos fãs pela recusa, aquando das entrevistas promocionais ao álbum Du Bist Gut (2012), em falar dos anos 80. As críticas foram incisivas e agora, aí está Nena, celebrando o passado num álbum que, segundo rezam as crónicas, tem muito de dançável ou não tivesse sido produzido pelo rapper alemão Samy Deluxe. Para ouvir, o single Lieder von fruher.

terça-feira, março 22, 2016

GEORGE BENSON (73)

Pouca gente saberá que duas das maiores baladas dos anos 80, The Greatest Love Of All e Nothing's Gonna Change My Love For You, foram originalmente gravadas por George Benson. A primeira em 1977, como parte da banda sonora de The Greatest, filme em que o pugilista Muhammad Ali fazia de... pugilista Muhammad Ali. E a segunda, em 1984, para o álbum 20/20. Seria, porém, nas vozes de Whitney Houston e Glenn Medeiros que aquelas canções haveriam de varrer as tabelas de vendas mundiais, Portugal incluído.
George Benson, que começara a carreira ainda nos anos 60 como guitarrista de jazz, abriu a década de 80 com o dançável Give Me The Night, mas ficaram essencialmente nos meus ouvidos In Your Eyes e Kisses In The Moonlight, canções que muito fizeram certamente pelo aumento da taxa de natalidade. O Oceano Pacífico da RFM também agradeceu.
Aos 73 anos, que completa hoje, George Benson mantém uma agenda de concertos preenchida e continua a editar. No ano passado saiu uma coletânea dos seus maiores êxitos e em 2013 gravou Inspiration: A Tribute To Nat King Cole, cujo título dispensa quaisquer explicações.

quinta-feira, março 17, 2016

CHILDREN OF THE 80s' - Armazém do Chá (Porto) - 19 de março


No próximo sábado vai haver festa no Armazém do Chá (Porto). É a segunda edição da CHILDREN OF THE 80s', que, como o nome indica, nos vai fazer regressar ao tempo em que éramos crianças. E adolescentes e jovens, acrescento eu. A melhor música dos anos 80, a cargo deste vosso criado, e da Ana Crista e do Ivo T. Só não digo que vai ser a música da mãe de todas as décadas porque dia 19 é dia do Pai. É aparecer e trazer gente que a gente trata de a pôr a dançar.

sexta-feira, março 11, 2016

Psicopátria no Rivoli: 30 anos depois


Não fui ao Rivoli para ver um concerto dos GNR de há 30 anos. Fui ao Rivoli para ver amigos. Os GNR são aquela banda da nossa cidade que entra na nossa adolescência, nos acompanha na nossa vida e envelhece connosco. São aqueles tipos que encontramos num bar da Baixa ou num concerto em Paredes de Coura e apetece dizer "então, pá, tá tudo?". São aqueles que encontramos na concentração de mini-basquete do nosso filho (sim, e da próxima vez levo o CD para autógrafo). E são aqueles que fizeram o melhor pop-rock que Portugal ouviu e ouvirá, e de que Psicopátria é exemplo incontornável.

sábado, janeiro 16, 2016

SADE ADU (57)

As últimas novidades sobre a carreira de Sade Adu datam de junho de 2012, com a edição do DVD Bring Me Home | Live 2011, o registo do concerto na Citizens Business Bank Arena em Ontário, Califórnia. Este concerto fez parte da digressão Once In A Lifetime, que a levou à Europa (Portugal não incluído) e aos States em 2011.
O último registo de originais continua a ser Soldier Of Love, de 2010, álbum que teve direito a Grammy e tudo. Em 2012, o canal televisivo VH1 colocou esta nigeriana de nascimento que aos quatro anos foi com a mãe para Inglaterra na trigésima posição das 100 mulheres mais importantes na história da música. Nas ilhas britânicas não há nenhuma cantora que tenha obtido tanto sucesso como ela.
Sade não sente especial atração pelos holofotes da fama. Vive no campo, em Gloucestershire, Inglaterra, afastada dos olhares indiscretos da imprensa. Hoje, completa a bonita idade de 57 anos. Parabéns!

segunda-feira, janeiro 11, 2016

David Bowie (1947-2016)


David Bowie deixou-nos no dia 10 de janeiro de 2016, mas soubemos da sua morte no dia seguinte, 11 de janeiro, Dia Internacional do Obrigado. Uma feliz coincidência que é uma espécie de mensagem que o destino se encarregou de deixar ao camaleão do rock, onde quer que ele esteja. Uma mensagem de gratidão que todos nós, certamente com um sorriso no rosto, testemunhamos de cada vez que ouvimos Life On Mars, Starman, Young Americans, ou, para nos cingirmos à década de 80, Let's Dance, China Girl ou Absolute Beginners. Obrigado, David Bowie. Pelo carisma, pela originalidade, pela música. E obrigado por aquele dueto com Annie Lennox, em 20 de abril de 1992, que, ainda hoje, permanece como o minha atuação preferida de sempre em cima de um palco:

sábado, novembro 21, 2015

BJORK (50)

Nos anos 80, Bjork Guðmundsdóttir e os Sugarcubes ultrapassaram a barreira natural do Atlântico Norte para atingirem alguma notoriedade no circuito alternativo europeu. Em 1992, e ao fim de três álbuns de originais, a banda islandesa encerrou a sua atividade e Bjork - que já tinha gravado um álbum com apenas 11 anos - iniciou carreira a solo com assinalável sucesso mundial.
O seu nono álbum foi editado ainda este ano. Chama-se Vulnicura e já foi eleito pela Rough Trade como o melhor do ano.
Hoje, Bjork festeja 50 anos. Parabéns!

segunda-feira, novembro 02, 2015

Rest In Peace - versão 4

Deixaram-nos fisicamente, mas a sua música continua a preencher-nos a alma. A versão atualizada de Rest In Peace -  versão 4 - já está no You Tube. É mais uma homenagem à música e àqueles que no-la trouxeram nos anos 80, mas que já cá não estão. Para lembrar com saudade, mas sem saudosismos.

domingo, outubro 11, 2015

Jim Diamond morre aos 64 anos

As notícias mais recentes sobre Jim Diamond davam-nos conta da edição de City of Soul, em 2011, um álbum de versões soul cuja receita reverte para uma instituição de apoio às crianças. Neste trabalho, Jim juntou-se a nomes como Tommy Cunningham dos Wet Wet Wet e Greg Kane dos Hue & Cry. Podemos ver aqui uma interpretação de Morning Glory, de Mac Gayden.
Em 28 de setembro, dia em que completou 64 anos, fez uma declaração no facebook sobre a morte da mãe, algumas semanas antes. Nesta declaração, dizia que "Se olharem para cima e virem um casal a dançar numa nuvem ao som de Count Basie, são os meus pais."
Na passada quinta-feira, faleceu em casa, durante o sono, segundo declaração da família no site oficial.

sábado, setembro 26, 2015

BRYAN FERRY (70)

O último álbum de Bryan Ferry chama-se Avonmore e foi lançado em novembro de 2014. É o décimo quarto trabalho a solo deste senhor que continua a ocupar um lugar muito especial no coração deste blogue. Este longa duração inclui uma deliciosa versão de Johnny and Mary, o clássico de Robert Palmer. Aqui, Ferry entra em parceria com o norueguês Todd Terje. A ouvir, com urgência.
Hoje, Bryan Ferry completa a bonita idade de 70 anos. Parabéns!

segunda-feira, setembro 14, 2015

MORTEN HARKET (56)

Os a-ha encerraram a atividade em 2010, mas não aguentaram muito tempo separados. Cinco anos volvidos, reuniram-se e... eis um álbum fresquinho, acabadinho de sair. Chama-se Cast In Steel e é o décimo trabalho deste trio norueguês que povoou o imaginário - e as paredes do quarto - de muito adolescente nos anos 80.
Morten Harket, o vocalista, também tem álbum recente a solo. Foi editado no ano passado e tem por título Brother. É o sexto trabalho (o quarto cantado em inglês) do rapaz que um dia saiu da banda desenhada para se apaixonar pela miúda do café. Morten faz hoje 56 anos. Parabéns!

terça-feira, setembro 08, 2015

AIMEE MANN (55)

Aimee Mann deu os primeiros passo dignos de registo na música através da banda punk, os The Young Snakes (editaram o EP Bark Along With The Young Snakes em 1983), mas só atingiu a notoriedade como vocalista dos Til Tuesday, banda que produziu duas canções de assinalável qualidade: What About Love e, principalmente, Voices Carry. Nos anos 90, esta loira de Richmond, na Virgínia, iniciou uma carreira a solo que haveria de produzir oito álbuns, o último dos quais de 2012.
Atualmente, Aimee Mann forma com Ted Leo o duo The Both, cujo álbum de estreia homónimo saiu em 2014. Uma atuação inteirinha - e muito bem disposta - dos The Both na KEXP pode ser vista aqui. É caso para dizer que Aimee Mann está a saber envelhecer muito bem. Hoje, completa 55 anos. Parabéns!