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sexta-feira, março 15, 2013

TERENCE TRENT D'ARBY (51)

Terence Trent D'Arby já não é Terence Trent D'Arby. Reza a lenda que, em meados dos anos 90, o rapaz teve uma série de sonhos libertadores de qualquer coisa que nem ele próprio sabe o que foi e decidiu adotar um novo nome: Sananda Maitreya. Legalmente, fá-lo-ia apenas em 2001, justificando, para quem o queria ouvir, que o Terence estava morto e enterrado, que tinha, inclusivamente, assistido ao seu "nobre desaparecimento".  Nesse mesmo ano, lançou o álbum Wildcard, em cuja capa aparecem os dois nomes, o antigo e o novo, coisa tão inédita na música quanto estranha, digo eu. Um ano depois, reeditou esse mesmo álbum, mas agora apenas com a nova designação.
Tem editado regularmente, através da sua editora independente, a Treehouse Publishing, mas, ou eu ando muito distraído ou a sua música praticamente não chega a Portugal. As últimas notícias dão-no no Japão, numa série de acções promocionais da sua Return to Zooathalon Tour.
Vive em Itália com a bela Francesca Francone, com quem se casou em 2003, e os seus dois filhos. No facebook do músico podem encontrar uma foto da família Maitreya (só para verem que este blogue também se interessa pelas coisas fúteis da vida).
Hoje, Terence Trent D'Arby - para mim, será sempre assim - completa 51 anos. Parabéns!

quinta-feira, março 15, 2012

TERENCE TRENT D'ARBY (50)

No dia em que vi o teledisco de Sign Your Name pela primeira vez, apaixonei-me pela miúda que o protagoniza e que termina, para mal dos meus pecados, a beijar longa e apaixonadamente o senhor que canta (sim, que eu ganhei-lhe um ódio visceral). Como se não bastasse o teledisco desta linda balada, a menina em questão ainda tinha de aparecer no video de Wishing Well. Conclusão: passei muito tempo assombrado por aquela figura angélica e frágil. Coisas de adolescente. Sobre Terence Trent D'Arby, ou melhor, Sananda Maitreya, apenas me apetece dizer que completa hoje 50 anos. Quem quiser saber mais, pode ler o texto que escrevi há 8 anos, neste mesmo blogue. OITO ANOS??? Oh, God...

domingo, janeiro 01, 2012

A miúda do teledisco (3)

Falar desta catraia não é fácil. Por motivos factuais e por motivos sentimentais. Comecemos pelos menos dolorosos. Como já se devem ter apercebido, ela é a miúda de Sign Your Name, de Terence Trent D'Arby (que agora responde pelo nome de Sananda Maitreya). O seu nome é Kelly Brennan e era modelo quando filmou este teledisco. A partir daí, nada mais tenho sobre esta menina. Nicles. Procurei, vasculhei, e nada. Imagino que agora seja uma bem conservada quarentona, talvez com família, e a exercer design de interiores, curso que provavelmente tirou quando a carreira de modelo deixou de dar. O facto de ela proferir, no início do teledisco, aquele "Au revoir, Terence" indicia que seja francesa, mas, lá está, nada me garante que a voz coincida com a personagem. E se formos pelo nome... eu inclinar-me-ia para alguém nascido num país anglo-saxónico.
As razões sentimentais que tornam difícil escrever este texto é que a Kelly foi uma paixão de um adolescente de 16/17 anos que ficava colado ao ecrã sempre que o teledisco passava no Top Disco, desejando que a ficção se tornasse realidade (à maneira do Take On Me, dos A-Ha) e pudesse entrar na história, esmurrar o Terence e trazer a miúda pela mão. Esse adolescente era eu, e consegui sobreviver para contar. O que me atraiu em Kelly foi aquela beleza frágil, quase filigrana, o olhar suspenso, a madeixa a cair para a frente do rosto, e aqueles lábios para os quais não encontro adjetivos. Entretanto, Kelly Brennan, se estiveres a ler isto, diz qualquer coisa para o e-mail.

domingo, abril 10, 2011

Grupo X: Morrissey, naturalmente!

Com alguma facilidade, Morrissey venceu o grupo X, e último, da primeira fase da eleição da Melhor Voz Masculina dos Anos 80. Surpreendente foi, para mim, a chegada de Paddy McAloon (Prefab Sprout) ao segundo lugar, num grupo em que vozes tecnicamente mais poderosas ficaram pelo caminho. Mas ainda bem que assim acontece porque é sinal que a música ainda nos surpreende. Obrigado  todos pela participação. Brevemente, teremos notícias sobre a segunda fase!

Total de votos: 92
morrissey (smiths) - 22 (23%)
paddy mcaloon (prefab sprout) - 16 (17%)
david byrne (talking heads) - 11 (11%)
klaus meine (scorpions) - 10 (10%)
john bongiovi (bonjovi) - 10 (10%)
stevie wonder - 7 (7%)
terence trent d'arby - 5 (5%)
andy bell (erasure) - 4 (4%)
holly johnson (fgthollywood) - 4 (4%)
james hetfield (metallica) - 3 (3%)

terça-feira, abril 05, 2011

Voz Masculina dos Anos 80 - Grupo X


A primeira fase da eleição Melhor Voz Masculina dos Anos 80 está a chegar ao fim. Este é o último grupo de dez vozes para elegermos as cinco melhores que passarão à próxima fase. Podem votar na vossa preferida na barra lateral. Obrigado!

Na imagem:
terence trent d'arby
andy bell (erasure)
klaus meine (scorpions)
james hetfield (metallica)
stevie wonder
paddy mcaloon (prefab sprout) 
morrissey (smiths)
john bongiovi (bonjovi)
david byrne (talking heads)
holly johnson (fgth)

segunda-feira, março 15, 2004

TERENCE TRENT D'ARBY

Sign your name across my heart, I want you to be my lady

Este rapaz de cabelo trançado esteve na europa, em inícios dos anos 80, ao serviço do exército americano. Na Alemanha, juntou-se a uma banda funk chamada Touch e assim entrou no mundo musical. Em 1984, já livre do serviço militar, lançou com os Touch o álbum Love On Time, que deve ser uma raridade nesta altura (mas daquelas que ninguém quer saber). Dois anos depois, mudou-se para Londres onde fez parte dos The Bojangels, um grupo soul/funk. No mesmo ano assinou contrato musical com a CBS e o New Musical Express encheu-lhe o ego ao colocá-lo na primeira página com o título O Novo Príncipe da Pop.

Nova-iorquino de gema, TTD'Arby entrou no mundo da música para arrasar. Dizia ele que o seu primeiro disco seria a melhor coisa à face da terra, musicalmente falando, depois de Sgt. Pepper's, dos Beatles. De facto, talento não lhe faltava... e arrogância também não. O primeiro single If You Let Me Stay entrou para o top 10 britânico e o tão auto-elogiado álbum, Introducing the Hardline According to Terence Trent D'Arby (1987), não lhe ficou atrás em termos de sucesso. Façamos-lhe justiça: este primeiro longa-duração de TTD'Arby é um dos maiores discos da década. Nele podemos encontrar grandes canções como If You All Get To Heaven, If You Let Me Stay, Wishing Well, Dance Little Sister e a enormíssima balada Sign Your Name.

Lembro-me que houve quem começasse a falar na altura de TTD'Arby como o novo Prince, mas eu sempre desconfiei deste tipo de "associações". A verdade é que Terence iniciou no final da década uma curva descendente tão acentuada que rapidamente deixámos de ouvir falar dele nas tabelas de vendas.

A 12 de Junho de 1999 actuou com os INXS na abertura do Estádio Olímpico de Sydney (Austrália). No mesmo ano fez um incursão pela televisão ao fazer parte do elenco da série Shake, Rattle & Roll. na qual desempenhou o papel de Jackie Wilson.

Álbuns:
Introducing the Hardline According to Terence Trent D'Arby (1987)
Neither Fish nor Flesh (1988)
Symphony Or Damn (1993)
Vibrator (1995)
Wildcard (2001)


E agora, duas notícias que vão deixar-vos boquiabertos:

1- Terence Trent D'Arby faz hoje 42 anos. Se por acaso está a ler isto e vive em Milão (Itália), apareça na festa de aniversário do senhor e dê-lhe os parabéns. Diga que vai da parte do Tarzan Boy.

2- Terence Trent D'Arby já não é Terence Trent D'Arby. Em 2001, mudou o nome para o muito mais estético e funcional Sananda Maitreya. Criou a sua própria companhia discográfica, a Sananda Records, o que lhe assegura a edição dos trabalhos discográficos.

A sua biografia, no site oficial, começa assim: "Sananda Maitreya é um artista que sabe quem é e que está empenhado em sê-lo." Er... OK, buddy! (alguém percebeu?) Mais adiante confessa que o seu sangue é índio, português, espanhol, irlandês e africano. Uma autêntica misturadora.

E agora, para terminar, a revelação de que todos estavam à espera:

- Quando a sua mãe se casou com o Reverendo J.B. Darby, o jovem Terence Trent Howard mudou o último nome. Mais tarde acrescentou-lhe o apóstrofo, facto que iria ser determinante no seu sucesso. Deve ter sido por influência da Lena D'Água.