terça-feira, Novembro 18, 2014

KIM WILDE (54)

Kim Wilde foi companheira de quarto durante alguns anos da minha adolescência. Não foi a única, certamente, a ocupar aquelas paredes, mas foi das mais assíduas. Pela música, claro, mas também pela questão sex-symbol, estatuto que a própria Kim Wilde nunca explorou em demasia. Sempre com o irmão e o pai por perto, nunca se aproximou sequer de algum limite menos convencional nesta coisas das poses para as revistas ou dos gestos insinuantes em concertos. Era uma menina bem comportada, portanto.
Há cerca de um ano, em declarações ao Metro britânico, Kim Wilde afirmou que não acredita nesta coisa dos modelos, dos exemplos que os artistas podem constituir para os mais jovens... Isto a propósito dos críticos de Miley Cyrus, que acham que os seus comportamentos, nomeadamente aqueles que podemos ver nos telediscos, podem ser emulados pelas camadas mais jovens. Kim revela que, na sua juventude, ouvia o Lou Reed, que cantava sobre consumir drogas, e nem por isso se sentiu tentada a experimentar.
Hoje, Kim Wilde completa 54 anos. A cantora prepara-se para dar alguns concertos de Natal na Knebworth House, onde, certamente, aproveitará para passar por Wilde Winter Songbook, o último longa-duração, editado em novembro do ano passado, composto por um conjunto de versões de clássicos natalícios.

tarzan_mix_1: a glass of wine by the fireplace

Tarzan_mix_1: a glass of wine by the fireplace by Queridos Anos 80 on Mixcloud

terça-feira, Novembro 11, 2014

Rest In Peace (atualização 11.11.14)



Adam Yauch (Beastie Boys)
Adrian Borland (The Sound)
Alan Myers (Devo)
Andrew Gold (Wax)
Andy Gibb
António Variações
Ari Up (The Slits)
Benjamin Orr (The Cars)
Big Bank Hank (The Sugarhill Gang)
Billy Mackenzie (The Associates)
Brian Hibbard (Flying Pickets)
Carlos Paião
Chrissy Amphlett (Divinyls)
Clarence Clemons
Cliff Burton (Metallica)
David McComb (The Triffids)
Dee Dee Ramone
Donna Summer
Dusty Springfield
Eartha Kitt
Eric Carr (Kiss)
Eric Woolfson (Alan Parsons Project)
Falco
Francisco Ribeiro (Madredeus)
Freddie Mercury (Queen)
Gary Moore
George Harrison
Graeme Kelling (Deacon Blue)
Grant McLennan (The Go-Betweens)
Greg Ham (Men At Work)
Gregory Isaacs
Ian Curtis (Joy Division)
Jam-Master Jay (RUN DMC)
James Honeyman-Scott (The Pretenders)
Jeff Hanneman (Slayer)
Jeff Porcaro (Toto)
James Brown
Jeffrey Lee Pierce (The Gun Club)
Jermaine Stewart
Jimmy McShane (Baltimora)
João Aguardela (Sitiados)
John Balance (Coil)
John Lennon
Johnny Ramone
Joe Strummer (The Clash)
Joey Ramone
Karen Carpenter (The Carpenters)
Kevin MacMichael (Cutting Crew)
Kirsty MaCcoll
Laura Branigan
Lou Reed
Lux Interior (The Cramps)
Marvin Gaye
Maurice Gibb (Bee Gees)
Matthew Ashman (Bow Wow Wow)
Mel (Mel & Kim)
Michael Hutchence (INXS)
Michael Jackson
Mick Karn (Japan)
Nico (Velvet Underground)
Ofra Haza
Patrick Swayze
Paul Raven (Killing Joke)
Pete de Freitas (Echo & the Bunnymen)
Pete Farndon (Pretenders)
Peter Slaghuis (Video Kids)
Peter Tosh
Phil Chevron (The Pogues)
Phyllis Nelson
Poly Styrene
Rick James
Ricky Wilson (B-52's)
Rob Tyner (MC5)
Robert Fisher (Climie Fisher)
Robert Palmer
Robert Pilatus (Milli Vanilli)
Robin Gibb (Bee Gees)
Roland Howard (The Birthday Party)
Roy Orbison
Rozz Williams (Christian Death)
Scott Miller (Game Theory)
Steve Clark (Def Leppard)
Stiv Bators (Lords Of The New Church)
Stuart Adamson (Big Country)
Teena Marie
Teddy Pendergrass
Whitney Houston
Willy DeVille

Morreu Big Bank Hank (Sugarhill Gang)

Morreu hoje Big Bank Hank (à esquerda na foto), um dos membros dos Sugarhill Gang, o coletivo que colocou o rap no primeiro lugar das tabelas de vendas com o aclamado Rapper's Delight.
Aos 57 anos, Henry Jackson não resistiu a um cancro.
Os dois restantes membros da banda, Wonder Mike e Master Gee já expressaram, para a Rolling Stone, o que a morte do amigo significou: "Estamos muito tristes. Fizemos História no mundo da música com o Rapper's Delight e jamais esqueceremos as viagens que fizemos juntos pelo mundo inteiro".

playlist temática: from germany with love

Num fim de semana em que se falou dos vinte e cinco anos da queda do Muro de Berlim, lembrei-me de trazer ao Queridos Anos 80 uma playlist composta por temas de artistas alemães. O país da Srª. Merkel produziu, durante a década dourada da pop, alguns dos grandes êxitos europeus da altura. Da pop eletrónica one-hit wonder dos Trio até ao hard-rock de estádio do Scorpions, passando pelo inevitável euro-disco de Fancy ou dos Modern Talking, a Alemanha sempre se posicionou bem nas tabelas de vendas de discos, mas nunca cheirou sequer aos calcanhares da indústria britânica (no futebol, levou, sem dúvida, a melhor...). Ainda assim, fez o suficiente para ficar na história da música dos anos 80. E aqui estão dez propostas que podem ouvir, já sabem, no facebook oficial do Queridos Anos 80.

Alphaville - Big In Japan 
Os Alphaville, que começaram por se chamar... Forever Young, tiveram em Big In Japan o seu grande sucesso. Há quem diga que o título da música que os levou à fama mundial era uma homenagem a uma banda, com os mesmo nome, que Marion Gold, o vocalista, tinha ouvido em finais dos anos 70. Dessa banda fazia parte um tal de Holly Johnson...
A canção varreu o primeiro lugar de muitos tops europeus, inlcuindo Portugal, mas no Reino Unido ficou-se pelo oitavo lugar. O teledisco foi realizado por Dieter Meier, dos Yello.
Sandra, a menina Maria Magdalena, gravou, em 1984, uma versão em alemão de Big In Japan, com o título Japan Ist Weit. Os Guano Apes têm também uma versão, de 2000.


Camouflage - The Great Commandment
Os Camouflage formaram-se em 1983 e ainda estão em atividade. Este The Great Commandment é o seu único êxito, digamos, internacionalmente sólido. A colagem aos Depeche Mode é evidente o que talvez explique o êxito algo inesperado que esta música obteve nos Estados Unidos. Em 2001, a banda resolveu regravar a música, numa versão 2.0 tipo carrinhos de choque. Não gostei.


Fancy - Bolero
Chama-se Manfred Alois Segieth, tem 68 anos e ainda faz discotecas, entendendo-se este "faz" como o saltar para um pequeno recinto chamado pista de dança e cantar em playback total três ou quatro êxitos que fizeram de Fancy um dos expoentes máximos da vertente alemã do italo-disco. Bolero estará sempre presente numa setlist de Fancy, ele que nos anos 70, era Tess Teiges e cantava "Eu voltarei, pequena geisha"...


Kraftwerk - Computer Love
O normal é olharmos para os Kraftwerk como uma banda dos anos 70, década em que editaram seis álbuns e estabeleceram a base que haveria de influenciar toda uma galáxia de bandas de cariz eletrónico (alô, Depeche Mode!) que se desenvolveram nos anos 80. Mas estes alemães muito bem penteadinhos e tão sorridentes gravaram dois álbuns nos anos 80, o que os torna imediatamente elegíveis para esta lista. Escolhi Computer Love, que foi o primeiro single extraído do álbum Computer World, de 1981, e em cujo lado B surge The Model, que tinha sido editado como single em 1978.
Os Camouflage, de que falo ali acima, têm uma versão desta música, mas quem usou com mais proveito a melodia deste tema foram os Coldplay no tema Talk. Vá lá que pediram autorização aos Kraftwerk...


Modern Talking - Cheri Cheri Lady
Eu sei que estavam à espera do You're My Heart You're My Soul mas os Modern Talking são muito mais do que essa canção. Eles são Atlantis Is Calling, eles são You Can Win If You Want, eles são Brother Louie, eles são Geronimo's Cadillac, eles são... Cheri Cheri Lady. E agora, que captei de forma notável a vossa atenção, apenas acrescento que eles são, na realidade, Dieter Bohlen, o loiro, e Thomas Anders, o moreno.


Nena - 99 Red Balloons
Originalmente lançada em língua alemã, com o título 99 Luftballons, esta foi uma canção de protesto anti-nuclear. O texto conta a história de 99 balões que são confundidos com OVNIs, o que leva a uma pronta reação por parte das autoridades militares. São enviados caças que, após perceberem o engano, se dedicam a brincar ao tiro ao balão. Isto irrita os líderes dos países vizinhos, que decidem reagir a esta demonstração de poder bélico com... poder bélico. Tudo acaba numa devastadora guerra de 99 anos. O texto da versão inglesa tem ligeiras modificações na estrutura narrativa, mas a objetivos são os mesmos.
Curiosamente, a versão alemã foi a preferida dos americanos e dos australianos, sendo que é, ainda hoje, um dos maiores êxitos de sempre em língua não inglesa nos EUA. No Reino Unido, a versão inglesa chegou o primeiro lugar das tabelas.


Propaganda - Duel
Esta faz parte da minha banda sonora pessoal da década de 80 e é sempre um prazer passá-la em eventos de botadisquismo. Duel foi o single de maior sucesso dos Propaganda e integra esse álbum de estreia fabuloso, A Secret Wish (1985), do qual também fazem parte Dr. Mabuse e P-Machinery.
Duel tem sido utilizada em vários eventos desportivos.

Sandra - Maria Magdalena
Antes de ter uma carreira a solo, Sandra fez parte de uma girl band chamada Arabesque. Em 1985, sob orientação do marido Michael Cretu, Sandra editou o álbum de estreia cujo primeiro single se revelou um estrondoso sucesso em toda a Europa, Portugal incluído, onde chegou ao primeiro lugar das tabelas de vendas. Maria Magdalena apresentava uma sonoridade synth-pop um pouco a entrar pelo meandros do euro-disco com uma melodia suficientemente catchy para conquistar os ouvidos dos amantes do género. Depois, havia a figura, diria, estimulante, de Sandra, cujas imagens ocuparam muitas paredes de quartos adolescentes. Pelo meu quarto passou um poster de Sandra, retirado da revista Bravo.


Scorpions - Still Loving You
Esta é, com pouca margem de erro, muito provavelmente a power ballad que maior sucesso obteve no nosso país. Lembro-me de ver, semanas a fio, o teledisco da música que ocupava o primeiro lugar da tabelas de singles. Os Scorpions perceberam isso e estabeleceram com Portugal uma relação muito próxima. Um dos pontos altos desta relação foi a gravação de um álbum acústico no Convento do Beato, em Lisboa (2001).


Trio - Da Da Da
Termino esta playlist com os Trio, uma banda da new wave alemã que teve apenas cinco anos de existência, mas que inscreveu o seu nome da história da música pop através deste Da da da, ich lieb dich nicht, du liebst mich nicht, aha aha aha, mais convenientemente conhecido por apenas Da Da Da. A música tem sido utilizada em muita publicidade televisiva. Em Portugal, Herman José gravou uma versão, em português, em 1982.

quarta-feira, Agosto 13, 2014

FEARGAL SHARKEY (56)

Depois de ter liderado os The Undertones, de 1976 a 1983, e de ter alcançado sucesso mundial a solo com o tema A Good Heart, Feargal Sharkey decidiu deixar os palcos e os estúdios de gravação. Estávamos no início dos anos 90, mas a sua ligação ao mundo da música far-se-ia, a partir de então, de um outro modo: Feargal trabalhou no apoio aos direitos de autor na música britânica, tendo ocupado vários cargos a nível institucional.
Recentemente, surgiu no programa Needle Time, do The Telegraph, assegurando que não tem qualquer vontade ou intenção de voltar aos palcos ou sequer de vislumbrar um regresso dos Undertones. Se continua a cantar? Sim, mas para os filhos, "porque os deixa furiosos", e para que vejam que já houve quem pagasse para ouvir o pai cantar e que eles, uns felizardos, o podem fazer de graça. Podem ver o vídeo da entrevista em baixo. Hoje, Feargal completa 56 anos. Parabéns!

domingo, Dezembro 29, 2013

playlist temática: let it snow (ou "telediscos-com-neve")

Depois der ver pela enésima vez o teledisco de Last Christmas, dei por mim a elaborar mentalmente uma lista de telediscos em que aparece neve. Cheguei ao número simpático de dez, contando, obviamente, com o tema dos Wham. Aqui estão eles por ordem perfeitamente aleatória.

wham! - last christmas

Começamos esta viagem pelas curtas-metragens musicais nevosas com um dos principais êxitos de sempre da pop natalícia. Os Wham! (ou a máquina promocional por trás deles) acertaram em cheio no argumento e respetivo cenário do teledisco de Last Christmas, apontando para um público sedento de dramas passionais impossíveis: o rapaz reencontra a rapariga, um ano após terem andado embrulhados um no outro, só que, ao que parece, nada volta a ser como dantes. O resto da história é conhecida, mas podem recordá-la no primeiro texto que escrevi para a rubrica "A miúda do teledisco". O cenário é uma estância de inverno na Suiça chamada Saas-Fee, como se pode ver na inscrição do teleférico que o grupo apanha para chegar à casa no meio do bosque. A imagem aqui reproduzida mostra George Michael em perseguição da miúda, no inverno anterior, quando rebolar na neve ainda valia como prova de amor.

u2 - new year's day

Para filmar New Year's Day, os U2 - ou o realizador Meiert Avis - escolheram Salen, uma das mais populares estâncias de ski na Suécia. Foi aí que raparam um frio do catano, segundo afirma The Edge na biografia oficial do grupo, ao ponto de os quatro cavaleiros que surgem no início do video não serem o quatro rapazes de Dublin, mas sim umas meninas corajosas que não se importaram de servir de "duplos" para que os meninos não tivessem frio. Fraquinhos. As únicas imagens em que são eles mesmos são as do primeiro dia de rodagem em que aparecem a interpretar o tema. Este teledisco foi alvo de rotação intensa numa MTV que tinha pouco mais de um ano de vida.

elton john - nikita

Em Nikita, Elton John enfrenta os pouco simpáticos soldados da antiga RDA, o arame farpado e um frio de congelar a alma, tudo por uma mulher com nome de homem russo. Não estou a brincar: leiam tudo o que descobri sobre este teledisco num texto deste blogue com cerca de sete anos.
Ken Russell foi o realizador do vídeo, que tem lugar muito perto do Muro de Berlim, e cujo objetivo foi o de mostrar como era difícil para um homem do ocidente chegar perto de uma mulher do mundo comunista nos anos 80. Principalmente, usando um chapéu e um penteado daqueles, acrescento eu.

secret service - flash in the night

Os Secret Service eram suecos e, por isso, não precisaram de sair de casa para filmarem um teledisco com neve. Rodado na capital, Estocolmo, A Flash In The Night mostra-nos a banda numa alegre e bem agasalhada caminhada pela margem do lago Mälaren. E há neve, claro, muita neve. Mais adiante, quando surge uma miúda loura a patinar no gelo enquanto da sua boca saem não só um belo sorriso, mas também o ar condensado da sua respiração, o teledisco ganha uma fugaz centelha de interesse, não a suficiente, porém, para afastar a atmosfera de sensaboria gelada que atravessa o teledisco.

bryan adams - run to you

"Eh, pá, podemos filmar isto com esferovite?", terá perguntado Bryan Adams ao perceber que tinha de expor a sua guitarra a temperaturas abaixo de zero. A história não terá sido bem assim, mas lá que aquela neve parece esferovite, lá isso parece. O teledisco foi filmado entre Londres e Los Angeles e ainda contou com imagens ao vivo de um concerto grátis que Bryan deu em Vancouver, no Canadá. A história, esta verdadeira, diz-nos que Bryan e o empresário compraram pizzas e café para oferecer aos fãs que, desde as primeiras horas da madrugada, esperaram na fila para obter o bilhetinho para o concerto. Este vídeo conta com a participação da bela Lysette Anthony, motivo pelo qual escrevi um texto para a rubrica "A miúda do teledisco".

echo & the bunnymen - the cutter

Os Echo & the Bunnymen foram à Islândia para gravar o teledisco, ou parte dele, de The Cutter. O local chama-se Gullfoss ("catarata de ouro", numa tradução à letra) e é basicamente um conjunto de cataratas, algumas das quais chegam a congelar completamente. A capa do álbum Porcupine é uma fotografia da banda presente nesse local. Li aqui que um dos membros (não é especificado qual) quase caiu na catarata. A ligação a que me refiro publica imensos recortes de jornal da época, dando conta da presença da banda de Ian McCulloch no país do fogo e do gelo. Boa sorte com o vosso islandês, já agora.

the cure - pictures of you

Pictures Of You foi filmado no norte da Escócia, num local chamado Glencoe. Roger O'Donnell diz, no seu sítio oficial, que nunca sentiu tanto frio na sua vida, chegando mesmo a lamentar a gravação do vídeo (facto para o qual toda a atmosfera negativa que se vivia entre alguns membros da banda deverá também ter contribuído). Mas o realizador, Tim Pope, decidiu que a localização seria aquela e quando Tim Pope decidia, a banda aceitava. Tal como aceitou o facto de Pope ter colocado um conjunto de palmeiras artificiais para abrilhantar a performance da banda.

a-ha - hunting high and low

E chegamos a um dos telediscos que mais me fascinou nos anos 80: Hunting High And Low, dos noruegueses A-ha. No início, vemos alguém - supostamente o vocalista, Morten Harket, - a caminhar por uma paisagem de neve. Mais tarde, Morten transforma-se em águia, em tubarão e em leão através da técnica, muito avançada na altura (e fascinante para um puto de 12 ou 13 anos), do morphing. A ideia era fazer crer que o amor de um homem pode assumir várias formas só para chegar à mulher que deseja. Realizado por Steve Barron, este foi um teledisco que vi vezes sem conta sempre com o prazer da eterna novidade.

orchestral manoeuvres in the dark - maid of orleans

O cenário para o teledisco de Maid Of Orleans, dos OMD, foi Aldfield, no norte de Inglaterra, mais concretamente em dois sítios chamados Brimham Rocks e Fountains Abbey. As filmagens ocorreram no inverno rigoroso de 1981 e o realizador foi Steve Barron (sim, o mesmo de Hunting High And Low), que convidou Julia Tobin, atriz da Royal Shakespeare Company, para representar o papel de Joana D'Arc. É ela que passeia candidamente a cavalo através de uma paisagem branca e inóspita e é também ela quem joga xadrez com Paul Humphreys, junto à lareira, enquanto Andy McCluskey, à janela, olha a paisagem, interrogando-se "Se Joana D'Arc tivesse um coração, dá-lo-ia a alguém como eu?". Acho que não, Andy.

morrissey - suedehead

O vídeo para o primeiro single a solo de Morrissey foi filmado em Fairmount, no estado norteamericano de Indiana. Morrissey percorre, em autêntica peregrinação turística, a cidade que viu nascer James Dean, uma das suas maiores influências. Vêmo-lo na escola secundária que Dean frequentou, num cruzamento a ler Le Petit Prince e em muitos outros locais que transportam consigo o fantasma do ator. O teledisco está cheio de pormenores deliciosos, desde o tapete que diz "There Is A Light That Never Goes Out" à imagem de um Moz, sorridente, em cima de uma belíssima Indian Chief (para quem é leigo na matéria, como eu, trata-se de uma mota). O último minuto do vídeo mostra um Morrissey sentado junto à lápide do ator que faleceu aos 24 anos, deixando um culto mundial de enorme relevância na cultura popular.

domingo, Novembro 24, 2013

playlist temática: partes da casa

Esta é uma playlist com partes da casa no título. Temos cozinhas, janelas, jardim, teto, salão de baile (a minha casa tem, a vossa não?), hall e quartos. Qualquer outra lembrança é bem-vinda na caixa de comentários. Os vídeos passam daqui a pouco na página do Queridos Anos 80 no Facebook. Até já.

the colonel - too many cooks in the kitchen
The Colonel é Colin Moulding, membro fundador dos XTC, que, em 1980, sob este pseudónimo, editou Too Many Cooks In The Kitchen, single que não fez história. O título remete para a expressão "muitos cozinheiros estragam a sopa".

a flock of seagulls - windows
Em maio de 1982, os A Flock Of Seagulls lançavam o terceiro single do álbum homónimo de estreia. Chamava-se Space Age Love Song e, no lado B, apresentava Windows, em cujo refrão Mike Score pede, até à exaustão, que olhemos para a sua janela. Três anos depois surgia a primeira versão do sistema operativo com o mesmo nome.

missing persons - windows
É também sobre janelas que os Missing Persons decidem escrever, neste single retirado do álbum de estreia Spring Session M (1982). É através da janela que Dale Bozzio (a precursora de Lady Gaga) quer ver um mundo perigoso no qual é difícil confiar.

soft cell - kitchen sink drama
Kitchen Sink Drama faz parte do segundo álbum dos Soft Cell, The Art Of Falling Apart (1983). O título remete para o movimento cultural dos anos 50 e 60 (também conhecido por Kitchen Sink Realism), empenhado em retratar os problemas sociais da classe operária britânica.

wang chung - dance hall days
Em janeiro de 1984, os Wang Chung apresentavam Dance Hall Days, aquele que viria a constituir-se como um dos seus dois maiores sucessos a par de Everybody Have Fun Tonight. Dance Hall Days faz parte do álbum Points On The Curve (o primeiro com a designação "Wang" em vez de "Huang").

al corley - square rooms
Ainda em 1984, o actor de Dinastia, Al Corley, decidiu aventurar-se na música. O primeiro single chamava-se Square Rooms e obtinha razoável sucesso na Europa, nomeadamente em França e na Suiça. A canção tem aquele refrão catchy "Ooooohhh, Square Roooooooms", que invadiu muita pista de dança e pôs muita gente a cantar sem saber bem o que estava a dizer.

the mission - garden of delight
Garden of Delight (1986) tem duas versões: uma mais rock, outra de sonoridade mais clássica (constituída por violinos e violoncelos). A primeira é um dos lados do single que inclui Like A Hurricane (versão do original de Neil Young). A segunda, com "(Hereafter)" acrescentado ao título, surge no állbum Gods Own Medicine. Eu prefiro esta.

ub40 - rat in mi kitchen
Rat In Mi Kitchen (assim mesmo, "mi") é um dos temas mais conhecidos que fizeram dos UB40 um fenómeno mundial da música reggae. Fez parte do álbum Rat In The Kitchen (1986) e conta com Herb Alpert no trompete. A canção foi composta por Astro, que um dia perguntou a Ali Campbell se tinha ideias para novas canções ao que o vocalista respondeu que não queria saber porque tinha um rato na cozinha.

lionel richie - dancing on the ceiling
Lionel Richie lançou o álbum Dancing On The Ceiling em 1986 e o teledisco do primeiro single pôs-nos todos a pensar como é que ele conseguia fazer tudo aquilo, incluindo dançar, no teto. Agora todos sabemos que Lionel Richie é um mutante com ventosas nos dedos dos pés que resultou de uma experiência científica falhada na década de 80.

siouxsie and the banshees - hall of mirrors
Em 1987, Siouxsie And The Banshees editaram um álbum de versões chamado Through The Looking Glass. Dele faz parte Hall Of Mirrors, um original dos Kraftwerk. Siouxsie no seu melhor.

prefab sprout - the venus of the soup kitchen
Esta é a última canção do alinhamento do álbum From Langley Park To Memphis (1988), que levou os Prefab Sprout ao sucesso à escala mundial.  Este é o álbum dos singles The King Of Rock n' Roll e Cars And Girls, entre outros.

segunda-feira, Novembro 18, 2013

JOHN PARR (59)

John Parr foi mais uma no imenso conjunto de one-hit wonders que povoaram o espectro musical dos anos 80. O seu hit, St. Elmo's Fire, vendeu que se fartou e foi o tema título do filme de um tal Joel Schumacher, que, em 1985, dava os primeiros passos na realização cinematográfica. O tema foi composto pelo canadiano David Foster, produtor de uma miríade de músicos consagrados. Curiosamente, a canção não fez parte de qualquer dos álbuns de John Parr dos anos 80 (gravou dois). Foi preciso esperar até 2011 para a vermos incluída no longa-duração Letter To America.
Hoje, John completa 59 anos. Parabéns!

KIM WILDE (53)

Existe a Kim Wilde e depois existem as outras (desculpem, Sandra, Belinda, Debbie, Laura, etc...). A loira de Cambodia ocupou, anos a fio, a parede do meu quarto, em posters cuidadosamente retirados das Bravo e Pop Corn da minha meninice (como eu gosto de dizer "meninice"). A minha mãe vociferava: que a fita cola arrancava o papel de parede e depois era ela quem me ia arrancar as orelhas. Vivi sob esta constante ameaça e sobrevivi para contar. Nem um centímetro de papel de parede danificado. Nem um.
Hoje já tenho idade para ter juízo, vivo numa casa sem papel de parede, mas a adoração por esta mulher mantém-se. Vi-a ao vivo no Here And Now, em 2009, e não me importava de a ver novamente, ela que tem uma agenda de concertos preenchidíssima, como se pode verificar no sítio oficial.
Há precisamente uma semana, Wilde lançou o álbum Wilde Winter Songbook, que é basicamente um álbum de Natal, composto por quatro clássicos da quadra natalícia, duas versões e seis originais. Wilde canta duetos com o marido, o pai, e ainda Nik Kershaw e Rick Astley. Aqui está o vídeo para um original: New Life.
Hoje, Kim Wilde completa 53 anos. Parabéns!

sábado, Novembro 02, 2013

rest in peace (v. 3)

No dia em que o Queridos Anos 80 completa 10 anos, trago-vos a terceira versão do vídeo "Rest In Peace", que homenageia os músicos e os cantores que já não estão entre nós. Estamos a falar de 61 nomes que, nos anos 80, atingiram um mínimo de notoriedade que os faz estarem presentes neste vídeo. Em relação às duas versões anteriores, para além da natural maior extensão do vídeo - são 20 minutos -, surgem agora os nomes acompanhados do ano de nascimento e do ano da morte, o que vem satisfazer um pedido que alguém fez no you tube. They may no longer be with us but their music will always be. Enjoy.


quinta-feira, Outubro 31, 2013

RUSS BALLARD (68)

Este é o homem para quem o fogo nunca se extingue. The Fire Still Burns fica para mim como a maior recordação de Russ Ballard nos anos 80. Mas há mais: Voices, Two Silhouettes e o clássico das declarações de... divórcio - I Can't Hear You No More. Na primeira metade dos anos 70, foi vocalista dos Argent. Saiu em 1973, e conjugou uma carreira a solo bem sucedida com a de compositor para vários nomes da cena rock. Nos últimos cinco anos passou por palcos portugueses umas três vezes... Hoje, completa 68 anos. Parabéns!

JOHNNY MARR (50)

Um hipotético top 5 dos mais geniais músicos dos anos 80 não pode deixar de incluir Johnny Marr, que faz hoje 50 anos.
Em 1982, fundou com Morrissey os The Smiths, banda da qual foi compositor e guitarrista. Desde o primeiro álbum homónimo (1984) até aos último, Strangeways Here We Come (1987) os The Smiths “educaram” toda uma geração de adolescentes urbanos aborrecidos com o mundo em geral e com o seu umbigo em particular.
Depois dos The Smiths, e durante dois anos, Johnny Marr trabalhou com Bryan Ferry, Talking Heads, The The, Kirsty MacColl, Pretenders e Pet Shop Boys, até formar, em 1989, os Electronic, com Bernard Sumner (New Order).
Em 2000 apareceram os Johnny Marr & The Healers, que editaram em 2002 o álbum Boomslang, mas as coisas não evoluíram. Depois fez parte dos Modest Mouse, quem gravou dois álbuns. Depois, fez parte dos The Cribs. Este ano de 2013 viu, finalmente, o tão esperado primeiro álbum a solo: chama-se The Messenger.
Em Abril de 2001 foi incluído pelo Channel 4 na listagem dos 10 maiores guitarristas de sempre ao lado de nomes como Jimmy Page, Eric Clapton e Jimi Hendrix. Bem merecido! Parabéns, Mr. Marr!

sexta-feira, Outubro 25, 2013

CHRIS NORMAN (62)

Como fazer um texto minimamente neutro quando se abomina o cantor? Não sei. Não vem nos manuais. Por isso, que dizer sobre Chris Norman? Não sei. Ou melhor, sei, mas não quero ferir suscetibilidades.
Uma canção: Midnight Lady. Procurei o vídeo no You Tube. Encontrei-o. Ouvi a canção. E foi todo um passado que eu já tinha arrumado nas masmorras dos meus pesadelos que regressou para me assombrar, para me levar daqui para o reino das viscosidades infernais.
Já sei que vai aparecer, na caixa de comentários, um fã inveterado dos Smokie, a banda de que Norman foi vocalista, nos anos 70 e metade dos 80, a chamar-me imbecil e que a Midnight Lady foi um êxito retumbante em Portugal e que foi composta por Dieter Bohlen (o louro dos Modern Talking) e que a malta orientou muita catraia ao som deste slow... E vai-me chamar ignorante porque não referi Some Hearts Are Like Diamonds, a outra balada de cortar os pulsos que tivemos a honra de ver e ouvir, semanas a fio, no Top Mais. Estou preparado. Venha ele, o fã. Entretanto, damos os parabéns ao Chris Norman, que faz hoje 62 anos.

JON ANDERSON (69)

Jon Anderson é o vocalista dos Yes, banda de rock progressivo que construiu carreira na década de 70. Acontece que o rock progressivo a mim diz-me tanto como o divórcio litigioso de Bárbara Guimarães e Manuel Maria Carrilho. Simplesmente não quero saber. Também acontece, porém, que os anos 80 viram os Yes dar uma cambalhota na sua sonoridade e entrar na arena mais pop/rock com um tema que chocou os die-hard fans das canções-de-20-e-tal-minutos. Falo-vos de Owner Of A Lonely Heart, que fez parte do álbum 90125, o primeiro longa-duração a ser lançado após a dissolução da banda, em 1981, e posterior renascimento, em 1982.
Jon Anderson tem uma produção discográfica a solo considerável, contando com quatro álbuns gravados nos anos 80. Hoje, completa 69 anos. Parabéns!

segunda-feira, Outubro 21, 2013

JULIAN COPE (56)

Em 1987 chegou às minhas mãos, via cassete, um álbum de um tal Julian Cope de quem eu nunca inha ouvido falar. O registo chamava-se Saint Julian e foi completamente devorado pelo leitor de cassetes lá de casa. Dele faziam parte os temas World Shut Your Mouth e Trampolene, mostrando uma faceta mais pop do ex-vocalista dos Teardrop Explodes. Ainda hoje ouço esse álbum com grande prazer. Cope, esse está fisicamente irreconhecível, como se pode ver pela imagem. Continua a gravar, mas deixou por iniciativa própria o circuito comercial. O último registo - o 29º!!! - saiu este ano e chama-se Revolutionary Suicide. Hoje, Cope completa 56 anos. Parabéns!

domingo, Outubro 20, 2013

MARK KING (55)

O homem que toca baixo como se estivesse a esbofetear o instrumento faz hoje 55 anos. Chama-se Mark King e é o frontman dos Level 42.
Eu, que faço parte daqueles 5% de pessoas, vivas e nascidas em Portugal, que é capaz de ir à estante, pegar no best of dos Level 42 e pô-lo a tocar numa tarde de domingo, perdi o concerto recente que deram em Cascais, no dia 6 de setembro, quando foram chamados para substituir os OMD. Mas perdi-o por opção e por uma certa desilusão pela ausência dos senhores de Souvenir...
Os Level 42 mantêm a atividade, depois de um hiato de mais ou menos sete anos, entre 1994 e 2001, e contam atualmente, para além de King, com outro dos membros fundadores, o teclista Mike Lindup, que faz segundas vozes e tem direito a alguns segundos a solo em canções como Something About You ou Lessons In Love.
Mark King é embaixador para o turismo na sua ilha de Wight, onde reside e onde se realizam anualmente dois dos principais festivais de música do Reino Unido, o festival com o nome da ilha e o Bestival. Visitem-nos, visitem-nos, tragam o vosso dinheiro, diz ele. Talvez, um dia, quem sabe.

segunda-feira, Outubro 14, 2013

THOMAS DOLBY (55)

Devo confessar que a música de Thomas Dolby me passou um bocadinho ao lado na década de 80. Foi um nome que me habituei a encontrar nas páginas do saudoso Blitz, mas que, à exceção dos temas She Blinded Me With Science ou Hyperactive!, pouco ou nada prendeu a minha atenção. A Sabrina ou a Samantha Fox fizeram mais por me prender a atenção. Adiante. Dolby, diga-se em abono da verdade, nunca se impôs de forma sólida no mercado musical português. O último álbum, e quinto da sua carreira, data de outubro de 2011 e chama-se A Map Of The Floating City e foi concebido em associação a um jogo online com o mesmo nome. Parece que há uma comunidade dedicada a este senhor e ao seu jogo, uma espécie de rede social e assim. O sítio oficial do músico apresenta, como última novidade, um filme da sua lavra chamado The Invisible Lighthouse. Outra notícia que me chamou a atenção é o facto de Dolby ter sido, de 2001 a 2012, o diretor musical das TED conferences, na Califórnia. Muito bem. Hoje, o senhor completa 55 anos. Parabéns!

quarta-feira, Outubro 02, 2013

'80s & other stuff - Casa de Ló - 4/outubro


É já nesta sexta-feira que a Casa de Ló, no Porto, recebe a terceira edição da festa '80s & other stuff. Será uma noite povoada de sons dos anos 80, mas não só. E aí entra o "other stuff", que é, basicamente, tudo o que possam imaginar. Com dois DJs de excelência, "reconhecidos pelos quatro cantos do mundo e galardoados nos mais prestigiados certames do DJ-ing internacional" (citação do The Guardian, UK), a noite promete múltiplos clímaxes de transbordantes sensações. A não perder.

quinta-feira, Setembro 26, 2013

BRYAN FERRY (68)

O mais recente álbum de Bryan Ferry é um álbum especial. Chama-se The Jazz Age (2012) e é composto por uma série de reinterpretações jazzísticas, chamemos-lhes assim, de clássicos da carreira do vocalista dos Roxy Music. Desenganem-se, queridos fãs de Mr. Ferry: neste álbum não ouvirão a voz aveludada do senhor, não, uma vez que ele é exclusivamente composto por versões instrumentais pela Bryan Ferry Orchestra. Coproduzido pelo próprio Bryan Ferry, The Jazz Age celebra 40 anos de uma maravilhosa carreira que inspirou as nossas vidas como poucos artistas o fizeram.
Bryan Ferry completa hoje 68 anos e mantém aquele ar charmoso que derruba qualquer coração feminino em questão de segundos. A vantagem de se envelhecer com estilo, como é o caso deste senhor, é que se pode sempre iniciar uma relação com alguém, por exemplo, 37 anos mais novo. Alguém, por exemplo, que já andou com um dos nossos filhos. Sim, é essa a vantagem de Mr. Ferry, que casou com Amanda Sheppard, uma ex-namorada de um dos seus filhos, em janeiro de 2012. A ligação, entretanto, já chegou ao fim, segundo o Daily Mail.

sábado, Setembro 14, 2013

MORTEN HARKET (54)

Morten Harket encontra-se, por estes dias, na Grécia, onde participa nas gravações de Scorpions & Friends MTV Unplugged live in Athens. São três datas, 11, 12 e 14, e já se podem ver alguns vídeos no You Tube, como, por exemplo, esta interpretação de Wind of Change, na quarta-feira passada.
O antigo vocalista dos A-ha editou, em abril de 2012, o seu quinto álbum a solo, Out Of My Hands, o terceiro cantado em inglês, que inclui um tema composto pelos Pet Shop Boys, e que o duo britânico também editou, em outubro do mesmo ano. Pode ser escutado aqui.
Hoje, a voz de Take On Me ou Hunting High And Low completa 54 anos. Parabéns!

sábado, Agosto 24, 2013

Linda Ronstadt anuncia fim de carreira

Linda Ronstadt é um nome incontornável da folk norte-americana dos anos 60 e 70. Na década de 80, obteve um razoável sucesso em Portugal com duas baladas, curiosamente, em formato dueto.
Em 1987, cantou com James Ingram o tema Somewhere Out There, que fez parte da banda sonora do filme de animação An American Tail (a história do ratinho Fievel que emigra da Rússia para os EUA em busca do sonho americano). Na trigésima cerimónia dos prémios Grammy, a canção, composta por James Horner, Barry Mann e Cynthia Weil arrebatou dois prémios, um deles para Melhor Canção do Ano.
Já no finalzinho da década, foi a vez de Aaron Neville contar com a voz angelical de Linda a seu lado na balada Don't Know Much, que já tinha sido gravada por outros artistas, mas sem o sucesso que esta versão viria a alcançar.
Esta recordação vem a propósito do facto de Linda Ronstadt ter revelado ao sítio da AARP que sofre da doença de Parkinson, o que a impossibilita de continuar a sua já longa carreira.

quinta-feira, Agosto 22, 2013

ROLAND ORZABAL (52)

Roland Orzabal, compositor e vocalista dos Tears For Fears completa hoje 52 anos. Shout, Head Over Hills, Sowing The Seeds Of Love e Woman In Chains são algumas das canções que marcaram a carreira do grupo e que têm na voz de Orzabal marca distintiva (Curt Smith, a outra metade, assegura a voz principal noutros sucessos da banda). O seu único álbum a solo, Tomcats Screaming Outside, foi editado em 2001, apesar de ser mais ou menos aceite que os álbuns que se seguiram à partida de Curt Smith - Elemental (1993) e Raoul And The Kings Of Spain (1998) - são praticamente álbuns a solo de Orzabal. Entretanto, Curt Smith regressou e com ele surgiu álbum novo dos TfF em 2004. Quanto a mim, ainda considero este álbum um dos melhores da década. E não esquecer que os Tears For Fears estão aí em força com uma versão bastante curiosa (e boa!) de Ready To Start, dos Arcade Fire. Entretanto, para quando uma visitinha a Portugal?

quarta-feira, Agosto 21, 2013

KENNY ROGERS (75)

Kenny Rogers é uma instituição da country music norte-americana, mas a sua vastíssima carreira, que teve início nos anos 50, não se limitou a este género musical. Temas como Lady (composto por Lionel Richie) ou We've Got Tonight (em dueto com Sheena Easton) são exemplos de um percurso que se impôs na pop mainstream e, obviamente, mereceu um lugar de referência neste blogue, o que é sempre uma honra para qualquer artista.
Aos 75 anos, completados hoje, Kenny Rogers mantém uma atividade musical impressionante, sendo de destacar a presença em Glastonbury - sim leram bem - no Festival de Glastonbury em junho deste ano, no mesmo palco onde atuaram, por exemplo, Nick Cave & the Bad Seeds. Para fãs e curiosos, aqui fica a totalidade da atuação. O sorriso de Kenny e o constante diálogo com o público atestam a alegria com que este senhor continua a pisar os palcos. Parabéns, Kenny!

quinta-feira, Agosto 08, 2013

THE EDGE (52)

Há guitarristas bons e há guitarristas assim-assim. Depois há aqueles que estão para lá de qualquer tipo de classificação. Guitarristas que criaram um estilo próprio. Identificamo-los aos primeiros acordes. Dave Evans, mais conhecido por The Edge, é um desses exemplos. Desde os primórdios, com I Will Follow ou Sunday Bloody Sunday até aos mais recentes trabalhos, The Edge está lá com a sua maneira inconfundível de tratar a guitarra. Para além disto, o senhor canta e bem, como podemos verificar em Van Diemen's Land. The Edge é um herói dos anos 80. É um herói de sempre. Parabéns pelos 52 anos!

terça-feira, Agosto 06, 2013

Julianne Regan volta a "Martha's Harbour"

Julianne Regan, vocalista dos já extintos - e saudosos - All About Eve, decidiu voltar a gravar Martha's Harbour, o tema que revelou a banda inglesa ao mundo em 1988.  O motivo é nobre e contou com a concordância de Andy Cousin e Tim Bricheno: todo o lucro obtido com esta regravação irá para um fundo de ajuda a uma família irlandesa de pescadores que perdeu três irmãos num naufrágio em junho passado.
Esta versão - de que pode ser escutado um bocadinho no bandcamp da cantora - abandona a guitarra acústica e tem como base instrumental o piano. Ouvem-se, também, um acordeão e violinos. A voz, essa continua angelical. Assim à primeira vista - ou audição - continuo a preferir o original, com o entrelaçado das guitarras de Bricheno e a voz de Regan, quase aqui, ao nosso lado, a cantar-nos ao ouvido, mas esta regravação não deixa de ser um exercício curioso, bonito, com uma nova roupagem a apelar, talvez, a novos públicos.
A capa alusiva a esta regravação é belíssima. Mostra a escultura de uma mulher, de braços estendidos na direção do mar, esperando - ou desesperando por - aqueles que nele se aventuraram. O monumento chama-se Waiting On Shore, fica em Rosses Point no norte da Irlanda e tem inscritas na sua base, numa placa, as seguintes palavras:

 Lost at sea, lost at sea
 Or in the evening tide
 We loved you, we miss you
 May God with you abide

PAT MACDONALD (61)

Pat MacDonald foi o vocalista dos Timbuk3, banda que fundou em 1984, com a mulher Barbara K. MacDonald. O duo encarnou a verdadeira essência da one-hit wonder com o icónico e dançável The Future's So Bright, I Gotta Wear Shades. Foi algo inusitadamente que cheguei  a esta canção, ainda nos anos 80. Numa das minhas deambulações pela feira da Vandoma (feira de artigos usados), tropecei numa t-shirt com a cara de uma criança, de óculos escuros, e com a frase, por baixo, The Future's So Bright, I Gotta Wear Shades. Achei piada à t-shirt, comprei-a e só algumas semanas mais tarde viria a saber que se tratava da canção dos Timbuk3.
Em 1987, foram nomeados para o Grammy de Melhor Revelação (desculpem a tradução, mas é o melhor que arranjo para Best New Artist).
Os Timbuk3 separaram-se em 1995. Atualmente, Pat MacDonald é... Purgatory Hill, ao lado de uma menina chamada melaniejane (sim, tudo junto e em minúsculas). Para ouvir o som atual do ex-Timbuk3, podem visitar o sítio oficial deste projeto (atenção: tem um player a começar automaticamente assim que se entra na página).
Hoje, Pat MacDonald completa 61 anos. Parabéns!

quinta-feira, Agosto 01, 2013

playlist temática: olá, agosto

Esta não é uma playlist temática como as outras no sentido de ter um tema comum. São dez canções pop que têm como única e exclusiva função, no dia de hoje, receber agosto, no meu imaginário o mês associado às férias, ao calor, à praia, ao campo. São dez canções que remetem para outros verões e para memórias de amores estivais para sempre presentes na nossa memória. Para ouvir no facebook do QA80.

climie fisher - love changes everything
aztec camera - somewhere in my heart
deacon blue - real gone kid
erasure - sometimes
a-ha - take on me
wham! - freedom
desireless - voyage voyage
alphaville - sounds like a melody
phil oakey & giorgio moroder - together in electric dreams
nik kershaw - i won't let the sun go down on me

terça-feira, Julho 23, 2013

MARTIN GORE (52)

Martin Gore é o cérebro por detrás da música dos Depeche Mode, o que, por si só, o torna num dos grandes génios da música de todos os tempos. Em 1981, após a saída de Vince Clark, e num período de indefinição quanto ao destino dos Depeche Mode, Gore (que já tinha composto duas músicas do primeiro álbum, Speak & Spell) tomou as rédeas do grupo. É ele quem compõe a maioria das canções e é ele também quem canta algumas das mais belas canções dos Depeche Mode.
Tentei fazer uma espécie de "inventário", por álbuns, de todas as músicas cantadas por Martin Gore nos Depeche Mode. Espero não ter deixado nenhuma de fora:

Speak & Spell (1981): Any Second Now
A Broken Frame (1982): Shouldn't Have Done That
Construction Time Again (1983): Pipeline
Some Great Reward (1984): It Doesn't Matter / Somebody
Black Celebration (1986): A Question Of Lust / Sometimes / It Doesn't Matter Two / World Full Of Nothing / Black Day
Music For The Masses (1987): The Things You Said / I Want You Now
Violator (1990): The Sweetest Perfection / Blue Dress
Songs Of Faith And Devotion (1993): Judas / One Caress
Ultra (1997): Home / The Bottom Line
Exciter (2001): Comatose / Breathe
Playing The Angel (2005): Macro / Damaged People
Sounds Of The Universe (2009): Jezebel
Delta Machine (2013): The Child Inside / Always (bonus track)

Martin também canta Route 66 e Death's Door. A primeira faz parte do single Behind The Wheel(1987) e a segunda está incluída na banda sonora original de Until The End Of The World(1991), de Wim Wenders.
A solo, Martin Gore editou dois trabalhos. É curioso que um grande compositor como é Gore tenha optado por editar dois conjuntos de versões. O primeiro, um EP, surgiu em 1989 com o título "Counterfeit". O segundo foi lançado em 2003, com o título de "Counterfeit 2"
Em 2012, trinta anos depois de terem colaborado pela primeira vez, Martin Gore e Vince Clarke juntaram-se para gravar um álbum de sonoridades techno. O duo editou sob a designação VCMG, numa alusão às inicias dos respetivos nomes.
Martin Lee Gore nasceu há 52 anos em Basildon. Parabéns!

terça-feira, Junho 18, 2013

A capa da semana


PAUL MCCARTNEY (71)

O livro dos recordes - Guinness para os amigos -  diz que Paul McCartney é o mais bem sucedido artista de todos os tempos, com sessenta discos de ouro e mais de duzentos milhões de álbuns e singles vendidos. Os The Beatles reclamam, obviamente, a maior fatia deste sucesso, mas não se pode dizer que McCartney tenha caído no esquecimento depois do fim dos fab four. Nem pouco mais ou menos. Primeiro com os Wings, depois a solo, McCartney soube manter-se no topo durante as décadas de 70 e 80, com um conjunto de canções que fazem parte do nosso imaginário pop.
Kisses On The Bottom (2012) é o nome do seu mais recente álbum, um conjunto de versões em que a pop tradicional e o jazz se unem para um resultado, diz a crítica, surpreendente. Recentemente, Paul deu dois concertos, no âmbito da sua Out There Tour, no Barclays Center em Brooklyn. Estes concertos esgotaram. Podem "cheirar" um pouquinho do ambiente destes concertos >>> aqui. Fantástico como alguém, aos 70 anos, ainda arrasta tanta gente atrás de si. Hoje, Paul McCartney completa 71 anos. Parabéns!

sexta-feira, Maio 17, 2013

George Michael envolvido em acidente de carro

George Michael foi, ontem, hospitalizado, com ferimentos na cabeça, na sequência de um acidente de carro, em St. Albans, Hertfordshire. A polícia declarou que o cantor não ia a conduzir, e está a investigar as circunstâncias em que o acidente ocorreu.
Este é apenas mais um do vasto rol de acidentes em que o ex-Wham! se viu envolvido no passado recente, sempre com a presença das drogas como pano de fundo.