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sexta-feira, janeiro 15, 2010

It's a kind of magic (XXVII)

Se fosse vivo, Martin Luther King completaria hoje 81 anos. De entre todos os tributos que a música já lhe dedicou, talvez seja Pride (In The Name Of Love), dos U2, aquela que mais facilmente recordamos. Mas, do mesmo álbum de Pride, o magnífico The Unforgettable Fire, faz parte um outro tributo ao político assassinado em 1968. Chama-se MLK a canção que encerra este LP e que hoje trago aqui num registo ao vivo em Dortmund, na Alemanha. Bono, The Edge, Larry Mullen e Adam Clayton preparavam-se para conquistar o mundo e a voz de Bono nunca soou tão bela. O vídeo que se segue é um momento mágico. Foi em 1984.

sábado, setembro 26, 2009

It's a kind of magic (XXVI)

Os The Cult tocaram ontem no Coliseu dos Recreios e parece que foi um grande concerto. Eu continuo a desafiar o destino e, mais uma vez, faltei à chamada. Sim, ainda me falta ver esta banda ao vivo. E oportunidades não têm faltado, também aqui, no Porto. O alinhamento de ontem foi dominado pelo álbum que mos deu a conhecer, o magnífico Love, de 1985. Dele faz parte She Sells Sanctuary, um hino que preenche muito bem qualquer pista de dança rock que se preze. A actuação que trago aqui é da altura do lançamento do álbum, mostrando uns Cult no auge das suas capacidades, e um Ian Astbury como só ele sabe ser. O vídeo que se segue é um momento mágico. Foi em 1985

quarta-feira, maio 13, 2009

It's a kind of magic (XXV)

A propósito do aniversário de Stevie Wonder, lembrei-me de Overjoyed, uma canção de amor que me encanta. Encontrei esta prestação ao vivo, no Japão, creio que em 1982. O vídeo que se segue é um momento mágico.

terça-feira, fevereiro 24, 2009

It's a kind of magic (XXIV)

A minha paixão por Siouxsie and the Banshees passa muito pelo duplo álbum ao vivo, Nocturne, que me chegou às mãos ainda nos anos 80, em formato vinil. Ele é o resultado de duas actuações da banda no Royal Albert Hall, em 30 de Setembro e 1 de Outubro de 1983, nas quais Siouxsie se revela, talvez, no pico da sua forma musical. Foi um disco que contribuiu muito para o meu crescimento como ouvinte de música alternativa, se é que lhe posso chamar assim. Nele destaca-se o hipnotizante Israel, que é um dos raros casos em que a versão ao vivo suplanta a versão original de estúdio. Estes concertos revelam ainda um tal de Robert Smith na guitarra. O vídeo que podem ver a seguir é um momento mágico. Foi em Londres, em 1983.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

It's a kind of magic (XXIII)

Neste sábado que passou fui a uma workshop sobre wikis. A certa altura, o formador utilizou uma canção de Chris de Burgh chamada Borderline, um tema que eu desconhecia (quando ele falou em Borderline, ainda pensei em Madonna...). Incluído no álbum The Getaway, de 1982, Borderline é uma balada assim um bocadinho para o trágico-meloso sobre dois apaixonados que pertencem a países diferentes. O pormenor é que os respectivos países estão em guerra, o que não ajuda nada. O vídeo que podem ver a seguir é um momento mágico. Foi algures, nos anos 80.



Outros momentos mágicos: aqui.

sábado, dezembro 27, 2008

It's a kind of magic (XXII)

A magia da música ao vivo regressa em época natalícia ao Queridos Anos 80. Escolhi Gloria, canção do segundo álbum dos U2, October (1981), por se enquadrar precisamente na temática religiosa cristã que o mundo ocidental atravessa. Com várias referências bíblicas, este é um tema electrizante ao vivo, como podemos constatar no registo ao vivo Under a Blood Red Sky. Aqui, podemos vê-los em Dortmund, na Alemanha, num desempenho notável de energia e vitalidade. Do cabelo de Bono à camisa bem datada de Adam Clayton, estes são os U2 de outros tempos. Há quem diga que já não existem. O vídeo que podem ver a seguir é um momento mágico. Foi em 1984, na Alemanha.



PS - É de mim ou há uma menina com um capacete da construção civil no público?

segunda-feira, novembro 03, 2008

It's a kind of magic (XXI)

Do Brasil chega uma das canções mais bonitas de sempre. O seu nome é Aquarela e nela tudo é perfeito, desde a melodia ao texto passando pela voz de contador de histórias de Toquinho. Não sou um grande conhecedor da música popular brasileira, mas esta canção emociona-me sempre que a ouço. A actuação que podem visualizar a seguir aconteceu no Japão e conta com a participação do saxofonista japonês Sadao Watanabe. Prefiro a versão de estúdio, na qual a voz de Toquinho surge mais suave, mas de qualquer maneira vale a pena assistir a este momento ao vivo. A transmissão apresenta a tradução da letra para o idioma local. O vídeo que podem ver a seguir é um momento mágico. Foi em 1986.



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quinta-feira, outubro 16, 2008

It's a kind of magic (XX)

Se os Wham o fizeram, porque não haveriam os Duran Duran de o fazer? Refiro-me aos anúncios publicitários que, em meados dos anos 80, alguns dos maiores nomes da música pop gravaram para a televisão japonesa. Neste caso, Simon LeBon e companhia surjem num anúncio ao whisky Suntory Q. Não se percebe muito bem o enquadramento da banda no anúncio, nem sequer a opção estranha, digo eu, de lhes dar aquele ar de cabeçudos. E aquelas bonecas de porcelana dão-me arrepios! Uma coisa é certa: os japoneses devem ter pago muito bem para os rapazes aceitarem aparecer naquela figura, e a dobrar, uma vez que foram gravados dois anúncios. Salvam-se as músicas: Is There Something I Should Know e The Reflex. Os vídeos que se seguem são momentos mágicos. Foi algures na década de 80.



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terça-feira, setembro 23, 2008

It's A Kind Of Magic (XIX)

Bruce Springsteen faz goje 59 anos e eu lembrei-me de Fire, o single que faz parte da minha colecção e que apresenta um magnífico registo da canção ao vivo. Esta música foi escrita pelo próprio Springsteen, mas esteve para ser entregue a Elvis Presley (sim, eles foram contemporâneos...). Outros acabaram por gravá-la, e foi só em 1987, aquando da edição de Live/1975-85, que o Boss decidiu editá-la em single. O vídeo que trago hoje aqui mostra Springsteen, Nils Lofgren e Danny Federici (o teclista que faleceu em Abril deste ano) em palco. A canção tem uma grande carga sexual implícita, facto que o Boss se encarrega de demonstrar. O vídeo que se segue é um momento mágico. Foi em 1987.



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quinta-feira, setembro 04, 2008

It's a Kind of Magic (XVIII)

Há duas músicas de que não prescindo quando me falam da new wave britânica: Guilty e Never Again. Ambas são obras dos Classix Nouveaux, aquela banda cujo vocalista exibia orgulhosamente uma cabeça rapada, contrastando com os penteados que, naqueles tempos, se queriam extravagantes e multicoloridos. Para além disso, Sal Solo, assim se chamava (e chama) o senhor, era dono de uma voz ímpar, capaz de ir dos mais graves ao agudos sem dificuldade. É isso que podemos observar em Never Again, nesta actuação ao vivo no programa Måndagsbörsen, da televisão sueca. O vídeo que se segue é um momento mágico. Foi em 1982.



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sexta-feira, agosto 08, 2008

It's a kind of magic (XVII)

É por momentos como este que sou forçado a concordar que os U2 são (foram?) a maior banda à face da terra. A canção chama-se Bad, pertence ao álbum The Unforgetable Fire, e é aqui interpretada no concerto Self Aid, que decorreu em Dublin, a 17 de Maio de 1986. Estávamos em pleno boom de concertos de beneficência, e este, maioritariamente composto por artistas irlandeses, destinava-se a alertar para o desemprego naquele país. Esta interpretação de Bad mostra uns U2 em plena forma, evocando inclusivamente Elton John (Candle In The Wind, com letra adaptada) e Lou Reed (Walk On The Wild Side) no final. O vídeo que se segue é um momento mágico. Foi em 1986.

quinta-feira, julho 24, 2008

It's a kind of magic (XVI)

A Sétima Legião é, para mim, uma espécie de culto. Vi-a ao vivo uma única vez, no Coliseu do Porto, em inícios da década de 90 (com a primeira parte a ser assegurada pelos Diva), num dos concertos mais marcantes da minha vida. O vídeo que se apresenta a seguir faz parte dessa digressão, foi gravado em Lisboa e transmitido pela RTP 2. Não sei o que é preciso para se editar este concerto em DVD. Trata-se de um magnífico exemplo da música bela e pujante da Sétima Legião, com Ricardo Camacho, Pedro Oliveira, Rodrigo Leão, Paulo Abelho, Gabriel Gomes, Nuno Cruz e Paulo Marinho construindo um capítulo imprescindível da história de música pop portuguesa. Tenho-o numa velhinha cassete VHS, e resolvi convertê-lo para formato digital. Aqui está um excerto, a canção Sete Mares. O vídeo que se segue é um momento mágico. Foi em inícios da década de 90.

quarta-feira, junho 18, 2008

It's a kind of magic (XV)

Na sequência do texto anterior, trago aqui a recordação de Behind The Wheel, que abriu o concerto 101, no Pasadena Rose Bowl. Para além da prestação da banda, podemos ver imagens do grupo de fãs que ganhou o passatempo. Nos rostos de Dave Gahan e Martin Gore transparece a felicidade de quem parece não acreditar estar ali, perante milhares de devotees, dançando, cantanto e gritando pelos seus nomes. A certa altura, o pano cai e Dave aproxima-se do limite do palco. Chovem peças de roupa. O maior frontman da história da música está entregue às massas. O vídeo que se segue é um momento mágico. Foi em 1988.



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quarta-feira, março 05, 2008

It's a kind of magic (XIV)

Uma das coisas mais arrepiantes, no bom sentido, que os The Cure nos deixaram nos anos 80 foi o riff the guitarra que abre o tema Push, um dos meus favoritos da banda de Robert Smith. Numa altura em que se aproxima o concerto no Pavilhão Atlântico, trago aqui a prestação mítica no Theatre Antique d`Orange, em França. Todo o ambiente é fantástico, desde o público ao cenário, passando pela prestação da banda. Robert Smith, Simon Gallup, Porl Thompson, Boris Williams e Laurence Tolhurst mostram por que razão os The Cure são incontornáveis na história da pop-rock das últimas três décadas. The Cure In Orange existe em VHS, no entanto não creio que alguma vez tenha sido editado em DVD. O vídeo que se segue é um momento mágico. Foi em 1987.

sexta-feira, janeiro 04, 2008

It's a kind of magic (XIII)

Há que dizê-lo com frontalidade. Sabrina Salerno, à beirinha de fazer 40 anos, está muito bem conservada. A sua prestação no Pavilhão Atlântico, ainda que longe da euforia saltitante do passado, foi uma prestação competente (dentro da categoria "cantora-de-romaria-a-fazer-playback"). O que trago hoje ao "it's a kind of magic" é uma actuação de Sabrina na TV alemã (um playback, claro), em que a italiana mostra a quem quiser ver os argumentos que a tornaram famosa. Casaquinho de couro, topzinho rendado e calçõezinhos de ganga curtíssimos, toda ela é vitalidade e amor pelo próximo. O programa chama-se Die Spielbude e conta com numerosa assistência, composta maioritariamente por jovens, alguns dos quais são... criancinhas! Sim, se repararmos, na fila da frente, um grupo de imberbes criaturas tenta tirar algum sentido de tudo aquilo que está a ver. E, em alguns, parece adivinhar-se o pânico de alguma daquelas "coisas" saltar cá para fora e aterrar nas suas cabecinhas inocentes (não, não estou a falar dos balões coloridos). Meu Deus, não havia necessidade. A cereja no topo do bolo desta actuação é, no entanto, o cromo que está nos teclados. A própria Sabrina merecia melhor. O vídeo que podem ver a seguir é um momento mágico. Foi nos anos 80.



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segunda-feira, dezembro 17, 2007

It's a kind of magic (XII)

Inspirado pela sugestão do João Pedro, no "talk talk" da barra lateral, e porque estamos a uma semana da noite de Natal, fui à procura da Band Aid e do famosíssimo Do They Know It's Christmas. Não me interessava o teledisco oficial, até porque é por demais conhecido, e o objectivo desta rubrica não é colocar telediscos oficiais, mas sim actuações ou outros momentos que, por alguma razão, tenham algo de especial. No fundo, como diria um Dicionário de Português-ManuelMachadês, que "momentos que saiam dos padrões da normalidade e induzam no leitor deste blogue um quadro motivacional elevado". Encontrei a actuação referida pelo João, no Live Aid, mas não foi essa que escolhi para este momento mágico. Preferi trazer aqui a actuação que a Band Aid fez num Top Of The Pops (lendário programa da BBC), actuação essa recheada de momentos curiosos.

Em primeiro lugar, há que destacar o esforço por parte da produção do programa em levar ali aquele montão de artistas de topo da música inglesa da altura. Mesmo assim, nem todos compareceram - George Michael e Bono são as ausências mais notadas, e é engraçado ver-se Paul Weller (Style Council) a "fazer" de Bono. Quanto à parte de George Michael, a realização optou por dar uma panorâmica geral do grupo. Sting também é convidado a tirar algum protagonismo a Simon LeBon, mas ele, o Sting, leva isso na desportiva com um sorrisinho maroto. Curiosa é também a presença de Jim Diamond, Nik Kershaw e Jimmy Sommerville (Communards), eles que no teledisco oficial, creio eu, não aparecem (pelo menos em lugar de destaque). Engraçado é também verificar o que acontece ao microfone de Boy George, desde a sua primeira intervenção até à segunda vez que canta a solo. Que terá ele feito àquilo? Pelo meio, vê-se o ar apaixonado como Holly Johnson e Paul Rutherford (FGTH) dançam, agarradinhos um ao outro, e as maneiras politicamente pouco correctas do mentor de tudo isto, Bob Geldof, primeiro a esfregar os ohlos como se tivesse acabado de acordar, depois a limpar o nariz com a mão, num gesto digno de qualquer guna constipado que se preze. O vídeo que podem ver a seguir é um momento mágico. Foi em 1984.



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sexta-feira, novembro 30, 2007

It's a kind of magic (XI)

A três horas do início do concerto de Peter Murphy, trago a este espaço mais uma raridade encontrada no YouTube (onde mais poderia ser?). Trata-se de um anúncio televisivo às saudosas cassetes Maxell, no qual surge Peter Murphy, sentado num sofá, deleitando-se com som que a dita cassete lhe proporciona. À sua volta, naquilo que parece ser um escritório, tudo entra em movimento, desde as plantinhas até ao candeeiro, passando pelos passarinhos que estão a ornamentar a parede. As Maxell eram assim. O vídeo que podem ver a seguir é um momento mágico. Algures na década de 80.



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sexta-feira, novembro 16, 2007

It's a kind of magic (X)

Ziggy Stardust é o exemplo de canção que prefiro ouvir na versão de outro artista do que no original. Neste caso, falo da versão poderosa que os Bauhaus gravaram do clássico de David Bowie. Numa altura em que finalmente poderei ver Peter Murphy em palco (Pavilhão Municipal de Gaia, 30 de Novembro), faz todo o sentido recordar esta actuação ao vivo, longínqua é certo, mas reveladora da força que Peter Murphy era (e acredito que ainda seja) em palco há 25 anos. A actuação que se segue tem ainda o "condimento" especial de vermos um Daniel Ash irritadíssimo, no final da canção, devido aos problemas que a sua guitarra lhe vai trazendo... O vídeo que podem ver a seguir é um momento mágico. Foi em 1982.



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quarta-feira, outubro 10, 2007

It's a kind of magic (IX)

Em meados da década de 80, os Duran Duran entraram em digressão por terras do tio Sam, ainda na ressaca do enorme sucesso que o single The Reflex obteve por aquelas paragens. Nesta digressão, LeBon e companhia utilizaram pela primeira vez ecrãs gigantes onde eram projectadas imagens do concerto. A 2 de Abril, em Landover, Maryland, os Duran Duran dedicaram Save A Prayer a Marvin Gaye, que tinha sido assassinado no dia anterior pelo pai. O vídeo que podem ver a seguir é um momento mágico. Foi em 1984.



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terça-feira, setembro 11, 2007

It's a kind of magic (VIII)

Numa altura em que ninguém sabe se os New Order ainda existem (creio que nem os próprios elementos da banda o sabem...), trago-vos a canção Love Vigilantes, uma das minhas preferidas de sempre de uma das bandas que marcaram decisivamente a minha adolescência. Trata-se de uma actuação em Tóquio, com um público japonês sentadinho, apenas se levantando no final para, educadamente, bater palmas aos artistas. O mais curioso nesta actuação é que Bernard Sumner engana-se na letra, por volta dos 2 minutos, voltando a iniciar a segunda estrofe, mas logo se pára. Como diria o Ricardo, "Só falha quem lá está dentro!". O vídeo que podem ver a seguir é um momento mágico. Foi em 1985.



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