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sexta-feira, outubro 05, 2018

Bob Geldof (67)


Pouco mais de um ano depois do Live Aid, Bob Geldof lançou Deep In The Heart Of Nowhere, o primeiro álbum a solo. Estávamos em novembro de 1986, Mário Soares era Presidente da República, Cavaco Silva ocupava o cargo de Primeiro-Ministro e eu trocava correspondência ardente e apaixonada com a miúda que roubara o meu primeiro beijo de sempre nas férias desse ano.

Voltando a Geldof, como pessoa muito bem relacionada que era - ou não tivesse sido capaz de reunir o mais fantástico conjunto de estrelas da pop rock para o concerto que marcou a nossa adolescência - Bob Geldof fez-se rodear, para o seu longa-duração, de uma série de individualidades de alto gabarito.

E um exemplo disso mesmo é o single que abriu as hostilidades - This Is The World Calling - escrito em parceria com David Stewart (Eurythmics) e em cujos coros surgem as maravilhosas Annie Lennox, Maria McKee e Alison Moyet. Pelo menos é o que diz a Wikipedia, e eu quero muito acreditar na Wikipedia. A canção é muito bonita e já está a anos-luz do rock arrebatado dos The Boomtown Rats. É, para mim, uma das pérolas da pop dos anos 80.

Decidi trazer aqui este single, que faz parte da minha coleção privada (sempre quis escrever isto, "a minha coleção privada"...), no dia em que Sir Bob Geldof completa 67 anos. Parabéns!

domingo, julho 03, 2011

VINCE CLARKE (51)

Se este senhor não existisse, os anos 80 teriam sido, provavelmente, um longo bocejo no que à música electrónica diz respeito. Há quem lhe chame talento, eu chamo-lhe génio. Tudo o que Vince Clarke tocou foi ouro, ou andou perto disso.

A primeira amostra de visibilidade, teve-a nos Depeche Mode, e com o álbum Speak And Spell. O imortal Just Can't Get Enough é da sua autoria. Jamais se saberá que rumo os DM tomariam se Clarke não tivesse saído da banda logo após a edição deste primeiro álbum...

O que se sabe é que o compositor se juntou à magnífica Alison Moyet, com quem gravou dois álbuns e deixou para a história aquela que eu considero a melhor canção dos anos 80: Only You. Mas, para além deste pedacinho de pop magistralmente belo, há ainda Nobody's Diary, Situation ou Don't Go, por exemplo.

Logo após o fim do grupo, Clarke juntou-se a Eric Radcliff, nos Assembly, que, recrutando Feargal Sharkey tiveram relativo êxito com o tema Never Never. Depois, com Paul Quinn, gravou o single One Day.

Mas Vince Clarke precisava de um projecto que lhe proporcionasse uma experiência mais sólida e duradoura, um novo fôlego que o projectasse definitivamente em termos comerciais. E esse projecto nasceu em 1985 com o nome Erasure. Após um anúncio no Melody Maker, que procurava um vocalista para dar corpo à genialidade electrónica de Clarke, surgiu Andy Bell, e o resto foi história. Temas como Sometimes, Chains of Love, Ship Of Fools, A Little Respect, Chorus, ou o EP Abba-esque, fizeram dos Erasure uma das bandas da pop electrónica mais fascinantes da década. E continuam de boa saúde, preparando a edição do nono álbum de originais para o próximo outono, com o título Tomorrow's World.

m 2008, Clarke e Moyet reformaram os Yazoo para celebrarem os 25 anos da banda. Por toda uma carreira cheia de momentos brilhantes, e porque hoje completa 51 anos, Vince Clarke merece os nossos parabéns. E o nosso obrigado!

sábado, junho 18, 2011

ALISON MOYET (50)

Geneviève Alison Jane Moyet parte da galeria das minha cantoras de eleição dos anos 80. Primeiro ao lado de Vince Clarke, nos Yazoo, depois a solo. Com os Yazoo eternizou aquela que é, para mim, a melhor canção dos anos 80: Only You. A sua voz quente e um pouco jazzy deu à electrónica de Vince Clarke o complemento ideal para se afirmar em todo o seu esplendor. Houve ainda Don't Go, Situation e Nobody's Diary, só para citar algumas. Quando o duo se separou, Alison converteu-se à pop mais mainstream, mas nem por isso perdeu qualidade. O seu primeiro álbum a solo, Alf (1984) é qualquer coisa de arrepiante. Love Ressurection, Invisible, e All Cried Out são momentos de intensidade vocal inigualáveis. Ainda desta era, mas não fazendo parte do álbum, surgiu That Ole Devil Called Love, mostrando toda a versatilidade jazzy de Moyet. O segundo álbum, Raindancing (1987), manteve-a nos primeiros lugares dos tops europeus, insistindo na vertente pop, diria eu, ainda mais pop do que o álbum anterior. Fazem parte deste álbum, as pérolas Is This Love e Weak In The Presence Of Beauty.

Os anos 90 não trouxeram boas notícias a Alison Moyet. Com uma relação difícil com a editora, os seus dois álbuns gravados nesta década - Hoodoo (1991) e Essex (1994) - nunca estiveram à altura do sucesso dos anos 80. Foi preciso chegar a 2002 para vermos o quinto álbum de originais da cantora, Hometime. Seguiram-se-lhe Voice (2004), um álbum de versões, e The Turn (2007), até à data, o último álbum de originais da cantora. Entretanto, os Yazoo regressaram ao activo em 2008 e entraram em digressão europeia que, infelizmente, não passou por Portugal. Hoje, Alison Moyet completa 50 anos. Parabéns!

sábado, novembro 29, 2003

YAZOO

All i needed was the love you gave, All i needed for another day, And all i ever knew, Only you



Only You é a canção mais bela dos anos 80. E o seu criador, Vince Clarke, um génio. Porque só os génios fazem coisas simples e belas. É, no entanto, a voz de Genevieve Alison Moyet que torna a canção tão especial. Porque lhe dá paixão, lamento, calor, corpo.



Os Yazoo apareceram em 1982. Acabadinho de sair dos Depeche Mode (que tinham editado o álbum Speak And Spell) e com um penteado de impor respeito, Clarke decidiu responder a um anúncio de Alison Moyet (também conhecida por Alf) na revista Melody Maker. Apesar de curto – a ligação durou apenas 2 anos - o caminho que os dois traçaram pelos meandros da pop-electrónica deixou marcas indeléveis na história da música dos eighties. Editaram os álbuns Upstairs At Eric's (1982) e You And Me Both (1983). Merecem destaque, para além de Only You, os temas Don't Go, Nobody's Diary e Situation. Em 1983, Vince Clarke juntou-se a Andy Bell para formar os fantásticos Erasure e Alison Moyet iniciou carreira a solo.

Duas curiosidades sobre os Yazoo:

- Only You teve uma versão a capella pelos Flying Pickets.
- Como já existia uma editora americana com a designação Yazoo, o grupo teve de abreviar para Yaz (mas só nos States).